Alexandre o´neill
O poeta que jogava com as paavras
infÂncia e juventude
Da burguesia lisboeta, Alexandre O'Neill nasceu na Avenida Fontes Pereira de Melo a 19 de dezembro de 1924. Viveu a infância com pai José António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões e mãe Maria da Glória Vahia de Barros de Castro. Em 1943, com 17 anos de idade, publicou os primeiros versos num jornal de Amarante, o "Flor do Tâmega".
a sua vida
A vida pessoal de O’Neill foi marcada por relações intensas e por uma certa instabilidade emocional, algo que também transparece na sua poesia amorosa. O amor foi um tema central na sua obra — mas não um amor idealizado: muitas vezes surge misturado com ironia, desencanto, desejo e conflito.
Proficional
Além de poeta, O’Neill trabalhou como:Publicitário (atividade que influenciou o seu gosto pelo jogo de palavras); Tradutor; Cronista em jornais e revistas. A publicidade contribuiu para o seu domínio da linguagem breve, expressiva e impactante.
Pessoal
envolvimento com o movimento surrealista
Em 1947, foi um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, introduzindo oficialmente o surrealismo em Portugal. No entanto, afastou-se pouco tempo depois, por divergências estéticas e pessoais. Apesar disso, o surrealismo marcou profundamente a sua escrita, sobretudo: Na associação inesperada de imagens; No humor provocador; Na liberdade criativa.
Prémios ganhos
Prémio Ricardo Malheiros em 1951 pelo livro "Tempo de Fantasmas"
Prémio Antero de Quental em 1956 pelo livro "No Reino da Dinamarca"
Prémio de poesia do Secretariado Nacional de Informação em 1960 pelo livro "Feira Cabisbaixa"
Grande prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores
obras
1951 – Tempo de Fantasmas: Publicado nos Cadernos de Poesia.1958 – No Reino da Dinamarca: Lisboa, Guimarães.
1960 – Abandono Vigiado: Lisboa, Guimarães.
1962 – Poemas com Endereço: Lisboa, Moraes.
1965 – Feira Cabisbaixa: Lisboa, Ulisseia.
Perfil literário
Temas
linguagem e estilo
-liberdade;-intensa sátira a Portugal e aos portugueses; -solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo ou à revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor
-busca constante da liberdade;
-denúncia da opressão políti-escrita corrente;
-linguagem coloquial familiar e popular;
-presença de elementos do surrealismo;
-prática quer de formas clássicas e populares, quer de formas modernas.
Há palavras que nos beijam
(O nome de quem se amaLetra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte.
Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor.
Estrotura externa
(O nome de quem se amaLetra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte.
Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor.
As funções sintáticas presentes são: Personificação , metáfora e a antítese, havendo também a utilização de parêntises para criar um tom mais íntimo e reflexivo, como um pensamento à parte.
Estrotura interna
(O nome de quem se amaLetra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte.
Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor.
O poema aborda o poder das palavras, especialmente as palavras de amor, mostrando como elas têm capacidade de:Tocar emocionalmente (“beijar”) Transformar estados de espírito Romper barreiras Criar intimidade
webgrafia https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_O%27Neillhttps://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/biografia-1924-1944/ https://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/biografia-1924-1944/
FIM
Alexandre o´neill
Maria Batista
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Alexandre o´neill
O poeta que jogava com as paavras
infÂncia e juventude
Da burguesia lisboeta, Alexandre O'Neill nasceu na Avenida Fontes Pereira de Melo a 19 de dezembro de 1924. Viveu a infância com pai José António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões e mãe Maria da Glória Vahia de Barros de Castro. Em 1943, com 17 anos de idade, publicou os primeiros versos num jornal de Amarante, o "Flor do Tâmega".
a sua vida
A vida pessoal de O’Neill foi marcada por relações intensas e por uma certa instabilidade emocional, algo que também transparece na sua poesia amorosa. O amor foi um tema central na sua obra — mas não um amor idealizado: muitas vezes surge misturado com ironia, desencanto, desejo e conflito.
Proficional
Além de poeta, O’Neill trabalhou como:Publicitário (atividade que influenciou o seu gosto pelo jogo de palavras); Tradutor; Cronista em jornais e revistas. A publicidade contribuiu para o seu domínio da linguagem breve, expressiva e impactante.
Pessoal
envolvimento com o movimento surrealista
Em 1947, foi um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, introduzindo oficialmente o surrealismo em Portugal. No entanto, afastou-se pouco tempo depois, por divergências estéticas e pessoais. Apesar disso, o surrealismo marcou profundamente a sua escrita, sobretudo: Na associação inesperada de imagens; No humor provocador; Na liberdade criativa.
Prémios ganhos
Prémio Ricardo Malheiros em 1951 pelo livro "Tempo de Fantasmas" Prémio Antero de Quental em 1956 pelo livro "No Reino da Dinamarca" Prémio de poesia do Secretariado Nacional de Informação em 1960 pelo livro "Feira Cabisbaixa" Grande prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores
obras
1951 – Tempo de Fantasmas: Publicado nos Cadernos de Poesia.1958 – No Reino da Dinamarca: Lisboa, Guimarães. 1960 – Abandono Vigiado: Lisboa, Guimarães. 1962 – Poemas com Endereço: Lisboa, Moraes. 1965 – Feira Cabisbaixa: Lisboa, Ulisseia.
Perfil literário
Temas
linguagem e estilo
-liberdade;-intensa sátira a Portugal e aos portugueses; -solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo ou à revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor
-busca constante da liberdade; -denúncia da opressão políti-escrita corrente; -linguagem coloquial familiar e popular; -presença de elementos do surrealismo; -prática quer de formas clássicas e populares, quer de formas modernas.
Há palavras que nos beijam
(O nome de quem se amaLetra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte.
Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor.
Estrotura externa
(O nome de quem se amaLetra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte.
Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor.
As funções sintáticas presentes são: Personificação , metáfora e a antítese, havendo também a utilização de parêntises para criar um tom mais íntimo e reflexivo, como um pensamento à parte.
Estrotura interna
(O nome de quem se amaLetra a letra revelado No mármore distraído No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é mais forte, Ao silêncio dos amantes Abraçados contra a morte.
Há palavras que nos beijamComo se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca. Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto; Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto. De repente coloridas Entre palavras sem cor, Esperadas inesperadas Como a poesia ou o amor.
O poema aborda o poder das palavras, especialmente as palavras de amor, mostrando como elas têm capacidade de:Tocar emocionalmente (“beijar”) Transformar estados de espírito Romper barreiras Criar intimidade
webgrafia https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_O%27Neillhttps://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/biografia-1924-1944/ https://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/biografia-1924-1944/
FIM