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O historicismo de Thomas Kuhn

Trabalho de Grupo de Filosofia

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Intodução

Thomas Kuhn, um dos filósofos mais influentes do século XX, revolucionou a maneira como entendemos o processo de desenvolvimento da ciência.Nesta trabalho, exploraremos a vida e obra de Thomas Kuhn, a caracterização de historicismo, e conceitos como: ciência normal, ciência extraordinária, ciência paradigmática, crise científica, revolução científica e incomensorabilidade de paradigmas. Vamos tentar compreender também o que é o progresso científico para Thomas Kuhn e em que fase se dá este progresso. Por outro lado iremos apresentar as principais critícas ao historicismo.

Quem foi Thomas Kuhn?

Thomas Kuhn (1922-1996) foi um filósofo da ciência norte-americano, conhecido principalmente pelo seu trabalho revolucionário "A Estrutura das Revoluções Científicas", publicado em 1962. Nascido em Cincinnati, Ohio, Kuhn estudou física na Universidade de Harvard e mais tarde interessou-se pela história e filosofia da ciência.

Historicismo de Thomas Kuhn

O historicismo de Thomas Kuhn sugere que o desenvolvimento da ciência é moldado por fatores históricos, culturais e sociais. Ele argumenta que as grandes mudanças na ciência ocorrem quando os paradigmas estabelecidos são substituídos por novos, resultando em uma transformação fundamental na compreensão científica. Kuhn destaca a importância de se considerar a perspetiva histórica ao analisar a ciência e defende que o progresso científico não segue um caminho linear, mas sim por meio de rupturas e mudanças de paradigma.

Paradigma

Um paradigma, segundo Kuhn, é um modelo aceito que marca a transição da pré-ciência para a investigação científica, unindo pesquisadores em uma comunidade. Ele consiste em teorias fundamentais, aplicações, princípios metafísicos, instruções técnicas e orientações sobre como realizar ciência em uma área específica.Resumindo um paradigma é um modelo de estudo que vigora numa determinada altura

Ciência normal

O conceito de ciência normal é o período de tempo em que uma comunidade científica aceita um paradigma específico, seguindo os seus métodos, teorias e práticas estabelecidas, enquanto trabalha para resolver os problemas dentro desse paradigma. Durante a ciência normal, os cientistas procuram resolver anomalias dentro do paradigma existente, em vez de questionar fundamentalmente o paradigma em si.

Ciência extraordinária

Fase de questionamento dos pressupostos fundamentos de paradigma atual, onde gera-se um debate sobre a manutenção do paradigma (velho) ou se é escolhido um novo paradigma

Ciência paradigmática

É caracterizada pelo estado normal da prática científica, onde uma comunidade adere a um conjunto específico de crenças, valores e métodos conhecidos como paradigma. Durante esses períodos, a pesquisa ocorre dentro dos limites estabelecidos pelo paradigma, resultando em progresso cumulativo. No entanto, crises podem surgir quando observações contraditórias desafiam o paradigma, levando a revoluções científicas que substituem o paradigma existente por um novo, mais capaz de explicar observações e resolver problemas.

Crise científica

Nem sempre a ciência normal decorre de acordo com o esperado. Por vezes, há acontecimentos que o paradigma vigente não parece ser capaz de explicar adequadamente.Surgem, assim, as chamadas anomalias, ou seja, algo totalmente incompatível com a imagem do funcionamento da natureza fornecida pelo para-digma. As anomalias são resultados acidentais e inesperados que constituem uma séria ameaça a todo o trabalho científico desenvolvido até um dado momento. Quando as anomalias são demasiado numerosas ou sérias, a confiança no paradigma vigente começa a sentir os primeiros abalos e a ciência entra em crise.

Revolução científica

Uma revolução científica, de acordo com Thomas Kuhn, é um período de transformação abrupta na comunidade científica, caracterizado pela substituição de um paradigma científico estabelecido por um novo. Durante uma revolução científica, as visões, métodos e conceitos fundamentais sobre a natureza da ciência e do mundo são alterados de maneira significativa. Essas mudanças geralmente ocorrem após um período de crise, no qual o paradigma existente mostra-se incapaz de resolver problemas ou explicar novos fenómenos. A revolução científica resulta numa mudança de perspetiva e abordagem na prática científica, levando a avanços e descobertas importantes.

Incomensorabilidade de paradigmas

Tomas Kuhn introduziu o conceito de incomensurabilidade de paradigmas, sugerindo que os paradigmas científicos são tão diferentes entre si que tornam difícil, ou até impossível, a comparação direta entre eles. Isso ocorre porque cada paradigma possui as suas próprias pressuposições básicas, métodos, linguagem e critérios de avaliação, o que leva a uma falta de pontos de referência comuns para a compreensão mútua entre paradigmas diferentes.

O progresso científico ocorre em duas fases distintas: a fase normal e a fase revolucionária. Na fase normal, os cientistas trabalham dentro de um paradigma estabelecido, refinando e expandindo o conhecimento dentro desse quadro conceitual. Durante a fase revolucionária, crises surgem quando anomalias desafiam o paradigma atual, levando a uma mudança fundamental para um novo paradigma. Assim, o progresso científico ocorre tanto pelo refinamento contínuo do paradigma existente quanto pela introdução de novos paradigmas durante as revoluções científicas.

O que é para Thomas Kuhn o progresso científico? Em que fase da ciência se dá este progresso?

Para Thomas Kunh , o progresso científico não é uma simples acumulação continua de conhecimentos , más sim um proceso marcado por mudanças drásticas e revolucionarias nos paradigmas cientificos.

Desconsideração das Práticas Científicas: Sua ênfase na estrutura conceitual e social da ciência pode minimizar a importância das práticas científicas cotidianas, como experimentação e formulação de hipóteses.

Falta de Progresso Científico: Alguns argumentam que sua teoria implica que não há progresso objetivo na ciência, apenas mudanças de paradigma, ignorando a noção de progresso cumulativo.

Rigor Metodológico: Críticos apontam a falta de rigor em sua metodologia, especialmente na identificação de mudanças paradigmáticas e na avaliação da validade de paradigmas.

Ignorância da Continuidade Científica: Kuhn tende a negligenciar o desenvolvimento gradual do conhecimento científico em favor de destacar rupturas e revoluções na ciência.

As principais críticas ao historicismo

Relativismo Científico: Kuhn é criticado por sua visão de que não há critérios objetivos para avaliar teorias científicas, o que pode levar ao relativismo científico.

Fim! Obrigado pela atenção!