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Plano Social da UE 2026: Estratégia e Impacto no PESSOAS 2030

Isabel

Created on June 26, 2026

Uma visão detalhada sobre o novo Plano Social da UE, abordando os desafios estruturais da pobreza, os pilares estratégicos de intervenção e as implicações financeiras e operacionais para a gestão do programa PESSOAS 2030 em Portugal.

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Pacote Social Europeu: Rumo à Erradicação da Pobreza

Um plano de ação integrado que combina estratégias de combate à pobreza, garantia infantil e inclusão, com metas ambiciosas para 2030 e 2050.

Instrumentos do Plano Social

O novo plano social europeu baseia-se em componentes estruturais decisivos, alinhados com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais. Estes instrumentos, integrados no Semestre Europeu, focam-se na nova Estratégia de Combate à Pobreza, na Garantia Europeia para a Infância e na Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2030, promovendo uma coesão social robusta.

DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO SOCIAL NA EUROPA

1/4

20,9%

52%

Com 92,7 milhões de pessoas, ou 20,9% da população, em risco de pobreza ou exclusão, enfrentamos um desafio estrutural urgente.

52% dos europeus sentem-se atualmente sobrecarregados pelo aumento do custo de vida.

A crise da habitação e as desigualdades territoriais agravam a exclusão social.

Objetivos Estratégicos

Meta 2030
Governação
Emprego Digno
Proteção Social
Visão 2050

Reduzir o risco de pobreza em pelo menos 15 milhões de pessoas até 2030, através de intervenções estruturais.

Implementar uma governação orientada a resultados com monitorização rigorosa e coordenação multinível.

Fomentar o emprego de qualidade como pilar central para garantir rendimentos dignos e sustentáveis para todos.

Consolidar a meta ambiciosa de erradicar a pobreza na União Europeia até 2050 com uma visão de longo prazo.

Fortalecer os sistemas de proteção social e garantir o acesso universal a serviços básicos essenciais.

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Pilares da Estratégia Social

O terceiro pilar é a ação coordenada multinível. Implementamos um policy mix integrado, articulando esforços entre governos nacionais, regionais e locais. Só com uma governação territorial eficaz e participativa conseguiremos resultados transformadores e sustentáveis.

O segundo domínio garante o acesso a serviços essenciais e rendimento adequado. Ao promover a universalidade e sistemas de proteção resilientes, combatemos a pobreza de forma ativa. É um compromisso para transformar a rede de segurança numa plataforma de estabilidade e inclusão social real.

O primeiro pilar foca-se em empregos de qualidade. Mais do que postos de trabalho, procuramos assegurar autonomia económica e dignidade. Esta base sustenta a nossa abordagem centrada nas pessoas, que reconhece as necessidades específicas de cada indivíduo ao longo do seu ciclo de vida.

Medidas por Ciclo de Vida

Garantia Infantil

Integração Ativa

Pobreza Laboral

Envelhecimento Ativo

Combate ao 'Non Take-up'

Fatores Transversais da Estratégia

Combate ao Estigma

Serviços Sociais

Habitação

Fatores Transversais

Combater a discriminação e o estigma é essencial para assegurar a coesão social e a plena participação de todos na vida comunitária.

Implementar balcões únicos (one-stop-shops) que permitem avaliações rápidas de necessidades e simplificam o acesso aos apoios.

Esta abordagem integrada assegura a centralidade da habitação e a eficácia administrativa através de serviços interligados.

Promover a Recomendação sobre exclusão habitacional e expandir a oferta de habitação a custos acessíveis para todos.

100%

A eficácia desta estratégia assenta na nomeação de Coordenadores Nacionais, responsáveis por assegurar a implementação coesa entre as diversas esferas políticas e geográficas.

GOVERNAÇÃO E MONITORIZAÇÃO

Adesão à Coligação UE contra a pobreza

2026

Introduzimos o stress test aos sistemas de proteção social como mecanismo inovador para avaliar a resiliência perante choques económicos e sociais.

Implementação de stress test aos sistemas sociais

27

A Coligação UE contra a pobreza mobiliza o setor privado e a sociedade civil para uma resposta integrada e alinhada com as metas europeias.

Coordenadores Nacionais designados

INSTRUMENTOS FINANCEIROS E FINANCIAMENTO

22 M€

Mix

Complementaridade estratégica com o Fundo Social Climático e o FEDER.

O BEI reforça o apoio estratégico a infraestruturas sociais essenciais.

50,2 M€

PRR/EU

FSE+ assegura investimento prioritário para inclusão social e erradicação da pobreza.

Sinergia robusta entre fundos estruturais e o PRR para impacto coletivo.

Priorizamos um foco rigoroso em resultados, alinhando indicadores nacionais com as metas europeias para maior eficácia.

O PESSOAS 2030 exige novos ajustes na programação para reforçar a inclusão ativa e combater a pobreza infantil.

A implementação de modelos integrados de serviços é essencial para reduzir o não recurso e otimizar a resposta às famílias.

Pontos Críticos e Conclusões

A coordenação multinível é essencial para evitar silos. Articular os diferentes níveis de governação permite que a estratégia deixe de ser um documento teórico e se traduza em impactos reais na vida dos cidadãos. A eficácia da monitorização é o alicerce para corrigir desvios e assegurar resultados tangíveis e mensuráveis.

A integração política exige uma nova visão de governação orientada a resultados. É vital que as políticas sejam transversais, garantindo que o investimento financeiro seja acompanhado por uma capacidade administrativa robusta. A persistência na implementação determinará a sustentabilidade do nosso modelo social.

A estratégia de longo prazo requer um compromisso contínuo com a capacidade de implementação nacional. O sucesso depende da superação do risco de fragmentação e duplicação de instrumentos, garantindo que o FSE+ e as políticas de inclusão operem de forma coesa.

‘A verdadeira eficácia estratégica exige coragem para integrar, vontade de coordenar e rigor na execução.’

OBRIGADO PELA VOSSA DEDICAÇÃO!

As melhores soluções nascem quando trabalhamos juntos

O sucesso desta transição depende da nossa capacidade de trabalhar em rede, assegurando que a governação multinível e a integração de políticas se traduzam em resultados concretos para todos.

Monitorização e Coordenação Multinível

A monitorização reforçada, alicerçada em dados rigorosos e indicadores harmonizados, é essencial para assegurar uma governação orientada a resultados. Ao integrar estas métricas no Semestre Europeu, criamos uma sinergia eficaz que alinha as políticas regionais, nacionais e europeias, eliminando duplicações e garantindo que cada intervenção contribui diretamente para a nossa meta comum.

Universalidade no acesso a serviços

A universalidade do acesso garante que os serviços essenciais sejam um direito de todos, superando barreiras geográficas em zonas rurais e remotas. Ao assegurar preços acessíveis e a eliminação de fosso digital, promovemos a equidade no acesso, fortalecendo a rede de cuidados necessária para uma sociedade mais inclusiva.

Modernização da Proteção Social

Construir sistemas de proteção social resilientes exige garantir rendimentos mínimos adequados e a adaptação proativa a novos modelos de trabalho. A realização de "stress tests" periódicos é fundamental para assegurar a sustentabilidade, eficácia e inclusão destes sistemas perante os desafios socioeconómicos atuais.

O Trabalho Digno como Eixo de Inclusão

A qualidade do emprego é o principal antídoto contra a pobreza laboral. Ao garantir salários justos e oportunidades de formação contínua, promovemos a autonomia dos trabalhadores e criamos percursos sustentáveis de saída da pobreza, tornando o mercado de trabalho mais resiliente.

Rumo à meta de 2030: Uma Abordagem Integrada

A nossa abordagem integrada para a redução da pobreza combina medidas sociais robustas com estímulos económicos focados no emprego e no rendimento. Ao unir estas vertentes, asseguramos um percurso coerente para retirar pelo menos 15 milhões de pessoas da pobreza até 2030.

Estratégias para um Envelhecimento Digno

Para assegurar estratégias para um envelhecimento digno, é fundamental ajustar o valor das pensões, garantindo uma proteção social resiliente e adequada. Simultaneamente, a promoção do envelhecimento ativo deve ser priorizada através de programas de saúde e bem-estar, apoiados por serviços de proximidade que combatam a solidão e o isolamento dos idosos.

Apoio ao Trabalhador e Conciliação

Implementamos a Nova Recomendação sobre pobreza no trabalho, promovendo Políticas para o trabalhador pobre com foco na conciliação. Reforçamos o apoio à integração ativa, combinando flexibilidade laboral com serviços de suporte familiar.

Intervenção Precoce: Quebrar Ciclos

Para quebrar o ciclo intergeracional da pobreza, devemos priorizar a Garantia Infantil. Isto implica garantir o acesso universal à educação precoce, serviços de saúde e nutrição gratuitos, e apoio direto para reduzir a vulnerabilidade familiar.

Redução do Não Recurso Administrativo

Combater o "non take-up" é crucial, pois até 50% das pessoas elegíveis não acedem a apoios. A proatividade dos serviços e a digitalização simplificam processos, garantindo que a proteção social chega efetivamente a quem dela necessita.

Planeamento Estratégico: O Papel do FSE+

A integração FSE+ nas metas de vida permite que os 50,2 mil M€ apoiem transições chave: infância, vida ativa e velhice. Este planeamento estratégico previne bloqueios e assegura um apoio contínuo ao longo do ciclo de vida.