Passeio Final
Índice
- Síntese do episódio “Passeio Final”.
- Personagens.
- Relação do episódio com a intriga principal.
- Caracterização da vida cultural e da vida política retratada.
- Exposição da dimensão crítica do episódio.
- Linguagem e estilo de Eça de Queirós.
- Conclusão.
Síntese
Momentos antes:
- O incesto voluntário.
- Morte de Afonso da Maia, no jardim do Ramalhete.
- Divisão da herança entre os dois irmãos, cada um seguindo trilhos de vida distintos.
Capítulo XVIII:
- Carlos e Ega viajam → Carlos fica em Paris
- 10 anos depois, Carlos regressa a Lisboa.
- Almoço com Ega e reencontro com personagens.
- Passeio pela cidade → perceção de que nada mudou.
- Imagem final de Carlos e Ega a correr atrás do “americano”.
Personagens
Carlos da Maia
João da Ega
Carlos da Maia
- Físico: elegante, “cavaleiro da Renascença”.
- Psicológico: culto, sofisticado.
- Psicológico no Capítulo XVII: triste, melancólico, nostálgico, pensativo, desiludido.
"- Não há nada que me faça mais pena, do que não ter um retrato do avô..."
Personagens
João da Ega
- Físico: magro, excêntrico.
- Psicológico: crítico, sarcástico.
- Psicológico no Capítulo XVII: triste, melancólico, nostálgico, pensativo, desiludido.
"Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade de todo o esforço."
Relação entre as personagens: Podemos admitir que esta amizade baseia-se no lema: "Unidos na amizade... Unidos nos sentimentos..."
Relação com a intriga principal
Intriga principal:
- Amor incestuoso entre Carlos e Maria Eduarda.
Consequências:
- Morte de Afonso da Maia.
- Separação dos amantes.
- Fracasso pessoal de Carlos.
Passeio final:
- Funciona como epílogo.
- Mostra:
- Fracasso individual. - Fracasso coletivo (Portugal).
Vida cultural e política
Sociedade:
- Alta burguesia/elite.
- Pessoas que não trabalham.
- Vida confortável e superficial.
Ambiente:
- Monótono, amolecido, decadente.
- Lisboa parada no tempo.
Dimensão crítica
- Crítica à Burguesia e aos Políticos (Ociosidade e Diletantismo).
- Excesso de valorização do estrangeiro e Desvalorização de Portugal.
- Estaticismo de Lisboa/Portugal.
Ociosidade da Burguesia e dos Políticos. "E como Carlos lembrava a política, ocupação dos inúteis. Ega trovejou. A política! Isso tornara-se moralmente. e fisicamente nojento, desde que o negócio atacara o constitucionalismo como uma filoxera! Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis..."
Excesso de valorização do estrangeiro e Desvalorização de Portugal. "- Nem uma branca, nem uma ruga, nem uma sombra de fadiga!... Tudo isso é Paris, menino!... Lisboa arrasa. Olha para mim, olha para isto!”
Imitação do estrangeiro. "(...) este desgraçado Portugal decidira arranjar-se à moderna: mas, sem originalidade, sem força, sem carácter para criar um feitio seu, um feitio próprio, manda vir modelos do estrangeiro - modelos de ideias, de calças, de costumes, de leis, de artes, de cozinha (...)"
Estaticismo de Lisboa/Portugal. “E Carlos reconhecia, encostados às mesmas portas, sujeitos que lá deixara havia dez anos, já assim encostados, já assim melancólicos.”
Linguagem e Estilo de Eça de Queirós
Recursos expressivos
Metáfora: "Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis..."
Antítese: "E quem avistaram logo foi o Eusebiozinho. Parecia mais fúnebre, mais tísico, dando o braço a uma senhora muito forte, muito corada, que estalava num vestido de seda cor de pinhão."
Hipálage: "A estátua triste de Camões."
Comparação: "Envelheciam juntos como dois amigos."
Ironia: " - Sim, bonitinha... Faz aí a felicidade de um rapazote simpático, chamado Barroso. -O quê, o Dâmaso, coitado!... - Sim, coitado, coitadinho, coitadissimo..."
Uso do diminutivo
"Toma o cafezinho, Tomás! - aconselhou o Ega, empurrando--lhe a chávena"; "É uma sobrinhita minha(...)"; “Ficou sem mãe, coitadinha(...)".
Adjetivação
Dupla adjetivação: "(..) tão belas, aventurosas jornadas". Múltipla adjetivação: "Uma gente feiíssima, encardida, molenga, reles, amarelada, acabrunhada!".
Grau dos Adjetivos: "(...) gente feíssima (...)" Grau Superlativo Absoluto Sintético
Advérbios de modo
"tristemente". "Infelizmente". "lentamente".
Verbos Sujestivos
"(...) mamando um grande charuto (...)"
Discurdo Indireto Livre
"Carlos considerou Ega com espanto. Para quê? Para arrastar os passos tristes desde o Grémio até à Casa Havanesa? Não!"
Neologismo
"(...) politicando (...)"
Cómico de Situação
"(...) Diz que a mulher que o derreia à porrada! - Deus a conserve! - Ámen!"
Empréstimos
"touristes" - (turistas); "shake hands" - (aperto de mãos entre amigos); "Au revoir" - (adeus).
Conclusão
Ideia de vida:
- “Nada desejar, nada recear”.
Final ambíguo:
- Dizem que não vale a pena viver…
- …,mas correm atrás do elétrico.
Tarefa Criativa
Obrigado!
Passeio Final.pptx
Francisco José Nogueira Freitas
Created on May 1, 2026
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Passeio Final
Índice
Síntese
Momentos antes:
Capítulo XVIII:
Personagens
Carlos da Maia
João da Ega
Carlos da Maia
- Físico: elegante, “cavaleiro da Renascença”.
- Psicológico: culto, sofisticado.
- Psicológico no Capítulo XVII: triste, melancólico, nostálgico, pensativo, desiludido.
"- Não há nada que me faça mais pena, do que não ter um retrato do avô..."Personagens
João da Ega
- Físico: magro, excêntrico.
- Psicológico: crítico, sarcástico.
- Psicológico no Capítulo XVII: triste, melancólico, nostálgico, pensativo, desiludido.
"Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade de todo o esforço."Relação entre as personagens: Podemos admitir que esta amizade baseia-se no lema: "Unidos na amizade... Unidos nos sentimentos..."
Relação com a intriga principal
Intriga principal:
Consequências:
Passeio final:
- Funciona como epílogo.
- Mostra:
- Fracasso individual. - Fracasso coletivo (Portugal).Vida cultural e política
Sociedade:
- Alta burguesia/elite.
- Pessoas que não trabalham.
- Vida confortável e superficial.
Ambiente:Dimensão crítica
Ociosidade da Burguesia e dos Políticos. "E como Carlos lembrava a política, ocupação dos inúteis. Ega trovejou. A política! Isso tornara-se moralmente. e fisicamente nojento, desde que o negócio atacara o constitucionalismo como uma filoxera! Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis..."
Excesso de valorização do estrangeiro e Desvalorização de Portugal. "- Nem uma branca, nem uma ruga, nem uma sombra de fadiga!... Tudo isso é Paris, menino!... Lisboa arrasa. Olha para mim, olha para isto!”
Imitação do estrangeiro. "(...) este desgraçado Portugal decidira arranjar-se à moderna: mas, sem originalidade, sem força, sem carácter para criar um feitio seu, um feitio próprio, manda vir modelos do estrangeiro - modelos de ideias, de calças, de costumes, de leis, de artes, de cozinha (...)"
Estaticismo de Lisboa/Portugal. “E Carlos reconhecia, encostados às mesmas portas, sujeitos que lá deixara havia dez anos, já assim encostados, já assim melancólicos.”
Linguagem e Estilo de Eça de Queirós
Recursos expressivos
Metáfora: "Os políticos hoje eram bonecos de engonços, que faziam gestos e tomavam atitudes porque dois ou três financeiros por trás lhes puxavam pelos cordéis..."
Antítese: "E quem avistaram logo foi o Eusebiozinho. Parecia mais fúnebre, mais tísico, dando o braço a uma senhora muito forte, muito corada, que estalava num vestido de seda cor de pinhão."
Hipálage: "A estátua triste de Camões."
Comparação: "Envelheciam juntos como dois amigos."
Ironia: " - Sim, bonitinha... Faz aí a felicidade de um rapazote simpático, chamado Barroso. -O quê, o Dâmaso, coitado!... - Sim, coitado, coitadinho, coitadissimo..."
Uso do diminutivo
"Toma o cafezinho, Tomás! - aconselhou o Ega, empurrando--lhe a chávena"; "É uma sobrinhita minha(...)"; “Ficou sem mãe, coitadinha(...)".
Adjetivação
Dupla adjetivação: "(..) tão belas, aventurosas jornadas". Múltipla adjetivação: "Uma gente feiíssima, encardida, molenga, reles, amarelada, acabrunhada!".
Grau dos Adjetivos: "(...) gente feíssima (...)" Grau Superlativo Absoluto Sintético
Advérbios de modo
"tristemente". "Infelizmente". "lentamente".
Verbos Sujestivos
"(...) mamando um grande charuto (...)"
Discurdo Indireto Livre
"Carlos considerou Ega com espanto. Para quê? Para arrastar os passos tristes desde o Grémio até à Casa Havanesa? Não!"
Neologismo
"(...) politicando (...)"
Cómico de Situação
"(...) Diz que a mulher que o derreia à porrada! - Deus a conserve! - Ámen!"
Empréstimos
"touristes" - (turistas); "shake hands" - (aperto de mãos entre amigos); "Au revoir" - (adeus).
Conclusão
Ideia de vida:
- “Nada desejar, nada recear”.
Final ambíguo:Tarefa Criativa
Obrigado!