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Hamlet

Dinis Proenca

Created on April 6, 2026

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Transcript

Hamlet

uma obra de: william shakespeare

Índice

introdução

Pag.III

contextualização

Pag. XXII

resumo

Pag. XXVI

biobliografia

Pag. VI

reflexão

Pag. XXIX

personagens

Pag. XX

bibliografia

Pag. XXIX

Introdução

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Hamlet, a maior tragédia escrita por William Shakespeare foi escrita na primeira parte do século XVII (provavelmente em 1600 ou 1601) e estimasse que foi interpretado pela primeira vez em 1602. A sua primeira publicação em papel foi em 1603, 2 a 3 anos depois de ser escrito.

"Hamlet" é uma tragédia romântica de Shakespeare que conta a história de Príncipe Hamlet da Dinamarca, que procura vingar o assassinato do seu pai pelo seu tio, o Rei Cláudio, que tomou o trono e casou com a mãe de Hamlet, a Rainha Gertrudes.

William Shakespeare
Biobliografia

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Biobliografia

Nasceu em Abril de 1564 (batizado a 26 de abril) em Stratford-upon-Avon, Inglaterra.Foi dramaturgo, poeta e ator e é amplamente considerado o maior escritor da língua inglesa e o do mundo. Casou-se com Anne Hathaway aos 18 anos, com quem teve três filhos: Susanna, Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592, há poucos registos sobre a sua vida, mas sabe-se que se mudou para Londres e começou a ganhar fama no teatro.

A sua produção escrita divide-se em três grandes géneros:

Tragédias: Focam-se no sofrimento humano e dilemas morais (Hamlet, Macbeth, Rei Lear, Romeu e Julieta).Comédias: Histórias com finais felizes, muitas vezes envolvendo trocas de identidade e amor (Sonho de uma Noite de Verão, O Mercador de Veneza, A Noite de Reis).

Peças Históricas: Baseadas na vida dos reis ingleses (Ricardo III, Henrique V).Poesia: Famoso pelos seus 154 sonetos que exploram temas como o amor, o tempo e a mortalidade.

Personagens

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Personagens

FORTIMBRÁS

Pag. XVII

Hamlet

12

LAERTES

Rosencrantz & Guildenstern

Pag. XIII

Pag. VIII

Pag. XVII

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HORÁCIO

claudio

OSRÍCO

Pag. XIV

Pag. IX

Pag. XVIII

14

O FANTASMA

GERTRUDES

BERNARDO

Pag. XV

Pag. X

Pag. XVIII

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CORNÉLIO

OFÉLIA

MARCELO

Pag. XVI

Pag. XI

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Pag. XIX

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VOLTIMANDO

Polônio

REINALDO

Pag. XVI

Pag. XII

Pag. XIX

Príncipe Hamlet

Protagonista da tragédia e filho do rei da Dinamarca que terá sido assassinado pelo próprio irmão. É jovem, por volta de 30 anos, intelectual, filosófico e profundamente melancólico. Após receber a revelação do fantasma do pai, debate-se entre o dever da vingança e a paralisia moral. A sua famosa indecisão — simbolizada pelo monólogo 'Ser ou não ser' — reflete um espírito que questiona a existência, a justiça e a natureza humana. Astuto e perspicaz, simula loucura para investigar a verdade.

Cláudio

Tio de Hamlet e principal vilão da obra. Assassinou o irmão — o rei Hamlet — envenenando-o enquanto dormia, usurpou o trono e casou com a rainha Gertrudes. Por fora apresenta-se como governante sábio e afável; por dentro, carrega o peso da culpa e do crime. Age com frieza calculista para proteger o seu poder, chegando a conspirar ativamente contra a vida do sobrinho.

Derek Jacobi a interpretar Rei Cláudio(Hamlet 1996)

Gertrudes

Rainha da Dinamarca e mãe de Hamlet.Poucas semanas após a morte do marido, casa-se com Cláudio. A obra mantém deliberada ambiguidade sobre o seu grau de cumplicidade no assassínio. É retratada como uma mulher que privilegia a estabilidade e o conforto afetivo, o que Hamlet interpreta como fraqueza ou traição. Ainda assim, demonstra amor genuíno pelo filho e, na cena do quarto, revela alguma consciência do erro cometido.

Ofélia

Amada de Hamlet e filha de Polônio. Jovem inocente e sensível, apanhada no centro dos jogos de poder e manipulação dos adultos. Amada por Hamlet, é instrumentalizada pelo pai e pelo rei para espiar o príncipe. Incapaz de resistir à pressão das circunstâncias — a rejeição de Hamlet, a morte do pai às suas mãos — acaba por perder a razão. O seu fim trágico, afogada a colher flores, tornou-se um dos símbolos mais poderosos da obra.

Polônio

Conselheiro real, pai de Laertes e Ofélia. Expressivo, presunçoso e convicto da própria astúcia, Polônio representa o político oportunista e bajulador. Usa os filhos como instrumentos políticos sem hesitação. A sua intromissão espionando por detrás de uma cortina custou-lhe a vida, às mãos de Hamlet. A sua morte desencadeia a espiral final de tragédias.

Laertes

Filho de Polônio — Antagonista Final Irmão de Ofélia e filho de Polônio. Contrasta diretamente com Hamlet: onde o príncipe hesita e reflete, Laertes age com impulso e paixão. Após o assassínio do pai e a loucura da irmã, regressa de França determinado a vingar-se sem questionar. É manipulado por Cláudio para o duelo final. A sua morte, bem como a reconciliação com Hamlet antes de ambos sucumbirem, conferem-lhe dignidade trágica.

Horácio

Amigo fiel de Hamlet, o mais leal dos amigos e o único em quem o príncipe deposita confiançaabsoluta. Filósofo sereno e equilibrado, representa a razão e a constância. É testemunha privilegiada de quase todos os momentos decisivos da peça. Hamlet pede-lhe que sobreviva para contar a sua história ao mundo, tornando Horácio o guardião da memória e da verdade da tragédia.

O Fantasma

Espírito do pai de Hamlet (Rei Hamlet), assassinado por Cláudio. A sua aparição dá início à ação dramática e impõe ao filho a missão da vingança. Figura ambígua: é o catalisador moral da peça, mas a sua natureza — fantasma do purgatório ou demônio enganador? — é questionada pelo próprio Hamlet. Representa o passado que assombra os vivos e a exigência de justiça que recusa ser silenciada.

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Cornélio

Voltimando

Embaixador Personagem de aparição breve. É enviado juntamente com Voltimando à Noruega como emissário diplomático de Cláudio. Tem pouca relevância dramática mas representa o funcionamento da corte e da política externa da Dinamarca.

Embaixador, tal como Cornélio, é enviado à Noruega para negociar com o rei norueguês e travar as ambições militares de Fortimbrás. Regressa com boas notícias diplomáticas. Personagem funcional que serve para desenvolver o contexto político da peça.

Rosencrantz & Guildenstern

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Fortimbrás

Príncipe da Noruega Contraponto direto a Hamlet: onde o príncipe dinamarquês hesita e filosofa, Fortimbrás age com determinação e pragmatismo. Ambos perderam o pai e buscam honra, mas de formas opostas. Surge no final como o único sobrevivente com poder, herdando o trono da Dinamarca — o que sublinha a ironia trágica da inação de Hamlet.

Antigos amigos de Hamlet Aparecem sempre em par. São velhos companheiros de Hamlet recrutados por Cláudio para espiar o príncipe. Hamlet apercebe-se rapidamente da traição e manipula-os, acabando por selar a sua morte ao alterar a carta que os enviava a Inglaterra. Simbolizam a amizade corrompida pelo poder

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Osríco

Bernardo

Cortesão, figura cómica e afetada, representante do cortesão vazio e bajulador. É ele que transmite a Hamlet o convite para o duelo fatal com Laertes. A sua futilidade contrasta com a gravidade do momento que anuncia.

Guarda Um dos soldados que primeiro avista o fantasma do rei Hamlet nas muralhas de Elsinore. A sua função é desencadear a abertura da peça e introduzir o elemento sobrenatural que moverá toda a ação.

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Marcelo

Reinaldo

Criado de Polônio Enviado por Polônio a Paris para espiar o filho Laertes e vigiar o seu comportamento. Surge numa cena que revela o caráter manipulador e desconfiado de Polônio, disposto a vigiar até os seus próprios filhos.

Guarda Companheiro de Bernardo, também testemunha o fantasma. É quem sugere avisar Horácio, ligando assim o mundo dos soldados ao de Hamlet. Pronuncia uma das frases mais célebres da obra: 'Algo está podre no reino da Dinamarca.

Contextualização

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Local geográfico da obra

A história passa-se na Dinamarca no castelo de Kronborg, localizado a poucos quilómetros da torre de Helsingør.

Resumo

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A obra inicia-se num cenário de crise dinástica e moral: após a morte repentina do Rei Hamlet, o seu irmão, Cláudio, ascende ao trono e casa-se com a viúva, a Rainha Gertrudes, num intervalo de apenas duas semanas. O Príncipe Hamlet, mergulhado no luto, confronta o fantasma do pai, que lhe revela ter sido assassinado por Cláudio e exige vingança.

A partir daqui, a ação acelera para o desfecho trágico: O Erro Fatal: Hamlet confronta a mãe no seu quarto e, ao ouvir um ruído atrás da cortina, mata Polónio por engano, pensando ser Cláudio. O Exílio e o Regresso: Cláudio envia Hamlet para a Inglaterra para ser morto, mas o príncipe consegue escapar e regressar. Entretanto, Ofélia, enlouquecida pela morte do pai, morre afogada.

O Duelo Final: Laertes, filho de Polónio, regressa para vingar o pai. Cláudio prepara uma armadilha: um duelo de esgrima onde a espada de Laertes e uma taça de vinho estão envenenadas. O Desfecho: Na confusão do duelo, a Rainha bebe o vinho envenenado por engano e morre; Hamlet e Laertes ferem-se mutuamente com a espada envenenada. Antes de morrer, Hamlet consegue finalmente matar Cláudio. A peça termina com a chegada do príncipe Fortimbrás da Noruega, que assume o trono da Dinamarca.

Reflexão

NEXT

A peça foca-se na tragédia e na vingança, intensificando a paralisia da ação perante a dúvida. Hamlet não é apenas um vingador, mas sim um homem dividido entre o dever de sangue e o peso da consciência.

Filosofia da obra

A obra explora temas de vingança, loucura, traição e questionamento existencial. O conflito interno de Hamlet e os relacionamentos complexos com outros personagens impulsionam o drama, o que leva a uma conclusão trágica e que convida à reflexão interna do leitor.
Bibliografia

NEXT

  • https://www.ebooksbrasil.org/eLibris/hamlet.html
  • https://ensina.rtp.pt/artigo/hamlet-a-mais-longa-tragedia-de-shakespeare/
  • https://www.frontstage.pt/hamlet-resumo/
  • https://www.queridoclassico.com/2022/11/shakespeare-dramaturgia-e-filosofia-em-hamlet.html
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/HAMLET

fim

Curiosidade

Foi aqui que nasceu a emblemática frase."ser ou não ser eis a questão." Após a morte do pai e o relacionamento imediato da mãe com o tio (o assassino do pai), Hamlet reflete sobre a sua vida e num monólogo cita esta famosa frase.