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Gramática - 11.º PTEI - Profissional - Módulo 5

Patrícia

Created on April 14, 2026

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Transcript

Gramática

Módulo 5

Colocação do Pronome pessoal em Adjacência Verbal

sujeito subentendido

Sujeito indeterminado

Vocativo

Predicativo do sujeito

Complemento agente da passiva

Modificador do Nome

Complemento do adjetivo e do aDvérbio

Subordinação de Orações

Valor Modal

Coerência e coesão textual

Colocação do Pronome pessoal em Adjacência Verbal

Colocação do pronome pessoal em adjacência verbal

Os pronomes pessoais, de um modo geral, colocam-se à direita do verbo, em posição enclítica, ligando-se a ele por um hífen. Ex: Escrevo uma carta. > Escrevo-a. Ela ofereceu uma flor à mãe. > Ela ofereceu-lhe uma flor.

Os pronomes pessoais o, a, os, as passam a -lo, -la, -los, -las, quando o verbo termina em r, s ou z. Ex: O pai estava a escolher feijões. > O pai estava a escolhê-los. Ele faz peças de barro. > Ele fá-las.

Os pronomes pessoais passam a -no, -na, -nos, -nas, quando a forma verbal termina em m ou em ditongo nasal. Ex: Os alunos receberam os testes. > Os alunos receberam-nos. Os treinadores dão orientações aos jogadores. > Os treinadores dão-nas aos jogadores.

Colocação do pronome pessoal em adjacência verbal

Os pronomes pessoais colocam-se em posição mesoclítica, ou seja, entre o radical do verbo e as terminações verbais, quando o verbo se encontra no futuro do indicativo (simples ou composto) ou no condicional (simples ou composto). Com os pronomes pessoais o, a, os, as, o r presente no radical do verbo cai e os pronomes tomam a forma -lo, -la, -los, -las. Ex: Entregaremos a carta hoje. > Entregá-la-emos hoje.

Os pronomes pessoais, nas formas de complemento direto e indireto, contraem-se numa única forma quando se encontram em contacto. Ex: Limpei a casa à tua mãe. > Limpei-lha (lhe+a) Ofereço-te estas rosas. > Ofereço-tas. (te+as)

Os pronomes pessoais colocam-se antes do verbo, em posição proclítica, nas seguintes situações: Em frases que contêm palavras com valor negativo (não, sem, nunca, jamais, ninguém, nenhum, nada...). Ex: Ele não comprou o pincel. > Ele não o comprou.Em orações subordinadas. Ex: O Samuel disse que trouxe a caderneta de cromos. > O Samuel disse que a trouxe.Em frases interrogativas, iniciadas por pronomes, determinantes ou advérbios interrogativos. Ex: Quem é que desenhou este logótipo? > Quem é que o desenhou?

Em frases exclamativas. Ex: Que se faça magia!Em frases cujos verbos são antecedidos de certos advérbios (bem, mal, ainda, já, apenas, só, sempre, talvez, também...). Ex: Talvez faça os trabalhos ainda hoje. > Talvez os faça ainda hoje.Em frases que contêm a palavra ambos ou alguns indefinidos, antepostos ao verbo (alguém, algo, tudo, algum, todo, muito, pouco, tanto, qualquer...). Ex: Alguém disse isso. > Alguém o disse.Nas orações coordenadas disjuntivas iniciadas por conjunções coordenativas correlativas.Ex: Ou me dás a chave ou ficamos fora de casa.

Tipos de sujeito

Subentendido e Indeterminado

Sujeito Subentendido

Ex: Vens comigo? Vou. Subentende-se "tu" na primeira oração, e "eu" na segunda oração.

Quando o sujeito não está expresso na oração, mas pode subentender-se pela pessoa da forma verbal e pelo contexto, chama-se sujeito subentendido.

Sujeito Indeterminado

Ex: Aqui vive-se bem. Não se especifica quem vive bem. As pessoas em geral (sem se determinar quem) vivem bem.

Quando não se pode ou não se quer nomear a pessoa ou o ser a quem a ação possa ser atribuída, diz-se que o sujeito é indeterminado. Nestes casos, o verbo surge na 3.ª pessoa do plural, ou na 3.ª pessoa do singular com o pronome "se".

Há orações que não têm sujeito. Chamam-se impessoais. São aquelas cujo verbo exprime fenómenos da natureza e aquelas em que se utiliza o verbo haver como verbo principal, no sentido de "existir". Ex: Chove muito.Está a nevar.Hoje não há aulas.

Identificação e Constituição do predicado

O predicado é tudo o que se diz acerca do sujeito.

Pode ser constituído apenas por uma forma verbal ou pelo verbo e outros constituintes que completam ou complementam a ideia que se pretende transmitir. Ex: A Marta tosse constantemente.

O vocativo surge sempre isolado por vírgulas e pode ser colocado em diversos locais da frase. Ex: Francisco, não estejas distraído! Não estejas distraído, Francisco! Já te pedi, Francisco, que não estivesses distraído.

O vocativo é o constituinte que designa a pessoa ou a entidade a quem o locutor se dirige, interpelando-a. Ex: Cara prima, fiquei muito feliz ao receber notícias suas. Por favor, Manuel, fecha a janela! ~Prestem atenção, meninos!

Vocativo

Para se compreender o conceito de predicativo do sujeito, importa recordar os verbos copulativos:

O verbo copulativo estabelece uma ligação entre o sujeito e o predicativo do sujeito nas frases em que ambas as funções sintáticas ocorrem. Integram-se neste grupo os verbos ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar, tornar-se, revelar-se... Ex: A Antónia é inteligente.Eles permaneceram calados. O João ficou espantado com a resposta.

Predicativo do Sujeito:

O predicativo do sujeito é o constituinte que, referindo-se ao sujeito, acompanha os verbos copulativos de modo a completar a significação do verbo. Tem assim o seu núcleo num nome, num adjetivo, num pronome, num advérbio ou numa oração. Ex: Aquela senhora é a minha professora.Estes livros não são os meus.

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Verbos que pedem predicativo do sujeito: ser ; ficar ; permanecer ; andar ; tornar-se ; estar ; continuar ; parecer ; viver ; revelar-se. Ex: O meu tio é professor de Música. Ele anda feliz. A Raquel está muito bem-disposta. Eles continuam casados.

Alguns verbos na passiva também pedem predicativo do sujeito: aclamar ; chamar ; considerar ; eleger ; julgar ; apelidar ; constituir ; declarar ; fazer ; nomear. Ex: O arguido foi considerado culpado. O Jorge foi eleito delegado de turma. Em breve, ele será nomeado diretor. A epidemia foi declarada extinta.

Predicativo do Sujeito

Complemento Agente da Passiva

Quando as frases estão na passiva, o constituinte que designa o agente da ação sofrida pelo sujeito tem o nome de agente da passiva. Ex: A sessão foi organizada pelos alunos.A refeição será servida por uma empresa. A aluna está a ser elogiada pela professora.

Processos de identificação do complemento agente da passiva:

1.º Corresponde ao sujeito da frase ativa correspondente. Ex: Frase ativa: A Anabela comprou a bicicleta. (sujeito) Frase passiva: A bicicleta foi comprada pela Anabela. (agente da passiva) 2.º É normalmente introduzido pela preposição por. Ex: Esta carteira foi encontrada pelo Filipe.

Modificador do Nome

O modificador do nome é um constituinte que permite atribuir uma característica a um nome. Esse constituinte é facultativo, isto é, a frase não fica agramatical nem incompreensível se ele for suprimido. Ex: As rosas vermelhas são muito bonitas.

Ex: Aqui as casas são muito caras. Aqui as casas com jardim são muito caras. Com o constituinte com jardim, restringiu-se o número e o tipo de casas que são caras. Não são caras todas as casas, mas, apenas, as que têm jardim.

Modificador Restritivo

O modificador restritivo é um constituinte por meio do qual se limita, se restringe a referência do nome que modifica. Esse modificador surge sempre junto do nome.

Modificador Apositivo

Ex: O nosso colega, um cientista notável, vai ser condecorado no dia 10 de junho. Herdei a casa dos meus avós, aquela ao fundo da rua.

O modificador apositivo é um constituinte por meio do qual se dá uma informação adicional sobre o nome, sendo sempre colocado depois do nome e entre vírgulas (ou entre uma vírgula e um ponto).

Ex:

  • capaz de tudo
  • orgulhoso do filho
  • fiel aos seus princípios
  • difícil de explicar
  • digno de ser referido

Complemento do Adjetivo

Há adjetivos que precisam de um constituinte que complete a sua significação. Tal constituinte chama-se complemento do adjetivo.

Complemento do Advérbio

Ex: Ele está fora do país.Longe de mim discutir com ele! Ele sabe muito e tem razão. Ele faz o que quer, independentemente da nossa opinião.

Tal como acontece com o adjetivo, há advérbios que, em determinadas situações, exigem um comportamento, ou seja, um elemento que complete o seu sentido: dentro (de), fora (de), longe (de), perto (de), diante (de); relativamente (a), independentemente (de), contrariamente (a), paralelamente (a)...

Subordinação de Orações

Na subordinação, além da relação de sentido entre as orações, existe uma dependência sintática, isto é, uma das orações (a oração subordinada) desempenha uma função sintática em relação à outra (a oração subordinante). Ex: Os operários interromperam o trabalho | (oração subordinante) quando bateram as onze horas da manhã. (oração subordinada)

Oração Subordinante

Oração Subordinada

Oração Subordinante

Chama-se, então, subordinante à oração que não é introduzida por qualquer partícula de ligação e em relação à qual a(s) outra(s) oração(ões) desempenha(m) uma função sintática. Ex: Ele pensava | que a prova era ainda mais difícil.

Oração Subordinada

As orações subordinadas dependem, pois, sintaticamente das orações subordinantes, isto é, desempenham uma função sintática (de sujeito, de complemento, de modificador, etc.) em relação à respetiva subordinante ou a algum constituinte dessa subordinante. Ex: Gostava mesmo | que o Francisco viesse à minha festa de aniversário.

Tipos de Orações Subordinadas

  1. Orações subordinadas adverbiais
  2. Orações subordinadas adjetivas
  3. Orações subordinadas substantivas

Orações Subordinadas Adverbiais

As orações subordinadas adverbiais, tal como muitos advérbios, fornecem uma informação acessória, enriquecendo o conteúdo da ação expressa na oração subordinante, mas não sendo selecionadas por nenhum elemento dessa subordinante. Ex: Quando nos levantámos, | estava a chover.

Orações Subordinadas Adverbiais

Oração Subordinada Adverbial Condicional

Oração Subordinada Adverbial Causal

Oração Subordinada Adverbial Temporal

Esta oração exprime a causa, o motivo pelo qual ocorre a ação expressa na oração subordinante. Ex: Ele teve boa nota na prova | porque estudou bastante.

Esta oração exprime uma cirscunstância de tempo (o momento, o dia, a hora, a duração, a simultaneidade, a anterioridade, a posterioridade...) em relação ao conteúdo da oração subordinante. Ex: Vou-me embora | antes que comece a chover.

Esta oração exprime uma condição que afeta a oração subordinante. Ex: Se te apressares | ainda apanhas o comboio.

Orações Subordinadas Adverbiais

Oração Subordinada Adverbial Comparativa

Oração Subordinada Adverbial Consecutiva

Oração Subordinada Adverbial Final

Esta oração exprime a finalidade, a intenção, o propósito, o objetivo da ação expressa na subordinante. Ex: Ele fez tudo | para que ela aceitasse o convite.

Nesta oração, estabelece-se uma comparação entre o seu conteúdo e o da correspondente oração subordinante. Ex: Ela fala tão bem | como escreve.

Nesta oração, apresenta-se a consequência do que é referido na oração subordinante. Ex: De tal modo ele nos apresentou a situação | que ficámos interessados.

Orações Subordinadas Adverbiais

Oração Subordinada Adverbial Concessiva

Por meio deste tipo de orações, admite-se algo que pareceria poder vir a ter um determinado resultado, mas que vai ter um resultado diferente, vai ser contrariado, vai sofrer oposição ou alguma reserva, alguma limitação. Ex: Embora ela tenha trabalhado muitas horas, | não conseguiu limpar tudo.

Orações Subordinadas Adjetivas

Com as orações subordinadas adjetivas, normalmente confere-se um atributo a um nome ou especificam-se as suas características. Estas orações desempenham, assim, a função de modificadores do nome. Ex: Ainda conservo o primeiro livro | que me deram.Esta cidade, | onde me fiz homem, | mudou tanto!

Oração Subordinada Adjetiva Relativa Restritiva

Oração Subordinada Adjetiva Relativa Explicativa

As orações subordinadas adjetivas relativas restritivas iniciam-se pelo pronome relativo que, pelo determinante relativo cujo (cuja, cujos, cujas), pelo quantificador relativo quanto (quantos, quanta, quantas) ou pelo advérbio relativo onde. Com estas orações, restringe-se, limita-se o âmbito do nome ao qual se refere o pronome, o quantificador, o determinante ou o advérbio relativo. Ex: A Marta gostou muito dos livros | que o José lhe ofereceu.

As orações subordinadas adjetivas relativas explicativas iniciam-se pelos pronomes relativos que, o que, o qual (a qual, os quais, as quais), pelo determinante relativo cujo (cuja, cujos, cujas) e pelo advérbio relativo onde. Estas orações estão sempre separadas do antecedente por vírgulas. Ex: A nossa História, | que é um fator de identidade, | devia ser bem estudada.

Orações Subordinadas Adjetivas

Orações Subordinadas Substantivas

As orações subordinadas substantivas assumem funções sintáticas normalmente desempenhadas por constituintes cujo núcleo é um substantivo (ou nome) ou um pronome, ou seja, as funções de sujeito e de complemento. Ex: Quem nunca viu Lisboa | não viu coisa boa.

Oração Subordinada Substantiva Completiva

Oração Subordinada Substantiva Relativa

As orações subordinadas substantivas completivas são iniciadas por conjunções subordinativas completivas (que ou se) e desempenham a função de sujeito ou de complemento da oração subordinante ou de complemento de um nome ou adjetivo dessa subordinante. Ex: Não sabemos | se os nossos primos chegam amanhã.Queria muito | que visses o espetáculo.

As orações subordinadas substantivas relativas são iniciadas pelo pronome relativo quem, pelos advérbios relativos onde e como ou pelo quantificador relativo quanto (precedidos ou não de preposição) e desempenham a função de sujeito, de predicativo do sujeito ou de complemento da oração subordinante. Ex: Quem tudo quer | tudo perde.Eles sabem | como hão de sair da cidade.Ele não nos disse | quanto ganhou com aquele trabalho.

Orações Subordinadas Substantivas

Modalidade

A modalidade consiste numa categoria gramatical que exprime, de forma subjetiva, a atitude do locutor em relação ao conteúdo do enunciado que produz ou face aos participantes no discurso - os interlocutores.

Valor Modal

Modalidade Epistémica

Modalidade Deôntica

Modalidade Apreciativa

O locutor exprime uma atitude em relação à situação de que fala. Essa atitude pode apresentar diferentes valores modais, nomeadamente:

  • Valor de Certeza;
  • Valor de Probabilidade;
  • Valor de Possibilidade.

O locutor exprime a sua vontade em relação à situação ou ao interlocutor. Essa vontade pode apresentar diferentes valores modais, como:

  • Valor de Obrigação;
  • Valor de Permissão.

O locutor exprime um juízo de valor, positivo ou negativo, em relação ao conteúdo de um enunciado. Ex: Que pôr do sol maravilhoso!Adoro este programa!Infelizmente não vou poder descer o rio Vouga contigo.

Modalidade Epistémica

Valor de Possibilidade

Valor de Certeza

Valor de Probabilidade

O locutor não tem a certeza daquilo que afirma, mas tenta chegar a uma conclusão a partir de conhecimentos prévios. Ex: O cão deve ter comido a ração que estava na taça. Conhecimentos prévios: a taça está vazia e existe um cão em casa, por exemplo.

O locutor não tem a certeza acerca do conteúdo do enunciado que produz. Ex: Talvez ele regresse amanhã.

O locutor tem a certeza absoluta daquilo que afirma. Ex: O Duarte vive em Monsanto. | O Duarte não vive em Monsanto.

Valor de Obrigação

Valor de Permissão

Modalidade Deôntica

O locutor procura impor ou proibir ao interlocutor a realização de uma ação. Ex: Tens de ler o capítulo V do Sermão de Santo António.Não deixes a janela aberta. É preciso alterar a sinalização desta rua.

O locutor oferece ao interlocutor a possibilidade de ser este a escolher a melhor alternativa para si, entre as várias opções que lhe são apresentadas. Ex: Se já resolveste esta equação, podes ir ao teatro com o Rui.Tens autorização para sair da sala.

Textualidade

A textualidade é um conjunto de características que permitem classificar um texto como tal.

Coerência Textual

Coesão Textual

Textualidade

Fala-se de coerência textual quando as ideias e os conceitos transmitidos pelo texto são compatíveis com o conhecimento que o leitor tem do mundo e quando o texto possui uma lógica interna e respeita três princípios fundamentais:

  • Princípio da Relevância;
  • Princípo da Não Contradição;
  • Princípio da Não Tautologia.

A coesão textual designa o conjunto de mecanismos linguísticos que permitem uma sequencialização lógica entre os elementos de um texto. Assim, para assegurar a unidade textual, o falante deve recorrer a processos lexicais e gramaticais que possibilitem a articulação dos diversos componentes.

Coerência Textual

Princípio da Relevância

Princípio da Não Contradição

Princípio da Não Tautologia

O texto deve apresentar factos que se relacionam entre si formando um todo com sentido, no qual se estabelecem relações intratextuais (organização temporal, relações de semelhança, de oposição, e de causa e efeito, etc).

O texto deve apresentar ocorrência não só compatíveis com o mundo que representa como compatíveis entre si, quer no que está explicíto quer no que se pode inferir.

As informações que o texto contém devem estar organizadas sem repetições desnecessárias, sem redundância, numa lógica de progressão temática, isto é, com a introdução de tópicos de alargamento do conteúdo.

Coesão Textual

Ex: Ele vendeu a mota. A mota estava a dar-lhe muitos problemas.

A coesão lexical pode ser assegurada através: a) da reiteração (repetição) da mesma palavra ao longo do texto.

Coesão Textual

- antónimos Ex: Chegaste muito tarde à conferência. Se tivesses chegado mais cedo, terias ouvido o professor António a falar.

b) da substituição de palavras por: - sinónimos Ex: Gostaria de aprender idiomas estrangeiros. Conheces alguma escola de línguas?

Coesão Textual

Hiperónimo: palavra com um significado mais geral que inclui o de outras palavras mais específicas. Hipónimo: palavra cujo significado mais específico está incluído no de outra, de sentido mais abrangente

- hiperónimos e hipónimos Ex: O Tomás é fisioterapeuta numa clínica de reabilitação. Ele tem uma bela profissão! (hipónimo e hiperónimo)

Coesão Textual

Holónimo: unidade lexical cujo significado designa o todo relativamente ao qual outra unidade lexical designa uma parte. Merónimo: unidade lexical cujo significado designa uma parte de um todo designado por outra unidade lexical.

- holónimos e merónimos Ex: Não dobres a página, por favor! O livro, assim, estraga-se. (merónimo e holónimo)

Coesão Textual

Nominalização: retoma da ideia de um verbo, de uma expressão ou de uma oração pelo nome correspondente.

- nominalizações Ex: Ele fartou-se de trabalhar. E fez bem, pois foi aquele trabalho que lhe deu visibilidade na empresa.

Coesão Gramatical

  1. Coesão Referencial;
  2. Coesão Frásica;
  3. Coesão Interfrásica;
  4. Coesão Temporal.

We annihilate boredom

Coesão Rferencial

A coesão referencial pode ser obtida através de termos que retomam ou antecipam um referente (entidade referida pelo locutor).

Anáfora

Catáfora

Elipse

O referente é retomado por determinantes, pronomes, advérbios e expressões adverbiais que surgem depois dele. Ex: O Carlos tem de tomar uma vacina, mas ele esqueceu-se disso.

Os pronomes, determinantes ou advérbios antecedem o seu referente. Ex: Eles falam muito e ninguém os consegue calar. Os meus filhos são uns verdadeiros tagarelas.

Os termos ou expressões facilmente identificáveis na frase são suprimidos a fim de se evitarem repetições desnecessárias. Ex: A Fátima teve um acidente. Agora, [-] precisa de ficar em repouso durante muito tempo. (os parênteses retors indicam a supressão do termo "A Fátima".)

Coesão Frásica

A coesão frásica é assegurada por alguns mecanismos linguísticos que unem os vários elementos de uma frase. Esses mecanismos dizem respeito: - à ordem das palavras na frase (sujeito+verbo+complementos e modificadores)Ex: A Mariana partiu um dente. (sujeito+verbo+complemento)- à concordância das palavras em género e em númeroEx: O José é um aluno mediano. (verbo e adjetivo concordam com os nomes)- à regência verbalEx: Ele introduziu a moeda na máquina. (o verbo "introduzir" rege a preposição "em".)

Coesão Interfrásica

Ex: Estava cansado e precisava de dormir um pouco; por isso decidi fechar os olhos por breves instantes.

A coesão interfrásica é conferida pela utilização de marcadores discursivos que estabelecem relações de dependência entre os elementos que constituem uma frase ou uma sequência de frases.

Uso de advérbios e de expressões adverbiais com valor de tempo. Ex: De momento, não posso falar contigo. Mas, daqui a pouco, telefono-te.

Emprego correlativo dos tempos verbais. Ex: A Ana estava a estudar quando o telemóvel tocou.Quando cheguei à cantina, já todos tinham almoçado.

Coesão Temporal

A coesão temporal é assegurada pela ordem lógica e linear dos enunciados e realiza-se através dos mecanismos:

Bom estudo!