Want to create interactive content? It’s easy in Genially!

Get started free

Bill Viola

Clara Câmara 11 H

Created on March 12, 2026

Start designing with a free template

Discover more than 1500 professional designs like these:

Historical Presentation

Human Rights Presentation

Memphis Presentation

Blackboard Presentation

Florida Neon Presentation

Genial Storytale Presentation

Psychedelic Presentation

Transcript

Bill Viola

Start

Sobre o Artista:

William John Viola Jr., conhecido como Bill Viola, nasceu em 1951, Nova Iorque, EUA, e Estudou na Faculdade de Belas Artes Visuais e Cénicas da Universidade de Syracuse. Mais tarde, tornou-se artista residente no WNET Thirteen Television Laboratory em Nova Iorque, até 1983. Viola representou os Estados Unidos na 46ª Bienal de Veneza, em 1995. Viola é considerado um dos pioneiros da Vídeo Arte no mundo, focando-se em representar ideias por trás de experiências humanas importantes e vitais, como o nascimento, a morte e questões do subconsciente humano, através de imagens lentas ou rápidas, coloridas e contrastantes, com compisções coreografadas, visualmente impactantes, conjugadas com sons que envolvem o público.

Percurso artístico

The Greeting

1995

The Raft

2004

Il vapore

1975

Nantes Triptych

1992

The Crossing

1996

ReferÊncias bibliográficas:

ATKINS, N. (2012). "Bill Viola. The Raft". In Nelson Atkins Museum of Art. Disponivel em: <https://www.nelson-atkins.org/art/exhibitions/bill-viola-the-raft/>; acedido a 21/03/2026.billviola.com. (2026). Disponível em:<https://www.billviola.com/biograph.htm>; acedido a 26/03/2026. Guggenheim.com (2000). "Bill Viola. The Greeting". In Guggenheim.com. disponivel em: <https://www.guggenheim-bilbao.eus/en/learn/schools/teachers-guides/the-greeting-1995>; acedido a 24/03/2026. Guggenheim.com (2000). "Bill Viola. The Crossing". In Guggenheim.com. Disponível em: <https://www.guggenheim.org/artwork/4392>; acedido a 26/03/2026. IMDb (s. d.). "Nantes Triptych". In IMDb.com. Disponivel em: <https://www.imdb.com/title/tt9742232/>; acedido a 26/03/2026. IMDb (s. d.). "The Greeting". In IMDb.com. Disponível em:<https://www.imdb.com/title/tt9722690/>; acedido a 23/03/2026. LUISE, V. (2024). "Bill Viola: Um dos Nomes mais Influentes da Videoarte". In Artsoul.com. Disponível em: <https://blog.artsoul.com.br/bill-viola-grandes-nomes-da-videoarte/l>; acedido a 26/03/2026. RIEMSCHNEIDER, B.; GROSENICK, U. (Ed.). (1999). Art at the Turn of the Millennium. Köln: Taschen The Berardo Collection. (2026). "Il Vapore". Disponível em: <https://berardocollection.com/?sid=50004&CID=102&work=603&lang=pt>; acedido a 21/03/2026. Wikipedia.org (s.d.). "Bill Viola". Disponivel em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Viola>; acedido a 23/03/2026

The Greeting, 1995

Inspirada em "A Visitação" do pintor italiano maneirista Jacopo Pontormo (1494-1557), Viola recria essa pintura, oferencendo-lhe movimento ao prolongar-se por 10 minutos, em câmara lenta, já que a sua velociade normal é 45 segundos. Esta obra segue a interação entre duas mulheres, com fundo escuro contrastante com as roupas coloridas delas, quando surge uma terceira senhora, que se junta à conversa, porém as suas ações nunca são explicadas, dando margem a cada espectador para interpretar à sua maneira. Para além destas características, Viola acrescentou à sua obra uma varição de vento, mudança de direção de luz que altera a sensação de perspetiva do cenário, completando a intenção do artista: “Trata-se de capturar o momento, mas também de estendê-lo. (...) São as emoções que se estão a prolongar.”, como afirmou, relativamente a esta obra, em 2017.

Nantes Triptych, 1992

Esta obra é um filme com duração aproximada de meia hora, que está dividida em 3 vídeos: o da esquerda acompanha o nascimento de uma criança, neste caso a do filho de Viola; no da esquerda é projetado a morte da mãe do artista; no vídeo central há um homem vestido a mover-se lentamente debaixo de água, representando a jornada entre o nascimento e a morte. A imagem de vídeo é acompanhada por sons de batimentos cardíacos e respirações, criando um efeito de envolvimento não só visual como espiritual por parte do espectador.

Il Vapore, 1975

"Il Vapore" é uma instalação onde Viola incorporou vídeo, uma performance gravada por ele e participação do público, através de uma câmara de vídeo. As gravações da performance aparecem no monitor, mostrando o artista a encher uma panela com água, que escorre da sua boca. Uma panela igual está colocada em frente ao monitor, contendo água e folhas de eucalipto sobre uma chapa quente. De vez em quando é libertado um vapor com aroma a eucalipto. Inspiração espiritual enraizada na experiência humana da vida, a importância de um corpo e rituais de inspiração oriental num espaço de medição são os temas refletidos pelo artista nesta obra.

The Raft, 2004

Esta obra funciona como uma "metáfora do mundo atual", mostrando várias pessoas, de diferentes idades, desconhecidas que estão lado a lado, como se esperassem por um transporte público, mas cada um parecesse estar perdido nos seus próprios pensamentos, ignorando a presença uns dos outros, quando de repente surge uma corrente forte de água. O tédio e o individualismo iniciais tornam-se num momento de interação entre as pessoas repleto de emoções como o choque, o medo, a preocupação de ajudar o próximo, a compaixão e empatia. Viola conseguiu captar os gestos e uma expressividade facial rica que passariam despercebidas se o vídeo fosse mostrado na sua velocidade normal em vez de câmara lenta.

Esta é uma obra de projeção de dupla face. De um lado, um homem caminha em câmara lenta para fora da escuridão, até ficar de frente para o esctador, numa escala muito superior. O indivíduo é atingido por água que vem de cima, encharcando-o de tal forma que a sua figura vai sendo apagada pela quantidade de água que cai. Do outro lado, o mesmo homem aproxima-se, desta vez para ser consumido por chamas que ascendem. De um lado assiste-se a uma destruição ardente e violenta e do outro uma pacífica interação - fogo e água - transmitindo uma sensação espiritual de opostos, como morte e vida.

The Crossing, 1996