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50 anos de abril 50 anos de liberdade

“Há que manter abertas as portas que Abril abriu.”

EB José Afonso - Alhos Vedros

“Não sei se a História tem um fio se não tem. Mas já de Santarém partiu o capitão. De negro vem vestido em cima da Chaimite. Ouves? É o trote das lagartas. Cavalos e cavalos. (…) Verás florir o Tempo. E as armas desabrochadas: às três da madrugada.” Manuel Alegre

25 de Abril “Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo. Sophia de Mello Breyner Andersen

“não me digas que nunca sentiste uma força a crescer-te nos dedos e uma raiva a nascer-te nos dentes. “ Sérgio Godinho

“Disse a primeira palavra na madrugada serena um poeta que cantava o povo é quem mais ordena “ Ari dos Santos Às vezes é preciso ter coragem para “partir a loiça” utilizando uma expressão do agrado do Capitão de abril, Salgueiro Maia.

Celebrar abril é sempre um ato de Liberdade. A escola, construtora de mentalidades, incubadora do futuro, tem uma responsabilidade muito particular na preservação e perpetuação da memória histórica. Do pensamento à ação a escola tem de ser exemplo maior da cidadania em movimento. Assim, todos os anos, celebramos a Revolução de abril, em articulação disciplinar, quer em trabalho de sala de aula, quer através da exposição de trabalhos em diferentes espaços da escola.

ABRIL NA ZECA AFONSO

Não faltam as personalidades de abril; os "lápis cravo", os marcadores de livro, ilustrados pelos nossos alunos com as cores, as palavras, os rostos e as canções de abril, distribuídos à comunidade escolar; o percurso pela exposição alusiva à imprensa da época, legendada pelos alunos do 9º ano, memórias das prisões políticas; testemunhos orais de quem viveu as dificuldades do Estado Novo e vitóriou a Liberdade sobre a opressão; jogos interativos levados às salas de aula, pelos alunos do 6º ano; a representação, em jeito de teatro, da madrugada de abril, realizada pelos alunos do 9º A. Flashmob.

ABRIL NA ZECA AFONSO

"Portugal Amordaçado "

A REVOLUÇÃO -25 DE ABRIL DE 1974cravos de resistência - cravos de esperança

A 25 de Abril de 1974, o MFA, Movimento das Forças Armadas, colocou em marcha o Golpe de Estado, a partir do Posto de Comando das forças revoltosas, sediado no quartel da Pontinha. A Guerra Colonial, a Repressão, a Censura e as difíceis condições de vida marcavam o dia 24 de Abril de 1974. Os militares organizaram-se no Movimento das Forças Armadas e prepararam um Golpe Militar para destituírem o governo de Marcelo Caetano e terminarem com a Guerra Colonial. Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço, Salgueiro Maia,Vítor Alves, e muitos outros, prepararam e realizaram o Golpe Militar.

A Música e a Liberdade

"Disse a primeira palavra na madrugada serena um poeta que cantava o povo é quem mais ordena” Ari dos Santos

“ Grândola, Vila Morena”, Zeca Afonso.“ E Depois do Adeus”, Paulo de Carvalho. “ Pedra Filosofal”, Manuel Freire.“ A Cantiga é uma Arma”, Vozes Na Luta. “ O Que Faz Falta”, Zeca Afonso.“ Liberdade”, Sérgio Godinho.“ Que Parva Que Eu Sou”, Deolinda. “ Tourada”, Fernando Tordo.

O Rádio Clube Português transforma-se no emissor do posto de comando do Movimento das Forças Armadas. Está tudo a postos e devidamente combinado com o locutor João Paulo Dinis.Faltam cinco minutos para as 23 horas!“Convosco Paulo de Carvalho com o Euro festival de 74`,“E depois do Adeus “. Estava dado o primeiro sinal, a primeira senha, para o início das operações militares a desencadear pelo movimento das Forças Armadas. O segundo sinal, ou a segunda senha, será transmitido através da Rádio Renascença, às 00h20m, quando a voz de Zeca Afonso irrompeu com “Grândola Vila Morena”, no Programa Limite.

“Grândola Vila Morena Terra da Fraternidade o Povo é Quem Mais Ordena, Dentro de Ti ó Cidade.”

Acontecimentos marcantes do dia 25 de abril de 1974

Abril saiu à rua – A LIBERDADE ACABADA DE NASCER PLANTA O SEU PRIMEIRO CRAVO

Democratizar, Desenvolver, Descolonizar, os três grandes objetivos do Movimento das Forças Armadas, tornam-se num desígnio nacional. A libertação dos presos políticos, o fim da guerra colonial, as primeiras eleições livres, a liberdade de expressão, a igualdade entre homens e mulheres, as conquistas na saúde, no trabalho, na educação, a nova Constituição da República, abriram caminho ao desenvolvimento e abertura do país à Europa e ao Mundo.

Apesar dos sacrifícios vividos, da censura que sufocava no peito as palavras verdadeiras, apesar de cada tortura infligida pelas forças da ordem, de cada soldado caído no Ultramar, das lágrimas sentidas, do emigrante que corria perigo porque era obrigado a deixar a terra que o viu nascer, porque “ o sonho comanda a vida” apesar disso, a semente da resistência e da liberdade, que germinou durante um longo inverno de 48 anos, na clandestinidade, no exílio, nas prisões políticas, na resistência anónima, brutou "num dia de manhã clara". Vivemos um tempo que nos volta a colocar à prova, que sacode a consciência dos mais adormecidos.A Democracia e a Liberdade precisam de quem as proteja e celebre. Celebrar o dia 25 de abril de 1974 é um ato de responsabilidade acrescida, um contributo individual e coletivo na construção de uma consciência cívica e política fundamental para a preservação da memória histórica em que é preciso “escrever verdade sem outra mistura”. “ antes quebrar que torcer “ ... já dizia o poeta.

25 de abril sempre! 50 anos de liberdade