Capacidades Físicas
Condicionais e Coordenativas
Capacidades físicas
As diferentes capacidades físicas (ou capacidades motoras) permitem que realizes os movimentos fundamentais do teu dia a dia e os movimentos mais complexos inerentes às diferentes atividades físicas. Habitualmente, as capacidades físicas são apresentadas como condicionais e coordenativas. Contudo, não se expressam de forma isolada, mas sim em combinações complexas, podendo existir uma solicitação preferencial de ordem condicional ou coordenativa.
Capacidades físicas
As capacidades condicionais dependem, em grande medida, dos processos energéticos. São elas, por exemplo, a força, a resistência e a velocidade. A flexibilidade, apesar de ser uma capacidade condicional, é essencialmente determinada pelo sistema de comando neuromotor e pelas estruturas musculares e articulares.
Capacidades Condicionais
04
02
03
01
Velocidade
Resistência
Flexibilidade
Força
Capacidades condicionais
As capacidades condicionais associam-se aos processos de obtenção e transformação de energia. Mais especificamente, são capacidades condicionadas pela energia disponível nos músculos, sistemas orgânicos e mecanismos que regulam a sua distribuição.Organizam-se, normalmente, em quatro categorias: força, velocidade, resistência e flexibilidade.
Capacidades condicionais
Força
01
Diferentes Formas de Manifestação
01
Força
F = m x a (É o produto da massa pela sua aceleração)
Capacidade do aparelho neuromuscular em superar uma resistência pelo movimento, com base na contração muscular. A força pode manifestar-se através de variantes estáticas (isométricas) ou dinâmicas (isotónicas). Teoricamente, têm sido identificadas três formas de força: máxima, rápida e resistente.
01
DIFERENTES FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DA FORÇA
- Força Máxima
- Força Máxima Absoluta
- Força Máxima Relativa
- Força Rápida
- Força Resistente
FORÇA MÁXIMA
FORÇA MÁXIMA
Corresponde à tensão muscular máxima que o sistema neuromuscular pode desenvolver, em contração voluntária, para superar uma determinada resistência.
Forma Máxima Absoluta
Os limiares de mobilização de força muscular, podem ser diferenciados sobre motivações diferentes no treino ou sob condições mais motivadoras de treino.
Desta forma, um praticante altamente treinado e motivado pode e deverá desenvolver níveis de força muito mais superiores em relação a um indivíduo forte não treinado com níveis idênticos de massa muscular.
Forma Máxima Absoluta
A força máxima absoluta é então o valor de força mais elevado que um atleta pode produzir, independentemente do seu peso corporal e do tempo desenvolvimento da força.
Forma Máxima Relativa
A força máxima relativa, por sua vez, é a máxima quantidade de peso que uma pessoa consegue levantar relativamente ao seu peso.
Forma Máxima Relativa
Elevados níveis de força relativa são importantes em desportos cujos atletas têm que movimentar todo o seu peso corporal, ou a divisão por classes de peso como é o caso do remo.
FORÇA RÁPIDA
FORÇA RÁPIDA
Traduz-se na capacidade do sistema neuromuscular vencer resistências submáximas, através do recrutamento de elevadas quantidades de força por unidade de tempo.
FORÇA RÁPIDA
Quando a resistência a vencer é muito pequena (inferior a 25% da Fmax) o movimento a realizar pode considerar-se de natureza balística.
FORÇA RESISTENTE
FORÇA RESISTENTE
Representa a capacidade do sistema neuromuscular realizar contrações musculares durante esforços de longa duração.
FORÇA
Força máxima:
Força rápida:
Força resistente:
resistência a cargas superiores a 30% de 1RM. Treinar este tipo de força significa realizar múltiplas repetições, geralmente mais de 25, excedendo em 30% a sua própria 1RM.
representa a capacidade de vencer a resistência tão depressa quanto possível. A força rápida "colabora" sempre com a força máxima, como no caso dos velocistas.
representa a força mais elevada que os seus músculos conseguem desenvolver. Trata-se, essencialmente, da carga máxima para uma repetição (1RM) em cada exercício.
FORÇA
A idade de ocorrência do pico de velocidade de crescimento (taxa máxima de crescimento) para a massa corporal constitui um indicador importante para o início do treino de força com pesos livres.
VELOCIDADE
03
Diferentes Formas de Manifestação
VELOCIDADE
03
A velocidade, a par da flexibilidade, apoia-se principalmente em processos de comando do sistema nervoso central, dependendo apenas parcialmente dos mecanismos energéticos.
Define-se velocidade, em sentido lato, como a capacidade de realizar ações no menor intervalo de tempo possível.
03
Diferentes formas de manifestação da Velocidade
Velocidade de Reação Velocidade de Execução Capacidade (Velocidade) de Aceleração Velocidade Máxima Velocidade Resistente
Velocidade de Reação
Pode ser definida como a capacidade de reagir a um estímulo no menor espaço de tempo.
Velocidade de Execução
Define-se pela capacidade de executar uma ação motora, ou gesto técnico isolado (exemplo: lançamento), com velocidade de contração maximal de um músculo ou grupo muscular.
Capacidade (velocidade) de Aceleração
Capacidade de acelerar rapidamente a partir da posição de repouso (parado) e alongar o período de aceleração.
Velocidade Máxima
Capacidade do sistema neuro-muscular vencer o maior espaço possível, através de um esforço máximo e por uma frequência de movimentos correspondentes.
Velocidade Resistente
Representa a combinação de duas qualidades: a velocidade e a resistência.
Traduz-se na capacidade de resistir à fadiga em esforços de intensidade máxima ou submáxima.
04
RESISTÊNCIA É a capacidade do organismo resistir à fadiga numa atividade motora prolongada.
(Bompa, 1990)
04
RESISTÊNCIA
Considerando a produção de energia, é possível distinguir resistência aeróbia e anaeróbia.
RESISTÊNCIA
AERÓBIA
ANAERÓBIA
Capacidade de suportar esforços intensos de grande duração sem que haja o acumulação exagerado de ácido láctico, uma vez que faz apelo à utilização de oxigénio e dos nutrientes mais complexos para continuar o desempenho durante a atividade.
A resistência anaeróbica é a competência de poder realizar determinada atividade com alta intensidade em um período curto de tempo, como por exemplo, capoeira, ginástica artística, saltos, lutas.
Durante o Exercício Físico
O esforço produzido, em geral, não provoca a mobilização exclusiva da via energética aeróbia ou anaeróbia, mas sim uma solicitação mista cujas proporções variam de acordo com a natureza, a duração e a intensidade do exercício.
Durante o Exercício Físico
Consequentemente, as diferentes formas de resistência geral subdividem-se em resistência de curta (RCD), média (RMD) e de longa duração (RLD). As definições complexificam-se pela necessária consideração da relação recíproca entre a resistência, a força e a velocidade. Destas resultam, por exemplo, a resistência de velocidade (RV).
FLEXIBILIDADE
02
Diferentes Formas de Manifestação
02
Define-se pela capacidade de realizar movimentos de grande amplitude angular em torno de uma articulação, por intermédio de uma contração muscular voluntária ou por ação de forças externas.
FLEXIBILIDADE
GERAL – Amplitude normal das articulações dos principais sistemas articulares (exemplo: escapulo-umeral, coxo-femural e coluna vertebral). ESPECÍFICA – Associada ao movimento de uma determinada articulação. Esta pode ainda ser específica de uma dada modalidade.
A Flexibilidade poderá ainda expressar-se de outras formas, em função de dois critérios fundamentais:
02
1) Origem das forças que causam o movimento dos segmentos corporais; 2) Estado de movimento dos segmentos.
1. Origem das forças que causam o movimento dos segmentos corporais:
FLEXIBILIDADE
ATIVA – Ocorre quando o próprio indivíduo é responsável pela ação muscular (forças internas). PASSIVA – A amplitude máxima a nível de uma articulação é conseguida através do movimento assistido por um colega.
2. Estado de movimento dos segmentos:
FLEXIBILIDADE
ESTÁTICA – Quando se mantém uma posição,durante um determinado períodode tempo (exemplo: espargata). DINÂMICA – Quando, durante a realização de um movimento normal ou rápido (exemplo: defesa baixa do guarda-redes de andebol) se varia a posição da articulação.
Os períodos sensíveis para o desenvolvimento das capacidades condicionais, refletem o espaço de tempo durante o qual o indivíduo está particularmente predisposto a concretizar uma aprendizagem ou suscetível à estimulação de um determinado fator.
Capacidades Coordenativas
04
02
03
01
05
Diferenciação Cinestésita
Ritmo
Reação
Orientação Espacial
Equilíbrio
Diferenciação Cinestésica
Capacidade que permite receber e assimilar, de forma precisa e diferenciada, informações dos músculos, tendões e ligamentos. Manifesta-se, por exemplo, na realização do passe, em diferentes jogos desportivos coletivos.
Reação
Define-se pela capacidade de reagir oportuna e rapidamente a estímulos, que podem ser simples (tempo que decorre entre a ocorrência do estímulo e o início da realização do movimento) ou complexos (optar pela ação mais adequada em função do contexto).
Ritmo
Traduz-se na capacidade de executar sequências de ações corporais, mediante uma cadência externa imposta (exemplo: sonora) ou cadência de execução, própria, de uma determinada habilidade motora
Orientação Espacial
Capacidade que permite enquadrar e adequar a posição corporal em função da perceção espacial (exemplo: perceção de trajetórias ou distâncias) e temporal (exemplo: alterações de direção e ritmo).
Equilíbrio
A capacidade de equilíbrio pode manifestar-se sob forma de equilíbrio estático (exemplo: posição de apoio unipedal) ou dinâmico (exemplo: finta).
As capacidades coordenativas apresentam fases sensíveis mais precoces que as identificadas para as capacidades condicionais. São capacidades que beneficiam da maturação mais rápida do sistema nervoso central.
aeolivais.edu.ptCarla Mourão
Adaptado de: "Fairplay" - Educação Fisica 10.º, 11.º e 12.º Anos. João Valente-dos-Santos, Jorge Faria, Rui Pinho. Texto Editora
11º ano - Capacidades Físicas
Carla Mourão
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Capacidades Físicas
Condicionais e Coordenativas
Capacidades físicas
As diferentes capacidades físicas (ou capacidades motoras) permitem que realizes os movimentos fundamentais do teu dia a dia e os movimentos mais complexos inerentes às diferentes atividades físicas. Habitualmente, as capacidades físicas são apresentadas como condicionais e coordenativas. Contudo, não se expressam de forma isolada, mas sim em combinações complexas, podendo existir uma solicitação preferencial de ordem condicional ou coordenativa.
Capacidades físicas
As capacidades condicionais dependem, em grande medida, dos processos energéticos. São elas, por exemplo, a força, a resistência e a velocidade. A flexibilidade, apesar de ser uma capacidade condicional, é essencialmente determinada pelo sistema de comando neuromotor e pelas estruturas musculares e articulares.
Capacidades Condicionais
04
02
03
01
Velocidade
Resistência
Flexibilidade
Força
Capacidades condicionais
As capacidades condicionais associam-se aos processos de obtenção e transformação de energia. Mais especificamente, são capacidades condicionadas pela energia disponível nos músculos, sistemas orgânicos e mecanismos que regulam a sua distribuição.Organizam-se, normalmente, em quatro categorias: força, velocidade, resistência e flexibilidade.
Capacidades condicionais
Força
01
Diferentes Formas de Manifestação
01
Força
F = m x a (É o produto da massa pela sua aceleração)
Capacidade do aparelho neuromuscular em superar uma resistência pelo movimento, com base na contração muscular. A força pode manifestar-se através de variantes estáticas (isométricas) ou dinâmicas (isotónicas). Teoricamente, têm sido identificadas três formas de força: máxima, rápida e resistente.
01
DIFERENTES FORMAS DE MANIFESTAÇÃO DA FORÇA
FORÇA MÁXIMA
FORÇA MÁXIMA
Corresponde à tensão muscular máxima que o sistema neuromuscular pode desenvolver, em contração voluntária, para superar uma determinada resistência.
Forma Máxima Absoluta
Os limiares de mobilização de força muscular, podem ser diferenciados sobre motivações diferentes no treino ou sob condições mais motivadoras de treino.
Desta forma, um praticante altamente treinado e motivado pode e deverá desenvolver níveis de força muito mais superiores em relação a um indivíduo forte não treinado com níveis idênticos de massa muscular.
Forma Máxima Absoluta
A força máxima absoluta é então o valor de força mais elevado que um atleta pode produzir, independentemente do seu peso corporal e do tempo desenvolvimento da força.
Forma Máxima Relativa
A força máxima relativa, por sua vez, é a máxima quantidade de peso que uma pessoa consegue levantar relativamente ao seu peso.
Forma Máxima Relativa
Elevados níveis de força relativa são importantes em desportos cujos atletas têm que movimentar todo o seu peso corporal, ou a divisão por classes de peso como é o caso do remo.
FORÇA RÁPIDA
FORÇA RÁPIDA
Traduz-se na capacidade do sistema neuromuscular vencer resistências submáximas, através do recrutamento de elevadas quantidades de força por unidade de tempo.
FORÇA RÁPIDA
Quando a resistência a vencer é muito pequena (inferior a 25% da Fmax) o movimento a realizar pode considerar-se de natureza balística.
FORÇA RESISTENTE
FORÇA RESISTENTE
Representa a capacidade do sistema neuromuscular realizar contrações musculares durante esforços de longa duração.
FORÇA
Força máxima:
Força rápida:
Força resistente:
resistência a cargas superiores a 30% de 1RM. Treinar este tipo de força significa realizar múltiplas repetições, geralmente mais de 25, excedendo em 30% a sua própria 1RM.
representa a capacidade de vencer a resistência tão depressa quanto possível. A força rápida "colabora" sempre com a força máxima, como no caso dos velocistas.
representa a força mais elevada que os seus músculos conseguem desenvolver. Trata-se, essencialmente, da carga máxima para uma repetição (1RM) em cada exercício.
FORÇA
A idade de ocorrência do pico de velocidade de crescimento (taxa máxima de crescimento) para a massa corporal constitui um indicador importante para o início do treino de força com pesos livres.
VELOCIDADE
03
Diferentes Formas de Manifestação
VELOCIDADE
03
A velocidade, a par da flexibilidade, apoia-se principalmente em processos de comando do sistema nervoso central, dependendo apenas parcialmente dos mecanismos energéticos.
Define-se velocidade, em sentido lato, como a capacidade de realizar ações no menor intervalo de tempo possível.
03
Diferentes formas de manifestação da Velocidade
Velocidade de Reação Velocidade de Execução Capacidade (Velocidade) de Aceleração Velocidade Máxima Velocidade Resistente
Velocidade de Reação
Pode ser definida como a capacidade de reagir a um estímulo no menor espaço de tempo.
Velocidade de Execução
Define-se pela capacidade de executar uma ação motora, ou gesto técnico isolado (exemplo: lançamento), com velocidade de contração maximal de um músculo ou grupo muscular.
Capacidade (velocidade) de Aceleração
Capacidade de acelerar rapidamente a partir da posição de repouso (parado) e alongar o período de aceleração.
Velocidade Máxima
Capacidade do sistema neuro-muscular vencer o maior espaço possível, através de um esforço máximo e por uma frequência de movimentos correspondentes.
Velocidade Resistente
Representa a combinação de duas qualidades: a velocidade e a resistência.
Traduz-se na capacidade de resistir à fadiga em esforços de intensidade máxima ou submáxima.
04
RESISTÊNCIA É a capacidade do organismo resistir à fadiga numa atividade motora prolongada.
(Bompa, 1990)
04
RESISTÊNCIA
Considerando a produção de energia, é possível distinguir resistência aeróbia e anaeróbia.
RESISTÊNCIA
AERÓBIA
ANAERÓBIA
Capacidade de suportar esforços intensos de grande duração sem que haja o acumulação exagerado de ácido láctico, uma vez que faz apelo à utilização de oxigénio e dos nutrientes mais complexos para continuar o desempenho durante a atividade.
A resistência anaeróbica é a competência de poder realizar determinada atividade com alta intensidade em um período curto de tempo, como por exemplo, capoeira, ginástica artística, saltos, lutas.
Durante o Exercício Físico
O esforço produzido, em geral, não provoca a mobilização exclusiva da via energética aeróbia ou anaeróbia, mas sim uma solicitação mista cujas proporções variam de acordo com a natureza, a duração e a intensidade do exercício.
Durante o Exercício Físico
Consequentemente, as diferentes formas de resistência geral subdividem-se em resistência de curta (RCD), média (RMD) e de longa duração (RLD). As definições complexificam-se pela necessária consideração da relação recíproca entre a resistência, a força e a velocidade. Destas resultam, por exemplo, a resistência de velocidade (RV).
FLEXIBILIDADE
02
Diferentes Formas de Manifestação
02
Define-se pela capacidade de realizar movimentos de grande amplitude angular em torno de uma articulação, por intermédio de uma contração muscular voluntária ou por ação de forças externas.
FLEXIBILIDADE
GERAL – Amplitude normal das articulações dos principais sistemas articulares (exemplo: escapulo-umeral, coxo-femural e coluna vertebral). ESPECÍFICA – Associada ao movimento de uma determinada articulação. Esta pode ainda ser específica de uma dada modalidade.
A Flexibilidade poderá ainda expressar-se de outras formas, em função de dois critérios fundamentais:
02
1) Origem das forças que causam o movimento dos segmentos corporais; 2) Estado de movimento dos segmentos.
1. Origem das forças que causam o movimento dos segmentos corporais:
FLEXIBILIDADE
ATIVA – Ocorre quando o próprio indivíduo é responsável pela ação muscular (forças internas). PASSIVA – A amplitude máxima a nível de uma articulação é conseguida através do movimento assistido por um colega.
2. Estado de movimento dos segmentos:
FLEXIBILIDADE
ESTÁTICA – Quando se mantém uma posição,durante um determinado períodode tempo (exemplo: espargata). DINÂMICA – Quando, durante a realização de um movimento normal ou rápido (exemplo: defesa baixa do guarda-redes de andebol) se varia a posição da articulação.
Os períodos sensíveis para o desenvolvimento das capacidades condicionais, refletem o espaço de tempo durante o qual o indivíduo está particularmente predisposto a concretizar uma aprendizagem ou suscetível à estimulação de um determinado fator.
Capacidades Coordenativas
04
02
03
01
05
Diferenciação Cinestésita
Ritmo
Reação
Orientação Espacial
Equilíbrio
Diferenciação Cinestésica
Capacidade que permite receber e assimilar, de forma precisa e diferenciada, informações dos músculos, tendões e ligamentos. Manifesta-se, por exemplo, na realização do passe, em diferentes jogos desportivos coletivos.
Reação
Define-se pela capacidade de reagir oportuna e rapidamente a estímulos, que podem ser simples (tempo que decorre entre a ocorrência do estímulo e o início da realização do movimento) ou complexos (optar pela ação mais adequada em função do contexto).
Ritmo
Traduz-se na capacidade de executar sequências de ações corporais, mediante uma cadência externa imposta (exemplo: sonora) ou cadência de execução, própria, de uma determinada habilidade motora
Orientação Espacial
Capacidade que permite enquadrar e adequar a posição corporal em função da perceção espacial (exemplo: perceção de trajetórias ou distâncias) e temporal (exemplo: alterações de direção e ritmo).
Equilíbrio
A capacidade de equilíbrio pode manifestar-se sob forma de equilíbrio estático (exemplo: posição de apoio unipedal) ou dinâmico (exemplo: finta).
As capacidades coordenativas apresentam fases sensíveis mais precoces que as identificadas para as capacidades condicionais. São capacidades que beneficiam da maturação mais rápida do sistema nervoso central.
aeolivais.edu.ptCarla Mourão
Adaptado de: "Fairplay" - Educação Fisica 10.º, 11.º e 12.º Anos. João Valente-dos-Santos, Jorge Faria, Rui Pinho. Texto Editora