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Transcript

Sr. Comendador Rui Nabeiro

Biografia

Biografia Manuel Rui Azinhais Nabeiro nasceu a 28 de março de 1931 em Campo Maior, no Alentejo. Foi um empresário português, conhecido por ser fundador da Delta Cafés.

Índice

A INFÂNCIA

O início do negócio do café

O Nascimento e crescimento da delta cafés

Filantropia

Conclusão

A política

o grupo nabeiro

A Infância

O início da história de Rui Nabeiro

O "Alentejo esquecido"

O "Alentejo Esquecido" Rui Nabeiro nasceu e cresceu na vila de Campo Maior, terra que viria a marcar a sua história, no distrito de Portalegre, a poucos quilómetros da fronteira com Espanha. Por se encontrar algo isolado, além de bastante longe da capital e deveras próximo do país vizinho, esta zona do Alentejo era conhecida como o "Alentejo esquecido", uma vez que tantas vezes havia sido negligenciado pelo regime, sobretudo durante o período do Estado Novo, altura da infância de Rui Nabeiro. A população portuguesa do "Alentejo esquecido" ficava então bastante dependente das pequenas cidades espanholas que se encontravam junto à fronteira, sobretudo no que dizia respeito ao comércio. Por essa mesma razão, os problemas acentuaram-se nestas localidades quando, em 1936, se dá início à guerra civil espanhola. Assim, os campo-maiorenses sempre passaram por enormes dificuldades e a família Nabeiro não era exceção.

As dificuldades e a necessidade de começar a trabalhar

As dificuldades e a necessidade de começar a trabalhar Com a situação dos pais e da população no geral em Campo Maior, a família Nabeiro passava grandes dificuldades. Durante uma boa parte da infância de Rui, a família chegou a ter de dormir toda no mesmo quarto: além de Rui também os pais e os seus três irmãos, António, Clarisse e Cremilde. “O quarto dos meus pais era também o nosso, numa habitação com duas casas só dava mesmo para uma ser a cozinha e a outra ser onde dormir” disse Rui numa entrevista em 2016. Durante a infância, Rui frequentou a escola até ao 4º ano, algo que era bastante incomum na vila, uma vez que a maioria das crianças iam trabalhar, nunca tendo a possibilidade de aprender a ler e a escrever, por exemplo. Era muito bom aluno, o preferido do professor, mas não pôde continuar os estudos porque tinha de ajudar a família. Contudo, enquanto estudava fazia também vários pequenos trabalhos na vila. Trabalhou na mercearia da mãe, foi moço de recados das vizinhas, pregoeiro, trabalho no qual recebia um escudo e meio, e muito mais.

Os pais

Os pais Rui Nabeiro foi o terceiro de quatro filhos de Manuel dos Santos Nabeiro e de Maria de Jesus Azinhais. O pai, Manuel, começou a trabalhar em criança, sem nunca ter frequentado a escola, nos campos de cultivo que existiam na vila, onde ficaria até ir para a tropa. Lá, tirou a carta de condução com a condição de servir o cunhado de um comandante militar, um latifundiário de Campo Maior, um homem com algumas posses e vários terrenos, para quem Manuel Nabeiro trabalharia toda a vida. Durante o dia, servia então de motorista. Durante a noite, trabalhava como guarda para o filho do patrão, que sofria de problemas psiquiátricos graves. Os filhos e a mulher passavam, por vezes, meses sem o ver, por trabalhar de dia e de noite. A mãe, Maria, tinha uma pequena mercearia chamada Alimentação e Salsicharia Senhora Maria Azinhais, muito graças ao patrão do marido, que periodicamente emprestava um porco à família para estes fazerem as salsichas para venderem e pagarem mais tarde.

O ínicio do negócio do café

Uma história difícil

O Negócio de café do tio

O Negócio de café do tio Foi o tio, Joaquim dos Santos Nabeiro, mais conhecido como Joaquim d'Olaia, que introduziu o negócio dos cafés na família. Inconformado com o que se passava na zona, durante os anos 30 do século XX, Joaquim recusou-se a trabalhar na agricultura e, com apenas 13 anos, saiu de casa dos pais e decidiu emigrar para Espanha. Foi durante os anos que teve em Espanha, que também não se encontrava num período propriamente fácil, que teve a ideia de abrir em Portugal um negócio de torra de café, que seria depois levado para Espanha. Contudo, na altura, a passagem de mercadorias na fronteira não era legal, pelo que o negócio funcionava como contrabando. Nos primeiros anos, era o próprio tio Joaquim o responsável pelo transporte clandestino de 30 kg de café, de cada vez, pela fronteira, levando o café às costas por vários quilómetros. Passado algum tempo, já existia um grande número de pessoas contratadas pela empresa para fazer esse percurso, sendo que Joaquim e mais tarde Rui Nabeiro se limitavam a entregar as sacas de café e a receber o dinheiro. Para além das mochilas, muitas vezes os contrabandistas levavam alguns quilos de café dentro da própria roupa, para que, caso fossem descobertos pelas autoridades, ainda se pudesse salvar alguma parte da carga. É assim, pela autoria do tio Joaquim, que nasce então a primeira fábrica de café da família: a Cubana. Contudo, pouco tempo depois, um outro tio, de seu nome João, que sempre teve uma competição bastante acirrada com o tio Joaquim, decide criar outra marca de café, o Cubano, com um nome praticamente igual à do irmão. No início as duas distribuidoras de café dividiam as partes de Espanha para as quais contrabandeavam. Contudo, pouco tempo depois acabam por se juntar os dois e criar a Torrefacção Camelo, Lda., com inspiração na marca de tabaco americana Camel, e que existe até hoje. Os trabalhadores da fábrica, responsáveis por atravessar a fronteira para Espanha e levar o café.

A morte do pai

A morte do pai Em 1948, quando Rui tinha apenas 17 anos, morre o seu pai. torna-se então o homem da família, encarregue de levar para casa o sustento. Durante muito tempo, inclusivamente até depois de casar, todo o dinheiro que ganhava era destinado à família, sendo entregue à mãe. Com a morte do pai, assume então os destinos da pequena sociedade familiar, juntamente com o seu tio Joaquim, a Torrefação Camelo, Lda.

Começou a trabalhar no café

Começou a trabalhar no café Aos 13 anos, o tio Joaquim reconhece-lhe valor para trabalhar na torrefação de café, na qual também o pai de Rui estava envolvido, liderando a mesma em parceria com o tio. Assim começa por ter o trabalho de carregar 3 ou 4 sacas de café num carrinho de mão, desde o caminho de ferro, de onde chegava a matéria-prima vinda de Lisboa diretamente das colónias portuguesas, até a fábrica. Com 14 anos, passa a ter a função de dar à manivela uma pequena máquina de torrar o café manual. Começava a trabalhar muito cedo, por volta das 3 da manhã, acabando apenas ao final do dia, ou quando o trabalho estivesse feito. Nunca se vergou, aceitando sempre o trabalho que lhe era entregue e cumprindo-o com êxito.

Em 1953, casa com Alice do Carmo Gonçalves, com quem haveria de ser casado para o resto da vida. Conheceu Alice na escola primária, onde eram colegas de carteira.

O nascimento e crescimento da Delta Cafés

A criação de um império

O desejo de independência

O desejo de independência Em 1961, Rui decide criar algo que fosse dele, algo que lhe desse uma independência que não poderia obter na Torrefação Camelo, algo que fosse a sua própria criação. Além disso, a falta de ambição dos seus tios e sócios, que se contentavam com o que tinham, comparativamente com os seus planos ousados para conquistar os mercados, faz com que Rui não quisesse ficar fechado em algo que nunca iria ter o crescimento que ele tanto sonhava. Assim, com uns depósitos a prazo que possuía na altura, juntamente com um empréstimo que pediu, funda a empresa que inicialmente se chamara Manuel Rui Azinhais Nabeiro. Mais tarde viria então a ser a Delta Cafés. Tudo começa num pequeno armazém com 50 metros quadrados, 3 trabalhadores, todos bastante próximas da família e duas máquinas de torrar o café totalmente ultrapassadas, funcionando a lenha e à manivela. Torrava 30 quilos de café por dia. No início, Rui conciliava o seu trabalho na fábrica do tio, com a sua nova empresa. Para isso, levantava-se todos os dias às três e meia da manhã para orientar o trabalho na sua fábrica, indo de seguida trabalhar o dia todo para a fábrica do tio e retornando ao fim do dia para verificar o trabalho que tinha sido feito durante o dia.

A ascensão da empresa

A ascensão da empresa Com a criação da Delta Cafés, o negócio de café deixa de estar tão virado para a exportação para Espanha, abandonando a questão do contrabando. Pelo contrário, Rui Nabeiro passa a virar-se muito mais para o comércio interno, tentando começar a vender um pouco por todo o país. A entrada no mercado não foi nada fácil de ver uma vez que já existiam algumas empresas de café a operar no mercado nacional, muito mais credenciadas do que a Delta. Assim, Rui Nabeiro procurou diferenciar-se das restantes marcas, começando então a vender porta a porta. Tinha uma carrinha e dirigia-se aos clientes em vez de esperar que os clientes fossem ao seu encontro. Além disso, concedia crédito aos clientes que não conseguissem pagar de imediato pelo café. Começa então, cada vez mais, a conseguir impor-se no mercado nacional e, em apenas 2 anos, em 1963, abre um entreposto em Lisboa. No ano seguinte, viria a abrir outro no Porto. Era então um reflexo do crescimento e da afirmação da Delta que, a pouco e pouco, começava a ser vendida um pouco por todo o país.

O 25 de Abril

O 25 de abril Com o fim da ditadura, Portugal entrega a independência às suas colónias em África, pondo assim fim à guerra do ultramar. Os portugueses perdem então o controlo de vários países, como é o caso de Angola, que entra logo de seguida em guerra civil. Existiu, então, nessa altura, uma grande tendência de retorno dos portugueses que viviam em Angola durante o período de domínio português. Contudo, não foi isso que fez Rui Nabeiro e a Delta. Naquela altura, Angola era um dos países que mais café exportava, sobretudo para Portugal. Rui achou então que seria a altura perfeita para se deslocar lá e estabelecer de forma mais forte os laços com os principais exportadores de café, uma vez que se via finalmente livre dos condicionamentos constantemente impostos pelo regime ditatorial. Então, em 1975, em plena guerra civil angolana, Rui Nabeiro desloca-se sozinho a Angola para ir negociar o café. Consegue então adquirir uma quantidade importante de café e enviá-la para Portugal. Foi fundamentalmente neste período que a Delta se consegue diferenciar e sobrepor a todos os concorrentes em Portugal. Enquanto que as restantes empresas de café existentes no país passavam dificuldades pela falta de matéria prima, a Delta estava num dos seus melhores períodos de atividade. Esta situação foi absolutamente fulcral para que a Delta Cafés conquistasse a posição de domínio no mercado nacional que mantem até hoje.

A criação da Novadelta

A criação da Novadelta No ano de 1984, depois da conquista da posição de domínio no mercado português, é fundada a Novadelta, a maior fábrica de café da Península Ibérica, iniciando atividade em Campo Maior. Dois anos mais tarde, em 1986, a marca começa o seu processo de internacionalização, começando a ser comercializada em Espanha. Nos dias de hoje, a marca já é vendida em mais de 30 países.

Os probelmas com o fisco

Os problemas com o fisco Em 1986, Rui Nabeiro é surpreendido com um mandado de captura, com a administração fiscal portuguesa a reclamar mais de 1 milhão de contos em impostos. Rui sabe do mandado antes de este ser sequer emitido e exila-se em Badajoz, onde não poderia ser extraditado, mas mantendo sempre a proximidade e o contacto com os seus negócios em Campo Maior. Por lá fica 17 meses, enquanto os seus advogados lutam nos tribunais pelo seu absolvição. Passados então quase 2 anos, é finalmente inocentado e volta para Portugal

Em 2003 surge a maior ameaça da Delta, chegando a Portugal a marca pertencente ao grupo Nestlè, a Nespresso. Teria então de combater a já bastante famosa e estabelecida marca que rompia com as tradições nacionais, ao apresentar um café em cápsula, sempre aliada também ao glamour das estrelas de Holywood que funcionavam como embaixadoras da marca.

A política

Um homem de esquerda

Um homem de esquerda "Nasci numa terra pobre, por isso sou socialista" Assim dizia Rui Nabeiro, um homem que sempre se disse de esquerda por ter visto tanta gente ser vítima de um sistema repressor e por ter lidado com a pobreza a grande nível. "Sou socialista porque nasci pobre" disse várias vezes em entrevistas. Além disso, em Campo Maior, durante o período do Estado Novo e muito devido ao facto de ser uma terra negligenciado pelo poder central, havia, segundo ele, uma "grande intranquilidade e revolta", o que levava a maioria das pessoas a dividirem-se entre o socialismo e o comunismo. Rui Nabeiro sempre se reviu mais no socialismo.

A primeira experiência política

A primeira experiência política Rui Nabeiro sempre teve um sentimento bastante afetuoso pela vila de Campo Maior, desejando em várias ocasiões tentar devolver algo à terra em que nasceu e foi criado. Por essa mesma razão, mesmo no tempo da ditadura, exerceu por duas vezes o cargo de Presidente da Câmara de Campo Maior, em 1962 e em 1972, tendo ambas as vezes sido afastado devido a desentendimentos com o regime, mais especificamente, com Marcelo Caetano. Uma questão bastante relevante é o facto de, das duas vezes que foi Presidente da Câmara em Campo Maior, em nenhuma delas foi eleito. Na altura do Estado Novo, simplesmente não existiam eleições autárquicas. Os presidentes de câmara eram apenas nomeados para o cargo pelo governo.

A Afiliação ao Partido Socialista

A afiliação ao partido socialista Logo após o 25 de abril, decide afiliar-se ao Partido Socialista. Era grande amigo e camarada de Mário Soares, um dos fundadores do partido. Manteve-se afiliado até morrer e, de maneira já democrática, depois do 25 de abril, foi eleito mais duas vezes Presidente da Câmara de Campo Maior. Ocupou o cargo entre os anos de 1977 e 1986.

Problemas na fábrica após o 25 de abril

Problemas na fábrica após o 25 de abril Nos dias que se seguiram à revolução, houve uma pequena tentativa de tomar conta da fábrica. Um grupo de cerca de 10 trabalhadores organizaram uma pequena tentativa de ocupação da fábrica, à semelhança do que aconteceu em vários locais de Portugal. Contudo, deu em fracasso, devido sobretudo à falta de adesão da maioria dos trabalhadores, que tinham um grande apreço pelo seu patrão.

O Grupo Nabeiro

O agregado empresarial

O agregado empresarial No ano de 1988, nasce o Grupo Nabeiro, um agregado das empresas pertencentes ao empresário português, com a criação de 20 empresas, em áreas bastante diversas, como a agricultura, a distribuição alimentar, o comércio imobiliário, o retalho de automóveis e a hotelaria.

O envolvimento no futebol

O envolvimento no futebol Além de tudo o que Rui Nabeiro fez pela sua terra, sendo o responsável por meter Campo Maior no mapa, outro aspeto da cidade em que ele também esteve envolvido foi o futebol. Durante vários anos foi presidente do clube da vila, além de responsável pelas infraestruturas que levaram o Campomaiorense até à primeira divisão portuguesa, durante os anos 90. Nesse mesmo período chegou a uma final da taça de Portugal.

A inclusão dos filhos e dos netos

A inclusão dos filhos e dos netos Muito antes de ter morrido, Rui Nabeiro começou a preparar a sua sucessão na empresa. Indicou cada filho e neto a um lugar na direção da empresa. O neto Rui Miguel foi o que assumiu o lugar mais importante, sendo atualmente o presidente executivo da Delta Cafés. Todos os outros, exceto o neto Marco Tenório, por não ter qualquer interesse no mundo dos negócios, têm também lugar no conselho de administração. É então uma empresa verdadeiramente familiar, tendo em conta que existe apenas um membro do conselho de administração que não tem o apelido Nabeiro. Trata-se de António Cachola, homem que trabalhou muitos anos com Rui Nabeiro e no qual ele sempre teve uma confiança inabalável. Para além de tudo isto, antes de morrer, Rui Nabeiro garantiu também que a empresa estava organizada de maneira que, aconteça o que acontecer, a sede se mantém em Campo Maior, e que continua a ser uma empresa familiar, uma vez que se algum dos familiares quiser vender a sua parte da empresa, é obrigado a dar direito de preferência a outro familiar. Rui Nabeiro sempre se recusou a abrir capital na Bolsa de Valores e sempre se recusou a vender total ou parcialmente a empresa, embora tenha tido várias abordagens de diversas empresas, como a Kraft, a Pepsi, a Philip Morris International ou, a mais insistente, a Nestlé.

as marcas da família

As marcas da família Rui Nabeiro sempre foi um homem de família, algo que se refletiu inclusivamente dentro dos próprios negócios. Um exemplo disto é o facto de ter feito um esforço para manter, até aos dias de hoje, algumas empresas criadas pela própria família, como podemos ver mais a baixo.

Em 2007, é criada a Delta Q, uma submarca da Delta Cafés virada para o café em cápsulas.

Em 2007, concretiza aquela que, segundo ele, sempre foi um dos seus maiores sonhos, entrando na indústria do vinho com a marca Adega Mayor.

Marca de café criada pelo tio de Rui, João Nabeiro. Encerrou nos anos 30 do século XX, mas, assim que pôde, Rui Nabeiro refundou a marca, como uma submarca da Delta Cafés.

O nome provem da empresa de torra de café que a família Nabeiro tinha originalmente: a Torrefação Camelo, Lda.. A empresa acaba por sobreviver e, com o passar do tempo e com crescimento da Delta Cafés, acaba por ser adquirida pela mesma, fazendo dela uma marca relevante até aos dias de hoje.

Filantropia

Timor-leste

Timor-Leste Após a independência de Timor-Leste, Rui Nabeiro começa a reunir com o presidente do país, Xanana Gusmão, com o objetivo de estabelecer relações comerciais para a venda de café de Timor para as indústrias Nabeiro. Contudo, o trabalho de Rui Nabeiro foi muito para além disto. Fundou a subsidiária Delta Timor e, com esta empresa, investiu no desenvolvimento da indústria do café, colaborando diretamente com os agricultores locais, oferecendo-lhes as condições técnicas e dando-lhes treino e incentivos monetários para que estes conseguissem melhorar a qualidade e a produtividade da extração do café. Além disso, contribuiu para o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, através da implementação de projetos de melhoria das condições de infraestruturas básicas de apoio à educação e saúde, por exemplo. Assim, o papel de Rui Nabeiro no desenvolvimento de Timor-Leste foi fundamental, tanto a nível social como a nível económico, contribuindo para a criação de emprego, para a geração de receita para os agricultores, para a melhoria de qualidade de vida dos cidadãos e para a promoção dos produtos locais nos mercados internacionais.

O Grande empregador

O grande empregador Rui Nabeiro sempre foi conhecido como o homem que dá emprego a toda a gente. Sobretudo em Campo Maior, na sua terra natal, a partir do momento em que a sua empresa começa a dar provas de si própria, um grande número de pessoas começam a recorrer a ele para pedir trabalho. Rui admite que não se sentia capaz de recusar. Também motivado por isso, abriu um grande número de empresas e de negócios locais, sobretudo em Campo Maior, que pudessem empregar muita gente. Hoje em dia, tem cerca de 4 mil pessoas a trabalhar nos seus negócios, apenas em Campo Maior. Marcado então pela filantropia e pela vontade de ajudar, admite ter mais funcionários do que aqueles que efetivamente necessitava. “É natural que sim. Mas até hoje também não tive dificuldades em lhes pagar, e isso é uma grande vantagem.(...) Encaro isso como uma responsabilidade social porque, no regresso, quem semeia colhe e quem distribui recebe. E eu faço muito isso.”

Rui Nabeiro junto da população de Timor-Leste numa compra de café.

Jorge Sampaio, na altura Presidente da República de Portugal, na visita a uma das escolas construídas por Rui Nabeiro em Timor-Leste.

Sr. Comendador Rui Nabeiro

Conclusão

Para concluir, o Sr. Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro é o exemplo perfeito de mobilidade social ascendente. Sem possuir qualquer tipo de capital económico, uma vez que vinha de uma família e de uma terra pobres, sem acesso ao capital cultural, mais especificamente ao capital escolar, uma vez que apenas cumpriu o ensino primário, algo que aliás era bastante pouco comum na vila e com um capital social pouco proveitoso, uma vez que as pessoas com quem se poderia vir a relacionar não tinham grande benefício para lhe oferecer. Assim, sem ter um grande nível de ensino, tendo uns pais com uma formação ainda menor do que a dele, começou a trabalhar em criança e desafiou as probabilidades. Sempre deu o seu máximo em todas as tarefas que teve que desempenhar e, ao chegar à indústria do café, tenta aprender o máximo que consegue. Por ter uma visão de negócio clara, realista e sempre virada para o longo prazo, acaba por criar a sua própria empresa, com o objetivo de apostar mais no mercado interno. Investe sangue, suor e lágrimas na Delta Cafés e trabalha arduamente para superar as dificuldades que a vida lhe impôs e transformar o Grupo Nabeiro no sucesso que é hoje. Em 2022, é considerado o 12º empresário mais rico de Portugal. Morreu dia 19 de março de 2023, mas o seu legado tanto no mundo dos negócios como nas pessoas com quem trabalhou e coexistiu persistirá para sempre.

As dificuldades e o trabalho árduo gravaram a sua história

Condecorações

Condecorações

  • Comendador da Ordem Cívil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial - Classe Industrial;
  • Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique;
  • Medalha de Honra da Cidade de Lisboa;
  • Medalha da Cidade de Coimbra;
  • Chave de Vila Nova de Gaia;
  • Medalha de D. Afonso Henriques – Mérito do Exército, 1.ª classe;
  • Globo de Ouro de Mérito e Excelência – SIC;
  • Prémio Personalidade de Confiança;
  • Prémio Carreira Qualidade;
  • Doutoramento Honoris Causa, Universidade de Coimbra;
  • Doutoramento Honoris Causa em Ciência Política, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Bibliografia

Bibliografia

  • Sapo;
  • Público;
  • Sábado;
  • Visão;
  • Sol;
  • NIT;
  • Linkedin;
  • Twitter;
  • Expresso;
  • BBC;
  • Globo;
  • Delta Cafés;
  • Grupo Nabeiro;
  • Correio da Manhã;
  • Exame;
  • Forbes;
  • O Jogo;
  • Magazine Notícias;
  • Jornal PT;
  • Nestlé;
  • Jornal de Negócios.