“A primeira viagem de Amir a Portugal”
O despertar dos sentidos....
Amir, um jovem turista da Jordânia, chega a Lisboa pela primeira vez, depois de anos a sonhar com conhecer Portugal que via em fotografias de miradouros, azulejos e elétricos amarelos.
Escolhe ficar num pequeno hostel perto da Avenida Almirante Reis, porque leu que é uma zona com vida local, cheia de cafés e pastelarias
Escolhe ficar num pequeno hostel perto da Avenida Almirante Reis, porque leu que é uma zona com vida local, cheia de cafés e pastelarias.
No primeiro dia decide ir sozinho a Belém, mas confunde as linhas de comboio e sai na estação errada, ficando sem internet no telemóvel e sem perceber bem as indicações em português.
Começa a sentir-se perdido, com medo de perder o dia e frustrado, porque sempre imaginou que a sua primeira tarde em Portugal seria perfeita.
Numa pequena pastelaria de bairro, uma senhora atrás do balcão percebe que ele está nervoso e começa a falar devagar em português misturado com algumas palavras em inglês.
Ela desenha num guardanapo o caminho até à estação certa, escreve “Belém” em letras grandes, oferece-lhe um pastel de nata “da casa” e diz: “Aqui ninguém fica perdido por muito tempo”.
Amir volta ao comboio mais tranquilo e, quando finalmente chega a Belém, percebe que o momento mais marcante do dia não foi o Mosteiro dos Jerónimos, mas a forma como foi acolhido numa pastelaria simples.
A partir desse dia, começa a viajar por Lisboa e pelo Porto com menos medo de se enganar, entra em sítios de bairro, pergunta mais às pessoas e descobre que os “erros” de rota lhe trazem encontros inesperados.
No voo de regresso, Amir escreve no caderno que Portugal é muito mais do que monumentos: é um país onde um turista que chega sozinho se sente convidado a entrar, sentar e conversar.
Promete a si mesmo voltar, desta vez acompanhado da família, não apenas para “ver Portugal”, mas para viver novas histórias com as pessoas que encontra pelo caminho.
UC777 - “A primeira viagem de Amir a Portugal”
Beatriz Mendes
Created on March 27, 2026
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Magazine dossier
View
Momentum: Onboarding Escape Game
View
Momentum: Manager Guide
View
Wizardry Letter
View
Search Bar Card
View
Piñata
View
Microlearning: When to Use Chat, Meetings or Email
Explore all templates
Transcript
“A primeira viagem de Amir a Portugal”
O despertar dos sentidos....
Amir, um jovem turista da Jordânia, chega a Lisboa pela primeira vez, depois de anos a sonhar com conhecer Portugal que via em fotografias de miradouros, azulejos e elétricos amarelos. Escolhe ficar num pequeno hostel perto da Avenida Almirante Reis, porque leu que é uma zona com vida local, cheia de cafés e pastelarias
Escolhe ficar num pequeno hostel perto da Avenida Almirante Reis, porque leu que é uma zona com vida local, cheia de cafés e pastelarias.
No primeiro dia decide ir sozinho a Belém, mas confunde as linhas de comboio e sai na estação errada, ficando sem internet no telemóvel e sem perceber bem as indicações em português. Começa a sentir-se perdido, com medo de perder o dia e frustrado, porque sempre imaginou que a sua primeira tarde em Portugal seria perfeita.
Numa pequena pastelaria de bairro, uma senhora atrás do balcão percebe que ele está nervoso e começa a falar devagar em português misturado com algumas palavras em inglês. Ela desenha num guardanapo o caminho até à estação certa, escreve “Belém” em letras grandes, oferece-lhe um pastel de nata “da casa” e diz: “Aqui ninguém fica perdido por muito tempo”.
Amir volta ao comboio mais tranquilo e, quando finalmente chega a Belém, percebe que o momento mais marcante do dia não foi o Mosteiro dos Jerónimos, mas a forma como foi acolhido numa pastelaria simples. A partir desse dia, começa a viajar por Lisboa e pelo Porto com menos medo de se enganar, entra em sítios de bairro, pergunta mais às pessoas e descobre que os “erros” de rota lhe trazem encontros inesperados.
No voo de regresso, Amir escreve no caderno que Portugal é muito mais do que monumentos: é um país onde um turista que chega sozinho se sente convidado a entrar, sentar e conversar. Promete a si mesmo voltar, desta vez acompanhado da família, não apenas para “ver Portugal”, mas para viver novas histórias com as pessoas que encontra pelo caminho.