Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

O problema da natureza dos juízos morais

Elvira

Created on April 10, 2026

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Magazine dossier

Momentum: Onboarding Escape Game

Momentum: Manager Guide

Wizardry Letter

Search Bar Card

Piñata

Microlearning: When to Use Chat, Meetings or Email

Transcript

O problema da natureza dos juízos morais

FILOSOFIA 10.º

OS VALORES

VALORES:

BONDADE HONESTIDADE JUSTIÇA LIBERDADE BELEZA HARMONIA SAGRADO PERFEIÇÃO …

Um valor é um princípio ou ideal que inspira aquilo que as pessoas pensam, querem e fazem.

    Um valor é algo de estimável que merece ser defendido, procurado ou realizado – é uma meta importante a atingir. Muitas das ações humanas são motivadas pelos valores.

    Existem valores de diversos tipos:

    • éticos ou morais
    • estéticos
    • religiosos
    • políticos
    • desportivos

    JUÍZOS DE FACTO, JUÍZOS DE VALOR E ÉTICA

    Inspirados nos valores em que acreditamos, fazemos avaliações ou apreciações de coisas, ações e pessoas, ou seja, fazemos juízos de valor.

    «Juízo» pode ter vários significados, mas o significado que aqui nos interessa é semelhante ao de proposição: é o pensamento expresso por uma frase declarativa.

    Juízos de Valor

    Juízos de facto

    São avaliativos: fazem uma apreciação positiva ou negativa; são a favor ou contra alguma coisa e formulam uma preferência.

    São descritivos: descrevemo modo como as coisas são.

    A NATUREZA DOS JUÍZOS DE VALOR MORAIS

    Juízos de valor morais são normativos:

    O problema da natureza dos juízos de valor morais pode ser formulado como se segue: a verdade ou falsidade dos juízos de valor morais será subjetiva, culturalmente relativa ou objetiva?

    implícita ou explicitamente, dizem como as coisas devem ser.

    A NATUREZA DOS JUÍZOS DE VALOR MORAIS

    Essas respostas serão meras opiniões, que não temos nenhuma obrigação de ter em conta, ou poderão ser verdades que todos deveríamos aceitar e ter em conta?

    Considerar que a Ética é objetiva ou não é objetiva influencia de modo diferente as nossas respostas a inúmeras questões.

    O problema da natureza dos juízos de valor morais é uma questão importante com implicações na resposta à questão de saber se

    Para discutir este problema é preciso ter em consideração o facto de muitas sociedades atuais serem multiculturais: pessoas de culturas, valores e costumes diferentes vivem em conjunto.

    há ou não verdades objetivas na Ética

    Como lidar com essas diferenças? Será tudo aceitável?

    O SUBJETIVISMO

    Tese fundamental Todos os juízos de valor morais são subjetivos.

    O subjetivismo considera que os juízos de valor morais não são objetivamente verdadeiros nem falsos. Dito de outro modo, nos temas éticos não há lugar para uma verdade objetiva e universal, face à qual se pudesse dizer que o juízo contrário é falso.

    Cada pessoa tem a sua verdade, ou seja,

    a verdade ou falsidade de um juízo depende dos sentimentos e preferências individuais:

    Para o subjetivismo, em situações de opiniões divergentes sobre um determinado assunto nenhuma opinião é melhor do que outras, o juízo de uma pessoa não tem mais valor do que o juízo de outra.

    … os juízos são verdadeiros para as pessoas que os aceitam.

    … os juízos são falsos para as pessoas que os rejeitam.

    O SUBJETIVISMO

    PARA OS DEFENSORES DO SUBJETIVISMO

    Ao não impor aos outros os seus juízos morais:

    • favorece a liberdade individual;
    • promove a tolerância entre pessoas com convicções morais diferentes.

    O RELATIVISMO

    Tese fundamental

    Todos os juízos de valor morais são culturalmente relativos.

    Tal como o subjetivismo, o relativismo também considera que os juízos de valor morais não são objetivamente verdadeiros nem falsos. Mas enquanto o subjetivismo afirma que a verdade ou falsidade dos juízos depende dos sentimentos e preferências do indivíduo, o relativismo afirma que depende da cultura de cada sociedade:

    • os juízos morais são verdadeiros para as sociedades que os aceitam;
    • os juízos morais são falsos para as sociedades que os rejeitam.

    O RELATIVISMO

    Nem melhores nem piores: diferentes.

    O relativismo dá muita importância à diversidade cultural: povos diferentes têm valores e costumes diferentes.

    O relativismo afirma que não se pode dizer que os valores de uma sociedade são melhores ou piores do que os de outra.

    • A mutilação genital feminina é moralmente certa.
    • A mutilação genital feminina é moralmente errada.

    Estes juízos são verdadeiros ou falsos?

    Ambos são verdadeiros em algumas sociedades e falsos noutras, pois a prática da mutilação é aprovada pela maioria das pessoas em algumas sociedades e reprovada pela maioria noutras sociedades. Não há uma maneira neutra e universal de determinar que uma dessas posições é preferível à outra.

    O OBJETIVISMO

    Tese fundamental Alguns juízos de valor morais são objetivos.

    A verdade ou falsidade de alguns juízos de valor morais não depende nem da cultura nem das preferências individuais. A verdade ou falsidade desses juízos depende das razões que os sustentam, ou seja:

    • um juízo moral será objetivamente verdadeiro, se puder ser justificado com boas razões;
    • um juízo moral será objetivamente falso, se não puder ser justificado com boas razões.

    O OBJETIVISMO

    Alguém pode estar enganado

    Como vimos, o objetivismo defende que alguns juízos de valor morais são objetivos. Esta objetividade de alguns juízos significa que acerca de um determinado assunto é possível:

    • alguém estar objetivamente certo;
    • alguém estar objetivamente errado.

    Deste modo, o objetivismo rejeita a ideia de que, acerca de um assunto que gera desacordo, nenhum dos lados pode estar errado, como é defendido pelo relativismo.

    O OBJETIVISMO

    Para o objetivismo, há assuntos acerca dos quais já sabemos o que é realmente verdadeiro.

    Se uma pessoa discorda de um certo juízo moral, essa pessoa está objetivamente enganada.

    Porém, há também assuntos que são motivo de controvérsia mesmo entre especialistas e não há modo de garantir qual dos juízos sobre essa matéria é o verdadeiro.

    Mas, mesmo que não saibamos qual deles é o juízo verdadeiro, ainda assim um deles será o verdadeiro e o outro será falso – e por isso vale a pena investigar e debater para tentar estabelecer qual é o verdadeiro.