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Manuel Alegre

Selma Silva

Created on February 18, 2026

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Transcript

Manuel Alegre

Selma Silva, Nº17, 12ºB

ÍNDICE

OBRAS E PRÉMIOS PRINCIPAIS

OBRA E CARACTERÍSTICAS

BIOGRAFIA

POEMA

1º ESTROFE

2º ESTROFE

CONCLUSÃO DO POEMA

3º ESTROFE

ULTIMA ESTROFE

ESQUEMA RIMÁTICO E MÉTRICA

O TÍTULO DO POEMA

ESTRUTURA DO POEMA

ESTRUTURA EXTERNA DO POEMA

CONCLUSÃO

BIOGRAFIA

Nascimento: 12 de Maio de 1936, em Águeda, Portugal. 2. Licenciatura em Direito, faculdade de Coimbra 3. Exílio durante a ditadura de Salazar. 4. Foi deputado e candidato à presidência de Portugal. 5. A sua obra é marcada pela liberdade e resistência
O exílio marcou profundamente a sua poesia — uma escrita de liberdade, esperança e resistência.

OBRA E CARACTERÍSTICAS

+ info
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Sentimento e política
Liberdade como tema
Mistura sentimentos pessoais com a história e a realidade de Portugal

A luta pela liberdade e pela justiça percorre todas as suas obras

+ info
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Linguagem simples e forte
Pós 25 de Abril

Um dos poetas mais importantes da literatura portuguesa contemporânea

Palavras acessíveis, mas com mensagens poderosas e marcantes

Principais obras

Prémios principais

AS MÃOS

Tema do poema

Com mãos se faz a paz se faz a guerra. Com mãos tudo se faz e se desfaz. Com mãos se faz o poema - e são de terra. Com mãos se faz a guerra - e são a paz. Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra. Não são de pedras estas casas, mas de mãos. E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas. E cravam-se no tempo como farpas as mãos que vês nas coisas transformadas. Folhas que vão no vento: verdes harpas. De mãos é cada flor, cada cidade. Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade.

´´As Mãos ``

As mãos são o símbolo central do poema: representam a ação humana e a liberdade Neste poema, as mãos simbolizam as ações humanas, aquilo que cada pessoa faz no mundo. O poema mostra que tanto o bem como o mal dependem das nossas escolhas.
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1º estrofe

´´Com as mãos tudo se faz e se desfaz``

´´Com mãos se faz a paz se faz a guerra Com mãos tudo se faz e se desfaz. Com mãos se faz o poema — e são de terra. Com mãos se faz a guerra — e são a paz.``

“Tudo o que existe é feito pelas ações humanas, tanto para construir como para destruir.”

"São de terra" Quando diz que as mãos são de terra, lembra que somos humanos e mortais.

Opostos nas mesmas mãos As mãos podem criar ou destruir — Aqui o poeta mostra que as mãos podem criar coisas opostas: a paz e a guerra.

O poder da escolha O bem e o mal não são inevitáveis: dependem das decisões de cada pessoa.

2º estrofe

´´Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.Não são de pedras estas casas mas de mãos. E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas.``

Mais uma vez, aparece o ´´canto`` (arte, poesia) e as ´´armas`` (violência), mostrando a dupla capacidade humana.

Aqui o poeta fala sobre o trabalho humano

‘Rasgar o mar`` e ´´lavrar`` mostram o esforço das pessoas para sobreviver e mudar o mundo.

Quando diz que as casas não são feitas de pedras, mas de mãos, quer dizer que tudo existe graças ao trabalho humano.

As mãos estão ´´no fruto e na palavra``, ou seja, tanto na natureza como na comunicação.

3º estrofe

Esperança e beleza A imagem das "verdes harpas" traz uma nota de esperança e de harmonia no meio da luta.

´´E cravam-se no Tempo como farpasas mãos que vês nas coisas transformadas. Folhas que vão no vento: verdes harpas.``

Marcas no tempo ´´E cravam-se no tempo como farpas`` Aqui o poeta diz que as ações humanas ficam marcadas no tempo e porque aquilo que fazemos fica marcado na história

As ´´coisas transformadas`` mostram que o mundo muda com o trabalho humano, (feito pelas mãos)

"Folhas que vão no vento" Símboliza a vida em movimento, tudo muda, mas as marcas do que fizemos permanecem.

Ultíma estrofe

´´Nas tuas mãos começa a liberdade``

´´De mãos é cada flor cada cidade.Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade.``

Aqui o poeta diz que tudo o que existe — cidades, flores, o mundo — é feito pelas mãos das pessoas.

As ´´espadas`` representam a força humana, mas não só a violência, também a luta.
O verso final é a mensagem mais importante do poema. “Nas tuas mãos começa a liberdade``, significa que cada pessoa tem responsabilidade na construção de um mundo mais livre e a liberdade não é um presente que alguém nos dá começa em cada um de nós, nas nossas ações, nas nossas mãos.

Conclusão do poema

1.

As ações humanas mudam o mundo

2.

O bem e o mal dependem das escolhas

3.

A liberdade começa em cada pessoa
Manuel Alegre mostra que não podemos ficar à espera que os outros mudem o mundo. A paz, a justiça e a liberdade começam nas nossas próprias ´´mãos``, as ´´mãos`` simbolizam o poder e a responsabilidade de cada ser humano.

O titulo ´´as mãos``

2. Ao usar a palavra ´´mãos``, Manuel Alegre mostra que o ser humano tem poder para construir, criar, mas também para destruir. 3. O título resume a ideia principal do poema: tudo começa nas nossas próprias mãos. 4. Por isso, o título mostra logo a ideia principal do poema: o mundo é moldado pelas nossas ações. 5. Além disso, ao usar ´´as mãos``, o poeta aproxima o poema da realidade, porque todos nós temos mãos, e todos temos responsabilidade nas nossas escolhas.

Estrutura do poema

Com mãos se faz a paz se faz a guerra. Com mãos tudo se faz e se desfaz. Com mãos se faz o poema - e são de terra. Com mãos se faz a guerra - e são a paz. Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra. Não são de pedras estas casas, mas de mãos. E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas. E cravam-se no tempo como farpas as mãos que vês nas coisas transformadas. Folhas que vão no vento: verdes harpas. De mãos é cada flor, cada cidade. Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade.

__________RECURSOS EXPRESSIVOS___________
Anáfora- A anáfora confere ritmo e insistência, tornando o poema quase um cantiga...
Antítese- A antítese mostra que as mãos encerram em si toda a condição humana: criação e destruição.
Comparação
Aliteração- Repetição do mesmo som
Metáfora- “as mãos são de terra” → significa que o ser humano é mortal e simples. “espadas” → representa força, luta. “verdes harpas” → metáfora poética para as folhas no vento (imagem de beleza e harmonia)

Esquema Rimático

´Com mãos se faz a paz se faz a guerraCom mãos tudo se faz e se desfaz. Com mãos se faz o poema — e são de terra. Com mãos se faz a guerra — e são a paz.``

A B A B

Rima cruzada (ABAB)

A rima cruzada mantém se ao longo do poema...

Métrica: o decassilábico

Exemplos: "Com / mãos / se / faz / a / paz / se / faz / a / guer-ra"→ 10 sílabas métricas "Nas / tu-as / mãos / co-me-ça / a / li-ber-da-de"→ 10 sílabas métricas
Os versos são predominantemente decassilábicos, cerca de 10 sílabas métricas, embora não seja assim em todas as estrofes.

Estrutura externa

14 versos Soneto (estrutura clássica: 2 quadras + 2 tercetos) Métrica: Versos decassílabos (10 sílabas poéticas) Esquema rimático: ABAB Tipo de rima: Cruzada

Número de estrofes: 4 1ª estrofe: 4 versos (quadra) 2ª estrofe: 4 versos (quadra) 3ª estrofe: 3 versos (terceto) 4ª estrofe: 3 versos (terceto)

“A liberdade começa nas tuas mãos.”

- Manuel Alegre

Fim!

Bibliografia

https://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/adriano-maos.html
https://youtu.be/5CnbR0Fw65s
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Alegre

• Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, Manuel Alegre tornou-se ainda mais reconhecido como poeta. • A sua poesia passou a ser vista como muito importante na literatura portuguesa contemporânea. • Hoje é considerado um dos escritores mais importantes de Portugal.

Anáfora- ´´com mãos``

A expressão "Com mãos" repete-se no início de vários versos, criando um efeito de acumulação rítmica e realçar a centralidade das mãos em toda a ação humana. "Com mãos se faz a paz Com mãos tudo se faz Com mãos se faz o poema" → Reforça a ideia de que tudo começa nas mãos.

Antítese - O Bem e o Mal

As mãos surgem como símbolo contraditório: capazes de criar e destruir, de cantar e combater

  • paz
Construção, harmonia, reconciliação.
  • Guerra
Destruição, conflito, violência
  • canto
Arte, liberdade, expressão
  • Armas
Poder, pressão, luta

“cravam-se no Tempo” O “Tempo” aparece como algo quase físico, onde as mãos deixam marcas.

Personificação

O verbo "cravar" intensifica a ideia de permanência, não é uma marca passageira, mas uma impressão profunda e duradoura na história.
  • As metáforas e a personificação elevam as mãos a símbolo universal de liberdade e memória.

• A linguagem usada por Manuel Alegre é simples e fácil de compreender. • Ele usa palavras acessíveis, mas com significados muito fortes e profundos. • Isso faz com que os seus poemas sejam fáceis de ler, mas ao mesmo tempo muito marcantes. • Um exemplo disso é o poema As mãos, que usa palavras simples para transmitir uma mensagem muito importante.

“Essa experiência marcou muito a sua poesia, porque muitos dos seus poemas falam de saudade, esperança, liberdade e da vontade de mudar o país.” “Mais tarde, depois do 25 de Abril, ele regressou a Portugal e teve também uma carreira política, mas nunca deixou de escrever poesia.”

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Manuel Alegre nasceu a 12 de maio de 1936, na cidade de Águeda.Desde jovem mostrou interesse pela escrita e pelos problemas do país.”

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• Outra característica importante da sua obra é a mistura entre sentimentos pessoais e política. • Manuel Alegre fala de emoções como esperança, saudade e amor, mas também da realidade social e política de Portugal. • Ou seja, os seus poemas não falam apenas de sentimentos individuais, mas também da história e da vida do país.

“Ele estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde começou a envolver-se em movimentos contra a ditadura de Salazar, que nessa altura não permitia liberdade de expressão.” “Por causa das suas ideias políticas e da sua luta pela liberdade, Manuel Alegre foi obrigado a viver no exílio, ou seja, teve de sair de Portugal e viver noutros países.”

• Uma das principais características da poesia de Manuel Alegre é o tema da liberdade. • Muitos dos seus poemas foram escritos numa altura em que Portugal vivia numa ditadura, onde não havia liberdade de expressão. • Por isso, ele usa a poesia como forma de defender a liberdade, a justiça e os direitos das pessoas.