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Canção de uma Sombra
Trabalho feito por Sofia C.
go!
Teixeira de Pascoaes
Teixeira de Pascoaes, pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, foi um poeta, escritor e filósofo português e um dos principais representantes do saudosismo (movimento literário e espiritual que eleva a saudade à essência da alma portuguesa) No Liceu ensaiou os seus primeiros versos Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1901. Exerceu a profissão de advogado no Porto e em Amarante durante uma década, antes de abandonar a advocacia para se dedicar inteiramente à escrita e à reflexão mística. Deixou publicada uma vasta obra que marcou a Literatura Contemporânea Portuguesa, bem como uma série de inéditos, mais tarde divulgados.
Poema
E se a estrela da tarde não brilhasse;E se não fosse o vento que embalouMeu coração e as nuvens nos seus braçosEu não era o que sou.Ai, se não fosse a noite misteriosaQue meus olhos de sombras povoouE de vozes sombrias meus ouvidos,Eu não era o que sou.Sem esta terra funda e fundo rioQue ergue as asas e sobe em claro voo;Sem estes ermos montes e arvoredosEu não era o que sou.
Ai, se não fosse a névoa da manhãE a velhinha janela onde me vouDebruçar para ouvir a voz das coisas,Eu não era o que sou.Se não fosse esta fonte que choravaE como nós, cantava e que secou…E este sol que eu comungo, de joelhos,Eu não era o que sou. Ai, se não fosse este luar que chamaOs aspectos à Vida, e se infiltrou,Como fluido mágico, em meu ser,Eu não era o que sou.
Poema
“A canção de uma sombra” apresenta uma reflexão sobre a identidade do poeta e a sua ligação à natureza. A repetição da expressão “Eu não era o que sou”, funciona como refrão e reforça a ideia de que o indivíduo é resultado das experiências, das paisagens e dos mistérios que o rodeiam. A Saudade é a valorização dos elementos que marcaram a vida do poeta e todas as experiências passadas. A Sombra, pode ser entendida como uma metáfora para a alma e a ligação ao meio que o rodeia. Como o interior do nosso ser, ou seja, as recordações, as emoções, a saudade são o que nos define como pessoas. O “Eu” não existiria sem o meio envolvente.
Canção de uma Sombra
Vídeo do Poema
https://www.youtube.com/watch?v=BToQt7vsN_0
Referências bibliográficas
Pascoaes, Teixeira, "Canção de uma Sombra", Andersen, Sophia, M.B, primeiro livro de poesia. 1ª Edição da obra: 1991 13ª Edição de obra (1ª na Porto Editora): abril de 2014 Reimpresso em janeiro de 2023 Publicado por: Porto Editora, pp. https://www.google.com/?hl=pt_PT
Canção de uma Sombra-Trabalho de Portugês
Sofia Carvalho
Created on May 31, 2026
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Teixeira de Pascoaes
Teixeira de Pascoaes, pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, foi um poeta, escritor e filósofo português e um dos principais representantes do saudosismo (movimento literário e espiritual que eleva a saudade à essência da alma portuguesa) No Liceu ensaiou os seus primeiros versos Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1901. Exerceu a profissão de advogado no Porto e em Amarante durante uma década, antes de abandonar a advocacia para se dedicar inteiramente à escrita e à reflexão mística. Deixou publicada uma vasta obra que marcou a Literatura Contemporânea Portuguesa, bem como uma série de inéditos, mais tarde divulgados.
Poema
E se a estrela da tarde não brilhasse;E se não fosse o vento que embalouMeu coração e as nuvens nos seus braçosEu não era o que sou.Ai, se não fosse a noite misteriosaQue meus olhos de sombras povoouE de vozes sombrias meus ouvidos,Eu não era o que sou.Sem esta terra funda e fundo rioQue ergue as asas e sobe em claro voo;Sem estes ermos montes e arvoredosEu não era o que sou.
Ai, se não fosse a névoa da manhãE a velhinha janela onde me vouDebruçar para ouvir a voz das coisas,Eu não era o que sou.Se não fosse esta fonte que choravaE como nós, cantava e que secou…E este sol que eu comungo, de joelhos,Eu não era o que sou. Ai, se não fosse este luar que chamaOs aspectos à Vida, e se infiltrou,Como fluido mágico, em meu ser,Eu não era o que sou.
Poema
“A canção de uma sombra” apresenta uma reflexão sobre a identidade do poeta e a sua ligação à natureza. A repetição da expressão “Eu não era o que sou”, funciona como refrão e reforça a ideia de que o indivíduo é resultado das experiências, das paisagens e dos mistérios que o rodeiam. A Saudade é a valorização dos elementos que marcaram a vida do poeta e todas as experiências passadas. A Sombra, pode ser entendida como uma metáfora para a alma e a ligação ao meio que o rodeia. Como o interior do nosso ser, ou seja, as recordações, as emoções, a saudade são o que nos define como pessoas. O “Eu” não existiria sem o meio envolvente.
Canção de uma Sombra
Vídeo do Poema
https://www.youtube.com/watch?v=BToQt7vsN_0
Referências bibliográficas
Pascoaes, Teixeira, "Canção de uma Sombra", Andersen, Sophia, M.B, primeiro livro de poesia. 1ª Edição da obra: 1991 13ª Edição de obra (1ª na Porto Editora): abril de 2014 Reimpresso em janeiro de 2023 Publicado por: Porto Editora, pp. https://www.google.com/?hl=pt_PT