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Pequenas cartas, grandes mensagens!

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Transcript

Pequenas cartas, grandes mensagens!

AECC 1.º Ciclo do Ensino Básico

Pequenas cartas, grandes mensagens!

EB Bairro Azul

EB Antuzede

EB Almedina

EB Assafarge

EB Cernache

Pequenas cartas, grandes mensagens!

AECC 1.º Ciclo do Ensino Básico

Pequenas cartas, grandes mensagens!

EB S. Bartolomeu

EB S. Silvestre

EB Poeta Manuel da Silva Gaio

EB Palheira

EB S. João do Campo

Pequenas cartas, grandes mensagens!

AECC 1.º Ciclo do Ensino Básico

Pequenas cartas, grandes mensagens!

Português Língua Não Materna

EB VERA CRUZ

EB S. Martinho de árvore

EB Vila verde

Língua Gestual Portuguesa

Escola de Bairro Azul, 25 de fevereiro de 2026 Querida amiga, Quando estávamos na nossa sala de aula e olhávamos pela janela víamos os teus braços a abanar e pensávamos que era de alegria por, também, nos estares a ver a aprender. És a nossa vizinha mais generosa. As tuas folhas refrescam-nos e acalmam-nos. Obrigado, pela sombra refrescante, nos dias de muito calor, pelo barulho relaxante das tuas folhas e por abrigares os ninhos dos pássaros, por embelezares o recinto da nossa escola, por limpares o ar que respiramos e pela força que nos inspira. Tu és forte e ensinas-nos a ser fortes, como as tuas raízes. No dia da tempestade Kristine as tuas raízes não te deixaram cair. Quando nós te vimos ficámos muito felizes por permaneceres como se nada tivesse acontecido. Um dia, vimos homens que estavam a cortar os teus ramos e pensámos que te iam destruir, claro está, começámos a chorar. Depois ficámos a saber que te estavam, apenas, a podar, para ainda ficares mais forte e na primavera os teus ramos florescerem ainda mais. O perfume das tuas flores irão transformar o nosso espaço. Obrigado por existires. Alunos do 2.º BA

Querida árvore Nós somos os alunos do 2º ano da escola de Almedina e queremos escrever-te esta cartinha para te dizermos que és muito importante para nós! Tu dás-nos sombra nos dias quentes e deixas-nos brincar debaixo dos teus ramos. No outono, o chão fica colorido e nós gostamos de ouvir a dança das folhas com o vento. É mágico, é vida! Sabemos que através de ti, temos medicamentos, oxigénio, frutos, madeira, papel e muitas outras coisas importantes. Prometemos que vamos sempre proteger-te e cuidar da tua Mãe Natureza. Com carinho e amor. Os alunos do 2º Ano de Almedina

São Silvestre, 20 de fevereiro de 2026 Querida amiga amoreira! Somos alunos da turma do 4º ano da escola de São Silvestre. Escrevemos-te esta carta para te agradecer o facto de todas as manhãs nos veres chegar à escola. Imaginamos-te como sendo o guarda de um palácio, que cuida da nossa segurança, tal como cuidaste dos nossos pais. Gostamos de ti porque és bonita, majestosa e serena, sempre no mesmo local. Quando estamos junto a ti sentimo-nos alegres e felizes. Agora, com o frio, não tens onde te aconchegar porque os teus ramos estão despidos de folhas. Ainda bem que a tempestade Kristin não te derrubou! Daqui a alguns dias, chega a primavera e os teus ramos vestem-se de novas folhas verdinhas. Chegam as andorinhas, os pardais, as abelhas e outros insetos que se deliciam com o pólen das tuas flores, pequenas e brancas-amareladas. Os pardais e os melros procuram-te para fazerem os seus ninhos. No verão, ofereces-nos os teus belos frutos (amoras), rosados ou roxos, que parecem cachos em miniatura. As tuas folhas já estão bem crescidas e são o prato favorito dos bichos-da-seda. Tu dás-nos imensas coisas como sombra nos dias muito quentes. Nós sentamo-nos a brincar ou a conversar debaixo da tua copa, a ouvir o chilrear dos passarinhos. No outono, a tua copa fica salpicada de verde e amarelo. À medida que as tuas folhas envelhecem caem para o chão tornando-o num tapete colorido. Prometemos que te iremos proteger sempre. Cuidaremos de ti, fazendo a tua manutenção, respeitando o teu espaço, não colocando lixo ao pé do teu tronco, não poluindo a terra com herbicidas e alertando as pessoas para a tua importância. Com carinho, um abraço e um beijinho da tua turma amiga! 4º ano de São Silvestre

Querida árvore, Como estás depois destas tempestades? Nós, alunos do 3.º ano, ficámos muito preocupados contigo. Tivemos muito receio de que caísses. És muito importante para nós, porque nos dás oxigénio, sombra quando está sol e tornas o espaço mais agradável e fresco. As tuas folhas são verdes e bonitas e, no outono, formam um belo tapete colorido. Reparámos que os pássaros fazem belos ninhos nos teus ramos. Achamos isso incrível! Prometemos que vamos cuidar muito bem de ti: não vamos arrancar as tuas folhas nem partir os teus magníficos ramos. Vamos passar a mensagem aos nossos colegas da escola. Agradecemos por estares connosco ao longo destes anos nesta escola e por tudo o que nos dás. Beijinhos, Alunos do 3.º ano, da EB de Almedina

Cernache, dia 29 de janeiro de 2026 Horrível tempestade Kristin: Escrevo-te deitada. Durante décadas, fui aquela que ficava de pé quando tudo tremia. Era uma das tílias com mais sabedoria e idade em Cernache. Ontem, dia 28 de janeiro, atacaste-me brutalmente e o meu coração quase parou de bater. Caí com muita força no chão, os meus ramos quebraram-se, a minha raiz arrancou-se. Atiraste-me para a estrada, quase fui atropelada. Impedi muitas pessoas de passar. Nesse dia terrível, nem as crianças foram à escola! Eu era tão simpática, dava abrigo aos animais, dava sombra nos piqueniques aos humanos,... Estou muito triste contigo. Se não fosses tu, eu ficava de pé mais alguns anos. Para a próxima, se vieres (espero que não), vem com menos força e não destruas nada. Passa esta informação às tuas outras colegas tempestades. Entretanto, vou falar com os meus visitantes humanos para pararem de poluir. Afinal, a culpa de tu apareceres é deles! O aquecimento global e as respetivas alterações climáticas foi o que te trouxe até nós. Chegou a hora... Eles aproximam-se devagar... Já estou a ouvir os serrotes e motosserras a trabalhar. Preparam-se para me despedaçar! Obrigada, Mundo, vou para o paraíso das árvores onde mais ninguém me pode fazer mal. A ti, tempestade, não te agradeço, porque acabaste com a minha esperança de continuar a agradar todos os que me rodeavam. Até nunca mais! Árvore de tília de Cernache

S. Silvestre, 2 de março de 2026 Queridos alunos do 3.ºano, Talvez muitos de vocês não tenham reparado bem em mim. Passam por mim todos os dias a correr para as aulas ou no recreio e não me dão importância. Mas eu estou sempre aqui, no mesmo lugar, a ver-vos crescer. Eu sou o jacarandá do vosso jardim da escola. No inverno pareço uma árvore como tantas outras, tenho um tronco castanho e rugoso e as minhas folhas são esverdeadas e diferentes das outras. Acho que até são mais delicadas! Nesta altura consigo passar despercebido! Mas esperem pela primavera! É nessa altura que fico bem mais bonito. É quando as minhas flores nascem. Talvez quando as virem, parem um bocadinho para olhar para mim e admirem a minha beleza e o meu perfume. As minhas flores são de cor violeta e parecem pequenos trompetes. Quando as flores aparecem, fico sem folhas. Depois as minhas pétalas vão cair no chão e formar um bonito tapete por onde podem passar. No verão, quando o sol estiver muito quente, vão procurar a minha sombra fresca. E eu irei proteger-vos como um guarda-sol. Sabiam que eu ajudo a limpar o ar que respiram com o meu oxigénio? E que as abelhas gostam muito do pólen das minhas flores? Fico feliz quando me observam e brincam perto de mim, mas peço-vos que tenham cuidado com os meus ramos e raízes. Resisti à tempestade Kristin, porém o meu tronco está um pouco inclinado. Vejo-vos a brincar com alegria e também a fazer alguns disparates! Procurem ser bons meninos, amigos de todos e também da natureza. Tal como vocês, eu também preciso de respeito e cuidados para continuar a crescer forte e saudável. Quando passarem por mim, parem um bocadinho e lembrem-se que sou importante para a natureza, assim como todos vós. Agradeçam aos vossos pais porque foram eles que me plantaram, quando eram pequenos e estudaram nesta escola. Despeço-me com carinho e folhas ao vento, O vosso amigo, Jacarandá

Coimbra, 5 de março de 2026 Olá árvore! Tu dás-me frutas e flores. És nossa amiga. As tuas folhas são amarelas, vermelhas e castanhas. Eu fui a uma floresta e vi muitas árvores e encontrei muitos frutos. No outro dia, vi muitas folhas amarelas no chão. Tu és muito minha amiga. Beijinhos! Do teu amigo Maksym (2.º ano – PLNM)

Assafarge, 6 de março de 2026 Querida Nogueira do recreio da nossa escola! Escrevemos-te esta carta para te agradecer tudo o que fazes por nós. Dás-nos oxigénio para respirarmos, ofereces-nos a tua sombra fresca nos dias quentes de verão e, no outono, presenteias-nos com as tuas maravilhosas nozes. És uma árvore alta, rugosa e forte, mas sobretudo muito corajosa. Aguentas tanta chuva e tanto vento! Ficámos muito felizes por não teres sido levada pela tempestade, como aconteceu com o nosso pinheiro, coitado! Tu estás sempre no meio das nossas brincadeiras, sabemos que gostas de brincar e que te divertes connosco. És uma caçadora de bolas muito marota, porque muitas vezes ficas com as nossas bolas de futebol. Por falar nisso… podes devolver-nos aquela bola que está no topo dos teus ramos? Na nossa turma há um menino que no outono não pode brincar perto de ti nem saborear os teus frutos, mas também te acompanha com muito amor e carinho. Quando estamos tristes, sentamo-nos ao pé de ti e tu consolas-nos e ouves os nossos segredos. Quando te abraçamos ficamos mais felizes e sentimo-nos muito bem ao teu lado. Estamos ansiosos pela chegada da primavera para te vermos coberta de folhas verdes e para ver os passarinhos a pousarem nos teus ramos. Esperamos que continues nesta escola durante muitos anos, para que todas as crianças possam ter a tua companhia. Gostamos muito de ti! Um grande abraço de todos nós. 3º ano, Assafarge

Assafarge, 5 de março de 2026 Querida árvore: No passado mês de janeiro, precisamente na madrugada do dia 28, acordámos com uma terrível notícia: a tempestade Kristin atingiu o nosso país. Cedo percebemos que tu, nosso belíssimo centenário pinheiro, também foste atingido. Estamos a escrever-te esta carta para te dizer o quão importante és para nós. Debaixo da tua copa nós fizemos inúmeras brincadeiras e até chegámos a trepar ao teu tronco. A tua sombra refrescava-nos nos dias quentes de verão. E na festa de final de ano letivo, muitas coisas engraçadas tu testemunhaste, mas aqui não vamos poder escrever! Tu sabes bem do que falamos!;) Mas nem tudo acaba aqui! Estamos empenhados a prestar-te uma linda homenagem e aqui vão as nossas sugestões: Bárbara: Esculpir no tronco. Bernardo: Fazer de ti uma mascote.😊 Alexandre: Fazer uma placa com o ano em que foste plantada e em que partiste. (2026) Professora IsaMar: Usar o teu tronco para fazer uns bancos onde nos podemos sentar e descansar. Despedimo-nos com um forte abraço coletivo, Turma do 4º. Ano da EB 1 de Assafarge

A minha árvore: as estações do ano A minha árvore nunca é a mesma. No inverno, ela fica sem folhas e, em alguns países, fica coberta de neve. Às vezes, ela fica com gotas cristalizadas que parecem lágrimas. Sem as folhas, ela fica desprotegida contra o frio e a chuva. Na primavera, a minha árvore tem folhas encafuadas, com muitas flores e frutos que podem ajudar a tornar o ar mais saudável. Os pássaros começam a preparar-se para pôr os seus ovos e todos os animais aconchegam-se nas suas tocas. Nessa época, elas exalam um cheiro que é difícil não notar. No verão, a minha árvore tem folhas que crescem extremamente rápido. Também são encontradas flores e frutos em muitas espécies, e é nesta estação que recebe a maior quantidade de luz do sol. As folhas crescem mais e, no verão, ela dá sombra que protege as pessoas do calor. No outono, a minha árvore tem folhas com cores vibrantes, que caem levemente na brisa suave do vento. O crescimento diminui como preparação para o inverno e os ramos começam a ficar mais visíveis em todos os lados. A minha árvore é muito importante para mim. Sem ela, eu não vivo e, quando a cortam, estão a prejudicar-se a si mesmos, pois a minha árvore ajuda-me a respirar. Alunos da EB Poeta Manuel da Silva Gaio

Vila Verde, 4 março de 2026 Querido Sobreiro, Estamos a escrever-te esta carta porque és muito importante para nós. Foste plantado pelas professoras e pelo ex-aluno Daniel, há 19 anos. Tivemos medo de que fosses arrancado pelas tempestades, mas ficaste de pé e nada te aconteceu. Ainda bem que foste forte e corajoso. Na tua sombra lanchamos, brincamos e gostamos especialmente de trepar o teu tronco. A tua cortiça é rugosa, por isso ajuda a escalada. Gostamos muito de observar as formigas a passear nas rugas do teu tronco, de ver as borboletas e as abelhas a voar à tua volta e de ouvir os passarinhos a chilrear nos teus ramos. Quando nos dás as tuas bolotas brincamos com elas e às vezes até as comemos, como se fossem castanhas. Para te agradecer, vamos conversar contigo e brincar na tua sombra, todos os dias. Vamos cuidar de ti para continuares a crescer saudável. Gostamos muito de ti, Sobreiro! Recebe um forte abraço, dos teus amigos da EB de Vila Verde (1.º e 2º anos)

Coimbra, 03 de março de 2026 Queridas árvores, Somos os alunos da Escola Básica Poeta Manuel da Siva Gaio da turma 3º - 3_SG, escrevemos esta carta porque queremos que saibam que têm estado muito presentes nos nossos pensamentos após as tempestades tão fortes que aconteceram nos últimos dias. Vimos o vento a soprar com tanta força que vos fez balançar como se estivessem a lutar para se manterem de pé. Vimos ramos partidos no chão, folhas espalhadas por todo o lado e até algumas árvores que não conseguiram resistir. Ficámos tristes, porque sabemos que todas as árvores são essenciais para o nosso planeta e para a vida de todos nós. Vocês ajudam a limpar o ar que respiramos, dão sombra nos dias de calor, oferecem abrigo a pássaros, insetos e outros animais, e tornam os parques, as ruas e as florestas mais bonitas e cheias de vida. São uma parte importante da natureza e do equilíbrio do ambiente. Sem árvores, o mundo seria mais quente, mais seco e muito menos saudável. Por isso, queremos agradecer por tudo o que fazem, mesmo quando enfrentam tempestades, ventos fortes e chuvas intensas. Sabemos que continuam a crescer, a dar vida e a proteger o planeta, mesmo quando ninguém está a ver. Também queremos prometer que vamos cuidar melhor de todas as árvores. Vamos evitar partir ramos, arrancar folhas ou pisar as raízes. Vamos aprender a reciclar mais, a poupar papel e a usar os recursos da natureza com responsabilidade, para que menos árvores tenham de ser cortadas. Queremos plantar novas árvores, proteger as florestas e ajudar o planeta a ser mais sustentável, para que todas as árvores possam viver muitos e muitos anos. Desejamos que recuperem depressa das tempestades e que o sol, a chuva suave e o tempo calmo vos ajudem a ficar fortes novamente. Queridas árvores, estamos muito agradecidos por serem tão importantes para o ambiente, por ajudarem os animais e por cuidarem de nós, seres humanos. Com carinho, respeito e esperança A turma do 3º - 3_SG

Coimbra, 27 de fevereiro de 2026 Queridas árvores, Somos alunos da escola de São Bartolomeu em Coimbra e, estamos a escrever esta carta porque vocês são muito importantes para nós e para o nosso planeta. Dão-nos sombra nos dias quentes e deixam o ar mais fresco e limpo. Também são a casa de muitos animais, como os pássaros e os esquilos. Gostamos de vos ver na primavera, cheias de folhas verdes e flores, e no outono, quando as folhas ficam amarelas, laranja e castanhas. No inverno, mesmo sem folhas, continuam bonitas e fortes. Ajudam-nos a respirar melhor, porque produzem o oxigénio de que precisamos para viver. Também nos dão frutos e madeira para fazer muitas coisas. Depois da forte tempestade que passou pela nossa cidade vimos, com tristeza, que muitas de vós ficaram destruídas e caídas nas ruas. Os nossos corações partiram fragilmente por ver a vossa dor. Prometemos que vamos cuidar de vocês, não partir ramos, nem deitar lixo para o chão. Queremos que continuem a crescer fortes e felizes durante muitos e muitos anos. Com carinho, Os alunos da Escola de São Bartolomeu

Cernache, 02 de março de 2026 Querida árvore, Mimi Hoje a turma do segundo ano da escola de Cernache, decidiu escrever-te uma carta porque estás na nossa escola. Gostamos muito de te ver todos os dias quando vamos para o intervalo. As tuas folhas fazem sombra quando está calor e os teus ramos parecem braços que nos querem abraçar. És muito importante. Já aprendemos que nos dás o oxigénio, que refrescas o planeta. Prometemos cuidar sempre de ti, não deitar lixo no chão e cuidar do lugar onde vives. És uma guardiã silenciosa. Para além do ar puro para respirar deixas fazer casa para os pássaros e dás um lugar bonito para brincar. Obrigada por existires, por seres forte e continuares a crescer. A turma promete crescer contigo e a continuar a proteger-te. Queremos ter-te sempre nesta escola. Um grande abraço da turma do segundo ano

S. Martinho de Árvore,6 de março de 2026 Querida Tília! Somos alunos da Escola do 1º ciclo de S. Martinho de Árvore. Decidimos escrever-te esta carta porque gostamos muito de ti. Amiga árvore, quando o sol aquece, nós adoramos a sombra que nos dás podendo sentar-nos a conversar ou brincar sob os teus ramos. Quando as tuas flores amarelinhas aparecem, sentimos um perfume muito agradável. Quando as folhas caem, fazem uma cama fofinha onde adoramos deitar-nos. Quando o vento se junta à nossa brincadeira, abanam os teus ramos parecendo que estás a querer abraçar-nos. Nós damos grandes gargalhadas e por vezes até nos agarramos ao teu tronco a dar muitos abraços. Estivemos a conversar e decidimos que iremos cuidar bem de ti. És muito importante para nós. Todos sabemos que estás sempre à nossa espera. Muitos beijos e abracinhos, Alunos da EB de São Martinho de Árvore

Bairro Azul/São Silvestre, 2 de março de 2026 Olá, querida árvore! Escrevemos-te para te dizer que só tu nos permites respirar, com o oxigénio que produzes. Dás-nos alimentos, como a fruta, e folhas para brincarmos. Na estação do outono trazes-nos muitas cores! Desculpa por nem sempre pensarmos em ti e na tua importância…Tu tens tronco, ramos, folhas, raízes e flores. Podes ter muitos tamanhos e formas, mas és sempre bonita. Por vezes andas vestida de folhas e outras vezes nua; umas vezes cheia de cabelo de flores e outras vezes careca, como alguns humanos. Como nós, tu também nasces, respiras, alimentas-te (pelas tuas raízes), cresces e morres. Tu tens medo do vento? … Do vento suave, que se chama brisa, até deves gostar, porque podes dançar, mas do vento muito forte, se calhar não gostas, porque te pode quebrar ou derrubar… mas não fiques triste, muitas pessoas gostam de ti. No outro dia, vieram aqui à escola uns senhores e começaram a cortar os teus ramos. Alguns de nós pensaram que te estavam a fazer mal, mas outros colegas e professora disseram que só te iam podar. - Podar? – perguntámos. Percebemos que afinal estavam apenas a cortar os teus ramos secos para ficares mais forte. É bom saber que vais ficar bem e que podemos imaginar muitas casas nos teus ramos com escadas para lá chegar! És também a casa de muitos animais! Adoramos a tua sombra para fazer piqueniques, ler um livro, andar de baloiço, brincar com o sol e as nossas mãos a fazer figuras. Tu também nos adoras, porque nos dás muito mais coisas: banco para sentar, mesa para almoçar, casas, sombra e flores com as suas pétalas cheirosas. Com o teu tronco e ramos podemos fazer papel para escrever. Como esta carta feita especialmente para ti! Obrigada! Beijos e abraços dos alunos do 1.º ano da Escola do Bairro Azul

Olá, querida árvore! Chamo-me Francisca, tenho 9 anos e sou filha única. Passo os meus dias a fazer coisas que adoro. Quando chego da escola, gosto de brincar a várias coisas, tais como: brincar na praia, jogar ao “jogo do peixinho”, escrever e partilhar com a minha família e amigos o que escrevo. Escrevo-te porque adoro brincar na natureza e gostava muito de te conhecer. Imagino que deves ter muito para me contar. Gostava de saber qual é a tua brincadeira preferida. Adorava conhecer os teus amigos. Gostava de te dizer que quando me sento à tua sombra, sinto-me muito calma e feliz. Dás-me ar puro e és abrigo de muitos passarinhos. Agradeço-te pela energia positiva que me dás e por tornares o meu dia mais bonito. Com muito amor. Francisca Nujo – 4.º ano – EB da Palheira

Coimbra, 5 de março de 2026 Olá árvore! Eu sou a Ayisha! Todo o mundo gosta de ti porque tu dás as frutas. E eu acho que sem fruta, a vida seria estranha. Quem é que não gosta de ti? Eu gosto muito de ti. Não fiques triste! Amo os limões que dás. Eu gostaria muito de ter uma árvore de limões. Beijinhos! Da tua amiga Ayisha (4.º ano – PLNM)

6 de março de 2026 Querida Árvore, Olá! Eu gosto muito de ti. Tu és muito importante para nós. Tu dás-nos ar para respirar. Dás-nos sombra nos dias de muito sol. Também dás casa aos pássaros e a muitos animais. As tuas folhas são bonitas e ajudam a deixar o ar mais limpo. Os teus frutos também nos podem alimentar. Por isso, nós devemos cuidar de ti. Não devemos partir os teus ramos nem estragar a natureza. Devemos plantar mais árvores e protegê-las. Obrigado por tudo, querida árvore! Com carinho, Amigos da natureza Turma 12 de Antuzede

Coimbra, 5 de março de 2026 Olá, árvore! Como estás? Eu estou um pouco cansado. O Senhor Agricultor já recolheu as tuas azeitonas? Tu sabes que eu não gosto de azeitonas porque são um pouco amargas. Mas eu gosto de tocar nelas pois são fofinhas, por isso gosto de ti. O Senhor Agricultor tem cuidado bem de ti? Tem-te regado bem? Beijinhos. Gosto muito de ti! Do teu amigo Ran Ju (3.º ano – PLNM)

Querida árvore, Escrevo-te agora que o vento já se calou. Há uns tempos ainda estavas de pé, firme, com os teus ramos a desenhar sombras no chão e a tua copa a murmurar segredos ao vento. Agora, depois da tempestade Kristin, estás caída. Não como quem perde, mas como quem finalmente se deita depois de uma vida inteira a vigiar o céu. Quantas estações passaste ali? Quantos pássaros fizeram de ti casa? Quantas conversas sussurradas já ouviste sem nunca contar a ninguém? Foste abrigo no calor, música nas tardes de vento e silêncio nas manhãs de nevoeiro. A tempestade veio com pressa e força, como fazem as coisas que não pedem licença. Talvez tenhas lutado, talvez tenhas apenas cedido ao peso do vento. Ainda assim, mesmo caída, continuas a ser árvore. A tua madeira guarda anos de chuva, de sol e de paciência. Quero que saibas que alguém reparou em ti. Que a tua queda não passou despercebida. Hoje o lugar onde estavas parece maior e mais vazio, como se o céu tivesse ganho espaço mas o mundo tivesse perdido um pouco de sombra. Talvez um dia alguém faça de ti banco, mesa, fogo de inverno ou casa para insetos e musgos. Talvez voltes à terra devagar, alimentando outras raízes. De uma forma ou de outra, continuarás a fazer parte da vida que sempre protegeste. Obrigado pela sombra, pelo ar mais fresco e pela companhia silenciosa durante tantos anos. Com respeito, Alguém que passou muitas vezes por baixo dos teus ramos Os alunos do 1º e 2º ano da EB1 da Palheira

Coimbra, 9 de março de 2026 Bom dia, árvore! Como estás? Estás bem ou não? Eu gosto muito de ti. Tu dás muitas frutas: limão, maçã, banana, laranja e pera. Eu gosto das tuas folhas verdes, vermelhas e castanhas. As abelhas gostam das tuas flores para o mel. Tu és a casa dos animais: passarinhos e esquilos. Adeus árvore! Um beijinho e um abraço muito grande! Dos teus amigos Jolene, Nia, Hira, Ekaamjit, Zyuan e Shabeh (1.º ano – PLNM)

Cernache, 6 de março de 2026 Olá, árvores amiguinhas, Obrigado por tudo o que nos dão, Vocês são tão bonitinhas E estão no nosso coração. Gostamos muito de vocês, Sofreram muito com o temporal. Mas que pena ver-vos caídas E tristes por tudo o que vos fez mal. Nós ficamos muito magoados, Quando alguém vos está a cortar Ou quando acontecem incêndios, Ficamos com vontade de chorar. Esperamos que não morram mais, Prometemos que vamos reciclar, Vamos comprar menos e reutilizar. De vocês vamos tratar bem Para crescerem saudáveis, fortes e felizes. Os vossos amiguinhos da turma 1.º B da EB de Cernache

Cernache, 5 de março de 2026 Olá, árvores! Como estão? Nós somos da EB de Cernache e temos muita pena do que vos aconteceu. Por isso queremos dizer-vos como estamos tristes por vós e queremos confortar-vos. A depressão Kristin foi muito forte e derrubou muitas de vós, deixando-vos aleijadas, partidas, destroçadas… As alterações climáticas estão na origem desta tristeza. As coisas devem ter sido complexas e horríveis, algumas florestas, campos ou matas ficaram com mais de metade destruídas. Parques, ruas e florestas perderam algumas, com séculos de existência, tendo-se perdido Património Nacional. Sem vós, o planeta fica muito mais triste. Os animais ficaram sem abrigo, sem alimento, sem o seu habitat. Também deixamos de ter tanto oxigénio, que é tão importante para nós, a beleza natural do nosso país ficou bastante prejudicada, o que nos deixa preocupados. Nós aprendemos no Teatro – O Tempo das Árvores – que vocês comunicam umas com as outras, imagino o quão tristes ficaram pelas vossas irmãs. Sugerimos que todos os meninos de todas as escolas possam ir plantar novas árvores, para minimizar este desastre todo. Nós iremos fazer a nossa parte e iremos plantar algumas árvores na nossa localidade. Um abraço gigante e apertadinho de todos nós com muito carinho. Alunos do 3.º ano da EB de Cernache

Olá querida árvore! Eu sei que os teus últimos dias não têm sido fáceis por causa da chuva e do vento. Mas tu foste forte e muito corajosa por teres aguentado. Tu és muito precisa aqui entre nós e também para o Planeta Terra. Obrigado por teres sido abrigo de muitas aves que estavam a voar no nosso lindo céu. Os teus ramos foram o ponto de abrigo para todas as aves. A Primavera está a chegar e com ela as flores com o seu perfume. Mais aves vêm a caminho para encontrarem abrigo nos teus ramos. O mau tempo já passou. Obrigado por tudo. Beijinhos. Xau. Leonor Teixeira -3º ano – EB da Palheira

Coimbra, 5 de março de 2026 Olá árvore! Tu dás frutos e flores. És nossa amiga. Gosto muito das árvores com folhas amarelas. Tu tens sementes. Beijinhos! Do teu amigo Ajit (3.º ano – PLNM)

Co

Queridos Humanos! Sou uma árvore autóctone, centenária, de folha caduca e vivo numa encosta de uma bonita serra do interior norte do país. Ao longo destes anos ouvi muitas notícias trazidas pelo vento e vi muitas coisas agradáveis e desagradáveis: arrancaram e cortaram algumas árvores autóctones para plantarem outras espécies, vi labaredas transformarem as minhas amigas em cinzas, vi desaparecerem animais que me visitavam. Mas por outro lado, também fui casa para muitas aves e outros animais. Ainda fui sombra para muitos piqueniques em família, a cada outono vi pessoas vergadas a colher os meus frutos, que depois se deliciam a comer, vi animais e plantas a tentarem sobreviver neste sítio, que um dia bem distante era farto e prazeroso. Eu, acima de tudo, tento com algum custo cumprir a minha tarefa e continuo a ser fonte diária de oxigénio. Homem, sendo uma árvore longeva, sinto-me triste e perdida. Já não sei quando um manto de neve me vai cobrir, quando o Sol me vai aquecer no momento que eu mais necessito, ou quando a água me vem saciar a sede. - O que fizeste com a nossa casa? Onde estão os rios de água cristalina e cheios de vida, os solos sem lixo de toda a espécie, os animais a correr livremente por montes e vales ou as aves a voar nos céus de ar puro?... Não consigo identificar as estações do ano. Já não sou capaz de contar as minhas primaveras. Nem a minha floração me ajuda! Aguardo uma rapidíssima resposta tua. Da, sempre, tua amiga, Árvore Souto (turma de 4.º ano)

Ó “Árvore” que nos confortas... que revigoras os seres vivos com a tua sombra e proteges para vivermos melhor. Pede ao sol que com os seus raios fortes e brilhantes, reajustes o nosso ambiente. E assim, possas limpar o ar que respiramos e em conjunto sermos sempre felizes. Turma de 1.º ano

Casais de Vera Cruz, 3 de março de 2026 Queridas Árvores, Escrevemos-vos porque fazem parte da nossa história e do nosso futuro. Depois do grande incêndio que aconteceu na nossa zona, vimos a paisagem ficar escura, sentimos o cheiro a fumo no ar e tivemos medo de que o fogo chegasse às nossas casas e à nossa escola. Foi um momento muito difícil para todos. No âmbito do Dia da Árvore, em 2023, participámos numa atividade de reflorestação no Pinusland, no baldio de Andorinha e Casais de Vera Cruz. Este projeto foi iniciado pela União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa, em parceria com a Associação Centro Pinus, com o objetivo de limpar o terreno, retirar espécies invasoras e ajudar a prevenir incêndios. Quando participámos na replantação, sentimos que estávamos a transformar esse medo em esperança. Ajudar a plantar-vos foi um gesto pequeno, mas muito importante. Percebemos que, ao cuidar de vocês, também estamos a cuidar de nós. Durante a visita, vimos os trabalhos de limpeza do terreno e as máquinas utilizadas. Aprendemos que é preciso retirar muitas plantas invasoras, como as acácias, para que a floresta possa crescer melhor. Também plantámos árvores, como cedros, carvalhos, pinheiro-bravo e pinheiro-manso, ajudando no reflorestamento deste espaço. Aprendemos ainda que este projeto também promove ações para ensinar a comunidade a cuidar melhor da floresta, a controlar as espécies invasoras e a proteger a biodiversidade. Também prevê plantar diferentes espécies de árvores em locais estratégicos, para que a floresta seja mais forte e resistente aos incêndios, e recuperar as linhas de água, ajudando a melhorar a biodiversidade e a qualidade da água. Na escola já tínhamos conversado e aprendido muitas coisas sobre as árvores. Produzem oxigénio, purificam o ar, dão sombra, protegem o solo, ajudam a manter a humidade da terra e servem de casa a muitos animais. Quando a floresta é bem cuidada e tem várias espécies de árvores, torna-se mais forte e mais segura. Agora, quando passamos por vocês, sentimos orgulho e mais tranquilidade. Sabemos que ainda são pequenas, mas um dia serão grandes e ajudarão a proteger a nossa terra. Prometemos cuidar da natureza, respeitar a floresta e acompanhar o vosso crescimento. Com carinho e esperança, Os alunos da EB1 de Casais de Vera Cruz

Bom dia, queridas árvores da Mata dos Milhafres!Nós somos alunos da Escola de São João do Campo e escrevemos esta carta para vos dizer o quanto gostamos de vocês e como temos pensado muito no que vos aconteceu. Sabemos que atravessaram um período bastante difícil. A tempestade Kristin trouxe muita chuva e vento forte, e as cheias fragilizaram as vossas raízes. Muitas das vossas companheiras não conseguiram manter-se de pé e tombaram no chão. Foi com grande tristeza que passámos por vós e vimos tantas árvores caídas. Também reparámos que muitas cegonhas perderam os seus ninhos e ficámos com o coração apertado. Gostávamos tanto que fosse possível que as árvores tombadas voltassem a fixar as suas raízes à terra e se reerguessem de novo em direção ao céu. Para nós, vocês são muito importantes, porque nos dão sombra, ar puro, beleza e um lugar especial para brincar. Depois de assistirmos ao espetáculo "O Tempo das Árvores", temo-nos perguntado: Como sentiram o que estava a acontecer à vossa volta? Será que avisaram as outras árvores do perigo? Será que se ajudaram de alguma maneira? Nós achamos que sim, porque aprendemos que as árvores são mais unidas do que parecem. Aqui na escola estamos a pensar organizar-nos e pedir ajuda aos nossos pais para irmos até à mata e ajudar a limpá-la. Queremos cuidar de vocês como vocês cuidam de nós todos os dias. Temos muitas saudades dos dias de sol em que podíamos passear e brincar convosco, sem a chuva a impedir-nos. Prometemos continuar a proteger a natureza e a respeitar cada árvore que faz parte da vossa/nossa mata. Desejamos ver-vos em breve, fortes e felizes, com o sol por companhia! Um forte abraço de cada uma das crianças da Escola de São João do Campo, que tanto vos admira. Alunos da EB de S. João do Campo

A minha árvore: as estações do ano

Coimbra, 5 de março de 2026 Olá árvore! Como estás? Desejo que estejas bem. Eu estou bem. Vou buscar um balde com água para ti. Espera um pouco. Vou falar um pouco de ti. Tu és importante porque dás o oxigénio para podermos respirar. Sem ti, as pessoas não podem respirar. Agora tenho de ir embora. Beijinhos! Até amanhã. Da tua amiga Christina (4.º ano – PLNM)