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Proposta Técnica-Financeira Estudo Conceitual para Implantação do Centro Agroalimentar de Juazeiro

Leny Machado Nascimento

Created on April 15, 2026

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Transcript

Proposta Técnica-Financeira Estudo Conceitual para Implantação do Centro Agroalimentar de Juazeiro

6ª SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA CODEVASF

Indice

6. Imagem 1

1. Referências e Justificativas

2. O Marco Conceitual do Centro Agroalimentar - Proposta Técnica

7. Imagem 2

8. Imagem 3

3. Orçamento

9. Imagem 4

4. Empresa

10. Imagem 5

5. De Mercado do Produtor a Centro Agroalimentar de 4ª Geração

11. Projeto

Referências e Justificativas

O estudo proposto atende à demanda da CODEVASF de realizar estudos conceituais para a implantação do Centro Agroalimentar de Juazeiro (BA). O Centro Agroalimentar vem atender à elevada demanda de comercialização atacadista de frutas, legumes e verduras, atualmente realizada pelo Mercado do Produtor de Juazeiro.

Mercado do Produtor

Localização

A localização estratégica da cidade de Juazeiro e a infraestrutura implantada dos perímetros irrigados colocam o polo Juazeiro-Petrolina como um dos maiores fornecedores nacionais de frutas irrigadas. No entanto, esta posição de destaque é comprometida pela precariedade das instalações atacadistas e pela ausência de uma estrutura logística que agregue valores de qualidade, informação e padronização aos produtos hortigranjeiros. Tal aspecto é ainda mais crítico se considerada a entrada em produção do perímetro irrigado do Salitre, que agregará produção de alta qualidade, sem dispor de um canal eficiente de distribuição.

Novos Modelos de Mercados

  • A busca de respostas mais homogêneas em escala nacional para desenvolver estratégias de cooperação entre os mercados;
  • 2) a integração progressiva e flexível do transporte multimodal e da cadeia do frio;
  • 3) o desenvolvimento de modernas estratégias e tecnologias para rastreabilidade;
  • 4) a incorporação das preocupações ambientais e de tratamento de resíduos;
  • 5) estratégias de flexibilização física e normativa para atender a atacadistas que demandam maior flexibilidade para atender novos nichos de mercado.

Atualmente, o mercado de frutas, legumes e verduras de padrão internacional exige novos serviços, configurando a emergência de um novo modelo de negócios que pode ser definido como mercados de 4ª Geração, cujas características principais são:

Os Mercados Europeus de Quarta Geração

Os mercados europeus de “quarta geração”, notadamente os espanhóis e franceses, procuraram atrair para dentro das grandes centrais as plataformas logísticas privadas, de forma a manter o dinamismo do mercado. Valorizaram desta forma a eficiência logística, em iniciativas que envolvem o estímulo ao investimento privado na cadeia do frio e a estruturação do transporte multimodal para os grandes entrepostos. Outra iniciativa refere-se à promoção de atividades que geram novos serviços e novos mercados, como os serviços de fornecimento customizado para restaurantes e hotéis e outras atividades complementares.

Arranjos Organizacionais

A emergência de novos arranjos organizacionais para as centrais atacadistas, principalmente na Europa mediterrânea, expressos no conceito de mercados de terceira geração, é uma resposta em curso às profundas mudanças no ambiente econômico e às intensas pressões exercidas pelo papel que vem exercendo a grande distribuição representada pelas redes internacionais de varejo. Estas respostas se expressaram em uma reconfiguração empresarial das centrais de abastecimento, tanto em sua gestão como em seus objetivos estratégicos.

Um sistema coordenado de informações permitiria tanto ao Governo quanto ao sistema produtivo detectar e responder com mais rapidez e eficiência as variações de oferta e preços, riscos e oportunidades. Os problemas de coordenação existentes no sistema brasileiro decorrem de diversos fatores, dentre eles o baixo reconhecimento do papel público destas instituições e a ausência de instituições externas que possam realizar as funções de coordenação dos fluxos tecnológicos e dos padrões normativos do sistema. Padrões que são essenciais para o estabelecimento de maior inserção internacional.

Peculiaridades

É importante observar a peculiaridade do sistema brasileiro de abastecimento e a demanda existente hoje para que as centrais possam exercer o papel de agências de promoção e difusão técnica e comercial e da geração de ‘bens públicos’ ao promover, de forma associativa e articulada, os valores que os tradicionais mecanismos de política pública não conseguem, ou não se preocupam, em atingir.

Centrais de Abastecimento

A valorização da produção familiar, e o crescente nicho dos produtos orgânicos é outro aspecto expressivo que as centrais brasileiras devem atuarProgramas governamentais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) teriam seu impacto e alcance magnificados se articulados a iniciativa articuladas em centrais de abastecimento, seja através de bancos de alimentos ou de espaços dedicados à comercialização de produtos rurais.

As centrais de abastecimento estão inseridas em circuitos comerciais e relações regionais que são reconfiguradas continuamente pelo grande varejo, com a exclusão de crescente de diversas comunidades e regiões produtoras. A valorização das tradições alimentares regionais e a articulação com a gastronomia é uma das possibilidades promissoras neste aspecto, com expressivo potencial de inclusão regional e de desenvolvimento urbano e turístico.

Reconfiguração dos Mercados Atacadistas

No lado da demanda, o crescimento da renda e os novos padrões de consumo adicionaram aos problemas de segurança alimentar expressos de desnutrição e na fome, a fome oculta e a obesidade como endemias nacionais. Não há no Brasil uma instituição que promova de forma efetiva simultaneamente orientação alimentar e orientação contínua para consumidores, seja em termos de preços quanto em valores nutricionais, embora praticamente todas as centrais de abastecimento brasileiras detenham e disponibilizem tais informações.

Mercados de 3ª Geração

Estes apontamentos sugerem que a reconfiguração dos mercados atacadistas brasileiros deveria perseguir outro paradigma, o de mercados de “Quarta geração”, cujas características essenciais estão sintetizadas no quadro abaixo.

Sistemas de tratamento de resíduos e gestão ambiental

Modernização da infraestrutura: cadeia do frio, TIC, logística

Formação permanente em qualidade e seguridade dos alimentos

Estimulo a investimentos privados de longo prazo

Homogeneização de normas e sistemas de certificação

Polos agroalimentares multimodais

Seguridade dos alimentos: rastreabilidade, inocuidade

Sistema coletivo de boas práticas comerciais

Apoio às pequenas e médias empresas

Difusão de informações comerciais via Internet

Mercados de 4ª Geração

Todos os aspectos da terceira geração e mais...

Valorização da gastronomia local e regional

Capacidade permanente dos agentes produtivos e comercais

Internacionalização dos padrões nacionais

Geração de informações estratégicas para uso público e privado

Integração pesquisa-difusão de novas técnicas;métodos produtivos e gerenciais

Programas de segurança alimenar (Food Security)

Acompanhamento de contratos

Promoção de hábitos alimentares saudáveis/orientação aos consumidores

Inserção da agricultura familiar, associações e estímulo à produção orgâica

Ação voltada para o desenvolvimento regional

Sobre os Mercados de 4ª Geração

Os mercados de “4ª. Geração” devem avançar no sentido de prover uma série de serviços inovadores e de demanda contemporânea e que envolvem:

b) Plantas industriais para processamento de Frutas, legumes e Verduras: minimamente processados, sucos concentrados, sucos congelados, frutas e hortaliças em pó, frutas desidratadas;

a) Certificação de qualidade dos produtos comercializados nas Centrais de Abastecimento;

c) Informações para o consumidor em termos de orientação alimentar, nutricional, econômica e gastronômica;

d) Comercialização eletrônica que virá depois de uma certificação que engloba a padronização e) Exploração de nichos de mercado de comidas étnicas, hortaliças não convencionais, e

e) Comércio internacional a partir das centrais de abastecimento.

O Marco Conceitual do Centro Agroalimentar

Proposta Técnica

Esta proposta refere-se à elaboração do “marco conceitual” do Centro Agroalimentar de Juazeiro, um documento técnico que estabelece as referências conceituais e técnicas para balizar o processo de implantação do Centro Agroalimentar. Embasado em dados estatísticos sobre a agricultura irrigada do polo Juazeiro-Petrolina e em dados primários obtidos juntos às principais centrais de abastecimento nacionais, e na mais recente bibliografia especializada nacional e internacional sobre o assunto, o documento será estruturado nos seguintes tópicos:

II. A situação atual de Juazeiro: Análise das potencialidades. A relevância nacional do Polo Juazeiro-Petrolina. Análise do desempenho dos perímetros irrigados como base para dimensionamento de um mercado atacadista os municípios na área de influência de Juazeiro segundo círculos geográficos. A importância do Polo Juazeiro-Petrolina como fornecedor para Ceasas nacionais.

I. Caracterização da estrutura Atacadista Brasileira: Definições conceituais. Análise da estrutura atual do sistema atacadista brasileiro. Principais referências internacionais. Centros Agroalimentares como mercados de 4ª. Geração.

III. O circuito de Distribuição: estrangulamentos do Mercado do Produtor de Juazeiro. Posição no Ranking nacional e relações de fornecimento local. Breve diagnóstico e implicações e limitações da estrutura atual.

IV. Proposição da constituição do Centro Agroalimentar de Juazeiro. Elementos conceituais. Serviços e estruturas essenciais. Indicação de parâmetros básicos de estrutura, dimensão e modularidade. Indicação de arranjo institucional.

Orçamento

O valor para a realização deste estudo é de R$ 15.084,42 referindo-se às custas de 120 horas técnicas, estando incluídas as despesas de formatação e materiais. O valor inclui um estudo analítico apresentado em texto e tabelas e uma versão para apresentação com recursos multimídia, em CD-ROM, (ano referência - 2010)

Detalhamento (2010)

A Empresa

A empresa Teia, Tecnologia em Informações Aplicadas atua há mais de dez anos na área de consultoria econômica, tendo como clientes organismos internacionais como a ONU e órgãos nacionais como a Fundação João Pinheiro, dentre outros. Belo Horizonte, 29 de Dezembro de 2010

De Mercado do Produtor a Centro Agroalimentar de 4ª Geração

Nos anos 1960, uma consultoria de instituições francesas sugeriu à recém-criada Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE a criação de centrais de abastecimento dentro do projeto de melhoria do abastecimento das grandes cidades do Nordeste brasileiro. Foi iniciada a Constituição das Centrais de Abastecimento do Nordeste S/A, empresa de economia mista com o objetivo de implantar CEASAS, nas principais cidades nordestinas (Recife, João Pessoa, Fortaleza, Salvador). Em São Paulo – SP, foi criada a CEAGESP, resultado da fusão do Centro Estadual de Abastecimento (CEASA) e da CAGESP (Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo).

Com a criação do SINAC – Sistema Nacional de Centrais de Abastecimento, pelo governo federal, nos anos 1970, estabeleceu-se em todo o País o programa de implantação de centrais de abastecimento, sob o comando da COBAL – Companhia Brasileira de Alimentos. A segunda metade da década marca a consolidação das grandes estruturas físicas, as quais conhecemos como CEASAS, tendo como principal marco a organização e orientação da comercialização de hortigranjeiros, que até então operava de forma descentralizada, sem a participação governamental. Foi assim criado o Sistema Brasileiro de Centrais de Abastecimento, tendo o governo como incentivador e orientador do comércio de hortigranjeiros, sendo criada uma estrutura para a comercialização direta dos produtores rurais, denominada Mercado Livre do Produtor – MLP.

Região do Vale do São Francisco

Em Juazeiro, Estado da Bahia, os comerciantes de produtos agrícolas e outros da Região do Vale do Submédio São Francisco, em destaque o polo Juazeiro – BA/Petrolina -PE, já realizavam seus negócios em uma espécie de “Feira de Tudo”, inclusive com um nome bem característico: “Feira do Pau”, assim denominada pela comunidade, localizada no bairro Alto da Maravilha em Juazeiro.

Foi então, que em 1984, foi criado o Mercado do Produtor de Juazeiro, com a finalidade de viabilizar de forma organizada, a crescente produção de melão, melancia e cebola, oriundos dos primeiros Perímetros Públicos de Irrigação – PPI’s, implantados pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – Codevasf (denominação da época). O Mercado, possui uma área de 8,8 mil m² e fica localizado no portal de entrada da cidade, no bairro Tancredo Neves.

Região do Vale do São Francisco

Com a produção agrícola cada vez mais crescente ao longo desses 37 anos, o Mercado há muito, tornou-se pequeno, mesmo assim, com todas os fatores negativos relacionados à infraestrutura deficiente, condições higiênicas- sanitárias precárias, permanece desde o ano de 2009, como o 4º mercado brasileiro em comercialização de FLV (Frutas legumes e Verduras), ficando atrás somente da CEAGESP (entreposto São Paulo), Ceasa – Rio e Ceasa – MG (entreposto de Contagem).

Além da comercialização oriunda do PPI’s, a produção agrícola dos municípios circunvizinhos a Juazeiro e Petrolina, são direcionadas àquele entreposto, que também tem característica marcante como mercado reexpedido para todo o Brasil. São mais de 160 itens comercializados.

Região do Vale do São Francisco

Atualmente, o Mercado encontra-se em situação crítica no sentido de não poder absorver novos permissionários e produtores rurais. Faz-se urgente, o planejamento e construção de um novo mercado, com uma nova concepção, com novas ferramentas de comercialização, agro qualidade, logística, cadeia de frio, pistas e plataformas adequadas ao embarque e desembarque de mercadorias e circulação de veículos de grande porte, geração de energia fotovoltaica, setor de serviços (bancos, hotéis, auditórios, centro de treinamento de operadores de mercado, praça de alimentação), banco de alimentos, compostagem de resíduos orgânicos e destinação ambientalmente correta de resíduos sólidos gerados, dentre outros.

Região do Vale do São Francisco

É preciso pensar em um Mercado, com visão de no mínimo 50 anos à frente, sob pena de tornar-se obsoleto em pouco tempo. Deverá ser implantado às margens da Rodovia BR- 407, sentido Juazeiro-Salvador, com área não inferior a 1 milhão de m² (100 hectares). Será um empreendimento de grande envergadura, da qual deverá participar o poder público e a iniciativa privada, sob forma de uma PPP – Parceria Público Privada, dada ao volume superlativo de investimentos.

A Região e o Brasil, clamam por um Mercado inovador! Este é o caminho!Autor: João Santana Tosta – Engenheiro Agrônomo – Analista em Desenvolvimento Regional – Codevasf 6ª/SR – ex – Diretor – Executivo do Mercado do Produtor de Juazeiro (janeiro a junho de 2009). Fonte: Abracen, Conab – Prohort, Journal Of Development – Comercialização agrícola no submédio São Francisco: a importância de mercado do produtor de Juazeiro – BA – 14/08/2018.

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