COMETA HALLEY
No século 18, o britânico Edmund Halley identificou que os cometas observados em 1531, 1607 e 1682 eram, na verdade, o mesmo corpo celeste em órbita periódica. Antes disso, acreditava-se que cometas faziam apenas uma passagem pelo Sistema Solar.
VIAGEM COMETÁRIA
Em 1986, a sonda “Giotto”, lançada pela Agência Espacial Europeia, sobrevoou a 596 km do cometa Halley e fotografou pela primeira vez seu núcleo.
clique
2,85m
Após oito meses de viagem, a Giotto encontrou o Halley. Seus instrumentos sofreram impactos de pequenos fragmentos emitidos pelo cometa, mas continuaram funcionando e transmitindo dados
à Terra.
960kg
O NÚCLEO
As imagens da Giotto revelaram um núcleo em forma de batata, e os dados indicaram formação junto com o próprio Sistema Solar, há mais de 4 bilhões de anos.
15Km
superfície irregular e tão escura quanto o carvão
8Km
Composição de água congelada, monóxido de carbono, nitrogênio e poeira (minerais e matéria orgânica). Por isso, os cometas são chamados de 'bolas de gelo sujas' que vagam pelo espaço.
Para efeitos de comparação, a maior dimensão do Halley é equivalente à extensão da orla entre a Guarda do Embaú e Garopaba, em Santa Catarina.
A TRAJETÓRIA
O Halley leva, em média, 76 anos para orbitar o Sol em uma trajetória elíptica que se estende além de Netuno, alcançando pouco mais de 5 bilhões de km.
Terra: última passagem em 1986
Marte
Júpiter
1987
1988
Saturno
1994
Urano
2006
Netuno
2023
Em fevereiro de 2026, o Halley já está no caminho de retorno para as proximidades da Terra e do Sol.
Velocidades
54km/s
0,9km/s
Ponto mais próximo do Sol (periélio)
Ponto mais distante do Sol (afélio)
O Cometa aumenta a velocidade nas proximidades do Sol, e perde ao se afastar. Por isso, passa mais rapidamente pelas proximidades da Terra e fica décadas nas regiões distantes do Sistema Solar.
CABELEIRA E CAUDA
Assim como outros cometas, o Halley desenvolve uma cabeleira e uma cauda ao se aproximar do Sol.
trajetória orbital
Nuvem difusa
Ao se aproximar
do Sol, os materiais congelados se aquecem, passam do estado sólido para o gasoso e
são ejetados do núcleo, formando
a ‘cabeleira’.
núcleo
Vento solar
O Sol emite constantemente partículas para
o espaço.
Cauda
O vento solar empurra parte do material da nuvem difusa, resultando na 'cauda', cuja posição sempre aponta para longe do Sol.
clique
TAMANHO DA CAUDA
As caudas dos cometas podem atingir dezenas de milhões de km, comparáveis às distâncias entre Mercúrio e o Sol.
60 milhões km
Terra
Mercúrio
150 milhões km
Em 2061, o cometa Halley voltará a ter uma passagem próxima à Terra, e será visto com seu maior brilho no período entre julho e agosto.
Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br
Apoio: Marcelo Girardi Schappo, Doutor em Física, coordenador do projeto Astro&Física (IFSC São José), e autor de livros de divulgação científica sobre Ciência e Astronomia.
Homenagem
A sonda espacial recebeu o nome “Giotto” em homenagem ao pintor italiano Giotto di Bondone, que retratou o cometa Halley como a Estrela de Belém em uma pintura de 1301.
vento solar
Imagem da Giotto mostrando o núcleo do Halley ativo: isto é, em pleno processo de emissão de gases e partículas por consequência do aquecimento solar.
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COMETA HALLEY
No século 18, o britânico Edmund Halley identificou que os cometas observados em 1531, 1607 e 1682 eram, na verdade, o mesmo corpo celeste em órbita periódica. Antes disso, acreditava-se que cometas faziam apenas uma passagem pelo Sistema Solar.
VIAGEM COMETÁRIA
Em 1986, a sonda “Giotto”, lançada pela Agência Espacial Europeia, sobrevoou a 596 km do cometa Halley e fotografou pela primeira vez seu núcleo.
clique
2,85m
Após oito meses de viagem, a Giotto encontrou o Halley. Seus instrumentos sofreram impactos de pequenos fragmentos emitidos pelo cometa, mas continuaram funcionando e transmitindo dados à Terra.
960kg
O NÚCLEO
As imagens da Giotto revelaram um núcleo em forma de batata, e os dados indicaram formação junto com o próprio Sistema Solar, há mais de 4 bilhões de anos.
15Km
superfície irregular e tão escura quanto o carvão
8Km
Composição de água congelada, monóxido de carbono, nitrogênio e poeira (minerais e matéria orgânica). Por isso, os cometas são chamados de 'bolas de gelo sujas' que vagam pelo espaço.
Para efeitos de comparação, a maior dimensão do Halley é equivalente à extensão da orla entre a Guarda do Embaú e Garopaba, em Santa Catarina.
A TRAJETÓRIA
O Halley leva, em média, 76 anos para orbitar o Sol em uma trajetória elíptica que se estende além de Netuno, alcançando pouco mais de 5 bilhões de km.
Terra: última passagem em 1986
Marte
Júpiter
1987
1988
Saturno
1994
Urano
2006
Netuno
2023
Em fevereiro de 2026, o Halley já está no caminho de retorno para as proximidades da Terra e do Sol.
Velocidades
54km/s
0,9km/s
Ponto mais próximo do Sol (periélio)
Ponto mais distante do Sol (afélio)
O Cometa aumenta a velocidade nas proximidades do Sol, e perde ao se afastar. Por isso, passa mais rapidamente pelas proximidades da Terra e fica décadas nas regiões distantes do Sistema Solar.
CABELEIRA E CAUDA
Assim como outros cometas, o Halley desenvolve uma cabeleira e uma cauda ao se aproximar do Sol.
trajetória orbital
Nuvem difusa
Ao se aproximar do Sol, os materiais congelados se aquecem, passam do estado sólido para o gasoso e são ejetados do núcleo, formando a ‘cabeleira’.
núcleo
Vento solar
O Sol emite constantemente partículas para o espaço.
Cauda
O vento solar empurra parte do material da nuvem difusa, resultando na 'cauda', cuja posição sempre aponta para longe do Sol.
clique
TAMANHO DA CAUDA
As caudas dos cometas podem atingir dezenas de milhões de km, comparáveis às distâncias entre Mercúrio e o Sol.
60 milhões km
Terra
Mercúrio
150 milhões km
Em 2061, o cometa Halley voltará a ter uma passagem próxima à Terra, e será visto com seu maior brilho no período entre julho e agosto.
Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br
Apoio: Marcelo Girardi Schappo, Doutor em Física, coordenador do projeto Astro&Física (IFSC São José), e autor de livros de divulgação científica sobre Ciência e Astronomia.
Homenagem
A sonda espacial recebeu o nome “Giotto” em homenagem ao pintor italiano Giotto di Bondone, que retratou o cometa Halley como a Estrela de Belém em uma pintura de 1301.
vento solar
Imagem da Giotto mostrando o núcleo do Halley ativo: isto é, em pleno processo de emissão de gases e partículas por consequência do aquecimento solar.