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APós 25 de abril...

Rui Henrique

Rui Manuel Ferreira Henrique nasceu em 1968, no Porto. Entrou no Curso de Licenciatura em Medicina do ICBAS-UP em 1986, o qual concluiu em 1992, sendo-lhe atribuídos os prémios académicos “Prof. Abel Salazar”, “Hospital Geral de Santo António”, “Dr. João de Melo” e “Eng. António de Almeida”.Desempenhou as funções de Diretor do Serviço de Anatomia Patológica (sendo simultaneamente responsável pelas áreas diagnósticas de Hematopatologia, Uropatologia e Nefropatologia), dirigiu o departamento de ensino e formação (EPOP) do IPO Porto e desempenhou as funções de Presidente do Conselho de Administração do IPO Porto. Em 2023 retomou as funções de Diretor do Serviço de Anatomia Patológica. É autor ou co-autor de mais de 300 publicações científicas internacionais, incluindo capítulos de livros, editoriais/comentários, artigos de revisão e artigos originais.

Biografia:

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Após 25 de abril de 1974...

Maria de Sousa: Foi uma imunologista portuguesa que realizou estudos importantes sobre o sistema imunológico e suas interações com o cancro.António Damásio: É um neurocientista português conhecido pelas suas contribuições para o entendimento dos mecanismos cerebrais subjacentes às emoções, ao comportamento social e à tomada de decisões. Catarina Homem: É uma cientista portuguesa especializada em biologia do desenvolvimento.Jorge Calado: É um hematologista português conhecido pelas suas pesquisas sobre leucemias e síndromes mieloproliferativas.Maria Mota: É uma bióloga portuguesa reconhecida pelas suas pesquisas sobre a malária.

Portugal entrou num período de democratização e liberalização, o que proporcionou um ambiente mais propício para a pesquisa científica. Neste contexto, Rui Henrique e outros cientistas portugueses foram capazes de expandir as suas investigações e colaborações internacionais.

Após 25 de Abril de 1974...

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de Rui Henrique

A PESQUISA

Rui Henrique, juntamente com a sua equipa, desenvolveu vários estudos, um dos quais vamos explorar mais aprofundadamente: o estudo relativo à expressão genética regulada por microRNAs.Mas então, o que são microRNAs?Os microRNAs (miRNAs) são uma classe de moléculas de RNA pequenas e não codificantes, geralmente compostas por cerca de 21 a 23 nucleótidos. Eles desempenham um papel fundamental na regulação da expressão genética numa ampla variedade de organismos, incluindo plantas, animais e vírus.Os miRNAs exercem uma função pós-transcricional, o que significa que eles atuam após o processo de transcrição do DNA e antes da tradução do mRNA em proteínas. O principal mecanismo pelo qual os miRNAs regulam a expressão genética é através do pareamento imperfeito com sequências específicas no mRNA alvo. Isso geralmente resulta na supressão da tradução do mRNA alvo ou na sua degradação, levando a uma diminuição na quantidade de proteína produzida.

Expressão genética regulada por micro RNAs

Como vimos anteriormente, provoca a diminuição na produção de proteínas, contudo, isso inclui:Alterações no crescimento celular: Muitas proteínas desempenham papéis críticos no controle do ciclo celular, incluindo a regulação da proliferação e da apoptose (morte celular programada). A diminuição na quantidade dessas proteínas pode afetar negativamente o crescimento celular, levando a uma diminuição na taxa de proliferação ou a um aumento na morte celular. Disfunção de processos celulares específicos: Proteínas específicas estão envolvidas numa variedade de processos celulares, como sinalização celular, metabolismo, resposta a stresses e manutenção da integridade do DNA. A redução na quantidade dessas proteínas-alvo pode levar à disfunção desses processos, afetando o funcionamento normal da célula.

o que provoca a supressão da tradução do MRNA?

Desenvolvimento de doenças: Alterações na expressão de proteínas devido à regulação negativa por microRNAs podem contribuir para o desenvolvimento de várias doenças, incluindo cancro, doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos e neurodegenerativos, entre outros. A supressão de proteínas-chave envolvidas na regulação dessas doenças pode levar a disfunções fisiológicas e ao desenvolvimento de sintomas patológicos.Resposta a tratamentos: A regulação negativa da expressão genética por microRNAs pode influenciar a sensibilidade das células a diferentes tratamentos, como terapias farmacológicas ou radioterapia. A diminuição na expressão de proteínas-alvo pode afetar a eficácia desses tratamentos, tornando as células mais ou menos sensíveis aos agentes terapêuticos.

o que provoca a supressão da tradução do mRNA?

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de Rui Henrique

CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA

Rui Henrique, através da sua pesquisa, contribui para:1. A caracterização de alvos genéticos.Para caracterizar os alvos genéticos de um microRNA, os pesquisadores usam técnicas de laboratório para identificar quais mRNAs interagem com esse microRNA em particular. Eles podem fazer isso expondo as células a um microRNA específico e depois identificando quais mRNAs são afetados por meio de técnicas como sequenciamento de RNA ou ensaios laboratoriais.2. A caracterização dos mecanismos de ação dos miRNAs.Investigando como os miRNAs afetam os processos celulares relevantes para o cancro (como proliferação, apoptose, invasão e metástase). Pode incluir estudos sobre os alvos dos miRNAs e os efeitos da regulação negativa ou positiva da expressão génica.

CONTRIBUIÇÃO:

3. Desenvolvimento de biomarcadores: Através de desenvolvimento de miRNAs como biomarcadores podemos desenvolver novas técnicas de diagnóstico, prognóstico ou controlo de resposta ao tratamento em pacientes com cancro. Isso pode envolver a validação de miRNAs específicos em amostras clínicas e em estudos de associação com desfechos clínicos.4. Investigação de terapias baseadas em miRNAs: Explorando o potencial terapêutico dos miRNAs na terapia do cancro.

CONTRIBUIÇÃO:

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Conclusão

A pesquisa de Rui Henrique sobre a regulação da expressão genética por microRNAs surge como uma contribuição significativa para o entendimento dos mecanismos do cancro e outras doenças. O seu trabalho incansável e as suas descobertas têm impactado profundamente o campo da biologia molecular, fornecendo ideias valiosas sobre como os microRNAs influenciam processos celulares fundamentais e, por extensão, o desenvolvimento e a progressão de doenças. As contribuições de Rui Henrique não se limitam apenas ao campo da pesquisa científica uma vez que, o seu trabalho oferece esperança às inúmeras pessoas afetadas pelo cancro, ao fornecer novos caminhos para o desenvolvimento de terapias mais direcionadas e menos invasivas. Além disso, as suas descobertas têm o potencial de revolucionar a medicina, permitindo abordagens de tratamento mais precisas e adaptadas às características moleculares específicas de cada paciente. Em última análise, esta pesquisa destaca a importância crucial da ciência básica na compreensão das complexidades da biologia humana e na procura por soluções inovadoras para os desafios da saúde enfrentados pela sociedade. As suas contribuições serão recordadas não apenas pelos seus avanços científicos, mas também pelo impacto positivo que as suas descobertas têm na vida das pessoas.

Conclusão:

Leonor Pacheco n.º11Mariana Alves n.º 14 Matilde Moreira n.º 15Oriana Martins n.º 16

Fim!