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Trabalho de Filosofia Tema: Natureza dos Valores Morais Subtema: Identidade de Género

Raquel Rachel Reis

Created on May 6, 2026

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Trabalho de Filosofia Tema: Natureza dos Valores Morais Subtema: Identidade de Género

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Feito por: Alice Barros nº1, Gabriel Rojo nº10, Lara Costa nº16, Raquel Reis nº26

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Introdução:

O que é:A identidade de género refere-se à forma como cada pessoa se identifica internamente em relação ao seu género, independentemente da forma biológica com que nasceu.

Definição: Segundo a Organização Mundial da Saúde: “A identidade de género é a experiência interna e individual do género, tal como cada pessoa a sente profundamente, podendo ou não corresponder ao sexo à nascença. Pode incluir a forma como a pessoa expressa o seu género, através da aparência, vestuário ou comportamento.”

Info

Casos reais: Identidade de Género:

Contexto Geral: -Desde 2018, Portugal permite que pessoas alterem o nome e o género no Registo Civil com base no princípio da autodeterminação da identidade de género. -Os adultos podem fazê-lo sem necessidade de relatório médico; -Os jovens com 16–17 anos podem fazê-lo com: Consentimento dos pais ou Declaração médica/psicológica; -Em 5 anos, pelo menos 375 pessoas mudaram o sexo no registo civil em Portugal. No total exato, foram cerca de 3.290 processos registados.

Info

Casos que aconteceram em Portugal:

  • Isaac, 22 anos (Fotógrafo e Ativista): Identifica-se como homem transexual. Isaac destaca a importância da privacidade e do respeito pela sua identidade, sublinhando que a sua genitália é privada e não define quem ele é.
  • Amanda (Nome adotado aos 14 anos): Após um período de desconforto com o seu corpo, comunicou à família que era uma rapariga, e não um rapaz. A sua mãe, Alexandra, inicialmente teve dificuldades, mas depois de se informar e aceitar, passou a apoiar a transição da filha, abandonando o "nome morto" (nome antigo).
  • Luz, 18 anos: Histórias como a de Luz destacam a descoberta da identidade de género na adolescência e a importância do suporte familiar e legal para a mudança de nome e sexo no registo civil.
  • Rapaz trans de família americana: A sua família mudou-se para Portugal com o objetivo de proteger a identidade e a saúde emocional do filho, procurando um ambiente mais seguro para a sua transição.
  • Jovem com tentativa de suicídio: Aos 16 anos, após a primeira relação com um rapaz, um adolescente sentiu um desconforto profundo com o que pensava que era, levando a um internamento psiquiátrico antes de compreender a sua identidade de género.

Quais são as opiniões negativas e positivas:

Opiniões positivas: Organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde, a ONU e o Conselho da Europa defendem o reconhecimento da identidade de género como um direito humano fundamental. De acordo com estas entidades:

  • O reconhecimento legal da identidade de género promove a dignidade e igualdade;
  • Reduz situações de discriminação e exclusão social;
  • Está associado a melhorias no bem-estar psicológico;
  • Facilita o acesso a serviços como saúde, educação e emprego.

Info

Quais são as opiniões negativas e positivas:

Opiniões negativas e críticas: Algumas instituições, especialistas e setores políticos levantaram e levantam preocupações sobre certos aspetos da legislação e da sua aplicação. Entre os principais argumentos críticos:
  • A ausência de avaliação médica obrigatória pode gerar debate sobre a segurança e consistência dos processos legais;
  • Existem preocupações quanto à aplicação da lei em menores, especialmente no que diz respeito à maturidade para tomar decisões desta natureza;
  • Alguns defendem que a legislação deveria incluir maior acompanhamento psicológico.

Info

O que diz a ciência? O que dizem os factos:

-A OMS e a ONU distinguem claramente dois conceitos:

  • Sexo biológico — características biológicas (cromossomas, hormonas, gónadas, genitália). Maioritariamente binário, mas com variações naturais nas pessoas intersexo.
  • Identidade de género — a experiência interna e subjetiva de cada pessoa sobre o seu próprio género. Pode ou não coincidir com o sexo atribuído ao nascer.

Posição da OMS O psiquiatra André Ribeirinho Marques, do Colégio de Sexologia da Ordem dos Médicos portuguesa, lembra que a OMS retirou a identidade e a disforia de género da lista de perturbações mentais, embora reconheça que estas situações podem exigir acompanhamento clínico para aliviar sofrimento ou adequar características físicas à identidade de género. Sublinha que "não existe uma patologia à volta da identidade de género", mas sim pessoas que, em alguns casos, precisam de apoio especializado. A OMS está atualmente a desenvolver diretrizes globais centradas em cinco áreas: cuidados de transição (incluindo terapias hormonais), políticas de saúde com inclusão de género, e leis que respeitem o direito de cada pessoa a expressar o seu próprio género.

Info

Conclusão

A identidade de género é uma parte importante da identidade de cada pessoa e o seu reconhecimento legal tornou-se um tema relevante em Portugal após a lei de 2018. Esta mudança permitiu que milhares de pessoas alterassem o nome e género no Registo Civil, promovendo maior inclusão e bem-estar. Apesar de existirem diferentes opiniões sobre o tema, organizações internacionais defendem que o respeito pela identidade de género faz parte dos direitos humanos e da dignidade humana.
‘Independentemente de se apoiar ou criticar, devemos respeitar e entender o que leva alguém a tomar esta decisão e que o faça de forma informada e consciente’

Obrigada pela vossa atenção!

Nota: Esta mudança legal simplificou muito o processo e aumentou o número de pedidos.
Além disso, relatórios de entidades como o Observatório da Discriminação contra Pessoas LGBTI+ indicam que:
  • Apesar dos avanços legais, continuam a existir casos de discriminação e violência;
  • O contexto social pode influenciar negativamente o exercício destes direitos.
No plano político:
  • Há propostas para rever a lei e reintroduzir critérios mais restritivos;
  • Estas propostas são justificadas por quem considera necessário um maior controlo institucional.

No contexto português, a legislação de 2018 é vista como um avanço porque:

  • Permite a alteração de nome e género com base na autodeterminação;
  • Removeu barreiras médicas consideradas desnecessárias para adultos;
  • Tornou o processo mais acessível e rápido.

Nota: Estas posições defendem que o reconhecimento legal contribui para uma sociedade mais inclusiva e respeitadora dos direitos humanos.

O debate atual em Portugal:
  • Portugal está no centro de um debate político muito aceso. Em março de 2026, a Assembleia da República aprovou propostas do PSD, Chega e CDS-PP para revogar ou alterar a Lei 38/2018, que permitia a autodeterminação de género sem validação médica.
  • O Colégio de Sexologia da Ordem dos Médicos opôs-se às propostas, considerando-as um retrocesso e afirmando que as iniciativas estão assentes numa "fundamentação com falta de rigor científico", e que a revogação vai deixar as pessoas trans "ainda menos protegidas".

Nota: Organizações como a ONU e a Organização Mundial da Saúde reconhecem a identidade de género como parte fundamental dos direitos humanos e do bem-estar das pessoas. A qual pode ser: - interna → não é determinada apenas pela aparência externa; - individual → cada pessoa vive-a de forma única.