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CRONOLOGIA

Aluno Miriam Pereira

Created on April 17, 2026

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CRONOLOGIA

25 de abril1974

27 de abril1974

1 de maio 1974

26 de abril1974

Fim daditadura

Programa doMovimento das ForçasArmadas

Mário Soares e ÁlvaroCunhal nas celebrações,em Lisboa.

Libertação dospresos políticos

18 de julho 1974

16 de maio1974

27 de julho1974

8 de julho 1974

Manifestação dostrabalhadores da funçãopública em Lisboa

Tomada de posse doII Governo Provisório

Manifestação deregozijo junto ao Paláciode Belém

Tomada de posso do I Governo Provisório

28 desetembro 1974

10 a 15 dejaneiro 1975

25 de outubro1974

17 de janeiro1975

Manifestação dachamada “maioriasilenciosa”

Campanhas deDinamização Cultural eAção Cívica do MFA

Reunião do Conselho dos Vinte

Cimeira do Alvor

CRONOLOGIA

22 de janeiro 1975

11 de março 1975

24 de janeiro 1975

17 de março1975

Libertação dospresos políticos

Comício no Porto em apoio à unicidade sindical

Tomada de posse dos 25 membros do Conselho da Revolução

Tentativa de golpe de Estado liderada por António de Spínola

Congresso do CDS no Porto

24 de março de 1975

25 de abril 1975

2 de abril de 1975

24 de abril 1974

Discurso de apelo ao voto do Presidente da República, Costa Gomes

Realização das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte

Prisão ou afastamento de militares afetos a Spínola

Data inicialmente prevista para as eleições

27 de abril de 1974

Apenas dois dias após o golpe militar, as portas das prisões da ditadura abriram-se para devolver a liberdade àqueles que tinham resistido ao regime do Estado Novo. Este ato não foi apenas uma decisão administrativa da Junta de Salvação Nacional, mas uma exigência popular imediata. A libertação marcou o fim da polícia política (PIDE/DGS) e oficializou o compromisso do novo Portugal com a democracia e a liberdade de expressão.

26 de abril de 1974

O Programa do MFA foi consolidado sob o lema dos "Três D's" - Democratizar, Desenvolver e Descolonizar. Nele previa-se a imediata restauração das liberdades fundamentais, o fim das instituições da ditadura e a criação de condições para conduzir Portugal à democracia através de eleições livres.

25 de Abril de 1974

O 25 de Abril de 1974, conhecido como a Revolução dos Cravos, foi o golpe militar liderado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) que derrubou a ditadura do Estado Novo em Portugal, pondo fim a 48 anos de regime autoritário. A operação começou na madrugada com senhas musicais na rádio, como a canção "Grândola, Vila Morena", e teve o seu momento decisivo quando as tropas de Salgueiro Maia cercaram o Quartel do Carmo, forçando a rendição de Marcello Caetano.

1 de maio de 1974

O 1.º de Maio de 1974 em Lisboa é lembrado como a maior manifestação popular da história de Portugal, ocorrendo apenas uma semana após a Revolução dos Cravos. Foi o primeiro Dia do Trabalhador celebrado em liberdade, após ter sido decretado feriado nacional a 27 de abril. Contou com a participação de Mário Soares e Álvaro Cunhal.

16 de maio de 1974

O 16 de maio de 1974 marcou a entrada de Portugal numa nova fase política com a tomada de posse do I Governo Provisório, liderado por Adelino da Palma Carlos. Este governo uniu figuras de espectros opostos, como Mário Soares (PS), Álvaro Cunhal (PCP) e Sá Carneiro (PPD). O dia simbolizou a tentativa inicial de organizar o Estado democrático e de dar resposta às urgentes reivindicações sociais e à descolonização

8 de julho de 1974

Nesta data deu-se a Manifestação dos Trabalhadores da Função Pública, em Lisboa. Ao mesmo tempo que a descolonização emergia como ponto importante das manifestações públicas, as primeiras semanas após o derrube da Ditadura conheceram movimentos sociais significativos, que se traduziram em vagas grevistas, ocupações de casas e saneamentos de membros da direção de empresas públicas, ministérios e escolas.

18 de julho de 1974

O dia 18 de julho de 1974 marcou uma viragem à esquerda no processo revolucionário português com a tomada de posse do II Governo Provisório, liderado pelo coronel Vasco Gonçalves. Este consolidou o poder do Movimento das Forças Armadas (MFA) na condução do país, afastando-se das soluções mais conservadoras defendidas pelo Presidente António de Spínola.

27 de julho de 1974

Após o anúncio histórico do General António de Spínola na noite de 27 de julho de 1974, uma multidão concentrou-se numa vibrante manifestação de regozijo junto ao Palácio de Belém para celebrar o fim oficial do colonialismo. O ambiente era de festa e enorme emoção, com o povo a saudar a decisão de reconhecer o direito à independência das colónias, vendo nela o passo definitivo para o encerramento da Guerra Colonial e o regresso dos soldados a casa.

27 de setembro de 1974

Esta data marcou o fim da influência política do General António de Spínola e uma aceleração do processo revolucionário em Portugal. O evento conhecido pelo apelo à "Maioria Silenciosa", consistiu numa tentativa de organizar uma grande manifestação com o objetivo de contrariar o que Spínola considerava ser a radicalização à esquerda do Movimento das Forças Armadas (MFA).

25 de outubro de 1974

Nesta data foram lançadas as Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do MFA. estas foram uma das iniciativas mais emblemáticas do processo revolucionário português. Sob o lema "O MFA ao serviço do Povo", militares de várias patentes deslocaram-se às zonas mais isoladas e conservadoras do país, como o Norte e o Interior, para explicar os objetivos da Revolução de Abril e combater o analfabetismo e o isolamento cultural herdados da ditadura.

10 a 15 de julho de 1974

A Cimeira do Alvor reuniu o governo português e os três movimentos de libertação de Angola — MPLA, FNLA e UNITA — para definir os termos da descolonização do território. O encontro culminou na assinatura do Acordo de Alvor, que estabelecia a data da independência para 11 de novembro de 1975 e previa a criação de um governo de transição partilhado por todas as partes.

17 de janeiro de 1975

Nesta data ocorreu uma reunião do Conselho dos Vinte, onde foi discutido o Programa de Política Económica e Social, preparado por uma equipa dirigida por Melo Antunes. Este programa previa profundas transformações estruturais na economia e na sociedade portuguesa.

22 de janeiro de 1975

Num ambiente de forte agitação social, as forças de esquerda e movimentos populares manifestaram-se veementemente contra o I Congresso do CDS, o que viria a culminar, dias depois, no dramático "cerco ao palácio", onde os congressistas ficaram sitiados. Este episódio simbolizou a fragilidade da liberdade de reunião na altura e o confronto direto entre a direita em afirmação e a esquerda revolucionária.

17 de março de 1975

Esta data marcou a institucionalização do poder militar em Portugal com a tomada de posse do Conselho da Revolução. Este conselho foi criado na sequência do fracasso do golpe de 11 de março, cujo órgão passou a centralizar competências políticas e militares, substituindo a Junta de Salvação Nacional e o Conselho de Estado.

24 de março de 1975

Este dia ficou marcado pelo afastamento e prisão de diversos militares afetos a António de Spínola, à medida que o Conselho da Revolução consolidava o seu poder e eliminava focos de resistência à ala mais radical do MFA. Enquanto o próprio Spínola se encontrava no exílio, os seus apoiantes que permaneceram no país foram alvo de mandados de detenção ou passados à reserva

24 de abril de 1975

Neste dia foi proferido um discurso pelo Presidente da República Costa Gomes na rádio e na televisão. Este foi o marco decisivo do "dia de reflexão" que antecedeu as primeiras eleições livres em décadas. Na sua mensagem, Costa Gomes sublinhou que o voto nos "partidos autênticos" era o caminho para a estabilidade, garantindo que o Movimento das Forças Armadas (MFA) asseguraria a ordem.

11 de março de 1975

Esta data remete para uma tentativa fracassada de golpe de Estado liderada pelo General António Spínola.O evento marcou uma viragem decisiva no Processo Revolucionário em Curso, provocando a radicalização imediata da política portuguesa. Perante o fracasso, o General Spínola e vários oficiais envolvidos fugiram para Espanha e, mais tarde, para o Brasil.

2 de abril de 1975

Foi neste dia que a campanha eleitoral começou oficialmente em todo o país. Durante este período, 14 partidos políticos mobilizaram-se para as primeiras eleições livres por sufrágio universal em Portugal.

25 de abril de 1975

O dia 25 de abril de 1975 ficou gravado na história como o dia em que os portugueses exerceram, pela primeira vez em quase meio século, o direito ao voto livre, direto e universal. O país registou uma afluência às urnas sem precedentes — cerca de 91,7% dos eleitores —, transformando o ato eleitoral numa gigantesca manifestação de civismo e vontade democrática.

24 de janeiro de 1975

Esta data marca a realização de um grande comício no Porto em apoio à unicidade sindical.Este evento ocorreu num período de intensa clivagem política, apenas quatro dias após a aprovação da lei da unicidade sindical em Conselho de Ministros. O seu principal objetivo era mobilizar os trabalhadores do Norte para apoiar a criação de uma central sindical única, proposta defendida pelo PCP e por setores do MFA.