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C1 - Momento cultural - 4º e 5º ano 2026

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Created on March 13, 2026

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Transcript

Você conhece este lugar? Já viu essa escultura? Para pensar: Qual o sentido e importância desta obra?

É contra o apagamento do passado da população preta e o silenciamento contemporâneo das raízes afro-brasileiras que a obra de Jorge dos Anjos ganha força e sentido concreto. “O Portal da Memória é uma das esculturas mais significativas que tenho em BH, em um lugar importante, a Lagoa da Pampulha, em diálogo essencial com a água. Na África, antes de entrar no navio negreiro, costumavam vendar os escravos e andavam em círculo com eles em volta de uma árvore, que era chamada árvore do esquecimento. Nesse sentido, nessa obra, a água é memória. É como se, ao atravessar o portal, você fosse se lembrando da sua história, sua existência, é uma maneira simbólica de afirmar isso”, explica o artista. “Desenvolvo meu trabalho pensando nas raízes africanas. E sei que a minha arte, a escultura, acaba sendo consumida por pessoas mais ricas. Por isso, é importante a obra estar em um espaço público, de acesso a todos. Acredito que o lugar público é a vocação da escultura”, complementa Jorge.”

“A famosa escultura de Iemanjá localizada na Lagoa da Pampulha desde 1982 sofreu muita depredação ao longo dos anos. Em 2007, ‘Portal da Memória’, obra do artista mineiro Jorge dos Anjos, resolveu o problema ao proteger com uma moldura de ferro a escultura de Iemanjá, ao mesmo tempo em que abriu uma multiplicidade de reflexões sobre a história da cultura de raízes africanas que permeiam a formação de toda a capital mineira. (...) Jorge dos Anjos tem muitas obras que reverenciam a cultura afro-brasileira e conversam com os espaços públicos de Belo Horizonte, mas, certamente, ‘Portal da Memória’ pode ser considerada sua criação mais emblemática na cidade. A imensa escultura de ferro oxidado, marcada por desenhos de símbolos religiosos das matrizes afro-brasileiras, não apenas protege a estátua de bronze de Iemanjá — removida para um pedestal sob a água evitando o contato do público com a peça após a instalação do portal na orla — mas apresenta literalmente um convite para reparar outros belos horizontes, neste caso, construídos a partir de um enquadramento de ferro rígido, de presença imponente, que pode simbolizar o olhar da população negra, suas vivências, lembranças e culturas não raras, muitas vezes amordaçadas e negadas. (...)

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