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TEORIA INSTITUCIONAL DA ARTE

guilherme negrao

Created on March 10, 2026

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TEORIA INSTITUCIONAL DA ARTE

Trabalho realizado pelos alunos: Gonçalo Marques; Guilherme Negrão; Miguel Garrido; Tomás Santos. No âmbito da disciplina de Filosofia lecionada pela professora Manuela Alves.

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Índice

Conclusão

My Bed

Brillo Boxes

Fontain

Introdução

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Significado e impacto

Características

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Fontain

A obra Fountain, criada em 1917 por Marcel Duchamp, é uma das mais revolucionárias da arte do século XX. Consiste num urinol de porcelana produzido industrialmente, colocado na horizontal e assinado com o pseudónimo “R. Mutt 1917”. Duchamp apresentou a obra numa exposição da Society of Independent Artists, em Nova Iorque, que afirmava aceitar todas as submissões. No entanto, o urinol foi considerado escandaloso e acabou rejeitado.

Galeria 1

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Brillo Boxes

A obra Brillo Boxes (1964) de Andy Warhol é considerada arte pela Teoria Institucional da Arte porque foi apresentada e reconhecida como arte dentro do “mundo da arte” — ou seja, o conjunto de artistas, críticos, curadores, galerias e museus. Essa teoria foi desenvolvida sobretudo pelo filósofo George Dickie, inspirado também pelas ideias de Arthur Danto.

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Brillo Boxes

As Brillo Boxes são cópias de caixas de detergente iguais às encontradas num supermercado. Visualmente, parecem objetos comuns. No entanto:

  • Foram criadas por um artista reconhecido – Andy Warhol;
  • Foram exibidas numa galeria de arte, como na exposição na Stable Gallery em Nova Iorque;
  • Críticos, curadores e o público do mundo da arte passaram a interpretá-las como arte.

Assim, mesmo sendo semelhantes a caixas comerciais, ganham estatuto artístico porque são apresentadas e aceites como arte dentro das instituições artísticas.

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Galeria 1

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My bed

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“My Bed”, de Tracey Emin, relaciona-se diretamente com a Teoria Institucional da Arte, já que estamos perante uma cama desfeita com objetos pessoais, algo que, num contexto quotidiano, seria visto apenas como desorganização ou um espaço privado sem qualquer valor artístico. No entanto, ao ser colocada num contexto artístico e apresentada como obra, essa mesma cama passa a adquirir um novo significado.

Assim, o que muda não é o objeto, mas sim a forma como ele é interpretado. O reconhecimento institucional faz com que o público olhe para a obra de forma diferente, procurando nela intenções, emoções e significados, como a expressão da intimidade, da vulnerabilidade ou da experiência pessoal da artista.

Conclusão (Índice)

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Obrigado

Introdução

Ao longo da história, muitas pessoas tentaram definir o que é arte. No entanto, nem sempre é fácil distinguir uma obra de arte de um objeto comum. Existem objetos muito simples ou até banais que estão expostos em museus e são considerados arte, enquanto outros objetos aparentemente semelhantes não o são.

Foi para responder a este problema que surgiu a teoria institucional da arte, desenvolvida pelo filósofo George Dickie. Segundo esta teoria, algo não é arte apenas pelas suas características visuais ou pela técnica usada para o criar. Um objeto torna-se arte quando é apresentado no chamado “mundo da arte” e reconhecido pelas suas instituições, como museus, galerias, críticos ou curadores.Assim, esta teoria defende que o contexto e o reconhecimento institucional desempenham um papel fundamental para determinar o que pode ou não ser considerado arte.

Conclusão

Em suma, a teoria institucional da arte apresenta uma forma diferente de pensar sobre o que é arte. Em vez de procurar características específicas que todas as obras tenham em comum, esta teoria defende que o estatuto de obra de arte depende do reconhecimento dado pelo mundo da arte. Isto significa que um objeto comum pode tornar-se arte se for apresentado e aceite pelas instituições artísticas. Exemplos como os de Marcel Duchamp ou Andy Warhol mostram como o contexto pode transformar objetos do quotidiano em obras de arte. Desta forma, a teoria institucional ajuda-nos a perceber que a arte não depende apenas da aparência ou da beleza, mas também do significado, do contexto e da forma como é reconhecida pela sociedade.

My bed

“My Bed” retrata a ideia central da teoria institucional: algo pode ser considerado arte não pelas suas características físicas ou beleza, mas porque foi integrado e legitimado pelo sistema artístico.

Significado e impacto

Com "Fountain", Duchamp quis mostrar que a arte pode estar na ideia e na escolha do artista, e não apenas na produção manual do objeto. O gesto de selecionar e apresentar o urinol foi suficiente para provocar debate sobre o que define uma obra de arte.

Apesar de inicialmente ter sido rejeitada, Fountain tornou-se posteriormente uma das obras mais influentes da arte contemporânea. Hoje é estudada em história da arte e exposta em museus (através de réplicas), sendo considerada um marco no desenvolvimento da arte conceptual. A obra "Fountain" mudou profundamente a forma de entender a arte. Ao transformar um objeto comum num objeto artístico. Duchamp mostrou que o contexto, a intenção do artista e o reconhecimento do mundo da arte podem ser suficientes para que algo seja considerado arte.

Características da Obra

O que torna Fountain especial não é a sua forma ou técnica, mas a ideia por trás do objeto. Duchamp não criou o urinol; ele limitou-se a escolher um objeto comum e apresentou-o como arte. Esse tipo de obra ficou conhecido como readymade, um conceito criado pelo próprio artista, que significa escolher um objeto comum já existente e apresentá-lo como arte.

Ao retirar o objeto do seu uso cotidiano e colocá-lo num espaço artístico, Duchamp transformou a forma como o público pensa sobre arte. A obra questiona várias ideias tradicionais, como:

  • A necessidade de habilidade técnica para criar arte;
  • A ideia de que a arte deve ser bela;
  • A diferença entre objeto comum e obra artística.