Segundo a teoria cosmológica...
Será a fé em deus racional?
Sumário
Com este trabalho, nós pretendemos que vocês percebam a visão de Tomás de Aquino, com o seu argumento Cosmológico para a questão da existência de Deus, bem como as suas objeções e a visão moderna do seu argumento. Segue-se o indíce:
Agnosticismo
Problema da existência de Deus
Hierofania
Área da filosofia
Teísmo
Sagrado Vs Profano
Indíce
Monoteísmo
Arg. cosm. de Tomás de Aquino
Politeísmo
Arg. cosm. contemporâneo
Deísmo
Objeções aos argumentos
Ateísmo
Posição pessoal e crítica
Problema da existência de Deus
Então é necessário clarificar:
Procuramos responder a:
O que significa ser racional?
Será racional acreditar que Deus existe?
A que tipo de Deus nos estamos a referir?
Será a fé em Deus Racional?
O que significa ter fé em Deus?
Área da filosofia
Naturalmente que a área da filosofia que estuda a religião é a própria Filosofia da Religião. Esta área estuda tudo o que é espiritual e inerente ao Homem, do ponto de vista da metafísica, da antropologia e da ética.
O que é o teísmo?
O teísmo é um conceito filosófico que defende a existência de Deuses (entidades divinas) que criaram o universo e continuam a estar ativamente envolvidas na sua conservação. O teísmo também admite uma ideia conhecida por "revelação dívina", sendo aceita por várias religiões, como o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Concluindo, o teísmo defende que um Deus, não apenas criou, mas também se ralaciona com a criação de forma contínua.
Monoteísmo
Monoteísmo é a crença na existência de um único Deus, considerado supremo, criador e responsável por tudo no universo.O monoteísmo não surgiu de uma única vez. Há registros de tendências monoteístas no Egito Antigo (culto a Aton) e, mais fortemente, entre os hebreus, onde a crença em Javé se consolidou e influenciou outras tradições posteriores.
Politeísmo
Politeísmo é a crença em vários deuses, cada um com funções, poderes e características próprias.Diferença para monoteísmo: Monoteísmo: 1 deus único. Politeísmo: vários deuses. Henoteísmo: acredita em vários deuses, mas cultua principalmente um.
Deísmo
Deísmo é a crença em um Deus criador, mas que não intervém no mundo depois de tê‑lo criado.Ideia central do deísmo:
- Deus criou o universo e suas leis.
- Depois disso, não interfere em milagres, revelações, escrituras sagradas ou ações humanas.
- O ser humano deve usar a razão e a observação da natureza para compreender o mundo e a moral.
Ateísmo
Ateísmo é a posição que nega a existência de Deus ou deuses. Não é uma religião, mas sim a ausência de crença em divindades.Há dois tipos de Ateus:
- Ateísmo forte (explícito): afirma que não existem deuses.
- Ateísmo fraco (implícito): simplesmente não acredita, sem afirmar que é impossível existir.
Agnosticismo
Agnosticismo é a posição filosófica que afirma que não é possível saber se Deus (ou deuses) existe ou não. O foco não é acreditar ou desacreditar, mas reconhecer a limitação do conhecimento humano sobre o divino.Agnosticismo Vs Ateísmo Vs Teísmo
- Ateu: não acredita em deuses.
- Teísta: acredita em um ou mais deuses.
- Agnóstico: diz que não há conhecimento suficiente para afirmar ou negar.
hierofania
Hierofania é a manifestação do sagrado em algo que pertence ao mundo comum — um objeto, lugar, pessoa, gesto ou acontecimento que, de repente, revela uma dimensão divina ou espiritual. O termo foi popularizado pelo historiador das religiões Mircea Eliade, que usava “hierofania” para explicar como o sagrado se torna perceptível no mundo.
Sagrado vs profano
Sagrado:
- Aquilo que é extraordinário, separado, carregado de sentido espiritual, religioso ou mítico.
- Realidade superior ou transcendente.
- Fonte de ordem, sentido e valor.
- Manifestado através de hierofanias (quando o sagrado se revela no mundo).
- Algo que inspira respeito, reverência ou temor.
Profano:
- Aquilo que é cotidiano, comum, sem caráter religioso, ligado à vida prática.
- O mundo comum, funcional, utilitário.
- A vida diária sem dimensão religiosa.
- O espaço e o tempo “normais”, usados para trabalhar, comer, dormir, viver.
arg. cosmológico
De tomás de aquino
O argumento cosmológico de Tomás de Aquino é uma tentativa filosófica de demonstrar racionalmente a existência de Deus a partir da própria estrutura do mundo. Ele aparece nas três primeiras vias da Suma Teológica e se baseia na metafísica aristotélico‑tomista. A ideia central é que tudo o que existe depende de outra coisa — e essa cadeia não pode regressar ao infinito, exigindo um Ser Necessário como fundamento último.O argumento se apoia em conceitos aristotélicos como:
- ato e potência,
- causalidade,
- necessidade e contingência.
- Tomás adapta esses conceitos para mostrar que o universo exige um fundamento último que não seja causado nem contingente.
Tomás parte da observação do mundo sensível e conclui que:
- Há movimento, mudança e causalidade;
- Há seres contingentes (que podem existir ou não);
- Nada pode ser causa de si mesmo;
- Uma regressão infinita de causas é impossível;
- Portanto, deve existir um Primeiro Motor, uma Causa Primeira e um Ser Necessário.
Essas três conclusões correspondem às três primeiras vias:
- Via do Movimento — o Motor Imóvel
- Via da Causalidade Eficiente — a Causa Primeira
- Via da Contingência — o Ser Necessário
Para Tomás de Aquino, então:
- O mundo é composto de seres contingentes e causas dependentes;
- Uma regressão infinita de causas é impossível;
- Portanto, deve existir um fundamento último, identificado como Deus.
arg. cosmológico
numa visão moderna
O argumento cosmológico numa visão moderna continua sendo uma tentativa de explicar por que existe um universo em vez de nada — mas agora dialoga com cosmologia física, filosofia da ciência e modelos como o Big Bang e o universo eterno. A versão contemporânea não tenta apenas provar Deus, mas investigar se o próprio cosmos exige uma causa, fundamento ou explicação última.O que se mantém do argumento clássico?
- Mesmo com a ciência moderna, três questões centrais continuam relevantes:
- Por que há algo em vez de nada?
- As leis da física precisam de explicação?
- O universo teve um começo absoluto?
- A ciência descreve como o universo evolui; a filosofia pergunta por que ele existe.
Visão Atual do Argumento:
- A cosmologia moderna descreve o universo por meio do modelo do Big Bang, que explica sua expansão e evolução.
- Filósofos analisam se esse modelo implica uma origem absoluta ou se o universo pode ser eterno, sem começo.
- A discussão não busca respostas religiosas, mas examina implicações filosóficas dos modelos científicos.
O argumento cosmológico moderno não é mais apenas uma prova de Deus, mas um debate interdisciplinar entre física e filosofia sobre:
- origem do universo (Big Bang vs. modelos eternos);
- Necessidade ou não de uma causa primeira;
- Fundamento das leis da natureza;
- Limites do conhecimento científico.
Ele continua vivo porque a cosmologia moderna, apesar de avançada, ainda deixa abertas questões fundamentais sobre a origem e o sentido do cosmos.
Como o argumento cosmológico é reinterpretado hoje?
- Big Bang como ponto de partida
O Big Bang é o modelo dominante da cosmologia física moderna. Ele descreve a expansão do universo e sua evolução desde um estado extremamente denso e quente. Alguns filósofos veem nisso apoio a uma “causa primeira”; outros afirmam que o Big Bang descreve apenas o início do nosso universo observável, não necessariamente o início de tudo. 2. Modelos de universo eterno Há também teorias que defendem um universo sem começo absoluto — como modelos cíclicos ou eternos. Esses modelos são discutidos tanto por físicos quanto por filósofos. A resposta moderna é dividida: alguns dizem que um universo eterno elimina a necessidade de causa; outros afirmam que até um universo eterno exige explicação para sua existência. 3. Causalidade e leis da natureza A filosofia contemporânea também discute de onde vêm as leis da natureza e se elas exigem um fundamento externo. Debates modernos comparam ideias antigas (Platão, Heráclito) com a cosmologia contemporânea, mostrando que questões sobre ordem, origem e causalidade continuam vivas.
objeções aos argumentos
tanto ao de Aquino como o moderno
A regressão infinita pode ser possívelTomás de Aquino afirma que é impossível que haja a existência de uma regrassão infinita (Deus como primeira causa) O argumento de Tomás de Aquino assume que a regressão infinita é absurda, mas não prova essa impossibilidade. → Logo, a conclusão “tem de existir uma primeira causa” não é obrigatória. Mesmo que exista uma primeira causa, não se segue que seja Deus Mesmo que se aceite uma causa primeira, não há justificação para identificar essa causa com o Deus teísta (omnipotente, omnisciente, moralmente perfeito). → A causa primeira poderia ser:
- uma força impessoal,
- uma lei física,
- um estado inicial do universo,
- ou até vários deuses.
A física moderna não exige uma “primeira causa”Modelos cosmológicos atuais (universo cíclico, inflação eterna, modelos quânticos sem fronteira) sugerem que o universo pode não ter tido um começo absoluto. Se não houve começo, não há necessidade de causa primeira. Além disso, na mecânica quântica, eventos podem ocorrer sem causa determinística, o que desafia a premissa “tudo tem uma causa”. O argumento viola o próprio princípio que usa O argumento diz: “Tudo tem uma causa.” Mas depois conclui: “Existe algo que não tem causa (Deus).” Isto é uma exceção ad hoc: Se é possível existir algo sem causa (Deus), então também é possível que o universo seja esse “algo sem causa”.
Posição final e opinião
Obrigado pela vossa atenção! <3
Será a fé em deus racional?
Rodrigo Fitas da Silva
Created on May 21, 2026
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Segundo a teoria cosmológica...
Será a fé em deus racional?
Sumário
Com este trabalho, nós pretendemos que vocês percebam a visão de Tomás de Aquino, com o seu argumento Cosmológico para a questão da existência de Deus, bem como as suas objeções e a visão moderna do seu argumento. Segue-se o indíce:
Agnosticismo
Problema da existência de Deus
Hierofania
Área da filosofia
Teísmo
Sagrado Vs Profano
Indíce
Monoteísmo
Arg. cosm. de Tomás de Aquino
Politeísmo
Arg. cosm. contemporâneo
Deísmo
Objeções aos argumentos
Ateísmo
Posição pessoal e crítica
Problema da existência de Deus
Então é necessário clarificar:
Procuramos responder a:
O que significa ser racional?
Será racional acreditar que Deus existe?
A que tipo de Deus nos estamos a referir?
Será a fé em Deus Racional?
O que significa ter fé em Deus?
Área da filosofia
Naturalmente que a área da filosofia que estuda a religião é a própria Filosofia da Religião. Esta área estuda tudo o que é espiritual e inerente ao Homem, do ponto de vista da metafísica, da antropologia e da ética.
O que é o teísmo?
O teísmo é um conceito filosófico que defende a existência de Deuses (entidades divinas) que criaram o universo e continuam a estar ativamente envolvidas na sua conservação. O teísmo também admite uma ideia conhecida por "revelação dívina", sendo aceita por várias religiões, como o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Concluindo, o teísmo defende que um Deus, não apenas criou, mas também se ralaciona com a criação de forma contínua.
Monoteísmo
Monoteísmo é a crença na existência de um único Deus, considerado supremo, criador e responsável por tudo no universo.O monoteísmo não surgiu de uma única vez. Há registros de tendências monoteístas no Egito Antigo (culto a Aton) e, mais fortemente, entre os hebreus, onde a crença em Javé se consolidou e influenciou outras tradições posteriores.
Politeísmo
Politeísmo é a crença em vários deuses, cada um com funções, poderes e características próprias.Diferença para monoteísmo: Monoteísmo: 1 deus único. Politeísmo: vários deuses. Henoteísmo: acredita em vários deuses, mas cultua principalmente um.
Deísmo
Deísmo é a crença em um Deus criador, mas que não intervém no mundo depois de tê‑lo criado.Ideia central do deísmo:
Ateísmo
Ateísmo é a posição que nega a existência de Deus ou deuses. Não é uma religião, mas sim a ausência de crença em divindades.Há dois tipos de Ateus:
Agnosticismo
Agnosticismo é a posição filosófica que afirma que não é possível saber se Deus (ou deuses) existe ou não. O foco não é acreditar ou desacreditar, mas reconhecer a limitação do conhecimento humano sobre o divino.Agnosticismo Vs Ateísmo Vs Teísmo
hierofania
Hierofania é a manifestação do sagrado em algo que pertence ao mundo comum — um objeto, lugar, pessoa, gesto ou acontecimento que, de repente, revela uma dimensão divina ou espiritual. O termo foi popularizado pelo historiador das religiões Mircea Eliade, que usava “hierofania” para explicar como o sagrado se torna perceptível no mundo.
Sagrado vs profano
Sagrado:
Profano:
arg. cosmológico
De tomás de aquino
O argumento cosmológico de Tomás de Aquino é uma tentativa filosófica de demonstrar racionalmente a existência de Deus a partir da própria estrutura do mundo. Ele aparece nas três primeiras vias da Suma Teológica e se baseia na metafísica aristotélico‑tomista. A ideia central é que tudo o que existe depende de outra coisa — e essa cadeia não pode regressar ao infinito, exigindo um Ser Necessário como fundamento último.O argumento se apoia em conceitos aristotélicos como:
Tomás parte da observação do mundo sensível e conclui que:
- Há movimento, mudança e causalidade;
- Há seres contingentes (que podem existir ou não);
- Nada pode ser causa de si mesmo;
- Uma regressão infinita de causas é impossível;
- Portanto, deve existir um Primeiro Motor, uma Causa Primeira e um Ser Necessário.
Essas três conclusões correspondem às três primeiras vias:- Via do Movimento — o Motor Imóvel
- Via da Causalidade Eficiente — a Causa Primeira
- Via da Contingência — o Ser Necessário
Para Tomás de Aquino, então:arg. cosmológico
numa visão moderna
O argumento cosmológico numa visão moderna continua sendo uma tentativa de explicar por que existe um universo em vez de nada — mas agora dialoga com cosmologia física, filosofia da ciência e modelos como o Big Bang e o universo eterno. A versão contemporânea não tenta apenas provar Deus, mas investigar se o próprio cosmos exige uma causa, fundamento ou explicação última.O que se mantém do argumento clássico?
Visão Atual do Argumento:
- A cosmologia moderna descreve o universo por meio do modelo do Big Bang, que explica sua expansão e evolução.
- Filósofos analisam se esse modelo implica uma origem absoluta ou se o universo pode ser eterno, sem começo.
- A discussão não busca respostas religiosas, mas examina implicações filosóficas dos modelos científicos.
O argumento cosmológico moderno não é mais apenas uma prova de Deus, mas um debate interdisciplinar entre física e filosofia sobre:- origem do universo (Big Bang vs. modelos eternos);
- Necessidade ou não de uma causa primeira;
- Fundamento das leis da natureza;
- Limites do conhecimento científico.
Ele continua vivo porque a cosmologia moderna, apesar de avançada, ainda deixa abertas questões fundamentais sobre a origem e o sentido do cosmos.Como o argumento cosmológico é reinterpretado hoje?
- Big Bang como ponto de partida
O Big Bang é o modelo dominante da cosmologia física moderna. Ele descreve a expansão do universo e sua evolução desde um estado extremamente denso e quente. Alguns filósofos veem nisso apoio a uma “causa primeira”; outros afirmam que o Big Bang descreve apenas o início do nosso universo observável, não necessariamente o início de tudo. 2. Modelos de universo eterno Há também teorias que defendem um universo sem começo absoluto — como modelos cíclicos ou eternos. Esses modelos são discutidos tanto por físicos quanto por filósofos. A resposta moderna é dividida: alguns dizem que um universo eterno elimina a necessidade de causa; outros afirmam que até um universo eterno exige explicação para sua existência. 3. Causalidade e leis da natureza A filosofia contemporânea também discute de onde vêm as leis da natureza e se elas exigem um fundamento externo. Debates modernos comparam ideias antigas (Platão, Heráclito) com a cosmologia contemporânea, mostrando que questões sobre ordem, origem e causalidade continuam vivas.objeções aos argumentos
tanto ao de Aquino como o moderno
A regressão infinita pode ser possívelTomás de Aquino afirma que é impossível que haja a existência de uma regrassão infinita (Deus como primeira causa) O argumento de Tomás de Aquino assume que a regressão infinita é absurda, mas não prova essa impossibilidade. → Logo, a conclusão “tem de existir uma primeira causa” não é obrigatória. Mesmo que exista uma primeira causa, não se segue que seja Deus Mesmo que se aceite uma causa primeira, não há justificação para identificar essa causa com o Deus teísta (omnipotente, omnisciente, moralmente perfeito). → A causa primeira poderia ser:
A física moderna não exige uma “primeira causa”Modelos cosmológicos atuais (universo cíclico, inflação eterna, modelos quânticos sem fronteira) sugerem que o universo pode não ter tido um começo absoluto. Se não houve começo, não há necessidade de causa primeira. Além disso, na mecânica quântica, eventos podem ocorrer sem causa determinística, o que desafia a premissa “tudo tem uma causa”. O argumento viola o próprio princípio que usa O argumento diz: “Tudo tem uma causa.” Mas depois conclui: “Existe algo que não tem causa (Deus).” Isto é uma exceção ad hoc: Se é possível existir algo sem causa (Deus), então também é possível que o universo seja esse “algo sem causa”.
Posição final e opinião
Obrigado pela vossa atenção! <3