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O JOVEM À LUZ DO MODELO DE BETTY NEUMAN

arianadias2006

Created on November 4, 2025

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Transcript

GRUPO JOVEM I

Instituto Politécnico de Santarém Escola Superior Saúde Santarém 2º ano- Enfermagem ao Jovem , Adulto e Idoso 39° Curso de Enfermagem

O JOVEM À LUZ DO MODELO DE BETTY NEUMAN

TRABALHO REALIZADO POR: Alexandra Morais - Nº240000697 Ariana Dias - Nº240000429 Carolina Rosa - Nº240000698Estrela Cruz - Nº240001430 Marco Pires - Nº220000756

PROFESSORA ORIENTADORA:CRISTINA PEREIRA

Introdução

GRUPO JOVEM I
  • Esta etapa é muitas vezes entendida como um período de liberdade e descoberta pessoal, sendo essa fase associada à energia e ao crescimento. No entanto, a literatura sobre a adolescência e juventude mostra que esta etapa é marcada por profundas transformações e transições.
  • O trabalho será desenvolvido com base no Modelo de Sistemas de Betty Neuman, que destaca a importância do papel do enfermeiro na promoção da qualidade da assistência.

plano de sessão

ObjeCtivos

Objectivo Geral

Objectivos Específicos

Analisar a situação do grupo de jovens da turma do 5.º B à luz do Modelo de Sistemas de Betty Neuman, identificando os fatores que influenciam o seu bem-estar emocional e social no contexto escolar.

Objetivos

Objetivos específicos

Reconhecer o que caracteriza as linhas de proteção e o core, tendo em conta a situação estímulo

Planear diferentes intervenções de enfermagem

Compreender a etapa do ciclo de vida- Jovem

Elaborar diagnósticos de enfermagem tendo em conta a situação estímulo

Compreender o modelo sistémico de Betty Neuman

Situação Jovem I

JOVEM À LUZ

MODELO BETTY NEUMAN

Jovem á Luz do modelo de betty newman

AMBIENTE: Intrasistémico Intersistémico Extrasistémico

INTRASISTÉMICO

Variáveis

Desenvolvimental

Psicológica

Sociocultural

  • Fase de transição entre infância e adolescencia
  • Construção de identidade social
  • Necessidade de aceitação sobre os pares
  • Baixo nivel de maturidade socioemocional
  • Dificuldade em lidar com frustações
  • Pouca resiliência
  • Isolamento
  • Preferência pelo trabalho individual
  • Fragilidade emocional
  • Baixo bem-estar afetivo
  • Pouca participação
  • Isolamento
  • Falta de entusiasmo
  • Tristeza
  • Baixa autoestima
  • Défice de motivação
  • Baixo nível de integração
  • Relações superficiais
  • Ausência de coesão

Espiritual

  • Dados ausentes

INTERSISTÉMICO

Unidade de cuidados na comunidade

(composta por 16 enfermeiros- especialistas em enfermagem comunitaria; saude infantil; medica cirurgica; reabilitação)

O trabalho multidisciplinar e articulado com as escolas torna a UCC um pilar fundamnetal para o fortalecimento das linhas intersistemicas de defesa da comunidade escolar. A presença destas equipas permite:

  • Detetar precocemente alterações emocionais e relacionais;
  • Implementar intervenções conjuntas;
  • Promover bem estar psicológico e social dos alunos.

As suas principais áreas de intervenção incluem:

  • Promoção da saúde e prevenção da doença;
  • Saúde da crinça e do jovem;
  • Educação para a saúde;
  • Saúde mental e comunitária.

EXTRASISTÉMICO

Comunidade

(concelho- 214 mil habitantes)

Campo Educativo:

Município:

  • Elevada taxa de escolarização e diversidade de rede de ensino;
  • Escolas publicas e privadas;
  • Escola Z- ensino internacional com abordagem centrada no aluno;
  • Enriquecido com práticas pedagógicas inovadoras;
  • Valorizando o pensamento crítico, a criatividade, a colaboração e o respeito pela diversidade.
  • Múltiplas atividades de lazer, cultura e desporto;
  • Parques, centros de juventude, clubes desportivos e programas municipais;
  • Economia baseada no setor dos serviços e turismo;
  • Possui bons transportes públicos, espaços adaptadose uma rede de voluntariado.

Linhas de defesa

- Funcionam como barreiras protetoras da estrutura básica do sistema cliente, neste caso, a turma do 5.º B, ajudando a manter o equilíbrio e a proteger o grupo dos diferentes stressores.

Linhas de resistência

Linha normal de defesa

Linha flexível de defesa

Linha encontra-se comprometidaPORQUE?

  • Resiliência emocional
enfraquecida
  • Sentimentos de tristeza
  • Apatia e desinteresse
atividades escolares
  • Poucas amizades sólidas
  • Baixa capacidade de
cooperação
  • Autoestima e sentido de
pertença diminuídos

Linha representa padrão habitual porém instávelPORQUE?

  • Alguns alunos conseguem
cumprir tarefas
  • Manter postura positiva
  • Sinais de retraimento
  • Desmotivação
  • Dificuldades interação social

Linha encontra-se fagilizadaPORQUE?

  • Baixo nível de felicidade
  • Relações interpessoais
frágeis
  • Falta de motivação
  • Reduzida participação em
trabalhos
  • Ausência sentido de pertença
  • Existencia grupos fechados
  • Afinidades superficiais
  • Exclusão social silenciosa

STRESSORES

- São estímulos que produzem tensão e têm o potencial de desestabilizar o sistema, afetando o seu equilíbrio e o bem-estar global.

Interpessoais

Intrapessoais

Extrapessoais

  • A escola
  • Ambiente escolar pouco estimulante
  • Ausência de práticas consistentes de promoção do bem-estar emocional
  • Falta de atividades integradoras
  • Presença de baixa autoestima
  • Falta de motivação
  • Dificuldade em expressar emoções
  • Sentimentos de triteza
  • Aborrecimento e solidão
  • Relações frágeis e pouco empáticas
  • Escassa colaboração em trabalhos de grupo
  • Existência de pequenos grupos fechados
  • Afinidades superficiais

Níveis de prevenção

Prevenção Terciária

Prevenção Secundária

Prevenção Primária

Objetivo: Restaurar o equilíbrio emocional e social após situações de desequilíbrio, evitar recaídas e reforçar os mecanismos de resiliência.

Objetivo: Deteção precoce e intervenção imediata após o contacto com os stressores, procurando minimizar o impacto destes fatores no bem-estar dos alunos.

Objetivo: Evitar que os stressores afetem negativamente o grupo, fortalecendo assim a linha flexível de defesa.

DiaGnósticos e intrevenções

Diagnóstico E INTERVENÇÕES i

Diagnóstico I

Síntese de dados: “Alguns comentam que ‘a escola é chata’ ou ‘ninguém fala comigo” “A turma está sem energia e há uma falta de empatia entre os alunos.”

Diagnóstico E INTERVENÇÕES i

Intervenções I

Nível Primário

  • Criar espaços de convívio estruturado nos intervalos para reduzir o isolamento e estimular interações positivas.
Nivel Secundário
  • Intervir diretamente nos pequenos grupos fechados, reorganizando pares e trios de forma rotativa para evitar exclusões.
Nível Terceário
  • Manter rotinas de trabalho colaborativo ao longo do tempo, garantindo continuidade e prevenindo regressões ao isolamento.

Diagnóstico E INTERVENÇÕES iI

Diagnóstico II

Síntese de dados: “Os alunos mostram-se frequentemente desmotivados, em silêncio e pouco participativos, sendo que a maioria (14) refere preferir trabalhar sozinho.” “Durante os intervalos, é comum ver pequenos grupos isolados e alguns alunos sozinhos.” “Existem pequenos grupos fechados (...) .Não há colaboração entre os grupos e, por vezes, surgem conflitos e exclusões silenciosas, por exemplo, ignorar um colega ou não o incluir nos trabalhos de grupo.”

Diagnóstico E INTERVENÇÕES iI

Intervenções II

Nível Primário

  • Estabelecer, com a turma, regras combinadas para o uso do telemóvel, promovendo responsabilidade e convivência.
Nivel Secundário
  • Realizar mediação de pequenos conflitos e dificuldades de comunicação entre colegas, aumentando a empatia.
Nível Terceário
  • Manter atividades regulares de cooperação e responsabilidade partilhada, reforçando as relações já estabelecidas.

Conclusão

Referências Bibliográficas

- Braga, L., Salgado, P., Souza, C., Prado-Junior, P., Prado, M., Melo, M., & Parreira, P. (2018). O modelo de Betty Neuman no cuidado ao doente com cateter venoso periférico. Revista de Enfermagem Referência, 4(19), 159–168. https://doi.org/10.12707/RIV18015 - Erikson, E. H. (1976). Infância e sociedade (2.ª ed., Trad. Gildásio Amado). Rio de Janeiro: Zahar Editores. (Obra original publicada em 1950) - Lima, R., & Cardoso, T. (2021). Saúde mental infantojuvenil: Relações interpessoais e pertença escolar. Revista Portuguesa de Psicologia da Educação, 43(2), 55–68.Município de Cascais. (n.d.). Dados Sociedade & Educação – Indicadores sobre população jovem e escolarização. https://data.cascais.pt/area/dados-sociedade-educacao - Neuman, B., & Fawcett, J. (2011). The Neuman Systems Model (5th ed.). Pearson. Pires, C. M. (2020). Motivação e bem-estar em contexto escolar: Perspetivas da psicologia educacional. Instituto Piaget. - Início, D., da Vida Humana, F., & Educadores, P. C. P. Ciclo Vital. https://www.researchgate.net/profile/Josiane-Peres-Goncalves-2/publication/313832786_CICLO_VITAL_INICIO_DESENVOLVIMENTO_E_FIM_DA_VIDA_HUMANA_POSSIVEIS_CONTRIBUICOES_PARA_EDUCADORES/links/5f940945458515b7cf993115/CICLO-VITAL-INICIO-DESENVOLVIMENTO-E-FIM-DA-VIDA-HUMANA-POSSIVEIS-CONTRIBUICOES-PARA-EDUCADORES.pdf - George, J., et al. (2000). Teorias de Enfermagem: Os Fundamentos à PráticaProfissional (4ª ed.). Artmed Editora. https://www.academia.edu/42386015/Teorias_de_Enfermagem?source=swp_share - Potter, P. A., & Perry, A. G. (2013). Fundamentos de enfermagem (8.ª ed.). Elsevier.

Referências Bibliográficas

- Lautert, L., Chaves, E. H., & De Moura, G. M. (1999). O estresse na atividade gerencial do enfermeiro. Revista Panamericana de Salud Pública, 6, 415-425. https://www.scielosp.org/pdf/rpsp/1999.v6n6/415-425/pt - Piaget, J. (1972). A evolução intelectual da adolescência à vida adulta-Piaget. Development, 15, 1-12. http://maratavarespsictics.pbworks.com/w/file/fetch/74598236/Blog%20da%20Psicologia%20da%20Educa%C3%A7%C3%A3o-A%20evolu%C3%A7%C3%A3o%20intelectual%20da%20adolesc%C3%AAncia%20%C3%A0%20vida%20adulta%20-%20Piag.pdf - Conselho Internacional de Enfermeiros. (2016). CIPE® versão 2015: Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem. Lusodidacta. Costa, L. F. (2019). Interações sociais e apoio emocional no contexto escolar. Edições Politema. -Direção-Geral da Saúde. (2023). Plano Nacional de Saúde Escolar. https://www.dgs.pt/saude-ocupacional/saude-escolar.aspx - Base de Dados BICSP – Ministério da Saúde. (n.d.). UCC Cascais Care — Missão e objetivos institucionais. https://bicsp.min-saude.pt/pt/biufs/3/832/30036/3111551/Pages/default.aspx - Câmara Municipal de Cascais. (2015). UCC Cascais finalista do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana. https://www.cascais.pt/noticia/ucc-cascais-finalista-do-premio-nacional-de-reabilitacao-urbana-2015 - Câmara Municipal de Cascais. (n.d.). Cascais Cuida — Programa para cuidadores informais.https://www.cascais.pt/servico/cascais-cuida-programa-para-cuidadores-informais - Câmara Municipal de Cascais. (n.d.). Centros de dia — Envelhecimento ativo e integração social. https://vida.cascais.pt/servico/centros-de-dia

Referências Bibliográficas

- Câmara Municipal de Cascais. (2024). Perfil Local de Saúde – Cascais 2024 (Brochura). https://data.cascais.pt/sites/default/files/2024-11/Brochura%20PerfilLocalSaude_Cascais2024_V2.cleaned.pdf - Instituto Nacional de Estatística. (2023). Cascais – Município / Taxa bruta de natalidade (‰). https://www.gee.gov.pt/pt/lista-publicacoes/estatisticas-regionais/distritos/lisboa/cascais/3194-cascais/file International Preparatory School. (n.d.). Beyond the classroom. https://www.ipsschool.org/beyond-the-classroom/beyond-the-classroom International Preparatory School. (n.d.). Homepage. https://www.ipsschool.org/ International Preparatory School. (n.d.). Pastoral care. https://www.ipsschool.org/beyond-the-classroom/pastoral-care - Rede Social de Cascais. (n.d.). Diagnóstico Social – Indicadores demográficos de crianças e jovens. https://www.redesocialcascais.net/trabalhar-em-rede/diagnostico-social - The Portugal News. (2025, July 11). How future leaders are created inside and outside the classroom. https://www.theportugalnews.com/news/2025-07-11/how-future-leaders-are-created-inside-and-outside-the-classroom/99173 -Freepik. (n.d.). Grupo de jovens posando para uma foto [Imagem]. https://br.freepik.com/vetores-gratis/grupo-de-jovens-posando-para-uma-foto_5230715.htm

Discussão

Tendo em conta que , os jovens de hoje se mostram mais afastados da convivência social e mais dependentes da tecnologia, até que ponto esta realidade poderia ter acontecido noutras épocas?