Davi Moutinho Nº511J
Trabalho de Português
"Sentimento dum ocidental"
Análise
Parte: ao Gás
Autor: Cesario Verde
Lôbregas – escuras, sombrias. Cintilam – brilham intensamente. Fanal – lanterna ou luz pública. Boémia – vida desregrada ligada à noite e aos artistas .Decrépito – muito velho, degradado. Sinistro – assustador, ameaçador. Cochichar – falar em voz baixa.
Síntese do texto
Na parte “Ao Gás”, o sujeito poético percorre Lisboa durante a noite iluminada pelos candeeiros a gás. A cidade surge como um espaço escuro, artificial e decadente. Ao longo do percurso, o poeta observa diferentes figuras e ambientes urbanos, misturando a realidade com a imaginação. O sujeito poético sente angústia, melancolia e opressão perante a modernidade da cidade. Ao mesmo tempo, procura transformar aquilo que observa em poesia, valorizando os detalhes do quotidiano.
O subtítulo refere-se à iluminação pública a gás existente nas ruas de Lisboa no século XIX. O momento da noite invocado é a noite já avançada, quando as ruas são iluminadas artificialmente pelos candeeiros. A luz do gás cria um ambiente: sombrio; artificial; misterioso; opressivo. Esta iluminação contribui para a visão negativa e melancólica da cidade.
A) explicação do subtítulo “Ao Gás”
b) Estado de espírito do sujeito poético
(1, ªs quadras)
Nas duas primeiras quadras, o sujeito poético apresenta-se: angustiado; melancólico; inquieto; oprimido. Vocábulos e expressões que comprovam: “amareladamente”; “lôbregas”; “triste”; “abafam-me”; “dolorido”. Estas expressões mostram um ambiente pesado e um sujeito poético emocionalmente perturbado.
Alinea c) 2ª QUADRA)
Realidade e imaginação O sujeito poético mistura aquilo que observa com aquilo que imagina. Exemplos de transcrições textuais: “longas descidas”; “como em turcos bazares”; “sultões deitou o gás”. Estas expressões mostram como o poeta transforma a realidade urbana através da imaginação e da comparação com cenários orientais.
Alínea d)Valores simbólicos dos espaços descritos
Advérbio de modo (v.14) "amareladamente”
O advérbio transmite: -artificialidade; -Doença; -tristeza; -Decadência. Sinestesia (vv.15-16) Amistura de sensações contribui para: -Tornar o ambiente mais intenso; - criar desconforto; - Transmitir confusão e opressão. Adjetivação (v.16) - Os adjetivos reforçam: - O ambiente sombrio; - A decadência urbana; - Acrítica à cidade moderna.
Alínea e)Interpretação dos versos 17-18
Os versos mostram que Cesário Verde procura transformar o quotidiano em matéria poética. O poeta observa:
ruas; pessoas; luzes; ambientes urbanos. A poesia de Cesário Verde valoriza: o real; o quotidiano; os detalhes da cidade; a observação crítica da sociedade.
Alínea f)O “homenzinho idoso” e a crítica social
O “homenzinho idoso” representa: fragilidade; pobreza; decadência humana. A forma como é apresentado reforça a dimensão crítica do poema, porque mostra uma sociedade: desigual; indiferente; marcada pela miséria. Na última estrofe, o poeta evidencia a desumanização da cidade moderna.
Alínea g)Recursos expressivos
Personificação Elementos da cidade parecem ganhar vida. → A cidade surge como um espaço ameaçador.
Sinestesia Mistura de sensações visuais e auditivas. → Cria intensidade sensorial e ambiente opressivo.
Adjetivação Uso de adjetivos expressivos. → Reforça a decadência e a tristeza
Comparação Exemplo: “como em turcos bazares”. → Aproxima Lisboa de um cenário imaginário e exótico.
Recursos expressivos (resumo visual)
Subtítulo
Interpretação pessoal + ligação à realidade
Ligação à realidade atual O poema continua atual porque muitas cidades modernas ainda transmitem: solidão; stress; desigualdade social; indiferença entre as pessoas. Tal como no século XIX, ainda existem pessoas marginalizadas e ambientes urbanos opressivos. Por isso, o poema mantém uma forte ligação com o mundo atual.
Interpretação pessoal Achei o texto interessante porque apresenta uma visão muito realista e crítica da cidade. O ambiente noturno transmite sentimentos de tristeza e solidão, o que torna o poema muito expressivo. Também gostei da forma como Cesário Verde transforma pequenos detalhes do quotidiano em poesia.
"Sentimento dum ocidental"
Davi Moutinho
Created on May 8, 2026
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Davi Moutinho Nº511J
Trabalho de Português
"Sentimento dum ocidental"
Análise
Parte: ao Gás
Autor: Cesario Verde
Lôbregas – escuras, sombrias. Cintilam – brilham intensamente. Fanal – lanterna ou luz pública. Boémia – vida desregrada ligada à noite e aos artistas .Decrépito – muito velho, degradado. Sinistro – assustador, ameaçador. Cochichar – falar em voz baixa.
Síntese do texto
Na parte “Ao Gás”, o sujeito poético percorre Lisboa durante a noite iluminada pelos candeeiros a gás. A cidade surge como um espaço escuro, artificial e decadente. Ao longo do percurso, o poeta observa diferentes figuras e ambientes urbanos, misturando a realidade com a imaginação. O sujeito poético sente angústia, melancolia e opressão perante a modernidade da cidade. Ao mesmo tempo, procura transformar aquilo que observa em poesia, valorizando os detalhes do quotidiano.
O subtítulo refere-se à iluminação pública a gás existente nas ruas de Lisboa no século XIX. O momento da noite invocado é a noite já avançada, quando as ruas são iluminadas artificialmente pelos candeeiros. A luz do gás cria um ambiente: sombrio; artificial; misterioso; opressivo. Esta iluminação contribui para a visão negativa e melancólica da cidade.
A) explicação do subtítulo “Ao Gás”
b) Estado de espírito do sujeito poético
(1, ªs quadras)
Nas duas primeiras quadras, o sujeito poético apresenta-se: angustiado; melancólico; inquieto; oprimido. Vocábulos e expressões que comprovam: “amareladamente”; “lôbregas”; “triste”; “abafam-me”; “dolorido”. Estas expressões mostram um ambiente pesado e um sujeito poético emocionalmente perturbado.
Alinea c) 2ª QUADRA)
Realidade e imaginação O sujeito poético mistura aquilo que observa com aquilo que imagina. Exemplos de transcrições textuais: “longas descidas”; “como em turcos bazares”; “sultões deitou o gás”. Estas expressões mostram como o poeta transforma a realidade urbana através da imaginação e da comparação com cenários orientais.
Alínea d)Valores simbólicos dos espaços descritos
Advérbio de modo (v.14) "amareladamente” O advérbio transmite: -artificialidade; -Doença; -tristeza; -Decadência. Sinestesia (vv.15-16) Amistura de sensações contribui para: -Tornar o ambiente mais intenso; - criar desconforto; - Transmitir confusão e opressão. Adjetivação (v.16) - Os adjetivos reforçam: - O ambiente sombrio; - A decadência urbana; - Acrítica à cidade moderna.
Alínea e)Interpretação dos versos 17-18
Os versos mostram que Cesário Verde procura transformar o quotidiano em matéria poética. O poeta observa:
ruas; pessoas; luzes; ambientes urbanos. A poesia de Cesário Verde valoriza: o real; o quotidiano; os detalhes da cidade; a observação crítica da sociedade.
Alínea f)O “homenzinho idoso” e a crítica social
O “homenzinho idoso” representa: fragilidade; pobreza; decadência humana. A forma como é apresentado reforça a dimensão crítica do poema, porque mostra uma sociedade: desigual; indiferente; marcada pela miséria. Na última estrofe, o poeta evidencia a desumanização da cidade moderna.
Alínea g)Recursos expressivos
Personificação Elementos da cidade parecem ganhar vida. → A cidade surge como um espaço ameaçador.
Sinestesia Mistura de sensações visuais e auditivas. → Cria intensidade sensorial e ambiente opressivo.
Adjetivação Uso de adjetivos expressivos. → Reforça a decadência e a tristeza
Comparação Exemplo: “como em turcos bazares”. → Aproxima Lisboa de um cenário imaginário e exótico.
Recursos expressivos (resumo visual)
Subtítulo
Interpretação pessoal + ligação à realidade
Ligação à realidade atual O poema continua atual porque muitas cidades modernas ainda transmitem: solidão; stress; desigualdade social; indiferença entre as pessoas. Tal como no século XIX, ainda existem pessoas marginalizadas e ambientes urbanos opressivos. Por isso, o poema mantém uma forte ligação com o mundo atual.
Interpretação pessoal Achei o texto interessante porque apresenta uma visão muito realista e crítica da cidade. O ambiente noturno transmite sentimentos de tristeza e solidão, o que torna o poema muito expressivo. Também gostei da forma como Cesário Verde transforma pequenos detalhes do quotidiano em poesia.