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Sarau do Teatro da Trindade, Cap XVI, "Os Maias"

Lucas Coelho

Created on March 23, 2026

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Transcript

Sarau do Teatro da Trindade, Cap XVI, "Os Maias"

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Português. Lucas Coelho, Filipe Marques, Gonçalo Sousa

Índice

Síntese do episódio

Críticas à sociedade

Pag. XX

Pag. XX

Personagens

Atualidade das críticas

Pag. XX

Pag. XX

A evolução do teatro da trindade

Excerto selecionado

Pag. XX

Pag. XX

Síntese do episódio

E à interpretação musical de Cruges, um verdadeiro músico genuíno e interessado que toca Beethoven para um público mais preocupado com etiqueta, luxo e conversas do que prorpiamente com a arte. Tanto que Cruges admite estar a tocar a "Sonata Patética". Carlos e Ega acompanham tudo com extrema atenção, sobretudo Ega, que reage de maneira irónica ao que vê e ouve.

Carlos da Maia e Ega dirigem-se ao Sarau no Teatro da Trindade, um local frequentado pela alta sociedade,da famosa "elite" lisboeta. No teatro, ouvem a oratória de Rufino extremamente teatral, expressiva, exagerada mas no fundo extremamente vazio e de pouca profundidade.

Carlos da Maia (protagonista)

João da Ega (amigo de Carlos)

Cruges (pianista)

Apenas observa o meio onde se encontra, pertence à elite mas mantêm distância face ao ridículo meio social.

É a personagem mais irónica deste episódio, percebe o quão artificial é o ambiente e reage com certa impaciência ao discurso de Rufino.

imboliza a arte genuína e o verdadeiro talento, que infelizmente não devidamente apreicada por uma sociedade tão artificial.

Rufino (orador)

Público (elite)

Alencar, Teles, etc

Representa a oratória vazia, sem grande valor, mais preocupado com o exterior do que propriamente com a arte em si, sempre a tentar impressionar o público do seu valor.

Estão a conversar, não ligam muito à arte em si, apenas estão lá por vaidade, estatuto e falta de pensamento crítico.

São mencionados mas não acrestam grande valor ao episódio, por isso não nos iremos aprofundar nos seus comportamentos e visões.

“— É de Beethoven, sr.ª D. Maria da Cunha, a Sonata Patética. Uma das Pedrosos não percebera bem o nome da sonata. E a marquesa de Soutal, muito séria, muito bela, cheirando devagar um frasquinho de sais, disse que era a ‘Sonata Pateta’. Por toda a bancada foi um rastilho de risos sufocados. A Sonata Pateta! Aquilo parecia divino! Da extremidade o Vargas gordo, o das corridas, estendeu a face enorme, imberbe e cor de papoula: — Muito bem, sr.ª marquesa, muito catita!”

Análise do excerto

É um excerto forte, pois demonstra a ignorância e futilidade da elite perante uma peça de um nome tão renomado como Beethoven, Chegam até a fazer piadas sobre a obra, e pior, essa suposta piada, ecoou pela sala e foi alvo de risota e de desprezo. Este excerto é o que mais demonstra o baixo intelectuo da elite lisboeta.

A crítica à sociedade

Neste episódio, Eça de Queirós faz uma clara crítica á elite lisboeta, transformando o Teatro da Trindade num espaço de observação social. A cultura algo extremamente importante, aparece como pretexto, isto é, apenas para convívio, ostentação e conversa. Ao mesmo tempo, o autor denuncia a sociedade que vive de aparências e falsidade, onde todos se querem parecer cultos, importantes e refinidados mas no final só mostram o vazio, a falta de cáracter e de virtudes. O sarau torna-se então, numa sátira referente a uma sociedade controlada por vaidade e hipocrisia.

Atualidade das críticas

Atualmente a crítica assentua-se como uma luva, imensa gente trabalha para os status e como se parece aos olhos das outras pessoas, com a evolução das redes sociais, por exemplo, onde alguém vai a um evento finório e com classe apenas para ostentar nas plataformas. Por muitas vezes, sem ter interesse, vontade ou ligação com o que mostra. Outro exemplo mais pontual e exclusivo, é a ópera, imensa gente que frequentua pouco, ou quase nada sabe e percebe o que assiste, acaba por ser mais uma marca de ostentação e superioridade. Em suma, a crítica está muito atual, o que demonstra o quão Eça de Queirós era visionário e à frente no seu tempo.

A evolução do Teatro da Trindade

1866

1910

1960

Atualmente

Obrigado pela vossa atenção.