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Um Persurso pela Cidade

Baixa de Lisboa

"Carlos, só, dentro do coupé, voltando à Baixa, sentia uma alegria triunfante com aquela partida da condessa, e a inesperada jornada do Dâmaso. Era como uma dispersão providencial de todos os importunos: e assim se fazia em torno da Rua de S. Francisco uma solidão - com todos os seus encantos, e todas as suas cumplicidades." Cap. XI, p. 370

Baixa de Lisboa

No ano de 1755, após o devastador terremoto que assolou Lisboa, o Marquês de Pombal, primeiro-ministro de D. José I, liderou os esforços de reconstrução da cidade. Dessa reconstrução surge a Baixa de Lisboa, também conhecida como Baixa Pombalina, abrangendo uma área significativa da cidade, estendendo-se desde o Terreiro do Paço até à Praça Marquês de Pombal, passando pela Avenida da Liberdade e abrangendo toda a freguesia de Santa Maria Maior. Este novo bairro é caracterizado por ruas retas e perpendiculares, com a Rua Augusta como seu eixo principal, marcando uma mudança significativa em relação ao layout urbano medieval e orgânico. O estilo pombalino domina a arquitetura, com edifícios padronizados que combinam estabelecimentos comerciais no térreo e residências nos andares superiores. A grandiosidade dos edifícios reflete uma nova ordem social que valoriza a classe comercial e financeira, representando não apenas a reconstrução física da cidade, mas também uma transformação cultural e social.

Terramoto

Praça Marquês de Pombal

Baixa de Lisboa

Rua Augusta

Comercial

Baixa de Lisboa

O que Fazer na Baixa de Lisboa

Arco da Rua Augusta

O Arco do Triunfo da Rua Augusta, em Lisboa, Portugal, foi planejado em 1759 como parte da reconstrução pombalina após o terramoto de 1755. Foi projetado por Eugénio dos Santos e finalizado por Veríssimo José da Costa em 1873. O arco apresenta esculturas de Célestin Anatole Calmels e Vítor Bastos, representando temas como Glória, Génio, Valor, e figuras como Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. As esculturas de Vítor Bastos também retratam os rios Tejo e Douro, que delimitavam a região dos Lusitanos. O texto inscrito no topo do arco celebra a grandiosidade do Império Português e a descoberta de novos povos e culturas, com a frase: "Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas".

planejado em 1759

Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa, também conhecido como Elevador do Carmo, é um sistema de transporte público localizado no centro de Lisboa, Portugal, ligando a rua do Ouro e a rua do Carmo ao largo do Carmo. É uma das atrações mais distintas da Baixa de Lisboa, composta por uma torre metálica onde circulam duas cabinas e uma passadeira que conecta o piso superior à zona do Carmo. Projetado pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, as obras começaram em 1900 e o elevador foi inaugurado em 1902. Construído em ferro fundido, apresenta um estilo neogótico. Os passageiros podem desfrutar da viagem nas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão. Designado como Monumento Nacional desde 2002, a bilheteira está localizada sob os degraus da rua do Carmo.

inaugurado em 1902

Praça do Comércio

A Praça do Comércio, também conhecida como Terreiro do Paço, é uma praça na Baixa de Lisboa, próxima ao rio Tejo, onde ficava o palácio dos reis de Portugal por cerca de dois séculos. É uma das maiores praças da Europa, com aproximadamente 36.000 m² e é delimitada por 79 arcos. Representa historicamente o poder político em Portugal e foi fundamental no plano de reconstrução coordenado pelo Marquês de Pombal após o terramoto de 1755. Originalmente cor-de-rosa após a Revolução de 1910, os edifícios voltaram à sua cor amarela original. Atualmente, é ocupada por departamentos governamentais, atividades culturais, hotéis, restaurantes e cafés. O café Martinho da Arcada, frequentado por Fernando Pessoa, está localizado lá. A estátua equestre de D. José, erguida em 1775, está no centro da praça. O Arco Triunfal da Rua Augusta, entrada para a Baixa, fica no lado norte. A área, antes usada como estacionamento, agora é usada para eventos culturais e espetáculos.

Terreiro do Paço

Praça dos Restauradores/ Avenida da Liberdade / Rua dos Condes

"Subitamente, Ega parou: - Ora aí tens tu essa Avenida! Hem? Já não é mau. Num claro espaço rasgado, onde Carlos deixara o Passeio Público, pacato e frondoso - um obelisco, com borrões de bronze no pedestal, erguia um traço cor de açúcar na vibração fina da luz de Inverno: e os largos globos dos candeeiros que o cercavam, batidos do sol, brilhavam, transparentes e rutilantes, como grandes bolas de sabão suspensas no ar.“ Ob. cit., Cap. XVIII, p. 429

Praça dos Restauradores

A Praça dos Restauradores, localizada na Baixa de Lisboa, marca o extremo sul da Avenida da Liberdade, a apenas alguns passos da Praça de Dom Pedro IV, mais conhecida como Rossio. No centro da praça ergue-se o imponente Monumento aos Restauradores, um obelisco de 30 metros de altura. Inaugurado em 28 de abril de 1886, com um custo de 45 contos de réis, este monumento celebra a libertação de Portugal do domínio espanhol em 1 de dezembro de 1640.

Monumento aos Restauradores

Avenida da Liberdade

Após o Terramoto de 1755, o Marquês de Pombal ordenou a construção do Passeio Público, localizado na área atualmente ocupada pela parte inferior da Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores em Lisboa. Apesar de inicialmente reservado apenas para a alta sociedade e cercado por muros e portões, em 1821, o rei D. João VI ordenou a derrubada desses muros para permitir o acesso de todas as pessoas, independentemente de sua condição social. Pombal também incorporou pequenos riachos existentes na área na ornamentação do passeio, em vez de drená-los ou desviá-los. No entanto, ao longo do tempo, esses riachos secaram naturalmente ou foram drenados para permitir a construção das edificações que existem atualmente no local.

Marquês de Pombal

Rua dos Condes

A Rua dos Condes, situada em Lisboa, foi assim denominada antes do Terramoto de 1755 devido aos palácios dos Condes de Castelo Melhor, da Ericeira e de Povolide que ali se erguiam. No século XX, tornou-se conhecida por abrigar três cinemas: o Olympia, o Condes e o Odeon. O primeiro cinema a ser inaugurado na rua foi o Olympia em 22 de abril de 1911, seguido pelo Condes em 1920 e pelo Odeon em 1927. O cinema Condes foi demolido na década de 1950 para dar lugar a um novo edifício, que encerrou suas atividades como cinema em 1997. A origem do nome da rua é motivo de divergência entre os estudiosos: enquanto alguns, como Gomes de Brito, associam o topónimo aos Condes da Ericeira, militares e historiadores que residiram no Palácio dos Condes da Ericeira, construído em 1539, outros, como Norberto de Araújo, sugerem que o nome deriva dos diversos palácios de vários condes existentes naquela área.

Condes

Olympia

Odeon

Praça dos Restauradores/ Avenida da Liberdade / Rua dos Condes

O que visitar

Elevador da Lavra

O Elevador do Lavra, praticamente desconhecido para a maioria dos habitantes de Lisboa, entrou em operação em 18 de abril de 1884, tornando-se o mais antigo elevador da cidade. Inicialmente movido por um contrapeso de água, posteriormente foi adaptado para funcionar com vapor e atualmente é alimentado eletricamente. Conecta a rua Câmara Pestana ao largo da Anunciada, Ao chegar ao topo, os passageiros encontram os jardins do Campo Santana e do Torel nas proximidades. O Elevador do Lavra opera das 7h às 20h30 nos dias de semana e das 9h às 20h nos fins de semana, oferecendo uma oportunidade para experimentar este símbolo da cidade.

1884

Monumento dos Mortos

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra, situado na Avenida da Liberdade em Lisboa, presta homenagem aos combatentes portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial. A ideia de erigir este monumento surgiu em 9 de abril de 1920, no aniversário da Batalha de La Lys, como uma forma de honrar os heróis que perderam as suas vidas durante o conflito. A primeira pedra foi colocada em 9 de abril de 1923 pelo Presidente da República, Dr. António José de Almeida. Inaugurado em 22 de novembro de 1931, na presença do presidente da República, general Óscar Carmona, e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, general Vicente de Freitas. A legenda é "Ao serviço da Pátria, o esforço da Grei". Anteriormente, no mesmo local, foi planejado um monumento a António Maria Fontes Pereira de Melo, com a colocação da primeira pedra em 22 de janeiro de 1888.

Arquitetura e Calçada Portuguesa

A calçada portuguesa é um tipo de revestimento de piso utilizado em passeios, praças e áreas públicas, sendo muito popular em países lusófonos. Ela consiste no calcetamento com pedras de formato irregular, geralmente de calcário branco e preto, que formam padrões decorativos ou mosaicos. Esta técnica originou-se em Portugal no início do século XIX e rapidamente se espalhou para outras regiões, incluindo o Brasil. No entanto, a sua história remonta à antiguidade, com as primeiras pavimentações calcetadas. A calçada portuguesa é conhecida por sua flexibilidade de montagem e composição plástica, sendo apreciada por sua estética e durabilidade.

Rossio/Praça da Figueira

Rossio

O Rossio, uma praça animada e histórica que remonta ao século XIII, conhecida como Praça D. Pedro IV. Antigamente, durante o período romano, era um hipódromo, e durante o século XV, era conhecida como Valverde devido à presença de um afluente do Tejo que ali passava. Esta praça foi palco de muitos eventos importantes da história de Lisboa e sempre foi um local para feiras e mercados, com o Hospital de Todos os Santos sendo fundado ali no século XV. Da Praça do Rossio, é possível acessar a Igreja de São Domingos, uma das mais belas igrejas de Portugal, que testemunhou a perseguição aos judeus durante a Inquisição, sendo palco de autos de fé. Após o Terramoto de 1755, a praça foi reconstruída segundo o plano de Carlos Mardel, e em 1849, o novo Teatro Nacional D. Maria II foi instalado no local onde anteriormente estava o Tesouro. A praça apresenta um ambiente arborizado, com fontes monumentais e pavimento em mosaico português de basalto e calcário.

D. Pedro IV

Igreja de São Domingos

Praça da Figueira

Antes do terramoto de 1755, o Hospital de Todos os Santos ocupava o espaço central da Praça da Figueira, em Lisboa. Após a reconstrução liderada pelo Marquês de Pombal, a praça tornou se o principal mercado da cidade, abrigando um mercado coberto construído em 1885 e posteriormente demolido nos anos 50. Localizada entre o Martim Moniz e a Praça do Rossio, a Praça da Figueira é o epicentro da celebração dos Santos Populares, uma festa que anima toda a cidade hoje em dia. Rodeada por edifícios que agora abrigam hotéis, lojas, cafés e restaurantes com esplanadas, a praça abriga a estátua equestre de D. João I, esculpida por Leopoldo de Almeida em 1971 em bronze, adornada por centenas de pombos, que se tornaram uma característica marcante deste local.

D. João l

Hospital de Todos os Santos

Rossio/Praça da Figueira

Memorial do Massacre Judaico

A escultura inaugurada em 19 de Abril de 2008, no Largo de São Domingos, em Lisboa, é um tributo às vítimas do massacre judaico de 1506, um ato de intolerância e fanatismo religioso. O massacre, instigado por dominicanos, resultou na morte de mais de 2000 judeus, culpados injustamente pelas pestes que assolavam a cidade na época. A escultura, concebida pela arquiteta Graça Bachmann a pedido da Comunidade Judaica, é uma peça em pedra, semiesférica e inclinada, com uma inscrição sobre a Estrela de David que faz referência ao massacre, além de uma citação do Livro de Job: "Ó terra não ocultes o meu sangue, não ocultes o meu clamor", gravada em um bloco de pedra retangular onde a escultura se apoia.

Largo

Estação do Rossio

A Estação do Rossio teve a sua construção planejada e iniciada na década de 1880, como parte da Linha de Cintura. A cerimônia de inauguração ocorreu em 18 de Maio de 1890. Ao longo das décadas seguintes, passou por várias melhorias e modernizações, como a introdução de sistemas de sinalização, iluminação elétrica, e a eletrificação da Linha de Sintra. Durante o século XX, a estação foi palco de diversos eventos históricos, como o assassinato de Sidónio Pais em 1918. Nas décadas de 1970 e 1980, sofreu alterações estruturais significativas, incluindo a instalação de um centro comercial. Na década de 1990, passou por uma grande reforma, com a construção de uma ligação direta ao Metropolitano de Lisboa. No século XXI, a estação passou por obras de reabilitação, incluindo o restauro da estátua de D. Sebastião, que foi danificada em 2016.

Assassinato de Sidónio Pais

1880

estátua de D. Sebastião

Teatro Nacional D. Maria II

O Teatro Nacional D. Maria II tem uma história que remonta a 1836, quando Almeida Garrett foi encarregado por Passos Manuel de criar um teatro nacional em Portugal. Após a inauguração do edifício definitivo em 1846, construído no local dos escombros do antigo Palácio dos Estaus, sede da Inquisição, o teatro tornou-se um centro vital para a cultura e arte dramática portuguesa. Apesar de um incêndio devastador em 1964, que exigiu uma reconstrução completa, o teatro reabriu suas portas em 1978. Desde então, teve uma série de diretores artísticos e presidentes do conselho de administração, cada um contribuindo para sua rica história cultural. Em 2004, o Teatro Nacional D. Maria II passou a ser uma sociedade anónima de capitais públicos e, em 2007, tornou-se uma entidade pública empresarial. Em 2012, foi reclassificado como monumento nacional, destacando ainda mais sua importância histórica e cultural para Portugal.

incêndio

Palácio dos Estaus

Chiado

Chiado

O Chiado, um bairro icônico e tradicional de Lisboa, está localizado entre o Bairro Alto e a Baixa Pombalina. Anteriormente dividido entre as freguesias do Sacramento e dos Mártires, agora está completamente integrado na freguesia de Santa Maria Maior. A partir de 1846, com a criação do Grémio Literário de Lisboa, o Chiado tornou-se o epicentro do romantismo português, atraindo intelectuais e escritores influentes da época, como destacado na obra "Os Maias" de Eça de Queiroz. Na década de 1980, devido a mudanças nos hábitos dos habitantes de Lisboa e à inauguração do centro comercial Amoreiras, o Chiado entrou em declínio. Em 25 de agosto de 1988, um incêndio devastador no edifício Grandella se alastrou para outros dezessete edifícios, deixando parte do Chiado em ruínas. A reconstrução, liderada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, ocorreu ao longo da década de 1990.

Bairro Alto

Incêndio

Grémio Literário de Lisboa

Chiado

Basílica de Nossa Senhora dos Mártires

A Basílica de Nossa Senhora dos Mártires, localizada no Chiado, Lisboa, é um exemplo destacado da arquitetura religiosa do período pombalino, combinando elementos barrocos tardios e neoclássicos. A sua história remonta à criação da paróquia após a reconquista de Lisboa em 1147, com uma ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires, venerada em memória dos soldados cristãos. A igreja original foi destruída pelo terremoto de 1755 e reconstruída em 1784 pelo arquiteto Reinaldo Manuel dos Santos. Destacam-se na basílica a pia batismal original pré-terremoto, os magníficos tetos e retábulos de Pedro Alexandrino de Carvalho, o órgão em talha dourada de António Xavier Machado e Cerveira, e um presépio do século XVIII.

reconquista de Lisboa

Miradouro de São Pedro de Alcântara

O Jardim António Nobre, também conhecido como Jardim São Pedro de Alcântara, oferece uma das mais deslumbrantes vistas panorâmicas de Lisboa, comparável à do miradouro do Castelo de São Jorge. Localizado neste ponto, é possível contemplar a colina do Castelo e suas muralhas, o Martim Moniz, a Baixa, a Mouraria, Alfama atrás da Sé, o rio Tejo e as novas áreas da cidade ao norte. Um telescópio permite observar de perto edifícios e detalhes, enquanto um painel de azulejos, criado por Fred Kradolfer em 1952, serve como um mapa para orientação.

miradouro do Castelo de São Jorge

painel de azuleijos

Palácio Chiado

O Palácio Chiado, localizado no antigo Palácio Quintela, é agora um restaurante que preserva a história e a essência do local. Foi aqui que nasceram as expressões "farrobodó" e "à grande e à francesa", devido aos banquetes extravagantes servidos por Joaquim Pedro de Quintela, o primeiro Conde de Farrobo. Este edifício do século XVIII era um ponto de encontro para a aristocracia e os amantes da boa vida, que desfrutavam de jantares suntuosos e festas animadas. O Palácio Chiado oferece uma experiência única que combina história, arte e gastronomia contemporânea.Apesar do ambiente requintado, o preço é surpreendentemente acessível, tornando este local uma escolha atraente para uma experiência culinária memorável em Lisboa.

Palácio Quintela

Rua Nova do Almada/ Rua Garrett

"Saiu. E dera apenas alguns passos na rua Nova do Almada, quando avistou o Dâmaso, num coupé lançado a grande trote, que o chamava, mandava parar, com a face à portinhola, vermelho e radiante: " Ob. cit., Cap. VII, p. 127

Rua Nova do Almada

A Rua Nova do Almada é uma via emblemática de Lisboa, localizada na área do Chiado. O seu trajeto começa na confluência da Rua de São Julião com o Largo de São Julião, atravessando importantes pontos como a Rua da Conceição, a Calçada de São Francisco, o Largo da Boa-Hora, a Rua de São Nicolau e a Calçada Nova de São Francisco, entre outros, antes de chegar à confluência da Rua Garrett com a Rua do Carmo, onde termina. Pertencente à freguesia de Santa Maria Maior, esta rua existe desde antes de 1665 e foi remodelada após o terramoto de 1755, sendo novamente inaugurada em 17 de junho de 1787. A designação da rua presta homenagem a Rui Fernandes de Almada, antigo presidente do Senado Municipal, que ordenou sua abertura em 1665. O termo "Rua Nova" foi adotado para distingui-la da Rua do Almada, localizada na freguesia de São Paulo, proporcionando assim uma identificação clara.

Rua de São Julião

Rua Garrett

A Rua Garrett, destaca-se como uma das mais belas ruas comerciais, com uma história que remonta ao século XVIII. Esta rua é conhecida pelas suas lojas de luxo e designers que atraem compradores com um gosto refinado e uma paixão pela moda ou até mesmo apenas para apreciar as vitrines e sonhar. Como uma das capitais mais antigas da Europa, Lisboa também abriga lojas historicamente relevantes, com vitrines de antiguidades que se misturam com as mais recentes boutiques de designers e calçados, além dos melhores restaurantes dirigidos pelos mais renomados chefs da época. A rua em si é decorada com um mosaico de paralelepípedos e parece gritar história a cada vista. Edifícios revestidos de azulejos antigos rodeiam candeeiros de rua originais com o símbolo icónico de Lisboa, um navio que transporta os restos mortais de São Vicente guardado por dois corvos.

São Vicente

azulejos

Rua Nova do Almada/ Rua Garrett

Livraria Bertrand

A Livraria Bertrand, fundada em 1732, é uma das mais antigas do mundo e um ponto de encontro histórico para intelectuais, poetas, escritores e pensadores. Em 2010, recebeu o reconhecimento do Guinness World Records como a livraria em operação contínua mais antiga, um título que orgulhosamente exibe. Com salas interligadas, tetos abobadados e estantes de madeira esculpidas à mão, a Bertrand oferece uma vasta seleção de títulos em português, inglês, francês e espanhol. Destaque é dado a escritores portugueses, como Fernando Pessoa, cuja obra é honrada em uma sala dedicada a ele dentro da livraria. Este espaço destaca a importância do renomado poeta e filósofo, cuja influência transcende as fronteiras linguísticas..

mais antigas

Café A Brasileira

A Brasileira do Chiado é um dos cafés mais antigos de Lisboa, fundado em 19 de novembro de 1905 na Rua Garrett. Localizado em um edifício histórico na mesma rua, o estabelecimento faz parte de um conjunto classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1997, que também abriga outras instituições. Especializado em café, a Brasileira importa grãos, principalmente do Brasil, reconhecidos pela sua qualidade. Além disso, o termo "bica", usado em Lisboa para se referir a um café, tem origem neste estabelecimento, onde o café era servido diretamente das torneiras das máquinas, proporcionando um sabor mais intenso e fresco aos clientes.

Pastelaria Benard

A Pastelaria Benard, localizada no topo da Rua Garret, próxima à estátua de Fernando Pessoa e à saída do metro, é uma instituição emblemática do Chiado. Fundada em 1868 por Élie Benard, inicialmente na Rua do Loreto, mudou-se para a Rua Garrett em 1902. Inicialmente frequentada principalmente por mulheres, acabou atraindo também o público masculino. O nome da pastelaria tem uma origem curiosa: para evitar uma taxa municipal em 1926, "aportuguesaram" o nome do estabelecimento. Sob nova gestão a partir de 1940, a pastelaria tornou-se conhecida pelos banquetes faustosos, tendo até servido a Rainha Isabel II. Hoje, é famosa por seus croissants, vendidos em grande quantidade.

1926

Rua Ivens/ Grémio Literário

"Em Lisboa, entre o Grémio e a Casa Havanesa, já se começava a falar do “arranjinho do Ega". Ob. cit., Cap. V, p. 78 "O Sr. Cruges vivia agora na Rua de S. Francisco, quatro portas adiante do Grémio." (nº 37) Ob. cit., Cap. VIII, p. 132"Adiante do Grémio, encostado ao passeio, estava um coupé da Companhia, com um trintanário de luvas brancas, esperando junto ao portal." Ob. cit., Cap. X, p. 186

Rua Ivens

A Rua Ivens, anteriormente conhecida como Rua de São Francisco, conecta o Largo Nacional de Belas Artes à Rua Garrett, e é significativa devido ao explorador africano Roberto Ivens (1850-1898). Ele e Hermenegildo Capelo protagonizaram uma travessia do sul de Angola a Quelimane, em Moçambique, entre 1884 e 1885, fornecendo valiosa informação geográfica, cartográfica, zoológica, mineral e botânica ao longo de 14 meses. Desde 1875, o Grémio Literário, uma importante instituição cultural e literária em Portugal, está localizado nesta rua.

Largo Nacional de Belas Artes

Grémio Literário

O Grémio Literário, fundado por figuras proeminentes do Romantismo nacional e do liberalismo português, tem uma história rica e variada. A sua sede, estabelecida no palacete do visconde de Loures em 1875, é um exemplo da arquitetura romântica de Lisboa. Ao longo do século XIX, foi um centro de atividade intelectual e social, com conferências, cursos e uma influência significativa na cultura da época. No século XX, realizou a primeira exposição modernista em Portugal em 1912 e, após um período de declínio durante a I República, recuperou a sua importância nas décadas de 1960 e 1970. Além de promover iniciativas culturais e criar um prémio literário, desenvolveu secções desportivas, como esgrima e xadrez. Reconhecido por suas contribuições, o Grémio Literário foi agraciado com o grau de Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada em 1996 e da Ordem do Infante D. Henrique em 2021.

Rua Ivens/ Grémio Literário

Palacete Iglésias

Um palacete residencial neoclássico, projetado pelo arquiteto Giuseppe Cinatti e construído a partir de 1859 para a família Iglésias, foi ampliado em 1862 durante a construção. Vendido ao Estado em 1971, foi convertido no Ministério da Economia após obras de adaptação. Possui uma planta irregular em forma de L, com fachadas simétricas e detalhes em cantaria, como pilastras, frisos e balaustrada. Destacam-se o portal principal, com pilastras simples e arco pleno sobreposto por uma cornija, e as janelas em molduras retas de cantaria, com janelas de sacada no piso nobre. O palacete representa uma síntese entre a tradição construtiva nacional e influências mais contemporâneas.

construido

Miradouro Largo da Academia de Belas Artes

Os miradouros de Lisboa oferecem vistas diversas e surpreendentes da cidade, incluindo pontos turísticos, históricos, a beleza natural do rio, os telhados e detalhes arquitetônicos. Mesmo em locais inesperados, como um terraço usado como estacionamento privado, é possível desfrutar de uma vista panorâmica incrível de Lisboa. O miradouro do Largo da Academia Nacional de Belas Artes, localizado no Chiado, é uma verdadeira surpresa escondida. De lá, é possível admirar uma variedade de belos cenários da cidade, como o Castelo de São Jorge, a Sé, a cúpula dos Paços do Concelho e o arco triunfal da Rua Augusta. Além disso, oferece uma vista deslumbrante dos telhados e detalhes autênticos da arquitetura local, com o rio Tejo ao fundo.

Castelo de São Jorge

Convento de São Francisco lisboa

O Convento de São Francisco da Cidade, fundado em Lisboa no século XII pela Ordem Franciscana, foi liderado por Frei Zacarias. Construído no Monte Fragoso, foi posteriormente integrado na cidade com a construção da Muralha Fernandina. Durante os séculos XV e XVI, experimentou um período de grande esplendor, sendo reconstruído em 1528. Além de convento e templo, serviu como albergue, hospital e local de reunião das Cortes. Sofreu danos em incêndios em 1708 e 1741, sendo destruído pelo terremoto de 1755. Uma nova igreja começou a ser construída, mas as Ordens religiosas foram extintas em 1834. As instalações do convento abrigaram a Biblioteca Nacional de Portugal de 1836 a 1965 e, posteriormente, a Escola Superior de Belas Artes.

Rua do Ferragial/ Rua Vítor Córdon

Rua do Ferragial

O sítio do Ferragial, que remonta ao século XVI e recebeu esse nome devido a uma planta de pasto, está localizado na parte antiga da cidade de Lisboa, com três ruas associadas a ele: a Calçada, a Rua e a Travessa do Ferragial. A Calçada do Ferragial conecta o Largo do Corpo Santo à Rua Vítor Cordon, enquanto a Rua do Ferragial se estende da Calçada do Ferragial até a Rua do Alecrim. A Travessa do Ferragial une a Calçada do Ferragial à Rua Vítor Cordon. Em 1874, por decisão do Governo Civil de Lisboa, a Travessa do Ferragial foi oficializada como o antigo Beco da Linheira, seguindo uma proposta do vereador Francisco Margiochi aprovada pela edilidade lisboeta.

Rua Vítor Córdon

A Rua Vítor Cordon, situada no extremo sul da Rua Ivens, marca a fronteira do bairro do Chiado. Anteriormente conhecida como Rua do Ferragial, refletia a sua origem agrícola, caracterizada por pastagens e olivais, devido à sua proximidade ao antigo Convento de São Francisco. Francisco Vítor Cordon (1851-1901), homenageado no nome da rua, foi um militar que desempenhou um papel significativo na instalação da rede de telégrafos e na expansão do caminho de ferro em Angola. A sua notável exploração do interior de Moçambique contribuiu para consolidar a presença portuguesa nessa região, durante um período marcado por intensas disputas internacionais pelo controle desses territórios.

Convento de São Francisco.

Rua do Ferragial/ Rua Vítor Córdon

Brisa Galeria

A galeria de arte contemporânea Brisa, localizada num edifício pombalino no Chiado, destaca-se pela sua forte aposta na fotografia. Inaugurada em 2018, esta galeria promove uma variedade de temas e privilegia a pesquisa e investigação no campo da fotografia. O casal, Bebel Moraes e Daniel Mattar, do Rio de Janeiro, trouxe a sua paixão por Lisboa e pela arte ao abrir esta galeria. Com uma vasta experiência na área da fotografia, proveniente do mundo da moda brasileira - ela como stylist e ele como fotógrafo - o casal traz para a galeria projetos fotográficos que exploram temáticas das sociedades tradicionais.

Fine Art

Memorial aos mortos no 25 de Abril

No dia 3 de abril de 2024 ocorreu uma homenagem em Lisboa, em memória das quatro pessoas alvejadas pela PIDE/DGS na noite de 25 de abril de 1974. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, consistiu na instalação de uma placa com um QR Code que direciona para a página do Museu do Aljube Resistência e Liberdade, onde é possível consultar a biografia de cada uma das vítimas. Esta homenagem foi resultado da solicitação de cidadãos ao município, desejando ver mais presente na memória dos lisboetas e portugueses os eventos de 1974. A cerimónia contou com a presença dos impulsionadores da homenagem e da diretora municipal de Cultura, Laurentina Pereira.

Teatro Nacional de S. Carlos

O Teatro Nacional de São Carlos, construído em Lisboa em apenas seis meses, é uma obra arquitetônica que combina elementos neoclássicos e rococó, seguindo a tradição dos grandes teatros italianos. A sua construção foi decidida em 1792, como uma fonte de receita para a Casa Pia, uma instituição de caridade. Financiado por um empréstimo de negociantes locais, o teatro foi inaugurado em 1793 e recebeu o nome da princesa D. Carlota Joaquina de Borbón. Ao longo dos anos, o São Carlos tem sido um marco importante na cena cultural de Lisboa, oferecendo um espaço para apresentações de ópera italiana e outros espetáculos.

rococó

D. Carlota Joaquina de Borbón

"Depois, daí a duas semanas o Alencar, entrando em S. Carlos ao fim do primeiro ato do Barbeiro, ficou assombrado ao ver Pedro da Maia instalado na frisa da Monforte, à frente, ao lado de Maria, com uma camélia escarlate na casaca - igual às dum ramo pousado no rebordo de veludo." Ob. cit.. Cap. I, p. 13 "Nessa noite, em S. Carlos, num entreato das "Huguenotes", Ega apresentou-o ao senhor conde de Gouvarinho, no corredor das frisas. " Ob. cit.. Cap. V, p. 84

Teatro Nacional de S. Carlos

O Teatro Nacional de São Carlos, construído em Lisboa em apenas seis meses, é uma obra arquitetônica que combina elementos neoclássicos e rococó, seguindo a tradição dos grandes teatros italianos. A sua construção foi decidida em 1792, como uma fonte de receita para a Casa Pia, uma instituição de caridade. Financiado por um empréstimo de negociantes locais, o teatro foi inaugurado em 1793 e recebeu o nome da princesa D. Carlota Joaquina de Borbón. Ao longo dos anos, o São Carlos tem sido um marco importante na cena cultural de Lisboa, oferecendo um espaço para apresentações de ópera italiana e outros espetáculos.

rococó

D. Carlota Joaquina de Borbón

Largo do Chiado

Largo do Chiado

O Largo do Chiado, localizado em Lisboa, abrange partes das freguesias de Santa Maria Maior e Misericórdia. No lado oeste do largo, costumavam ficar as torres das antigas Portas de Santa Catarina da cerca fernandina de Lisboa, construídas entre 1373 e 1375 e demolidas no início do século XVIII. Hoje, esse espaço é ocupado pelas igrejas do Loreto e da Encarnação. No lado leste do largo, desde 1929, há uma estátua do poeta António Ribeiro, conhecido como "Chiado". Entre 1771 e 1853, havia um chafariz no mesmo local, o Chafariz do Loreto, alimentado pelo Aqueduto das Águas Livres por meio da Galeria do Loreto. A estátua de Neptuno que ficava no topo do chafariz agora está localizada no centro da fonte do Largo de Dona Estefânia.

igrejas do Loreto

Encarnação

Largo do Chiado

Fidelidade Arte

Galeria Fidelidade Arte, que apresenta uma extensa coleção de arte moderna e contemporânea. A galeria está instalada no antigo Palácio do Loreto, uma bela peça de arquitetura residencial do século XIX, que possui um magnífico jardim. Originalmente localizado no Largo das Duas Igrejas, por abrigar as Igrejas da Encarnação e da Nossa Senhora do Loreto, o palácio também é conhecido como Palácio Ferreira Pinto Basto, em homenagem ao fundador da marca Vista Alegre. Ficou famoso como hotel, imortalizado por Eça de Queirós em "O Mandarim". Em 1913, tornou-se a sede da companhia de seguros "A Mundial", e entre 1944 e 1950 passou por obras de adaptação pelo arquiteto Pardal Monteiro. Em 2002, a Galeria Fidelidade Arte foi fundada, com Ana Fontoura como coordenadora, proporcionando um espaço para exposições de arte contemporânea no âmbito do Programa de Responsabilidade Social do Grupo Fidelidade Seguros na vertente Cultura.

Palácio do Loreto

António Ribeiro Chiado

António Ribeiro, também conhecido como Chiado, nasceu em Évora. Após deixar a Ordem dos Franciscanos, mudou-se para Lisboa, onde demonstrou talento como poeta repentista, improvisador, ator e ventríloquo. Ele faleceu em 1591. A sua estátua, em bronze, sobre uma base de pedra lioz, foi erguida no Largo do Chiado por iniciativa da Câmara Municipal e inaugurada em 18 de dezembro de 1925. A escultura, criada por Costa Mota, representa o poeta boêmio e jocoso, uma figura conhecida entre os intelectuais e artistas do bairro. Chiado divulgava seus autos satíricos neste ambiente cultural.

Estátua de Fernando Pessoa

A estátua do escritor português Fernando Pessoa, localizada na zona do Chiado em Lisboa, é uma das mais famosas do país. Criada em bronze pelo escultor Lagoa Henriques, a estátua foi inaugurada em 13 de junho de 1988, no centenário do nascimento de Pessoa, pelo então Presidente da República, Mário Soares. Originalmente projetada com o braço esquerdo levantado, a posição da estátua foi alterada durante a criação. Ao abrir o livro "Obras de Fernando Pessoa" ao acaso, o escultor deparou-se com o poema cujo primeiro verso era "A mão posta sobre a mesa", interpretando isso como uma mensagem do próprio Pessoa. Assim, decidiu mudar a posição do braço, colocando-o sobre a mesa. A estátua está localizada na esplanada do icônico café A Brasileira, fundado em 1905, que era conhecido por vender café do Brasil desde aquela época, devido à experiência do proprietário que viveu no país e importava produtos brasileiros.

Rua Serpa Pinto/ Largo Rafael Bordalo Pinheiro

"Quando chegaram à porta, Eusébio metera para os lados do Carmo. E alcançaram-no no largo da Abegoaria, àquela hora deserto, mudo, com dois bicos de gás mortiços." Ob. cit., Cap. XVI, p. 370

Rua Serpa Pinto

A parte nascente do Largo de São Carlos, entre a Rua Garrett e a Rua Vítor Cordon, recebe o nome de Alexandre Serpa Pinto (1846-1900), renomado explorador e cientista conhecido pelas suas expedições em África. A sua obra mais famosa, "Como eu atravessei a África", relata a sua viagem entre Angola e a África do Sul, realizada entre 1879 e 1884. Muitos dos materiais coletados durante essas expedições são preservados como patrimônio da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Largo Rafael Bordalo Pinheiro

A Travessa do Carmo leva ao Largo Rafael Bordalo Pinheiro, localizado nos terrenos do antigo Convento da Trindade, iniciado no início do século XIII. Este largo é um exemplo clássico, pois é o ponto de encontro de várias ruas. Anteriormente conhecido como Largo da Abegoaria devido à presença de celeiros e equipamentos agrícolas, refletindo a natureza rural da área com hortas, quintais e olivais associados às propriedades do convento. O nome atual foi dado pela Câmara Municipal para honrar Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), uma figura proeminente na vida cultural do Chiado, conhecido por suas contribuições na ilustração, caricatura e cerâmica, e que viveu nesta região. Neste largo, ficava o Casino Lisbonense, onde ocorreram as famosas Conferências do Casino em 1871, organizadas por Eça de Queiroz e Antero de Quental.

Convento da Trindade

Eça de Queirós

Rua Serpa Pinto/ Largo Rafael Bordalo Pinheiro

Estátua Fernando Pessoa

A escultura "Hommage a Pessoa" é uma obra de bronze com cerca de 4 metros de altura, criada em 2001 pelo artista belga Jean-Michel Folon. Foi inaugurada em 13 de junho de 2008, por ocasião do 120º aniversário do nascimento do poeta Fernando Pessoa, por iniciativa da câmara municipal. A peça foi adquirida pela autarquia após uma exposição do escultor no Castelo de São Jorge. Está localizada no Largo de São Carlos, em Lisboa, em frente ao prédio onde Fernando Pessoa nasceu e viveu até os 5 anos de idade.

Museu Nacional de Arte Contemporânea

O Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, instalado desde 1911 no antigo Convento de São Francisco da Cidade, apresenta uma ampla coleção de arte portuguesa desde o século XIX até os dias atuais. Após um incêndio em 1988, foi reinaugurado em 1994 com uma renovação liderada pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte. O museu oferece exposições permanentes e temporárias, bem como atividades culturais como visitas guiadas, conferências, seminários e concertos. Seu serviço educativo promove a interação do público com a arte e a cultura.

Círculo Eça de Queiroz

O Círculo Eça de Queiroz, fundado em 1940, é uma agremiação com caráter intelectual e social, dedicada a promover o convívio entre sócios e convidados, bem como o apreço pelas letras e artes. Por meio de conferências, exposições e concertos, o Círculo busca fomentar o interesse cultural e proporcionar um espaço para grandes figuras da cultura portuguesa e estrangeira. Entre seus sócios de honra e conferencistas estão nomes como Maurice Maeterlink, T.S. Eliot, Graham Greene, Gabriel Marcel, Gregório Marañon, Ortega y Gasset e Eugénio Montes. Reconhecido pelo clima cultural que promove no Chiado e pelo patrimônio artístico em sua sede, o Círculo recebeu o estatuto de Utilidade Pública em 2005.

Teatro da Trindade

"Quando chegaram à porta, Eusébio metera para os lados do Carmo. E "Pararam à porta do Teatro da Trindade no momento em que de uma tipóia de praça se apeava um sujeito de barbas de apóstolo, todo de luto, com um chapéu de largas abas recurvas à moda de 1830. Passou junto dos dois amigos sem os ver, recolhendo um troco à bolsa. Mas Ega reconheceu-o. - É o tio do Dâmaso, um dos bêbados da família - lembrou Carlos rindo." Ob. cit., Cap. XVI, p. 358 -no no largo da Abegoaria, àquela hora deserto, mudo, com dois bicos de gás mortiços." Ob. cit., Cap. XVI, p. 370

Teatro da Trindade

O Teatro da Trindade, construído em 1866, foi uma iniciativa de Francisco Palha e seus associados, como o Duque de Palmela e Frederico Biester. Localizado entre o Largo da Trindade e as ruas Nova da Trindade e Largo de São Roque, o seu projeto arquitetônico, por Miguel Evaristo de Lima Pinto, combinava características pombalinas com neoclássicas. A fachada principal ostentava medalhões representando escritores e musas da dança, enquanto o interior apresentava uma sala principal com plateia em ferradura, cadeiras móveis e decoração luxuosa em ouro branco e carmim. O Salão do Trindade, uma sala adjacente, foi demolido em 1921. Após diversas remodelações, o teatro foi adquirido pela FNAT em 1962 e passou por obras de renovação em 1991 e 2009, restaurando sua grandiosidade e importância como um dos edifícios mais emblemáticos da cidade.

1866

1962

S.Pedro de Alcântara

"Havia três semanas apenas que aqueles braços perfumados de verbena se tinham atirado ao seu pescoço, - e agora, pelo passeio de S. Pedro de Alcântara, sob o ligeiro chuvisco que batia as folhagens da alameda, ele ia pensando como se poderia desembaraçar da sua tenacidade, do seu ardor, do seu peso..." Ob. cit., Cap. X, p. 184

S.Pedro de Alcântara

Museu de São Roque

O Museu de São Roque, também conhecido como Museu de Arte Sacra de São Roque, está localizado em Lisboa, anexo à igreja de São Roque. Fundado em 1898 pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o museu apresenta uma coleção de arte sacra, incluindo alfaias e paramentos da Capela de São João Batista, encomendados por D. João V. Inicialmente, apenas parte do tesouro da capela foi exibido ao público, mas posteriormente o museu expandiu sua exposição para incluir obras de arte relevantes da instituição. As exposições foram inicialmente alojadas em salas da antiga casa professa da Companhia de Jesus, inaugurando em 1905. Sujeito a reformas ao longo dos anos, o museu passou por um processo de remodelação e valorização das coleções na década de 1960, reabrindo em 1968. Em 1992, foram realizadas obras de remodelação para acomodar mais peças, incluindo pinturas, esculturas e ourivesaria do período entre meados do século XVI e 1768, correspondente à permanência dos jesuítas na igreja e antiga Casa Professa de São Roque.

arte

Miradouro de S.Pedro de Alcântara

O Miradouro de São Pedro de Alcântara, situado no Jardim António Nobre, oferece uma das mais impressionantes vistas panorâmicas de Lisboa. Comparável ao miradouro do Castelo de São Jorge, proporciona uma visão abrangente da colina do castelo, as suas muralhas, o Martim Moniz, a Baixa, a Mouraria, Alfama, o rio Tejo e as áreas mais recentes da cidade. Equipado com um telescópio para observação detalhada e um painel de azulejos desenhado por Fred Kradolfer em 1952, que funciona como um mapa, este miradouro é um local privilegiado para apreciar a beleza da cidade.

São Pedro de Alcântara

Convento de São Pedro de Alcântara

Construído no século XVII, o Convento de São Pedro de Alcântara foi fundado graças a um voto do 1º Marquês de Marialva, após a vitória portuguesa na Batalha de Montes Claros em 1665. Em 1670, o rei autorizou a instalação dos franciscanos capuchos da província da Arrábida no local. A Capela dos Lencastres, construída em 1690, é uma joia do convento, decorada com mármores coloridos ao estilo italiano e um teto com frescos de brutesco nacional do século XVII. O altar é dedicado aos mártires de Lisboa: Veríssimo, Máxima e Júlia. A Igreja, edificada em 1681, destaca-se pelos altares em talha dourada com temas franciscanos, pinturas joaninas, painéis de azulejos e um teto pintado em trompe l’oeil pelo francês Pierre Bordes em 1878. Em 1883, o convento foi entregue à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa por decreto de D. Pedro.

Batalha de Montes Claros

Rua da mesiricórdia/ Café restaurante Tavares

Rua da Mesiricórdia

A Rua da Misericórdia, uma extensão da Rua do Alecrim, corresponde a uma grande via que se formou fora da muralha fernandina do século XIV. Os vestígios dessa antiga estrutura defensiva ainda podem ser observados dentro de alguns edifícios ao longo da rua. Inicialmente chamada de Rua Larga de São Roque, em referência à igreja jesuíta próxima construída no início do século XVI, adotou o nome atual no início do século XX. Durante a Primeira República, foi temporariamente conhecida como Rua do Mundo, devido à presença do jornal "O Mundo", dirigido por França Borges.

muralha fernandina

Café Restaurante Tavares

O Café-Restaurant Tavares, inaugurado em 1823 como "Talão", foi adquirido por Vicente Marques Caldeira em 1861 e renovado para se tornar um lugar sofisticado. Rebatizado como "Café-Restaurant Tavares", tornou-se um ponto de encontro para intelectuais no final do século XIX, contando com a presença de figuras como Eça de Queirós. Após mudanças de gestão e um período de falência em 1940, o restaurante reabriu em 1959. Fechou temporariamente após a Revolução de 25 de Abril de 1974, mas retomou as atividades com sucesso. Em 1984, recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa em comemoração ao seu bicentenário.

"Talão"

25 de abril de 1974

Rua da mesiricórdia/ Café restaurante Tavares

Fado in Chiado

Largo Trindade Coelho

O Largo Trindade Coelho, em Lisboa, fica próximo à igreja de São Roque e ao antigo Colégio da Companhia de Jesus, atualmente ocupado pela Misericórdia de Lisboa. Recebeu esse nome em 1913 em homenagem ao poeta José Francisco Trindade Coelho, um jornalista republicano proeminente. Na linguagem informal, também é conhecido como Largo do Cauteleiro, devido a um monumento instalado em 1987, feito pela escultora Fernanda de Assis, que homenageia os vendedores de lotaria típicos de Lisboa.

poeta

Tomi.by.tomi

Na Tomi.by.tomi, um estabelecimento inaugurado em 2020, os visitantes podem explorar uma mistura fascinante de velharias, antiguidades e obras de arte. Localizada onde antes funcionava uma loja de antiguidades na Calçada de São Francisco, a loja oferece uma variedade impressionante de itens, desde peças decorativas até arte sacra e mobiliário. A coleção abrange diversas épocas e estilos, proporcionando uma experiência única de mergulho na história através de objetos curiosos, como um semáforo de trânsito.

Praça Luis de Camões

Praça Luis de Camões

O Largo de Camões é uma área movimentada situada na interseção dos bairros históricos de Lisboa, Chiado e Bairro Alto. A Praça Luís de Camões, inaugurada em 1867, presta homenagem ao renomado escritor português, autor de "Os Lusíadas". No centro da praça, há uma estátua de bronze em sua honra, criada por Vítor de Bastos, cercada por outras estátuas menores que representam oito figuras proeminentes das letras e ciências portuguesas, incluindo cronistas, poetas épicos, historiadores e um matemático. Esta área é conhecida pela sua vitalidade, com o Chiado oferecendo opções de compras e o Bairro Alto sendo um destino popular para comida e diversão noturna.

Praça Luis de Camões

Praça Luis de Camões Monumento

O a Camões, em Lisboa, é uma obra do escultor Victor Bastos inaugurada em 1867. Financiado por subscrição pública, foi projetado como preparação para as comemorações do terceiro centenário da morte de Camões em 1880. A estátua de bronze do poeta, medindo 4 metros de altura, está situada sobre um pedestal octogonal de mármore branco de 7,5 metros. Ao redor do pedestal, há oito estátuas de pedra de lioz representando figuras notáveis da cultura e das letras portuguesas. A pose militar de Camões na estátua recebeu críticas por sua falta de romantismo. As figuras na base do monumento refletem a dinastia de Avis e testemunham a grandeza e a decadência da pátria portuguesa.

Monumento a Camões

dinastia de Avis

A Manteigaria

A Manteigaria - Fábrica de Pastéis de Nata foi estabelecida em 2014, com sua sede no Chiado, na Rua do Loreto nº2. O edifício remonta a 1900 e possui uma fachada de Arte Nova, preservando assim um marco histórico da cidade, anteriormente sede da Manteigaria União. A marca é conhecida por seu produto único: o pastel de nata, preparado por mestres pasteleiros com uma receita exclusiva e ingredientes de alta qualidade. O processo de fabrico é totalmente artesanal e visível aos clientes, proporcionando uma experiência autêntica. A Manteigaria tornou-se uma referência na doçaria tradicional portuguesa, com o sino tocando a cada fornada para informar os clientes sobre os pastéis de nata acabados de sair do forno. Atualmente, a Manteigaria possui seis lojas em Lisboa e duas no Porto.

1900

Cinema Ideal

O Cinema Ideal, localizado na Rua do Loreto, à esquerda do Largo do Camões em direção à Manteigaria, é uma preciosidade que merece ser preservada. Inaugurado em 1904 e passando por diferentes denominações ao longo do tempo, como Salão Ideal, Cine Camões e Cine Paraíso, este último dedicado a filmes pornográficos, o Cinema Ideal foi restaurado em 2014 após um projeto de recuperação que custou cerca de 600 mil euros. Desde então, esta sala de cinema, a mais antiga de Lisboa, tem sido um espaço fundamental para a exibição de filmes alternativos, independentes e de diversas partes do mundo.

1904

Rua do Alecrim/ Largo Barao de Quintela

Rua do Alecrim

A Rua do Alecrim segue o trajeto da antiga muralha fernandina, conectando o rio com o norte de Lisboa e servindo como uma importante via de entrada e saída da cidade. Originalmente chamada Rua Direita do Conde, recebeu o nome atual no século XVII, em referência à capela de Nossa Senhora do Alecrim, construída por Elvira Vilhena, Condessa de Pontével. Nesta rua, encontra-se o Palácio Quintela, atualmente conhecido como Palácio Chiado, um dos edifícios históricos do Chiado.

muralha

capela de Nossa Senhora do Alecrim

Largo Barão de Quintela

O Largo Barão de Quintela está no bairro do Chiado, em Lisboa, e é conhecido pela sua arquitetura histórica e ambiente encantador. Nomeado em homenagem a Joaquim Pedro Quintela, um influente nobre português do século XIX, o largo é cercado por edifícios tradicionais e ruas de paralelepípedos, tornando-o ideal para passeios tranquilos. O largo foi construído em 1788 por Quintela, que comprou e demoliu casebres entre as Ruas das Flores e do Conde. No centro, há um gramado com palmeiras e a estátua de Eça de Queiroz. Quintela, além de próspero negociante, organizava concertos privados e, junto com outros nobres, detinha o monopólio da indústria do tabaco. Em 1807, quando a Família Real foi para o Brasil, o general francês Junot se instalou no Palácio do Barão de Quintela.

Joaquim Pedro Quintela

Rua do Alecrim/ Largo Barao de Quintela

Figaro’s Barbershop Rosemary

A Figaro's é uma barbearia tradicional localizada no bairro do Chiado, em Lisboa, especializada em estilos de corte de cabelo dos anos 20, 30, 40 e 50. Considerada uma das melhores barbearias do mundo, a equipe do Figaro's é conhecida por oferecer um serviço excepcional, transformando cada visita em puro entretenimento. David Beckham elogiou a barbearia como provavelmente a melhor do mundo. Os barbeiros do Figaro's, que também acompanham a seleção portuguesa de futebol em campanhas importantes, frequentemente fazem tours globais para compartilhar suas habilidades.

A Verdade

O monumento "Verdade" foi colocado no Largo Barão de Quintela, Lisboa, em 2001. É uma réplica em bronze da estátua original em mármore, criada pelo escultor Teixeira Lopes em 1903, que agora está no Museu da Cidade devido a vandalismo. A estátua homenageia o escritor Eça de Queirós, famoso por seu realismo descritivo que capturou a vida no Chiado no século XIX. O monumento inspira se na frase de Eça: "Sobre a nudez forte da Verdade o manto diáphano da phantasia." Representa a Verdade como uma bela mulher nos braços do escritor, simbolizando a luta entre realismo e fantasia na obra de Eça.

XVIII – Loja de azulejos e faiança

A loja visa preservar a tradição secular do azulejo e da faiança, com peças pintadas à mão usando técnicas artesanais antigas. Os produtos disponíveis são inspirados principalmente em temas do século XVIII, uma época de ouro na produção de azulejos em Portugal. No entanto, a loja também promove criações modernas baseadas nesses modelos, feitas por jovens artistas e nomes consagrados. Funcionando como um atelier, permite que os visitantes acompanhem as várias etapas da produção das peças, proporcionando uma experiência educativa e cultural.

azulejo

Praça Duque da Terceira/ Rua do Arsenal

Praça Duque da Terceira

A Praça Duque da Terceira, localizada na freguesia de São Paulo, em Lisboa, é delimitada pelas vias Avenida 24 de Julho, Largo do Cais do Sodré, Rua do Alecrim, Rua Bernardino Costa, Rua do Cais do Sodré e Rua dos Remolares. Conhecida popularmente como Cais do Sodré, a área deve seu nome aos irmãos Sodré, António Vicente e Duarte, que possuíam propriedades na região. A área entre a Praça Duque da Terceira e o rio Tejo é chamada de Cais do Sodré. Em homenagem ao Duque da Terceira, um líder das tropas constitucionais durante as guerras liberais, a praça conta com uma estátua esculpida por José Simões de Almeida e concebida por José António Gaspar. Esta estátua, erguida entre 1872 e 1877, é um marco histórico que se destaca no centro da praça.

Duque da Terceira

Rua do Arsenal

A Rua do Arsenal, próxima ao Cais do Sodré em Lisboa, é famosa pelo seu comércio de bacalhau, o peixe preferido dos lisboetas para a ceia de Natal. Embora o número de lojas de bacalhau tenha diminuído de 11 para duas - a Mercearia Pérola do Arsenal e o Rei do Bacalhau - devido à transformação turística da Baixa de Lisboa, o comércio ainda resiste. O nome da rua remonta ao Grande Arsenal da Marinha, destruído no terramoto de 1755, reconstruído e operante até 1939, quando foi transferido para a Base do Alfeite. Este arsenal foi palco de eventos históricos importantes, incluindo a morte do rei D. Carlos I em 1908. A Rua do Arsenal também foi cenário da proclamação da República e da resistência do capitão Salgueiro Maia durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, que restabeleceu a democracia em Portugal. Hoje, a rua é mais tranquila, mas ganha vida durante o período festivo com a movimentação dos clientes nas tradicionais lojas de bacalhau.

D. Carlos I

Praça Duque da Terceira/ Rua do Arsenal

A Rua do Arsenal era famosa pelo comércio de bacalhau, e embora hoje restem apenas duas lojas, como o Rei do Bacalhau, ainda oferece grande variedade. O bacalhau continua presente nos supermercados e em outras áreas como a Praça da Figueira. Na Rua do Arsenal, os clientes podem escolher o bacalhau, demolhá-lo, cozinhar e saborear.

Rei do Bacalhau

Tribunal da Relação de Lisboa

O Tribunal da Relação de Lisboa, um tribunal superior no sistema judicial de Portugal, está sediado em Lisboa e julga recursos das decisões dos tribunais de comarca em sua jurisdição. Atualmente, sua jurisdição inclui as comarcas de Lisboa, Lisboa Norte, Lisboa Oeste, Açores e Madeira. A Relação de Lisboa é a sucessora da antiga Casa da Suplicação, criada no século XIV. Transformada em 1833 durante as reformas administrativas e judiciais, tornou-se o tribunal de 2ª instância do distrito judicial de Lisboa, abrangendo inicialmente a região Sul de Portugal continental, Madeira, e os territórios ultramarinos de Cabo Verde e Guiné Portuguesa. Em 1910, passou a incluir os Açores após a extinção da Relação local. Com a criação da Relação de Évora em 1973 e a independência dos territórios ultramarinos em 1974-1975, sua área territorial foi significativamente reduzida.

Câmara Municipal de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa, cuja designação remonta ao século XIV, desempenhou um papel crucial na administração da cidade ao longo da história. Com origens no Foral de Lisboa de D. Afonso Henriques, passou por várias mudanças, incluindo reformas na constituição da vereação durante o reinado de D. Sebastião em 1572 e ajustes estruturais no século XVIII. Após a Revolução Liberal de 1820, a câmara passou por dissoluções e restaurações até sua plena reinstauração em 1834. No século XX, liderou projetos de urbanização e obras públicas, notavelmente sob a gestão do engenheiro Duarte Pacheco. Atualmente, é a maior câmara municipal de Portugal, administrando um concelho integrado numa vasta região metropolitana. Seu edifício principal, os Paços do Concelho de Lisboa, testemunhou momentos históricos, incluindo a proclamação da Primeira República Portuguesa em 1910.

D. Afonso Henriques

Avenida 24 de julho / Praça D.Luís I

"Mas Carlos não escutava, nem sorria já. Do fim do Aterro [atual Av. 24 de Julho] aproximava-se, caminhando depressa, uma senhora - que ele reconheceu logo, por esse andar que lhe parecia de uma deusa pisando a Terra [...]" Ob. cit., Cap. VII, p. 121"Então, para apanhar o «Americano», os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia." Ob. cit., Cap.XVIII, p. 438

Avenida 24 de julho

A Avenida 24 de Julho em Lisboa é repleta de história, especialmente associada aos tumultos entre liberais e absolutistas. O seu nome remete ao icônico momento de 24 de julho de 1833, quando as tropas liberais lideradas pelo Duque de Terceira atravessaram o Tejo e proclamaram a vitória sobre os miguelistas, marcando um ponto crucial na história política de Portugal. Originalmente chamada de Rua Vinte e Quatro de Julho, esta avenida é palco de importantes marcos históricos. Abriga o Mercado da Ribeira, também conhecido como zona Timeout, um espaço vibrante para desfrutar da culinária local e da vida ao ar livre. Ao longo dos anos, a Avenida 24 de Julho foi redescoberta e revitalizada, tornando-se uma área de interesse tanto para os residentes quanto para as empresas. Sua ligação à Praça do Duque de Terceira reforça sua importância histórica e cultural em Lisboa.

Mercado da Ribeira

A Praça D. Luís I, no Cais do Sodré, é um local encantador, caracterizado por um jardim bem cuidado e uma atmosfera convidativa. Dedicada a Dom Luís I, conhecido como "O Popular", a praça é adornada por majestosas árvores, canteiros de flores e palmeiras, criando um ambiente relaxante e agradável. No centro da praça, destaca-se a estátua do Marquês Sá da Bandeira, uma figura proeminente na história portuguesa. Localizada em uma área movimentada, a Praça D. Luís I serve como um importante ponto de encontro no Cais do Sodré. Além do jardim, oferece comodidades como um parque infantil e um quiosque/café, tornando-se um espaço versátil e acolhedor para moradores e visitantes.

Praça D. Luís I

estátua

Dom Luis I

Rua das Janelas Verdes

" A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete." Ob. cit., Cap. I, p. 2

Rua das Janelas Verdes

A Rua das janelas Verdes, também conhecida como Rua Presidente Arriaga, é uma homenagem ao primeiro Presidente da República Portuguesa eleito democraticamente. Inicialmente, seu nome derivava da Igreja de São Francisco de Paula, fundada em 1719 por Frei Ascenso Vaquero. Ao longo dos anos, passou por várias denominações, sendo chamada de Rua Nova de São Francisco de Paula em 1758, Rua Direita de São Francisco de Paula em 1857 e Rua de São Francisco de Paula no final do século XIX. O nome atual, Rua Presidente Arriaga, foi adotado em 1920, após a morte de Manuel José de Arriaga. Além de sua importância histórica, a Rua das Janelas Verdes também é relevante na literatura, especialmente na obra "Os Maias" de Eça de Queirós, onde é mencionada como a morada da Casa do Ramalhete.

Manuel de Arriaga

Praça do Município

"Rolavam então pelo largo do Pelourinho. Carlos gritou ao cocheiro que parasse no começo da rua do Alecrim: eles apeavam-se e tomavam de lá o Americano para o Ramalhete." Ob. cit., Cap. XV, p. 328 "- Ah, muito bem! Então V. Excelência manda um criado de confiança amanhã buscá-lo... Eu estou no Hotel de Paris, no Pelourinho. Ou melhor ainda: levo-lho eu, não me dá incomodo nenhum, apesar de ser dia de partida.. " Ob. cit., Cap. XVI, p. 376

Praça do Município

A Praça do Município, localizada em Lisboa, Portugal, pertence à freguesia de Santa Maria Maior, na Baixa Pombalina. Anteriormente chamada de Praça de São Julião, está situada a oeste da Praça do Comércio, na Rua do Arsenal. Nela estão os Paços do Concelho de Lisboa, sede da Câmara Municipal de Lisboa, e o Pelourinho de Lisboa no centro. Entre 1897 e 1915, a estação inferior do Elevador do Município estava no canto noroeste da praça. Em 5 de outubro de 1910, a República foi proclamada na varanda dos Paços do Concelho, em frente a uma multidão, e as comemorações da Implantação da República ainda ocorrem lá hoje.

Pelourinho de Lisboa

Terreiro do Paço

"Uma velha caleche, de parelha branca, estava encalhada ali, contra o passeio. Melanie saltou para dentro, à pressa. A traquitana rodou aos solavancos para o Terreiro do Paço ." Ob. cit., Cap. XIV, p. 285

Terreiro do Paço

A Praça do Comércio, também conhecida como Terreiro do Paço, é um dos lugares mais emblemáticos de Lisboa e uma visita obrigatória para quem explora a cidade. Antigamente, era a área do Paço da Ribeira até ao terramoto de 1755 e é uma das maiores praças da Europa. Considerada a sala de visitas da cidade, oferece acesso a diversos pontos de interesse que não pode perder. Desde exposições e eventos no Pátio da Galé até oportunidades fotográficas únicas no Cais das Colunas, há muito para explorar. O Lisbon Story Centre oferece uma descoberta interativa da cidade, enquanto a visita e subida ao Arco da Rua Augusta proporcionam uma vista deslumbrante do Tejo e da cidade. Não deixe de admirar a simetria das ruas e da calçada portuguesa. Na praça, você também encontrará a estátua equestre de D. José I e do cavalo Gentil, uma obra de Machado de Castro que simboliza o poder real e a nobreza da raça lusitana. A Praça do Comércio aguarda sua visita para ser o ponto de partida na descoberta de Lisboa.

Cais das Colunas

Paço da Ribeira

Terreiro do Paço

Lisbon Story Centre

Lisboa, erguida sobre colinas banhadas pelo Tejo e voltada para o Oceano Atlântico, é um fascinante mosaico de memórias, histórias e influências que moldam a sua paisagem urbana. Os diversos episódios históricos e personagens marcantes da cidade são apresentados no Lisboa Story Centre, um local interativo situado no Terreiro do Paço. O Lisboa Story Centre é um centro de interpretação interativo e tecnologicamente avançado que convida os visitantes a uma viagem no tempo, explorando a história de Lisboa desde a sua fundação até os dias atuais. Este espaço oferece uma experiência lúdica e interativa, mantendo o rigor histórico que uma cidade com o passado de Lisboa exige e merece. Através de um sistema de audioguia, os visitantes são conduzidos por uma narrativa que apresenta os principais eventos da cidade de forma envolvente, com cenários dramáticos e relatos fiéis à época. O Lisboa Story Centre permite aos visitantes descobrir as memórias de Lisboa e compreender os eventos que moldaram a capital portuguesa, desde as suas origens até o presente.

Miradouro do Rio Tejo

Localizado no Terreiro do Paço, no centro histórico de Lisboa, o Miradouro do Cais das Colunas é um local emblemático da capital portuguesa. Após longas obras, o cais foi restaurado em 2008, oferecendo uma deslumbrante vista sobre o rio Tejo, os cacilheiros e a margem sul. Durante séculos, o Cais das Colunas foi a principal ligação entre Lisboa e o rio, conhecido como a "porta da cidade". Faz parte do projeto da Praça do Comércio, desenhado por Eugénio dos Santos após o terramoto de 1755. Concluído no final do século XVIII, é caracterizado pelas duas colunas que pontuam a escadaria de pedra até ao rio. O miradouro é um ponto de paragem obrigatória para turistas e residentes, oferecendo uma perspectiva privilegiada da cidade e do rio, combinando história, arquitetura e beleza natural.

Patio da Gale

O Pátio da Galé, inaugurado em 2011, está localizado na ala poente do Terreiro do Paço, no centro histórico de Lisboa. Este local histórico substitui o antigo Paço Real e a Casa da Índia, destruídos pelo terramoto de 1755. O Pátio da Galé, junto com a Sala do Risco, destaca-se pela sua versatilidade e polivalência. É capaz de acomodar uma variedade de eventos, desde culturais até jantares corporativos e particulares, permitindo diversos layouts e configurações.

Pátio da Galé

Em 5 de Dezembro de 1918, Sidónio Pais sofreu um primeiro atentado durante a cerimônia de condecoração dos sobreviventes do Augusto de Castilho, do qual escapou ileso. No entanto, não conseguiu evitar o segundo atentado, realizado por José Júlio da Costa, que o abateu a tiros na Estação do Rossio, em 14 de Dezembro de 1918.

Assassinato de Sidónio Pais

Wikipédia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Francisco_Trindade_Coelhohttps://www.e-chiado.pt/toponimia/largo-trindade-coelho/

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https://toponimialisboa.wordpress.com/2018/08/06/o-sitio-do-ferragial-em-tres-arterias-lisboetas/

Durante a ocupação muçulmana na Península Ibérica, os cristãos de Valência tentaram salvar o corpo de São Vicente, um mártir cristão, levando-o por mar para as Astúrias. No entanto, o barco encalhou na costa do Algarve, onde os cristãos decidiram permanecer. Após anos de tragédias e guerra, o corpo de São Vicente foi encontrado em uma ruína, escondido na rocha. D. Afonso Henriques trouxe o de volta para Lisboa em um barco, acompanhado por dois corvos, cuja presença é lembrada nas armas de Lisboa até hoje.

Lenda dos Corvos de S. Vicente

Lenda dos Corvos de S. Vicente

D. Carlota Joaquina de Borbón

Carlota Joaquina de Bourbon, nascida em 25 de abril de 1775 em Aranjuez, foi a esposa de D. João VI e Rainha Consorte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, além de Imperatriz titular do Brasil. Casou-se com D. João em 1785 e, após a morte do herdeiro da coroa portuguesa, tornou-se Princesa do Brasil. Conhecida por suas conspirações políticas e ambições, almejava a coroa espanhola para sua família. Após o retorno da família real a Portugal em 1821, foi confinada no Palácio Real de Queluz, onde morreu em 1830. Após sua morte, Carlota Joaquina tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, mas também é retratada por alguns estudiosos como uma pessoa rude e calculista.

Localização da Baixa de Lisboa

O Cinema Odéon, localizado na Rua dos Condes em Lisboa, é um antigo cinema que remonta a 21 de setembro de 1927, considerado uma das salas de espetáculos mais históricas da cidade. Destaca-se por sua arquitetura de Arte Déco, apresentando um frontão de palco, teto de madeira de verbena, um lustre de néons e um camarote lateral suspenso. Atualmente fechado, o cinema está em estado de degradação progressiva e foi listado para classificação pelo IGESPAR em 2008. Está incluído no Inventário Municipal de Património de Lisboa. Planeja-se sua transformação em propriedade de luxo, com dez apartamentos e um restaurante, preservando os elementos icônicos do edifício, como varandas, marquises e o frontão de estilo art déco.

Cinema Odéon

José Francisco Trindade Coelho

José Francisco Trindade Coelho foi um escritor, magistrado e político português do século XIX. Nasceu em Mogadouro em 1861 e faleceu em Lisboa em 1908. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, trabalhou como Delegado do Ministério Público. Foi republicano e desempenhou um papel significativo na queda da Monarquia. Além de sua carreira na justiça, foi autor de obras em várias áreas, incluindo Direito, Política, contos e manuais de ensino. Reconhecido como um dos mestres do conto rústico português, a sua escrita reflete sua infância em Trás-os-Montes e Alto Douro. Também foi membro da Maçonaria, iniciado na Loja Solidariedade, e colaborou em revistas como "A Leitura" e no semanário "Branco e Negro".

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https://www.e-chiado.pt/toponimia/rua-alecrim/https://pt.wikipedia.org/wiki/Muralhas_fernandinas_do_Porto

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O incêndio do Teatro Nacional, em dezembro de 1964

Joaquim Pedro Quintela

Joaquim Pedro Quintela (1748-1817) foi um importante negociante e proprietário português do século XIX. , ele herdou grandes fortunas dos seus pais e tios maternos em 1782. Esses tios, Luís Rebelo Quintela e Inácio Pedro Quintela, tinham significativas riquezas e cargos importantes. Quintela aumentou ainda mais sua fortuna e influência ao obter contratos reais, incluindo monopólios de tabaco e diamantes, o que lhe proporcionou grandes lucros e influência política. Ele foi honrado com diversos títulos, como fidalgo cavaleiro da Casa Real e comendador da Ordem de São Tiago da Espada. Recebeu títulos nobiliárquicos como alcaide-mor de Sortelha e senhorio da vila do Préstimo. Para garantir a continuidade de suas propriedades, estabeleceu o morgadio de Quintela. Em 1805, foi-lhe concedido o título de barão de Quintela. Casou-se com Maria Joaquina Xavier de Saldanha e teve três filhos: Maria Gertrudes Quintela, Joaquim Pedro Quintela (2º barão de Quintela e 1º conde de Farrobo), e uma filha ilegítima, Joaquina Rosa.

Palácio de Loreto

O palacete, construído no século XVIII, teve seu primeiro morador em 1791, Francisco Dias Pereira. Localizado no Largo do Chiado, então chamado de Largo das Duas Igrejas devido à presença das Igrejas da Encarnação e de Nossa Senhora do Loreto. Em 1808, tornou-se sede do Estado Maior Napoleónico, abrigando o general Junot durante a ocupação francesa. Posteriormente, foi utilizado pelo Exército britânico para enfrentar os franceses. Em 1820, José Ferreira Pinto Basto, fundador da Vista Alegre, instalou-se no palácio, que mais tarde serviu como colégio. As alterações feitas nessa época permanecem até hoje. O palácio ficou mais conhecido como hotel, com diferentes nomes ao longo do tempo: "Peninsula", "Itália" e "Malta", este último gerido pelo renomado cozinheiro português João Matta. Posteriormente, abrigou a Sociedade de Ciências, e no jardim foi construído um estudo de plantas ornamentais, além da sede da Cooperativa Agrícola. Em 1913, foi adquirido pela Companhia de Seguros "A Mundial", hoje conhecida como "Fidelidade Seguros".

Muralhas fernandinas

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Durante o século XIV, o Porto expandiu-se além do núcleo inicial da sé, protegido pela Cerca Velha, devido ao crescimento das atividades comerciais e marítimas. Para proteger melhor a cidade, iniciou-se a construção de novas muralhas no reinado de D. Afonso IV, concluídas por volta de 1370 e conhecidas como "Muralhas Fernandinas" por terem sido finalizadas no reinado de D. Fernando. No entanto, com a diminuição da sua importância militar, as muralhas começaram a ser demolidas a partir do século XVIII para dar espaço a novas construções. A maior parte foi demolida no final do século XIX, mas os trechos remanescentes foram classificados como "monumentos nacionais" em 1926.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Largo_de_S%C3%A3o_Domingoshttps://informacoeseservicos.lisboa.pt/contactos/diretorio-da-cidade/memorial-as-vitimas-do-massacre-judaico-de-1506

D. João I, filho bastardo de D. Pedro I e líder da facção anti-Castela, reclamou o trono de Portugal, afastando a rainha viúva e o seu amante. Conquistou o trono e enfrentou a oposição de nobres que se aliaram a Espanha. Com Nuno Álvares Pereira, derrotou os espanhóis na Batalha de Aljubarrota. Além disso, foi o primeiro monarca português a expandir o reino para o Norte de África, conquistando Ceuta dos mouros. Sua liderança marcou uma era crucial na história de Portugal.

D. João l

Durante a Guerra da Restauração, os portugueses defenderam seu território contra uma tentativa de invasão espanhola, concentrando-se na província do Alentejo. Liderado por António Luís de Meneses, Marquês de Marialva, o exército português, com 20.500 combatentes, enfrentou o exército espanhol comandado pelo Marquês de Caracena, que tinha 22.600 soldados e artilharia. Após a resistência de Vila Viçosa, os portugueses se posicionaram em Montes Claros. Apesar dos ataques da cavalaria espanhola, a artilharia e a infantaria portuguesas mantiveram suas posições. Depois de várias cargas e sete horas de batalha, os espanhóis começaram a recuar. A vitória em Montes Claros em 1665 foi decisiva para Portugal, levando ao Tratado de Lisboa de 1668 e encerrando a Guerra da Restauração. Esta batalha foi a última das cinco grandes vitórias portuguesas na guerra, junto com Montijo, Linhas de Elvas, Ameixial e Castelo Rodrigo.

Batalha de Montes Claros

Recentemente, o Bairro Alto também tem sido procurado como um lugar para residir, resultando na renovação e rejuvenescimento da sua população

O Bairro Alto, situado no centro de Lisboa, é um bairro antigo e encantador, caracterizado por ruas estreitas e calçadas, casas históricas, pequenos comércios tradicionais, restaurantes e locais de vida noturna. Originalmente construído em um plano ortogonal a partir do século XVI. Desde os anos 80, tornou-se o epicentro da vida noturna lisboeta, com uma infinidade de bares, restaurantes e casas de fado. Até os anos 70-80 do século XX, também abrigava numerosos órgãos de imprensa. Desde então, desenvolveu uma atmosfera única, atraindo diferentes gerações em busca de diversão noturna.

Bairro Alto

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Reconquista de Lisboa

O Cerco de Lisboa, que ocorreu de julho a outubro de 1147, foi um evento decisivo na Reconquista cristã da Península Ibérica, resultando na conquista da cidade pelas forças de D. Afonso Henriques com a ajuda dos Cruzados. Convocados pelo Papa Eugénio III após a queda de Edessa em 1144, os Cruzados chegaram a Portugal em maio de 1147 e se uniram às forças portuguesas na campanha contra Lisboa. Após violentos combates, os sitiadores conseguiram abrir uma brecha nas muralhas da cidade, levando à sua queda em 20 de outubro.

A cidade foi saqueada pelos Cruzados, e alguns estabeleceram-se lá. A rendição muçulmana foi seguida por uma epidemia de peste que assolou a região. Lisboa tornou-se a capital de Portugal em 1255.

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A Paróquia da Encarnação tem origens que remontam a 1516, inicialmente sediada na Igreja do Loreto. Em 1698, D. Elvira de Vilhena doou terrenos para uma nova igreja, inaugurada em 1708 após a destruição da torre sul das Portas de Santa Catarina. Danificada pelo Terremoto de 1755, foi reconstruída e reaberta em 1784. Sua fachada tardo-barroca destaca-se pelas seis pilastras coríntias e um portal com baixo-relevo representando o "Mistério da Encarnação".

Igreja da Encarnação

No interior, possui uma nave única, oito capelas laterais e um teto pintado por Pedro Alexandrino. A igreja também é lembrada por ter sido pároco o Padre Abel Varzim entre 1948 e 1957, conhecido por sua importante ação cultural e humanitária.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Restaurante_Tavareshttps://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_25_de_Abril_de_1974

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Terreiro do Paço em 1575

Paço da Ribeira

O Paço da Ribeira foi um palácio real e a residência oficial dos reis portugueses por aproximadamente 250 anos, sucedendo ao Paço da Alcáçova. Localizado na Ribeira de Lisboa, na margem do rio Tejo, onde hoje se encontra a Praça do Comércio, sua construção começou em 1498, sob a determinação de Manuel I. Este projeto surgiu no contexto das descobertas portuguesas, especialmente após a descoberta do caminho marítimo para a Índia, que consolidou o monopólio português sobre o comércio das especiarias do Oriente na Europa. Infelizmente, o Paço da Ribeira foi completamente destruído no terramoto de Lisboa em 1755.

Paço da Ribeira no início do século XVIII

No dia 1 de novembro de 1755, ocorreu o devastador Sismo de 1755, conhecido também como Terremoto de 1755. Este evento catastrófico resultou na quase total destruição da cidade de Lisboa, especialmente na área da Baixa, e afetou gravemente vastas regiões costeiras do Algarve e Setúbal.O tremor de terra foi acompanhado por um maremoto, que se estima ter alcançado uma altura de 20 metros, além de múltiplos incêndios que se seguiram. O desastre provocou uma perda de vidas significativa, com mais de 10 mil mortes confirmadas, embora algumas estimativas sugiram números muito mais elevados.

Terramoto de 1755

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Terramoto de 1755

Duque da Terceira

O título de Duque da Terceira é um título nobiliárquico instituído como juro e herdade, com honras de parente (tratamento de sobrinho), por decreto do regente do Reino D. Pedro de Bragança, atuando em nome da rainha Dona Maria II de Portugal, em 8 de novembro de 1832. Este título foi concedido a António José de Sousa Manuel de Menezes Severim de Noronha, o sétimo conde de Vila Flor, que possuía varonia real de Portugal por bastardia (Souza). Antes de receber o título de Duque da Terceira, ele já havia sido agraciado com o título de primeiro marquês de Vila Flor.

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https://www.e-chiado.pt/toponimia/rua-serpa-pinto/

A Igreja de São Domingos em Lisboa, construída no século XIII por ordem de D. Sancho II, é uma das mais belas da cidade. Testemunhou eventos históricos importantes, mas também tem um passado sinistro, sendo o local de execução pública de condenados por heresia. Apesar das transformações ao longo dos séculos, ainda preserva elementos arquitetônicos notáveis, como a capela-mor projetada por Ludovice. Localizada entre o Rossio e a Praça da Figueira, é uma parada fascinante na Baixa de Lisboa.

Igreja de São Domingos

Igreja de loreto

A Igreja do Loreto, localizada perto do Largo do Chiado e da Rua da Misericórdia em Lisboa, foi projetada por José da Costa e Silva. Após sofrer danos significativos no Terremoto de 1755, foi reconstruída em 1785. Também conhecida como Igreja dos Italianos, foi elevada por D. João V em 1518 para atender à comunidade italiana em Lisboa, especialmente venezianos e genoveses. A igreja possui uma nave central e doze capelas laterais dedicadas aos doze apóstolos, revestidas com mármore italiano. Na fachada principal, há uma imagem de Nossa Senhora do Loreto, armas pontifícias e dois anjos.

Além disso, abriga um órgão de tubos do século XVIII, cujo autor não está claramente definido. Durante a construção da Cerca de D. Fernando, a torre norte da Porta de Santa Catarina foi erguida ao lado da igreja do Loreto.

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https://www.e-chiado.pt/toponimia/rua-ivens/https://pt.wikipedia.org/wiki/Largo_da_Academia_Nacional_de_Belas_Artes

Esta rua histórica tem desempenhado um papel significativo na evolução e na vida quotidiana da cidade de Lisboa.

A Rua de São Julião, localizada na Baixa Pombalina de Lisboa, na freguesia de Santa Maria Maior, estende-se desde a Rua da Padaria até o Largo de São Julião. Anteriormente conhecida como Rua dos Aljibebes, já era mencionada no Pranto de Maria Parda de Gil Vicente como "rua de San Gião". Após o terramoto de 1755, por decreto datado de 5 de novembro de 1760, foi oficialmente renomeada como Rua de São Julião, com os aljibebes (vendedores de roupa) identificados como o comércio predominante na área.

Rua de São Julião

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Miradouro do Castelo de São Jorge

O miradouro mais emblemático de Lisboa está situado no Castelo de São Jorge, oferecendo uma vista deslumbrante da cidade e do rio Tejo. Construído no final do século XVIII, embora as suas muralhas remontem ao século XIV, passou por uma extensa reconstrução em 1940 para preservação. Localizado dentro do castelo, é um local ideal para descansar após explorar as ruas da cidade. Os canhões apontam para o rio, simbolizando a defesa perpétua da cidade. Com muitas áreas sombreadas por árvores autóctones, é um ponto imperdível para contemplar Lisboa.

Incêndio no Chiado

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Em 25 de agosto de 1988, ocorreu um devastador incêndio em uma loja da Rua do Carmo, que conecta a Baixa ao Bairro Alto em Lisboa. Devido à polêmica obra que tornou a rua exclusiva para pedestres, os carros de bombeiros não puderam acessar a área, o que permitiu que o fogo se alastrasse rapidamente aos edifícios adjacentes à Rua Garrett. O incêndio resultou na destruição de muitas lojas, escritórios e edifícios do século XVIII, com os danos mais graves concentrados na Rua do Carmo, onde o acesso às viaturas de socorro estava vedado.

Video do incêndio-

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Rua_Nova_do_Almadahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Rua_de_S%C3%A3o_Juli%C3%A3o

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https://www.e-chiado.pt/multimedia/porta-adentro-fidelidade-arte/https://lisboadeantigamente.blogspot.com/2015/09/palacio-do-loreto.html

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_Nossa_Senhora_dos_M%C3%A1rtires

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Nacional_de_S%C3%A3o_Carloshttps://pt.wikipedia.org/wiki/Carlota_Joaquina_de_Bourbon

Eça de Queiroz

José Maria Eça de Queirós, um dos principais escritores portugueses, nasceu em 1845 e é conhecido como um dos maiores representantes do Realismo na literatura. Durante seus anos em Coimbra, envolveu-se com a Geração de 70 e explorou diversas correntes literárias europeias. A sua carreira diplomática levou o a várias cidades europeias, onde escreveu uma série de romances críticos da sociedade portuguesa, destacando-se "O Primo Basílio", "O Crime do Padre Amaro", "A Relíquia" e "Os Maias". A sua obra é marcada por uma análise profunda das classes sociais e dos costumes portugueses, e ele é reconhecido como um dos grandes mestres do romance moderno em língua portuguesa.

Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge, localizado em Lisboa, Portugal, é um Monumento Nacional desde 1910. Erguido sobre a mais alta colina do centro histórico, oferece uma vista panorâmica da cidade e do rio Tejo. Suas primeiras muralhas datam do século II a.C., e ao longo dos séculos foi reconstruído várias vezes. No século XIV, foi dedicado a São Jorge por ordem de D. João I. Na década de 1940, passou por obras monumentais de reconstrução, dando-lhe um caráter medieval que não se deve à preservação contínua desde a Idade Média.

Ela presta homenagem a Sebastião José de Carvalho e Melo, estadista que guiou Portugal para a era do iluminismo e reconstruiu a cidade de Lisboa após o Terramoto de 1755.

A Praça do Marquês de Pombal, também conhecida como Rotunda do Marquês de Pombal, é uma praça importante em Lisboa, , situada entre a Avenida da Liberdade e o Parque Eduardo VII. No centro da praça encontra-se o monumento ao Marquês de Pombal, inaugurado em 1934. Esta praça foi palco de eventos cruciais que levaram à Proclamação da República Portuguesa em 5 de outubro de 1910.

Marquês de Pombal

O Cinema Olympia, localizado na Rua dos Condes, em Lisboa, Portugal, foi inaugurado em 22 de abril de 1911 por Leopoldo O'Donnell. Era conhecido pela sua elegância e frequentado pela alta sociedade. Durante décadas, exibiu uma variedade de filmes, desde westerns até filmes eróticos após 1974. Encerrou suas atividades em 2001. Em 2008, foi adquirido pelo encenador Filipe La Féria, com planos de transformá-lo em um espaço teatral, mas o projeto não se concretizou. O futuro do edifício permanece incerto após sua venda.

Cinema Olympia

No pedestal, encontram-se duas estátuas de bronze: o Génio da Independência, ao sul, representando uma figura masculina alada quebrando correntes, e o Génio da Vitória, ao norte, representando uma figura feminina segurando uma palma e uma coroa de louros. As faces do pedestal e do obelisco apresentam os nomes e datas das principais batalhas da Restauração.

O Monumento aos Restauradores, localizado na Praça dos Restauradores em Lisboa, foi inaugurado em 1886 para comemorar a Revolução de 1640. Projetado por António Tomás da Fonseca e construído por Sérgio Augusto de Barros, o monumento é composto por um envolvimento, um pedestal e um obelisco de pedra, alcançando 30 metros de altura.

Monumento aos restauradores

Palácio Quintela

O Palácio Quintela, também conhecido como Palácio do Barão de Quintela e Conde de Farrobo, é um palácio localizado na freguesia da Misericórdia, em Lisboa. Construído no final do século XVIII pela família dos Barões de Quintela como residência própria, é delimitado pela Rua do Alecrim a oeste e pela Rua António Maria Cardoso a leste. Situa-se junto à fachada sul da Igreja de Nossa Senhora da Encarnação. Este palácio apresenta uma arquitetura eclética de estilo neoclássico e neobarroco, com interiores ricamente decorados, resultado de uma campanha decorativa realizada na década de 1820 por artistas como Giuseppe Cinatti e António Manuel da Fonseca. Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1938.

Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu Nacional de Arte Antiga é o principal museu de arte dos séculos XII a XIX em Portugal, abrigando a mais significativa coleção pública de arte antiga do país, com cerca de 40.000 peças. As suas coleções incluem pintura, escultura, desenho e artes decorativas europeias, bem como obras de arte asiática e africana, representando as relações entre a Europa, o Oriente e África. Localizado no Palácio de Alvor-Pombal, um edifício do final do século XVII, o museu foi inaugurado oficialmente em 1884, após ser adquirido pelo Estado português. O palácio foi ampliado com a construção do edifício poente em 1940, substituindo o Convento de Santo Alberto. Em 2013, foi o segundo museu estatal mais visitado de Portugal, recebendo 124.697 visitantes.

Sebastião José de Carvalho e Melo, político e diplomata português nascido em 13 de maio de 1699, desempenhou papéis de destaque durante o reinado de D. José I. Conhecido como Marquês de Pombal, ele foi responsável por uma série de reformas significativas em Portugal. Após o trágico terramoto de 1755, demonstrou habilidade de liderança ao lidar com a reconstrução de Lisboa e tornou-se uma figura de confiança do rei. Entre as suas reformas, destacam-se a expulsão dos Jesuítas, a modernização da educação e do sistema militar, além de medidas para fortalecer o poder régio. Apesar das suas realizações, enfrentou oposição e críticas, o que resultou na sua queda após a morte de D. José I. Exilado em Pombal, faleceu em 1782.

Marquês de Pombal

Pelourinho de Lisboa

O Pelourinho de Lisboa, localizado na Praça do Município, na freguesia de Santa Maria Maior, é um monumento classificado como Monumento Nacional desde 1910. Foi construído após o terramoto de 1755, projetado por Eugénio dos Santos e Carvalho, e é feito de ferro, mármore e cantaria, em estilo revivalista. A sua plataforma tem forma octogonal, e a coluna consiste em três elementos que formam uma espiral. No topo da coluna, há uma peça metálica que representa uma esfera armilar, criada por Pêro Pinheiro. O pelourinho possui uma base granítica com cinco degraus e tem aproximadamente 10 metros de altura.

  • A outras face da lua - A Outra Face da Lua é reconhecida como a loja de moda vintage por excelência. Desde 2005, ela tem sido uma presença encantadora na Baixa de Lisboa, oferecendo uma seleção cuidadosamente escolhida de roupas e acessórios para homens e mulheres, que capturam o charme e a elegância de décadas passadas.

  • Silva e feijóo - Em 1919, esta loja na Baixa de Lisboa era uma cordoaria. Em 2006, foi renovada e transformada em uma mercearia tradicional portuguesa. Localizada perto da Casa dos Bicos medieval, preservou as antigas paredes de pedra. Oferece uma variedade de produtos tradicionais de todo o país, incluindo os Açores e a Madeira, como pão biológico, compotas, licores, patês, vinhos, enchidos e outras especialidades.

Comércio

Loja - Silva e feijóo

Luís I, apelidado de "o Popular", reinou em Portugal de 1861 até à sua morte em 1889. Filho de Maria II de Portugal e Fernando II, tornou-se rei após a morte de seu irmão mais velho, Pedro V. Durante a sua juventude, serviu na marinha portuguesa e demonstrou habilidades notáveis na área. Foi um monarca culto, poliglota e de sensibilidade artística, além de ter rejeitado a coroa espanhola em 1869. O seu reinado foi marcado por tumultos políticos, como a revolta de 19 de maio de 1870 e conflitos entre partidos políticos. Luís I promoveu o desenvolvimento infraestrutural do país, incluindo a construção de portos, estradas e caminhos-de-ferro. Aboliu a pena de morte para crimes civis e a escravidão em Portugal. Além disso, foi um grande apoiador da ciência e da cultura, financiando projetos científicos e fundando associações culturais. Luís I faleceu em 1889 de neuro-sífilis, deixando o trono para seu filho, Carlos I. Seus restos mortais estão no Panteão Real da Dinastia de Bragança, em Lisboa.

Luís I de Portugal

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Nacional_D._Maria_IIhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_dos_Estaus

O Largo de São Domingos, em Lisboa, é uma área histórica dentro das antigas muralhas fernandinas da cidade. Conhecido como ponto de encontro de estrangeiros, especialmente africanos, é famoso pela tradicional ginjinha servida numa taberna que existe desde 1840. Destacam-se a Igreja de São Domingos, parte do antigo Convento de São Domingos de Lisboa, e o Palácio de São Domingos, ambos classificados como Monumentos Nacionais. Em 2008, foi inaugurado um monumento que celebra Lisboa como a "Cidade da Tolerância", homenageando o Judaísmo e pedindo perdão pela eventual culpa no Massacre de Lisboa de 1506.

Largo de São Domingos

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https://www.abrasileira.pt/estatua-de-fernando-pessoa/https://www.minube.pt/sitio-preferido/escultura-de-fernando-pessoa-a873

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O Palácio dos Estaus, também conhecido como Paço dos Estaus ou Palácio da Inquisição, foi construído em 1449 por ordem do regente D. Pedro em Lisboa, Portugal. Funcionava como uma residência para membros da corte sem casa própria, bem como para monarcas e embaixadores estrangeiros. Em 1571, o Tribunal da Santa Inquisição de Lisboa foi lá instalado e o palácio foi oficialmente designado como Casa de Despacho da Santa Inquisição.

Palácio dos Estaus

Após o terremoto de 1755, o palácio ficou danificado e foi reconstruído sob a direção de Carlos Mardel. Em 1807, tornou-se o Paço da Regência e, em 1826, abrigou a Câmara dos Pares, além de outras instituições. Em 14 de julho de 1836, o palácio foi destruído por um incêndio. No mesmo local, o Teatro Nacional D. Maria II foi construído e inaugurado em 1846.

D. Afonso Henriques, também conhecido como "o Conquistador", foi o primeiro rei de Portugal, reinando de 1128 a 1185. Após consolidar seu poder na batalha de S. Mamede em 1128, iniciou uma política de expansão territorial, conquistando Santarém e Lisboa em 1147. Foi reconhecido como rei pela Santa Sé em 1179. Durante o seu reinado, promoveu a organização do território, concedendo forais e promovendo o desenvolvimento econômico, especialmente com o apoio de ordens religiosas e militares. Após enfrentar conflitos com Castela, assegurou a independência de Portugal e dedicou-se à administração do reino até sua morte em 1185. Seus restos mortais estão sepultados na Igreja de Santa Cruz de Coimbra.

D. Afonso Henriques

Cais das Colunas

O Cais das Colunas, situado no Terreiro do Paço no centro histórico de Lisboa, é uma estrutura emblemática que servia de acesso aos cacilheiros e outras embarcações que faziam a ligação entre o Terreiro do Paço e a Margem Sul do rio Tejo. Tradicionalmente, o Cais das Colunas eram a entrada nobre de Lisboa. Pelos seus degraus de mármore, vinham do rio chefes de estado e outras figuras ilustres, como Isabel II de Inglaterra e . Hoje, embora esta entrada impressionante continue a ser utilizada, é também um ponto de embarque para os cacilheiros, os barcos que conectam Lisboa a Cacilhas. No entanto, o cenário de desembarque no cais é atualmente prejudicado pelo tráfego intenso na Avenida da Ribeira das Naus e na Avenida Infante D. Henrique, que se estendem ao longo da margem.

Curiosidade Um fato interessante sobre o Cais das Colunas é que, antigamente, ocorriam banhos semanais no local, durante os quais algumas pessoas se banhavam nuas, gerando indignação na sociedade da época.

Mercado da Ribeira

O Mercado da Ribeira, localizado no Cais do Sodré, Lisboa, é um espaço de cerca de 10 mil metros quadrados dedicado à venda de produtos alimentares entre outros. Inaugurado em 1 de Janeiro de 1882, passou por várias remodelações e ampliações ao longo dos anos. Um incêndio em 1893 danificou parte do mercado, mas este continuou a operar, abandonando o comércio grossista em 2000, mantendo-se como retalhista. Em 2001, com a inauguração do novo primeiro piso, o mercado diversificou as suas atividades, incluindo iniciativas sociais, culturais e recreativas. Foram inaugurados um restaurante e duas lojas de artesanato. Atualmente, o Mercado da Ribeira é conhecido por eventos como os Bailes da Ribeira e diversos espetáculos musicais.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_de_S%C3%A3o_Roquehttps://lisboasecreta.co/um-convento-desconhecido-as-portas-do-bairro-alto1/https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Montes_Claroshttps://lisboacool.com/visitar/miradouro-sao-pedro-alcantara-mais-completa-vista-panoramica-lisboa

São Pedro de Alcântara, nascido como Juan de Garabito y Vilela de Sanabria em 1499, foi um frade franciscano espanhol que fez grandes reformas na Ordem dos Capuchinhos em Portugal. Em 1539, viajou para Portugal para ajudar na reforma das províncias franciscanas, tornando-se apreciado pelo rei Dom João III. Estabeleceu-se na Serra da Arrábida, onde fundou mosteiros, como o Convento de Nossa Senhora da Arrábida. Em 1555, iniciou a reforma da Ordem dos Capuchinhos com as regras "alcantarinas". Foi amigo e confessor de Santa Teresa de Jesus e desempenhou um papel importante na reforma da Ordem dos Carmelitas, ao lado de São João da Cruz.

São Pedro de Alcântara

Além disso, é comum encontrar artistas de rua, artesãos e vendedores ambulantes ao longo da rua, acrescentando uma atmosfera única e animada ao ambiente.Paralelas à Rua Augusta, encontram-se as igualmente importantes Ruas do Ouro e da Prata, contribuindo para a riqueza comercial e cultural da região da baixa de Lisboa.

A Rua Augusta é uma das mais famosas e movimentadas ruas da baixa de Lisboa, em Portugal. Iniciando-se no icônico arco triunfal, ela conecta a Praça do Comércio à Praça do Rossio, homenageando a figura imponente do rei D. José I. Esta rua é conhecida pela sua grande concentração de comércio, com diversas lojas ao longo de todo o seu percurso, muitas delas representando marcas internacionais renomadas. Desde o final dos anos 80, a Rua Augusta foi fechada ao trânsito de veículos, proporcionando um ambiente mais tranquilo e seguro para pedestres.

Rua Augusta

O Convento de São Francisco da Cidade, fundado em 1217 por Frei Zacarias e Frei Guálter, tornou-se um importante centro cultural e religioso em Lisboa ao longo dos séculos. Cresceu rapidamente e foi integrado à cidade após a construção da Muralha Fernandina. Durante os séculos XV e XVI, o convento viveu um período de prosperidade, sediando atividades intelectuais, culturais e políticas, como as Cortes do país. No entanto, foi atingido por incêndios e destruído pelo terremoto de 1755. Após a extinção das Ordens religiosas, o convento foi convertido em depósito de livros, abrigando a Biblioteca Nacional de Portugal a partir de 1836. O edifício original foi demolido em 1839, mas suas colunas foram preservadas e integradas em outros locais. Ao longo dos anos, o local abrigou diversas instituições culturais, como a Academia Real de Belas-Artes e a Galeria Nacional de Pintura. A fundação do convento foi marcada pela missão de São Francisco de Assis, que teve um impacto significativo na influência franciscana em Portugal.

Convento de S. Francisco

Convento da Trindade

O Convento da Santíssima Trindade, erguido no meio do século XIII, enfrentou várias adversidades ao longo dos anos e acabou por ser parcialmente destruído em 1835 para dar lugar à Rua Nova da Trindade. Situava-se numa vasta área delimitada pelas ruas Nova da Trindade e da Oliveira, e pelas travessas do Carmo e de João de Deus.

O Grémio Literário, fundado em 1846 por figuras proeminentes como Almeida Garrett e Alexandre Herculano, é um espaço cultural e clube privado que passou despercebido pela maioria das pessoas. Recentemente reabriu suas portas e, aos sábados, oferece um brunch de alta qualidade. Sua encantadora esplanada, em tons de verde-água, está localizada em um varandim com vista para o rio e um jardim secreto, situado no palácio dos Viscondes de Loures.

Grémio Literário de Lisboa

Este palácio foi outrora frequentado por renomados nomes da cultura, e agora serve como pano de fundo para um brunch completo e delicioso.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9mio_Liter%C3%A1rio_de_Lisboahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9mio_Liter%C3%A1rio_de_Lisboaor sit

Carlos I de Portugal

Carlos I , apelidado "o Diplomata", foi Rei de Portugal e Algarves de 1889 até ao seu assassinato. Filho mais velho do rei Luís I de Portugal e da princesa Maria Pia de Saboia, Carlos I nasceu em Lisboa. Recebeu o cognome "o Diplomata" devido às numerosas visitas que realizou a Madrid, Paris e Londres, bem como às visitas retribuídas dos reis Afonso XIII de Espanha, Eduardo VII do Reino Unido, do imperador Guilherme II da Alemanha e do presidente francês Émile Loubet a Lisboa. Ele também foi conhecido como "o Martirizado" e "o Mártir" devido ao seu assassinato, e "O Oceanógrafo" pela sua paixão pela oceanografia, compartilhada com seu pai e o príncipe do Mónaco.

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_da_Trindade

25 de Abril de 1974

A Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos, foi um evento histórico em Portugal que marcou o fim do regime ditatorial do Estado Novo. Liderado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), o movimento militar e social resultou na deposição do governo, levando à formação da Junta de Salvação Nacional. O período seguinte, conhecido como Processo Revolucionário em Curso (PREC), foi marcado por agitação política e social. Uma nova Constituição democrática entrou em vigor em 1976, junto com as primeiras eleições legislativas da nova República. Este evento é celebrado como o "Dia da Liberdade" em Portugal.

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https://www.e-chiado.pt/toponimia/largo-rafael-bordalo-pinheiro/https://www.infopedia.pt/artigos/$eca-de-queiroshttps://informacoeseservicos.lisboa.pt/contactos/diretorio-da-cidade/hommage-a-pessoahttps://www.e-chiado.pt/multimedia/27786/

Pedro I do Brasil, também conhecido como Pedro IV de Portugal, nasceu em Queluz, em 12 de outubro de 1798, e faleceu em 24 de setembro de 1834, no mesmo local. Ele foi apelidado de "o Libertador" e "o Rei Soldado". Pedro foi o primeiro Imperador do Brasil, reinando de 1822 até sua abdicação em 1831, e também foi Rei de Portugal e Algarves, governando entre março e maio de 1826. Ele era o quarto filho do rei João VI e de sua esposa, a rainha Carlota Joaquina da Espanha, sendo assim, um membro da Casa de Bragança. Pedro passou os seus primeiros anos em Portugal até que as tropas francesas invadiram o país em 1807, o que levou à transferência da família real para o Brasil.

Imperador do Brasil

D. Pedro IV

Muralha fernandina

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_I_de_Portugalhttps://www.visitlisboa.com/pt-pt/p/exclusivo-de-lisboa/rua-do-arsenal-agora-das-lojas-de-bacalhau-testemunha-da-historia

A Casa de Avis, também conhecida como Dinastia Joanina, governou Portugal de 1385 a 1580 e foi crucial durante a Era dos Descobrimentos. Fundada por João de Avis, filho ilegítimo do rei D. Pedro I, a dinastia consolidou Portugal como uma potência global com a criação do Império Português. Entre suas figuras mais notáveis estão o infante D. Henrique, o Navegador, o rei Manuel I e a Santa Imperatriz Romana Isabel de Portugal. A dinastia terminou em 1580, sucedida pela Dinastia Filipina após a crise de sucessão portuguesa.

Dinastia de Avis

D. Carlota Joaquina de Borbón

Carlota Joaquina de Bourbon, nascida em 25 de abril de 1775 em Aranjuez, foi a esposa de D. João VI e Rainha Consorte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, além de Imperatriz titular do Brasil. Casou-se com D. João em 1785 e, após a morte do herdeiro da coroa portuguesa, tornou-se Princesa do Brasil. Conhecida por suas conspirações políticas e ambições, almejava a coroa espanhola para sua família. Após o retorno da família real a Portugal em 1821, foi confinada no Palácio Real de Queluz, onde morreu em 1830. Após sua morte, Carlota Joaquina tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, mas também é retratada por alguns estudiosos como uma pessoa rude e calculista.

O edifício enfrentou ameaças de incêndio em 1601 e 1750, mas foi completamente destruído pelo grande terramoto de 1755, que ocorreu no dia de Todos os Santos, 1 de novembro. Agradeço por compartilhar esses detalhes históricos sobre o Hospital de Todos os Santos!.

O Hospital Real de Todos os Santos, criado em 1492 durante uma reforma liderada por D. João II e concluído no reinado de D. Manuel, foi o primeiro edifício público hospitalar central em Portugal. Além das suas funções médicas, o hospital incluía uma botica, uma cozinha, uma despensa, uma lavandaria e instalações administrativas e para funcionários. No reinado de D. João III, foram adicionadas uma casa para doentes mentais e uma enfermaria para convalescentes.

Hospital de Todos os Santos

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Convento_de_S%C3%A3o_Francisco_da_Cidade

Manuel de Arriaga

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue foi um advogado, professor, escritor e político português, reconhecido como um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português. Ele tornou se o primeiro presidente eleito da República Portuguesa em 24 de agosto de 1911, sucedendo ao Governo Provisório liderado por Teófilo Braga. Arriaga exerceu o cargo até 29 de maio de 1915, quando renunciou e foi substituído por Teófilo Braga. A sua presidência marcou um período crucial na transição de Portugal para a república. Arriaga faleceu em 5 de março de 1917, deixando um legado significativo no cenário político e intelectual do país.

Nos tempos modernos, a tradição do azulejo permanece viva, com muitos artistas contemporâneos explorando novas técnicas e estilos para criar peças únicas que se destacam tanto em espaços públicos quanto privados.

Além de sua aplicação em edifícios e estruturas públicas, os azulejos também desempenharam um papel importante na decoração de residências particulares ao longo dos séculos. Eles não apenas embelezaram as fachadas das casas, mas também foram usados em interiores, adornando salas, cozinhas, corredores e até mesmo banheiros. Essa presença dentro das casas reflete não apenas a estética e a identidade cultural, mas também a funcionalidade e durabilidade dos azulejos, que continuam a ser apreciados como parte integrante da vida cotidiana.

Azulejos

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Esta%C3%A7%C3%A3o_Ferrovi%C3%A1ria_do_Rossiohttps://www.presidencia.pt/presidente-da-republica/a-presidencia/antigos-presidentes/sidonio-pais/

Estação em construção em 1886.

Cinema Condes

O Teatro da Rua dos Condes, originalmente propriedade de Francisco de Almeida Grandella e projetado por António José Dias da Silva, foi um importante espaço cultural em Lisboa. Inaugurado como teatro em 1915, foi adquirido pela Castello Lopes em 1919 e remodelado para exibição de filmes. Em 1951, o edifício original foi substituído por uma nova estrutura projetada por Raul Tojal. Reabriu em 1952 como cinema, tornando-se um local de estreia para grandes produções cinematográficas e eventos culturais. Passou por obras em 1967 para acomodar a projeção de filmes em 70 milímetros, mas um incêndio interrompeu suas operações temporariamente. Encerrou definitivamente em 1997, incapaz de competir com os novos cinemas em centros comerciais.

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https://www.e-chiado.pt/sem-categoria/rua-vitor-cordon/https://pt.wikipedia.org/wiki/Convento_de_S%C3%A3o_Francisco_da_Cidade

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Nacional_de_S%C3%A3o_Carloshttps://pt.wikipedia.org/wiki/Carlota_Joaquina_de_Bourbon

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O largo da academia de Belas artes

O Largo da Academia Nacional de Belas Artes, conhecido como Largo das Belas Artes, está localizado na área do Chiado, em Lisboa, na freguesia de Santa Maria Maior. É formado pela junção das ruas Ivens e Vítor Cordon. Em 1982, por meio de um edital, seu nome foi oficialmente alterado de Largo da Biblioteca Pública para Largo da Academia Nacional de Belas Artes, atendendo a um pedido da própria academia, que tem sua sede no local. Isso ocorreu após a Biblioteca Pública ser transferida para o Campo Grande e renomeada como Biblioteca Nacional.

"E o consultório, meu senhor,( disse Vilaça) não é aqui, nem acolá; é no Rossio, ali em pleno Rossio!" Ob. cit., Cap. IV, p. 58 "Do Rossio, o ruído das carroças, os gritos errantes de pregões, o rolar dos americanos subiam numa vibração mais clara, por aquele ar fino de Novembro" Ob. cit., Cap. IV, p. 61 "Um dia viera indignada (Maria) da Praça da Figueira, quase com ideias de vingança, por ter visto nas tendas dos galinheiros aves e coelhos apinhados em cestos, sofrendo durante dias as torturas da imobilidade e a ansiedade da fome." Ob. cit., Cap. XI, p. 224 "De novo a tipoia bateu para a rua da Prata. O Sr. Vilaça ainda não viera, o escrevente estava realmente pensando que o Sr. Vilaça fora ao Alfeite. E diante desta incerteza, de repente, Ega ficou de novo descorçoado, sem coragem. Despediu a tipoia: com o embrulho do cofre na mão foi andando pela rua do Ouro, depois até ao Rossio, parando distraidamente diante dum ourives, lendo aqui e além a capa dum livro na vitrine dos livreiros. (...) Voltou pela rua da Prata, de novo subiu a suja escadaria de pedra; e logo no patamar, diante da porta de baeta verde, deu com o Vilaça que saia, atarefado, calçando as luvas." Ob. cit., Cap. XVII, p. 385

" Mas um rapaz alto, macilento, de bigodes negros, vestido de negro, que fumava encostado à outra ombreira, numa pose de tédio - vendo o violento interesse de Pedro, o olhar aceso e perturbado com que seguia a caleche trotando Chiado acima, veio tomar-lhe o braço, murmurou-lhe junto à face, na sua voz grossa e lenta: " Ob. cit., Cap. I, p. 11 "O Dâmaso deitava olhares pelo Chiado, risonho, ovante, barrigudo, como um conquistador nos seus domínios. Já aquele arzinho gordo de tranquilo triunfo irritou Carlos." Ob. cit., Cap. XIII, p. 260 " Foram descendo o Chiado.[…] E Carlos reconhecia, encostados às mesmas portas, sujeitos que lá deixara havia dez anos, já assim encostados, já assim melancólicos. Tinham rugas, tinham brancas. Mas lá estacionavam ainda, apagados e murchos, rente das mesmas ombreiras, com colarinhos à moda. Depois, diante da Livraria Bertrand." Ob. cit., Cap. XVIII, p. 426 "Subiu lentamente o Chiado, leu os telegramas na Casa Havanesa, Depois, à esquina da Rua Nova da Trindade, um homem rouco sumido num paletó, ofereceu-lhe uma "senhazinha". Outros, em volta, gritavam na sombra do Hotel Aliança.” Ob. cit., Cap. XV, p. 346 “A uma esquina, vadios em farrapos fumavam; e na esquina defronte, na Havanesa, fumavam também outros vadios, de sobrecasaca, politicando. — Isto é horrível, quando se vem de fora! — exclamou Carlos. Ob. cit.. Cap. XVIII, p. 426

"No Cais do Sodré deixou a carruagem, subiu a pé pelo Ferregial, veio passar diante das janelas na Rua de S. Francisco. [...] Duas vezes percorreu a Rua de S. Francisco; e recolheu para casa, sob a noite estrelada, devagar, ruminando a doçura daquele grande amor." Ob. cit., Cap. XIV, p. 292 "Por baixo tinha escrito a lápis «Hotel Bragança». " Ob. cit., Cap. XI, p. 222 "O dono dessa hospitaleira casa da rua do Ferregial onde se jantava tão bem, recalcou o despeito - admitiu que não deixava de haver talento e saber." Ob. cit., Cap. VI, p. 100

"Mas era fácil encontrá-lo pelo Chiado e pelo Loreto, a rondar e a farejar - ou então no fundo de tapeias de praça, batendo a meio galope, num espalhafato de aventura." Ob. cit., Cap. V, p. 77 " Havia um cruzar animado de carruagens com librés. Os bicos de gás do Ginásio tinham um fulgor de festa. E Ega deu de rosto com o Craft que atravessava do lado do Loreto, de gravata branca e flor no paletó." Ob. cit., Cap. XV, p. 346 " E abalou, desceu a rua da Trindade, cortou pelo Loreto como uma pedra que rola, enfiou, ao fundo da praça de Camões, num grande portão que uma lanterna alumiava." Ob. cit., Cap. XV, p. 348 "Estavam no Loreto; e Carlos parara, olhando, reentrando na intimidade daquele velho coração da capital. Nada mudara. A mesma sentinela sonolenta rondava em torno à estátua triste de Camões. Os mesmos reposteiros vermelhos, com brazões eclesiásticos, pendiam nas portas das duas igrejas. O Hotel Aliance conservava o mesmo ar mudo e deserto." Ob. cit., Cap. XVIII, p. 426

"E Carlos descia a rua de S. Roque - quando encontrou o marquês, saindo duma confeitaria, tristonho, com um embrulho na mão, e o pescoço abafado num enorme cache-nez de seda branca." Ob. cit., Cap. X, p. 184 "- Bem, gritou ao cocheiro, vai ao café Tavares... No Tavares, ainda solitário àquela hora, um moço areava o sobrado. E enquanto esperava o almoço Ega percorreu os jornais. (...) Justamente o bife chegava, fumegante, chiando na frigideirinha de barro. Ega pousou a Gazeta ao lado, dizendo consigo: «Não é nada mal feito, este jornal!» O bife era excelente: - e depois duma perdiz fria, dum pouco de doce de ananás, dum café forte, Ega sentiu adelgaçar-se enfim aquele negrume que desde a véspera lhe pesava na alma. No fim, pensava ele, acendendo o charuto e lançando os olhos ao relógio, naquele desastre praticamente encarado só havia para Carlos a perda duma bela amante." Ob. cit., Cap. XVIII, p. 385

"- Não seja piegas, homem! Você o que precisa é roast-beef e uma garrafa de Borgonha... Não é hoje que você janta lá no Ramalhete?... É, até tem lá o Craft e o Dâmaso... Então descemos por essa rua do Alecrim, que já não chove, depois pelo Aterro fora, a passo ginástico, e em chegando lá você está curado." Ob. cit., Cap. X, p. 184 "Nessa tarde, às seis horas, Carlos, ao descer a rua do Alecrim para o Hotel Central, avistou Craft dentro da loja de bricabraque do tio Abraão" Ob. cit., Cap. VI, p. 93 " Ega entalara vivamente o monóculo para examinar esse lendário tio do Dâmaso, que ajudava a governar a França: e depois de se despedirem de Maria, quando a caleche já subia a rua do Alecrim e eles atravessavam para o Hotel Central, ainda se voltou seduzido por aqueles modos, aquelas barbas austeras de revolucionário..." Ob. cit., Cap. XV, p. 328

"Entravam então no peristilo do Hotel Central - e nesse momento um coupé da Companhia, chegando a largo trote do lado da Rua do Arsenal, veio estacar à porta." Ob. cit., Cap. VI, p. 94 "Sintra, de repente, pareceu-lhe intoleravelmente deserta e triste. Não teve animo de voltar ao palácio, nem quis sair mais dali; e arrancando as luvas, passeando em volta da mesa de jantar, onde murchavam os ramos da véspera, sentia um desejo desesperado de galopar para Lisboa, correr ao Hotel Central, invadir-lhe o quarto, vê-la, saciar os seus olhos nela!..." Ob. cit., Cap. VIII, p. 147