Teorias da arte
Introdução
Teoria mimética
Trabalho realizado: Afonso Oliveira, Dinis Fernandes, João Nascimento, Rodrigo Prior, Tomás Cal.
Teoria expresivista
Teoria formalista
Teoria expresivitas
Teoria mimética
Teoria formalista
Teoria institucional
Teoria histórica
Teoria institucional
Finish
Teoria histórica
É ou não é arte?
Teoria da Imitação :
Não é arte.
Teoria Expressivista:
É arte
My Bed-Escultura de Tracey Emin
Não é arte.
Teoria Formalista:
Teoria Institucional:
É arte
É arte
Teoria Histórica:
Teoria História da arte
Jerrold Levinson
Tese Central: Algo é arte se houver a intenção séria de que o objeto seja visto ou tratado da mesma forma que as obras de arte do passado já foram ou são corretamente tratadas.
Argumentos 1-
Intencionalidade e Historicidade: A arte é uma questão de intenção individual; o artista liga o seu novo objeto à história da arte ao projetar que ele receba os "modos de olhar" (como a busca pela beleza ou expressão) já estabelecidos pela tradição.
+1
2-
Independência Institucional: Ao contrário da teoria de Dickie, esta teoria não exige um "mundo da arte" ou instituições; basta a intenção do autor e a existência de uma história da arte prévia.
3-Direito de Propriedade: Para que o ato de criação seja válido, o autor deve ter o direito de propriedade sobre o objeto, garantindo que a ligação histórica não é acidental, mas sim deliberada e legítima.
Objeções 1-O Problema das Obras Primitivas: Se a arte depende de referências ao passado, torna-se difícil explicar como surgiram as primeiras obras de arte, uma vez que não existiam precedentes históricos para as validar.
2-Inexistência de Inovação Real: A teoria sugere que a arte é apenas uma sequência de tradições; isto pode significar que não é possível criar uma tradição inteiramente nova, pois o artista está sempre "preso" a modos de olhar já constituídos.
Teoria mimética da arte
Platão e Aristoteles
Tese Principal A arte define-se pela mimesis (imitação ou representação). Para que algo seja considerado arte, tem de imitar ou representar elementos da Natureza, objetos, ações ou a própria realidade. Argumentos de Platão (Visão Negativa) 1-Cópia da Cópia: Existe um "Mundo das Ideias" (realidade verdadeira). O nosso mundo físico é apenas uma cópia imperfeita desse ideal, e a arte, ao imitar o mundo físico, torna-se uma "cópia da cópia". 2-Afastamento da Verdade: Por ser uma imitação de segunda mão, a arte afasta o ser humano do conhecimento verdadeiro e da essência das coisas. 3-Potencial de Engano: A arte pode iludir os sentidos e confundir a perceção das pessoas sobre o que é real. Argumentos de Aristóteles (Visão Positiva) 1-Aprendizagem Natural: A imitação é um processo natural do ser humano e uma ferramenta fundamental para a aprendizagem. 2-Compreensão Humana: A arte permite representar e compreender melhor as ações e comportamentos humanos. 3-Função de Catarse: No teatro (tragédia), a imitação serve para a libertação de emoções como o medo e a piedade, promovendo a purificação e o aperfeiçoamento do indivíduo. Críticas à Teoria 1-Insuficiência do Critério: A imitação pode ser uma condição necessária para algumas obras, mas não é uma condição suficiente. Nem tudo o que imita a realidade (como uma fotografia de documentos ou um sinal de trânsito) é considerado arte. 2-Exclusão da Arte Abstrata: A teoria falha ao não conseguir classificar movimentos como o abstracionismo, onde a arte não representa objetos concretos da realidade, focando-se antes em cores, formas e sensações. 3-Reducionismo: A arte não se limita a copiar o exterior; ela pode servir para expressa emoções subjetivas e ideias que não têm uma correspondência direta ou figurativa no mundo físico.
Teoria formalista
Clive bell e roger fry
Tese central Uma obra é arte se é só se for criado intencionalmente para possuir e exibir forma significante, isto é, uma organização de linhas, cores, formas e volumes… capaz de provocar emoção estética no observador. Argumentos 1. A arte depende da forma e não do conteúdo Segundo Clive Bell, o que torna algo arte não é aquilo que representa, mas a forma como os elementos visuais estão organizados. Assim, uma obra pode ser arte mesmo que não represente nada da realidade. 2. A forma provoca emoção estética A combinação especial de linhas, cores e formas provoca no observador uma emoção particular chamada emoção estética. Essa emoção é diferente das emoções comuns do dia-a-dia (medo, alegria, tristeza). 3.O conteúdo representado não é essencial Para o formalismo, o conteúdo ou a representação são irrelevantes para determinar se algo é arte. Uma obra pode representar algo, mas o seu valor artístico depende apenas da forma. Objeções (críticas) 1. Círculo Vicioso A teoria diz que: • a arte tem forma significante • forma significante é aquilo que provoca emoção estética Mas depois define emoção estética como a emoção causada pela forma significante. Isto cria um circulo vicioso, sem explicar claramente nenhum dos conceitos. 2. Existem obras indistinguíveis de objetos comuns Existem obras de arte indistinguiveis de objetos comuns. Se as obras de arte possuem forma significante, então os objetos comuns também deveriam possui-la, passando a ser considerados como obras de arte. 3. Intensão Muitas obras de arte não foram criadas com a intenção de possuir e exibir forma significatante.
Introdução
O que é a arte?
O Problema da Definição de Arte Evolução do Conceito: Da Tekhnē (perícia técnica e regras) às Belas-Artes de Batteux (procura do belo e prazer). A Rutura do Século XX: Novas formas de arte (cinema, fotografia, ready-mades) que deixaram de priorizar a beleza tradicional. Questão Central: O que torna um objeto "artístico"? Quais os critérios necessários para definir a Arte?. Estética vs. Filosofia da Arte: * Estética: Focada na experiência e no que o sujeito sente. Filosofia da Arte: Focada na natureza do objeto e nos processos de criação.
Teoria institucional
George dickie
A teoria institucional da arte, defendida por George Dickie, afirma que algo é considerado arte quando o mundo da arte o reconhece como tal. O mundo da arte inclui instituições e pessoas como museus, galerias, críticos, artistas e especialistas. De acordo com esta teoria, um objeto torna-se arte quando é apresentado e aceite dentro deste contexto artístico. Por exemplo, um objeto comum pode ser considerado arte se for exposto num museu ou numa galeria e reconhecido pelos especialistas. Apesar disso, esta teoria é alvo de críticas. Uma das principais é que parece ser uma definição circular, pois afirma que algo é arte porque o mundo da arte diz que é arte. Além disso, esta perspetiva pode dar demasiado poder às instituições e especialistas para decidir o que é arte, o que pode excluir outras formas de criação artística.
Teoria expresivista
Tolstói e collingwood
Tese A tese central da teoria expressivista da arte defende que uma obra é arte se, e só se, é a expressão intencional das emoções e sentimentos do seu o artista comunicando-os ao público. Para esta teoria, a arte não é imitação da realidade, mas sim a partilha de uma experiência interior sentida pelo artista.
Argumentos Contágio Emocional: Tolstoi argumenta que uma obra é arte se o espectador for contagiado pelas emoções originais do artista.
Abrangência: Inclui tanto arte representacional quanto não representacional (abstrata), superando limitações da teoria da representação.
Sinceridade: A qualidade da obra é medida pela autenticidade do sentimento expressado, e não apenas pela técnica.
Criticas: Arte sem Emoção: Muitas obras (arte conceptual, arte decorativa, arquitetura) podem ser arte sem focar na expressão de emoções pessoais.
Experiência do Público: O público pode ter experiências distintas ou não compartilhar o sentimento do artista, o que enfraquece o contágio.
Teorias da arte
Dinis Fernandes
Created on March 16, 2026
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Teorias da arte
Introdução
Teoria mimética
Trabalho realizado: Afonso Oliveira, Dinis Fernandes, João Nascimento, Rodrigo Prior, Tomás Cal.
Teoria expresivista
Teoria formalista
Teoria expresivitas
Teoria mimética
Teoria formalista
Teoria institucional
Teoria histórica
Teoria institucional
Finish
Teoria histórica
É ou não é arte?
Teoria da Imitação :
Não é arte.
Teoria Expressivista:
É arte
My Bed-Escultura de Tracey Emin
Não é arte.
Teoria Formalista:
Teoria Institucional:
É arte
É arte
Teoria Histórica:
Teoria História da arte
Jerrold Levinson
Tese Central: Algo é arte se houver a intenção séria de que o objeto seja visto ou tratado da mesma forma que as obras de arte do passado já foram ou são corretamente tratadas. Argumentos 1- Intencionalidade e Historicidade: A arte é uma questão de intenção individual; o artista liga o seu novo objeto à história da arte ao projetar que ele receba os "modos de olhar" (como a busca pela beleza ou expressão) já estabelecidos pela tradição. +1 2- Independência Institucional: Ao contrário da teoria de Dickie, esta teoria não exige um "mundo da arte" ou instituições; basta a intenção do autor e a existência de uma história da arte prévia. 3-Direito de Propriedade: Para que o ato de criação seja válido, o autor deve ter o direito de propriedade sobre o objeto, garantindo que a ligação histórica não é acidental, mas sim deliberada e legítima. Objeções 1-O Problema das Obras Primitivas: Se a arte depende de referências ao passado, torna-se difícil explicar como surgiram as primeiras obras de arte, uma vez que não existiam precedentes históricos para as validar. 2-Inexistência de Inovação Real: A teoria sugere que a arte é apenas uma sequência de tradições; isto pode significar que não é possível criar uma tradição inteiramente nova, pois o artista está sempre "preso" a modos de olhar já constituídos.
Teoria mimética da arte
Platão e Aristoteles
Tese Principal A arte define-se pela mimesis (imitação ou representação). Para que algo seja considerado arte, tem de imitar ou representar elementos da Natureza, objetos, ações ou a própria realidade. Argumentos de Platão (Visão Negativa) 1-Cópia da Cópia: Existe um "Mundo das Ideias" (realidade verdadeira). O nosso mundo físico é apenas uma cópia imperfeita desse ideal, e a arte, ao imitar o mundo físico, torna-se uma "cópia da cópia". 2-Afastamento da Verdade: Por ser uma imitação de segunda mão, a arte afasta o ser humano do conhecimento verdadeiro e da essência das coisas. 3-Potencial de Engano: A arte pode iludir os sentidos e confundir a perceção das pessoas sobre o que é real. Argumentos de Aristóteles (Visão Positiva) 1-Aprendizagem Natural: A imitação é um processo natural do ser humano e uma ferramenta fundamental para a aprendizagem. 2-Compreensão Humana: A arte permite representar e compreender melhor as ações e comportamentos humanos. 3-Função de Catarse: No teatro (tragédia), a imitação serve para a libertação de emoções como o medo e a piedade, promovendo a purificação e o aperfeiçoamento do indivíduo. Críticas à Teoria 1-Insuficiência do Critério: A imitação pode ser uma condição necessária para algumas obras, mas não é uma condição suficiente. Nem tudo o que imita a realidade (como uma fotografia de documentos ou um sinal de trânsito) é considerado arte. 2-Exclusão da Arte Abstrata: A teoria falha ao não conseguir classificar movimentos como o abstracionismo, onde a arte não representa objetos concretos da realidade, focando-se antes em cores, formas e sensações. 3-Reducionismo: A arte não se limita a copiar o exterior; ela pode servir para expressa emoções subjetivas e ideias que não têm uma correspondência direta ou figurativa no mundo físico.
Teoria formalista
Clive bell e roger fry
Tese central Uma obra é arte se é só se for criado intencionalmente para possuir e exibir forma significante, isto é, uma organização de linhas, cores, formas e volumes… capaz de provocar emoção estética no observador. Argumentos 1. A arte depende da forma e não do conteúdo Segundo Clive Bell, o que torna algo arte não é aquilo que representa, mas a forma como os elementos visuais estão organizados. Assim, uma obra pode ser arte mesmo que não represente nada da realidade. 2. A forma provoca emoção estética A combinação especial de linhas, cores e formas provoca no observador uma emoção particular chamada emoção estética. Essa emoção é diferente das emoções comuns do dia-a-dia (medo, alegria, tristeza). 3.O conteúdo representado não é essencial Para o formalismo, o conteúdo ou a representação são irrelevantes para determinar se algo é arte. Uma obra pode representar algo, mas o seu valor artístico depende apenas da forma. Objeções (críticas) 1. Círculo Vicioso A teoria diz que: • a arte tem forma significante • forma significante é aquilo que provoca emoção estética Mas depois define emoção estética como a emoção causada pela forma significante. Isto cria um circulo vicioso, sem explicar claramente nenhum dos conceitos. 2. Existem obras indistinguíveis de objetos comuns Existem obras de arte indistinguiveis de objetos comuns. Se as obras de arte possuem forma significante, então os objetos comuns também deveriam possui-la, passando a ser considerados como obras de arte. 3. Intensão Muitas obras de arte não foram criadas com a intenção de possuir e exibir forma significatante.
Introdução
O que é a arte?
O Problema da Definição de Arte Evolução do Conceito: Da Tekhnē (perícia técnica e regras) às Belas-Artes de Batteux (procura do belo e prazer). A Rutura do Século XX: Novas formas de arte (cinema, fotografia, ready-mades) que deixaram de priorizar a beleza tradicional. Questão Central: O que torna um objeto "artístico"? Quais os critérios necessários para definir a Arte?. Estética vs. Filosofia da Arte: * Estética: Focada na experiência e no que o sujeito sente. Filosofia da Arte: Focada na natureza do objeto e nos processos de criação.
Teoria institucional
George dickie
A teoria institucional da arte, defendida por George Dickie, afirma que algo é considerado arte quando o mundo da arte o reconhece como tal. O mundo da arte inclui instituições e pessoas como museus, galerias, críticos, artistas e especialistas. De acordo com esta teoria, um objeto torna-se arte quando é apresentado e aceite dentro deste contexto artístico. Por exemplo, um objeto comum pode ser considerado arte se for exposto num museu ou numa galeria e reconhecido pelos especialistas. Apesar disso, esta teoria é alvo de críticas. Uma das principais é que parece ser uma definição circular, pois afirma que algo é arte porque o mundo da arte diz que é arte. Além disso, esta perspetiva pode dar demasiado poder às instituições e especialistas para decidir o que é arte, o que pode excluir outras formas de criação artística.
Teoria expresivista
Tolstói e collingwood
Tese A tese central da teoria expressivista da arte defende que uma obra é arte se, e só se, é a expressão intencional das emoções e sentimentos do seu o artista comunicando-os ao público. Para esta teoria, a arte não é imitação da realidade, mas sim a partilha de uma experiência interior sentida pelo artista. Argumentos Contágio Emocional: Tolstoi argumenta que uma obra é arte se o espectador for contagiado pelas emoções originais do artista. Abrangência: Inclui tanto arte representacional quanto não representacional (abstrata), superando limitações da teoria da representação. Sinceridade: A qualidade da obra é medida pela autenticidade do sentimento expressado, e não apenas pela técnica. Criticas: Arte sem Emoção: Muitas obras (arte conceptual, arte decorativa, arquitetura) podem ser arte sem focar na expressão de emoções pessoais. Experiência do Público: O público pode ter experiências distintas ou não compartilhar o sentimento do artista, o que enfraquece o contágio.