Utilizar cosméticos capilares- UC 03678 Danielle Paiva
Escola Profissional Sônia Monteiro
01
Como vai funcionar essa ufcd?
Objectivos
Cosmetologia capilar Identificar as boas práticas de fabrico na cosmetologia capilar.
Normas ambientais na utilização de cosméticos capilares
Protocolos para a manipulação, preparação e aplicação de produtos capilares
Tipos de cosmética capilar e Cosméticos capilares de tratamento.
O que vamos aprender?
Vamos dicutir o Planeamento!
Antes de avançarmos, preencher balanço de competências
PAra que estudar cosmetologia?
A busca da beleza e da juventude gera exigências cada vez maiores dos pacientes no desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas e de novos procedimentos estéticos, pois, com o avanço da idade, a pele começa a sofrer alterações como aparecimento de rugas, diminuição da espessura da epiderme, ressecamento, que modificam seu aspecto caracterizado pelo envelhecimento cutâneo.
Primórdios
Os Egípcios foram os primeiros usuários de cosméticos e produtos de toucador (produtos de penteadeira, produtos de toalete) em larga escala.
Alguns minérios foram usados como sombras deolhos e rouge, assim como usavam extratos vegetais,como a henna. A famosa Cleópatra banhava-se com leite de cabra parater uma pele suave e macia, e incorporou o símbolo dabeleza eterna.
Durante a dominação Grega na Europa, 400aC, os cosméticos tornaram-se mais do que uma ciência, estavam menos conectados aos religiosos do que aos cientistas, que davam conselhos sobre dieta, exercícios físicos e higiene, assim como, sobre cosméticos. Nos manuscritos de Hipócrates, considerado o pai da medicina, já se encontrava orientações sobre higiene, banhos de água e sol, a importância do ar puro e da atividade física.
Dominação grega
Durante a Idade Moderna, séculos XVII e XVIII, notam-se a crescente evolução dos cosméticos e também a utilização de perucas cacheadas. Neste período ainda persistiam os costumes de não tomar banho regularmente, o que proporcionou o crescimento daprodução de perfumes, tornando-se de grande importânciapara a economia francesa desde o reinado de Luiz XIV.
Contudo, o grande salto dos perfumes se deu quando Giovanni Maria Farina, em 1725, estabeleceu-se em Colônia, na Alemanha. Lá ele desenvolveu a famosa"água de colônia".
Harmonização por um fio ......
No final deste século, os Puritanos, liderados por Oliver Cromwell, trouxeram outro período, no qual o uso de cosméticos e perfumes ficou fora de moda. Este, talvez, tenha sido o período mais negro da história dos cosméticos, principalmente quando o Parlamento Inglês em 1770 estabeleceu que:
"Qualquer mulher... que se imponha, seduza e traia no matrimônio qualquer um dos súditos de Sua Majestade, por utilizar perfumes, pinturas, cosméticos, produtos de limpeza, dentes artificiais, cabelos falsos, espartilho de ferro, sapatos de saltos altos, enchimento nos quadris, irá incorrer nas penalidades previstas pela Lei contra a bruxaria e o casamento seráconsiderado nulo e sem validade."
A liberação da mulher e o avanço cosmético
Foi um período rico para o surgimento de indústrias de matérias-primas para a fabricação de cosméticos e produtos de higiene nos Estados Unidos, França, Japão, Inglaterra e Alemanha.
Já na Idade Contemporânea, século XIX, oscosméticos retomaram a popularidade. Os cosméticos e produtos de toucador eram feitos em casa, cada família tinha suas próprias e favoritas receitas. As mulheres passaram a expor um pouco o corpo e tomavam banho utilizando trajes fechados.
Estávamos presenciando o início do mercado de cosméticos e produtos de higiene no mundo. No início do século XX, os cosméticos saíram das cozinhas e passaram a ser produzidos industrialmente. A liberação da mulher foi o fator fundamental para o sucesso dos cosméticos, uma vez que não se pode falar em cosméticos sem falar em mulher.
Madame CJ Walker
O cabelo
O cabelo no couro cabeludo, apesar de não
desempenhar uma função vital, tem como função
proteger a cabeça de traumatismos, da perda de
calor, e ainda das agressões do sol
Cabelo
Estrutura do cabelo e a cosmetologia
Na estrutura capilar, a haste do fio de cabelo tem como constituição três camadas: cutícula, córtex e medula.
Cosmeto capilar
Essa ciência também busca conhecer as
necessidades de cada tipo de cabelo, os
procedimentos químicos que afetam sua
estrutura e as necessidades nutricionais dos
fios.
Estuda e desenvolve produtos com o objetivo de melhorar a saúde dos cabelos e couro cabeludo.
Relaciona quais os ativos mais indicados para cada
problema capilar, desenvolve e melhora formulações com
o objetivo de tornar o tratamento ainda mais eficaz, prático
e seguro.
O cosmetologista tem como função conhecer os ativos
capilares, como proteínas, minerais, colágeno, dentre
outros, que podem ser utilizados em determinados tipos de
cabelo.
Ele deve também ter conhecimentos sobre os agentes
químicos presentes em alisamentos e colorações e quais
são os respectivos efeitos sobre o fio capilar.
Cosméticos
Legistação
Entende-se por Produto Cosmético qualquer substância ou
mistura, destinada a ser posta em contacto com as diversas
partes superficiais do corpo humano, designadamente
epiderme, sistemas piloso e capilar, unhas, lábios e órgãos
genitais externos, ou com os dentes e as mucosas bucais,
com a finalidade de, exclusiva ou principalmente, os
limpar, perfumar, modificar o seu aspeto, proteger, manter
em bom estado ou de corrigir os odores corporais
(INFARMED, 2013).
Em Portugal, os produtos cosméticos e de higiene
corporal (PCHC), são regulados pelo Decreto-Lei n.º
189/2008, de 24 de Setembro, alterado pelos
Decreto-Lei n.º 115/2009, de 18 de Maio, Decreto-Lei.
n.º 113/2010, de 21 de Outubro, Decreto-Lei 63/2012, de
15 de março e Decreto-Lei n.º 245/2012, de 09 de
novembro.
Qualidade
O fabrico, controlo, segurança e cumprimento da
legislação aplicável aos produtos cosméticos é da
exclusiva responsabilidade do fabricante, importador
ou responsável pela colocação dos produtos no
mercado, conforme o estabelecido nos referidos
decretos de lei (INFARMED, 2013)
https://www.cosmetek.org/en/news/
Licenciamento
O licenciamento da atividade é enquadrado pelo SIR
– Sistema da Indústria Responsável, aprovado pelo
Decreto-Lei 73/2015, e cujos elementos instrutórios
foram fixados pela Portaria 279/2015, legislação que
deve ser consultada caso se pretenda uma informação
mais aprofundada e completa.
Os estabelecimentos industriais classificam-se de 1 a 3,
em função do grau de risco potencial inerente à sua
exploração para a pessoa humana e para o ambiente,
sendo de maior risco os de tipo 1 e de menor risco os
de tipo 3 (art.º 11.º, n.º 1, do SIR), sendo que a
generalidade dos estabelecimentos de produção em
pequena escala enquadra-se no tipo 3, aquele cuja
tramitação é mais simplificada.
Responsabilidade
PESSOA RESPONSÁVEL “ 1- Só podem ser
colocados no mercado produtos cosméticos para os
quais seja designada uma pessoa singular ou coletiva
responsável na comunidade” – art.º 4.º do
Regulamento 1223/2009.
A Pessoa Responsável (PR), que pode ser o
fabricante, garante o cumprimento das obrigações
aplicáveis previstas no Regulamento 1223/2009.
São obrigações da Pessoa Responsável (art.º 5.º do
Regulamento 1223/2009):
− A segurança (ver art.º 3); − Boas práticas de fabrico (ver
art.º 8);
− Avaliação de segurança (ver art.º 10); − Ficheiro de
informações sobre o produto (ver art.º 11);
− Amostragem e análises (ver art.º 12);
− Notificação (ver art.º 13);
Restrições
− Restrições aplicáveis a determinadas substâncias (ver
art.ºs 14, 15, 16, 17 e 18);
− Informação ao consumidor (ver nºs 1, 2 e 5 do art.º 19,
e art.ºs 20 e 21);
− Fiscalização do mercado (ver art.ºs 23 e 24);
− Adoção de medidas corretivas nos termos do n.º 2 do
art.º 5.º;
− Dever de cooperação com as autoridades nos termos do
nº 2 e n.º 3 do art.º 5.º.
Os produtos cosméticos disponibilizados no mercado
devem ser seguros para a saúde humana quando
aplicados em condições normais ou razoavelmente
previsíveis de utilização – art.º 3.º do Regulamento
1223/2009.
segurança
A fim de demonstrar que os produtos cosméticos são
seguros para a saúde humana, nos termos do artigo
suprarreferido, a Pessoa Responsável, antes da
colocação no mercado, deve certificar-se de que os
mesmos foram submetidos a uma avaliação de
segurança.
Segurança
A avaliação de segurança é efetuada por pessoa que
reúna os requisitos previstos no n.º 2 do art.º 3.º do
Regulamento 1223/2009
Condicionadores
A utilização de condicionadores é um fenómeno recente, quando comparada com a
utilização de produtos para a limpeza do cabelo e do couro cabeludo. Muitos champôs contêm na sua composição agentes
condicionadores, em 1987,a Procter & Gamble
através de uma manobra de marketing, introduziu o primeiro champô “2 em 1” (champô
+ condicionador), com partículas de dimeticone (silicone) suspensas numa mistura de
surfactante Hoje em dia, quase todos os champôs
disponíveis no mercado contêm agentes condicionadores, que procuram reduzir os
danos causados pelos detergentes fortemente aniónicos
Quer os champôs condicionadores, quer as emulsões que se
aplicam depois da lavagem, são formuladas com as mesmas moléculas, já que se
pretendem os mesmos efeitos: proteger a fibra, aumentar do brilho e facilitar o penteado Com esta finalidade são utilizadas várias substâncias, nomeadamente: Lípidos - especialmente derivados da lanolina, certos ésteres gordos, algumas
ceras, manteiga de Karité e lecitinas; Copolímeros de silicone; Proteínas - principalmente hidrolisados proteicos de colagénio, proteínas
animais e seda; Tensioativos catiónicos - quase sempre compostos de amónio quaternário.
A incorporação de tensioativos catiónicos em champôs, implica prescindir
da utilização dos tensioativos aniónicos fortes, devido à sua incompatibilidade. Assim,
são utilizados essencialmente na formulação das emulsões amaciadoras, para aplicar
após a lavagem
Estes compostos são bastante eficazes, pois, ao serem carregados positivamente, são atraídos pela carga negativa do cabelo, ocorrendo a sua deposição na superfície dos fios de cabelo. Isto é especialmente verdade para o cabelo danificado, dado que neste caso, as fibras de cabelo estão ainda mais negativas. A deposição do condicionador provoca a diminuição da eletricidade estática, reduz a fricção entre as fibras e promove o achatamento das células da cutícula, o que melhora o brilho e a cor. Para além disso, ao suavizar o cabelo, facilita o processo de pentear e de desembaraçar.
Condicionador
Emulsões
As emulsões do tipo água em óleo (A/O) oferecem maior
poder de fi xação e são aplicadas de forma mais homogênea no cabelo do que as do tipo óleo em água (O/A). Porém, apresentam o
inconveniente de a pouca água presente na preparação evaporar.As formulações devem ser estáveis em relação às mudanças
de temperatura e ao seu manuseio durante o transporte, mas é
conveniente que se espalhem nos fi os com facilidade ao serem
friccionadas nas mãos, para não deixar uma película branca em
ambos. Essas propriedades são obtidas incorporando-se à formulação um tensoativo não iônico que produza uma interface
entre o óleo e a água das emulsões. Para obter maior estabilidade,
pode-se agregar álcoois graxos de lanolina ou colesterol.No entanto, as emulsões óleo em água (O/A) produzem
sensação menos untuosa que as do tipo água em óleo (A/O) e
não conferem tanto brilho e oleosidade ao cabelo quanto estas
Poliméricos
Os primeiros produtos não oleosos usados como fi xadores/
estilizantes foram os géis aquosos ou hidroalcoólicos de polímeros naturais, como gomas (arábica, adraganto, caraia), que
possuem poder aderente e têm efeito coesivo nos fi os de cabelo. Essas formulações, denominadas “gominas” apresentavam
muitos inconvenientes, como a formação de películas higroscópicas que, em atmosfera úmida, se agregavam e deixavam
o cabelo com aparência dura e opaca. Além disso, durante a
escovação, as partículas de goma se desprendiam em forma de
escamas, acumulando-se no couro cabeludo, assemelhando-se à
caspa. Posteriormente, os polímeros acrílicos (carboxivinílicos)
substituíram as gomas.
Géis
Os géis atuam moldando o cabelo para fazer qualquer tipo de
penteado, permitindo fi xar as mechas de cabelo. Nessas formulações, resinas como PVP K30 e seus derivados são incorporadas
a uma base formada por polímeros acrílicos (carboxivinílicos),
em água.Estão disponíveis no mercado produtos com variados
graus de fi xação e com diferentes aditivos, como glitter e coloração sintética. Seu uso pode resultar em uma aparência natural ou artifi cial conforme a quantidade utilizada.São amplamente aceitos pelo público masculino infantil e adolescente
Fabricação
A indústria cosmética precisa de considerar matérias-primas alternativas para os ingredientes,
não apenas porque os consumidores procuram ingredientes mais sustentáveis, mas também pela
diminuição observada da oferta de matérias-primas de origem petroquímica.
Critérios ambientais, sociais e económicos são fundamentais para classificar um ingrediente como
sustentável e torna-se essencial ter a origem e o destino ambiental de qualquer ingrediente em
consideração para uma escolha sustentável. Um mesmo ingrediente pode ter diversas origens,
tais como sintética, vegetal ou animal, sendo importante selecionar a origem que apresente menor
impacto na sustentabilidade.
Um ingrediente de origem natural pode não ser considerado sustentável, pois tanto a origem
vegetal quanto a animal podem afetar negativamente o ambiente. Dessa forma, um dado
ingrediente só é designado como sendo sustentável se for adequadamente cultivado, colhido e
processado. Até mesmo um ingrediente sintético pode ser sustentável se for produzido por
química verde e tiver elevada biodegradabilidade
Em nome da sustentabilidade, novos ingredientes cosméticos estão a surgir, especialmente a
partir de matérias-primas agrícolas e da química verde. Deve ser feita uma avaliação do perfil
ambiental dos ingredientes bem como uma investigação sobre o grau de biodegradabilidade,
potencial de bioacumulação e toxicidade aquática das matérias-primas utilizadas
Etapa de Produção Em relação à etapa de produção as Boas Práticas de Produção (GMP – Good Manufacturing
Phase) (ISO 22716:2007) fornecem diretrizes para a produção, controlo, armazenamento e
expedição de produtos cosméticos, contudo, apesar de estas diretrizes cobrirem os aspetos de
qualidade do produto, não cobrem os aspetos de proteção do ambiente. A produção deve ser orientada para tecnologias eficientes que ajudem a reduzir o consumo de
água e energia, bem como emissões e resíduos, com o objetivo de reduzir a pegada ambiental (51).
No contexto da sustentabilidade, o processo de produção assenta em três temas principais:
consumo de energia e redução de emissões, consumo de água e resíduos de fabrico
Existem várias estratégias recomendadas para alcançar uma produção mais sustentável e as mais
utilizadas são por exemplo a alteração das fontes de energia convencionais para fontes de energias renováveis, o reaproveitamento de águas pluviais, a melhoria da eficiência energética dos edifícios, a otimização de processos de produção, a substituição de equipamentos por soluções energeticamente mais eficientes e a adoção de métodos de reaproveitamento de energia.
Uma estratégia que pode ser adotada na produção de emulsões hidratantes, por exemplo, é o
processo de emulsificação a frio em detrimento de um processo a quente. Esta estratégia permite
facilitar o processamento destas emulsões, devido à eliminação da fase de aquecimento e posterior
arrefecimento, sendo também mais fácil controlar a estrutura da emulsão. Assim, o tempo de
produção é diminuído, aumentando a capacidade de produção e diminuindo os consumos de
energia e água, representando, além dos benefícios económicos, um decréscimo da utilização de
recursos energéticos e hídricos, associados a uma diminuição das emissões de CO2
Todos os produtos cosméticos apresentam uma embalagem. A embalagem desempenha um papel
essencial na proteção do produto cosmético, evita perdas e a sua degradação e, em muitos
produtos, garante a sua correta aplicação e função. Para além disso, também desempenha um
papel fundamental na aceitação do consumidor, o que pode ser um desafio para a
sustentabilidade. Quando o assunto é embalagem, a sua escolha é muito importante
GESTÃO DE EMBALAGENS E RESÍDUOS DE EMBALAGENS
De acordo com o disposto no art.º 2º do Decreto-Lei
366-A/97, na sua redação atual, define-se como
“embalagens” todos e quaisquer produtos feitos de
materiais de qualquer natureza utilizados para conter,
proteger, movimentar, manusear, entregar e apresentar
mercadorias, tanto matérias-primas como produtos
transformados, desde o produtor até ao utilizador ou
consumidor, incluindo todos os artigos descartáveis
utilizados para os mesmos fins.
As embalagens de cosméticos, se descartadas erradamente, são extremamente prejudiciais para
o meio ambiente uma vez que contribuem para a poluição terreste e marinha, prejudicando a
biodiversidade. Surgiram então as preocupações em relação à embalagem de produtos
cosméticos, sendo estas, principalmente, as camadas em excesso (primária, secundária, terciária)
e os materiais de embalagem utilizados.O material de embalagem mais utilizado é o plástico
devido à sua flexibilidade e baixo peso, no entanto, tem a desvantagem de não ser biodegradável
As empresas de cosméticos devem implementar uma política de embalagens “sustentáveis”
baseadas no paradigma dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – em conjunto com a
biodegradabilidade, sendo estas as principais estratégias para contornar esta problemática (51).
Os grandes avanços na sustentabilidade estão sem dúvida na embalagem pois esta representa um
item muito relevante na avaliação do impacto ambiental do produto.
É reconhecido na indústria cosmética que o uso de embalagens recicladas e/ou recicláveis pode
ajudar a reduzir a quantidade de resíduos do consumidor enviados para aterros. As empresas de
cosméticos utilizam cada vez mais papel e papelão reciclados para embalagens, em vez de
materiais virgens. Também a reutilização das embalagens em estratégias de recarga tem
vindo a crescer nesta indústria, várias empresas introduziram-nas em embalagens de cuidados
para o cabelo, cremes hidratantes e sabonetes. Uma das estratégias para diminuir os impactos ambientais nesta fase é educar os consumidores,
alertá-los para mudanças nos hábitos diários tanto na própria embalagem como em publicidade.
Para isto, a embalagem/publicidade deve ter informações como a maneira correta de a descartar
e as regras de uso adequadas
O facto de ser uma embalagem biodegradável não deve justificar um final de ciclo incorreto
porque caso não seja tratada devidamente pode levar mais tempo para desaparecer. As embalagens biodegradáveis podem ser constituídas pelos seguintes materiais: • Fibra de coco • Papel/Papel Reciclado • Plástico de Ácido Polilático (PLA) • Polihidroxialcanoato (PHA) • Cortiça • Bambu • Cogumelo
Fibra de Coco A fibra de coco é um produto biológico obtido a partir da casca fibrosa do coco. Após ser efetuado
o tratamento da casca do coco, são obtidas as fibras. Estas possuem um alto teor de lignina,
material não inflamável, o que as torna fortes, resilientes e com elevada durabilidade.
Apresentam uma elevada elasticidade e uma grande capacidade de resistir à humidade e ao
desgaste. É um material de fibra natural, sendo ecologicamente correto pois é biodegradável, mais
fácil de reciclar e tem menos impacto no meio ambiente, não colocando em risco a saúde. Papel A embalagem de papel demora aproximadamente seis semanas a degradar-se, em condições não
específicas. Estas embalagens, incluindo o papelão, já fazem parte das embalagens de
produtos cosméticos há muitos anos e apresentam inúmeras vantagens em relação a outras
embalagens convencionais como o curto tempo para a sua decomposição, enquanto o plástico leva
centenas de anos para se decompor e o facto de ser 100% reciclável e apresentar uma taxa geral
de reciclagem de 43%, sendo de 21% para as embalagens de papel e de 97% para o papelão
ondulado. Portanto, o papel é considerado também uma embalagem reciclável pois pode ser
transformado em novos produtos, evitando que os materiais virgens entrem em circulação.
Ácido Polilático O ácido polilático (PLA) é composto principalmente por ácido lático (ácido 2-hidroxi propiónico)
e é um dos biopolímeros mais promissores na indústria de plásticos, sendo já comercializado na
forma de polímeros puros ou misturados. Para além de se decompor em monómeros de menor
peso molecular, os monómeros podem ser obtidos através do processo de fermentação de fontes
renováveis (vegetais) como o milho, açúcar, batata e beterraba (73). Apresenta uma boa
resistência mecânica, biocompatibilidade, é abundante e ecologicamente correto (73). Este
bioplástico tem potencialidade para ser utilizado em embalagens rígidas, tanto em embalagens de
produtos cosméticos como em embalagens de alimentos, devido à sua rigidez e resistência
mecânica. No entanto, como é frágil e apresenta baixa estabilidade térmica, o seu uso pode ser
limitado.
Polihidroxialcanoatos (PHAs) Os polihidroxialcanoatos (PHAs) apresentam propriedades promissoras para serem utilizados
como material de embalagem e uma delas é a baixa permeabilidade ao vapor de água
comparativamente ao Polietileno de Baixa Densidade (PEBD). Os PHAs podem ter diferentes
aplicações, são muito versáteis e ainda possuem uma excelente biodegradabilidade pois são
degradados por vários microrganismos em diferentes ambientes, tanto como matéria-prima como
matriz polimérica em biocompósitos. Estes têm características mais vantajosas para a aplicação
em embalagens de produtos cosméticos como as menores emissões de gases de efeito de estufa e
a biocompatibilidade, apesar de o PLA ser produzido em maior escala e ser atualmente mais
barato que os PHAs.
Cortiça Outro caminho sustentável passa pela utilização da cortiça, por esta ser natural, reciclável e
biodegradável. É produzida a partir das cascas do Sobreiro, uma árvore de crescimento lento que
floresce apenas em regiões específicas do Mediterrâneo Ocidental, sendo Portugal o maior
produtor de cortiça do mundo (82). É possível efetuar a extração da cortiça cerca de 17 vezes
durante o tempo médio de vida útil do sobreiro, podendo a cortiça ser explorada durante 150 anos
(83). Depois de uma extração, ao fim de nove anos a casca renasce e a cortiça está pronta para ser
novamente colhida através de um cuidadoso processo manual, que não danifica o sobreiro nem o
ambiente
Cogumelo As embalagens de cogumelos podem ser consideradas uma alternativa ao plástico convencional.
É composto pelo micélio, a raiz do cogumelo, e por resíduos agrícolas fibrosos como cascas de
cânhamo ou lascas de madeira, para aumentar o volume e a resistência.
Cosmeto Shampoo
Shampoo anticaspa
Umectantes
função
O champô é o produto mais usado no tratamento e manutenção das condições do cabelo
e do couro cabeludo . Até à introdução do primeiro champô não alcalino
em 1933, o sabão era o único meio disponível para a limpeza do cabelo Nos dias de hoje, espera-se que os champôs sejam muito mais que agentes
de limpeza, pelo que as correntes formulações estão adaptadas aos vários tipos de
cabelo, aos diferentes hábitos de cuidado capilar, e ainda aos possíveis problemas
relacionados com o couro cabelud
Tintas e descolorantes
O pigmento natural
mais conhecido é a “henna”, seguida da camomila, e de tintas de sais metálicos como a
prata
A coloração do cabelo é uma prática muito comum, usada por homens e mulheres, com
o objetivo de alterar a cor natural de cabelo, ou então repigmentar os cabelos brancos
As tintas naturais apresentam uma gama
estreita de cores, e é difícil prever a sua intensidade, pelo que a maioria dos
consumidores prefere o uso de tintas de origem sintética
No mercado existem vários produtos e técnicas, e a química
envolvida depende do tipo de agentes de coloração utilizados, que podem ser naturais
ou sintéticos
Tintas e descolorantes
Coloração progressiva/gradual São compostas por soluções aquosas de sais
metálicos, tais como bismuto ou prata, os metais interagem com os resíduos de cistina presente na cutícula para formarem sulfitos metálicos
Coloração temporária As tintas de coloração temporária são compostas por moléculas
acídicas de elevado peso molecular. Devido ao seu tamanho, não conseguem penetrar
no interior da fibra, ficando apenas depositadas temporariamente na superfície do cabelo Esta coloração dura
aproximadamente 1 semana, sendo facilmente removida com as lavagens
Como os metais são insolúveis em
água, o uso continuado destas tintas, provoca a acumulação lenta dos compostos
metálicos, e o cabelo sofre gradualmente alteração da cor ao longo de algumas semanas
Este tipo de coloração só permite o escurecimento do cabelo
Tintas e descolorantes
Coloração semipermanente – Estas tintas são compostas por pigmentos de baixo peso
molecular, que por isso podem facilmente difundir-se para dentro e para fora do córtex
(Bolduc e Shapiro, 2001). Isto explica porque é que o seu efeito é mais duradouro que a
coloração temporária, mas ao mesmo tempo são eliminadas do cabelo após 4 a 6
semanas . Esta coloração é utilizada apenas para cobrir os cabelos
brancos ou para escurecer o cabelo A fórmula inclui vários
excipientes, tais como solventes, surfatantes, espessantes e soluções alcalinas (para
obtenção de um pH entre 9-10)
Coloração permanente Ao contrário das anteriores, estas podem escurecer ou clarear
o cabelo . A coloração é permanente, pois
permanece até o cabelo crescer, e por isso é irreversível
A cor resulta da reação de oxidação que ocorre no interior da fibra Este
processo de coloração envolve a mistura de 3 compostos: substâncias intermediárias ou
percursoras de cor, acopladores e oxidantes
Tintas e descolorantes
O peróxido de hidrogénio liberta O2 do interior
da fibra, que se liga aos pigmentos naturais do cabelo, provocando o seu clareamento.
Assim, o clareamento obtido está diretamente relacionado com a quantidade de oxigénio
libertado
Descolorantes A descoloração provoca o clareamento da cor natural do cabelo devido
à oxidação da melanina presente no córtex (Harrison e Sinclair, 2003). O método mais
frequentemente utilizado envolve o uso de uma solução alcalina de peróxido de
hidrogénio a 12%, contendo outros intensificadores tais como persulfato de amónia ou
persulfato de potássio
A descoloração danifica o cabelo, tornando-o mais frágil e quebradiço, e alterando a sua
textura. Isto deve-se ao facto da oxidação
não provocar alterações apenas na melanina, ela também pode destruir algumas das
pontes dissulfúricas da queratina e afetar a cutícula, tornando-a mais porosa
Alterações permanentes do cabelo: ondulação e alisamento
A ondulação permanente pode ser definida como um processo químico de alteração da
forma do cabelo, de maneira a que essa forma persista mesmo após sucessivas lavagens. Existem vários tipos de soluções utilizadas para quebrar as pontes
dissulfúricas, baseadas em duas classes de agentes redutores, os mercaptanos (dos quaiso ácido tioglicólico é o mais conhecido e usado) e os bissulfitos.
As alterações permanentes do cabelo são conseguidas através da utilização de produtos
onduladores e desfrisantes. Ambos os processos envolvem a desnaturação das pontes
dissulfúricas da cistina queratínica, e por isso têm potencial para causar danos
significativos no cabelo
Contudo, o processo químico envolvido é igual, e consiste na
introdução de átomos de hidrogénio (libertados pelos agentes redutores em solução
alcalina) nas pontes dissulfúricas da queratina, o que provoca a sua rutura e a formação
de moléculas dissulfúricas
Tintas e descolorantes
1. Os agentes desfrisantes penetram no córtex e quebram as pontes dissulfúricas
das fibras do cabelo. 2. A quebra destas ligações permite que o cabelo seja mecanicamente alisado. 3. Procede-se à remoção do desfrisante e à neutralização do cabelo, ocorrendo a
formação de novas pontes dissulfúricas. 4. Estas novas ligações permitem que o cabelo se mantenha na forma pretendida.
IGUALDADE DE GÊNERO
DIMENSÃO - IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E DE GÉNERO
"NÍNGUÉM FICA PARA TRÁS!"
Desenvolvimento Sustentável
O desenvolvimento sustentável é fundamental para a construção de um futuro para todos. O desenvolvimento sustentável é o que dá resposta à necessidades actuais de consumo sem esgotar os recursos do futuro.
Igualdade de Oportunidades de género é um direito e assume particular importância a nivel mundial.
+ INFO
IA e a cosmetologia
Alterações permanentes do cabelo: ondulação e alisamento
O alisamento do cabelo pode ser conseguido através da utilização de meios químicos ou
mecânicos (Harrison e Sinclair, 2003). Os meio mecânicos, através da utilização de
elevadas temperaturas, possibilitam um alisamento temporário do cabelo, dado que
quebram apenas as pontes de hidrogénio (Bolduc e Shapiro, 2001).O processo químico,
à semelhança da ondulação, baseia-se na quebra das pontes dissulfúricas, e por isso
permite a alteração permanente do cabelo (Harrison e Sinclair, 2003) . É o método mais
usado para o alisamento de cabelo muito encaracolado, nomeadamente por alguns
grupos étnicos
As soluções desfrisantes são compostas por uma fase alcalina (hidróxido de sódio,
hidróxido de lítio ou hidróxido de guanidina), uma fase oleosa (para proteger o couro
cabeludo da irritação) e uma fase aquosa
Got an idea?
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Primórdios
Os Egípcios foram os primeiros usuários de cosméticos e produtos de toucador (produtos de penteadeira, produtos de toalete) em larga escala.
Alguns minérios foram usados como sombras deolhos e rouge, assim como usavam extratos vegetais,como a henna. A famosa Cleópatra banhava-se com leite de cabra parater uma pele suave e macia, e incorporou o símbolo dabeleza eterna.
Durante a dominação Grega na Europa, 400aC, os cosméticos tornaram-se mais do que uma ciência, estavam menos conectados aos religiosos do que aos cientistas, que davam conselhos sobre dieta, exercícios físicos e higiene, assim como, sobre cosméticos. Nos manuscritos de Hipócrates, considerado o pai da medicina, já se encontrava orientações sobre higiene, banhos de água e sol, a importância do ar puro e da atividade física.
Dominação grega
Durante a Idade Moderna, séculos XVII e XVIII, notam-se a crescente evolução dos cosméticos e também a utilização de perucas cacheadas. Neste período ainda persistiam os costumes de não tomar banho regularmente, o que proporcionou o crescimento daprodução de perfumes, tornando-se de grande importânciapara a economia francesa desde o reinado de Luiz XIV.
Contudo, o grande salto dos perfumes se deu quando Giovanni Maria Farina, em 1725, estabeleceu-se em Colônia, na Alemanha. Lá ele desenvolveu a famosa"água de colônia".
Harmonização por um fio ......
No final deste século, os Puritanos, liderados por Oliver Cromwell, trouxeram outro período, no qual o uso de cosméticos e perfumes ficou fora de moda. Este, talvez, tenha sido o período mais negro da história dos cosméticos, principalmente quando o Parlamento Inglês em 1770 estabeleceu que:
"Qualquer mulher... que se imponha, seduza e traia no matrimônio qualquer um dos súditos de Sua Majestade, por utilizar perfumes, pinturas, cosméticos, produtos de limpeza, dentes artificiais, cabelos falsos, espartilho de ferro, sapatos de saltos altos, enchimento nos quadris, irá incorrer nas penalidades previstas pela Lei contra a bruxaria e o casamento seráconsiderado nulo e sem validade."
A liberação da mulher e o avanço cosmético
Foi um período rico para o surgimento de indústrias de matérias-primas para a fabricação de cosméticos e produtos de higiene nos Estados Unidos, França, Japão, Inglaterra e Alemanha.
Já na Idade Contemporânea, século XIX, oscosméticos retomaram a popularidade. Os cosméticos e produtos de toucador eram feitos em casa, cada família tinha suas próprias e favoritas receitas. As mulheres passaram a expor um pouco o corpo e tomavam banho utilizando trajes fechados.
Estávamos presenciando o início do mercado de cosméticos e produtos de higiene no mundo. No início do século XX, os cosméticos saíram das cozinhas e passaram a ser produzidos industrialmente. A liberação da mulher foi o fator fundamental para o sucesso dos cosméticos, uma vez que não se pode falar em cosméticos sem falar em mulher.
Madame CJ Walker
O cabelo
O cabelo no couro cabeludo, apesar de não desempenhar uma função vital, tem como função proteger a cabeça de traumatismos, da perda de calor, e ainda das agressões do sol
Cabelo
Estrutura do cabelo e a cosmetologia
Na estrutura capilar, a haste do fio de cabelo tem como constituição três camadas: cutícula, córtex e medula.
Cosmeto capilar
Essa ciência também busca conhecer as necessidades de cada tipo de cabelo, os procedimentos químicos que afetam sua estrutura e as necessidades nutricionais dos fios.
Estuda e desenvolve produtos com o objetivo de melhorar a saúde dos cabelos e couro cabeludo.
Relaciona quais os ativos mais indicados para cada problema capilar, desenvolve e melhora formulações com o objetivo de tornar o tratamento ainda mais eficaz, prático e seguro.
O cosmetologista tem como função conhecer os ativos capilares, como proteínas, minerais, colágeno, dentre outros, que podem ser utilizados em determinados tipos de cabelo. Ele deve também ter conhecimentos sobre os agentes químicos presentes em alisamentos e colorações e quais são os respectivos efeitos sobre o fio capilar.
Cosméticos
Legistação
Entende-se por Produto Cosmético qualquer substância ou mistura, destinada a ser posta em contacto com as diversas partes superficiais do corpo humano, designadamente epiderme, sistemas piloso e capilar, unhas, lábios e órgãos genitais externos, ou com os dentes e as mucosas bucais, com a finalidade de, exclusiva ou principalmente, os limpar, perfumar, modificar o seu aspeto, proteger, manter em bom estado ou de corrigir os odores corporais (INFARMED, 2013).
Em Portugal, os produtos cosméticos e de higiene corporal (PCHC), são regulados pelo Decreto-Lei n.º 189/2008, de 24 de Setembro, alterado pelos Decreto-Lei n.º 115/2009, de 18 de Maio, Decreto-Lei. n.º 113/2010, de 21 de Outubro, Decreto-Lei 63/2012, de 15 de março e Decreto-Lei n.º 245/2012, de 09 de novembro.
Qualidade
O fabrico, controlo, segurança e cumprimento da legislação aplicável aos produtos cosméticos é da exclusiva responsabilidade do fabricante, importador ou responsável pela colocação dos produtos no mercado, conforme o estabelecido nos referidos decretos de lei (INFARMED, 2013)
https://www.cosmetek.org/en/news/
Licenciamento
O licenciamento da atividade é enquadrado pelo SIR – Sistema da Indústria Responsável, aprovado pelo Decreto-Lei 73/2015, e cujos elementos instrutórios foram fixados pela Portaria 279/2015, legislação que deve ser consultada caso se pretenda uma informação mais aprofundada e completa.
Os estabelecimentos industriais classificam-se de 1 a 3, em função do grau de risco potencial inerente à sua exploração para a pessoa humana e para o ambiente, sendo de maior risco os de tipo 1 e de menor risco os de tipo 3 (art.º 11.º, n.º 1, do SIR), sendo que a generalidade dos estabelecimentos de produção em pequena escala enquadra-se no tipo 3, aquele cuja tramitação é mais simplificada.
Responsabilidade
PESSOA RESPONSÁVEL “ 1- Só podem ser colocados no mercado produtos cosméticos para os quais seja designada uma pessoa singular ou coletiva responsável na comunidade” – art.º 4.º do Regulamento 1223/2009. A Pessoa Responsável (PR), que pode ser o fabricante, garante o cumprimento das obrigações aplicáveis previstas no Regulamento 1223/2009.
São obrigações da Pessoa Responsável (art.º 5.º do Regulamento 1223/2009): − A segurança (ver art.º 3); − Boas práticas de fabrico (ver art.º 8); − Avaliação de segurança (ver art.º 10); − Ficheiro de informações sobre o produto (ver art.º 11); − Amostragem e análises (ver art.º 12); − Notificação (ver art.º 13);
Restrições
− Restrições aplicáveis a determinadas substâncias (ver art.ºs 14, 15, 16, 17 e 18); − Informação ao consumidor (ver nºs 1, 2 e 5 do art.º 19, e art.ºs 20 e 21); − Fiscalização do mercado (ver art.ºs 23 e 24); − Adoção de medidas corretivas nos termos do n.º 2 do art.º 5.º; − Dever de cooperação com as autoridades nos termos do nº 2 e n.º 3 do art.º 5.º.
Os produtos cosméticos disponibilizados no mercado devem ser seguros para a saúde humana quando aplicados em condições normais ou razoavelmente previsíveis de utilização – art.º 3.º do Regulamento 1223/2009.
segurança
A fim de demonstrar que os produtos cosméticos são seguros para a saúde humana, nos termos do artigo suprarreferido, a Pessoa Responsável, antes da colocação no mercado, deve certificar-se de que os mesmos foram submetidos a uma avaliação de segurança.
Segurança
A avaliação de segurança é efetuada por pessoa que reúna os requisitos previstos no n.º 2 do art.º 3.º do Regulamento 1223/2009
Condicionadores
A utilização de condicionadores é um fenómeno recente, quando comparada com a utilização de produtos para a limpeza do cabelo e do couro cabeludo. Muitos champôs contêm na sua composição agentes condicionadores, em 1987,a Procter & Gamble através de uma manobra de marketing, introduziu o primeiro champô “2 em 1” (champô + condicionador), com partículas de dimeticone (silicone) suspensas numa mistura de surfactante Hoje em dia, quase todos os champôs disponíveis no mercado contêm agentes condicionadores, que procuram reduzir os danos causados pelos detergentes fortemente aniónicos
Quer os champôs condicionadores, quer as emulsões que se aplicam depois da lavagem, são formuladas com as mesmas moléculas, já que se pretendem os mesmos efeitos: proteger a fibra, aumentar do brilho e facilitar o penteado Com esta finalidade são utilizadas várias substâncias, nomeadamente: Lípidos - especialmente derivados da lanolina, certos ésteres gordos, algumas ceras, manteiga de Karité e lecitinas; Copolímeros de silicone; Proteínas - principalmente hidrolisados proteicos de colagénio, proteínas animais e seda; Tensioativos catiónicos - quase sempre compostos de amónio quaternário.
A incorporação de tensioativos catiónicos em champôs, implica prescindir da utilização dos tensioativos aniónicos fortes, devido à sua incompatibilidade. Assim, são utilizados essencialmente na formulação das emulsões amaciadoras, para aplicar após a lavagem
Estes compostos são bastante eficazes, pois, ao serem carregados positivamente, são atraídos pela carga negativa do cabelo, ocorrendo a sua deposição na superfície dos fios de cabelo. Isto é especialmente verdade para o cabelo danificado, dado que neste caso, as fibras de cabelo estão ainda mais negativas. A deposição do condicionador provoca a diminuição da eletricidade estática, reduz a fricção entre as fibras e promove o achatamento das células da cutícula, o que melhora o brilho e a cor. Para além disso, ao suavizar o cabelo, facilita o processo de pentear e de desembaraçar.
Condicionador
Emulsões
As emulsões do tipo água em óleo (A/O) oferecem maior poder de fi xação e são aplicadas de forma mais homogênea no cabelo do que as do tipo óleo em água (O/A). Porém, apresentam o inconveniente de a pouca água presente na preparação evaporar.As formulações devem ser estáveis em relação às mudanças de temperatura e ao seu manuseio durante o transporte, mas é conveniente que se espalhem nos fi os com facilidade ao serem friccionadas nas mãos, para não deixar uma película branca em ambos. Essas propriedades são obtidas incorporando-se à formulação um tensoativo não iônico que produza uma interface entre o óleo e a água das emulsões. Para obter maior estabilidade, pode-se agregar álcoois graxos de lanolina ou colesterol.No entanto, as emulsões óleo em água (O/A) produzem sensação menos untuosa que as do tipo água em óleo (A/O) e não conferem tanto brilho e oleosidade ao cabelo quanto estas
Poliméricos
Os primeiros produtos não oleosos usados como fi xadores/ estilizantes foram os géis aquosos ou hidroalcoólicos de polímeros naturais, como gomas (arábica, adraganto, caraia), que possuem poder aderente e têm efeito coesivo nos fi os de cabelo. Essas formulações, denominadas “gominas” apresentavam muitos inconvenientes, como a formação de películas higroscópicas que, em atmosfera úmida, se agregavam e deixavam o cabelo com aparência dura e opaca. Além disso, durante a escovação, as partículas de goma se desprendiam em forma de escamas, acumulando-se no couro cabeludo, assemelhando-se à caspa. Posteriormente, os polímeros acrílicos (carboxivinílicos) substituíram as gomas.
Géis
Os géis atuam moldando o cabelo para fazer qualquer tipo de penteado, permitindo fi xar as mechas de cabelo. Nessas formulações, resinas como PVP K30 e seus derivados são incorporadas a uma base formada por polímeros acrílicos (carboxivinílicos), em água.Estão disponíveis no mercado produtos com variados graus de fi xação e com diferentes aditivos, como glitter e coloração sintética. Seu uso pode resultar em uma aparência natural ou artifi cial conforme a quantidade utilizada.São amplamente aceitos pelo público masculino infantil e adolescente
Fabricação
A indústria cosmética precisa de considerar matérias-primas alternativas para os ingredientes, não apenas porque os consumidores procuram ingredientes mais sustentáveis, mas também pela diminuição observada da oferta de matérias-primas de origem petroquímica.
Critérios ambientais, sociais e económicos são fundamentais para classificar um ingrediente como sustentável e torna-se essencial ter a origem e o destino ambiental de qualquer ingrediente em consideração para uma escolha sustentável. Um mesmo ingrediente pode ter diversas origens, tais como sintética, vegetal ou animal, sendo importante selecionar a origem que apresente menor impacto na sustentabilidade.
Um ingrediente de origem natural pode não ser considerado sustentável, pois tanto a origem vegetal quanto a animal podem afetar negativamente o ambiente. Dessa forma, um dado ingrediente só é designado como sendo sustentável se for adequadamente cultivado, colhido e processado. Até mesmo um ingrediente sintético pode ser sustentável se for produzido por química verde e tiver elevada biodegradabilidade
Em nome da sustentabilidade, novos ingredientes cosméticos estão a surgir, especialmente a partir de matérias-primas agrícolas e da química verde. Deve ser feita uma avaliação do perfil ambiental dos ingredientes bem como uma investigação sobre o grau de biodegradabilidade, potencial de bioacumulação e toxicidade aquática das matérias-primas utilizadas
Etapa de Produção Em relação à etapa de produção as Boas Práticas de Produção (GMP – Good Manufacturing Phase) (ISO 22716:2007) fornecem diretrizes para a produção, controlo, armazenamento e expedição de produtos cosméticos, contudo, apesar de estas diretrizes cobrirem os aspetos de qualidade do produto, não cobrem os aspetos de proteção do ambiente. A produção deve ser orientada para tecnologias eficientes que ajudem a reduzir o consumo de água e energia, bem como emissões e resíduos, com o objetivo de reduzir a pegada ambiental (51). No contexto da sustentabilidade, o processo de produção assenta em três temas principais: consumo de energia e redução de emissões, consumo de água e resíduos de fabrico
Existem várias estratégias recomendadas para alcançar uma produção mais sustentável e as mais utilizadas são por exemplo a alteração das fontes de energia convencionais para fontes de energias renováveis, o reaproveitamento de águas pluviais, a melhoria da eficiência energética dos edifícios, a otimização de processos de produção, a substituição de equipamentos por soluções energeticamente mais eficientes e a adoção de métodos de reaproveitamento de energia.
Uma estratégia que pode ser adotada na produção de emulsões hidratantes, por exemplo, é o processo de emulsificação a frio em detrimento de um processo a quente. Esta estratégia permite facilitar o processamento destas emulsões, devido à eliminação da fase de aquecimento e posterior arrefecimento, sendo também mais fácil controlar a estrutura da emulsão. Assim, o tempo de produção é diminuído, aumentando a capacidade de produção e diminuindo os consumos de energia e água, representando, além dos benefícios económicos, um decréscimo da utilização de recursos energéticos e hídricos, associados a uma diminuição das emissões de CO2
Todos os produtos cosméticos apresentam uma embalagem. A embalagem desempenha um papel essencial na proteção do produto cosmético, evita perdas e a sua degradação e, em muitos produtos, garante a sua correta aplicação e função. Para além disso, também desempenha um papel fundamental na aceitação do consumidor, o que pode ser um desafio para a sustentabilidade. Quando o assunto é embalagem, a sua escolha é muito importante
GESTÃO DE EMBALAGENS E RESÍDUOS DE EMBALAGENS
De acordo com o disposto no art.º 2º do Decreto-Lei 366-A/97, na sua redação atual, define-se como “embalagens” todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter, proteger, movimentar, manusear, entregar e apresentar mercadorias, tanto matérias-primas como produtos transformados, desde o produtor até ao utilizador ou consumidor, incluindo todos os artigos descartáveis utilizados para os mesmos fins.
As embalagens de cosméticos, se descartadas erradamente, são extremamente prejudiciais para o meio ambiente uma vez que contribuem para a poluição terreste e marinha, prejudicando a biodiversidade. Surgiram então as preocupações em relação à embalagem de produtos cosméticos, sendo estas, principalmente, as camadas em excesso (primária, secundária, terciária) e os materiais de embalagem utilizados.O material de embalagem mais utilizado é o plástico devido à sua flexibilidade e baixo peso, no entanto, tem a desvantagem de não ser biodegradável
As empresas de cosméticos devem implementar uma política de embalagens “sustentáveis” baseadas no paradigma dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – em conjunto com a biodegradabilidade, sendo estas as principais estratégias para contornar esta problemática (51). Os grandes avanços na sustentabilidade estão sem dúvida na embalagem pois esta representa um item muito relevante na avaliação do impacto ambiental do produto.
É reconhecido na indústria cosmética que o uso de embalagens recicladas e/ou recicláveis pode ajudar a reduzir a quantidade de resíduos do consumidor enviados para aterros. As empresas de cosméticos utilizam cada vez mais papel e papelão reciclados para embalagens, em vez de materiais virgens. Também a reutilização das embalagens em estratégias de recarga tem vindo a crescer nesta indústria, várias empresas introduziram-nas em embalagens de cuidados para o cabelo, cremes hidratantes e sabonetes. Uma das estratégias para diminuir os impactos ambientais nesta fase é educar os consumidores, alertá-los para mudanças nos hábitos diários tanto na própria embalagem como em publicidade. Para isto, a embalagem/publicidade deve ter informações como a maneira correta de a descartar e as regras de uso adequadas
O facto de ser uma embalagem biodegradável não deve justificar um final de ciclo incorreto porque caso não seja tratada devidamente pode levar mais tempo para desaparecer. As embalagens biodegradáveis podem ser constituídas pelos seguintes materiais: • Fibra de coco • Papel/Papel Reciclado • Plástico de Ácido Polilático (PLA) • Polihidroxialcanoato (PHA) • Cortiça • Bambu • Cogumelo
Fibra de Coco A fibra de coco é um produto biológico obtido a partir da casca fibrosa do coco. Após ser efetuado o tratamento da casca do coco, são obtidas as fibras. Estas possuem um alto teor de lignina, material não inflamável, o que as torna fortes, resilientes e com elevada durabilidade. Apresentam uma elevada elasticidade e uma grande capacidade de resistir à humidade e ao desgaste. É um material de fibra natural, sendo ecologicamente correto pois é biodegradável, mais fácil de reciclar e tem menos impacto no meio ambiente, não colocando em risco a saúde. Papel A embalagem de papel demora aproximadamente seis semanas a degradar-se, em condições não específicas. Estas embalagens, incluindo o papelão, já fazem parte das embalagens de produtos cosméticos há muitos anos e apresentam inúmeras vantagens em relação a outras embalagens convencionais como o curto tempo para a sua decomposição, enquanto o plástico leva centenas de anos para se decompor e o facto de ser 100% reciclável e apresentar uma taxa geral de reciclagem de 43%, sendo de 21% para as embalagens de papel e de 97% para o papelão ondulado. Portanto, o papel é considerado também uma embalagem reciclável pois pode ser transformado em novos produtos, evitando que os materiais virgens entrem em circulação.
Ácido Polilático O ácido polilático (PLA) é composto principalmente por ácido lático (ácido 2-hidroxi propiónico) e é um dos biopolímeros mais promissores na indústria de plásticos, sendo já comercializado na forma de polímeros puros ou misturados. Para além de se decompor em monómeros de menor peso molecular, os monómeros podem ser obtidos através do processo de fermentação de fontes renováveis (vegetais) como o milho, açúcar, batata e beterraba (73). Apresenta uma boa resistência mecânica, biocompatibilidade, é abundante e ecologicamente correto (73). Este bioplástico tem potencialidade para ser utilizado em embalagens rígidas, tanto em embalagens de produtos cosméticos como em embalagens de alimentos, devido à sua rigidez e resistência mecânica. No entanto, como é frágil e apresenta baixa estabilidade térmica, o seu uso pode ser limitado.
Polihidroxialcanoatos (PHAs) Os polihidroxialcanoatos (PHAs) apresentam propriedades promissoras para serem utilizados como material de embalagem e uma delas é a baixa permeabilidade ao vapor de água comparativamente ao Polietileno de Baixa Densidade (PEBD). Os PHAs podem ter diferentes aplicações, são muito versáteis e ainda possuem uma excelente biodegradabilidade pois são degradados por vários microrganismos em diferentes ambientes, tanto como matéria-prima como matriz polimérica em biocompósitos. Estes têm características mais vantajosas para a aplicação em embalagens de produtos cosméticos como as menores emissões de gases de efeito de estufa e a biocompatibilidade, apesar de o PLA ser produzido em maior escala e ser atualmente mais barato que os PHAs.
Cortiça Outro caminho sustentável passa pela utilização da cortiça, por esta ser natural, reciclável e biodegradável. É produzida a partir das cascas do Sobreiro, uma árvore de crescimento lento que floresce apenas em regiões específicas do Mediterrâneo Ocidental, sendo Portugal o maior produtor de cortiça do mundo (82). É possível efetuar a extração da cortiça cerca de 17 vezes durante o tempo médio de vida útil do sobreiro, podendo a cortiça ser explorada durante 150 anos (83). Depois de uma extração, ao fim de nove anos a casca renasce e a cortiça está pronta para ser novamente colhida através de um cuidadoso processo manual, que não danifica o sobreiro nem o ambiente
Cogumelo As embalagens de cogumelos podem ser consideradas uma alternativa ao plástico convencional. É composto pelo micélio, a raiz do cogumelo, e por resíduos agrícolas fibrosos como cascas de cânhamo ou lascas de madeira, para aumentar o volume e a resistência.
Cosmeto Shampoo
Shampoo anticaspa
Umectantes
função
O champô é o produto mais usado no tratamento e manutenção das condições do cabelo e do couro cabeludo . Até à introdução do primeiro champô não alcalino em 1933, o sabão era o único meio disponível para a limpeza do cabelo Nos dias de hoje, espera-se que os champôs sejam muito mais que agentes de limpeza, pelo que as correntes formulações estão adaptadas aos vários tipos de cabelo, aos diferentes hábitos de cuidado capilar, e ainda aos possíveis problemas relacionados com o couro cabelud
Tintas e descolorantes
O pigmento natural mais conhecido é a “henna”, seguida da camomila, e de tintas de sais metálicos como a prata
A coloração do cabelo é uma prática muito comum, usada por homens e mulheres, com o objetivo de alterar a cor natural de cabelo, ou então repigmentar os cabelos brancos
As tintas naturais apresentam uma gama estreita de cores, e é difícil prever a sua intensidade, pelo que a maioria dos consumidores prefere o uso de tintas de origem sintética
No mercado existem vários produtos e técnicas, e a química envolvida depende do tipo de agentes de coloração utilizados, que podem ser naturais ou sintéticos
Tintas e descolorantes
Coloração progressiva/gradual São compostas por soluções aquosas de sais metálicos, tais como bismuto ou prata, os metais interagem com os resíduos de cistina presente na cutícula para formarem sulfitos metálicos
Coloração temporária As tintas de coloração temporária são compostas por moléculas acídicas de elevado peso molecular. Devido ao seu tamanho, não conseguem penetrar no interior da fibra, ficando apenas depositadas temporariamente na superfície do cabelo Esta coloração dura aproximadamente 1 semana, sendo facilmente removida com as lavagens
Como os metais são insolúveis em água, o uso continuado destas tintas, provoca a acumulação lenta dos compostos metálicos, e o cabelo sofre gradualmente alteração da cor ao longo de algumas semanas
Este tipo de coloração só permite o escurecimento do cabelo
Tintas e descolorantes
Coloração semipermanente – Estas tintas são compostas por pigmentos de baixo peso molecular, que por isso podem facilmente difundir-se para dentro e para fora do córtex (Bolduc e Shapiro, 2001). Isto explica porque é que o seu efeito é mais duradouro que a coloração temporária, mas ao mesmo tempo são eliminadas do cabelo após 4 a 6 semanas . Esta coloração é utilizada apenas para cobrir os cabelos brancos ou para escurecer o cabelo A fórmula inclui vários excipientes, tais como solventes, surfatantes, espessantes e soluções alcalinas (para obtenção de um pH entre 9-10)
Coloração permanente Ao contrário das anteriores, estas podem escurecer ou clarear o cabelo . A coloração é permanente, pois permanece até o cabelo crescer, e por isso é irreversível
A cor resulta da reação de oxidação que ocorre no interior da fibra Este processo de coloração envolve a mistura de 3 compostos: substâncias intermediárias ou percursoras de cor, acopladores e oxidantes
Tintas e descolorantes
O peróxido de hidrogénio liberta O2 do interior da fibra, que se liga aos pigmentos naturais do cabelo, provocando o seu clareamento. Assim, o clareamento obtido está diretamente relacionado com a quantidade de oxigénio libertado
Descolorantes A descoloração provoca o clareamento da cor natural do cabelo devido à oxidação da melanina presente no córtex (Harrison e Sinclair, 2003). O método mais frequentemente utilizado envolve o uso de uma solução alcalina de peróxido de hidrogénio a 12%, contendo outros intensificadores tais como persulfato de amónia ou persulfato de potássio
A descoloração danifica o cabelo, tornando-o mais frágil e quebradiço, e alterando a sua textura. Isto deve-se ao facto da oxidação não provocar alterações apenas na melanina, ela também pode destruir algumas das pontes dissulfúricas da queratina e afetar a cutícula, tornando-a mais porosa
Alterações permanentes do cabelo: ondulação e alisamento
A ondulação permanente pode ser definida como um processo químico de alteração da forma do cabelo, de maneira a que essa forma persista mesmo após sucessivas lavagens. Existem vários tipos de soluções utilizadas para quebrar as pontes dissulfúricas, baseadas em duas classes de agentes redutores, os mercaptanos (dos quaiso ácido tioglicólico é o mais conhecido e usado) e os bissulfitos.
As alterações permanentes do cabelo são conseguidas através da utilização de produtos onduladores e desfrisantes. Ambos os processos envolvem a desnaturação das pontes dissulfúricas da cistina queratínica, e por isso têm potencial para causar danos significativos no cabelo
Contudo, o processo químico envolvido é igual, e consiste na introdução de átomos de hidrogénio (libertados pelos agentes redutores em solução alcalina) nas pontes dissulfúricas da queratina, o que provoca a sua rutura e a formação de moléculas dissulfúricas
Tintas e descolorantes
1. Os agentes desfrisantes penetram no córtex e quebram as pontes dissulfúricas das fibras do cabelo. 2. A quebra destas ligações permite que o cabelo seja mecanicamente alisado. 3. Procede-se à remoção do desfrisante e à neutralização do cabelo, ocorrendo a formação de novas pontes dissulfúricas. 4. Estas novas ligações permitem que o cabelo se mantenha na forma pretendida.
IGUALDADE DE GÊNERO
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Desenvolvimento Sustentável
O desenvolvimento sustentável é fundamental para a construção de um futuro para todos. O desenvolvimento sustentável é o que dá resposta à necessidades actuais de consumo sem esgotar os recursos do futuro.
Igualdade de Oportunidades de género é um direito e assume particular importância a nivel mundial.
+ INFO
IA e a cosmetologia
Alterações permanentes do cabelo: ondulação e alisamento
O alisamento do cabelo pode ser conseguido através da utilização de meios químicos ou mecânicos (Harrison e Sinclair, 2003). Os meio mecânicos, através da utilização de elevadas temperaturas, possibilitam um alisamento temporário do cabelo, dado que quebram apenas as pontes de hidrogénio (Bolduc e Shapiro, 2001).O processo químico, à semelhança da ondulação, baseia-se na quebra das pontes dissulfúricas, e por isso permite a alteração permanente do cabelo (Harrison e Sinclair, 2003) . É o método mais usado para o alisamento de cabelo muito encaracolado, nomeadamente por alguns grupos étnicos
As soluções desfrisantes são compostas por uma fase alcalina (hidróxido de sódio, hidróxido de lítio ou hidróxido de guanidina), uma fase oleosa (para proteger o couro cabeludo da irritação) e uma fase aquosa
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