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O trancão e as suas gentes

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Created on March 21, 2026

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Transcript

O trancão e as suas gentes

A cultura saloia

Sumário:
  1. Introdução

2. Cultura Saloia

3. Monumentos

5. Webgrafia

4. Conclusão

Objetivos

Incutir nos alunos uma nova atitude que estabeleça um compromissopermanente ao serviço da preservação do nosso património local para as gerações presentes e futuras.

  • Valorizar o património cultural, natural e histórico do concelho;
  • Conhecer a cultura saloia;
  • Envolver os alunos numa cidadania responsável de tolerância/cooperação;
  • Permitir aos alunos um maior conhecimento do concelho de Loures.

Fig. 2 Rio Trancão

Introdução

Este roteiro convida à descoberta da região do rio Trancão, em Loures, onde a natureza se cruza com a história. Mais do que um percurso, é uma valorização da cultura saloia e da identidade local.

  • Paisagem: O equilíbrio entre o cenário agrícola, rural e ribeirinho junto ao Tejo.
  • Tradição: O modo de vida saloio, enraizado na agricultura e no comércio local.
  • Património: Um legado de monumentos e festividades que mantêm viva a memória da comunidade.

Fig. 3 Percurso ribeirinho do rio Trancão

O rio Trancão

O rio Trancão com cerca de 30 quilómetros, nasce na Póvoa da Galega, no concelho de Mafra, e entra no concelho de Loures através de Bucelas, para desaguar na margem direita do Tejo. A paisagem ao longo do rio apresenta campos cultivados, vinhas e zonas verdes que acompanham o curso do rio. A zona ribeirinha é também marcada pela presença de vegetação natural nas margens e por pequenos habitats que contribuem para a biodiversidade local.

Fig. 4 Google maps do rio Trancão

Mapa do Rio Trancão

Fauna e Flora

No estuário do Tejo e áreas terrestres habitam 35 espécies de mamíferos, 194 espécies de aves (ex: flamingos, tarambola cinzenta e a perdiz-do-mar). A flora é composta por plantas ribeirinhas e por uma vasta mancha de sapal que rodeia o estuário pela planta salgadeira. Nos campos próximos, destacam-se culturas agrícolas tradicionais.

Fig. 7 Animais do rio Tejo e rio Trancão

Atividades económicas

As margens do Rio Trancão afirmaram-se como um pilar agrícola fundamental para o abastecimento da região de Lisboa, aproveitando a elevada fertilidade dos solos. O grande destaque desta atividade económica recai sobre o cultivo da casta Arinto (em Bucelas) e o cultivo da vindima. Este legado é ainda visível nos instrumentos agrícolas antigos como: o arado de madeira, a foice e os carros de bois .

Fig. 8 A vindima e a produção de vinho. Instrumentos agrícolas.

Tradições culturais - Carnaval

O Carnaval de Loures, no início do século XX, destacava-se pelas “cegadas”, peças de teatro de rua com crítica social e humor. Existiam também tradições como o “lançamento de pulhas”, as danças de luta e brincadeiras como atirar ovos, farinha e água. As pessoas mascaravam-se e participavam em bailes e festas de rua, incluindo os “encaraçados”, que animavam com música e partidas. O ponto alto era o Enterro do Carnaval (ou Enterro do Bacalhau), que marcava o fim das celebrações e a chegada da Quaresma.

Fig. 9 Images da evolução do Carnaval de Loures

Cultura saloia

A cultura saloia é o conjunto de tradições, costumes e modo de vida das populações rurais que viviam nos arredores de Lisboa, especialmente nos concelhos de Loures, Mafra, Sintra e Oeiras. Os saloios eram os produtores que abasteciam a capital com tudo o que se comia: fruta, legumes, cereais, queijos, leite e até o pão. As danças, as festas populares e a forma de falar também faziam parte desta cultura. Pregões- Anúncios feitos por vendedores ambulantes; - Serviam para atrair clientes; - Exemplo: “Olha a sardinha fresquinha!”.

PLAY

Fig. 10 Imagens da cultura saloia

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Tipos de Pregões mais comuns:

- Leiteira – vendia leite e derivados; Ex.: “Leite fresquinho, o mais saboroso da aldeia!” - Morangueira – vendia morangos e fruta da época; Ex.: “Olha o morangos fresquinho e docinho!” - Peixeira – vendia peixe em geral; Ex.: “Olha o peixe fresco, fresco e salgadinho!” - Fruteira – vendia fruta variada; Ex.: “Olha a fruta doce e saborosa!” - Padeira– Vendia pão; Ex.: “Olha o pão quentinho, o mais quentinho da aldeia!”. -Hortaliceira- cultivava e vendia as verduras; Ex:"Olha a verdura, que te dá sáude e sabor!" -Fruteira- vendia e produzia as frutas da época! Ex.:"Olha a fruta, doce e saborosa!" 2

Fig. 11 Imagens da cultura saloia

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Bairros operários

O Bairro da Sacor estava associado aos trabalhadores da refinaria de petróleo, oferecendo habitação próxima do local de trabalho e melhores condições de vida. O bairro ligado à Móveis Olaio reunia operários da indústria de mobiliário, refletindo a importância deste setor no desenvolvimento local. Já o Bairro da Cortiça estava ligado à transformação deste recurso, muito relevante em Portugal, especialmente na zona de Lisboa e arredores. O Bairro de Manuel Dinis também acolhia trabalhadores industriais, sendo um exemplo de habitação construída para apoiar a mão de obra local. Em geral, estes bairros tiveram grande importância na organização urbana e na melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

Fig. 12 Imagem do Bairro da Sacor
Fig. 13 Imagem do Bairro de Manuel Dinis

Monumentos

O concelho de Loures possui um património histórico e cultural muito rico, refletido nos seus monumentos, que ajudam a compreender a sua evolução ao longo do tempo. Em seguida iremos observar alguns dos edifícios mais importantes da região, que se destacam pela sua história, arquitetura e significado para a população local.

Fig. 14 Mapa do Concelho de Loures

Moinho de vento do Catujal

O Moinho do Catujal, é um antigo moinho de vento usado para moer cereais e produzir farinha. Representa a vida rural tradicional e o aproveitamento da energia do vento. Hoje tem valor histórico e cultural, símbolo das antigas práticas agrícolas da região.

Fig. 15 Imagem do Moinho de vento do Catujal

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Palácio Correio-Mor

O Palácio do Correio-Mor, em Loures, foi construído no século XVIII como residência de uma família ligada ao serviço de correio da Coroa. Destaca-se pela sua arquitetura barroca e pelos jardins históricos. Ao longo do tempo teve várias funções e fases de restauro. Hoje é um importante património cultural, símbolo da história e identidade de Loures.

Fig. 16 Imagem Palácio do Correio-Mor

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Igreja do Cristo-Rei da Portela

A Igreja do Cristo-Rei da Portela é um exemplo marcante da arquitetura moderna em Loures. Projetada pelo arquiteto Luiz Cunha, começou a ser construída nos anos 70 e foi inaugurada em 1990 para acompanhar o crescimento urbano da Portela. Destaca-se pelas suas linhas contemporâneas e pelo interior artístico, com mosaicos, esculturas de Luiz Cunha e uma imagem de Cristo Rei criada pela escultora Eloísa Nadal Byrne.

Fig. 17 Imagem da igreja do cristo-rei da Portela

Castelo de Pirescoxe

O Castelo de Pirescoxe, é um edifício medieval do século XV, com traços de arquitetura militar e residencial. Terá servido como torre senhorial e ponto de defesa da região, ligado a famílias nobres. Ao longo do tempo foi sofrendo degradação e alterações, perdendo a sua função original. Hoje é um monumento de grande valor histórico, representando o passado medieval de Loures e a importância da defesa.

Fig. 18 Imagem Castelo de Pirescoxe

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Convento de Nossa Senhora dos Mártires da Conceição

O Convento de Nossa Senhora dos Mártires da Conceição, em Loures, foi fundado no século XVI. Pertencia a uma comunidade religiosa feminina e tinha como função a vida conventual, oração e apoio espiritual à população. Ao longo do tempo sofreu alterações e acabou por perder a sua função original religiosa.

Fig. 19 Imagens do Convento de Nossa Senhora dos Mártires da Conceição

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Igreja Matriz de Loures

A Igreja Matriz de Loures é um dos principais edifícios religiosos do concelho. Foi construída no século XVI e dedicada a Nossa Senhora da Assunção. Servia como centro de culto e vida religiosa da população local.

Fig.20 Imagem da Igreja Matriz de Loures

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Fábrica de Loiça de Sacavém

A Fábrica de Loiça de Sacavém foi uma das mais importantes indústrias cerâmicas de Portugal, fundada no século XIX em Sacavém. Produzia loiça e peças decorativas, sendo conhecida pela qualidade e pela inovação artística. Ao longo do século XX tornou-se um grande centro industrial da região, mas acabou por encerrar.

Fig. 21 Imagem do símbolo da Fábrica da Loiça de Sacavém

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Conclusão

É fundamental preservar o património natural e cultural, garantindo que as futuras gerações possam conhecer e respeitar este legado. O rio Trancão e tudo o que o envolve representam um importante símbolo da identidade local, reforçando a ligação entre o passado, o presente e o futuro.

Fig. 22 Imagem do Rio Trancão

Webgrafia

https://ensina.rtp.pt/artigo/rio-trancao-aguas-de-peixe-hortalicas-sinos-e-batalhas/https://app1.cm-loures.pt/carnavalloures/historia/ https://mapcarta.com/pt/16873010 https://adaloures.pt/wp-content/uploads/2022/05/EXPO-Bolso_Trancao-2022.pdf https://novaresearch.unl.pt/en/publications/a-bacia-do-rio-tranc%C3%A3o-principais-tra%C3%A7os-da-geografia-hist%C3%B3ria-e-/ https://lh3.googleusercontent.com/-9CUQI1kx2Ik/Wrag8vwzqhI/AAAAAAAB9ZE/bV3JJ0zwdMcu0Ev-jfGc8dwiz9tUle8JgCHMYCw/s1600-h/Bairro-da-Sacor.48

Fig. 23 Imagem da Rede Hidrográfica do Trancão

Jogo

Será que prestaram atenção?Para sabermos vamos fazer um escape room... Preparados?

Fig. 24 link do jogo

Obrigada pela atenção!

Realizado por: Beatriz Brito, Carlota Inácio, Carolina Graça, Maria Marques, Maria Francisca, Evelina Uritu, Anna Jullya 9ºF

+ INFO

Fig.6 Mapa do concelho de Loures com o Rio Trancão a azul

Fig.5 Imagem da ponte ciclopedonal sobre o Rio Trancão https://olharesdelisboa.pt/2023/07/inauguracao-da-ponte-ciclopedonal-sobre-o-rio-trancao/