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Hipótese de Miller

Isabele Rodrigues

Created on March 22, 2026

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Transcript

Hipótese de Miller

Feito por: Isabele Valentine, Ana Mira e Camila Pontes

Sumário

Memória
Hipótese de Miller
Dados
Comparação de dados

O que é a memória?

Tipos de memória

A memória é a capacidade cerebral de fazer um registro do passado, codificando, armazenando e recuperando informações. Dela depende a definição de cada um de nós, da nossa identidade pessoal, já que, ligando o passado ao presente, é possível encontrar um sentido de continuidade: no que fomos, no que somos e autorizando uma especulação minimamente sustentada sobre o que seremos.

A memória é um processo composto por 3 principais etapas:

  • Codificação
  • Armazenamento
  • Recuperação (Evocação)

Memória de longo prazo

A memória de longo prazo é dividida em memória declarativa e memória não declarativa.

Memória declarativa (explícita)

Memória não declarativa (implícita)

É o armazenamento consciente que implica o discurso verbal. É subdividida em memória semântica e memória episódica.

Também conhecida como memória procedimental, é uma memória automática que armazena inconscientemente informações que influenciam o comportamento sem recordação consciente. É subdividida em memória procedimental ememória associativa.

+ info

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Esquecimento

O esquecimento na psicologia é a incapacidade temporária ou permanente de recuperar informações armazenadas. É um processo inerente à memória, é essencial para a aquisição de novas informações e faz parte do processo de seleção eliminando a informação que não é necessária.

Curva do esquecimento

Hipótese de Miller

Em 1956, o psicólogo George Miller publicou um artigo em que dissertava sobre os limites da memória de curto prazo em humanos. Miller observou que quando uma pessoa é apresentada a uma série de estímulos que variam em uma dimensão (por exemplo, 10 tons diferentes variando apenas no tom) e responde a cada estímulo com uma resposta correspondente (aprendida antes). O desempenho é quase perfeito até cinco ou seis estímulos diferentes, mas diminui à medida que o número de estímulos diferentes aumenta.

A segunda limitação cognitiva que Miller apresentou no artigo é a extensão da memória. A extensão de memória se refere à lista mais longa de itens (por exemplo, dígitos, letras, palavras) que uma pessoa pode repetir na ordem correta em 50% das tentativas imediatamente após a apresentação.

Info

Dados da experiência

O objetivo dessa experiência é avaliar a capacidde da memória de curto prazo e o efeito do agrupamento (chunking) e da natureza do material na recordação imediata. A experiência foi feita por pessoas de 13 a 19 anos, tanto do género masculino quanto do género feminino.

lista 3

lista 2

Lista 1

Lista 01

Na primeira experiência mostramos 15 números aleatórios, atribuindo um segundo para cada um dos 15 números ser visto individualmente pelo participante. Depois de apresentarmos todos os números demos 60 segundos para o voluntário escrever os números que recordava.

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Lista 02

Na segunda experiência mostramos 32 datas agrupadas por categoria, atribuindo um segundo para cada uma das 32 datas ser vista individualmente pelo participante. Depois de apresentarmos todos os números demos 60 segundos para o voluntário escrever as datas que recordava.

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Lista 03

Na terceira experiência mostramos 10 pseudossílabas aleatórias, atribuindo um segundo para cada uma das 10 combinações de letras ser vista individualmente pelo participante. Depois de apresentarmos todas as pseudossílabas demos 60 segundos para o voluntário escrever o que recordava.

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Comparação de dados

A análise dos resultados foi realizada com base no número de itens corretamente recordados pelos participantes em cada um dos três experimentos.

No primeiro experimento, que consistia na apresentação de números aleatórios, verificou-se uma média de 4,5 itens corretamente recordados. Este valor encontra-se ligeiramente abaixo do intervalo previsto pela Lei de Miller (5 a 9 itens), o que pode indicar dificuldades associadas à ausência de organização dos estímulos ou a fatores como atenção e tempo de exposição. No segundo experimento, em que foram apresentadas datas organizadas por categorias, ainda que essa organização não tenha sido explicitada aos participantes, observou-se uma média de 5,5 itens corretamente recordados, superior ao primeiro experimento. Este resultado sugere a possível utilização inconsciente do processo de chunking, no qual a informação é agrupada em unidades significativas, facilitando a sua retenção na memória de curto prazo.

Comparação de dados

Por sua vez, no terceiro experimento, que envolveu pseudossílabas sem significado semântico, a média de itens corretamente recordados foi de 3,875, sendo o valor mais baixo entre os três experimentos. Este resultado evidencia a dificuldade da memória para reter informações desprovidas de significado, uma vez que não é possível estabelecer associações ou estratégias de organização.

De forma geral, os resultados obtidos demonstram que a capacidade de memória de curto prazo não depende apenas da quantidade de informação apresentada, mas também da sua organização e significado. Apesar de nem todos os valores se situarem dentro do intervalo previsto pela Lei de Miller, observa-se uma tendência coerente com a teoria, especialmente no que diz respeito à influência do chunking e da carga semântica na retenção da informação.

Conclusão

Conclusão

Em suma, os resultados obtidos demonstraram que a quantidade de informação corretamente recordada pelos participantes variou de acordo com as características dos estímulos apresentados. No primeiro experimento, com números aleatórios, os valores aproximaram-se do limite inferior previsto pela Lei de Miller, evidenciando as limitações da memória quando não há organização. No segundo experimento, verificou-se um melhor desempenho, sugerindo a influência do chunking, mesmo sem instrução explícita, o que reforça a capacidade do cérebro de organizar informação automaticamente. Já no terceiro experimento, com pseudossílabas, observou-se o desempenho mais baixo, confirmando a importância do significado na retenção da informação.

De forma geral, os resultados estão de acordo com os princípios da Lei de Miller, evidenciando que a memória de curto prazo é limitada, mas pode ser influenciada por fatores como a organização e o significado dos estímulos. Assim, conclui-se que estratégias cognitivas, conscientes ou não, desempenham um papel fundamental na forma como a informação é processada e recordada.

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FIM!

Dentro do intervalo de Miller (5 - 9): A, C, D, E »»» 4 PESSOAS Abaixo do intervalo de Miller (menos que 5): F, G, H »»» 3 PESSOAS Acima do intervalo de Miller (mais que 9): B »»» 1 PESSOA

LISTA 2

A hipótese de Miller prevê que temos a capacidade de reter aproximadamente de 7 +/- 2 itens com a memória de curto prazo, ou seja, entre 5 a 9 números.

Dos oito participantes da experiência, apenas 4 ficaram dentro do intervalo de Miller. Ademais, um dos voluntários chegou a ultrapassar o número máximo, 9.

Curva do esquecimento

A Curva do Esquecimento, formulada pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus em 1885, descreve a perda exponencial de memória ao longo do tempo após a aprendizagem. Sem revisão, esquecemos cerca de 50% da informação em uma hora e até 80% após um mês. Ela decai de forma mais rápida no começo e depois se estabiliza. A solução é usar a revisão.

Memória procedimental e Memória associativa
  • Na memória procedimental são armazenadas habilidades motoras e destrezas.
  • Na memória associativa há a aprendizagem de associações entre diferentes estímulos. Exemplo: Sentir agonia ao ouvir o aparelho de broca usado nos dentistas.

Dentro do intervalo de Miller (5 - 9): B, C, D »»» 3 PESSOAS Abaixo do intervalo de Miller (menos que 5): A, E, F, G, H »»» 5 PESSOAS

LISTA 3

A hipótese de Miller prevê que temos a capacidade de reter aproximadamente de 7 +/- 2 itens com a memória de curto prazo, ou seja, entre 5 a 9 números.

Dos oito participantes da experiência, apenas 3 ficaram dentro do intervalo de Miller. Entretando, nenhum dos voluntários chegou a ultrapassar o número máximo, 9.

Codificar

É a primeira fase da memória, transformando a informação numa forma que possa ser armazenada, através de, por exemplo, associação, repetição ou organização.

Miller observou que a extensão da memória de adultos jovens é de aproximadamente 7 itens. Um pedaço é a maior unidade significativa no material apresentado que a pessoa reconhece, portanto, o que conta como um pedaço depende do conhecimento da pessoa que está sendo testada. Por exemplo, uma palavra é um único pedaço para um falante do idioma, mas muitos pedaços para alguém que não está totalmente familiarizado com o idioma vê a palavra como uma coleção de segmentos fonéticos.

Recuperação (Evocação)

É a última fase da memória, trata-se de recordar ou de reconhecer uma informação previamente guardada.

Memória semântica e Memória episódica
  • Na memória semântica se armazena conhecimentos gerais sobre o mundo: fatos, vocabulário, conceitos, entre outros.
  • Na memória episódica são armazenadas experiências pessoais e eventos específicos.

A análise foi feita com base no número de itens corretamente recordados, uma vez que a Hipótese de Miller se refere à capacidade efetiva da memória de curto prazo. Respostas incorretas foram desconsideradas, pois não refletem a retenção real da informação, mas sim tentativas de reconstrução da memória. Dentro do intervalo de Miller (5 - 9): A, B, C, D »»» 4 PESSOAS Abaixo do intervalo de Miller (menos que 5): E, F, G, H »»» 4 PESSOAS

LISTA 1

A hipótese de Miller prevê que temos a capacidade de reter aproximadamente de 7 +/- 2 itens com a memória de curto prazo, ou seja, entre 5 e 9 números.

Dos oito participantes da experiência, apenas 4 ficaram dentro do intervalo de Miller. Entretanto, nenhuma delas chegou a ultrapassar o número máximo, 9.

É um registo momentâneo, de frações de segundos, de estímulos do sentidos. Exemplo: o som da fechadura da porta de entrada de sua casa.

Memória sensorial

É o último armazém da memória, nela ficam retidas informações registradas em redes semânticas ou de significado. Desconhece-se qual a sua capacidade, mas sabe-se ser de uma vastidão imensa.

Memória de longo prazo

As informações são guardadas apenas enquanto é útil. Exemplo: Lembrar-se de uma instrução imediata, como "vire à esquerda na segunda rua", logo após a ouvir.

Memória de curto prazo

Armazenamento

Sendo a segunda fase da memória, é o processo de consolidação da informação. Esta fica armazenada para uma futura recuperação.