Funções do 2.º Grau
Da equação ao gráfico — entender a parábola de forma visual, passo a passo. Uma jornada pelo mundo das funções quadráticas para alunos do 10.º ano.
O que vamos aprender hoje?
01
02
03
Definição de função quadrática
Função quadrática
O Gráfico: a Parábola
Escrever a equação conhecendo as coordenadas do vértice
Concavidade, zeros, interseções e contradomínio
Expressão algébrica - polinómio do 2º grau completo e incompleto
04
05
Transformações do gráfico
Exercícios Resolvidos
Translações associadas a vetores de coordenadas inteiras
Prática guiada para consolidar os conhecimentos
O que é uma função quadrática?
Uma função real de variável real do 2.º grau é toda função f : ℝ → ℝ que pode ser escrita na forma:
f(x) = ax² + bx + c, com a, b, c ∈ ℝ e a ≠ 0
O grau da função é determinado pelo maior expoente da variável — neste caso, 2. O coeficiente a nunca pode ser zero, caso contrário seria uma função do 1.º grau.
Função quadrática - Expressão algébrica
Polinómio do 2º grau completo
Polinómio do 2º grau incompleto (b = 0)
f(x) = ax² + bx + c
f(x) = ax² + c
com a ≠ 0, b ≠ 0, c ≠ 0
Sem termo em x
Exemplo: f(x) = 2x² − 3x + 1
Exemplo: f(x) = x² − 4
Polinómio do 2º grau incompleto (c = 0)
Polinómio do 2º grau incompleto (b=c=0)
f(x) = ax² + bx
f(x) = ax²
Sem termo independente
Função mais simples
Exemplo: f(x) = 3x² − 6x
Exemplo: f(x) = x²
Expressão algébrica de uma função quadrática na forma
Quando conhecemos as coordenadas do vértice V(h, k) de uma parábola, podemos escrever diretamente a equação na forma canónica:
onde (h, k) são as coordenadas do vértice e a determina a abertura da parábola.
💡 Para encontrar a, substituímos as coordenadas de outro ponto conhecido do gráfico.
Exemplo
Escrever a expressão algébrica de uma função f , cujo vértice é V(2, −3) e que a parábola passa pelo ponto (0, 5).
Forma geral:
Concavidade: Para Cima ou Para Baixo?
A regra é simples:
a > 0 → Concavidade voltada para cima ∪ A parábola tem um ponto mínimo
a < 0 → Concavidade voltada para baixo ∩ A parábola tem um ponto máximo
Vértice, Eixo de Simetria e Contradomínio
Vértice da Parábola
Eixo de Simetria
Contradomínio
As coordenadas do vértice são: h e k = f(h) O vértice é o ponto de máximo ou mínimo.
A reta vertical x = h divide a parábola em duas metades simétricas.
Conjunto de valores que f(x) assume: a > 0 → D' = [k, +∞[ a < 0 → D' = ]−∞, k]
Zeros e Interseções com os Eixos
Interseção com o eixo Oy
Fazer x = 0: o resultado é f(0) = c. O ponto é sempre (0, c).
Zeros da função
Fazer f(x) = 0 e resolver a equação do 2.º grau:
Δ = b² − 4ac (binómio discriminante)• Δ > 0 → dois zeros reais e distintos • Δ = 0 → um zero real (duplo) • Δ < 0 → sem zeros reais
Exemplo f(x) = x² − 2x − 3
Coeficientes
Binómio discriminante
a = 1, b = −2, c = −3 a > 0 → concavidade ∪
Δ = (−2)² − 4(1)(−3) Δ = 4 + 12 = 16
Zeros
Vértice
x = (2 ± 4) / 2 x₁ = 3 e x₂ = −1
(ponto médio dos zeros) k = f(1) = 1 − 2 − 3 = −4 V = (1, −4)
Interseção com o eixo Oy
Contradomínio
f(0) = −3 Ponto: (0, −3)
D'(f) = [−4, +∞[
Transformações do gráfico de uma função quadrática
A partir do gráfico de uma função quadrática, podemos deslocar a parábola no plano usando vetores de translação. Estes deslocamentos alteram a posição mas não a forma da parábola.
Translação horizontal — vetor (a, 0)
Dado o vetor (a, 0) com a ∈ ℤ:
g(x) = f(x − a)
- a > 0 → desloca a parábola a unidades para a direita
- a < 0 → desloca a parábola |a| unidades para a esquerda
Passo 2
Passo 1
Exemplo: f(x) = x² → g(x) = (x − 3)² desloca 3 unidades para a direita.
Translação vertical — vetor (0, b)
Dado o vetor (0, b) com b ∈ ℤ:
g(x) = f(x) + b
- b > 0 → desloca a parábola b unidades para cima
- b < 0 → desloca a parábola |b| unidades para baixo
Parábola deslocada
Parábola original
Exemplo: f(x) = x² → g(x) = x² + 4 desloca 4 unidades para cima. O vértice passa de (0, 0) para (0, 4).
Translação associada ao vetor (a, b)
Combinando os dois deslocamentos anteriores, com o vetor (a, b) onde a, b ∈ ℤ:
g(x) = f(x − a) + b
Parábola Original
f(x) = x² Vértice: V(0, 0)
Vetor (3, 2)
Desloca 3 para a direita e 2 para cima
Nova Função
g(x) = (x − 3)² + 2
Novo Vértice
V'(3, 2) Forma e abertura mantidas
Síntese Final
f(x) = ax² + bx + c (a ≠ 0)
f(x) = a(x − h)² + k
Concavidade
a > 0 → ∪ mínimo a < 0 → ∩ máximo
Translações
Vetor (a,b): g(x) = f(x−a) + b
Funcão_quadrática.pptx
Lurdes Faria
Created on April 9, 2026
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Essential Business Proposal
View
Project Roadmap Timeline
View
Step-by-Step Timeline: How to Develop an Idea
View
Artificial Intelligence History Timeline
View
Mobile Phone Call
View
Momentum: Tools Tutorial
View
Momentum: Onboarding Video
Explore all templates
Transcript
Funções do 2.º Grau
Da equação ao gráfico — entender a parábola de forma visual, passo a passo. Uma jornada pelo mundo das funções quadráticas para alunos do 10.º ano.
O que vamos aprender hoje?
01
02
03
Definição de função quadrática
Função quadrática
O Gráfico: a Parábola
Escrever a equação conhecendo as coordenadas do vértice
Concavidade, zeros, interseções e contradomínio
Expressão algébrica - polinómio do 2º grau completo e incompleto
04
05
Transformações do gráfico
Exercícios Resolvidos
Translações associadas a vetores de coordenadas inteiras
Prática guiada para consolidar os conhecimentos
O que é uma função quadrática?
Uma função real de variável real do 2.º grau é toda função f : ℝ → ℝ que pode ser escrita na forma:
f(x) = ax² + bx + c, com a, b, c ∈ ℝ e a ≠ 0
O grau da função é determinado pelo maior expoente da variável — neste caso, 2. O coeficiente a nunca pode ser zero, caso contrário seria uma função do 1.º grau.
Função quadrática - Expressão algébrica
Polinómio do 2º grau completo
Polinómio do 2º grau incompleto (b = 0)
f(x) = ax² + bx + c
f(x) = ax² + c
com a ≠ 0, b ≠ 0, c ≠ 0
Sem termo em x
Exemplo: f(x) = 2x² − 3x + 1
Exemplo: f(x) = x² − 4
Polinómio do 2º grau incompleto (c = 0)
Polinómio do 2º grau incompleto (b=c=0)
f(x) = ax² + bx
f(x) = ax²
Sem termo independente
Função mais simples
Exemplo: f(x) = 3x² − 6x
Exemplo: f(x) = x²
Expressão algébrica de uma função quadrática na forma
Quando conhecemos as coordenadas do vértice V(h, k) de uma parábola, podemos escrever diretamente a equação na forma canónica:
onde (h, k) são as coordenadas do vértice e a determina a abertura da parábola.
💡 Para encontrar a, substituímos as coordenadas de outro ponto conhecido do gráfico.
Exemplo
Escrever a expressão algébrica de uma função f , cujo vértice é V(2, −3) e que a parábola passa pelo ponto (0, 5).
Forma geral:
Concavidade: Para Cima ou Para Baixo?
A regra é simples:
a > 0 → Concavidade voltada para cima ∪ A parábola tem um ponto mínimo
a < 0 → Concavidade voltada para baixo ∩ A parábola tem um ponto máximo
Vértice, Eixo de Simetria e Contradomínio
Vértice da Parábola
Eixo de Simetria
Contradomínio
As coordenadas do vértice são: h e k = f(h) O vértice é o ponto de máximo ou mínimo.
A reta vertical x = h divide a parábola em duas metades simétricas.
Conjunto de valores que f(x) assume: a > 0 → D' = [k, +∞[ a < 0 → D' = ]−∞, k]
Zeros e Interseções com os Eixos
Interseção com o eixo Oy
Fazer x = 0: o resultado é f(0) = c. O ponto é sempre (0, c).
Zeros da função
Fazer f(x) = 0 e resolver a equação do 2.º grau:
Δ = b² − 4ac (binómio discriminante)• Δ > 0 → dois zeros reais e distintos • Δ = 0 → um zero real (duplo) • Δ < 0 → sem zeros reais
Exemplo f(x) = x² − 2x − 3
Coeficientes
Binómio discriminante
a = 1, b = −2, c = −3 a > 0 → concavidade ∪
Δ = (−2)² − 4(1)(−3) Δ = 4 + 12 = 16
Zeros
Vértice
x = (2 ± 4) / 2 x₁ = 3 e x₂ = −1
(ponto médio dos zeros) k = f(1) = 1 − 2 − 3 = −4 V = (1, −4)
Interseção com o eixo Oy
Contradomínio
f(0) = −3 Ponto: (0, −3)
D'(f) = [−4, +∞[
Transformações do gráfico de uma função quadrática
A partir do gráfico de uma função quadrática, podemos deslocar a parábola no plano usando vetores de translação. Estes deslocamentos alteram a posição mas não a forma da parábola.
Translação horizontal — vetor (a, 0)
Dado o vetor (a, 0) com a ∈ ℤ:
g(x) = f(x − a)
Passo 2
Passo 1
Exemplo: f(x) = x² → g(x) = (x − 3)² desloca 3 unidades para a direita.
Translação vertical — vetor (0, b)
Dado o vetor (0, b) com b ∈ ℤ:
g(x) = f(x) + b
Parábola deslocada
Parábola original
Exemplo: f(x) = x² → g(x) = x² + 4 desloca 4 unidades para cima. O vértice passa de (0, 0) para (0, 4).
Translação associada ao vetor (a, b)
Combinando os dois deslocamentos anteriores, com o vetor (a, b) onde a, b ∈ ℤ:
g(x) = f(x − a) + b
Parábola Original
f(x) = x² Vértice: V(0, 0)
Vetor (3, 2)
Desloca 3 para a direita e 2 para cima
Nova Função
g(x) = (x − 3)² + 2
Novo Vértice
V'(3, 2) Forma e abertura mantidas
Síntese Final
f(x) = ax² + bx + c (a ≠ 0)
f(x) = a(x − h)² + k
Concavidade
a > 0 → ∪ mínimo a < 0 → ∩ máximo
Translações
Vetor (a,b): g(x) = f(x−a) + b