O problema da natureza dos juízos morais
FILOSOFIA 10.º
OS VALORES
VALORES:
BONDADE HONESTIDADE JUSTIÇA LIBERDADE BELEZA HARMONIA SAGRADO PERFEIÇÃO …
Um valor é um princípio ou ideal que inspira aquilo que as pessoas pensam, querem e fazem.
Um valor é algo de estimável que merece ser defendido, procurado ou realizado – é uma meta importante a atingir. Muitas das ações humanas são motivadas pelos valores.
Existem valores de diversos tipos:
- éticos ou morais
- estéticos
- religiosos
- políticos
- desportivos
…
JUÍZOS DE FACTO, JUÍZOS DE VALOR E ÉTICA
Inspirados nos valores em que acreditamos, fazemos avaliações ou apreciações de coisas, ações e pessoas, ou seja, fazemos juízos de valor.
«Juízo» pode ter vários significados, mas o significado que aqui nos interessa é semelhante ao de proposição: é o pensamento expresso por uma frase declarativa.
Juízos de Valor
Juízos de facto
São avaliativos: fazem uma apreciação positiva ou negativa; são a favor ou contra alguma coisa e formulam uma preferência.
São descritivos: descrevemo modo como
as coisas são.
A NATUREZA DOS JUÍZOS DE VALOR MORAIS
Juízos de valor morais são normativos:
O problema da natureza dos juízos de valor morais pode ser formulado como se segue: a verdade ou falsidade dos juízos de valor morais será subjetiva, culturalmente relativa ou objetiva?
implícita ou explicitamente, dizem como as coisas devem ser.
A NATUREZA DOS JUÍZOS DE VALOR MORAIS
Essas respostas serão meras opiniões, que não
temos nenhuma obrigação
de ter em conta, ou poderão
ser verdades que todos
deveríamos aceitar e ter em conta?
Considerar que a Ética é objetiva ou não é objetiva
influencia de modo
diferente as nossas respostas a inúmeras questões.
O problema da natureza dos juízos de valor morais é uma questão importante com implicações
na resposta à questão de saber se
Para discutir este problema é preciso ter em consideração o facto de muitas sociedades atuais serem multiculturais: pessoas de culturas, valores e costumes diferentes vivem em conjunto.
há ou não verdades objetivas na Ética
Como lidar com essas diferenças? Será tudo aceitável?
O SUBJETIVISMO
Tese fundamental Todos os juízos de valor morais são subjetivos.
O subjetivismo considera que os juízos de valor morais não são objetivamente verdadeiros nem falsos. Dito de outro modo, nos temas éticos não há lugar para uma verdade objetiva e universal, face à qual se pudesse dizer que o juízo contrário é falso.
Cada pessoa tem a sua
verdade, ou seja,
a verdade ou falsidade de um juízo depende
dos sentimentos e preferências
individuais:
Para o subjetivismo, em situações de opiniões divergentes sobre
um determinado assunto
nenhuma opinião é melhor
do que outras, o juízo de uma pessoa não tem
mais valor do que o juízo
de outra.
… os juízos são verdadeiros para as pessoas que
os aceitam.
… os juízos são falsos para as pessoas que os rejeitam.
O SUBJETIVISMO
PARA OS DEFENSORES DO SUBJETIVISMO
Ao não impor aos outros os seus juízos morais:
- favorece a liberdade individual;
- promove a tolerância entre pessoas com convicções morais diferentes.
O RELATIVISMO
Tese fundamental
Todos os juízos de valor morais são culturalmente relativos.
Tal como o subjetivismo, o relativismo também considera que os juízos de valor morais não são objetivamente verdadeiros nem falsos. Mas enquanto o subjetivismo afirma que a verdade ou falsidade dos juízos depende dos sentimentos e preferências do indivíduo, o relativismo afirma que depende da cultura de cada sociedade:
- os juízos morais são verdadeiros para as sociedades que os aceitam;
- os juízos morais são falsos para as sociedades que os rejeitam.
O RELATIVISMO
Nem melhores nem piores: diferentes.
O relativismo dá muita importância à diversidade cultural: povos diferentes têm valores e costumes diferentes.
O relativismo afirma que não se pode dizer que os valores de uma sociedade são melhores ou piores do que os de outra.
- A mutilação genital feminina é moralmente certa.
- A mutilação genital feminina é moralmente errada.
Estes juízos são verdadeiros ou falsos?
Ambos são verdadeiros em algumas sociedades e falsos noutras, pois a prática da mutilação é aprovada pela maioria das pessoas em algumas sociedades e reprovada pela maioria noutras sociedades. Não há uma maneira neutra e universal de determinar que uma dessas posições é preferível à outra.
O OBJETIVISMO
Tese fundamental Alguns juízos de valor morais são objetivos.
A verdade ou falsidade de alguns juízos de valor morais não depende nem da cultura nem das preferências individuais. A verdade ou falsidade desses juízos depende das razões que os sustentam, ou seja:
- um juízo moral será objetivamente verdadeiro, se puder ser justificado com boas razões;
- um juízo moral será objetivamente falso, se não puder ser justificado com boas razões.
O OBJETIVISMO
Alguém pode estar enganado
Como vimos, o objetivismo defende que alguns juízos de valor morais são objetivos. Esta objetividade de alguns juízos significa que acerca de um determinado assunto é possível:
- alguém estar objetivamente certo;
- alguém estar objetivamente errado.
Deste modo, o objetivismo rejeita a ideia de que, acerca de um assunto que gera desacordo, nenhum dos lados pode estar errado, como é defendido pelo relativismo.
O OBJETIVISMO
Para o objetivismo, há assuntos acerca dos quais já sabemos o que é realmente verdadeiro.
Se uma pessoa discorda de um certo juízo moral, essa pessoa está objetivamente enganada.
Porém, há também assuntos que são motivo de controvérsia mesmo entre especialistas e não há modo de garantir qual dos juízos sobre essa matéria é o verdadeiro.
Mas, mesmo que não saibamos qual deles é o juízo verdadeiro, ainda assim um deles será o verdadeiro e o outro será falso
– e por isso vale a pena investigar e debater para tentar estabelecer qual é o verdadeiro.
O problema da natureza dos juízos morais
Elvira
Created on April 10, 2026
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O problema da natureza dos juízos morais
FILOSOFIA 10.º
OS VALORES
VALORES:
BONDADE HONESTIDADE JUSTIÇA LIBERDADE BELEZA HARMONIA SAGRADO PERFEIÇÃO …
Um valor é um princípio ou ideal que inspira aquilo que as pessoas pensam, querem e fazem.
Um valor é algo de estimável que merece ser defendido, procurado ou realizado – é uma meta importante a atingir. Muitas das ações humanas são motivadas pelos valores.
Existem valores de diversos tipos:
- éticos ou morais
- estéticos
- religiosos
- políticos
- desportivos
…JUÍZOS DE FACTO, JUÍZOS DE VALOR E ÉTICA
Inspirados nos valores em que acreditamos, fazemos avaliações ou apreciações de coisas, ações e pessoas, ou seja, fazemos juízos de valor.
«Juízo» pode ter vários significados, mas o significado que aqui nos interessa é semelhante ao de proposição: é o pensamento expresso por uma frase declarativa.
Juízos de Valor
Juízos de facto
São avaliativos: fazem uma apreciação positiva ou negativa; são a favor ou contra alguma coisa e formulam uma preferência.
São descritivos: descrevemo modo como as coisas são.
A NATUREZA DOS JUÍZOS DE VALOR MORAIS
Juízos de valor morais são normativos:
O problema da natureza dos juízos de valor morais pode ser formulado como se segue: a verdade ou falsidade dos juízos de valor morais será subjetiva, culturalmente relativa ou objetiva?
implícita ou explicitamente, dizem como as coisas devem ser.
A NATUREZA DOS JUÍZOS DE VALOR MORAIS
Essas respostas serão meras opiniões, que não temos nenhuma obrigação de ter em conta, ou poderão ser verdades que todos deveríamos aceitar e ter em conta?
Considerar que a Ética é objetiva ou não é objetiva influencia de modo diferente as nossas respostas a inúmeras questões.
O problema da natureza dos juízos de valor morais é uma questão importante com implicações na resposta à questão de saber se
Para discutir este problema é preciso ter em consideração o facto de muitas sociedades atuais serem multiculturais: pessoas de culturas, valores e costumes diferentes vivem em conjunto.
há ou não verdades objetivas na Ética
Como lidar com essas diferenças? Será tudo aceitável?
O SUBJETIVISMO
Tese fundamental Todos os juízos de valor morais são subjetivos.
O subjetivismo considera que os juízos de valor morais não são objetivamente verdadeiros nem falsos. Dito de outro modo, nos temas éticos não há lugar para uma verdade objetiva e universal, face à qual se pudesse dizer que o juízo contrário é falso.
Cada pessoa tem a sua verdade, ou seja,
a verdade ou falsidade de um juízo depende dos sentimentos e preferências individuais:
Para o subjetivismo, em situações de opiniões divergentes sobre um determinado assunto nenhuma opinião é melhor do que outras, o juízo de uma pessoa não tem mais valor do que o juízo de outra.
… os juízos são verdadeiros para as pessoas que os aceitam.
… os juízos são falsos para as pessoas que os rejeitam.
O SUBJETIVISMO
PARA OS DEFENSORES DO SUBJETIVISMO
Ao não impor aos outros os seus juízos morais:
O RELATIVISMO
Tese fundamental
Todos os juízos de valor morais são culturalmente relativos.
Tal como o subjetivismo, o relativismo também considera que os juízos de valor morais não são objetivamente verdadeiros nem falsos. Mas enquanto o subjetivismo afirma que a verdade ou falsidade dos juízos depende dos sentimentos e preferências do indivíduo, o relativismo afirma que depende da cultura de cada sociedade:
O RELATIVISMO
Nem melhores nem piores: diferentes.
O relativismo dá muita importância à diversidade cultural: povos diferentes têm valores e costumes diferentes.
O relativismo afirma que não se pode dizer que os valores de uma sociedade são melhores ou piores do que os de outra.
Estes juízos são verdadeiros ou falsos?
Ambos são verdadeiros em algumas sociedades e falsos noutras, pois a prática da mutilação é aprovada pela maioria das pessoas em algumas sociedades e reprovada pela maioria noutras sociedades. Não há uma maneira neutra e universal de determinar que uma dessas posições é preferível à outra.
O OBJETIVISMO
Tese fundamental Alguns juízos de valor morais são objetivos.
A verdade ou falsidade de alguns juízos de valor morais não depende nem da cultura nem das preferências individuais. A verdade ou falsidade desses juízos depende das razões que os sustentam, ou seja:
O OBJETIVISMO
Alguém pode estar enganado
Como vimos, o objetivismo defende que alguns juízos de valor morais são objetivos. Esta objetividade de alguns juízos significa que acerca de um determinado assunto é possível:
Deste modo, o objetivismo rejeita a ideia de que, acerca de um assunto que gera desacordo, nenhum dos lados pode estar errado, como é defendido pelo relativismo.
O OBJETIVISMO
Para o objetivismo, há assuntos acerca dos quais já sabemos o que é realmente verdadeiro.
Se uma pessoa discorda de um certo juízo moral, essa pessoa está objetivamente enganada.
Porém, há também assuntos que são motivo de controvérsia mesmo entre especialistas e não há modo de garantir qual dos juízos sobre essa matéria é o verdadeiro.
Mas, mesmo que não saibamos qual deles é o juízo verdadeiro, ainda assim um deles será o verdadeiro e o outro será falso – e por isso vale a pena investigar e debater para tentar estabelecer qual é o verdadeiro.