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Lisboa, o antes e o depois do Terramoto de 1755

Inês

Created on April 21, 2026

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Transcript

Lisboa, o antes e o depois do Terramoto de 1755

A ação do Marquês de Pombal
A ação do Marquês de Pombal

Identificação

Identificação da aluna/elementos do par: Inês Ferreira Nº 7 8º ano A-AL Escola: Escola Básica de Alcáçovas Ano Letivo: 2025/2026

Índice

A- Portugal na segunda metade dos século XVIII: a ação governativa do Marquês de Pombal

  • Economia, política e as medidas tomadas pelo Marquês de Pombal na segunda metade do século XVIII

B- O Terramoto de 1755 e a reconstrução da ciddade de Lisboa: o urbanismo pombalino

  • Descrição do Terramoto, cidades atingidas, incêndios e maremotos, impactos de catástrofes e a reconstrução da cidade de Lisboa

A- Portugal na segunda metade do século XVIII

1- Na segunda metade do século XVIII, a economia de Portugal caracterizava-se por uma situação de transição entre estruturas tradicionais do Antigo Regime e tentativas de modernização promovidas pelo Estado. Até meados do século XVIII, o país beneficiou da entrada de grandes quantidades de ouro proveniente do Brasil, o que contribuiu para o equilíbrio financeiro. No entanto, essa riqueza foi em grande parte utilizada para pagar importações, sobretudo de produtos manufaturados da Inglaterra, evidenciando a dependência externa da economia portuguesa. A partir de 1750, sob a governação do Marquês de Pombal, foram implementadas diversas reformas económicas com o objetivo de fortalecer o país. O Estado passou a intervir mais diretamente na economia, criando companhias monopolistas e incentivando o desenvolvimento de manufaturas nacionais, como as fábricas de vidro e de sedas. Estas medidas procuravam reduzir a dependência do estrangeiro e dinamizar a produção interna, adotando uma política de carácter protecionista. Apesar destes esforços, a agricultura continuou a ser o principal setor económico, mantendo baixos níveis de produtividade e recorrendo a técnicas tradicionais. Ao mesmo tempo, o comércio colonial permaneceu fundamental, embora tenha sido afetado pelo declínio da produção de ouro brasileiro na segunda metade do século XVIII. Acresce ainda o impacto do Terramoto de Lisboa de 1755, que provocou grandes prejuízos materiais, mas também levou a um processo de reconstrução que introduziu algumas melhorias urbanas e económicas no país.

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2- A política económica do Marquês de Pombal, durante o reinado de D. José I, baseou-se numa forte intervenção do Estado, inspirada no mercantilismo, com o objetivo de modernizar a economia portuguesa e reduzir a dependência do estrangeiro. Esta ação tornou-se ainda mais urgente após o Terramoto de Lisboa de 1755, que agravou a crise económica. Entre as principais medidas, destacam-se a criação de companhias monopolistas para controlar o comércio colonial, o incentivo ao desenvolvimento das manufaturas nacionais através de políticas protecionistas, e a demarcação da região do Douro para regular a produção do vinho do Porto. Paralelamente, promoveu reformas fiscais e administrativas que reforçaram o controlo do Estado sobre a economia. A expulsão da Companhia de Jesus também contribuiu para esse reforço, permitindo a apropriação dos seus bens. Quanto aos resultados, houve um fortalecimento do poder do Estado, alguma dinamização da indústria e melhor organização do comércio. No entanto, os efeitos foram limitados: a indústria manteve-se pouco competitiva e a dependência externa não foi totalmente ultrapassada.

3- O Marquês de Pombal, ministro de D. José I, adotou várias medidas para reforçar o poder do Estado e centralizar a autoridade. Reduziu a influência da nobreza, sobretudo após o Processo dos Távoras, e limitou o poder da Igreja, expulsando a Companhia de Jesus. Ao mesmo tempo, reforçou o controlo estatal sobre a administração, tornando-a mais organizada e dependente do governo central. Também promoveu reformas económicas com maior intervenção do Estado e modernizou o ensino, colocando-o sob controlo estatal. Assim, Pombal fortaleceu um Estado centralizado, diminuindo o poder de outros grupos e reforçando a autoridade régia.

4-O Marquês de Pombal implementou reformas no século XVIII para reforçar o poder do rei, submetendo o clero e a nobreza e promovendo a burguesia. Para submeter o clero, expulsou os jesuítas (1759), retirando-lhes influência no ensino e na sociedade, e reforçou o controlo do Estado sobre a Igreja. Quanto à nobreza, reduziu o seu poder através de medidas como o processo dos Távoras, que serviu para afirmar a autoridade régia e intimidar a aristocracia. Ao mesmo tempo, promoveu a burguesia, incentivando o comércio e a indústria, criando companhias monopolistas e apostando na educação laica, permitindo a ascensão deste grupo. Assim, Pombal centralizou o poder no Estado, enfraquecendo os grupos privilegiados e valorizando a burguesia como base do desenvolvimento económico.

5- A governação de Marquês de Pombal, durante o reinado de D. José I, foi influenciada pelas ideias do Iluminismo, sobretudo na valorização da razão, do progresso e do reforço do Estado.Pombal aplicou estes princípios ao centralizar o poder, reduzindo a influência da nobreza e da Igreja. Um exemplo claro foi a expulsão da Companhia de Jesus, permitindo ao Estado controlar a educação e promover reformas mais científicas e modernas. Também na economia e na administração procurou maior eficiência e organização, incentivando o comércio e reformando instituições. No entanto, apesar destas mudanças, manteve o absolutismo, o que mostra que seguiu uma lógica de despotismo esclarecido: modernizou o país sem abdicar do poder absoluto.

Info

6-O Marquês de Pombal, ministro de D. José I, realizou importantes reformas no ensino em Portugal no século XVIII. A principal medida foi a expulsão da Companhia de Jesus em 1759, retirando aos Jesuítas o controlo da educação e colocando-o nas mãos do Estado. Foram criadas as aulas régias, escolas públicas que garantiam um ensino mais uniforme e laico. Destaca-se ainda a reforma da Universidade de Coimbra em 1772, que introduziu disciplinas científicas e métodos de ensino baseados na observação e experimentação. No geral, estas medidas tornaram o ensino mais moderno, científico e controlado pelo Estado, seguindo os ideais do Iluminismo.

B-O Terramoto de 1755 e a reconstrução da cidade de Lisboa: o urbanismo pombalino

1- O Terramoto de Lisboa de 1755 ocorreu no dia 1 de novembro de 1755, por volta das 09h40. O epicentro situou-se no oceano Atlântico, cerca de 200 a 300 km a sudoeste de Lisboa, numa zona sísmica entre os Açores e Gibraltar. A sua magnitude é hoje estimada entre 8,5 e 9,0 Mw, tornando-o um dos sismos mais fortes registados na Europa. O terramoto foi composto por três grandes abalos, com duração de vários minutos, e foi seguido por numerosas réplicas que continuaram durante meses, algumas ainda sentidas em 1756. Além disso, provocou um maremoto e grandes incêndios, aumentando ainda mais a destruição..

2- O Terramoto de 1755 afetou principalmente o sudoeste da Europa e o norte de África, sendo Portugal o país mais devastado. A zona mais atingida foi Lisboa, onde grande parte da cidade foi destruída pelo sismo, pelos incêndios e pelo maremoto que se seguiu. No sul do país, o Algarve, especialmente cidades como Lagos, Portimão e Tavira, sofreu também danos muito graves. Fora de Portugal, a cidade de Cádiz, no sul de Espanha, foi fortemente afetada pelo tsunami, e várias zonas de Marrocos registaram igualmente destruição e elevado número de vítimas. Assim, as regiões mais afetadas foram Lisboa e vale do Tejo, o Algarve, a costa andaluza e o noroeste de Marrocos.

3- O terramoto de 1755 provocou não só a destruição causada pelos abalos, mas também incêndios e um maremoto (tsunami), que agravaram muito a catástrofe.Os incêndios começaram porque, sendo o Dia de Todos-os-Santos, muitas casas e igrejas tinham velas acesas. Com o tremor, as velas caíram e o fogo espalhou-se rapidamente pelos edifícios, muitos deles feitos de madeira.Os incêndios duraram vários dias e destruíram grande parte da cidade. O maremoto aconteceu devido ao movimento do fundo do mar provocado pelo terramoto. Primeiro, as águas do rio Tejo recuaram e, pouco depois, grandes ondas invadiram Lisboa, destruindo barcos, cais e edifícios junto ao rio. Muitas pessoas morreram afogadas ou arrastadas pela força da água. Assim, os incêndios e o maremoto aumentaram ainda mais a destruição e o número de vítimas do terramoto de 1755.

4- O terramoto de 1755 provocou um impacto extremamente grave em Lisboa e noutras zonas do país, causando dezenas de milhares de mortos, embora os números exatos sejam incertos. Muitas das vítimas morreram devido ao colapso de edifícios durante o sismo, aos incêndios que se seguiram e ao tsunami que atingiu a zona ribeirinha. Em termos materiais, a destruição foi quase total em Lisboa. Foram arrasados edifícios importantes como igrejas, palácios, hospitais e grande parte das habitações, ficando também destruído muito património histórico e cultural. A combinação do sismo, do fogo e do maremoto deixou a cidade em ruínas e obrigou a uma reconstrução profunda, que viria a marcar de forma decisiva a história urbana e política do país.

5- O terramoto de 1755 em Lisboa teve repercussões profundas tanto a nível nacional como internacional. Em Portugal, sobretudo na cidade de Lisboa, provocou uma destruição quase total, com a perda de grande parte do edificado, infraestruturas, arquivos e património religioso e civil, além de um elevado número de vítimas, o que levou a uma crise social, económica e política de grande escala. A resposta ao desastre exigiu uma reorganização urgente do Estado, destacando-se a ação do Marquês de Pombal na coordenação da reconstrução e na implementação de medidas urbanísticas e de prevenção que transformaram a capital. No plano internacional, o evento teve um enorme impacto na Europa, não só pela sua dimensão destrutiva sentida em vários países, mas também pelo debate filosófico e científico que desencadeou sobre a natureza dos desastres naturais e a questão do mal, influenciando pensadores do Iluminismo e contribuindo para uma reflexão mais crítica sobre a relação entre religião, ciência e sociedade. O terramoto de 1755 em Lisboa tornou-se, assim, um marco histórico que alterou a forma como os Estados e as sociedades passaram a encarar catástrofes naturais.

6- Após o terramoto de 1755 em Lisboa, o Marquês de Pombal assumiu rapidamente o controlo da situação e implementou um conjunto de medidas imediatas de carácter enérgico e organizado. Em primeiro lugar, ordenou o combate aos incêndios que se seguiram ao sismo, mobilizando soldados e população para evitar a propagação do fogo pela cidade. Em simultâneo, determinou a remoção e sepultamento rápido dos milhares de cadáveres, tanto por razões sanitárias como para prevenir surtos de peste e outras doenças. Para manter a ordem pública, impôs medidas de segurança rigorosas, incluindo patrulhas militares nas ruas e a repressão de saques, chegando a aplicar punições severas aos responsáveis por pilhagens. Criou ainda condições de abrigo provisório para os sobreviventes, com a instalação de tendas fora da cidade em zonas seguras, garantindo também a distribuição de alimentos e bens essenciais. Paralelamente, procurou estabilizar a administração e assegurar o funcionamento mínimo da cidade, preparando desde cedo a reconstrução de Lisboa segundo critérios urbanísticos mais modernos e racionais. Estas medidas foram tomadas no contexto do impacto devastador do Terramoto de 1755 em Lisboa, sob a direção política do Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.

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7- A reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755 foi dirigida pelo poder central sob a coordenação do Marquês de Pombal, que assumiu o controlo político e organizativo do processo. A equipa técnica responsável pelo planeamento urbano e pela execução do novo traçado da cidade foi composta por figuras como o engenheiro-mor Manuel da Maia, que desempenhou um papel fundamental na definição das diretrizes gerais da reconstrução, e pelos arquitetos Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, que contribuíram diretamente para o desenho da chamada Baixa Pombalina, introduzindo soluções urbanísticas inovadoras, assentes na racionalização do espaço, na uniformização dos edifícios e em princípios de segurança sísmica pioneiros para a época.

8- O plano urbanístico pombalino surgiu na reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755 e caracteriza-se sobretudo pela organização racional e regular do espaço urbano. A cidade foi redesenhada com ruas direitas, largas e dispostas em grelha, substituindo a antiga estrutura medieval irregular. Os edifícios passaram a ter alturas semelhantes e fachadas uniformes, criando uma imagem de conjunto coerente e ordenado.Outro aspeto importante foi a preocupação com a segurança sísmica, através da introdução da “gaiola pombalina”, uma estrutura de madeira no interior dos edifícios que ajudava a resistir a futuros sismos. Para além disso, o plano valorizou a funcionalidade da cidade, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias e organizando melhor os espaços destinados ao comércio e à administração. No geral, tratou-se de uma intervenção moderna para a época, que procurava tornar Lisboa mais segura, prática e organizada.

9- A Lisboa pombalina reflete claramente o poder absoluto do rei porque a sua reconstrução, depois do terramoto de 1755, foi conduzida de forma centralizada e controlada pelo Estado, sob a autoridade de D. José I e a direção do Marquês de Pombal. Em vez de apenas restaurar a cidade como estava, foi criado um novo plano urbano, com ruas largas, retas e organizadas em grelha, além de edifícios uniformes e padronizados. Esta reorganização mostra que o poder régio tinha capacidade de decidir e impor mudanças profundas no espaço urbano, sem oposição, demonstrando a força do absolutismo. A cidade passou a ser um símbolo da ordem, da disciplina e da racionalidade impostas pelo rei, que se apresentava como a autoridade máxima capaz de controlar e reconstruir totalmente o território.

Entrevista ao Marquês de Pombal

1-Onde e com quem estava no momento do terramoto?

R.: Na manhã de 1 de novembro de 1755, encontrava-me afastado do centro de Lisbon, acompanhado por membros da minha casa e por alguns colaboradores próximos ao serviço da Coroa. Assim que a terra tremeu e começaram a chegar notícias da devastação da cidade, compreendi de imediato que não se tratava de um incidente comum, mas de uma catástrofe sem precedentes. Nesse momento, a minha preocupação deixou de ser pessoal concentrei-me em organizar a resposta do Reino e em servir Sua Majestade, Joseph I of Portugal.(Inteligência Artificial Chat GPT)

2-Qual foi o primeiro pensamento que teve ao perceber a dimensão da catástrofe?

R.: O meu primeiro pensamento não foi de natureza espiritual ou de pânico, mas sim de ordem e continuidade. Ao olhar para o horizonte e ver a poeira das igrejas misturada com o fumo dos primeiros incêndios, compreendi que a Lisboa medieval com as suas ruelas estreitas e o seu caos urbanístico tinha deixado de existir. O meu pensamento imediato foi que o Estado não poderia colapsar com os edifícios. Compreendi que, se não agíssemos com uma mão de ferro e uma racionalidade absoluta naquele instante, a anarquia devoraria o que o sismo poupara. Pensei na sobrevivência da monarquia e na necessidade de evitar que o povo, desesperado e entregue ao misticismo, abandonasse a cidade ou se voltasse contra a autoridade. (Inteligência Artificial Gemini)

3-Como surgiu a ordem “Enterrar os mortos e cuidar dos vivos”?

R.: Essa célebre máxima, que muitos agora repetem como um dogma, nasceu da mais absoluta e fria necessidade pragmática. No rescaldo imediato dos abalos, o cenário em Lisboa era apocalíptico. Milhares de cadáveres apodreciam sob o sol e os escombros, ameaçando a cidade com pestes e epidemias que dizimariam os sobreviventes. Ao mesmo tempo, a população, em pânico, vagava sem rumo, faminta e desprotegida. A ordem surgiu durante uma conferência de emergência com El-Rei D. José I. Enquanto muitos ao redor do monarca se perdiam em orações, lamentações teológicas ou sugestões de fuga para o estrangeiro, eu mantive o espírito focado no que era urgente. Quando questionado sobre o que deveria ser feito ante tamanha desgraça, respondi com a clareza que o momento exigia: "Enterrar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos." (Inteligência Artificial Gemini)

4- Como decidiu quais seriam as prioridades nas primeiras horas após o desastre?

R.:Nas primeiras horas após o desastre, não havia lugar para indecisão. Observei o estado de Lisbon, ouvi os relatos que chegavam de todos os bairros e procurei identificar aquilo que ameaçava, de forma mais imediata, a sobrevivência do povo e a estabilidade do Reino. Assim, defini quatro prioridades. Primeiro, salvar os sobreviventes que permaneciam presos sob os escombros. Segundo, controlar os incêndios que consumiam a cidade. Terceiro, recolher e sepultar os mortos para evitar doenças e pânico. Quarto, garantir a ordem pública, colocando tropas nas ruas para impedir saques, crimes e desobediência. A reconstrução viria depois; naquele momento, o essencial era preservar vidas, manter a autoridade da Coroa e impedir que o caos dominasse Portugal. (Inteligência Artificial Chat GPT)

5-Em algum momento teve medo de perder o controlo da situação?

R.:O medo é um luxo que um homem na minha posição não se pode permitir. Se eu tivesse vacilado por um segundo que fosse, o Reino teria desmoronado com as pedras de Lisboa. No entanto, admito-vos que senti uma tensão extrema, não pelo tremor da terra que é obra da natureza, mas pela fraqueza dos homens. Houve momentos em que a escala da destruição e o desespero da turba ameaçaram sobrepor-se à minha vontade. O perigo real não eram as réplicas do sismo, mas a paralisia da Corte e o fanatismo religioso. Vi padres a gritarem pelas ruas que o terramoto era um "castigo divino" pelos nossos pecados, incentivando o povo a abandonar o trabalho e a entregar-se a penitências inúteis. Esse misticismo irracional era o meu maior inimigo; ele roubava-me a mão-de-obra e semeava o derrotismo. Se o povo acreditasse que a destruição era inevitável por vontade de Deus, eu perderia o controlo. Foi por isso que agi com uma severidade que muitos chamaram de crueldade. Mantive o controlo através da presença constante e da ação implacável. Dormi na minha carruagem durante dias, percorrendo as ruínas, para que todos vissem que o Estado estava de pé. O meu único receio era que o tempo não fosse suficiente para erguer as defesas contra a fome e a peste antes que a ordem social se dissolvesse. Mas o medo? Não. O medo paralisa, e eu precisava de movimento. (Inteligência Artificial Gemini)

6-Como conseguiu manter a calma perante tanto caos e destruição?

R.: Mantive a calma porque compreendi que, naquele momento, milhares de pessoas olhavam para a Coroa e para os seus ministros em busca de direção. Se eu demonstrasse hesitação, o medo espalhar-se-ia tão depressa quanto os incêndios que consumiam Lisbon. Ao serviço de Sua Majestade, Joseph I of Portugal, aprendi que governar exige razão antes de emoção. Perante a destruição, concentrei-me no que podia ser feito naquele instante: dar ordens claras, mobilizar tropas, distribuir recursos e restaurar a disciplina. A verdade é esta: eu não tinha o luxo de entrar em pânico. Enquanto o povo precisava de liderança, o meu dever era manter-me firme. (Inteligência Artificial Chat GPT)

7-Porque decidiu reconstruir Lisboa de forma tão diferente, dando origem à Baixa Pombalina?

R.: A decisão de reconstruir Lisbon de forma inteiramente nova não nasceu do capricho, mas da necessidade e da razão. O terramoto expôs, de maneira brutal, a fragilidade da cidade antiga: ruas estreitas, construções desordenadas e estruturas incapazes de resistir a futuras catástrofes. Perante essa realidade, entendi que não bastava restaurar o que existia — era necessário refundar a cidade sobre princípios de segurança, funcionalidade e ordem. Assim nasceu o projeto daquilo que viria a ser a Baixa Pombalina: ruas amplas e geométricas, edifícios com regras construtivas rigorosas e estruturas anti-sísmicas inovadoras para a época, como a chamada “gaiola pombalina”. Foi uma escolha racional e estratégica: transformar a destruição numa oportunidade para modernizar a capital e proteger os seus habitantes no futuro. (Inteligência Artificial Chat GPT)

8-Como respondeu às pessoas que viam o terramoto como um castigo divino?

R.:Muitos, naquele tempo, interpretaram o desastre em Lisbon como um castigo divino, procurando explicações na fé e não na natureza. Eu, porém, entendi que a Coroa não podia governar com base no medo ou em interpretações que paralisassem a ação. Sem desrespeitar a religião, procurei separar o domínio da fé do domínio do governo. Enquanto teólogos discutiam causas espirituais, o Reino precisava de respostas práticas: reconstrução, ordem e proteção dos vivos. Sob a autoridade de Joseph I of Portugal, a prioridade foi sempre restaurar a estabilidade do Estado e não alimentar o pânico. Em suma, respeitei as crenças do povo, mas conduzi a resposta com base na razão e na necessidade política de evitar que o medo se transformasse em desordem. (Inteligência Artificial Chat GPT)

9-Qual foi a decisão mais difícil que teve de tomar naquele dia?

R.: A decisão mais difícil foi, sem dúvida, escolher entre a reação emocional ao desastre e a necessidade de impor rapidamente autoridade e disciplina sobre uma cidade em colapso. Em Lisbon, após o terramoto, incêndios e saques começaram a espalhar-se quase de imediato. Tive de decidir se devia permitir que as pessoas agissem livremente no meio do desespero ou se deveria aplicar medidas severas de controlo militar e punição exemplar para restabelecer a ordem. Optei pela segunda via. Não por gosto pela dureza, mas porque compreendi que, sem controlo firme, o caos destruiria o que restava da cidade e tornaria impossível qualquer reconstrução. Essa foi a escolha mais pesada: sacrificar alguma liberdade momentânea para preservar a sobrevivência do Reino sob a autoridade de Joseph I of Portugal. (Inteligência Artificial Chat GPT)

10-Se pudesse voltar atrás, faria alguma coisa de forma diferente?

R.: Se pudesse recuar no tempo, não mudaria a essência das decisões tomadas após o desastre em Lisbon. A rapidez de ação, a imposição de ordem e a reconstrução planeada não foram escolhas perfeitas em sentido humano — foram escolhas necessárias. Em momentos de colapso absoluto, como aquele, a indecisão é o maior perigo. Talvez se possa sempre discutir a intensidade de algumas medidas ou a dureza aplicada em certos momentos, mas creio que, ao serviço de Joseph I of Portugal, o essencial foi cumprido: o Reino não sucumbiu ao caos e a cidade foi reconstruída sobre bases mais seguras e modernas. Portanto, não mudaria o rumo geral das decisões — porque foram tomadas para preservar o Estado e salvar vidas num momento em que não havia espaço para alternativas seguras. (Inteligência Artifical Chat GPT)

Dedicatória para a professora Manuela Cerqueira
Para terminar e fechar o trabalho em chave de ouro não posso me esquecer de agradecer a professora que me apoiou e não me deixou ir abaixo em relação a visita de estudo e que teve comigo o tempo todo. Muito obrigada professora Manuela Cerqueira nunca me irei esquecer doque a professora fez por mim foi a melhor visita de estudo, mas foi ainda melhor ao seu lado e espero que cá esteja para o proximo ano e que a visita de estudo seja de história. Obrigada professora por não ter desistido de mim e espero um dia poder lhe retribuir tudo o que a professora fez por mim. Obrigada. Inês Ferreira

A dimensão e organização da Praça do Comércio refletem o poder centralizado do Estado durante o período pombalino.

Legenda: A Praça do Comércio foi uma das zonas reconstruídas após o terramoto, tornando-se símbolo da nova Lisboa pombalina.

Legenda: Exposição observada durante a visita de estudo, representando a destruição provocada pelo terramoto de 1755

Imagem de simulação do pós terramoto e maremoto

Nesta fotografia observa-se a organização em grelha e a arquitetura regular que caracterizam o urbanismo pombalino.

Curiosidades

A Estátua do Marquês de Pombal, inaugurada em 1934, é um marco da arquitetura e da história de Lisboa. Ela está localizada na Praça do Marquês de Pombal, uma das rotundas mais movimentadas da cidade. A estátua, em bronze, representa Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido como Marquês de Pombal, e simboliza a força e a determinação. A base do monumento é adornada com figuras alegóricas e medalhões que destacam os colaboradores do Marquês. A estátua, que assenta o braço sobre um leão, é um símbolo de poder e realeza, e está situada de frente para a Baixa, o centro de Lisboa.

Video resumido do dia 1 de Novembro de 1755. O vídeo mostra o terramoto, o tsunami e os incêndios.

Planificação da Baixa Pombalina As famosas estruturas anti-sismicas "Gaiolas"