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A Avaliação no Ensino da Economia e Contabilidade

ourobello ourobello

Created on June 10, 2026

Uma análise profunda sobre a avaliação pedagógica no ensino da Economia e Contabilidade. Explore as funções diagnóstica, formativa e sumativa, a distinção entre avaliação das e para as aprendizagens e a importância vital do feedback na autorregulação.

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Transcript

A importância da avaliação no ensino da Economia e da Contabilidade

Avaliar não é classificar

Uma avaliação de caráter pedagógico é um processo comprometido com as aprendizagens de todos e de cada um dos alunos, integrado nos momentos de ensino-aprendizagem e não exterior a eles. Ao avaliar em vez de apenas classificar, o docente promove um desenvolvimento holístico. O rigor avaliativo reside na coerência e transparência dos critérios, na diversificação das técnicas e no diálogo que os sustenta.

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Regulação

Articulação

Certificação

Função Sumativa
Função Diagnóstica
Função Formativa

Certifica o nível atingido e comunica ao exterior. Embora necessária, é insuficiente se usada isoladamente; deve articular-se com as restantes funções avaliativas.

Acompanha continuamente o processo, regulando o percurso do aluno e as opções pedagógicas. Segundo Perrenoud (1999), a avaliação deve focar-se na regulação das aprendizagens.

Identifica representações prévias. Em Economia, deteta conceções do quotidiano que funcionam como ancoragens. Em Contabilidade, localiza lacunas antes que comprometam o raciocínio.

3 · Distinção conceptual essencial

Assessment for learning: Integra o próprio processo de aprendizagem. O feedback contínuo, específico e orientado para a melhoria é o seu elemento central, permitindo que o aluno assuma um papel ativo na autorregulação. O Projeto MAIA (Fernandes, 2021) valoriza precisamente esta abordagem transformadora.

Assessment of learning: Opera numa lógica de prestação de contas. Ocorre após o processo, mede e certifica o que o aluno sabe num dado momento através de testes sumativos e exames. É uma prática necessária, mas insuficiente se for a única modalidade presente no ensino.

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O feedback como motor de aprendizagem

O feedback como motor de aprendizagem. A principal diferença reside na utilização pedagógica da informação recolhida. Quando o feedback é genuinamente formativo, o aluno deixa de ser recetor passivo de classificações e passa a autorregular ativamente o seu percurso. Lima, Ferreira e Cosme (2022) definem as etapas de autorreflexão e autorregulação como estruturantes da autoavaliação. Em áreas de Autorregulação em Contabilidade, onde o raciocínio é cumulativo, esta competência é vital. O ciclo formativo — planear, agir, avaliar e regular — torna-se, assim, a base da autonomia do estudante.

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Cada competência exige o seu instrumento

Testes escritos, estudos de caso, portefólios e rubricas para uma análise aprofundada.

Apresentações orais e debates que estimulam a expressão e a argumentação.

Projetos colaborativos que integram a diversificação instrumental.

Grelhas de observação para um acompanhamento sistemático e transparente.

Mapas de conceitos e relatórios reflexivos que promovem a reflexão crítica.

Como afirmam Pinto e Santos (2006), a coerência com os objetivos é primordial.

Cinco ideias fundamentais

01 — Avaliar é um ato pedagógico, não burocrático: ao serviço da aprendizagem, não da seleção.

02 — As três funções (diagnóstica, formativa, sumativa) articulam-se e exigem-se mutuamente.

03 — A distinção avaliação das / para as aprendizagens é o eixo mais estruturante da literatura atual.

04 — O feedback contínuo e a autorregulação são os mecanismos centrais da avaliação formativa.

Referências bibliográficas

Amante, L., & Oliveira, I. (Coords.). (2016). Avaliação das aprendizagens: Perspetivas, contextos e práticas. Universidade Aberta. Boggino, N. (2009). A avaliação como estratégia de ensino. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 9, 79–86. Fernandes, D. (2021). Avaliar para melhorar as aprendizagens. Projeto MAIA. Direção-Geral da Educação. Lima, L., Ferreira, D., & Cosme, A. (2022). Mudar a escola, mudar a avaliação. NOVA ÁGORA – CFAE – Cadernos da Formação, 7, 6–17. Martins, G. O., et al. (2017). Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória. Ministério da Educação. Perrenoud, P. (1999). Avaliação: Da excelência à regulação das aprendizagens. Artmed. Pinto, J., & Santos, L. (2006). Modelos de avaliação das aprendizagens. Universidade Aberta.

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"A avaliação constitui um fator fulcral da qualidade dos processos de aprendizagem, sendo deles indissociável." — Amante & Oliveira (2016)

A importância da avaliação como elemento estruturante dos processos de aprendizagem é amplamente reconhecida na literatura especializada.
Avaliar para as Aprendizagens: Perspetiva MAIA
A avaliação centrada no Projeto MAIA, conforme preconizado por Fernandes (2021), privilegia a melhoria das aprendizagens através de feedback contínuo. Este paradigma transforma o ato avaliativo, tornando-o um motor de desenvolvimento e sucesso escolar.
  • Foco na melhoria contínua através do feedback específico.
  • Promoção da autorregulação pelo aluno.
  • Articulação dialógica entre professor e turma.
  • Valorização do percurso face à classificação final.
  • Abordagem baseada nas orientações do Projeto MAIA.

Essencial

A relevância da deteção autónoma do erro em processos cumulativos.
Obrigado pela sua atenção durante esta apresentação. Esperamos que estas reflexões contribuam para tornar a avaliação um verdadeiro motor do sucesso educativo no Grupo 430.

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