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Created on February 12, 2026

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COMETA HALLEY

No século 18, o britânico Edmund Halley identificou que os cometas observados em 1531, 1607 e 1682 eram, na verdade, o mesmo corpo celeste em órbita periódica. Antes disso, acreditava-se que cometas faziam apenas uma passagem pelo Sistema Solar.

VIAGEM COMETÁRIA

Em 1986, a sonda “Giotto”, lançada pela Agência Espacial Europeia, sobrevoou a 596 km do cometa Halley e fotografou pela primeira vez seu núcleo.

clique

2,85m

Após oito meses de viagem, a Giotto encontrou o Halley. Seus instrumentos sofreram impactos de pequenos fragmentos emitidos pelo cometa, mas continuaram funcionando e transmitindo dados à Terra.

960kg

O NÚCLEO

As imagens da Giotto revelaram um núcleo em forma de batata, e os dados indicaram formação junto com o próprio Sistema Solar, há mais de 4 bilhões de anos.

15Km

superfície irregular e tão escura quanto o carvão

8Km

Composição de água congelada, monóxido de carbono, nitrogênio e poeira (minerais e matéria orgânica). Por isso, os cometas são chamados de 'bolas de gelo sujas' que vagam pelo espaço.

Para efeitos de comparação, a maior dimensão do Halley é equivalente à extensão da orla entre a Guarda do Embaú e Garopaba, em Santa Catarina.

A TRAJETÓRIA

O Halley leva, em média, 76 anos para orbitar o Sol em uma trajetória elíptica que se estende além de Netuno, alcançando pouco mais de 5 bilhões de km.

Terra: última passagem em 1986

Marte

Júpiter

1987

1988

Saturno

1994

Urano

2006

Netuno

2023

Em fevereiro de 2026, o Halley já está no caminho de retorno para as proximidades da Terra e do Sol.

Velocidades

54km/s

0,9km/s

Ponto mais próximo do Sol (periélio)

Ponto mais distante do Sol (afélio)

O Cometa aumenta a velocidade nas proximidades do Sol, e perde ao se afastar. Por isso, passa mais rapidamente pelas proximidades da Terra e fica décadas nas regiões distantes do Sistema Solar.

CABELEIRA E CAUDA

Assim como outros cometas, o Halley desenvolve uma cabeleira e uma cauda ao se aproximar do Sol.

trajetória orbital

Nuvem difusa

Ao se aproximar do Sol, os materiais congelados se aquecem, passam do estado sólido para o gasoso e são ejetados do núcleo, formando a ‘cabeleira’.

núcleo

Vento solar

O Sol emite constantemente partículas para o espaço.

Cauda

O vento solar empurra parte do material da nuvem difusa, resultando na 'cauda', cuja posição sempre aponta para longe do Sol.

clique

TAMANHO DA CAUDA

As caudas dos cometas podem atingir dezenas de milhões de km, comparáveis às distâncias entre Mercúrio e o Sol.

60 milhões km

Terra

Mercúrio

150 milhões km

Em 2061, o cometa Halley voltará a ter uma passagem próxima à Terra, e será visto com seu maior brilho no período entre julho e agosto.

Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br

Apoio: Marcelo Girardi Schappo, Doutor em Física, coordenador do projeto Astro&Física (IFSC São José), e autor de livros de divulgação científica sobre Ciência e Astronomia.

Homenagem

A sonda espacial recebeu o nome “Giotto” em homenagem ao pintor italiano Giotto di Bondone, que retratou o cometa Halley como a Estrela de Belém em uma pintura de 1301.

vento solar

Imagem da Giotto mostrando o núcleo do Halley ativo: isto é, em pleno processo de emissão de gases e partículas por consequência do aquecimento solar.