A abertura europeia ao mundo
Mutações nos conhecimentos, sensibilidades e valores nos séculos XV e XVI
Aprendizagens Essenciais
- O alargamento do conhecimento do mundo Reconhecer o papel dos portugueses na abertura europeia ao mundo e a sua contribuição para a síntese renascentista;
- Demonstrar que o império português foi o primeiro poder global naval;
- Reconhecer que o contributo português se baseou na inovação técnica e na observação e descrição da natureza, abrindo caminho ao desenvolvimento da ciência moderna;
- Demonstrar que as novas rotas de comércio intercontinental promoveram a circulação de pessoas e produtos, influenciando os hábitos culturais à escala global;
- Reconhecer que a prosperidade das potências imperiais se ficou também a dever ao tráfico de seres humanos, principalmente de África para as plantações das Américas;
- Identificar/aplicar os conceitos: navegação astronómica; cartografia; experiencialismo; globalização.
Índice
Lição nº130
Lição nº109
Lições nº131 e 132
Lições nº110 e 111
Lições nº133 e 134
Lições nº112 e 113
Lições nº114 e 115
Lição nº135
Lições nº136 e 137
Lições nº116 e 117
Lições nº138 e 139
Lição nº118 e 119
Lição nº120
Lição nº140
Lições nº121 e 122
Lições nº141 e 142
Lições nº123 e 124
Lições nº143 e 144
Lição nº125
Lições nº146 e 147
Lições nº126 e 127
Lições nº128 e 129
Lição nº109 15 - 04 - 2026
Sumário
As condições de afirmação do Renascimento na Europa. Eclosão, difusão e caraterização da participação ibérica no contexto da expansão cultural renascentista.
Rafael, Escola de Atenas, 1509-1511
Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações
Mapa das Rotas (Ouro, Especiarias e Seda)
As condições da expansão cultural
- A Época Moderna, inicia-se em meados do século XV e termina em finais do século XVIII;
- Tradicionalmente, aponta-se o ano de 1453, data da conquista de Bizâncio pelos Turcos Otomanos, como a data de inicio da Época Moderna;
- Há um dinamismo económico, cultural e de mentalidades na Europa;
- As cidades reanimam-se, há uma abertura de novas rotas transcontinentais, descobrem-se novas técnicas náuticas e desenvolvimento da cartografia, a descoberta da imprensa (os caracteres metálicos e a prensa de impressão de Gutenberg 1394-1468) e a utilização da pólvora e de armas de fogo, revolucionam a vida;
- Ocorrem as descobertas marítimas e encontro de povos, o triunfo do capitalismo comercial, a ascensão burguesa, o absolutismo régio, o Renascimento, a Reforma e a afirmação do espírito científico.
A prensa de Gutenberg
O Renascimento – eclosão e difusão
- O Renascimento marcou a história europeia dos séculos XV e XVI;
- O Homem é visto como algo bom, livre e responsável;
- O Homem é a medida de todas as coisas;
- Surge o movimento Humanista ou Humanismo;
- Humanismo – foi um movimento intelectual desenvolvido na Europa durante o Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. Inspirado pela Antiguidade Clássica. Nasceu em Itália e abrangeu a maior parte da Europa;
- O Humanismo renascentista propõe o antropocentrismo;
- O antropocentrismo era a ideia de “o homem ser o centro do pensamento filosófico”, ao contrário do teocentrismo, a ideia de “Deus se o centro do pensamento filosófico”;
- A Antiguidade Clássica (grega e romana) inspirou os artistas do Renascimento;
- Outro campo que se desenvolveu nesta época foi o da investigação científica, fruto do espírito racional e crítico do Homem renascentista.
Homem Vitruviano (1590) de Leonardo da Vinci: símbolo do antropocentrismo humanista
A Itália, o berço do Renascimento
- Contacto permanente com as ruínas e monumentos do Império Romano que ainda atestavam o seu esplendor;
- Homens, que no século XIV, preparavam este movimento, como Dante (Divina Comédia), Petrarca (Sonetos) e Bocaccio (Decameron), em que criticaram a sociedade, fizeram referências à Antiguidade e propuseram novos modelos estéticos e literários;
- Busca de obras de arte e manuscritos clássicos que deram início à arqueologia e ao colecionismo (embrião dos museus);
- A política do século XV nesta região possibilitou a larga autonomia e liberdade de muitas cidades (comunas);
- O enriquecimento de um grupo social, graças ao comércio e à banca. Estes pretendiam perpetuar o seu nome e afirmar o seu poder pessoal. A cooperação de homens muito dotados nas artes, nas ciências e letras com os governantes e os poderosos fez com que, não encontrando na medievalidade modelos adequados para a exaltação da sua obra, recorressem aos da Antiguidade Clássica;
- Após a queda de Constantinopla, a vinda para Itália de homens de letras e cultura bizantina que, ao transportarem livros e conhecimento da cultura helenística, relançaram o gosto pelo estudo das letras e obras gregas ao lado do latim e do hebreu;
- O comércio marítimo italiano que se desenrolava entre o Mediterrâneo Oriental e o Atlântico, contactando com diferentes culturas, tradições e costumes.
Estados Italianos
Gioconda ou Mona Lisa, Leonardo da Vinci
Pietá, Miguel Ângelo
Mulher no Espelho, Ticiano
O Renascimento espalhou-se pela Europa, criando novas sínteses e reinterpretações, juntando as novas ideias com as tradições locais:
- Países Baixos: No século XV, governados pelos Duques de Borgonha (os mais ricos soberanos da Europa), desenvolveram a pintura a óleo (Jan e Hubert van Eyck, Hugo van der Goes). Erasmo de Roterdão, filósofo, é considerado um dos principais humanistas.
- França: Mecenato do rei Francisco I, impulsionou os estudos humanistas, ao fundar o Colégio de França, em Paris, em 1530.
- Alemanha: Surgem as cidades universitárias e centros de imprensa, destacam-se os pintores Albretch Durer e Hans Holbein.
- Inglaterra: Destacou-se Thomas Moore e as universidades de Oxford e Cambridge.
- Na Península Ibérica: destacaram-se as universidades de Alcalá de Henares (Cardeal Cisneres), e o Colégio das Artes Humanistas em Coimbra, pelas mão de D. João III.
- Nas cortes de Matias Corvino, na Hungria, nos finais do século XV, destaca-se a Biblioteca com cerca de 3000 volumes.
- Na Polónia, com Casimiro IV, a universidade de Carcóvia teve um papel primordial na irradiação das novas ideias, destacando-se os estudos de Nicolau Copérnico.
Características da participação da Península Ibéricana Europa do Renascimento
- Pelo afluxo das mercadorias ultramarinas;
- Pelos conhecimentos geográficos;
- Pelo conhecimento técnico forjado na experiência dos mares;
- Lisboa e Sevilha, cidades cosmopolitas e cabeças dos primeiros dois impérios coloniais da Europa moderna:
- Descobertas marítimas (a América, por exemplo);
- Na interseção das principais rotas de comércio;
- Desenvolvimento científico e tecnológico;
- Aumento populacional e dinamismo burguês.
Rotas Marítimasdos navegadores portugueses e espanhois
Lisboa
- Maior metrópole comercial do mundo no início do século XVI, devido às navegações portuguesas pelos arquipélagos atlânticos, a África, a Índia e o Brasil;
- Ponto de ligação das principais rotas comerciais, passavam pelo porto de Lisboa as tripulações das armadas, os soldados, os missionários, os mercadores e os aventureiros que partiam ou chegavam do Império, os funcionários da Alfândega, da Casa da Guiné e da Índia, os banqueiros europeus, os humildes carregadores e os escravos negros;
- Os grandes estaleiros da Ribeira das Naus, os bazares (Rua Nova dos Mercadores e casas comerciais (Casa da Guiné e Índia));
- Metrópole política desde o século XV, onde se instalara a alta administração do Reino e do Ultramar;
- Reconstrução urbanística ligada ao novo movimento comercial (Armazéns do trigo, Paço da Ribeira, o Hospital de todos os Santos, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, entre outros).
Lisboa
Sevilha
- Cristóvão Colombo conduziu a Espanha, nos finais do século XV, à descoberta de um continente por todos ignorado, a América (ouro e prata);
- A Carreira das Índias, a articulação entre Espanha (Sevilha) e os territórios americanos, era feita duas vezes por ano;
- Ponto de ligação das principais rotas comerciais e instalações de grandes firmas comerciais estrangeiras (genoveses, flamengos, franceses e portugueses);
- Organização da Casa da Contratação (geria o fluxo de embarcações e comércio);
- Cidade de grandes contrastes, entre grandezas e misérias;
- Dinamismo demográfico (aumento populacional, migrações e escravos).
Lição nº110 e 111 17 - 04 - 2026
Sumário
Os fatores da expansão portuguesa: económicos, sociais, políticos e religiosos.
Inovação técnica: os instrumentos de navegação e a cartografia portuguesa.
O mundo conhecido no século XV
Planisfério de Ptolomeu, 1482
Mapa das Rotas (Ouro, Especiarias e Seda)
O "Saber de Experiência Feito" - Do Empirismo à Expansão
- A Herança da Pesca: Séculos de faina costeira converteram a observação de ventos, marés e astros em um instinto técnico, permitindo que marinheiros "lessem" o oceano como um mapa vivo.
- A "Volta do Mar": O conhecimento empírico das correntes costeiras revelou que o caminho mais rápido exigia o afastamento da costa para aproveitar os ventos circulares — a chave mestra para as rotas globais.
- O Salto Tecnológico: A experiência acumulada refinou a Caravela (unindo agilidade e resistência) e transformou relatos de pescadores em cartografia científica.
O saber acumulado transformou o Atlântico de um "Mar Tenebroso" em uma rota de comércio, provando que a exploração global foi o amadurecimento lógico de uma longa tradição local.
Fatores da Expansão Portuguesa
Fatores Económicos:
- A escassez de ouro para amoedação;
- A necessidade de novos mercados e produtos, desde plantas tintureiras às especiarias;
- A carência de mão de obra, decorrente da crise do século XIV, que poderia ser atenuada com a captura ou compra de escravos.
Fatores Sociais:
- Clero, nobreza e povo apoiaram a Expansão portuguesa:
- Ao clero interessava o combate ao infiel e a expansão da fé cristã, através da evangelização, bem como a obtenção de rendas e doações;
- A nobreza apoiava a conquista de novas terras, tinha em vista o acesso a cargos e títulos, sobretudo os filhos segundos;
- À burguesia interessava o domínio de novas rotas e mercados, para a obtenção de rendimentos.
Fatores Políticos:
D. João I
Infante D. Henrique
- A situação de paz interna vivida no reino (desde o fim da guerra com Castela e a celebração do Tratado de Ayllón (1411)) levou à necessidade de ocupar a nova nobreza que apoiara D. João I na ascensão ao trono;
- A submissão da nobreza à Coroa favoreceu a iniciativa régia;
- O apoio da Coroa à Expansão e exploração de novas terras, contou com o envolvimento dos filhos de D. João I, dos quais se destacou o Infante D. Henrique.
Fatores Religiosos:
- O desejo de difundir a fé cristã e de combater o infiel, através da conquista de terras do Norte de África e da colonização de novas terras, mobilizou a Igreja;
- A Igreja concedeu aos reis de Portugal o exclusivo da navegação, conquista e comércio nas terras para além do Bojador.
Navegar é Preciso: Os Instrumentos que Abriram o Atlântico
Inovação técnica
- Quando os portugueses iniciaram a sua empresa expansionista, beneficiavam de uma herança de invenções e técnicas de navegação, herdadas dos conhecimentos divulgados pelos Judeus e pelos Árabes, e testados na bacia mediterrânea, por Venezianos, Genoveses, Catalães e Maiorquinos;
- Esta "herança" explica por que razão D. Henrique e os reis portugueses contrataram tantos cartógrafos maiorquinos e pilotos genoveses nos primeiros anos da expansão. Portugal funcionou como um centro de "gestão de dados" da época.
- A partir de meados do século XV, os avanços e as técnicas náuticas evoluíram.
Os principais avanços das técnicas náuticas
- O leme de cadaste (central);
- A bússola e as cartas-portulano;
- O astrolábio, o quadrante e a bastilha;
- A utilização de velas triangulares ou latinas;
- Surge um novo tipo de barco, a caravela, que permite bolinar (fazer sucessivas inclinações oblíquas de velas, numa espécie de ziguezague para vencerem os ventos contrários);
- Mais tarde surgem as naus e os galeões.
Os instrumentos de navegação
- A bússola permitia a orientação através dos polos magnéticos da terra, indicando o Norte aos navegadores. Servia também para traçar as linhas de rumo e estima nas cartas de marear.
- As cartas de marear, ou portulanos, davam indicações sobre o rumo a tomar. Nelas se traçavam linhas de rumo correspondentes à direção da rosa dos ventos.
Traçado de linhas de rumo no portulano de Ben Zara, 1472
- A caravela latina portuguesa foi utilizada para navegar a sul do Bojador. A partir daí, permitiu navegar contra o vento e avançar em ziguezague, isto é, bolinar. Esta técnica possibilitava às embarcações maior rapidez e mobilidade;
- A vela triangular foi aplicada à caravela ou a outras embarcações, nomeadamente à nau. Este tipo de vela permitiu navegar com ventos contrários e possibilitava às embarcações bolinar;
- A nau era um barco de grande porte, uma embarcação mais robusta. Tinha maior capacidade de tonelagem e permitiu fazer as grandes viagens para o Oriente;
- Associou a vela triangular à vela quadrangular permitindo navegar com diferentes tipos de vento;
- O quadrante, o astrolábio e a balestilha, eram instrumentos de navegação astronómica que permitiam calcular a altura dos astros;
- Possibilitavam também o cálculo da latitude e permitiam a navegação noturna e em mar alto deixando assim de ser necessária a navegação à vista, facilitando a realização de viagens intercontinentais.
Novas técnicas de navegar: a orientação pelos astros
- A impossibilidade de navegar à vista no Atlântico Sul obrigou à utilização de instrumentos de navegação que permitiram a orientação em mar alto, através da observação dos astros;
- Os Portugueses desenvolveram, a partir do século XV, a navegação astronómica, assente na observação dos astros, de modo a determinar a posição das embarcações e o rumo a seguir;
- A norte do Equador, os marinheiros guiavam-se pela Estrela Polar e, a baixo deste linha, pelo Cruzeiro do Sul.
A cartografia portuguesa
- Divulga a nova geografia e novos povos, a fauna e a flora, revelando uma representação mais fidedigna e rigorosa da realidade;
- Dá a conhecer a descoberta de novas terras e afirma-se no panorama europeu;
- As cartas portuguesas eram ricamente iluminadas e minuciosamente elaboradas;
- Grandes avanços na determinação das coordenadas geográficas (latitude e longitude), resolveram o problema de determinar a latitude;
- O problema de determinar a longitude, só foi completamente resolvido no século XVIII;
- Cantino publica um novo planisfério em 1502 e, Mercator (1569) desenvolve um novo sistema de projeção cilíndrica mais rigoroso.
Tempo de consolidar
Faz os exercícios das páginas 10 e 11 do volume 3 do Manual.
Lição nº112 e 113 20 - 04 - 2026
Sumário
Correção dos exercícios realizados na aula transata. As principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (de 1415 a meados do século XVI).
Principais etapas e áreas da Expansão Portuguesa
- Norte de África - O arranque da Expansão deu-se com a conquista de Ceuta, em 1415. Para além dos motivos religiosos, a Expansão teve objetivos militares e económicos, visando a conquista de praças para dominar pontos estratégicos, controlar a pirataria moura e assegurar o acesso aos cereais e às rotas do ouro africano, que atravessavam o deserto do Sara;
A conquista de Ceuta
- Arquipélagos atlânticos - Em 1418, navegadores portugueses chegaram à ilha do Porto Santo, em 1419, à ilha da Madeira, e, em 1427, iniciou-se a descoberta das ilhas dos Açores;
- Nestes arquipélagos fundaram-se as primeiras povoações fora da Europa, colonizando-se as terras e promovendo-se o seu desenvolvimento económico, através da exploração dos recursos naturais (plantas tintureiras, madeiras) e da introdução do trigo, do açúcar e do gado.
- Litoral africano - A passagem do cabo Bojador, em 1434, por Gil Eanes, abriu caminho à descoberta da costa ocidental africana. Até 1443, o comércio nesta zona da costa era realizado por particulares, obrigados ao pagamento do quinto à Coroa. O infante D. Henrique passou a deter o monopólio do comércio a sul do Bojador a partir de 1443, por concessão do rei D. Duarte. A exploração da costa africana, no período henriquino, atingiu a Serra Leoa, em 1460. Neste período chegaram ao reino os primeiros escravos e algum pó de ouro.
- A partir de 1469 (reinado de D. Afonso V), a exploração do litoral africano e do golfo da Guiné foi entregue a particulares, que acederam ao primeiro ouro africano da costa da Guiné, bem como ao marfim, que chegaram à Europa por intermédio das caravelas portuguesas.
- No reinado de D. João II, a expansão ultramarina voltou a ser conduzida pela Coroa, em regime de monopólio. Realizaram-se viagens de exploração da costa africana a sul do equador, atingindo-se a foz do Zaire. A viagem de Bartolomeu Dias, em 1487, dobrando o cabo das Tormentas, depois designado Boa Esperança, foi determinante para uma nova fase da expansão, abrindo o caminho para a navegação no Índico.
- No reinado de D. Manuel, Vasco da Gama, em 1497, partiu em direção à Índia e, em 1498, os Portugueses chegaram a Calecute. A chegada ao Brasil ocorreu em 1500, com a viagem de Pedro Álvares Cabral.
- As viagens de Vasco da Gama e de Pedro Álvares Cabral permitiram substituir as rotas comerciais terrestres pela rota do Cabo. Graças a esta rota, eram as caravelas e as naus portuguesas que traziam para a Europa, sem intermediários, os produtos orientais.
- A superioridade da artilharia e das técnicas náuticas dos Portugueses asseguraram o monopólio do comércio no Índico, permitindo conquistar pontos estratégicos, celebrar alianças e tratados de comércio com potentados locais, estabelecer feitorias e entrepostos comerciais. Formou-se, deste modo, o Império Português do Oriente.
- Ao longo das primeiras décadas do século XVI foi possível também contactar com a China e atingir o Japão.
A Espanha também se destacou nas viagens de exploração marítima:
- Cristóvão Colombo atingiu as Antilhas em 1492;
- Fernão de Magalhães realizou a viagem de circum-navegação, em 1521, a qual foi terminada por Sebastián de Elcano, que comprovou a esfericidade da Terra.
Tratado de Tordesilhas
Tempo de consolidar
Faz os exercícios das páginas 18 e 19 do volume 3 do Manual.
Lição nº114 e 115 24 - 04 - 2026
Sumário
O contributo dos portugueses: a observação e descrição da natureza. A matematização do real e a revolução das conceções cosmológicas. Realização de uma ficha de consolidação de conhecimentos.
Observação e descrição da Natureza
- As descobertas iniciadas pelos portugueses substituíram a visão limitada do mundo mediterrânico, por uma visão global do planeta;
- Os portugueses, baseados na observação, contrariaram muitas ideias preconcebidas sobre mares, terras, faunas e flora de regiões pouco conhecidas ou mesmo desconhecidas;
- É uma atitude pré-científica, resulta do conhecimento empírico, de vivências experimentadas, da realidade observada (experiencialismo);
- A observação da natureza nas viagens de descobrimento possibilitou:
- o desenvolvimento do espírito crítico;
- o questionar do saber dos Antigos;
- a valorização da observação;
- a afirmação da experiência como fonte do saber (experiencialismo);
- a produção de obras de literatura científica e de viagens.
Planisfério da autoria de Alberto Cutileiro, 1970, Museu da Marinha
Observação e descrição da Natureza - contributo de alguns homens
"A experiência que é madre das cousas, nos desengana e de toda a dúvida nos tira."
Duarte Pacheco Pereira, Esmeraldo de Situ Orbis.
- Escreveu a obra Esmeraldo de Situ Orbis (1506-1508);
- Defendeu a experiência e a observação da realidade como meio de conhecimento;
- Criticou a autoridade do saber livresco que, em seu entender, tinha de ser confrontado com a experiência prática;
- Observou a fauna e a flora nas novas terras, desmistificando ideias vinculadas pelos autores Antigos.
Duarte Pacheco Pereira
O modo que tive para alcançar este segredo [das águas do Mar Roxo] foi […] mandar mergulhadores que me trouxessem as pedras que jaziam no fundo.
D. João de Castro, Roteiro de Goa a Suez.
- Destacou-se pelo espírito científico;
- Escreveu a obra Roteiros, na qual demonstrou os seus conhecimentos geográficos e o seu espírito de investigação científica;
- Procurou conhecer a causa e a natureza das coisas;
- Elaborou o primeiro guia da navegação do Mar Vermelho;
- Defendeu a experiência prática e o confronto dos ensinamentos dos Antigos com a observação.
D. João de Castro
Digo que se sabe num dia mais agora com os Portugueses do que se sabia em cem anos pelos Romanos.
Garcia de Orta, Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia.
- Publicou em 1563, a obra Colóquio dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia, um importante tratado de botânica e farmacopeia;
- Estudou, de forma sistemática, as plantas usadas na medicina;
- Distanciou-se dos autores Antigos, recorrendo à observação direta, à experiência e ao espírito crítico, para atingir a verdade.
Garcia de Orta
Pedro Nunes
[…] seduziu-me o intento de explicar claramente este assunto mediante os princípios certíssimos da matemática.
Pedro Nunes, De Crepusculis.
- Adotou princípios matemáticos na explicação da realidade;
- Procurou conciliar a ciência e a técnica com a observação e a teoria;
- Inventou o nónio, um instrumento de medição mais preciso.
Pedro Nunes
O conhecimento científico da Natureza – a matematização do real
- A conjugação da valorização da experiência e da matemática, está na origem do método experimental (método científico);
- Leonardo da Vinci (1452-1519) teve um papel percursor na afirmação de uma nova mentalidade científica;
- No processo de matematização do real, surge a noção de que só a demonstração matemática das hipóteses suscitadas pela observação, permitiria a formulação de leis científicas;
- Pouco a pouco vulgariza-se o uso dos números e das medidas;
- Dá-se uma lenta transformação das estruturas mentais, e revela-se uma mentalidade quantitativa;
- A numeração romana é substituída pela numeração árabe;
- O Homem renascentista recorre aos números no decorrer das suas atividades:
- Navegador – calcula distâncias, latitudes, ...;
- Mercador e banqueiro – avalia lucros e perdas,...;
- Funcionários do Estado – calculam impostos, coleta de rendas,...
A revolução das conceções cosmológicas
- No início do Renascimento, a teoria geocêntrica, era a conceção cosmológica dominante, derivava dos trabalhos de Aristóteles (384-322 a.C) e Ptolomeu (100-165);
- Já na Antiguidade houve autores que contrariaram a teoria geocêntrica, como Aristarco de Samos (320-250 a.C.), que defendeu uma perspetiva heliocêntrica;
- Nicolau Copérnico (1473-1543) recuperou o modelo heliocêntrico, demonstrando matematicamente que o Sol ocupa o centro do sistema e a Terra e os demais planetas descrevem movimentos de translação em torno do Sol e de rotação sobre o seu próprio eixo;
- As conceções do universo geocêntrico de Ptolomeu e a doutrina da Igreja vão ser abaladas, iniciando-se uma verdadeira revolução das conceções cosmológicas.
Conceções cosmológicas – contributo de alguns homens
- Nicolau Copérnico (1473-1543) reviveu o heliocentrismo ao demonstrar matematicamente que o Sol é o centro do sistema solar, com os planetas realizando movimentos de rotação e translação ao seu redor.
- Giordano Bruno (1548-1600) – frade italiano, defendeu a teoria de um universo infinito, com inúmeras estrelas, que eram o centro outros sistemas planetários. A Inquisição condenou-o à morte na fogueira;
- Ticho Brahe (1546-1601) – astrónomo dinamarquês, pensou num novo sistema planetário, que conciliava a teoria heliocêntrica (os planetas giram à volta do sol) e a geocêntrica (o Sol e a Lua deslocam-se à volta da Terra);
- Galileu Galilei (1564 – 1642) – astrónomo italiano, aperfeiçoou o telescópio.
- Johannes Kepler (1571-1630) – astrónomo alemão, formulou as leis do movimento dos planetas.
Conceções cosmológicas – impacto na sociedade da Época Moderna
- A Reação da Igreja e a Censura: As novas descobertas foram alvo de perseguição pela Inquisição, resultando na inclusão de obras heliocêntricas no Index (lista de livros proibidos);
- A Difusão do Conhecimento: Apesar da repressão, as novas conceções cosmológicas ganharam progressivamente mais adeptos entre a comunidade intelectual europeia;
- A Consolidação do Método Científico: Afirmação da ciência moderna, assente na observação, no registo de dados, na formulação de leis matemáticas e na experimentação de hipóteses.
Tempo de consolidar
Realização de uma ficha de consolidação.
Lição nº116 e 117 27- 04 - 2026
Sumário
O contributo dos portugueses para a primeira globalização, o encontro de culturas e a dificuldade de aceitação do princípio de unidade do género humano. Visionamento e análise do documentário: "Visita Guiada pela história da escravatura em Portugal".
O Império português - o primeiro poder global naval
As viagens de descoberta, nos séculos XV e XVI, permitiram:
- a interligação da Europa com outros continentes;
- a criação de novas rotas intercontinentais;
- a circulação de pessoas e produtos;
- a difusão de hábitos alimentares e culturais.
- Desenvolver o comércio a uma escala global (interligação de feitorias e entrepostos comerciais; criação de novas rotas).
- Criar os primeiros Impérios coloniais (conquista, ocupação e domínio de territórios).
A primeira globalização
- Viajantes, mercadores, plantas, animais, produtos e ideias cruzaram o mundo.
- Novos hábitos de consumo generalizaram-se:
- açúcar, pimenta, canela, gengibre e cravo da Índia;
- tabaco, café, chocolate, chá;
- utilização de armas de fogo.
A primeira globalização - esquema síntese
O encontro de culturas e a dificuldade de aceitação do princípio de unidade do género humano
- Os descobrimentos revolucionaram as conceções geográficas;
- Colocaram em contacto civilizações, culturas e povos até então desconhecidos;
- Segundo o providencialismo, vigente na Idade Média, Deus superintendia tudo, criou Adão como um homem perfeito, e dele descendia toda a Humanidade;
- O pecado original tinha ocasionado que nem todos os homens falassem a mesma língua e tivessem a mesma religião;
- Todos eram seres humanos e merecedores de conhecerem a palavra de Deus, tais eram as afirmações de Santo Agostinho;
- O contacto com os novos povos descobertos criou um clima de estupefação e curiosidade;
- Surgem relatos antropológicos sobre os Negros, Ameríndios e Asiáticos;
- Os europeus procuravam compreender os outros povos;
- Este encontro de culturas rapidamente levou ao confronto de culturas e ao surgimento um olhar desconfiado e hostil;
- Os europeus cedo se revelaram preconceituosos e racistas, desenvolvendo o princípio da superioridade da raça branca e da religião cristã;
- Em nome dessa superioridade facilmente se recorria às armas e se aniquilava as raças inferiores;
- Na Ásia, os islâmicos eram o inimigo principal. Os budistas e hindus, eram considerados passíveis de se converterem ao cristianismo, e por isso mereceram alguma consideração;
- Os europeus começavam a duvidar da humanidade dos Negros e Ameríndios, o que será um motivo para justificar a escravatura.
A escravatura
A escravatura
- A escravatura conheceu um amplo desenvolvimento com as descobertas marítimas;
- Vão se desenvolver enormes impérios coloniais;
- A escravatura é o melhor método para a criação de grandes massas de mão de obra, necessárias para as grandes plantações e minas que se desenvolviam no continente americano;
- O escravo africano torna-se o suporte fundamental da colonização europeia das Américas;
- São indispensáveis nas minas, nas grandes plantações de açúcar, algodão, tabaco, entre outros;
- Na Europa também se desenvolve a prática da escravatura. São utilizados nos trabalhos domésticos, agrícolas, ofícios, entre outros;
- Em Lisboa e em Sevilha, em meados do século XVI, representavam cerca de 10% da população;
- Os portugueses e os espanhóis tiveram um papel pioneiro no tráfico de escravos;
- Em 1445, a fundação da feitoria de Arguim, na costa da Mauritânia, iniciou o tráfico negreiro organizado;
- Este tráfico é uma história de violência e de desrespeito dos mais elementares direitos humanos;
- Cerca de 20 milhões de africanos foram levados de África, a maior parte com destino à América;
- Os escravos eram transportados em condições deploráveis;
- Eram considerados e tratados como uma mera mercadoria;
- Vendidos, marcados com ferros em brasa, separados da família, de tudo isto foram vítimas.
O esforço de enraizamento da presença branca: Missionação e miscigenação
- A missionação foi uma estratégia de aculturação dos povos. Foi uma missionação agressiva e militante, na qual a espada esteve sempre ao lado da Cruz;
- A religião constituiu uma força impulsionadora da expansão portuguesa e espanhola;
- Em todos os impérios, português e espanhol, levou-se a cabo uma gigantesca tarefa de missionação dos povos;
- O contacto entre as culturas orientais e europeias caracterizou-se pelas dificuldades de entendimento mútuo;
- Existiam muitas diferenças culturais, económicas, sociais e filosóficas;
- Existiam duas grandes áreas religiosas e filosóficas: o hinduísmo e o budismo;
- Na Índia a intolerância levou a que todos os indianos que não se tivessem convertido fossem excluídos e cargos públicos, e os templos destruídos;
- Na China os Jesuítas foram expulsos e, no início do século XVII, também foram perseguidos no Japão;
- Na América, portuguesa e espanhola, os jesuítas, criaram as reduções (as missões Jesuítas na América);
- As missões Jesuítas na América, foram aldeamentos indígenas administrados pelos Jesuítas. O objetivo principal das missões jesuítas foi criar uma sociedade comos benefícios e qualidades da sociedade cristã europeia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Ensinavam os índios a ler, escrever, trabalhavam nos ofícios e nos campos. Tinham uma educação religiosa;
- Quer os portugueses, quer os espanhóis demoraram a desenvolver o clero indígena;
- O acesso de indígenas ao sacerdócio foi sempre dificultado, e era mantido numa posição subalterna em relação ao clero europeu;
- Inicialmente, na Ásia Portugal favorecer a miscigenação entre europeus e orientais;
- A mesma política foi levada a cabo na América;
- No entanto, os mestiços e mulatos, derivados dessas uniões, foram sempre discriminados, nomeadamente no acesso a cargos públicos;
- A América foi o continente onde a aculturação foi mais intensa.
Consequências da primeira globalização - esquema síntese
Os antecedentes da defesa dos direitos humanos
- As primeiras manifestações de defesa dos direitos humanos surgiram a propósito da escravização dos índios na América espanhola;
- Senhores de extensas terras, os “encomenderos”, depressa esqueceram os seus deveres de protegerem os índios, e passaram a escravizá-los;
- Este brutal tratamento somado às doenças trazidas pelos europeus para o continente americano (varíola), dizimaram a população índia;
- Os frades Francisco de Vitória e António de Montesinos denunciaram esses abusos;
- Bartolomeu de las Casas (1474-1566), frade dominicano, dedicou a sua vida à defesa dos índios;
- As discussões sobre o estatuto humano dos índios chegou a Roma e, o Papa Paulo III, na Bula Sublimis Deus (1537), defendeu a humanidade dos índios e foram considerados aptos a receber as doutrinas de Fé católica.
Visita Guiada pela história da escravatura em Portugal
Lições nº118 e 119 04- 05 - 2026
Sumário
A produção cultural: distinção social e mecenato. A valorização da Antiguidade Clássica e a consciência de modernidade.
Distinção social e mecenato
- As elites cortesãs e burguesas, as próprias Cortes, apostaram no embelezamento dos palácios e, no apoio aos artistas e intelectuais como símbolo de afirmação social;
- A par da prosperidade material e do progresso do conhecimento, ao longo do Renascimento, as atitudes socioculturais testemunharam a crença na superioridade do Homem e no poder do indivíduo;
- A ostentação das elites, a prática do mecenato e o estatuto dos intelectuais e artistas, marcaram o período Renascentista;
Baltazar Castiglione," O Cortesão", 1528
“Que o cortesão seja, além de nobre, homem de bem, isto é prudente, bom, corajoso, confiante; belo e elegante. Que a sua principal e autêntica profissão seja a das armas, que saiba todos os exercícios que convém a um militar. Que o perfeito homem de corte seja alegre, saiba jogar e dançar, que se mostre homem de espírito e seja discreto.As letras que Deus revelou aos homens são úteis e necessárias à vida e dignidade do homem. Que o cortesão conheça não só o latim, mas também o grego. [...] que ele saiba escrever em verso e em prosa, particularmente a nossa língua. Louvá-lo-ei também por saber línguas estrangeiras, principalmente espanhol e francês que estão muito divulgadas em Itália. [...]”
- Esta burguesia intelectual, culta e bem preparada no domínio das letras, das artes e das ciências, também dominavam as leis, contratava e rivalizava com a velha nobreza;
- As cortes são um circulo privilegiado da cultura e da sociabilidade renascentista;
- Uma das cortes mais famosa foi a dos Médicis, em Florença;
- O Cortesão é a imagem perfeita e paradigmática do Homem do Renascimento, o modelo de talentos físicos e intelectuais, de qualidades morais e de boas maneiras;
- A festa privada torna-se o espaço privilegiado de divertimento dos ricos (banquetes, bailes, teatro, jogo);
- Surge um conjunto de regras de comportamento que o indivíduo deveria respeitar na sua vida pública – a Civilidade;
- No século XV, vão surgir várias publicações de livros sobre cortesia e boas maneiras.
O estatuto de prestígio dos intelectuais e artistas
- Nobres, burgueses, monarcas e membros do clero fizeram encomendas aos artistas e intelectuais, tais como: projetos de arte, obras literárias, estudos, entre outros;
- A prática do mecenato era uma forma de imortalizar o nome das elites;
- O estatuto social do artista e do intelectual torna-se mais importante, são prestigiados e considerados;
- Os artistas passam a assinar as suas obras, distinguindo-se do anonimato dos artistas medievais.
Portugal: o ambiente cultural da corte régia
- A corte régia portuguesa sobressaiu no panorama da sociabilidade e da cultura renascentista, devido ao mecenato dos monarcas e as suas sumptuosas festas de casamentos reais ou de embaixadas;
- A boda de casamento mais famosa e que deu mostras da grandiosidade da corte portuguesa, foi a boda de D. Afonso, filho de D. João II, com a princesa D. Isabel, filha dos Reis Católicos, em Évora;
- A embaixada de D. Manuel I ao Papa Leão X, em 1514, foi outro acontecimento deslumbrante, no qual desfilaram pelas ruas de Roma, vários fidalgos e foram lançadas ao povo moedas de ouro, em mote de lembrança do poder e riqueza do soberano português;
- D. João II, D. Manuel I e D. João III não se pouparam a despesas para acolher humanistas estrangeiros ou para costear bolsas a estudantes portugueses em Itália, na França e nos Países-Baixos;
- D. João III fundou o Colégio das Artes, em Coimbra;
- A construção de grandes obras arquitetónicas, como: o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e o Convento de Cristo em Tomar.
Os caminhos abertos pelos humanistas
- Os artistas e intelectuais (Humanistas) do Renascimento abriram novos caminhos para a arte e para a cultura;
- Desenvolveram e aprofundaram os ideais do antropocentrismo e individualismo;
- Um dos primeiros humanistas foi Pico della Mirandola (1463 – 1494);
- Valorização da Antiguidade Clássica e a consciência de modernidade;
- Afirmação das línguas nacionais;
- O espírito crítico, a racionalidade e a utopia.
A mentalidade Renascentista
- Humanista – É um intelectual (letrado) dos séculos XV e XVI. Baseia o seu saber no estudo da Antiguidade Clássica (Roma e Grécia). Procura conciliar os valores da civilização grega e romana com os valores do cristianismo. Defende uma cultura antropocentrista e os valores do individualismo;
- Antropocentrismo – O Homem como centro de todos os interesses e centro do Universo;
- Individualismo – Interesse do Homem por si, desejo de fama e glória;
- Classicismo – Inspiração nos modelos clássicos greco-romanos;
- Naturalismo – Observação e estudo da natureza;
- Espírito Crítico – Recusa do dogmatismo e do saber livresco.
Pico della Mirandola, "A Dignidade do Homem", 1486 – adaptado
“Disse Deus ao homem: coloquei-te no centro do mundo, para que possas olhar à tua volta e ver o que o mundo contém. Não te fiz celestial nem terreno, mortal nem immortal; poderás ser tu próprio a escolher o teu caminho…”
Valorização da Antiguidade Clássica
- Uma das características fundamentais dos humanistas é a inspiração nos modelos clássicos ( Grécia e Roma);
- O estudo dos clássicos não é um fim, mas um instrumento para ajudar os humanistas a desenvolverem a sua modernidade;
- Os humanistas estudaram o grego e o latim para poderem estudar os autores clássicos e a imprensa contribui para a sua divulgação;
- Recuperaram as Sagradas Escrituras, leram o Novo Testamento e o Antigo Testamento (hebraico), e corrigiram os erros das traduções medievais;
- Receberam o nome de studia humanitatis, porque consideravam áreas de ensino fundamentais para a formação da moral do ser humano;
Alguns humanistas
A afirmação das línguas e a consciência da modernidade
- Os Humanistas desenvolvem um movimento de afirmação das línguas nacionais;
- Dante Alighieri (1265-1321), foi um dos percursores, escreveu grande parte da sua obra em italiano e não em latim;
- Os humanistas escreveram grande parte da sua obra nas respetivas línguas nacionais, permitindo, assim, que mais pessoas lessem as suas obras;
- Existia a ideia de divulgar pelo maior número de pessoas as novas ideias;
- Há uma maior difusão da cultura na época do Renascimento.
Lição nº120 06- 05 - 2026
Sumário
Entrega e correção da Q.A.
Lições nº121 e 122 08- 05 - 2026
Sumário
Os caminhos abertos pelos humanistas: individualismo, racionalidade, espírito crítico e utopia. Metodologia de estudo de um documento iconográfico histórico.
Individualismo, espírito crítico, racionalidade e utopia
- O indivíduo distinguia-se e afirmava-se pelo uso da razão;
- Os homens do Renascimento adotaram uma mentalidade racionalista;
- O individualismo valorizava o espiríto de criatividade das pessoas;
- Os humanistas cultivavam a ideia de um mundo perfeito;
- O espírito crítico tinha-os levado a compreender os problemas da época (corrupção, ignorância, abusos dos poderosos, etc;
Erasmo de Roterdão," Elogio da Loucura", 1509
“Já há algum tempo que desejava falar-vos dos reis e dos príncipes […] diariamente inventam várias maneiras de diminuir a riqueza dos cidadãos e de aumentar a da Coroa com os impostos […]. Que direi aos cortesãos? Nada há de mais rasteiro, servil do que esses homens que se querem considerer os primeiros entre todos. Rivais dos príncipes, os sumos pontifices, os cardeias e os bispos quase superam […] os nossos padres não fazem mais do que procurar pasto […].”
- Erasmo de Roterdão (1469-1536) criticando a sociedade da época, propõe o regresso ao cristianismo primitivo e recuperar os valores da humildade, caridade, fraternidade e tolerância. No seu livro, Elogio da Loucura, Erasmo critica o Papa e a corrupção do clero;
- Nascem as utopias, alguns autores imaginam mundos perfeitos, onde os homens viviam em paz e felizes;
- Uma das utopias mais conhecidas é o livro chamado Utopia, da autoria de Thomas More (1478-1535), onde este imaginou um mundo racional, onde existia igualdade, fraternidade e tolerância;
- Thomas More criticou a intolerância, o abuso de poder dos monarcas, o luxo do clero, a corrupção da sociedade.
Thomas More," Utopia", 1516
“A ilha da Utopia contém 54 cidades vastas e magníficas. A linguagem, os costumes, as instituições e as leis são em todas idênticas […]. O homem que segue os impulsos da Natureza é o que obedece à voz da razão. […] Ora a razão inspira, antes de mais nada, amor a todos os mortais e adoração pela majestade divina […].”
Imitação e superação dos modelos da antiguidade Clássica
- A arte renascentista consolidou a rutura com as conceções e técnicas de representação medievais;
- A reinvenção da arte pelos artistas do Renascimento manifestou-se:
- pela introdução e redescoberta de novos temas;
- Pela redefinição de princípios estéticos;
- Pela procura de novas soluções plásticas e técnicas.
- Admiração pela arte clássica, devido às suas características:
- mestria e técnica;
- Perfeição e elegância formal;
- Proporcionalidade e rigor matemático;
- Clareza e harmonia racional.
Jean Delumeau, "A civilização do Renascimento"
“Os homens do Renascimento aliavam [...] a admiração pelo mundo greco-romano a uma falta de respeito evidente. Inspira-se nos Antigos para fazer coisas novas, eis o propósito. Nos grandes artistas do Renascimento a imitação da Antiguidade nunca foi servil [...].” “Os artistas do Renascimento possuíam uma técnica superior à dos Antigos [...] Os pintores da Grécia e Roma não conheciam a pintura a óleo [...]. Os estudos dos Flamengos e, mais ainda, dos Italianos tiveram um carácter inédito.”
Exercício Prático
Metodologia de estudo de um documento iconográfico histórico.
A análise de um documento iconográfico exige:
A observação e identificação geral da obra- identificar as cores, a composição, a organização da cena ou da personagem, os objetos ou outros elementos representados. A análise e interpretação da obra (análise apoiada em pesquisa bibliográfica) - pesquisar informações sobre o autor;- pesquisar informações sobre o tema, as personagens e os elementos presentes na representação;- pesquisar sobre o contexto histórico, cultural e artístico em que a obra foi produzida, influências da época;- conhecer os elementos formais presentes na obra: a técnica, o uso da cor, os recursos técnicos usados (perspetiva, profundidade, elementos clássicos, arquitetónicos, naturalistas…).
A análise de um documento iconográfico exige:
Metodologia de estudo de um documento iconográfico histórico.
Algumas orientações de identificação e análise
A análise da obra "Escola de Atenas"
Fresco Parnassos
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Lições nº123 e 124 11- 05 - 2026
Sumário
Constituição dos grupos de trabalho e distribuição de subtemas sobre "A Reinvenção das Formas Artísticas – Imitação e Superação dos Modelos da Antiguidade". Primeira fase do trabalho: pesquisa bibliográfica e análise de fontes.
Lição nº125 13- 05 - 2026
Sumário
Visualização orientada de vídeos da Escola Virtual para recolha de dados. Continuação da elaboração manual dos trabalhos de grupo, com consulta do manual e de bibliografia fornecida.
Alguns vídeos para vos inspirar
Lições nº126 e 127 15- 05 - 2026
Sumário
A Reforma Protestante: individualismo religioso, críticas à Igreja Católica, a questão das indulgências e a rutura teológica. As Igrejas reformadas: o Luteranismo, o Calvinismo e o Anglicanismo.
A reforma Protestante
- No século XVI, a vivência religiosa altera-se profundament, e surge a necessidade de uma maior interiorização da fé e da Palavra de Deus;
- O afastamento da Igreja face aos crentes e a divergência entre a pregação e os atos do clero conduziram ao aparecimento de Igrejas Reformadas;
- Lutero, Zuínglio, Calvino e Henrique VIII protagonizaram o movimento de Reforma Protestante na Europa;
- A Igreja, como resposta, leva a cabo o movimento da Contrarreforma e Reforma Católica;
- A Contrarreforma leva ao antagonismo religioso entre católicos e protestantes na Alemanha, Inglaterra e França.
O individualismo religioso e críticas à Igreja Católica
- A Reforma Religiosa do século XVI resultou da conjugação dos seguintes fatores:
- o ambiente vivido na Europa desde meados do século XIV, marcado pela difusão da Peste Negra, por guerras e pelas crises na estrutura da Igreja conduziram a um clima de medo e de inquietação religiosa;
- o ambiente cultural do renascimento ligado ao humanismo, contribuiu para uma nova atitude do Homem perante a religiosidade, a fé e a palavra de Cristo;
- as críticas à hierarquia da Igreja, aos desvios e abusos do clero, feitas pelos humanistas, levaram à divisão religiosa da Europa.
- Estes fatores conduziram à afirmação de uma religiosidade mais individualizada.
As práticas religiosas
- Surgiram novas formas de devoção popular, mais pessoais, destacando-se:
- as procissões de flagelantes (seita mística cristã que, entre os séculos XIII e XIV, defendeu os atos punitivos e de sacrifício como forma de expiação dos pecados) e os cortejos religiosos;
- o culto dos santos populares e o desenvolvimento de confrarias;
- a necessidade de expressar e cantar a fé de forma mais participada.
- O desejo de maior individualismo religioso concretizou-se com a Devotio Moderna (este movimento surgiu nos Países Baixos, nos finais do século XIV, com Geer Groot como principal representante).
- recusava a intermediação da Igreja, ou do Clero, para alcançar a religiosidade;
- defendia a meditação e a vivência individual da religiosidade para atingir a ligação com Deus, independentemente dos votos eclesiásticos.
Críticas à Igreja Católica
- a doutrina e a moral pregadas pelos clérigos não correspondiam ao que praticavam;
- as altas hierarquias da Igreja levavam uma vida de luxo, à custa dos tributos que cobravam, apresentando-se aos olhos dos crentes como corrompidas pela vida faustosa;
- os Papas, preocupados com questões políticas e mundanas, esqueciam-se dos assuntos espirituais, sendo muitos os que pediam a limitação do poder do Papa;
- os bispos estavam, muitas vezes, ausentes das suas dioceses, acumulando diversos cargos e benefícios;
- os eclesiásticos não davam resposta às inquietações religiosas das populações, estando mais preocupados com o rendimento do que com a sua vocação e missão espiritual;
- o concubinato, a vida dissoluta e outros vícios mundanos, bem como a falta de vocação religiosa, faziam parte das críticas ao alto e baixo clero;
- o baixo clero era acusado de falta de preparação e considerado incapaz de ensinar a Palavra de Deus, limitando-se a administrar os sacramentos;
- muitos crentes, humanistas e eclesiásticos, defenderam a renovação da religiosidade baseada no Evangelho, mais próxima de Deus e dos valores cristãos originais.
Críticas à Igreja Católica - valores defendidos pelos Humanistas
- o conhecimento das Sagradas Escrituras e o regresso da Igreja às fontes mais antigas e originais do Cristianismo;
- os textos antigos, que passaram a ser considerados fundamentais para o conhecimento da verdadeira mensagem cristã;
- a tradução da Bíblia para as línguas nacionais, para possibilitar um acesso direto e pessoal ao texto sagrado, colocando em causa a exclusividade dos sacerdotes na leitura e interpretação dos Evangelhos;
- A transformação moral, para que o clero se aproximasse do verdadeiro espírito cristão, da humildade e da fé.
Críticos da Igreja Católica
- Negava a autoridade do Papa;
- Condenava as Indulgências (perdão da penitência devida pelo pecado, concedido pela Igreja Católica), defendia que só pela expiação o crente tinha os seus pecados perdoados;
- Recusava a transubstanciação (a presença real de Cristo na Eucaristia, através da transformação do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo);
- Defendia a confissão pública e que os padres em pecado mortal não podiam fazer a remissão dos pecados;
- Traduziu a Bíblia para inglês.
- Defendia a pobreza evangélica, para ele a riqueza era uma fonte de corrupção e desvio da missão espiritual;
- Defendia que o clero devia abdicar de bens e poder político, sendo a Igreja mantida apenas por donativos voluntários e não por obrigações;
- Considerava a Bíblia como a única fonte de fé;
- Condenava as Indulgências, criticava a sua venda como uma exploração económica abusiva.
- Defendia uma teoria mais simples e direta, de acordo com o cristianismo original;
- Defendia a tradução da Bíblia para as línguas nacionais, para que todos os crentes a pudessem ler e interpretar;
- Desvalorizava os atos da liturgia e alguns sacramentos, que considerava esvaziados de sentido.
As indulgências e a rutura teológica
- Os humanistas criticavam a venda de indulgências como forma de remissão de pecados e de assegurar a vida eterna;
- A prática de indulgências, no século XVI, não tinha fins exclusivamente religiosos;
- O Papa Leão X, com o dinheiro das indulgências, financiou obras da Igreja, como a construção da Basílica de S. Pedro, em Roma;
- O monge agostinho Martinho Lutero preocupava-se com a questão da salvação eterna e, defendia que as obras e as indulgências não influenciavam a salvação e que só a fé em Deus podia salvar o Homem;
- Martinho Lutero preocupava-se com o facto de os mais humildes pensarem que a salvação era garantida com a compra de indulgências, sem necessidade de penitência.
A rutura Ideológica/teológica
- Em 1517, Martinho Lutero iniciou a rutura teológica na Alemanha ao afixar as 95 Teses contra as Indulgências na porta da catedral de Wittenberg. Este ato teve consequências profundas:
- Início da Reforma: Um movimento que deu origem às Igrejas protestantes, defendendo que a salvação dependia da fé e da renovação interior, e não de rituais;
- Cisma Religioso: Uma rutura com a Igreja Católica e a recusa da autoridade do Papa, sem nunca negar a fé cristã;
- Conflito com Roma: Em 1520, Lutero foi advertido para retirar as suas críticas, mas reagiu queimando a bula papal e mantendo as suas ideias;
- Excomunhão e Divisão: Em 1521, foi excomungado pelo Papa Leão X, consolidando a divisão da Europa e o fim do Papa como símbolo único da cristandade;
- Identidade Europeia: Apesar da rutura, o Cristianismo permaneceu como o elemento definidor da identidade europeia face a outras civilizações.
As Igrejas reformadas: na Alemanha (Luteranismo)
O protestantismo foi definido, em 1530, na Confissão de Augsburgo, neste documento foram recusados alguns dos princípios da doutrina da Igreja Católica Romana, nomeadamente os dogmas, ou verdades imutáveis do catolicismo:
- recusou o celibato eclesiástico e negou o papel de mediação exercida pelo clero na Igreja Católica;
- defendeu o sacerdócio universal, isto é, que todos os crentes eram pastores e podiam ensinar a Palavra divina;
- defendeu a relação direta com Deus, considerando que todos os cristãos eram iguais pelo batismo;
- defendeu a tradução da Bíblia para as línguas nacionais, para que todos a pudessem ler e interpretar;
- considerou os Evangelhos como a única fonte de fé;
- defendeu que somente a fé em Deus tinha capacidade salvadora;
- defendeu a justificação pela fé e recusou o papel das obras na salvação dos crentes;
- negou a autoridade do Papa e fez do príncipe o chefe espiritual nesta nova Igreja;
- reconheceu o Batismo e a Eucaristia como sacramentos, atos instituídos por Cristo para que os fiéis recebam a graça divina;
- adotou a comunhão do pão e do vinho instituída por Cristo, recusando a transubstanciação;
- recusou o papel da Virgem e dos Santos e não reconheceu a validade de determinados ritos, como os jejuns e as abstinências (atos), orações (palavras) e genuflexões ( gestos);
- A reforma luterana irradiou da Alemanha para a Suíça e para a Inglaterra.
As Igrejas reformadas: na Suíça
A partir de 1519, em Zurique, Zuínglio, outro dos reformadores:
- pregou as Sagradas Escrituras;
- atacou as ordens religiosas e condenou o culto dos santos;
- defendeu a Bíblia como fonte de fé e a sua tradução para as línguas nacionais;
- aceitou apenas o Batismo e a Eucaristia como sacramentos.
Calvino, em Genebra, em 1536, foi responsável pelo surgimento do Calvinismo:
- valorizou a Palavra divina e defendeu a Bíblia como fonte de fé, à qual o crente acedia diretamente, de forma individual, por conter a Revelação;
- considerou a Sagrada Escritura como base da autoridade da Igreja, defendendo uma Igreja mais respeitável, de acordo com o Novo Testamento;
- defendeu a ideia da predestinação, isto é, que Deus era responsável pelo destino dos indivíduos e pela sua salvação, acreditando que o Homem, por si, era incapaz de se salvar e que a salvação dependia da graça divina.
As Igrejas reformadas: na Inglaterra
- Quando eclodiu a Reforma na Europa, em 1517, a monarquia inglesa não recusava a autoridade do Papa;
- A situação religiosa alterou-se quando Henrique VIII solicitou ao Papa, em 1527, a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, para poder casar com Ana Bolena, aia da rainha;
- O Papa recusou este pedido do monarca, mas Henrique VIII ignorou esta decisão e casou com Ana Bolena, sendo excomungado em 1534;
- Henrique VIII reagiu, proclamando, em 1534, o Ato da Supermacia, segundo o qual o Papa deixava de ter jurisdição sobre a Igreja de Inglaterra, que passou a ter o rei como chefe supremo;
- Com a publicação, em 1549, do The prayer Book, a liturgia foi simplificada e tornou-se mais compreensível para os crentes;
- Isabel I ou Elizabeth I, filha de Henrique VIII e de Ana Bolena, foi o responsável pela consolidação do Anglicanismo (designa a Igreja de Inglaterra e concilia princípios doutrinários do protestantismo com ritos católicos);
- Em 1563, publicou os Trinta e Nove Artigos que passaram a regular a Igreja Anglicana, num compromisso entre a teoria calvinista, o ritual e a hierarquia católicos.
Síntese – A Igreja Católica e as Igrejas Protestantes
Lições nº128 e 129 18- 05 - 2026
Sumário
A Contrarreforma e a Reforma Católica.
A Contrarreforma e a Reforma Católica
- Contrarreforma (Ação Defensiva e Repressiva): Foi o movimento de reação direta ao avanço protestante. Utilizou mecanismos de controlo e repressão para impedir desvios doutrinários e combater heresias, destacando-se a reativação do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) e a criação do Índex (lista de livros proibidos);
- Reforma Católica (Renovação Interna): Focou-se na reorganização da instituição e no fortalecimento da espiritualidade. Através do Concílio de Trento, a Igreja reafirmou os seus dogmas, moralizou os costumes do clero (proibindo a venda de indulgências) e criou seminários para uma melhor formação sacerdotal;
- Instrumentos de Expansão: A Companhia de Jesus foi fundamental neste processo, atuando tanto na educação como na missionação, com o objetivo de recuperar fiéis e expandir o catolicismo para os novos mundos (Américas e Oriente).
Reafirmação do dogma e o culto tradicional
- No Concílio de Trento (1545-1563), a Igreja Católica reafirmou a sua doutrina e reorganizou a sua estrutura interna, estabelecendo uma demarcação clara e definitiva face aos princípios das igrejas protestantes.
Objetivos do Concílio de Trento
- Debater e analisar as críticas feitas à Igreja;
- Clarificar a posição da Igreja Católica face ao protestantismo;
- Responder à necessidade de reforma interna e de definição de fé.
Decisões do Concílio de Trento
- Reafirmação dos sete sacramentos;
- Consagração das obras como meio de salvação;
- Defesa da presença real de Cristo e da transubstanciação na Eucaristia;
- Recusa da comunhão sob duas espécies ( o pão e o vinho);
- Criação de um novo catecismo e reforma do missal e do breviário usados na missa;
- Reafirmação das formas de devoção tradicionais (peregrinações, imagens, culto da Virgem e dos Santos, relíquias);
- Reafirmação da existência do Purgatório;
- Defesa da interpretação da Bíblia pelos eclesiásticos, conferindo ao clero o papel de intermediário entre o crente e Deus;
- Manutenção do valor da tradição;
- Negação da justificação pela fé e da doutrina da predestinação;
- Definição dos protestantes como heréticos;
- Defesa da Vulgata ( designa a versão latina da Bíblia usada pela Igreja Católica) de S. Jerónimo;
- Reafirmação do latim como língua litúrgica;
- Reforçou-se o poder do Papa.
O Concílio de Trento e a Reforma Interna da Igreja Católica
- Manutenção da hierarquia eclesiástica e da autoridade do Papa;
- Obrigatoriedade de residência dos padres nas paróquias e dos bispos nas dioceses;
- Obrigatoriedade de os bispos visitarem as paróquias das suas dioceses;
- Reafirmação da pregação como função eclesiástica;
- Criação de seminários em todas as dioceses, para formação de clérigos;
- Reafirmação do papel da Igreja no ensino dos laicos;
- Proibição de acumulação de benefícios eclesiásticos;
- Idades mínimas para ordenação (25 anos para sacerdotes e 30 para bispos);
- Publicação do Catecismo (1566), com a compilação dos princípios doutrinais;
- Publicação de um breviário e um missal para regular a oração e o culto;
- Imposição de uma doutrina unânime e indiscutível para disciplinar os fiéis.
O Combate Ideológico e a Repressão da Igreja na Contrarreforma
- Inquisição (ou Santo Ofício): tribunal eclesiástico destinado a perseguir e punir desvios à fé católica, com penas que incluíam a condenação à morte e o confisco de bens;
- Índex: lista oficial de autores e livros proibidos, considerados perigosos para a doutrina;
- Novas ordens religiosas: criadas para promover a reforma interna e responder às críticas protestantes sobre a incapacidade de renovação da Igreja.
Inquisição (Santo Ofício)
- A Inquisição tinha sido criada em 1231, era um tribunal religioso criado para combater as heresias;
- A sua reativação foi considerada uma forma de combater o protestantismo;
- Em 1542, o Papa Paulo III, ordenou a reorganização do tribunal da Inquisição;
- Nos países católicos onde o tribunal da Inquisição se instalou, moveu uma perseguição a protestantes, cristãos novos, filósofos, cientistas, entre outros;
- Instruía processos com bases em denuncias anónimas e usava a tortura para obter confissões;
- Condenava a penas de prisão e à morte na fogueira;
- Confiscava os bens dos culpados.
Inquisição (Santo Ofício)
- A Inquisição tinha sido criada em 1231, era um tribunal religioso criado para combater as heresias;
- A sua reativação foi considerada uma forma de combater o protestantismo;
- Em 1542, o Papa Paulo III, ordenou a reorganização do tribunal da Inquisição;
- Nos países católicos onde o tribunal da Inquisição se instalou, moveu uma perseguição a protestantes, cristãos novos, filósofos, cientistas, entre outros;
- Instruía processos com bases em denuncias anónimas e usava a tortura para obter confissões;
- Condenava a penas de prisão e à morte na fogueira;
- Confiscava os bens dos culpados.
Índex
- Os fiéis católicos deveriam ser afastados das heresias e, por isso, deveriam ser proibidos de ler os livros que colocavam a Fé católica em causa;
- Em 1543, foi criada a Congregação do Índex para elaborar a lista das obras consideradas perigosas, a lista ficou conhecida pelo nome de Índex;
- Esta lista teve consequências culturais perniciosas para o desenvolvimento cultural dos países do espaço católico, e fomentaram o atraso em relação ao espaço protestante;
- Esta lista englobava os autores cujas obras eram condenadas no seu todo, mesmo que não fossem religiosas, como aconteceu com as obras de Erasmo;
- Incluía os autores cujos livros eram suscetíveis à heresia;
- Abrangia os livros com ideias contrárias à doutrina da Igreja Católica.
Lição nº130 20- 05 - 2026
Sumário
O proselitismo das novas congregações e a Companhia de Jesus. O impacto da Reforma católica
na sociedade portuguesa.
O proselitismo das novas congregações:
a Companhia de Jesus
- A contrarreforma levou ao nascimento de novas ordens religiosas: Agostinhos Descalços, Capuchinhos, Urselinas, Jesuítas;
- A Companhia de Jesus ou Jesuítas foi a que desempenhou um papel mais relevante, destacando-se mas atividades de missionação, ensino e pregação;
- Surge o proselitismo, isto é, a atividade religiosa exercida com zelo e fervor, no sentido de angariar adeptos.
A ação das novas ordens religiosas - Objetivos
- Promover a espiritualidade católica;
- Renovar o sentido cristão;
- Recuperar uma religiosidade mais genuína;
- Atenuar a adesão ao protestantismo.
Características das novas ordens religiosas
- Ordem dos Capuchinhos (1535):
- Dedicava-se à caridade e dirigia hospitais e gafarias (Hospitais de leprosos).
- Congregação do Oratório (1575):
- Dedicava-se à oração, à pregação e à administração dos sacramentos;
- Os seus membros viviam em austeridade;
- Apoiava os mais desfavorecidos;
- Dirigia hospitais e orfanatos.
- Ordem religiosa feminina;
- Dedicava-se ao auxílio e à educação de jovens desfavorecidas.
- Companhia de Jesus (1540):
- Fundada por Inácio de Loyola, os jesuítas assumiram-se como um “exército” ao serviço de Jesus, num combate pela Palavra, pela disciplina, pelo ensino e pela evangelização;
- Professavam o voto da pobreza e da castidade;
- Os seus membros, para além de se dedicarem à ação pastoral, eram intelectualmente bem preparados, contribuindo para atenuar as críticas de falta de instrução e de preparação do clero;
- Consideravam que a melhor maneira de servir a Deus e ao Papa era através do proselitismo, expandindo a fé católica quer para regiões protestantes, quer para os novos territórios, na Ásia, na América e em África, que iam sendo colonizados;
- O seu papel foi determinante no ensino, tendo sido responsáveis pela instrução dos grupos sociais mais privilegiados, contribuindo para a reafirmação da doutrina católica;
- Destacou-se a ação de São Francisco Xavier como missionário e pregador, sobretudo no Japão e na Índia.
Manifestações de antagonismo religioso
- Apesar da crença em Cristo ser um elemento comum às igrejas católica e protestante, a intolerância religiosa marcou os séculos XVI e XVII, na sequência da Reforma e da Contrarreforma, uma vez que servir a própria religião era combater outras;
- A intolerância religiosa opôs não apenas católicos e protestantes, mas também as várias confissões reformadoras;
- O Imperador Carlos V, apesar de procurar a aproximação entre protestantes e a Igreja Católica, utilizou a força para submeter os protestantes;
- Os protestantes recusaram entregar as suas terras à Igreja;
- Em 1555, a paz de Augsburgo reconheceu a coexistência entre luteranos e católicos.
- Entre 1530 e 1560, os calvinistas multiplicaram as suas comunidades, e exigiram a liberdade de culto;
- Assistiu-se a vários massacres entre as duas comunidades religiosas;
- Em 1598 foi proclamado o Édito de Nantes, que admitiu a coexistência entre católicos e protestantes.
- A rainha Maria I, católica, e Isabel I, protestante, autorizaram execuções de crentes de ambas as confissões religiosas.
O impacto da Reforma católica na sociedade portuguesa
- Em Portugal, as decisões do Consílio de Trento foram aceites e promovidas pela Coroa, nomeadamente por D. João III;
- A adesão à Contrarreforma serviu para evitar a difusão do Protestantismo no reino e nas colónias portuguesas em África, na Ásia e na América.
Medidas implementadas no âmbito da Reforma Católica
- Estabelecimento de seminários em diversas dioceses;
- Implementação de cursos teológicos;
- Obrigatoriedade de residência dos bispos nas dioceses;
- Exigência de uma maior dedicação pastoral por parte dos eclesiásticos;
- Instalação de novas congregações religiosas (Jerónimos e Companhia de Jesus).
Ação das novas ordens religiosas em Portugal
Medidas implementadas no âmbito da Contrarreforma
- A Inquisição foi introduzida em Portugal, por D. João III, em 1536, para combater as heresias e, em particular, os seguidores do judaísmo, devido aos problemas causados pela conversão forçada dos judeus à fé católica, em 1497, durante o reinado de D. Manuel I;
- Os Cristãos Novos (judeus convertidos) foram o alvo preferencial da Inquisição;
- Condenações por heresia protestante, bruxaria, bigamia, sodomia e blasfémia, constituíam motivos fortes para se incorrer à Inquisição;
- A Inquisição funcionou a partir de 1547, de modo semelhante à Inquisição espanhola, isto é, o tribunal funcionava sob a influência do rei;
- A ação da Inquisição promoveu um clima generalizado de desconfiança, devido à denúncia anónima, ou seja, qualquer um podia ser suspeito por motivos religiosos, de natureza moral e social;
- A Inquisição procedia à construção da matéria acusatória, arrancando confissões à força;
- Os processos culminavam na realização do auto de fé, em muitos casos acompanhado pela condenação á morte;
- O tribunal da Inquisição funcionou em Portugal até 1821.
Perseguição aos Cristãos-Novos
- As maiores vítimas do Tribunal, durante a vigência da Inquisição em Portugal ( 1536-1821);
- A maior parte dos cristãos-novos (todos os judeus que ameaçados pelo edito de expulsão de D. Manuel, em dezembro de 1496, que optaram pela conversão ao cristianismo) continuaram secretamente a judaizar;
- D. João III argumentou para que o Papa introduzisse o Santo Ofício em Portugal, com a desculpa de que os cristãos-novos judaizavam às escondidas;
- A opinião pública preconceituosa, que sempre responsabilizar os judeus pela morte de Cristo e lhes invejava os negócios bem-sucedidos e a superioridade cultural, não via com bons olhos a integração dos cristãos-novos na sociedade.
Algumas características ou comportamentos
Que serviam de acusação aos Cristãos-Novos
- Vestir roupa lavada aos sábados;
- Recusar comer carne de porco;
- Estes eram motivos suficientes para a denúncia à Inquisição, pois indicavam sinais de apego ao antigo credo;
- Os procedimentos que se seguiam eram: a tortura para arrancar uma confissão, a condenação ao auto de fé (cerimónia humilhante que podia terminar com a morte na fogueira), o confisco de bens, que revertia a favor da Inquisição;
- Muitos dos cristãos-novos, os homens ricos e de negócios, deixaram o país rumo à Síria, Turquia, Holanda, Itália, Inglaterra, França.
Consequências da Reforma Católica em Portugal
- Consequências no domínio cultural, causando a desconfiança na cultura humanista, perseguindo-se os humanistas portugueses, como Damião de Góis, por exemplo;
- A produção literária e artística era controlada pela Inquisição e pelo Índex, em 1547 foram publicadas as primeiras listas de livros proibidos em Portugal;
- Limitação da liberdade de pensamento e declínio cultural;
- Inexistência de guerras religiosas;
- Impôs severos padrões morais e doutrinais que modelaram as consciências e comportamentos;
- Inculcou um angustiante sentimento de pecado e culpa, instalando o medo da punição, terrestre e divina.
Lições nº131 e 132 22- 05 - 2026
Sumário
Conclusão fase de análise de fontes, dos trabalhos de grupo sobre: A reinvenção das formas artísticas – imitação e superação dos modelos da Antiguidade.
Lições nº133 e 134 25- 05 - 2026
Sumário
Realização do jogo: Reforma Protestante como exercício de consolidação das AE. Sessão de esclarecimento de dúvidas e revisão orientada para a ficha de avaliação sumativa.
Reforma Protestante
Jogo
Parte I – 5 pontos
- O que foi o grande Cisma do Ocidente (1378 – 1417)?
- Após a morte do Papa Gregório XI, foram eleitos dois Papas, quem eram e onde residiam?
- Que críticas os Humanistas fizeram à Igreja Católica?
- Que documento foi publicado em 1513, pelo Papa Leão X?
- O que eram as indulgências?
Parte II – 5 pontos
- Quem foi Martinho Lutero?
- Que documento foi fixado na catedral de Vitemburga, em 1536?
- O que aconteceu a Martinho Lutero?
- Porque é que Martinho Lutero não foi condenado à morte na fogueira?
- O que fez Martinho Lutero?
Parte III – 5 pontos
- Em que países se destacou a reforma protestante?
- Como se chama o protestantismo na Suíça e em Inglaterra?
- O que é a Declaração dos 39 Artigos?
- Quem é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra?
- Quais os sacramentos professados nas Igrejas Protestantes?
Parte IV – 5 pontos
- Quais os princípios fundamentais do Luteranismo?
- O que tornou o Calvinismo uma doutrina radical?
- Porque surgiu o Anglicanismo?
- Como se chama a reforma da Igreja Católica face à reforma protestante?
- Que instituição ressurgiu neste período?
Soluções – parte I
- A Grande Cisma do Ocidente representa uma crise na religião católica que ocorreu entre os anos de 1378 e 1417. Dividiu o mundo católico em obediência a dois Papas.
- O Papa Urbano VI, em Roma, e o Papa Clemente VII, em Avinhão.
- Críticas à Igreja Católica: vida immoral e corrupta; luxo, riqueza e ostentação; cargos de prestígio, poder e dinheiro; e falta de vocação.
- A Bula das Indulgências.
- Indulgências eram o perdão da penitência devida pelo pecado, concedido pela Igreja Católica.
Soluções – parte II
- Monge Alemão.
- As 95 Teses contra as Indulgências.
- Foi excomungado.
- Graças à proteção dos príncipes alemães.
- Impôs o Luteranismo, uma religião cristã protestante.
Soluções – parte III
- Na Alemanha, Suíça e Inglaterra.
- Na Suíça o Calvinismo e em Inglaterra o Anglicanismo.
- É o documento que estabelece o Anglicanismo, onde a Igreja de Inglaterra assumiu um compromisso religioso entre o calvinismo e o catolicismo.
- O Monarca.
- O Batismo e a Eucaristia.
Soluções – parte IV
- A salvação pela fé e a leitura da Bíblia.
- Afirmar a predestinação como absoluta, ser intolerante perante outros credos e adotar uma moral rigorosa.
- Porque Henrique VIII queria a anulação do casamento com Catarina de Aragão, para casar com Ana Bolena e, a Igreja Católica não lha concedeu.
- Contrarreforma.
- A Inquisição.
Fatores da Expansão Portuguesa
- Desejo de consquistar novas terras, adquirir novos mercados e explorar novas rotas;
- Necessidades económicas (falta de ouro e cereais);
- Paz interna do reino;
- Situação de submissão da nobreza;
- Longa tradição marítima;
- Interesse em expandir a fé cristã.
Os portugueses detinham um elevado grau de desenvolvimento técnico e científico na arte de navegar:
- as cartas de marear ou náuticas;
- a bússola;
- a caravela;
- a vela triangular que permitia bolinar;
- o leme de cadaste fixo à popa;
- o astrolábio, a balestilha, o quadrante, que possibilitaram a navegação astronómica.
O desenvolvimento da cartografia permitiu um conhecimento mais preciso e fidedigno, contribuindo para a transformação do conhecimento do mundo.
O conhecimento dos Antigos foi questionado, privilegiando-se a observação direta da natureza e da realidade.
Generalização do uso dos algarismos.
Mentalidade quantitativa
Experiencialismo
Nicolau Copérnico - heliocentrismo.
Nestas novas formas de conhecimento destacaram-se figuras como: - Duarte Pacheco; - Garcia de Orta; - D. João de Castro; - Pedro Nunes.
As etapas da expansão e os seus agentes
Os primeiros povoamentos e exploração económica ocorreram nos arquipélagos atlânticos da Madeira e dos Açores.
O processo contou com um importante apoio da Coroa.
O Infante D. Henrique assumiu-se como uma figura de destaque.
A partir de 1460, a exploração da costa africana deixa de pertencer à Coroa e é entregue a particulares.
Em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador.
Em 1487, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança.
Em 1492, ao serviço dos reis espanhóis, Cristóvão Colombo descobriu a América.
A descoberta da América permitiu à Espanha ocupar um lugar de destaque nas viagens de exploração marítima.
Em 1497, Vasco da Gama realizou a primeira viagem à Índia por mar.
A viagem de Vasco de Gama permitiu aos Portugueses bterem o monopólio das especiarias e dominarem o comércio do Oriente.
Lisboa tornou-se a "capital das especiarias", aonde afluíam os mais exóticos produtos que transformaram os hábitos e gostos europeus.
A Coroa fixou-se em Lisboa.
Como resultado do desenvolvimento dos impérios coloniais de Portugal e Espanha, Lisboa e Sevilha tornaram-se duas importantes cidades europeias.
As viagens de descoberta e dominío do comércio, permitiram que Portugal fosse o pioneiro da globalização.
A escravatura assentava na ideia da superioridade dos Europeus, num total desrespeito pelos valores básicos da condição humana.
As exigências de mão de obra, sobretudo nos engenhos do açúcar no Brasil, levaram à prática da escravatura.
A expansão marítima promoveu o encontro de culturas, que se realizou de três formas: - contacto cultural; - embate cultural; - relacionamento cultural.
Capturados e/ou comprados em África, os escravos eram transportados em navios negreiros em condições degradantes e desumanas.
Monarcas e fases da Expansão Marítima Portuguesa
1ª Fase da Expansão - Infante D. Henrique
Conquista de Ceuta em 1415.
Descobertada Madeira em 1419 João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira
Descoberta dos Açores em 1427 Diogo Silves
Passagem do Cabo Bojador em 1434Gil Eanes
Exploração da costa ocidental africana até à Serra Leoa
2ª Fase da Expansão - Infante D. Afonso V
Conquista do Norte de África
Fernão Gomes (burguês que ficou responsável pelo monopólio comercial da costa ocidental africana)
3ª Fase da Expansão - Infante D. João II
Tratado de Tordesilhas em 1494 (Portugal e Castela dividem o "mundo" entre si)
Bartolomeu Dias passa po Cabo das Tormentas em 1488
4ª Fase da Expansão - Infante D. Manuel I
Pedro Alvares Cabral chega ao Brasil em 1500
Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia em 1498
Lições nº135 27- 05 - 2026
Sumário
Redação do Relatório Síntese (fase escrita) do trabalho de grupo.
Lições nº136 e 137 29- 05 - 2026
Sumário
Realização de uma Ficha de Avaliação Sumativa.
Lição nº138 e 139 01- 06 - 2026
Sumário
Aula na Biblioteca: realização das apresentações digitais dos trabalhos.
Lição nº140 03- 06 - 2026
Sumário
Aula na Biblioteca: conclusões das apresentações digitais dos trabalhos.
Lições nº141 e 142 05- 06 - 2026
Sumário
Apresentações orais dos trabalhos de grupo.
Lições nº143 e 144 08- 06 - 2026
Sumário
Conclusão das apresentações orais dos trabalhos.Entrega e correção da Ficha de Avaliação Sumativa.
Lições nº145 e 146 12- 06 - 2026
Sumário
Reflexão sobre as avaliações orais. Entrega e correção dos trabalhos escritos.Autoavaliação e reflexão sobre as avaliações finais.
A abertura europeia ao mundo
Ana Santos
Created on April 7, 2026
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Transcript
A abertura europeia ao mundo
Mutações nos conhecimentos, sensibilidades e valores nos séculos XV e XVI
Aprendizagens Essenciais
Índice
Lição nº130
Lição nº109
Lições nº131 e 132
Lições nº110 e 111
Lições nº133 e 134
Lições nº112 e 113
Lições nº114 e 115
Lição nº135
Lições nº136 e 137
Lições nº116 e 117
Lições nº138 e 139
Lição nº118 e 119
Lição nº120
Lição nº140
Lições nº121 e 122
Lições nº141 e 142
Lições nº123 e 124
Lições nº143 e 144
Lição nº125
Lições nº146 e 147
Lições nº126 e 127
Lições nº128 e 129
Lição nº109 15 - 04 - 2026
Sumário
As condições de afirmação do Renascimento na Europa. Eclosão, difusão e caraterização da participação ibérica no contexto da expansão cultural renascentista.
Rafael, Escola de Atenas, 1509-1511
Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações
Mapa das Rotas (Ouro, Especiarias e Seda)
As condições da expansão cultural
A prensa de Gutenberg
O Renascimento – eclosão e difusão
Homem Vitruviano (1590) de Leonardo da Vinci: símbolo do antropocentrismo humanista
A Itália, o berço do Renascimento
Estados Italianos
Gioconda ou Mona Lisa, Leonardo da Vinci
Pietá, Miguel Ângelo
Mulher no Espelho, Ticiano
O Renascimento espalhou-se pela Europa, criando novas sínteses e reinterpretações, juntando as novas ideias com as tradições locais:
Características da participação da Península Ibéricana Europa do Renascimento
Rotas Marítimasdos navegadores portugueses e espanhois
Lisboa
Lisboa
Sevilha
Lição nº110 e 111 17 - 04 - 2026
Sumário
Os fatores da expansão portuguesa: económicos, sociais, políticos e religiosos. Inovação técnica: os instrumentos de navegação e a cartografia portuguesa.
O mundo conhecido no século XV
Planisfério de Ptolomeu, 1482
Mapa das Rotas (Ouro, Especiarias e Seda)
O "Saber de Experiência Feito" - Do Empirismo à Expansão
- O Salto Tecnológico: A experiência acumulada refinou a Caravela (unindo agilidade e resistência) e transformou relatos de pescadores em cartografia científica.
O saber acumulado transformou o Atlântico de um "Mar Tenebroso" em uma rota de comércio, provando que a exploração global foi o amadurecimento lógico de uma longa tradição local.Fatores da Expansão Portuguesa
Fatores Económicos:
Fatores Sociais:
Fatores Políticos:
D. João I
Infante D. Henrique
Fatores Religiosos:
Navegar é Preciso: Os Instrumentos que Abriram o Atlântico
Inovação técnica
Os principais avanços das técnicas náuticas
Os instrumentos de navegação
Traçado de linhas de rumo no portulano de Ben Zara, 1472
Novas técnicas de navegar: a orientação pelos astros
A cartografia portuguesa
Tempo de consolidar
Faz os exercícios das páginas 10 e 11 do volume 3 do Manual.
Lição nº112 e 113 20 - 04 - 2026
Sumário
Correção dos exercícios realizados na aula transata. As principais etapas e áreas da Expansão portuguesa (de 1415 a meados do século XVI).
Principais etapas e áreas da Expansão Portuguesa
A conquista de Ceuta
A Espanha também se destacou nas viagens de exploração marítima:
Tratado de Tordesilhas
Tempo de consolidar
Faz os exercícios das páginas 18 e 19 do volume 3 do Manual.
Lição nº114 e 115 24 - 04 - 2026
Sumário
O contributo dos portugueses: a observação e descrição da natureza. A matematização do real e a revolução das conceções cosmológicas. Realização de uma ficha de consolidação de conhecimentos.
Observação e descrição da Natureza
Planisfério da autoria de Alberto Cutileiro, 1970, Museu da Marinha
Observação e descrição da Natureza - contributo de alguns homens
"A experiência que é madre das cousas, nos desengana e de toda a dúvida nos tira."
Duarte Pacheco Pereira, Esmeraldo de Situ Orbis.
Duarte Pacheco Pereira
O modo que tive para alcançar este segredo [das águas do Mar Roxo] foi […] mandar mergulhadores que me trouxessem as pedras que jaziam no fundo.
D. João de Castro, Roteiro de Goa a Suez.
D. João de Castro
Digo que se sabe num dia mais agora com os Portugueses do que se sabia em cem anos pelos Romanos.
Garcia de Orta, Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia.
Garcia de Orta
Pedro Nunes
[…] seduziu-me o intento de explicar claramente este assunto mediante os princípios certíssimos da matemática.
Pedro Nunes, De Crepusculis.
Pedro Nunes
O conhecimento científico da Natureza – a matematização do real
A revolução das conceções cosmológicas
Conceções cosmológicas – contributo de alguns homens
Conceções cosmológicas – impacto na sociedade da Época Moderna
Tempo de consolidar
Realização de uma ficha de consolidação.
Lição nº116 e 117 27- 04 - 2026
Sumário
O contributo dos portugueses para a primeira globalização, o encontro de culturas e a dificuldade de aceitação do princípio de unidade do género humano. Visionamento e análise do documentário: "Visita Guiada pela história da escravatura em Portugal".
O Império português - o primeiro poder global naval
As viagens de descoberta, nos séculos XV e XVI, permitiram:
A primeira globalização
A primeira globalização - esquema síntese
O encontro de culturas e a dificuldade de aceitação do princípio de unidade do género humano
A escravatura
A escravatura
O esforço de enraizamento da presença branca: Missionação e miscigenação
Consequências da primeira globalização - esquema síntese
Os antecedentes da defesa dos direitos humanos
Visita Guiada pela história da escravatura em Portugal
Lições nº118 e 119 04- 05 - 2026
Sumário
A produção cultural: distinção social e mecenato. A valorização da Antiguidade Clássica e a consciência de modernidade.
Distinção social e mecenato
Baltazar Castiglione," O Cortesão", 1528
“Que o cortesão seja, além de nobre, homem de bem, isto é prudente, bom, corajoso, confiante; belo e elegante. Que a sua principal e autêntica profissão seja a das armas, que saiba todos os exercícios que convém a um militar. Que o perfeito homem de corte seja alegre, saiba jogar e dançar, que se mostre homem de espírito e seja discreto.As letras que Deus revelou aos homens são úteis e necessárias à vida e dignidade do homem. Que o cortesão conheça não só o latim, mas também o grego. [...] que ele saiba escrever em verso e em prosa, particularmente a nossa língua. Louvá-lo-ei também por saber línguas estrangeiras, principalmente espanhol e francês que estão muito divulgadas em Itália. [...]”
O estatuto de prestígio dos intelectuais e artistas
Portugal: o ambiente cultural da corte régia
Os caminhos abertos pelos humanistas
A mentalidade Renascentista
Pico della Mirandola, "A Dignidade do Homem", 1486 – adaptado
“Disse Deus ao homem: coloquei-te no centro do mundo, para que possas olhar à tua volta e ver o que o mundo contém. Não te fiz celestial nem terreno, mortal nem immortal; poderás ser tu próprio a escolher o teu caminho…”
Valorização da Antiguidade Clássica
Alguns humanistas
A afirmação das línguas e a consciência da modernidade
Lição nº120 06- 05 - 2026
Sumário
Entrega e correção da Q.A.
Lições nº121 e 122 08- 05 - 2026
Sumário
Os caminhos abertos pelos humanistas: individualismo, racionalidade, espírito crítico e utopia. Metodologia de estudo de um documento iconográfico histórico.
Individualismo, espírito crítico, racionalidade e utopia
Erasmo de Roterdão," Elogio da Loucura", 1509
“Já há algum tempo que desejava falar-vos dos reis e dos príncipes […] diariamente inventam várias maneiras de diminuir a riqueza dos cidadãos e de aumentar a da Coroa com os impostos […]. Que direi aos cortesãos? Nada há de mais rasteiro, servil do que esses homens que se querem considerer os primeiros entre todos. Rivais dos príncipes, os sumos pontifices, os cardeias e os bispos quase superam […] os nossos padres não fazem mais do que procurar pasto […].”
Thomas More," Utopia", 1516
“A ilha da Utopia contém 54 cidades vastas e magníficas. A linguagem, os costumes, as instituições e as leis são em todas idênticas […]. O homem que segue os impulsos da Natureza é o que obedece à voz da razão. […] Ora a razão inspira, antes de mais nada, amor a todos os mortais e adoração pela majestade divina […].”
Imitação e superação dos modelos da antiguidade Clássica
Jean Delumeau, "A civilização do Renascimento"
“Os homens do Renascimento aliavam [...] a admiração pelo mundo greco-romano a uma falta de respeito evidente. Inspira-se nos Antigos para fazer coisas novas, eis o propósito. Nos grandes artistas do Renascimento a imitação da Antiguidade nunca foi servil [...].” “Os artistas do Renascimento possuíam uma técnica superior à dos Antigos [...] Os pintores da Grécia e Roma não conheciam a pintura a óleo [...]. Os estudos dos Flamengos e, mais ainda, dos Italianos tiveram um carácter inédito.”
Exercício Prático
Metodologia de estudo de um documento iconográfico histórico.
A análise de um documento iconográfico exige:
A observação e identificação geral da obra- identificar as cores, a composição, a organização da cena ou da personagem, os objetos ou outros elementos representados. A análise e interpretação da obra (análise apoiada em pesquisa bibliográfica) - pesquisar informações sobre o autor;- pesquisar informações sobre o tema, as personagens e os elementos presentes na representação;- pesquisar sobre o contexto histórico, cultural e artístico em que a obra foi produzida, influências da época;- conhecer os elementos formais presentes na obra: a técnica, o uso da cor, os recursos técnicos usados (perspetiva, profundidade, elementos clássicos, arquitetónicos, naturalistas…).
A análise de um documento iconográfico exige:
Metodologia de estudo de um documento iconográfico histórico. Algumas orientações de identificação e análise
A análise da obra "Escola de Atenas"
Fresco Parnassos
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Escola de Atenas
Lições nº123 e 124 11- 05 - 2026
Sumário
Constituição dos grupos de trabalho e distribuição de subtemas sobre "A Reinvenção das Formas Artísticas – Imitação e Superação dos Modelos da Antiguidade". Primeira fase do trabalho: pesquisa bibliográfica e análise de fontes.
Lição nº125 13- 05 - 2026
Sumário
Visualização orientada de vídeos da Escola Virtual para recolha de dados. Continuação da elaboração manual dos trabalhos de grupo, com consulta do manual e de bibliografia fornecida.
Alguns vídeos para vos inspirar
Lições nº126 e 127 15- 05 - 2026
Sumário
A Reforma Protestante: individualismo religioso, críticas à Igreja Católica, a questão das indulgências e a rutura teológica. As Igrejas reformadas: o Luteranismo, o Calvinismo e o Anglicanismo.
A reforma Protestante
O individualismo religioso e críticas à Igreja Católica
As práticas religiosas
Críticas à Igreja Católica
Críticas à Igreja Católica - valores defendidos pelos Humanistas
Críticos da Igreja Católica
As indulgências e a rutura teológica
A rutura Ideológica/teológica
As Igrejas reformadas: na Alemanha (Luteranismo)
O protestantismo foi definido, em 1530, na Confissão de Augsburgo, neste documento foram recusados alguns dos princípios da doutrina da Igreja Católica Romana, nomeadamente os dogmas, ou verdades imutáveis do catolicismo:
As Igrejas reformadas: na Suíça
A partir de 1519, em Zurique, Zuínglio, outro dos reformadores:
Calvino, em Genebra, em 1536, foi responsável pelo surgimento do Calvinismo:
As Igrejas reformadas: na Inglaterra
Síntese – A Igreja Católica e as Igrejas Protestantes
Lições nº128 e 129 18- 05 - 2026
Sumário
A Contrarreforma e a Reforma Católica.
A Contrarreforma e a Reforma Católica
Reafirmação do dogma e o culto tradicional
Objetivos do Concílio de Trento
Decisões do Concílio de Trento
O Concílio de Trento e a Reforma Interna da Igreja Católica
O Combate Ideológico e a Repressão da Igreja na Contrarreforma
Inquisição (Santo Ofício)
Inquisição (Santo Ofício)
Índex
Lição nº130 20- 05 - 2026
Sumário
O proselitismo das novas congregações e a Companhia de Jesus. O impacto da Reforma católica na sociedade portuguesa.
O proselitismo das novas congregações: a Companhia de Jesus
A ação das novas ordens religiosas - Objetivos
Características das novas ordens religiosas
Manifestações de antagonismo religioso
O impacto da Reforma católica na sociedade portuguesa
Medidas implementadas no âmbito da Reforma Católica
Ação das novas ordens religiosas em Portugal
Medidas implementadas no âmbito da Contrarreforma
Perseguição aos Cristãos-Novos
Algumas características ou comportamentos Que serviam de acusação aos Cristãos-Novos
Consequências da Reforma Católica em Portugal
Lições nº131 e 132 22- 05 - 2026
Sumário
Conclusão fase de análise de fontes, dos trabalhos de grupo sobre: A reinvenção das formas artísticas – imitação e superação dos modelos da Antiguidade.
Lições nº133 e 134 25- 05 - 2026
Sumário
Realização do jogo: Reforma Protestante como exercício de consolidação das AE. Sessão de esclarecimento de dúvidas e revisão orientada para a ficha de avaliação sumativa.
Reforma Protestante Jogo
Parte I – 5 pontos
Parte II – 5 pontos
Parte III – 5 pontos
Parte IV – 5 pontos
Soluções – parte I
Soluções – parte II
Soluções – parte III
Soluções – parte IV
Fatores da Expansão Portuguesa
Os portugueses detinham um elevado grau de desenvolvimento técnico e científico na arte de navegar:
O desenvolvimento da cartografia permitiu um conhecimento mais preciso e fidedigno, contribuindo para a transformação do conhecimento do mundo.
O conhecimento dos Antigos foi questionado, privilegiando-se a observação direta da natureza e da realidade.
Generalização do uso dos algarismos.
Mentalidade quantitativa
Experiencialismo
Nicolau Copérnico - heliocentrismo.
Nestas novas formas de conhecimento destacaram-se figuras como: - Duarte Pacheco; - Garcia de Orta; - D. João de Castro; - Pedro Nunes.
As etapas da expansão e os seus agentes
Os primeiros povoamentos e exploração económica ocorreram nos arquipélagos atlânticos da Madeira e dos Açores.
O processo contou com um importante apoio da Coroa.
O Infante D. Henrique assumiu-se como uma figura de destaque.
A partir de 1460, a exploração da costa africana deixa de pertencer à Coroa e é entregue a particulares.
Em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador.
Em 1487, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança.
Em 1492, ao serviço dos reis espanhóis, Cristóvão Colombo descobriu a América.
A descoberta da América permitiu à Espanha ocupar um lugar de destaque nas viagens de exploração marítima.
Em 1497, Vasco da Gama realizou a primeira viagem à Índia por mar.
A viagem de Vasco de Gama permitiu aos Portugueses bterem o monopólio das especiarias e dominarem o comércio do Oriente.
Lisboa tornou-se a "capital das especiarias", aonde afluíam os mais exóticos produtos que transformaram os hábitos e gostos europeus.
A Coroa fixou-se em Lisboa.
Como resultado do desenvolvimento dos impérios coloniais de Portugal e Espanha, Lisboa e Sevilha tornaram-se duas importantes cidades europeias.
As viagens de descoberta e dominío do comércio, permitiram que Portugal fosse o pioneiro da globalização.
A escravatura assentava na ideia da superioridade dos Europeus, num total desrespeito pelos valores básicos da condição humana.
As exigências de mão de obra, sobretudo nos engenhos do açúcar no Brasil, levaram à prática da escravatura.
A expansão marítima promoveu o encontro de culturas, que se realizou de três formas: - contacto cultural; - embate cultural; - relacionamento cultural.
Capturados e/ou comprados em África, os escravos eram transportados em navios negreiros em condições degradantes e desumanas.
Monarcas e fases da Expansão Marítima Portuguesa
1ª Fase da Expansão - Infante D. Henrique
Conquista de Ceuta em 1415.
Descobertada Madeira em 1419 João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira
Descoberta dos Açores em 1427 Diogo Silves
Passagem do Cabo Bojador em 1434Gil Eanes
Exploração da costa ocidental africana até à Serra Leoa
2ª Fase da Expansão - Infante D. Afonso V
Conquista do Norte de África
Fernão Gomes (burguês que ficou responsável pelo monopólio comercial da costa ocidental africana)
3ª Fase da Expansão - Infante D. João II
Tratado de Tordesilhas em 1494 (Portugal e Castela dividem o "mundo" entre si)
Bartolomeu Dias passa po Cabo das Tormentas em 1488
4ª Fase da Expansão - Infante D. Manuel I
Pedro Alvares Cabral chega ao Brasil em 1500
Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia em 1498
Lições nº135 27- 05 - 2026
Sumário
Redação do Relatório Síntese (fase escrita) do trabalho de grupo.
Lições nº136 e 137 29- 05 - 2026
Sumário
Realização de uma Ficha de Avaliação Sumativa.
Lição nº138 e 139 01- 06 - 2026
Sumário
Aula na Biblioteca: realização das apresentações digitais dos trabalhos.
Lição nº140 03- 06 - 2026
Sumário
Aula na Biblioteca: conclusões das apresentações digitais dos trabalhos.
Lições nº141 e 142 05- 06 - 2026
Sumário
Apresentações orais dos trabalhos de grupo.
Lições nº143 e 144 08- 06 - 2026
Sumário
Conclusão das apresentações orais dos trabalhos.Entrega e correção da Ficha de Avaliação Sumativa.
Lições nº145 e 146 12- 06 - 2026
Sumário
Reflexão sobre as avaliações orais. Entrega e correção dos trabalhos escritos.Autoavaliação e reflexão sobre as avaliações finais.