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Tema 4 - Desfibrilhação automática externa

Augusto Falcao

Created on October 30, 2025

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Transcript

Desfibrilhação automática externa

Indice

Objetivos

Nota introdutória

SBV DAE adulto

Sintese

Conclusão

Objectivos:

No final da sessão, os formandos deverão ser capazes:

Compreender o conceito de cadeia de sobrevivência

Identificar os potenciais riscos para o reanimador;

Saber executar corretamente as manobras de suporte básico de vida

Conhecer o conceito de desfibrilhação automática externa (DAE);

Objectivos:

No final da sessão, os formandos deverão ser capazes:

Identificar as regras de segurança inerentes à utilização de DAE;

Descrever os passos e a sequência de intervenções com o DAE;

Saber executar corretamente o algoritmo de SBV com utilização de DAE.

Aquisição de competências para realizar de manobras de suporte básico de vida (SBV) com utilização de um desfibrilhador automático externo DAE

Nota introdutória

Info

A morte súbita é um acontecimento inesperado, constituindo-se como uma das principais causas de morte em todo o mundo, nos últimos 20 anos.Cerca de 20 mil pessoas por dia, em todo o mundo, são vítimas de morte súbita. 76% dessas vítimas apresentam um incidente arrítmico particular: Fibrilhação Ventricular;

01

Anatomia cardiaca

Anatomia cardiaca

Relembremos a anatomia cardiaca:

O coração é um musculo, cuja função é bombear sangue oxigenado pelo corpo e enviar sangue venoso para os pulmões: Está dividido em 4 cavidades: 2 auriculas e 2 ventriculos;

Adicionalmente o coração:

Tem dois ritmos: um eléctrico e um mecânico, sendo que este ultimo é aquilo que nós sentimos e pesquisamos como "pulso"; Tem um ritmo de elétrico que emite sinais electricos: inicia-se no nodulo sinosauricular que, quando "descarrega" obriga o coração a bombear sangue para todo o corpo; então este nódulo funciona como um "marca-passo" natural

Anatomia cardiaca

Podemos então concluir que:

O ritmo electrico cardiaco está intimamente ligado ao ritmo mecanico ( batimentos);Se existir uma anomalia no ritmo electrico então o batimento cardiaco será anormal tambem, provocando eventos arritmicos, que podem levar à PCR

+ INFO

Complete o texto:

Desfibrilhador automático externo

O que é?

Um desfibrilhador automático externo (DAE) é um dispositivo médico portátil que em situações de paragem cardiorrespiratória analisa o ritmo eletrico cardíaco e, nos casos indicados, aplica um choque elétrico com o intuito de se restabelecer um ciclo cardíaco normal e evitar assim a morte da vítima.A análise do ritmo elétrico do coração é feita pelo aparelho de forma automática,sendo que o utilizador não interfere neste processo Apenas desfibrilha quando o ritmo eléctrico é uma fibrilhação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.

Fibrilhação ventricular:

O que é?

A fibrilhação ventricular é uma arritmia cardíaca grave que surge devido a uma alteração dos impulsos elétricos no coração, que fazem com que os ventrículos se contraiam inutilmente e o coração bata rapidamente;

Apresenta sintomas como dor no peito, aumento dos batimentos cardíacos, ou mesmo perda de consciência (sincope);

A fibrilhação ventricular é a causa principal da PCR, devendo ser socorrida de imediato iniciando SBV precoce e a desfibrilhção;

Ritmo elétrico normal

Desfibrilhação; o que é?

O que é?

Desfibrilhação eléctrica, consiste na administração de choques eléctricos ao um coração com uma atividade elétrica anormal ( sem ritmo mecanico) possibilitando que o ritmo cardíaco volte ao normal.

A desfibrilhação elétrica é o tratamento indicado para a reversão da fibrilhação ventricular e da taquicardia ventricular sem pulso;

O DAE, apenas dará a indicação de choque recomendado num coração com fibrilhação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso ; caso contrário, dará sempre a indicação de executar SBV

Recordar a cadeia de sobrevivencia:

A Cadeia de Sobrevivência é composta por quatro elos de igual importância, que traduzem o conjunto de procedimentos vitais para recuperar uma vítima de paragem cardiorrespiratória.

Suporte avançado de vida

Desfibrilhar

SBV precoce

Reconhecimento

Objectivo final:

Iniciar de forma precoce SBV

Reconhecer a PCR e ligar 112

Recuperar a vitima para uma vida com qualidade

Acesso precoce a cuidados médicos avançados

Ter acesso precoce à desfibrilhação

Recordar o suporte básico de vida:

Ainda se recordam de como se executa o suporte básico de vida?

Avaliar condições de segurança para o reanimador e para a vitima

Abrir ( permeabilizar) a via aérea

Avaliar estado de consciencia

Recordar o suporte básico de vida:

Ainda se recordam de como se executa o suporte básico de vida?

VOS por sinais de vida 10 seg.

Ligar 112

30 compressões 2 insflações

Suporte básico de vida com DAE

02

Vamos introduzir o DAE agora?

Suporte básico de vida com DAE

2. passo: reuna condições de segurança toraxica removendo pelos, pensos de medção e limpando humidade ou até mesmo a pele molhada; tenha ainda em atenção aparelhos medicos debaixo da pele

1.º passo: ligue o DAE pressionando o botão ON / OFF (cor verde ou com a indicação ON / OFF)

Info

Info

Suporte básico de vida com DAE

3. passo: cole as pás multi funções no torax da vitima conforme as instruções do fabricante

4. passo: garanta que o aparelho faz uma analise em segurança

Info

Info

Suporte básico de vida com DAE

5. passo: se recomendado, administre o choque em segurança premindo o botão de choque (regra geral vermelho e com um raio)

6. passo: Inicie SBV e siga as instruções do equipamento

Info

Info

Suporte básico de vida com DAE

SBV DAE com 2 reanimadores:

Reanimador 1: transporta o DAE; avalia condições de segurança; avalia a vítima; opera o DAE; segue os comandos do DAE; zela pela segurança; efetua manobras de SBV.Reanimador 2: avalia condições de segurança; pede ajuda diferenciada; efetua manobras de SBV; zela pela segurança

Na existência de dois reanimadores, enquanto o reanimador 1 coloca os elétrodos no tórax da vítima, o reanimador 2, caso já tenha efetuado o pedido de ajuda diferenciada inicia/continua as compressões torácicas.A troca do elemento das compressões deverá ser efetuada perdendo o mínimo de tempo possível, a cada 2 minutos de SBV (5 ciclos de 30:2) e aproveitando os momentos de análises.

Suporte básico de vida com DAE

SBV DAE com 2 reanimadores:

Reanimador 1: transporta o DAE; avalia condições de segurança; avalia a vítima; opera o DAE; segue os comandos do DAE; zela pela segurança; efetua manobras de SBV.Reanimador 2: avalia condições de segurança; pede ajuda diferenciada; efetua manobras de SBV; zela pela segurança

Na existência de dois reanimadores, enquanto o reanimador 1 coloca os elétrodos no tórax da vítima, o reanimador 2, caso já tenha efetuado o pedido de ajuda diferenciada inicia/continua as compressões torácicas.A troca do elemento das compressões deverá ser efetuada perdendo o mínimo de tempo possível, a cada 2 minutos de SBV (5 ciclos de 30:2) e aproveitando os momentos de análises.

Suporte básico de vida com dae

Utilização de DAE em crianças

Os DAE standard são seguros para utlização em pediatria Em crianças até aos 8 anos, deve-se utilizar elétrodos de tamanho pediátrico, se disponíveis.Não dispondo de elétrodos, o DAE deve ser usado tal como no adulto, colocando os elétrodos nas paredes anterior e posterior do tórax (evitando o contacto entre os dois elétrodos).

Os lactentes (até 1 ano de vida) , têm uma menor incidência de ritmos desfibrilháveis e a prioridade na reanimação deve ser SBV de alta qualidade, não devendo a utilização de um DAE atrasar este SBV. Se um DAE for aplicado e aconselhar um choque num lactente sem sinais de vida, este deve ser administrado.

Acham dificil? Observem...

Sequência e descrição sumária do algoritmo de SBV DAE

2 - Avalie o estado de consciencia da vitima

1 - Garanta as condições de segurança

3 - Permeabilize a via aérea;

4 - VOS durante 10 segundos

Sequência e descrição sumária do algoritmo de SBV DAE

5 - se tem sinais de vida, coloqem em PLS

6 - se não tem sinais de vida, ligue 112,

8 - Verifique o toráx e cole as pás conforme instruções, do fabricante

7- ligue o DAE em simultâneo com a chamada 112 e siga as instruções;

Sequência e descrição sumária do algoritmo de SBV DAE

10 - se choque indicado, aplicar choque em segurança

9 - análise em segurança

12 - Se DAE indisponivel ou aguardar a sua chegada faça SBV

11 - Após choque ou se choque não indicado, iniciar SBV

SBV de alto rendimento

Na sessão anterior abordamos este tema ao de leve; agora que incluimos o DAE nas manobras iremos aprofundar melhor este tema.

Sbv de alto rendimento

SBV de alto rendimento refere-se à aplicação avançada e eficiente dos princípios do Suporte Básico de Vida para situações onde a rapidez e a eficácia da intervenção podem salvar vidas em contextos de grande pressão e exigência física ou técnica.

O que é alto rendimento?

O alto rendimento consegue-se quando um elemento da equipa sabe o que deve fazer e quando o deve fazer;

Sbv de alto rendimento

Podemos então concluir que:

SBV de alto rendimento envolve treino continuo com o objetivo de maximizar a qualidade das manobras, como compressões toráxicas mais eficazes, ventilação adequada e minimizando as pausas durante a reanimação, visando aumentar a esperança de sobrevivencia da vitima.

Sbv de alto rendimento: os 4 pilares

Treino continuo
Desfibrilhação precoce
Ventilação e oxigenação correta da vitima
Compressões de qualidade

Em sintese:

É fundamental saber como e quando pedir ajuda e iniciar precocemente o SBV;
Todos os elos da cadeia de sobrevivência são igualmente importantes;
O bom funcionamento da cadeia de sobrevivência permite salvar vidas em risco;
Em caso de emergência, ligue 112 e colabore nas questões que lhe são colocadas;

Em sintese:

Reconhecer a situação e iniciar de imediato medidas adequadas pode evitar a paragem cardiorrespiratória e salvar uma vida.
O atraso na desfibrilhação pode comprometer irremediavelmente a reanimação de uma vítima em paragem cardiorrespiratória
A colocação em PLS permite manter a permeabilidade da via aérea;
É fundamental garantir que o SBV é executado de forma ininterrupta e com qualidade;

Em sintese:

Reconhecer a situação e iniciar de imediato medidas adequadas pode evitar a paragem cardiorrespiratória e salvar uma vida.
O atraso na desfibrilhação pode comprometer irremediavelmente a reanimação de uma vítima em paragem cardiorrespiratória
A colocação em PLS permite manter a permeabilidade da via aérea;
É fundamental garantir que o SBV é executado de forma ininterrupta e com qualidade;

Questões?

Obrigado pela atenção

Saber SBV é carregar um superpoder invisível: a capacidade de salvar vidas a qualquer momento.

Augusto Falcão

Remoção de pelos em excesso, para conseguir um adequado contacto entre os elétrodos adesivos e a pele da vítima;Seque o toráx rapidamente. Algumas vítimas podem ter a pele húmida (ex.: sudorese, pré-afogamento, ocorrência à chuva, ...) o que, quando aplicado o choque, faria divergir a corrente pela superfície do tórax, diminuindo a eficácia da desfibrilhação. Nenhuma vítima molhada deve ser desfibrilhada. Se necessário, a vítima deve ser removida para local abrigado e só depois de secar convenientemente o tórax poderá ter lugar a desfibrilhação;Remoção de pensos transdérmicos e limpeza da pele local. Algumas vítimas podem ter medicamentos de absorção transcutânea na parede torácica, que devem ser removidos de forma a evitar faíscas, queimaduras na desfibrilhação ou o bloqueio da transferência de energia para o coração;Na presença de pacemaker ou CDI (Cardioversor Desfibrilhador Implantado), ou adereços metálicos que não possam ser removidos, deve-se colar os elétrodos afastados destes equipamentos ou adereços pelo menos 8 cm, ou em alternativa colocar numa posição antero posterior (um elétrodo na região torácica anterior e outro elétrodo na região torácica posterior).

Está demonstrado que a desfibrilhação precoce, realizada entre 3 a 5 minutos após o colapso da vítima (período em que o cérebro ainda se mantém oxigenado), resulta em taxas de sobrevivência de 50 a 70%. A utilização do DAE em PCR na Europa, segundo o ERC, ainda é muito baixa (cerca de 28%)

Carregue no botão de On/Off (alguns equipamentos ligam automaticamente ao abrir a tampa) e siga as instruções visuais e sonoras do equipamento.

Técnica de hoovering

Consiste em manter as mãos, a "planar" sobre o local onde as compressões se efetuam, sem tocar na vitimas,;esta posição é adotada pelo elemento que irá fazer as compressões; efetua-se aquando da analise do DAE permitindo assim que com a minima perda de tempo, se inicie compressões ou durante a carga do DAE ou durante o ciclo de.2 minutos

O treino leva sempre a melhorias da pratica currente; treinar continuamente SBV com ou sem DAE leva a que se exxecute cada vez mais rapido e mais eficientemente as tecnicas de SBV;

Fibrilhação ventricular = anarquia eletrica; desfibrilhar não reinicia o coração; tenta parar a anarquia;Objetivo: tentar que o nodulo SA recupere o controle do coração; o tempo conta; por cada minuto de atraso diminui em cerca de 10% as chances da vitima recuperar; Faça compressões durante a carga do DAE, e inicie as compressões logo após o choque ter sido administrado;

Arritmias cardíacas ou disritmias cardíacas são alterações do ritmo ou da frequência dos batimentos cardíacos (do coração).

As aritmias mais frequentes são, taquicardia (batimento rapido; bradicardia ( batimento lento); fibrilhação ventricular taquicardia ventricular

Estas duas ultimas, são os ritmos que são tratadas com um choque eletrico, que é dado por um desfibrilhador

Compressões = perfusão coronária e cerebral. Manter um ritmo de 100 a 120 por minuto ( usar formas de marcar o ritmo por exemplo a musica "Staying alive); Profundidade das compressões correta ( 5 a 6 cm de profundadidade) Permitir que o tórax descomprima totalemente para permitir o encher do coração; tempo máximo de paragem nas compressões - 10 segundos; ideal - 5 segundos

Assegurar que ninguém está em contacto com a vítima; Assegurar que a fonte de oxigénio está afastada pelo menos um metro da área de desfibrilhação; Localizar o botão, carregando apenas depois de garantir que ninguém se aproxima da vítima no momento da desfibrilhação;A desfibrilhação, bem como a reanimação dentro de elevadores está desaconselhada dada a instabilidade da plataforma. Assim que possível a vítima deve ser retirada para um local seguro.

Ventilçao correta = sangue oxigenado; Selar corretamente a mascara à face da vitima; Evite fugas de ar pela mascara; insufle até ver o tórax expandir-se; Insuflar a mais pode causar vomito; a menos causa hipo oxigenação do sangue; Não demorar mais que 5 segundos para fazer 2 insuflações; mesmo que não resultem não tente outra vez; inicie compressões

A morte súbita é um acontecimento inesperado, constituindo-se como uma das principais causas de morte em todo o mundo, nos últimos 20 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 20 mil pessoas por dia, em todo o mundo, são vítimas de morte súbita. Nos últimos anos houve um aumento de mortes de quase 9 milhões, por doença cardíaca. A análise efetuada aos equipamentos de DAE utilizados logo após uma paragem cardíaca, indica uma elevada percentagem (76%) de vítimas com um incidente arrítmico particular: Fibrilhação Ventricular. A cada minuto que passa, após uma PCR, a vítima perde 10% de hipóteses de sobrevivência, pelo que, ao fim de cinco minutos sem assistência, a vítima tem apenas 50% de probabilidade de sobreviver.

Após o choque, inicie SBV ( 30 CT / 2 insuflações); a cada 2 minutos de SBV o DAE irá analisar (proceder conforme o 4.º passo) o ritmo electrico do coração e irá dar a indicação ou de choque recomendado ou de choque não recomendado;Se choque recomendado, proceder conforme o 5.º passo;Se choque não recomendado, iniciar SBV até nova analise.Mantenha um ritmo de 30 compressões / 2 insuflações; lembram-se do "Staying alive" dos Bee Gees? Mantenham esse ritmo.

Não toque na vítima e não permita que alguém toque na mesma, nos cabos ou no equipamento.

A interferência no processo de análise do DAE, pode inviabilizar a identificação de um ritmo desfibrilhável e conduzir a uma não recomendação de choque, comprometendo totalmente a recuperação da vítima. Da análise, resultará sempre uma decisão do DAE de choque ou não choque.

Cole os elétrodos sobre a pele do tórax da vítima e de acordo com as indicações do fabricante, colocando um elétrodo à direita do esterno, abaixo da clavícula direita e o outro na linha média axilar esquerda (junto à axila). Se não conseguir colar as pás desta forma, devido à existencia de CDI's, Pacemakers, ou outros metais amoviveis na zona de cola, então colar uma pá no torax e outra nas costas; os fios das pás NÃO devem passar por cima do local onde iremos efetuar as compressões O DAE iniciará automaticamente o período de análise da atividade elétrica cardíaca.