Memórias vivas das minas de S. Pedro da Cova 5.ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova 1700-1970 S. Pedro da Cova, 25 de março de 1946 Queridos pais. Hoje, cheguei às minas S. Pedro da Cova para trabalhar nas minas. O trabalho nas minas é uma experiência de muito sacrifício que muitos comparam a um regime de escravidão. Quando de manhã olho para o Cavalete, recordo que vi muitos mineiros a morrer debaixo da terra. Eles, como eu, vieram trabalhar para ajudar as suas famílias, para que fiquem bem. Apesar de ser difícil trabalhar aqui, eu continuo e fiz muitos amigos que me apoiam muito. Não sei quanto tempo eu vou ficar, só sei que eu tenho muitas saudades de todos e que sei que estão à espera que eu volte. Mal posso esperar para me encontrar convosco. Beijinhos Mariana Barbosa (5ºB)
Rua das Britadeiras, 19 agosto de 1930 Queridos pais, Quero começar por dizer que quando cheguei às minas, fiquei assustada com o que podia acontecer. No meu primeiro dia, comecei a trabalhar às 08:00. Dirigi-me a uma pessoa que me mandou separar antracite. Foi difícil, pois tinha de ficar ajoelhada e, ao fim de algum tempo, começaram a doer-me os joelhos, mas tinha de continuar a separar a antracite e tinha de aguentar a dor. Ontem, quando estava a trabalhar fiquei assustada porque ouvi uma sirene a tocar muito alto. Disseram-me que esta sirene toca sempre que acontece um acidente no poço. Depois disso senti um tremor na terra, mas disseram-me que era normal, para não me preocupar, são os mineiros a abrir caminho para continuar sua exploração da mina. Nós dormimos numas casas cheias de gente, casas de Malta, ainda não fiz amigos, mas acho que vou começar a habituar-me. Foram assim os primeiros dias nas minas e espero que os próximos corram bem. Um abraço e muitos beijinhos! Patrícia Mendes (5ºB)
S. Pedro da Cova, 5 de janeiro de 1940 Querida família. Eu atualmente vivo numa das casas de malta, onde ficam os mineiros que vêm de fora da vila de S. Pedro da Cova. Eu e os meus colegas de trabalho procuramos carvão (antracite), para isso utilizamos uma picareta que serve para cavar até chegarmos à profundidade onde está o carvão e retirá-lo (cerca de 400m). Usamos também um gasómetro, dado que estamos a vários metros de profundidade e é muito escuro, para termos luz. Utilizamos um lenço sobre a boca e o nariz para nos proteger das doenças respiratórias e problemas nos pulmões. Existe uma estrutura chamada Cavalete, que serve para sustentar as roldanas (“andorinhas”) que permite a descida e subida de vagonetas com mineiros e carvão através dos poços da mina. Tem sido uma vida difícil. Um abraço Rodrigo Vieira (5ºB)
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova O Cavalete do Poço de S. Vicente
O Cavalete do Poço de S. Vicente, também referido como cavalete de S. Vicente ou Mina de S. Pedro da Cova, é um equipamento elevatório da antiga mina de carvão. As minas de carvão de S. Pedro da Cova iniciaram a sua laboração ativa por volta de 1795, após a descoberta de camadas de carvão no final de século XVII, mantendo-se em funcionamento durante cerca de 170 a 200 anos, até o seu encerramento definitivo na década de 1975. As minas de S. Pedro da Cova, em Gondomar, funcionaram principalmente entre o final do século XIX e 1970 servindo para a extração industrial de carvão (antracite). Foram um pilar energético nacional, chegando a produzir uma grande parte do carvão do país e empregado centenas de mineiros em condições muito difíceis. Íris Queirós 5º B
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Memória de família Vou apresentar-vos o meu familiar que trabalhou nas Minas de S. Pedro da Cova. O meu avô, José Gabriel dos Santos Almeida, tem 67 anos e falou-me do meu trisavô que trabalhou nas Minas de S. Pedro da Cova. O meu trisavô chamava-se António de Oliveira e era capataz, era essa a sua função. O trabalho lá era difícil e perigoso pois trabalhavam a grande profundidade, cerca de 400m. Utilizavam a picareta e o gasómetro, este era fundamental para ver na escuridão da mina. Trabalhavam a partir das 5 da manhã e lá ficavam muitas horas. Há hora do almoço comiam broa e, muito excecionalmente, bacalhau. Deslocavam-se para a mina sempre a pé e assim regressavam. O meu trisavô não era de cá, veio de Leiria. A vida era dura e sem tempo para se divertirem. Núria Oliveira 5ºB
Carlos Fonseca fala de seu pai Carlos Fonseca, tem 77 anos e é um conhecido da minha família e não trabalhou nas minas, no entanto tem familiares que trabalharam. Trata-se do seu pai, Neftali, que começou a trabalhar nas minas em fevereiro de 1943 e lá continuou até 1972, data do seu encerramento. Ele trabalhava por turnos, os trabalhadores usavam a picareta, a pá e a machada para o escoramento, que é uma técnica de engenharia de segurança que envolve a instalação de estruturas temporárias ou permanentes — como pilares, vigas, estacas e redes de contenção. Usavam o gasómetro para iluminar algumas partes da mina onde estavam os mineiros. Para o almoço levava uma cesta com coisas simples, onde não faltava a broa. A festa de Santa Bárbara era sempre lembrada. No dia que realizei esta entrevista, o Sr. Carlos contou-me uma pequena história engraçada: um dia, um mineiro ia embora e disse que já tinha deixado o peru preso para não fugir! Nota: Peru - é um carrinho de mão, usado para transportar o carvão. Mariana Ferreira (5.ºB)
Memórias Viva das Minas de S. Pedro da Cova O Cavalete O Cavalete de São Vicente, em São Pedro da Cova (Gondomar), servia de estrutura de suporte para extrair carvão do subsolo, sendo o último exemplar de extração mineira de carvão na região. Funcionava como uma torre de carga com roldanas, chamadas “andorinhas”, movia-se através de cabos de aço servindo para a descida e subida de mineiros e saída de minérios, ligando os 19 pisos da mina. Datado de 1935, é um monumento industrial de betão armado, símbolo da exploração mineira da região. O cavalete representa a história industrial local e é um marco importante na paisagem, sendo um raro exemplar desta engenharia em Portugal. Constitui o “ex-libris” da freguesia de S. Pedro da Cova, testemunho da importância da atividade mineira que, durante cerca de 17 décadas, fizeram da freguesia um centro industrial de valor para a economia nacional. Rafaela Teixeira 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova A picareta A picareta era uma das ferramentas essenciais no trabalho dos mineiros nas minas de S. Pedro da Cova, em Gondomar. A picareta era utilizada pelos mineiros para a extração direta do carvão e da antracite nas galerias, muitas vezes a profundidades superiores a 400 metros. É o símbolo máximo do trabalho e sacrifício dos mineiros de S. Pedro da Cova (Gondomar), representando a principal ferramenta utilizada nas minas enquanto se encontravam a laborar. Leonardo Ferreira 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Santa Bárbara Santa Bárbara, é a padroeira dos mineiros, artilheiros e é ainda protetora, protegendo das tempestades e raios. A fé dos mineiros associa-se à coragem e proteção contra os perigos subterrâneos. Em Portugal as festas incluem procissões, como em Lousal e em São Pedro da Cova, onde a fé e a tradição mineiras são homenageadas. Tradicionalmente, no dia 4 de dezembro, a laboração das minas parava, realizavam-se missas e procissões com a imagem da santa, muitas vezes transportada pelos próprios mineiros. O dia era um momento de união para a comunidade mineira, pedindo proteção para as atividades mais arriscadas. A santa é representada com uma espada, um cálice e a torre onde foi aprisionada. Rodrigo Silva 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Santa Bárbara Santa Bárbara, padroeira dos mineiros em S. Pedro da Cova, foi uma mártir do séc. III, venerada pela sua coragem e proteção contra trovões e fogo. Confinada numa torre pelo pai pagão em Nicomedia, converteu-se ao cristianismo, sendo decapitada por ele após torturas, ato seguido por um raio que matou o pai tirano. Santa Bárbara é venerada como protetora dos mineiros contra os perigos. A procissão tradicional realiza-se no dia 4 de dezembro, percorrendo o caminho entre a igreja Matriz e o nicho de Santa Bárbara, na Rua dos Mineiros, frequentemente à luz de velas/gasómetros. Salvador Sousa 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Vida de Mineiro O meu avô, Domingos Martins, com 77 anos, contou-me a história do meu bisavô que foi um mineiro das Minas de S. Pedro da Cova. O meu avô, recorda-se de, com 11 anos, ir levar o almoço ao meu bisavô que trabalhava nas Minas. Ele trabalhava entre 8 a 10 horas por dia, descia à Mina e lá ficava o dia todo. A sua função era pesar o carvão, depois de escolhido e separado e para isso usava uma balança. Era frequente acontecerem acidentes e houve um dia que ele apareceu com a cabeça achatada. Segundo contou, foi uma pedra de carvão que caiu e o atingiu a sua cabeça. Quando ele voltava do trabalho ainda tinha de trabalhar no campo. Portanto, era uma vida de muitos sacrifícios e muito árdua. Martinho Martins 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova
Antracite
Picareta
Vagão
Santa Bárbara
Cavalete
Rúben Melo 5ºB
Memórias Vivas das minas de S. Pedro da Cova.pptx
Telma Neto
Created on June 8, 2026
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Memórias vivas das minas de S. Pedro da Cova 5.ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova 1700-1970 S. Pedro da Cova, 25 de março de 1946 Queridos pais. Hoje, cheguei às minas S. Pedro da Cova para trabalhar nas minas. O trabalho nas minas é uma experiência de muito sacrifício que muitos comparam a um regime de escravidão. Quando de manhã olho para o Cavalete, recordo que vi muitos mineiros a morrer debaixo da terra. Eles, como eu, vieram trabalhar para ajudar as suas famílias, para que fiquem bem. Apesar de ser difícil trabalhar aqui, eu continuo e fiz muitos amigos que me apoiam muito. Não sei quanto tempo eu vou ficar, só sei que eu tenho muitas saudades de todos e que sei que estão à espera que eu volte. Mal posso esperar para me encontrar convosco. Beijinhos Mariana Barbosa (5ºB)
Rua das Britadeiras, 19 agosto de 1930 Queridos pais, Quero começar por dizer que quando cheguei às minas, fiquei assustada com o que podia acontecer. No meu primeiro dia, comecei a trabalhar às 08:00. Dirigi-me a uma pessoa que me mandou separar antracite. Foi difícil, pois tinha de ficar ajoelhada e, ao fim de algum tempo, começaram a doer-me os joelhos, mas tinha de continuar a separar a antracite e tinha de aguentar a dor. Ontem, quando estava a trabalhar fiquei assustada porque ouvi uma sirene a tocar muito alto. Disseram-me que esta sirene toca sempre que acontece um acidente no poço. Depois disso senti um tremor na terra, mas disseram-me que era normal, para não me preocupar, são os mineiros a abrir caminho para continuar sua exploração da mina. Nós dormimos numas casas cheias de gente, casas de Malta, ainda não fiz amigos, mas acho que vou começar a habituar-me. Foram assim os primeiros dias nas minas e espero que os próximos corram bem. Um abraço e muitos beijinhos! Patrícia Mendes (5ºB)
S. Pedro da Cova, 5 de janeiro de 1940 Querida família. Eu atualmente vivo numa das casas de malta, onde ficam os mineiros que vêm de fora da vila de S. Pedro da Cova. Eu e os meus colegas de trabalho procuramos carvão (antracite), para isso utilizamos uma picareta que serve para cavar até chegarmos à profundidade onde está o carvão e retirá-lo (cerca de 400m). Usamos também um gasómetro, dado que estamos a vários metros de profundidade e é muito escuro, para termos luz. Utilizamos um lenço sobre a boca e o nariz para nos proteger das doenças respiratórias e problemas nos pulmões. Existe uma estrutura chamada Cavalete, que serve para sustentar as roldanas (“andorinhas”) que permite a descida e subida de vagonetas com mineiros e carvão através dos poços da mina. Tem sido uma vida difícil. Um abraço Rodrigo Vieira (5ºB)
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova O Cavalete do Poço de S. Vicente
O Cavalete do Poço de S. Vicente, também referido como cavalete de S. Vicente ou Mina de S. Pedro da Cova, é um equipamento elevatório da antiga mina de carvão. As minas de carvão de S. Pedro da Cova iniciaram a sua laboração ativa por volta de 1795, após a descoberta de camadas de carvão no final de século XVII, mantendo-se em funcionamento durante cerca de 170 a 200 anos, até o seu encerramento definitivo na década de 1975. As minas de S. Pedro da Cova, em Gondomar, funcionaram principalmente entre o final do século XIX e 1970 servindo para a extração industrial de carvão (antracite). Foram um pilar energético nacional, chegando a produzir uma grande parte do carvão do país e empregado centenas de mineiros em condições muito difíceis. Íris Queirós 5º B
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Memória de família Vou apresentar-vos o meu familiar que trabalhou nas Minas de S. Pedro da Cova. O meu avô, José Gabriel dos Santos Almeida, tem 67 anos e falou-me do meu trisavô que trabalhou nas Minas de S. Pedro da Cova. O meu trisavô chamava-se António de Oliveira e era capataz, era essa a sua função. O trabalho lá era difícil e perigoso pois trabalhavam a grande profundidade, cerca de 400m. Utilizavam a picareta e o gasómetro, este era fundamental para ver na escuridão da mina. Trabalhavam a partir das 5 da manhã e lá ficavam muitas horas. Há hora do almoço comiam broa e, muito excecionalmente, bacalhau. Deslocavam-se para a mina sempre a pé e assim regressavam. O meu trisavô não era de cá, veio de Leiria. A vida era dura e sem tempo para se divertirem. Núria Oliveira 5ºB
Carlos Fonseca fala de seu pai Carlos Fonseca, tem 77 anos e é um conhecido da minha família e não trabalhou nas minas, no entanto tem familiares que trabalharam. Trata-se do seu pai, Neftali, que começou a trabalhar nas minas em fevereiro de 1943 e lá continuou até 1972, data do seu encerramento. Ele trabalhava por turnos, os trabalhadores usavam a picareta, a pá e a machada para o escoramento, que é uma técnica de engenharia de segurança que envolve a instalação de estruturas temporárias ou permanentes — como pilares, vigas, estacas e redes de contenção. Usavam o gasómetro para iluminar algumas partes da mina onde estavam os mineiros. Para o almoço levava uma cesta com coisas simples, onde não faltava a broa. A festa de Santa Bárbara era sempre lembrada. No dia que realizei esta entrevista, o Sr. Carlos contou-me uma pequena história engraçada: um dia, um mineiro ia embora e disse que já tinha deixado o peru preso para não fugir! Nota: Peru - é um carrinho de mão, usado para transportar o carvão. Mariana Ferreira (5.ºB)
Memórias Viva das Minas de S. Pedro da Cova O Cavalete O Cavalete de São Vicente, em São Pedro da Cova (Gondomar), servia de estrutura de suporte para extrair carvão do subsolo, sendo o último exemplar de extração mineira de carvão na região. Funcionava como uma torre de carga com roldanas, chamadas “andorinhas”, movia-se através de cabos de aço servindo para a descida e subida de mineiros e saída de minérios, ligando os 19 pisos da mina. Datado de 1935, é um monumento industrial de betão armado, símbolo da exploração mineira da região. O cavalete representa a história industrial local e é um marco importante na paisagem, sendo um raro exemplar desta engenharia em Portugal. Constitui o “ex-libris” da freguesia de S. Pedro da Cova, testemunho da importância da atividade mineira que, durante cerca de 17 décadas, fizeram da freguesia um centro industrial de valor para a economia nacional. Rafaela Teixeira 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova A picareta A picareta era uma das ferramentas essenciais no trabalho dos mineiros nas minas de S. Pedro da Cova, em Gondomar. A picareta era utilizada pelos mineiros para a extração direta do carvão e da antracite nas galerias, muitas vezes a profundidades superiores a 400 metros. É o símbolo máximo do trabalho e sacrifício dos mineiros de S. Pedro da Cova (Gondomar), representando a principal ferramenta utilizada nas minas enquanto se encontravam a laborar. Leonardo Ferreira 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Santa Bárbara Santa Bárbara, é a padroeira dos mineiros, artilheiros e é ainda protetora, protegendo das tempestades e raios. A fé dos mineiros associa-se à coragem e proteção contra os perigos subterrâneos. Em Portugal as festas incluem procissões, como em Lousal e em São Pedro da Cova, onde a fé e a tradição mineiras são homenageadas. Tradicionalmente, no dia 4 de dezembro, a laboração das minas parava, realizavam-se missas e procissões com a imagem da santa, muitas vezes transportada pelos próprios mineiros. O dia era um momento de união para a comunidade mineira, pedindo proteção para as atividades mais arriscadas. A santa é representada com uma espada, um cálice e a torre onde foi aprisionada. Rodrigo Silva 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Santa Bárbara Santa Bárbara, padroeira dos mineiros em S. Pedro da Cova, foi uma mártir do séc. III, venerada pela sua coragem e proteção contra trovões e fogo. Confinada numa torre pelo pai pagão em Nicomedia, converteu-se ao cristianismo, sendo decapitada por ele após torturas, ato seguido por um raio que matou o pai tirano. Santa Bárbara é venerada como protetora dos mineiros contra os perigos. A procissão tradicional realiza-se no dia 4 de dezembro, percorrendo o caminho entre a igreja Matriz e o nicho de Santa Bárbara, na Rua dos Mineiros, frequentemente à luz de velas/gasómetros. Salvador Sousa 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova Vida de Mineiro O meu avô, Domingos Martins, com 77 anos, contou-me a história do meu bisavô que foi um mineiro das Minas de S. Pedro da Cova. O meu avô, recorda-se de, com 11 anos, ir levar o almoço ao meu bisavô que trabalhava nas Minas. Ele trabalhava entre 8 a 10 horas por dia, descia à Mina e lá ficava o dia todo. A sua função era pesar o carvão, depois de escolhido e separado e para isso usava uma balança. Era frequente acontecerem acidentes e houve um dia que ele apareceu com a cabeça achatada. Segundo contou, foi uma pedra de carvão que caiu e o atingiu a sua cabeça. Quando ele voltava do trabalho ainda tinha de trabalhar no campo. Portanto, era uma vida de muitos sacrifícios e muito árdua. Martinho Martins 5ºB
Memórias Vivas das Minas de S. Pedro da Cova
Antracite
Picareta
Vagão
Santa Bárbara
Cavalete
Rúben Melo 5ºB