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11º ano - Capacidades Físicas

Carla Mourão

Created on November 4, 2025

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Transcript

Capacidades Físicas

Condicionais e Coordenativas

Capacidades físicas

As diferentes capacidades físicas (ou capacidades motoras) permitem que realizes os movimentos fundamentais do teu dia a dia e os movimentos mais complexos inerentes às diferentes atividades físicas. Habitualmente, as capacidades físicas são apresentadas como condicionais e coordenativas. Contudo, não se expressam de forma isolada, mas sim em combinações complexas, podendo existir uma solicitação preferencial de ordem condicional ou coordenativa.

Capacidades físicas

As capacidades condicionais dependem, em grande medida, dos processos energéticos. São elas, por exemplo, a força, a resistência e a velocidade. A flexibilidade, apesar de ser uma capacidade condicional, é essencialmente determinada pelo sistema de comando neuromotor e pelas estruturas musculares e articulares.

Capacidades Condicionais

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Velocidade

Resistência

Flexibilidade

Força

Capacidades condicionais

As capacidades condicionais associam-se aos processos de obtenção e transformação de energia. Mais especificamente, são capacidades condicionadas pela energia disponível nos músculos, sistemas orgânicos e mecanismos que regulam a sua distribuição.Organizam-se, normalmente, em quatro categorias: força, velocidade, resistência e flexibilidade.

Capacidades condicionais

Força

01

Diferentes Formas de Manifestação

01

Força

F = m x a (É o produto da massa pela sua aceleração)

Capacidade do aparelho neuromuscular em superar uma resistência pelo movimento, com base na contração muscular. A força pode manifestar-se através de variantes estáticas (isométricas) ou dinâmicas (isotónicas). Teoricamente, têm sido identificadas três formas de força: máxima, rápida e resistente.

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DIFERENTES FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DA FORÇA

  1. Força Máxima
    1. Força Máxima Absoluta
    2. Força Máxima Relativa
  2. Força Rápida
  3. Força Resistente

FORÇA MÁXIMA

FORÇA MÁXIMA

Corresponde à tensão muscular máxima que o sistema neuromuscular pode desenvolver, em contração voluntária, para superar uma determinada resistência.

Forma Máxima Absoluta

Os limiares de mobilização de força muscular, podem ser diferenciados sobre motivações diferentes no treino ou sob condições mais motivadoras de treino.

Desta forma, um praticante altamente treinado e motivado pode e deverá desenvolver níveis de força muito mais superiores em relação a um indivíduo forte não treinado com níveis idênticos de massa muscular.

Forma Máxima Absoluta

A força máxima absoluta é então o valor de força mais elevado que um atleta pode produzir, independentemente do seu peso corporal e do tempo desenvolvimento da força.

Forma Máxima Relativa

A força máxima relativa, por sua vez, é a máxima quantidade de peso que uma pessoa consegue levantar relativamente ao seu peso.

Forma Máxima Relativa

Elevados níveis de força relativa são importantes em desportos cujos atletas têm que movimentar todo o seu peso corporal, ou a divisão por classes de peso como é o caso do remo.

FORÇA RÁPIDA

FORÇA RÁPIDA

Traduz-se na capacidade do sistema neuromuscular vencer resistências submáximas, através do recrutamento de elevadas quantidades de força por unidade de tempo.

FORÇA RÁPIDA

Quando a resistência a vencer é muito pequena (inferior a 25% da Fmax) o movimento a realizar pode considerar-se de natureza balística.

FORÇA RESISTENTE

FORÇA RESISTENTE

Representa a capacidade do sistema neuromuscular realizar contrações musculares durante esforços de longa duração.

FORÇA

Força máxima:

Força rápida:

Força resistente:

resistência a cargas superiores a 30% de 1RM. Treinar este tipo de força significa realizar múltiplas repetições, geralmente mais de 25, excedendo em 30% a sua própria 1RM.

representa a capacidade de vencer a resistência tão depressa quanto possível. A força rápida "colabora" sempre com a força máxima, como no caso dos velocistas.

representa a força mais elevada que os seus músculos conseguem desenvolver. Trata-se, essencialmente, da carga máxima para uma repetição (1RM) em cada exercício.

FORÇA

A idade de ocorrência do pico de velocidade de crescimento (taxa máxima de crescimento) para a massa corporal constitui um indicador importante para o início do treino de força com pesos livres.

VELOCIDADE

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Diferentes Formas de Manifestação

VELOCIDADE

03

A velocidade, a par da flexibilidade, apoia-se principalmente em processos de comando do sistema nervoso central, dependendo apenas parcialmente dos mecanismos energéticos.

Define-se velocidade, em sentido lato, como a capacidade de realizar ações no menor intervalo de tempo possível.

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Diferentes formas de manifestação da Velocidade

Velocidade de Reação Velocidade de Execução Capacidade (Velocidade) de Aceleração Velocidade Máxima Velocidade Resistente

Velocidade de Reação

Pode ser definida como a capacidade de reagir a um estímulo no menor espaço de tempo.

Velocidade de Execução

Define-se pela capacidade de executar uma ação motora, ou gesto técnico isolado (exemplo: lançamento), com velocidade de contração maximal de um músculo ou grupo muscular.

Capacidade (velocidade) de Aceleração

Capacidade de acelerar rapidamente a partir da posição de repouso (parado) e alongar o período de aceleração.

Velocidade Máxima

Capacidade do sistema neuro-muscular vencer o maior espaço possível, através de um esforço máximo e por uma frequência de movimentos correspondentes.

Velocidade Resistente

Representa a combinação de duas qualidades: a velocidade e a resistência.

Traduz-se na capacidade de resistir à fadiga em esforços de intensidade máxima ou submáxima.

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RESISTÊNCIA É a capacidade do organismo resistir à fadiga numa atividade motora prolongada.

(Bompa, 1990)

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RESISTÊNCIA

Considerando a produção de energia, é possível distinguir resistência aeróbia e anaeróbia.

RESISTÊNCIA

AERÓBIA

ANAERÓBIA

Capacidade de suportar esforços intensos de grande duração sem que haja o acumulação exagerado de ácido láctico, uma vez que faz apelo à utilização de oxigénio e dos nutrientes mais complexos para continuar o desempenho durante a atividade.

A resistência anaeróbica é a competência de poder realizar determinada atividade com alta intensidade em um período curto de tempo, como por exemplo, capoeira, ginástica artística, saltos, lutas.

Durante o Exercício Físico

O esforço produzido, em geral, não provoca a mobilização exclusiva da via energética aeróbia ou anaeróbia, mas sim uma solicitação mista cujas proporções variam de acordo com a natureza, a duração e a intensidade do exercício.

Durante o Exercício Físico

Consequentemente, as diferentes formas de resistência geral subdividem-se em resistência de curta (RCD), média (RMD) e de longa duração (RLD). As definições complexificam-se pela necessária consideração da relação recíproca entre a resistência, a força e a velocidade. Destas resultam, por exemplo, a resistência de velocidade (RV).

FLEXIBILIDADE

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Diferentes Formas de Manifestação

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Define-se pela capacidade de realizar movimentos de grande amplitude angular em torno de uma articulação, por intermédio de uma contração muscular voluntária ou por ação de forças externas.

FLEXIBILIDADE

GERAL – Amplitude normal das articulações dos principais sistemas articulares (exemplo: escapulo-umeral, coxo-femural e coluna vertebral). ESPECÍFICA – Associada ao movimento de uma determinada articulação. Esta pode ainda ser específica de uma dada modalidade.

A Flexibilidade poderá ainda expressar-se de outras formas, em função de dois critérios fundamentais:

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1) Origem das forças que causam o movimento dos segmentos corporais; 2) Estado de movimento dos segmentos.

1. Origem das forças que causam o movimento dos segmentos corporais:

FLEXIBILIDADE

ATIVA – Ocorre quando o próprio indivíduo é responsável pela ação muscular (forças internas). PASSIVA – A amplitude máxima a nível de uma articulação é conseguida através do movimento assistido por um colega.

2. Estado de movimento dos segmentos:

FLEXIBILIDADE

ESTÁTICA – Quando se mantém uma posição,durante um determinado períodode tempo (exemplo: espargata). DINÂMICA – Quando, durante a realização de um movimento normal ou rápido (exemplo: defesa baixa do guarda-redes de andebol) se varia a posição da articulação.

Os períodos sensíveis para o desenvolvimento das capacidades condicionais, refletem o espaço de tempo durante o qual o indivíduo está particularmente predisposto a concretizar uma aprendizagem ou suscetível à estimulação de um determinado fator.

Capacidades Coordenativas

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01

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Diferenciação Cinestésita

Ritmo

Reação

Orientação Espacial

Equilíbrio

Diferenciação Cinestésica

Capacidade que permite receber e assimilar, de forma precisa e diferenciada, informações dos músculos, tendões e ligamentos. Manifesta-se, por exemplo, na realização do passe, em diferentes jogos desportivos coletivos.

Reação

Define-se pela capacidade de reagir oportuna e rapidamente a estímulos, que podem ser simples (tempo que decorre entre a ocorrência do estímulo e o início da realização do movimento) ou complexos (optar pela ação mais adequada em função do contexto).

Ritmo

Traduz-se na capacidade de executar sequências de ações corporais, mediante uma cadência externa imposta (exemplo: sonora) ou cadência de execução, própria, de uma determinada habilidade motora

Orientação Espacial

Capacidade que permite enquadrar e adequar a posição corporal em função da perceção espacial (exemplo: perceção de trajetórias ou distâncias) e temporal (exemplo: alterações de direção e ritmo).

Equilíbrio

A capacidade de equilíbrio pode manifestar-se sob forma de equilíbrio estático (exemplo: posição de apoio unipedal) ou dinâmico (exemplo: finta).

As capacidades coordenativas apresentam fases sensíveis mais precoces que as identificadas para as capacidades condicionais. São capacidades que beneficiam da maturação mais rápida do sistema nervoso central.

aeolivais.edu.ptCarla Mourão

Adaptado de: "Fairplay" - Educação Fisica 10.º, 11.º e 12.º Anos. João Valente-dos-Santos, Jorge Faria, Rui Pinho. Texto Editora