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Módulo 1 - Violencias outra opção

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Created on March 10, 2026

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Violência na escola

Uma estudante do 7º ano passa a apresentar mudanças significativas de comportamento: isolamento, irritabilidade, dificuldade de concentração e quedas no rendimento. Em um episódio recente, reage de forma desproporcional a uma brincadeira de colegas e acaba envolvida em um conflito verbal. A equipe escolar também observa faltas frequentes e sinais de cansaço constante. A coordenação pedagógica conversa com a estudante sobre o que tem sido observado na escola e ela, então, relata que tem vivenciado situações recorrentes.

O que está em jogo
Pense sobre isso

Violência da escola

Um menino negro, ainda na educação infantil, é constantemente descrito como “agitado”, “agressivo” ou “difícil de lidar”. Comportamentos comuns da infância, como correr, falar alto, demonstrar frustração ou curiosidade, têm sido interpretados pela equipe escolar como indisciplina ou ameaça. Ele recebe advertências frequentes, é afastado de atividades coletivas, punido de forma recorrente e, em alguns casos, encaminhado precocemente para avaliações ou medidas disciplinares que não são aplicadas a outras crianças.

O que está em jogo
Pense sobre isso

Violência à escola - ou contra a escola

Após um tiroteio ocorrido nas proximidades da escola durante o horário de aula, estudantes e profissionais precisam se abrigar em salas e interromper as atividades. O episódio não acontece dentro da unidade, mas o barulho dos disparos, a circulação de vídeos nas redes sociais e as notícias na comunidade geram medo imediato. Nos dias seguintes, há aumento das faltas, ansiedade entre estudantes e preocupação constante das famílias.

O que está em jogo
Pense sobre isso
O que está em jogo
A escola se torna espaço de repercussão de violências vividas no âmbito doméstico. O comportamento da estudante não pode ser interpretado apenas como indisciplina ou dificuldade de adaptação, mas como possível manifestação de sofrimento decorrente de violações de direitos. Situações como essa impactam o bem-estar, a convivência e as aprendizagens, além de exigirem atuação responsável da instituição, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e em legislações específicas sobre a proteção de crianças e adolescentes.
O que está em jogo
Estereótipos racistas que associam meninos negros à violência, à força excessiva e à falta de inocência produzem uma vigilância permanente sobre seus corpos e comportamentos. Essas práticas naturalizam punições desproporcionais desde a primeira infância, fragilizam vínculos afetivos com a escola, comprometem o desenvolvimento integral e inauguram trajetórias de exclusão escolar que tendem a se aprofundar ao longo da vida.
Pense sobre isso
  • Sua escola já vivenciou situações de violência armada no entorno?
  • Como a equipe organiza a comunicação e o cuidado com estudantes e famílias nesses momentos?
  • Como as articulações com a rede de proteção e outros setores podem fortalecer a prevenção e o cuidado coletivo?
Pense sobre isso
  • Quais situações semelhantes você já presenciou ou ouviu relatar em sua escola, especialmente envolvendo meninos negros desde a educação infantil?
  • Como a equipe escolar costuma interpretar comportamentos infantis quando se trata de crianças negras? Há diferenças em relação às crianças brancas?
  • Quais ações concretas sua escola pode adotar para transformar essas situações em oportunidades de aprendizado, fortalecimento de vínculos e enfrentamento ao racismo?
Pense sobre isso
  • Como a escola pode diferenciar conflitos pontuais de possíveis sinais de violência vivida fora do espaço escolar?
  • A equipe sabe quais são os fluxos institucionais e os protocolos para encaminhamento à rede de proteção?
  • Como garantir acolhimento e proteção à(ao) estudante sem exposição indevida ou estigmatização?
O que está em jogo
Mesmo quando não é o alvo direto, a escola é profundamente impactada pela violência do território. Episódios como tiroteios no entorno fragilizam o sentimento de segurança, rompem a rotina pedagógica e tensionam o papel da escola como espaço de proteção. A repetição dessas situações pode naturalizar o medo e comprometer vínculos, permanência e aprendizagens.