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CORE CURRICULUM

Igor Cruz

Created on March 9, 2026

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CORE CURRICULUM EM COMPETÊNCIAS DIGITAIS PARA RESIDENTES DE ENFERMAGEM NA APS

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS
BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

Autoria:
  • Karine Detes
  • Renata Aranha
  • Patricia Ferraccioli

BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

CLIQUE AQUI PARA COMEÇAR

ÍNDICE

APRESENTAÇÃO..................................................................................................

Eixos formativos e objetivos.........................................................................

1. LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS.................................

2. Uso seguro e ético da informação em saúde..............................................

3. Busca, avaliação e aplicação de evidências e informações digitais..........

4. Registro qualificado e uso de sistemas.....................................................

5. Bem-estar digital no trabalho...................................................................

6. Tomada de decisão apoiada por dados e indicadores na APS.....................

REFERÊNCIAS.....................................................................................................

Este material é resultado do Trabalho de Conclusão do Mestrado Profissional em Telessaúde e Saúde Digital da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), elaborado por Karine Detes Canto, sob orientação da Profa. Dra. Renata Nunes Aranha e coorientação da Profa. Dra. Patricia Ferraccioli Siqueira Lemos.

ISBN:

978-65-02-00762-4

Este material foi produzido a partir do trabalho de Conclusão do Programa de Residência em Enfermagem e Família e Comunidade (PREFC), da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Foi elaborado pela residente Márcia Monteiro, sob orientação da mestra Jacqueline Oliveira de Carvalho e coorientação de Danielle Vieira Brandão.

Este material foi produzido a partir do trabalho de Conclusão do Programa de Residência em Enfermagem e Família e Comunidade (PREFC), da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Foi elaborado pela residente Márcia Monteiro, sob orientação da mestra Jacqueline Oliveira de Carvalho e coorientação de Danielle Vieira Brandão.

Este material foi produzido a partir do trabalho de Conclusão do Programa de Residência em Enfermagem e Família e Comunidade (PREFC), da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Foi elaborado pela residente Márcia Monteiro, sob orientação da mestra Jacqueline Oliveira de Carvalho e coorientação de Danielle Vieira Brandão.

Este material foi produzido a partir do trabalho de Conclusão do Programa de Residência em Enfermagem e Família e Comunidade (PREFC), da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Foi elaborado pela residente Márcia Monteiro, sob orientação da mestra Jacqueline Oliveira de Carvalho e coorientação de Danielle Vieira Brandão.

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APRESENTAÇÃO

A área da saúde vem passando por transformações impulsionadas pela incorporação de novas tecnologias e pelo uso crescente de informações digitais. Nesse cenário, torna-se cada vez mais relevante qualificar profissionais para acompanhar as demandas atuais do cotidiano em saúde (Sasso et al., 2024). Essas inovações podem apoiar a resolução de problemas, aprimorar práticas profissionais e contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento e do bem-estar dos usuários (Neto et al., 2020). Assim, o uso de tecnologias de informação e comunicação tornou-se um requisito no cuidado em saúde. Entretanto, não basta “saber operar” sistemas e aplicativos: a prática na Atenção Primária à Saúde (APS) demanda competências digitais que envolvem uso crítico, ético e seguro da informação, incluindo a capacidade de avaliar a confiabilidade e a atualidade de conteúdos e orientações, registrar e utilizar dados de forma qualificada, comunicar-se adequadamente em ambientes digitais, preservar privacidade e segurança da informação e sustentar decisões contextualizadas ao território e ao processo de trabalho (Sasso et al., 2024).

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Este Core Curriculum foi elaborado com o objetivo de apoiar a formação de residentes de enfermagem para o desenvolvimento de competências digitais alinhadas às demandas atuais da APS e às transformações no cuidado em saúde. No que tange à regionalização e à hierarquização, a capacitação digital de residentes de enfermagem pode contribuir para a otimização dos fluxos assistenciais entre diferentes níveis de complexidade, favorecendo uma APS mais eficiente e conectada às redes regionais de saúde (Giovanella et al., 2021). Para favorecer a aplicabilidade no cotidiano do serviço, as competências foram organizadas em eixos formativos, estruturados por uma matriz de desenvolvimento que contempla competência, conhecimentos, habilidades e atitudes, além de habilidades práticas e resultados esperados. Essa estrutura busca explicitar não apenas o que deve ser desenvolvido, mas como essas competências podem ser mobilizadas em situações reais na prática da APS.

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Eixos formativos e objetivos

1. Letramento digital em saúde para o cuidado na APS

A definição dos eixos formativos deste Core Curriculum foi construída a partir do levantamento das necessidades formativas, baseada na análise das respostas ao questionário aplicado a residentes e preceptores de enfermagem que atuam na APS. Esse levantamento permitiu identificar necessidades, desafios e situações recorrentes relacionadas ao uso de tecnologias e à gestão da informação no cotidiano do serviço. Além disso, todos os eixos são atravessados por três dimensões transversais: teleatendimento, continuidade do cuidado e território e contexto de serviço, incorporadas para reforçar a aplicabilidade do Core Curriculum no dia a dia da APS e a coerência com o processo de trabalho das equipes.

2. Uso seguro e ético da informação em saúde

3. Busca, avaliação e aplicação de evidências e informações digitais

4. Registro qualificado e uso de sistemas

5. Bem-estar digital no trabalho

6. Tomada de decisão apoiada por dados e indicadores na APS

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Espera-se que, ao final do percurso formativo, os residentes de enfermagem ampliem sua capacidade de utilizar tecnologias e informações digitais de forma crítica, ética e segura, qualificando a comunicação, o registro e a tomada de decisão no cuidado, com impacto positivo na organização do trabalho e na longitudinalidade do cuidado na APS.

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1. LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

Desenvolvimento da competência neste eixo

Neste eixo, pretende-se que os participantes desenvolvam o letramento digital em saúde como competência aplicada ao cuidado na APS, reconhecendo barreiras de acesso, compreensão e uso de informações e recursos digitais que podem interferir no cuidado, no acesso e na adesão do usuário. Para isso, serão trabalhadas situações do cotidiano da APS que envolvam dúvidas frequentes, dificuldade de navegação em canais digitais, uso de informações não verificadas e necessidade de orientação em linguagem compreensível. Busca-se fortalecer práticas de orientação que considerem o contexto do usuário e do território, promovendo uso mais seguro, crítico e compreensível das informações em saúde no ambiente digital.

BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE
BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

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Competência

Desenvolver e aplicar letramento digital em saúde no cotidiano da APS, utilizando informações e recursos digitais de forma crítica, compreensível e adequada ao contexto do usuário e do território.

Conhecimento

Habilidades

Atitudes

Compreender o letramento digital em saúde como a capacidade de buscar, compreender, avaliar e utilizar informações em saúde no ambiente digital para apoiar decisões e orientações no cuidado. Reconhecer barreiras frequentes no contexto da APS (baixa escolaridade, dificuldade de navegação, baixa conectividade, excesso de informações, desinformação) e seu impacto no acesso, na compreensão e na adesão ao cuidado. Conhecer estratégias de comunicação em linguagem compreensível e de orientação passo a passo para apoiar o usuário no uso de informações e recursos digitais em saúde.

Identificar dificuldades do usuário (ou da equipe) na compreensão e uso de informações digitais em saúde. Avaliar, de forma prática, se a informação acessada é confiável e atualizada antes de orientar. Elaborar orientações em linguagem compreensível e adequadas ao contexto do usuário, favorecendo entendimento, uso seguro da informação e continuidade do cuidado.

Postura acolhedora e não julgadora diante das dificuldades de compreensão e uso de tecnologias. Compromisso com equidade no acesso à informação em saúde e com a redução de barreiras digitais. Responsabilidade no uso e na indicação de informações e recursos digitais, evitando reforço de desinformação.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

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Resultados

Habilidades práticas

  • Identificar barreiras de letramento digital em saúde que interferem no cuidado, no acesso e na adesão do usuário.
  • Utilizar e indicar informações digitais em saúde com critérios mínimos de confiabilidade e atualidade.
  • Produzir orientações compreensíveis e adequadas ao contexto do usuário, favorecendo uso seguro da informação e continuidade do cuidado.
  • Reconhecer barreiras de letramento digital em saúde: identificar dificuldades de acesso, navegação, compreensão e uso de informações digitais no cotidiano da APS.
  • Avaliar informação antes de orientar: verificar fonte, data e adequação da informação ao contexto do usuário e do território.
  • Orientar em linguagem compreensível: transformar informações em orientações simples, objetivas e aplicáveis no cuidado.
  • Apoiar navegação quando necessário: explicar passo a passo como acessar informação/canal oficial, considerando limites de conectividade e compreensão.

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Neste item, os eixos transversais são considerados nas seguintes abordagens

  • Teleatendimento: orientar o uso de informações e recursos digitais em interações não presenciais, com linguagem compreensível e atenção às limitações de acesso e navegação.
  • Continuidade: apoiar a compreensão de orientações e fluxos de cuidado, favorecendo seguimento, adesão e uso adequado das informações ao longo do acompanhamento.
  • Território e contexto de serviço: considerar conectividade, recursos disponíveis, perfil da população e barreiras locais na orientação sobre informações e recursos digitais em saúde.

Referências de apoio do eixo

ASLAM, M. S.; JOHN, D. S.; JOHN, D. S. Study of Digital Platforms in Primary Healthcare and Competencies for Better Healthcare Services. Tuijin Jishu/Journal of Propulsion Technology, v. 44, n. 4, p. 3468–3476, 2023. ‌Norman, C. D.; Skinner, H. A. eHEALS: The eHealth Literacy Scale. Journal of Medical Internet Research, v. 8, n. 4, p. e27, 2006. Van Kessel, R. et al. Digital health literacy as a social determinant of health. NPJ Digital Medicine, v. 5, n. 1, p. 1-8, 2022.

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2. USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

Desenvolvimento da competência neste eixo

Neste eixo, pretende-se que os participantes reconheçam riscos comuns de exposição de informações, adotem critérios de privacidade e segurança no uso de informações em saúde e fortaleçam condutas éticas no manejo e no registro do cuidado. Para isso, serão trabalhadas discussões de casos, análise de situações de risco de exposição em ambientes digitais (mensagens, arquivos, imagens, prints), identificação de condutas seguras e reflexão sobre quais informações devem ser formalizadas no prontuário eletrônico.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE
BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

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Competência

Manejar informações do usuário com privacidade, segurança e conduta ética nos ambientes digitais e no prontuário eletrônico.

Conhecimento

Habilidades

Atitudes

Conceitos de privacidade, confidencialidade e responsabilidade profissional no uso de informações. Diferença entre dado identificável e dado sensível (com ênfase em dados de saúde). Noções de riscos de exposição em ambientes digitais (mensagens, arquivos, imagens, prints) e a função do prontuário eletrônico como registro oficial do cuidado.

Avaliar o risco de exposição em situações do cotidiano e decidir a forma mais segura de conduzir e registrar o cuidado. Orientar limites de compartilhamento e garantir que informações clínicas sejam formalizadas no prontuário eletrônico.

Prudência, responsabilidade ética, respeito à privacidade do usuário e compromisso com a segurança da informação.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

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Resultados

Habilidades práticas

  • Reconhecer riscos comuns de exposição e adotar conduta segura.
  • Registrar o cuidado no prontuário eletrônico com campos mínimos padronizados (motivo/queixa, avaliação, conduta, orientação, sinais de alerta, plano e retorno pactuado), conforme fluxos e protocolos institucionais (municipais/estaduais/nacionais).
  • Orientar usuário e equipe sobre o que não deve ser enviado por mensagem: fotos/arquivos com identificação (documentos, cartão SUS, laudos, prints de prontuário, listas) e informações sensíveis, especialmente dados de saúde.
  • Aplicar o “mínimo necessário”: compartilhar apenas o indispensável para resolver a demanda, evitando incluir identificação do usuário quando não for estritamente necessário.
  • Evitar envio de informações identificáveis e sensíveis por mensagem: não solicitar/receber por mensagem fotos de documentos, cartão SUS, laudos/exames, prints de prontuário ou listas de usuários, nem informações de saúde associadas à identificação.
  • Registrar no prontuário eletrônico o que é clínico: sempre que houver avaliação, decisão, orientação clínica ou definição de retorno, formalizar no prontuário eletrônico (e não manter apenas em conversa).
  • Quando ocorrer exposição indevida (ex.: enviado para pessoa errada): interromper o compartilhamento e adotar medidas imediatas para reduzir o risco e preservar a confidencialidade, registrando no prontuário quando houver impacto no cuidado.

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Neste item, os eixos transversais são considerados nas seguintes abordagens

  • Teleatendimento: privacidade do ambiente, manejo seguro de informações e prevenção do compartilhamento indevido de dados identificáveis e sensíveis em interações não presenciais.
  • Continuidade: formalização de condutas no prontuário eletrônico para assegurar recuperação da informação e continuidade do cuidado pela equipe.
  • Território e contexto de serviço: aplicação de condutas de segurança da informação conforme fluxos institucionais, organização local da equipe e recursos disponíveis no serviço.

Referências de apoio do eixo

BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 754, de 16 de maio de 2024. Normatiza o uso do prontuário eletrônico e plataformas digitais no âmbito da Enfermagem. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 564/2017. Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.

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3. BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

Desenvolvimento da competência neste eixo

Neste eixo, pretende-se que os participantes desenvolvam o uso crítico de evidências e informações digitais no cotidiano da APS, reconhecendo diferentes tipos de fontes, seus usos e limites para a tomada de decisão no cuidado e na organização do trabalho. Para isso, serão trabalhadas as análises de fontes institucionais e de fontes científicas confiáveis, checagem de confiabilidade e atualidade das informações e discussão sobre sua aplicabilidade ao território e ao contexto do serviço. Busca-se fortalecer a tomada de decisão orientada por evidências, com atenção à prevenção da desinformação e à utilização de informações compatíveis com a realidade da APS.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE
BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

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Competência

Localizar, avaliar criticamente e aplicar evidências (institucionais e fontes científicas confiáveis) para apoiar decisões clínicas e organizacionais na Atenção Primária à Saúde (APS).

Conhecimento

Habilidades

Atitudes

Compreender as diferenças entre protocolo e fluxo institucional, diretriz clínica, revisão de evidências e artigo científico, reconhecendo o papel de cada fonte na tomada de decisão na APS. Conhecer critérios para avaliar confiabilidade, atualidade e aplicabilidade das informações ao território (fonte/instituição responsável, base científica, transparência, data e viabilidade no contexto do serviço). Reconhecer como a desinformação em saúde circula no ambiente digital (mensagens virais, prints sem contexto, vídeos sem fonte) e adotar critérios mínimos de checagem antes de orientar o usuário/equipe ou fundamentar decisões clínicas e organizacionais no serviço, com atenção à fonte, à data e à coerência com protocolos e diretrizes confiáveis.

Identificar a dúvida que surge no atendimento (da equipe ou do usuário) e optar pela fonte mais adequada. Avaliar se a informação encontrada é confiável, atual e aplicável ao contexto da APS e do território. Transformar a evidência em conduta no cuidado, com orientação, definição de retorno e monitoramento, e registro no prontuário eletrônico quando houver decisão clínica, assegurando checagem de fonte e data para evitar a reprodução de desinformação.

Adotar uma postura crítica e responsável no uso de informações em saúde, evitando orientar ou fundamentar condutas com base em conteúdos não verificados. Manter compromisso com a atualização e com decisões apoiadas em evidências, reconhecendo limites e recorrendo a protocolos e diretrizes confiáveis sempre que necessário. Valorizar a comunicação compreensível e acessível, com foco na segurança do usuário e na continuidade do cuidado na APS.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

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Resultados

Habilidades práticas

  • Orientar as dúvidas do cuidado com base em fontes confiáveis, evitando orientar condutas a partir de conteúdos não verificados.
  • Fundamentar a conduta adotada na APS com referência adequada, registrando no prontuário eletrônico quando houver decisão clínica e garantindo coerência com protocolos e diretrizes institucionais.
  • Produzir orientação prática para o usuário e para a equipe, com definição de retorno/monitoramento, compatível com o contexto do território e com os recursos do serviço.
  • Reconhecer a dúvida no cotidiano do cuidado (da equipe ou do usuário): identificar se se trata de uma demanda de protocolo ou fluxo institucional, de uma dúvida clínica, de medicamento ou segurança, ou de organização do cuidado.
  • Priorizar fontes confiáveis na busca: começar por protocolos e diretrizes institucionais (municipais/estaduais/nacionais) e, quando necessário, avançar para revisões e sumários de evidências; consultar artigos científicos apenas para aprofundamento.
  • Qualificar a informação encontrada: conferir a instituição e autoria responsável, data de atualização e aplicabilidade ao contexto da APS e do território (recursos disponíveis, perfil da população e fluxo do serviço).
  • Sintetizar e aplicar a evidência no cuidado: produzir uma síntese breve com conduta e orientação, retorno e monitoramento, registrando no prontuário eletrônico quando houver decisão clínica e evitando a reprodução de conteúdos não verificados.

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Neste item, os eixos transversais são considerados nas seguintes abordagens

  • Teleatendimento: utilização de evidências e protocolos/diretrizes para orientar o cuidado remoto com maior segurança.
  • Continuidade: integrar orientações baseadas em protocolos e diretrizes à condução do caso e ao seguimento do cuidado no território.
  • Território e contexto de serviço: analisar a aplicabilidade das evidências conforme recursos disponíveis, perfil da população, fluxos institucionais e organização local do trabalho na APS.

Referências de apoio do eixo

Jimenez, G. et al. Digital health competencies for primary healthcare professionals: A scoping review. Journal of Medical Internet Research, v. 22, n. 11, p. e21815, 2020. Konttila, J. et al. Healthcare professionals' competence in digitalisation: A systematic review. Journal of Clinical Nursing, v. 28, n. 5-6, p. 745-761, 2019. Rezende, V. M.; Marin, H. de F. Educação em Informática em Saúde: competências para os profissionais da atenção primária à saúde. Journal of Health Informatics, v. 12, n. 4, 2020.

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4. REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

Desenvolvimento da competência neste eixo

Neste eixo, pretende-se que os participantes fortaleçam a produção de registros qualificados no prontuário eletrônico e em sistemas de informação em saúde, reconhecendo sua função na continuidade, coordenação e segurança do cuidado na APS. Para isso, serão trabalhadas com foco na identificação dos elementos essenciais do registro clínico, na documentação de atendimentos e interações não presenciais e na organização do seguimento do caso ao longo do tempo. Busca-se desenvolver registros consistentes, objetivos e úteis para a equipe, de modo a favorecer a recuperação das informações, a comunicação entre profissionais e o acompanhamento do cuidado no território.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE
BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

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Competência

Registrar atendimentos e contatos de forma completa, objetiva e rastreável no prontuário eletrônico e nos sistemas de informação em saúde, garantindo continuidade do cuidado.

Conhecimento

Habilidades

Atitudes

Compreender a finalidade do prontuário eletrônico como registro oficial do cuidado e instrumento de continuidade e coordenação na APS. Conhecer os campos mínimos necessários para um registro clínico qualificado (motivo/queixa, avaliação, conduta, orientação, plano, encaminhamentos e retorno). Entender os elementos essenciais do registro de contatos não presenciais (teleatendimento, ligações e mensagens) e sua relação com a continuidade do cuidado.

Produzir registros consistentes e úteis para a equipe, com completude e objetividade. Incorporar ao prontuário eletrônico as informações clínicas relevantes de contatos presenciais e não presenciais, quando houver decisão clínica. Organizar o registro de modo a permitir acompanhamento do caso ao longo do tempo.

Compromisso com registro qualificado, responsabilidade e consistência na documentação do cuidado. Atenção à continuidade do seguimento, evitando omissões e registros ambíguos. Postura ética e cuidadosa na descrição das informações, preservando a utilidade do registro para a equipe.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

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Resultados

Habilidades práticas

  • Produzir registros completos e consistentes, que permitam a qualquer profissional da equipe compreender o caso, a conduta adotada e o seguimento previsto.
  • Incorporar contatos não presenciais ao histórico do cuidado, garantindo que informações clínicas relevantes não permaneçam apenas em mensagens ou ligações.
  • Manter o seguimento do caso de modo que possa ser acompanhado no prontuário eletrônico, com encaminhamentos e responsabilidades explicitados, permitindo continuidade até a conclusão.
  • Registrar o mínimo essencial: motivo/queixa, avaliação, conduta, orientação, plano e retorno.
  • Documentar teleatendimento e contatos remotos: canal utilizado, informações relevantes para o cuidado, conduta/orientação e retorno definido.
  • Evitar omissões e duplicidades: usar linguagem objetiva e padronizar o registro para facilitar leitura e acompanhamento.
  • Registrar encaminhamentos e pendências: formalizar o que foi encaminhado e quem dará seguimento, de modo a permitir acompanhamento até a conclusão.

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Neste item, os eixos transversais são considerados nas seguintes abordagens

  • Teleatendimento: assegurar que teleatendimentos e outras interações não presenciais sejam documentados no prontuário eletrônico com informações essenciais, de modo a orientar decisões clínicas e o acompanhamento do caso.
  • Continuidade: manter o prontuário eletrônico como fio condutor do caso, permitindo acompanhar a evolução e sustentar a coordenação do cuidado no território.
  • Território e contexto de serviço: organizar o registro conforme fluxos institucionais, responsabilidades da equipe e formas de acompanhamento adotadas no serviço, favorecendo a continuidade do cuidado na realidade local.

Referências de apoio do eixo

Borycki, E. M. et al. Educating health professionals about the electronic health record (EHR): removing the barriers to adoption. Knowledge Management & E-Learning: An International Journal, v. 5, n. 4, p. 370-384, 2013. Gagnon, M. P. et al. Systematic review of factors influencing the adoption of information and communication technologies by healthcare professionals. Journal of Medical Systems, v. 36, n. 1, p. 241-277, 2012. Bender, J. D. et al. O uso de Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde na Atenção Primária à Saúde no Brasil, de 2014 a 2018. Ciência e Saúde Coletiva, v. 29, p. e19882022, 2024.

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5. BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

Desenvolvimento da competência neste eixo

Neste eixo, pretende-se que os participantes reconheçam fatores de sobrecarga digital no cotidiano da APS, reflitam sobre seus impactos na organização do trabalho e na qualidade do cuidado e construam estratégias viáveis para o uso mais sustentável de tecnologias e canais digitais no serviço. Para isso, serão trabalhados os tipos de demanda, as interrupções frequentes, o retrabalho e a ausência de priorização. Busca-se fortalecer práticas de organização e autocuidado digital, com definição de limites operacionais, combinados de comunicação e critérios de escalonamento compatíveis com a realidade da equipe.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE
BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

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Competência

Utilizar tecnologias e canais digitais no trabalho de forma sustentável, com limites e práticas que reduzam sobrecarga, preservando a qualidade do cuidado, a segurança e a organização do processo de trabalho na APS.

Conhecimento

Habilidades

Atitudes

Reconhecer como a sobrecarga digital se manifesta no cotidiano da APS (múltiplos canais, interrupções frequentes, urgência permanente, excesso de mensagens, demandas sem definição de prioridade e retrabalho) e seus efeitos sobre atenção, organização do trabalho e qualidade do cuidado. Conhecer práticas de organização e autocuidado digital no trabalho (definição de canal prioritário, janelas de resposta, gestão de notificações, padronização de mensagens e critérios de escalonamento) e a importância de combinados coletivos para reduzir improvisos e excesso de disponibilidade. Compreender que limites no uso de tecnologias não significam menor cuidado, mas condição para cuidado mais seguro, contínuo e sustentável.

Mapear situações do cotidiano que aumentam sobrecarga digital e retrabalho na equipe. Implementar estratégias simples de organização do uso de canais e mensagens, compatíveis com a realidade do serviço. Pactuar limites e combinados de comunicação na equipe, incluindo critérios de prioridade e escalonamento, de modo a preservar qualidade do cuidado e reduzir desgaste.

Responsabilidade com autocuidado e com cuidado seguro, reconhecendo limites individuais e coletivos no uso de tecnologias. Compromisso com organização do trabalho e comunicação respeitosa entre equipe e usuários. Postura colaborativa para negociar combinados, revisar rotinas e reduzir práticas que geram sobrecarga e retrabalho.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

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Resultados

Habilidades práticas

  • Identificar fatores que contribuem para sobrecarga digital no cotidiano do serviço e seus impactos na organização do trabalho e no cuidado.
  • Implementar estratégias de organização e autocuidado digital (ex.: canal prioritário, janelas de resposta, ajustes de notificações, mensagens padronizadas), reduzindo retrabalho.
  • Estabelecer combinados de comunicação na equipe, com critérios de prioridade e escalonamento, favorecendo uso mais sustentável das tecnologias no trabalho.
  • Mapear a rotina digital do trabalho: identificar canais utilizados, tipos de demandas recebidas e situações que geram interrupções frequentes e retrabalho.
  • Reconhecer gatilhos de sobrecarga digital: identificar fatores como excesso de canais, urgência constante, mensagens sem contexto, ausência de priorização e demandas sem fechamento.
  • Definir limites operacionais no uso de canais: estabelecer canal prioritário, janelas de resposta e critérios para diferenciar demandas urgentes de demandas de rotina, conforme organização local.
  • Pactuar combinados de comunicação e escalonamento: definir quando manter a comunicação por mensagem e quando passar para ligação, teleatendimento estruturado ou avaliação presencial.

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Neste item, os eixos transversais são considerados nas seguintes abordagens

  • Teleatendimento: fortalecer práticas de organização do cuidado remoto, favorecendo a sustentabilidade do trabalho e qualidade do cuidado na APS.
  • Continuidade: organizar fluxos de comunicação e acompanhamento de demandas de modo a reduzir perdas de seguimento e retrabalho no cuidado.
  • Território e contexto de serviço: pactuar estratégias compatíveis com os recursos disponíveis, organização da equipe, perfil da população e formas locais de acesso e comunicação na APS.

Referências de apoio do eixo

Greenhalgh, T. et al. Beyond Adoption: A New Framework for Theorizing and Evaluating Nonadoption, Abandonment, and Challenges to the Scale-Up, Spread, and Sustainability of Health and Care Technologies. Journal of Medical Internet Research, v. 19, n. 11, p. e8775, 2017. ‌Ross, J. et al. Factors that influence the implementation of e-health: a systematic review of systematic reviews (an update). Implementation Science, v. 11, n. 1, p. 146, 2016. NASCIMENTO, Israel Júnior Borges do et al. The global effect of digital health technologies on health workers’ competencies and health workplace: an umbrella review of systematic reviews and lexical-based and sentence-based meta-analysis. The Lancet Digital Health, v. 5, n. 8, p. e534–e544, 2023. DOI: 10.1016/S2589-7500(23)00092-4.

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6. TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

LETRAMENTO DIGITAL EM SAÚDE PARA O CUIDADO NA APS
TOMADA DE DECISÃO APOIADA POR DADOS E INDICADORES NA APS

Desenvolvimento da competência neste eixo

Neste eixo, pretende-se que os participantes desenvolvam o uso crítico e contextualizado de dados, informações e indicadores no cotidiano da APS, reconhecendo sua utilidade para o monitoramento e para a qualificação das decisões no cuidado e na organização do trabalho. Para isso, serão trabalhadas situações do serviço que envolvam leitura de tabelas, relatórios e painéis, identificação de fontes oficiais e institucionais e análise de indicadores relacionados ao cuidado e ao processo de trabalho. Busca-se fortalecer o monitoramento de situações prioritárias da APS, com interpretação contextualizada dos achados e uso das informações de forma aplicada à realidade da equipe e do território.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE
BEM-ESTAR DIGITAL NO TRABALHO
CORE CURRICULUM
BUSCA, AVALIAÇÃO E APLICAÇÃO DE EVIDÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIGITAIS
REGISTRO QUALIFICADO E USO DE SISTEMAS

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Competência

Utilizar dados, informações e indicadores do serviço de forma crítica, contextualizada e aplicada para apoiar decisões no cuidado e na organização do trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS).

Conhecimento

Habilidades

Atitudes

Compreender a diferença entre dado, informação e indicador, reconhecendo o papel de cada um no monitoramento e na tomada de decisão na APS.

Diferenciar dados, informações e indicadores ao analisar situações da APS. Ler e interpretar tabelas, relatórios e painéis, reconhecendo tendências, variações e limitações dos dados. Utilizar dados e indicadores para qualificar decisões da equipe, com definição de prioridades, acompanhamento e revisão de ações.

Postura crítica e responsável no uso de dados, informações e indicadores. Compromisso com o uso de informações para qualificar o cuidado e a organização do trabalho, e não apenas para cumprimento burocrático.

USO SEGURO E ÉTICO DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE

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Resultados

Habilidades práticas

  • Fortalecer o uso qualificado de dados e indicadores no cotidiano da APS, com compreensão de conceitos básicos de monitoramento.
  • Ampliar o uso de fontes oficiais e institucionais para análise de situações do serviço, com leitura crítica de dados e informações.
  • Qualificar decisões no cuidado e na organização do trabalho por meio do monitoramento de indicadores, considerando o contexto do território e da equipe.
  • Identificar fontes oficiais e institucionais para consulta e monitoramento de indicadores, dados e informações: localizar onde acessar informações, reconhecendo sua utilidade para a análise no contexto da APS.
  • Realizar o monitoramento do cuidado e da organização do trabalho por meio de indicadores.
  • Realizar leitura contextualizada de tabela/relatório: identificar achados relevantes, limites de interpretação e aspectos do território/serviço que precisam ser considerados.

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Neste item, os eixos transversais são considerados nas seguintes abordagens

  • Teleatendimento: utilizar dados e indicadores do serviço para acompanhar demandas, identificar padrões e qualificar a organização do cuidado remoto na APS.
  • Continuidade: acompanhar situações do cuidado e do processo de trabalho ao longo do tempo, favorecendo seguimento, revisão de ações e organização do cuidado pela equipe.
  • Território e contexto de serviço: interpretar indicadores considerando características da população, recursos disponíveis, organização local do serviço e vulnerabilidades do território.

Referências de apoio do eixo

Brasil. Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Brasil. Programa de Informatização da APS. 2024. Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). TIC Saúde 2024. São Paulo: CGI.br, 2024.

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REFERÊNCIAS

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COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br). TIC Saúde 2024. São Paulo: CGI.br, 2024. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 754, de 16 de maio de 2024. Normatiza o uso do prontuário eletrônico e plataformas digitais no âmbito da Enfermagem. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 564/2017. Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. GAGNON, M. P. et al. Systematic review of factors influencing the adoption of information and communication technologies by healthcare professionals. Journal of Medical Systems, v. 36, n. 1, p. 241-277, 2012. GIOVANELLA, L. et al. A contribuição da atenção primária à saúde na rede SUS de enfrentamento à Covid-19. Saúde em Debate, v. 44, p. 161-176, 2021. GREENHALGH, T. et al. Beyond Adoption: A New Framework for Theorizing and Evaluating Nonadoption, Abandonment, and Challenges to the Scale-Up, Spread, and Sustainability of Health and Care Technologies. Journal of Medical Internet Research, v. 19, n. 11, p. e8775, 2017.

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1. Letramento digital em saúde para o cuidado na APS:

desenvolver a capacidade de orientar usuários e equipe na busca, compreensão e uso crítico de informações e recursos digitais, considerando barreiras de acesso, linguagem e desinformação.

3. Busca, avaliação e aplicação de evidências e informações digitais:

qualificar a tomada de decisão clínica e organizacional por meio do uso crítico de fontes institucionais e científicas confiáveis, com checagem de atualidade e aplicabilidade ao território.

4. Registro qualificado e uso de sistemas:

aprimorar registros no prontuário eletrônico e em sistemas de informação, assegurando rastreabilidade, comunicação entre profissionais e continuidade do cuidado.

2. Uso seguro e ético da informação em saúde:

fortalecer condutas de privacidade, segurança da informação e ética no manejo de dados e no registro do cuidado em ambientes digitais e no prontuário eletrônico.

5. Bem-estar digital no trabalho:

reconhecer e manejar fatores de sobrecarga digital, implementando práticas de organização e combinados de comunicação que preservem a qualidade do cuidado e a sustentabilidade do trabalho.

6. Tomada de decisão apoiada por dados e indicadores na APS:

desenvolver o uso crítico e contextualizado de dados, relatórios e indicadores para monitoramento, priorização e qualificação de ações no cuidado e na organização do serviço.