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Transcript

Ali Babá e os 40 ladrões

Capítulos

Espaços

Personagens

O livro

"As mil e uma noites"

[Este livro é uma] obra clássica de contos, alguns deles bastante populares, cuja compilação se tornou conhecida na Europa a partir do século XVIII […]. As histórias mais antigas parecem remontar ao século VII da nossa era […]. Entre os contos de As Mil e Uma Noites estão as célebres histórias de Aladino (e a lâmpada mágica), Ali Babá (e os Quarenta Ladrões) e de Sindbad, o Marinheiro. A estrutura da obra assenta em Sherazade […], a mulher do Sultão, que estava determinada a adiar o mais possível o plano do marido para a matar. Desde que o Sultão se convencera de que a primeira mulher lhe fora infiel, era esse o destino reservado a todas as suas esposas. Sherazade contava ao Sultão uma história todas as noites, deixando-as propositadamente incompletas até ao dia seguinte, numa espécie de suspense, de tal modo que o Sultão se via obrigado a poupar a sua vida para saber o fim da história. E gostava tanto dessas histórias e tal modo o entretinham que ao fim de mil e uma noites pôs de parte a ideia de matar Sherazade.

As mil e uma noites

António Garcia Barreto, Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa, Campo das Letras Ed., 2002 (pág.347, adaptado)

A caverna das maravilhas

2

3

A rasoira de Xainaz

As três poções do boticário

4

5

Um funeral digno para Qassem

7

6

A inquietante aposta de Mustafá

9

A caravana do mercador de azeite

A dança de Morjana

8

A lamparina de Morjana está seca

Nuredine arranja um amigo

Epílogo

1

Capítulos

No último dia dos folguedos, Ali Babá achou que tinha chegado o momento de transmitir o seu segredo ao filho e, chamando-o de parte, contou-lhe toda a história que acabamos de ouvir. - Como vês, Morjana, a tua mulher, teve uma boa participação em tudo isto - disse por fim -, mas ela ainda ignora, como tu, onde está escondido o tesouro. Amanhã ao nascer do sol vou lá com vocês. Tu próprio pronunciarás o "Abre-te, sésamo!" que fará rolar o rochedo. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

- Tu sabes como o teu amo perdeu a vida, Morjana. E compreendes que, para sua honra, e também para nossa segurança, devemos guardar segredo sobre a existência da caverna. É preciso que toda a gente pense que Qassem morreu na sua cama. Faz o que for preciso para isso. Tenho toda a confiança em ti! Assim que Ali partiu, a jovem, enrolando um lenço à volta da cabeça, saiu de casa. Dirigiu-se a casa de Dubane, o boticário. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Um velho sapateiro chamado Mustáfa tinha a sua loja à entrada do Bazar. Ela chegou muito perto dele e deixou cair algumas boas moedas numa pequena taça que estava na sua banca. - Tenho um serviço a pedir-lhe. Vou precisar da sua arte! Então do seu material traga aquilo que é preciso para coser e venha comigo. As duas silhuetas entraram na de Qassem por uma porta de serviço. - Tem de coser estas duas partes, que para nossa desgraça um bandido separou! - disse ela em voz baixa. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

No dia seguinte, o bandido, vestindo a sua capa, com um turbante amarrado à cabeça, adquiriu o aspeto do mais honesto dos viajantes. Ao penetrar na cidade, apenas encontrou uma loja aberta àquela hora , e que era a loja de Mustafá. - Começa a trabalhar muito cedo! - disse ele para meter conversa. - Estraga os olhos a trabalhar com pouca luz! E logo a seguir o velho tagarela já estava a contar como tinha cosido um morto num quarto fúnebre mil vezes mais escuro do que aquela tenda. - Façamos uma aposta! - sugeriu o outro como que a brincar. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Entretanto Morjana voltou para a cozinha, quando o seu candeeiro se apagou. "Acabou-se o azeite", diz ela. Procurou azeite para lhe pôr, e não encontrou: a sua reserva estava seca. Então lembrou-se que os odres das mulas estavam cheios. "Vou buscar um pouco para alimentar a minha lamparina e terminar o meu trabalho". Saiu e aproximou-se da primeira mula. Quando Morjana se preparava para desatar o laço do odre, ouviu lá de dentro um murmúrio abafado: - Chegou a hora? Morjana ficou paralisada pela surpresa. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

O capitão falou durante muito tempo e cada qual ficou a saber aquilo que tinha de fazer. Quando tudo ficou preparado, os homens enfiaram-se dentro de sacos. Qoja Hussein atou-os solidamente um após o outro, para que não se notasse nada daquilo que eles continham. Depois o capitão, segurando a primeira mula pela rédea, pôs a caravana em marcha, que seguiu em fila. O animal que ele conduzia era o único que transportava odres que continham azeite de verdade. Mas todos tinham o mesmo aspeto: cada bandido teve o cuidado de humedecer a pele do seu esconderijo com um tampão de azeite, para fingir que o líquido tinha transbordado em alguns lugares. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Qoja Hussein esperou que houvesse na praça uma loja para alugar. Quando surgiu a ocasião, foi ele o primeiro a procurar o negócio. Por fim, quando estava instalaado, foi-se apresentar, como manda a cortesia, aos outros mercadores da praça. Durante as semanas seguintes, Qoja Hussein cultivou amizade com Nuredine, que se afeiçoou a ele. Os dois gostavam cada vez mais da companhia um do outro. Uma manhã em que Qoja Hussein saía da loja e Ali Babá entrava, o filho falou longamente ao pai do seu novo amigo, com muitos elogios. - Convida-o para ir um dia a minha casa - propôs Ali Babá. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Acabou a refeição. Abdalá trouxe os licores de tâmaras e retirou-se. Qoja Hussein, descontraído, mantém no entanto o espírito alerta. Espera que as circunstâncias o deixem a sós com Ali Babá. Agora, no meio das conversas que troca com os seus anfitriões, ele ouve, a princípio fraco e abafado, o som de um domback. O tambor aproxima-se. Uma sombra percorreu a fronte do bandido. A sua vingança tinha que ser adiada... Mas ele já comtemplava a rapariga. Esta, na sua dança, exibia um punhal aguçado. Por um instante, o punhal prolongava os dedos dela, enquanto o seu corpo se curvava de lado. Logo a seguir um arabesco diante do seu rosto. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Dentro de casa, depois de esvaziarem os sacos no chão de terra batida, ficaram os dois maravilhados, e Feiruz, toda entregue aos seus sonhos, quis começar a contar. - Se ao menos - disse ela, melindrada - tivéssemos uma daquelas vasilhas que servem para medir as sementes, podíamos fazer uma ideia!... eu podia ei buscar uma a casa do teu irmão! - propôs ela recuperada do seu entusiamo. Ora Xainaz era muito curiosa e não tinha vergonha. Quando foi buscar a medida à cozinha, com um gesto rápido passou um pano engordurado pelo fundo da vasilha. Ao voltar a casa, Feiruz fez o seu cálculo mergulhando a medida no monte de dinheiro e despejando-a um pouco ao lado, no chão. Depois foi levar a rasoira à cunhada sem reparar numa moeda que tinha ficado colada no fundo. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

O livro

Descrição da capa

Sinopse da história

Título: Ali Babá e os Quarenta Ladrões

Adaptação: Luc Lefort Adaptação para Língua Portuguesa: António Pescada

Leitura recomendada para o 6.º ano

Editora

Sinopse Neste livro, ficamos a conhecer a história de um pobre lenhador, Ali Babá, que vivia numa cidade do Oriente. Certo dia, enquanto apanhava lenha, Ali Babá viu uma coluna de cavaleiros e decidiu esconder-se, pois não sabia se eram boas pessoas ou ladrões. Quando o grupo parou por baixo do cipreste onde ele estava escondido, Ali viu as armas afiadas por baixo das capas e contou 40 homens. Foi neste dia que Ali Babá descobriu a caverna das maravilhas.

A capa Na capa vê-se um homem pendurado num ramo de uma árvore. Por baixo dele, estão vários homens em cima de camelos e um deles está no chão, de frente para uma rocha. Este homem está com os braços levantados, como se estivesse a gritar para a rocha. As cores predominantes são o amarelo e o verde.

Personagens

Ali Babá

Feiruz

40 ladrões

Qassem e Xainaz

Morjana

Ali Babá - personagem principal Ali também se casou. E para sustentar a família, ia ao monte cortar lenha que atava em feixes e vendia. Ao amanhecer, quando a luz ainda é cor-de-rosa, viam-no passar debaixo do arco de pedra lavrada da porta da cidade, levando o burro pela arreata. "Como vai isso hoje, Ali Babá?" perguntavam-lhe um ou outro que estava a abrir a sua loja. [E]m árabe babá quer dizer "bom", "boa pessoa", e Ali tinha fama de ser justo e de bom coração. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões).

Feiruz - esposa de Ali Babá Uma mulher surgiu à porta. - Já estás de volta a meio do dia! - observou ela, surpreendida. Quando ele abriu um dos sacos, aquilo que a mulher viu luzir debaixo dos ramos, fê-la recuar um passo. - Ali, de onde vem todo esse dinheiro? Não o terás roubado? Dentro de casa, depois de esvaziarem os sacos no chão de terra batida, ficaram os dois maravilhados, e Feiruz, toda entregue aos seus sonhos, quis começar a contar. - Se ao menos - disse ela, melindrada - tivéssemos uma daquelas vasilhas que servem para medir as sementes, podíamos fazer uma ideia!... Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Os quarenta ladrões Era uma coluna de cavaleiros que surgiu na base do outeiro. Debaixo do umbaz, a larga capa que os envolvia, adivinhavam-se armas afiadas. - a nossa lei, todos aqui a conhecem. Aquele que vai conduzir este inquérito sabe a sentença em que incorre se cometer o mínimo erro. Esse erro pode ser fatal para nós, não lho perdoamos. - Se eu falhar, serei morto pelo mais velho de nós! Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Xainaz - esposa de Qassem e cunhada de Ali Babá Ora Xainaz era muito curiosa e não tinha vergonha. Quando foi buscar a medida à cozinha, com um gesto rápido passou um pano engordurado pelo fundo da vasilha. Xainaz descobriu a moeda e ficou pálida de surpresa. Entretanto, na cidade, Xainaz vigiava o regresso do marido. Durante toda a tarde tinha esperado por ele, ansiosa por contar as suas novas riquezas. Mas como as horas iam passando e já tinha caído a noite, a sua impaciência transformou-se em angústia. Qassem - irmão de Ali Babá Qassem exibia a moeda debaixo do nariz de Ali Babá, mas este não manifestou qualquer surpresa. E de novo contou o caso, como tinha contado a Feiruz. Quando terminou, a alma ciumenta de Qassem estava cheia de inveja. – Agora, Ali – disse ele com os lábios cerrados –, quero que me expliques onde se encontra esse rochedo! Se não, já te digo, denuncio-te ao juiz por teres roubado esse dinheiro! Muito antes do amanhecer já ele [Qassem] se tinha levantado e carregado seis mulas com caixas e sacos. Depois amarrou os animais uns aos outros e seguiu o caminho da gruta. "Amanhã venho buscar o resto, se não conseguir carregar tudo hoje", pensou. Mas a sua ambição desmedida perturbou-lhe de tal modo o espírito que, quando se preparava para sair, esqueceu-se da fórmula. Fez um esforço para se recordar, mas a sua cabeça estava tão vazia como os sacos estavam cheios. - Abre-te, cevada! –experimentou ele dizer. Mas sabia que estava enganado e com efeito, nada se mexeu. E eis o pobre Qassem às voltas entre todos aqueles tesouros, os quais, no seu desespero, já nem sequer vê! Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Morjana - empregada de Ali Babá [Ali Babá] encontrou a jovem escrava Morjana no pátio. Apreciava muito a inteligência daquela serva. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

Espaços

a caverna das maravilhas

A caverna das maravilhas

A cidade onde morava Ali Babá

A cidade onde Ali Babá morava Numa cidade do Oriente, cujas muralhas brancas brilhavam no sopé da montanha Qâf. Depois de passar a porta mourisca, Ali Babá entrou com o burro na cidade. No bairro do mercado, a que se chama Bazar, os toldos estendidos por cima do passeio coavam a luz sobre bancas e sobre as pessoas. Ali seguiu pelo corredor dos oleiros, pelo corredor dos açougueiros, pelo dos vendedores de especiarias e depois achou-se a céu aberto, nas ruelas inundadas de sol por entre os muros dos quintais. A casa de Ali Babá Ao chegar diante de um portão por cima do qual pendiam as grandes folhas de uma figueira entrou, levando atrás de si o burro. Ao fundo do pequeno pátio havia uma casinha de adobe, pintada de branco até meia altura. A casa de Qassem Era numa rua de casas altas, com grandes jardins fechados. Passou pelo portão, cujos batentes só eram fechados à noite, e entrou na galeria que circundava o pátio. Enroladas nos pilares, trepadeiras de cor violeta escura misturavam-se com roseiras brancas. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)

A caverna das maravilhas Curiosamente, a cavidade não é nada escura. Todos aqueles tesouros parecem irradiar luz. De um lado, peças de seda fina, roupas cintilantes bordadas a fio de ouro, de ouro bacias de porcelana a transbordar de colares e de pulseiras. Joias amontoadas sobre bandejas de cobre: esmeraldas de um verde vivo, diamantes cristalinos como a água, ágatas multicores. ali caminha sobre grossos tapetes da Índia e da Pérsia. Ali Babá e os quarenta ladrões, adapt. António Pescada, Porto Editora, Porto, 2017, (texto com supressões)