Filosofia
Argumento Teleológico
DA religião
Índice
Filosofia da religião
Argumento por analogia
Pag. 03
Pag. 07
Introdução
Tomás de aquino
Pag. 04
Pag. 10
Argumento da negação do acaso
Conclusão
Pag. 05
Pag. 13
Filosofia da religião
Resumo
A Filosofia da Religião é a investigação crítica e racional das, crenças e práticas religiosas. Diferente da teologia (que parte do pressuposto de que uma divindade existe), a filosofia da religião olha para o fenômeno religioso de um outro ponto de vista, "de fora", usando a lógica e a razão para avaliar a validade de seus argumentos.
A disciplina foca em questões fundamentais que desafiam a mente humana à séculos: A Existência de Deus; O Problema do Mal; A Natureza do Divino; Linguagem Religiosa;.
Introdução
Filosofia da religião
Argumento Teleológico
O argumento teleológico baseia-se na ideia de que o universo apresenta uma ordem e um propósito que não podem ser explicados apenas por processos da natureza.A palavra teleologia vem do grego "telos" o que significa fim ou propósito, e logia derivada de "logos" que significa estudo e razão.
Existem várias versões deste argumento, mas todas afirmam o mesmo, que sem o pressuposto da existência de Deus não conseguimos explicar a ordem, a finalidade, a beleza, a complexidade e as maravilhas que existem no universo.
Filosofia da religião
Argumento da negação do acaso
Se analisarmos o processo de coagulação do sangue, deparamo-nos com um sistema de uma precisão biológica extraordinária que desafia a ideia de um surgimento aleatório. Para que o sangue estanque após um ferimento, é necessária uma imensidão de reações químicas onde dezenas de proteínas e enzimas específicas têm de ser ativadas numa sequência exata e num tempo rigoroso.
Se uma única proteína falhar ou se atrasar um milésimo de segundo, o processo interrompe-se e o organismo corre risco de vida, por outro lado, se a coagulação fosse ativada sem necessidade, o sangue solidificaria dentro das artérias, sendo igualmente fatal. Segundo o argumento da negação do acaso, é estatisticamente impossível que estas peças tenham aparecido separadamente e esperado "pacientemente" umas pelas outras ao longo de eras até formarem um mecanismo útil. Este sistema parece ter sido projetado já completo e funcional, pois a ausência de um único componente tornaria todo o conjunto inútil, sugerindo assim a intervenção de uma inteligência que planeou a sobrevivência do ser vivo.
Filosofia da religião
Ou as maravilhas da natureza ocorrem aleatoriamente, por acaso, ou são produto de um desígnio inteligente.As maravilhas da natureza não ocorreram por acaso. Logo, elas são produto de um desígnio inteligente
Filosofia da religião
Unit 04
William Paley
William Paley (1743–1805) foi um teólogo e filósofo britânico, célebre pela sua obra "Teologia Natural" (1802). Paley defendeu que a extraordinária complexidade dos seres vivos não poderiam ser fruto do acaso, mas sim evidências claras de um projeto inteligente. O seu raciocínio mais famoso, a "analogia do relojoeiro", estabelece um paralelo lógico: tal como a existência de um relógio pressupõe um relojoeiro, a perfeição do universo exige a existência de um Criador divino.
Filosofia da religião
Unit 04
Argumento por Analogia
Imagina que encontras um relógio num campo. Ao abri-lo, vemos as engrenagens a girar, as molas ajustadas e os ponteiros a moverem-se para marcar as horas. Tu não assumes que as peças se juntaram sozinhas por acaso. Assumimos que, algures no tempo, existiu um Relojoeiro, alguém com inteligência, vontade e um objetivo específico que montou aquela máquina. Agora, Paley pede que olhemos para a natureza (como o olho humano, o sistema solar ou as estações do ano). Ele argumenta que o universo funciona como um mecanismo ainda mais complexo e perfeito do que qualquer relógio. Se o relógio (que é complexo) exige um criador inteligente, então o Universo (que é infinitamente mais complexo) também exige um criador. Dessa forma ele diz que como relógio precisa de um relojoeiro, o universo também precisa de um relojoeiro divino ( Deus).
Filosofia da religião
Inferimos corretamente que um relógio foi feito por um criador inteligente, porque ele tem partes que funcionam conjuntamente ao serviço de um propósito ou finalidade.O Universo também é composto de partes que funionam conjuntamente ao serviço de um propósito ou finalidade. Logo, o Universo foi feito por um criador inteligente.
Filosofia da Religião
Unit 05
Tomás de Aquino
Nascido em Itália, Tomás de Aquino foi um frade dominicano que mudou a forma do pensamento ocidental. Numa época em que a Igreja e a Ciência (na altura da filosofia de Aristóteles) pareciam estar em guerra, ele apareceu para dizer: "A fé e a razão não são inimigas, elas são duas asas que nos levam à mesma verdade." Ele é o pai do Tomismo, uma forma de pensamento que ainda hoje é a base da doutrina oficial da Igreja Católica.
Filosofia da Religião
Unit 05
Argumento de Tomás de Aquino
Para explicar isto, ele usa a lógica da causalidade. Se vês uma flecha a voar e a acertar no alvo, tu sabes duas coisas:-A flecha não tem inteligência para escolher o alvo.-Logo, a flecha só lá chegou porque alguém que pensa (o Arqueiro) apontou e a disparou.Tomás aplica este silogismo ao universo inteiro:Premissa A: Vemos coisas sem inteligência a agir com um propósito (como a flecha).Premissa B: Coisas sem inteligência só atingem um propósito se forem guiadas por alguém inteligente (o Arqueiro).Conclusão: Logo, tem de existir um Ser Inteligente Supremo que dirige todas as coisas naturais para o seu fim.
Tomás de Aquino começa por olhar para a natureza e reparar em algo curioso: as coisas que não têm inteligência (como o sol que nasce todos os dias, as plantas que crescem em direção à luz ou a gravidade que mantém tudo no sítio) não se comportam de forma caótica. Elas agem de forma constante e ordenada.Tomás argumenta que o que não pensa não pode comandar-se a si próprio. Uma pedra não decide cair, uma planta não planeia a fotossíntese. Se estas coisas "seguem um plano" mas não são inteligentes, o plano não pode ter vindo delas.
Filosofia da religião
As flores como são estruturas reprodutoras têm como função reproduzir-se através das sementes e florir. Elas cumprem essa sua função porém não têm inteligência nem conhecimento. Além disso comportam-se maioritariamente sempre da mesma forma. Logo, como nenhuma entidade desprovida de inteligência atua de modo consciente por si mesma, tem de existir alguma entidade inteligente e cognoscente que a dirija.
Filosofia da religião
Unit 06
Conclusão
Para encerrar, o argumento teleológico propõe que a ordem implica um ordenador. Se o Universo é um mecanismo tão perfeito quanto um relógio, a lógica sugere a existência de um criador. No entanto, a filosofia ensina-nos a questionar se essa ordem é real ou se somos nós que a projetamos na natureza. Fica a dúvida: o mundo tem um propósito ou somos nós que lhe damos um?
Filosofia da Religiã0
Unit 06
Imagens
Bibliografia
BORGES, José Ferreira; PAIVA, Marta; FADIGAS, Nuno; TAVARES, Orlanda. Em Questão - Filosofia - 11.º Ano. Porto: Porto Editora, 2025.
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Argumento Teleológico
Beatriz Rodrigues
Created on March 19, 2026
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Filosofia
Argumento Teleológico
DA religião
Índice
Filosofia da religião
Argumento por analogia
Pag. 03
Pag. 07
Introdução
Tomás de aquino
Pag. 04
Pag. 10
Argumento da negação do acaso
Conclusão
Pag. 05
Pag. 13
Filosofia da religião
Resumo
A Filosofia da Religião é a investigação crítica e racional das, crenças e práticas religiosas. Diferente da teologia (que parte do pressuposto de que uma divindade existe), a filosofia da religião olha para o fenômeno religioso de um outro ponto de vista, "de fora", usando a lógica e a razão para avaliar a validade de seus argumentos.
A disciplina foca em questões fundamentais que desafiam a mente humana à séculos: A Existência de Deus; O Problema do Mal; A Natureza do Divino; Linguagem Religiosa;.
Introdução
Filosofia da religião
Argumento Teleológico
O argumento teleológico baseia-se na ideia de que o universo apresenta uma ordem e um propósito que não podem ser explicados apenas por processos da natureza.A palavra teleologia vem do grego "telos" o que significa fim ou propósito, e logia derivada de "logos" que significa estudo e razão.
Existem várias versões deste argumento, mas todas afirmam o mesmo, que sem o pressuposto da existência de Deus não conseguimos explicar a ordem, a finalidade, a beleza, a complexidade e as maravilhas que existem no universo.
Filosofia da religião
Argumento da negação do acaso
Se analisarmos o processo de coagulação do sangue, deparamo-nos com um sistema de uma precisão biológica extraordinária que desafia a ideia de um surgimento aleatório. Para que o sangue estanque após um ferimento, é necessária uma imensidão de reações químicas onde dezenas de proteínas e enzimas específicas têm de ser ativadas numa sequência exata e num tempo rigoroso.
Se uma única proteína falhar ou se atrasar um milésimo de segundo, o processo interrompe-se e o organismo corre risco de vida, por outro lado, se a coagulação fosse ativada sem necessidade, o sangue solidificaria dentro das artérias, sendo igualmente fatal. Segundo o argumento da negação do acaso, é estatisticamente impossível que estas peças tenham aparecido separadamente e esperado "pacientemente" umas pelas outras ao longo de eras até formarem um mecanismo útil. Este sistema parece ter sido projetado já completo e funcional, pois a ausência de um único componente tornaria todo o conjunto inútil, sugerindo assim a intervenção de uma inteligência que planeou a sobrevivência do ser vivo.
Filosofia da religião
Ou as maravilhas da natureza ocorrem aleatoriamente, por acaso, ou são produto de um desígnio inteligente.As maravilhas da natureza não ocorreram por acaso. Logo, elas são produto de um desígnio inteligente
Filosofia da religião
Unit 04
William Paley
William Paley (1743–1805) foi um teólogo e filósofo britânico, célebre pela sua obra "Teologia Natural" (1802). Paley defendeu que a extraordinária complexidade dos seres vivos não poderiam ser fruto do acaso, mas sim evidências claras de um projeto inteligente. O seu raciocínio mais famoso, a "analogia do relojoeiro", estabelece um paralelo lógico: tal como a existência de um relógio pressupõe um relojoeiro, a perfeição do universo exige a existência de um Criador divino.
Filosofia da religião
Unit 04
Argumento por Analogia
Imagina que encontras um relógio num campo. Ao abri-lo, vemos as engrenagens a girar, as molas ajustadas e os ponteiros a moverem-se para marcar as horas. Tu não assumes que as peças se juntaram sozinhas por acaso. Assumimos que, algures no tempo, existiu um Relojoeiro, alguém com inteligência, vontade e um objetivo específico que montou aquela máquina. Agora, Paley pede que olhemos para a natureza (como o olho humano, o sistema solar ou as estações do ano). Ele argumenta que o universo funciona como um mecanismo ainda mais complexo e perfeito do que qualquer relógio. Se o relógio (que é complexo) exige um criador inteligente, então o Universo (que é infinitamente mais complexo) também exige um criador. Dessa forma ele diz que como relógio precisa de um relojoeiro, o universo também precisa de um relojoeiro divino ( Deus).
Filosofia da religião
Inferimos corretamente que um relógio foi feito por um criador inteligente, porque ele tem partes que funcionam conjuntamente ao serviço de um propósito ou finalidade.O Universo também é composto de partes que funionam conjuntamente ao serviço de um propósito ou finalidade. Logo, o Universo foi feito por um criador inteligente.
Filosofia da Religião
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Tomás de Aquino
Nascido em Itália, Tomás de Aquino foi um frade dominicano que mudou a forma do pensamento ocidental. Numa época em que a Igreja e a Ciência (na altura da filosofia de Aristóteles) pareciam estar em guerra, ele apareceu para dizer: "A fé e a razão não são inimigas, elas são duas asas que nos levam à mesma verdade." Ele é o pai do Tomismo, uma forma de pensamento que ainda hoje é a base da doutrina oficial da Igreja Católica.
Filosofia da Religião
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Argumento de Tomás de Aquino
Para explicar isto, ele usa a lógica da causalidade. Se vês uma flecha a voar e a acertar no alvo, tu sabes duas coisas:-A flecha não tem inteligência para escolher o alvo.-Logo, a flecha só lá chegou porque alguém que pensa (o Arqueiro) apontou e a disparou.Tomás aplica este silogismo ao universo inteiro:Premissa A: Vemos coisas sem inteligência a agir com um propósito (como a flecha).Premissa B: Coisas sem inteligência só atingem um propósito se forem guiadas por alguém inteligente (o Arqueiro).Conclusão: Logo, tem de existir um Ser Inteligente Supremo que dirige todas as coisas naturais para o seu fim.
Tomás de Aquino começa por olhar para a natureza e reparar em algo curioso: as coisas que não têm inteligência (como o sol que nasce todos os dias, as plantas que crescem em direção à luz ou a gravidade que mantém tudo no sítio) não se comportam de forma caótica. Elas agem de forma constante e ordenada.Tomás argumenta que o que não pensa não pode comandar-se a si próprio. Uma pedra não decide cair, uma planta não planeia a fotossíntese. Se estas coisas "seguem um plano" mas não são inteligentes, o plano não pode ter vindo delas.
Filosofia da religião
As flores como são estruturas reprodutoras têm como função reproduzir-se através das sementes e florir. Elas cumprem essa sua função porém não têm inteligência nem conhecimento. Além disso comportam-se maioritariamente sempre da mesma forma. Logo, como nenhuma entidade desprovida de inteligência atua de modo consciente por si mesma, tem de existir alguma entidade inteligente e cognoscente que a dirija.
Filosofia da religião
Unit 06
Conclusão
Para encerrar, o argumento teleológico propõe que a ordem implica um ordenador. Se o Universo é um mecanismo tão perfeito quanto um relógio, a lógica sugere a existência de um criador. No entanto, a filosofia ensina-nos a questionar se essa ordem é real ou se somos nós que a projetamos na natureza. Fica a dúvida: o mundo tem um propósito ou somos nós que lhe damos um?
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Bibliografia
BORGES, José Ferreira; PAIVA, Marta; FADIGAS, Nuno; TAVARES, Orlanda. Em Questão - Filosofia - 11.º Ano. Porto: Porto Editora, 2025.
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