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Morfofisiologia do Sistema Reprodutor Feminino

LETÍCIA LOPES

Created on October 29, 2025

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Transcript

Morfofisiologia do Sistema Reprodutor Feminino

Trabalho realizado por: Letícia Lopes 12ºB
Ano Letivo 2025/2026
Trabalho de: Biologia
Escola básica e secundária de Penalva do Castelo

Índice

  • Introdução
  • Morfologia do Sistema Reprodutor Feminino
  • Fisiologia Sistema Reprodutor Feminino
  • Conclusão
  • Referências

Introdução

O sistema reprodutor feminino é composto por um conjunto de órgãos que atuam de forma integrada para garantir a produção dos gâmetas femininos, a fecundação e o desenvolvimento inicial do embrião. A morfosiologia deste sistema abrange tanto a estrutura anatómica que é constituída pelos ovários, trompas de Falópio, útero, vagina e genitais externos mas também o funcionamento fisiológico, controlado por complexos mecanismos hormonais. Desempenhando um papel essencial na continuidade da espécie, o sistema reprodutor feminino permite a reprodução, a gestação e o parto, refletindo a harmonia entre forma e função que caracteriza o corpo humano.

Morfologia do sistema reprodutor feminino

Legenda

Orgãos externos
Orgãos internos
Cérvix
Miométrio
Endométrio

Fisiologia do sistema reprodutor feminino

O sistema reprodutor feminino funciona em ciclos regulares, que duram cerca de 28 dias e envolvem os ovários, o útero e hormonas específicas.Durante esses ciclos, ocorre a formação e libertação dos óvulos, a ovulação, e a preparação do útero para uma possível gravidez. Este funcionamento coordenado mantém o equilíbrio do organismo feminino. Para entender melhor, vamos explorar quatro componentes principais: • Oogénese • Ciclo Ovárico • Ciclo Uterino • Regulação Hormonal

Oogénese

Ciclo Ovárico

Ciclo uterino

REgulaçÃO HORMONAL FEMININA

CONCLUSÃO

A morfosiologia do sistema reprodutor feminino demonstra uma notável integração entre estrutura e função. Cada órgão desempenha um papel específico e interdependente, desde a formação e maturação dos oócitos nos ovários, até à preparação e renovação do endométrio no útero. Através da regulação hormonal, ocorre a coordenação entre os ciclos ovárico e uterino, assegurando o equilíbrio do sistema e a possibilidade de uma gravidez. Assim, o estudo da morfosiologia do sistema reprodutor feminino permite compreender não só os mecanismos da reprodução, mas também a importância do equilíbrio hormonal na saúde e fertilidade da mulher.

Referências

Oliveira, Ó., & Ribeiro, E. (2023). Bio 12 - Biologia - Manual do Aluno (Vol.1). Texto Editores.
https://chatgpt.com/

Cérvix

Abertura do útero para a vagina. Também designado colo do útero.

Oogénese

  • A oogénese é o processo responsável pela formação dos óvulos, os gâmetas femininos, e ocorre em várias etapas ao longo da vida da mulher.
  • Multiplicação
  • Durante o segundo e terceiro mês de desenvolvimento embrionário, as células germinativas migratórias chegam aos ovários e multiplicam-se por mitose, originando as oogónias.
  • Crescimento
  • As oogónias aumentam de tamanho, acumulando substâncias de reserva, e transformam-se em oócitos primários (oócitos I). Estes iniciam a primeira divisão meiótica, mas esta fica bloqueada na prófase I, permanecendo assim até à puberdade
  • Cada ovócito e envolvido por uma camada de células , formando o folículo primordial.
  • Maturação
  • A partir da puberdade, com o início dos ciclos menstruais -, vários oócitos primários começam a maturar em cada ciclo, mas geralmente apenas um completa o processo.
  • A meiose continua com o desenvolvimento do folículo, que cresce e torna-se o folículo de Graff
  • A primeira divisão meiótica é concluída, produzindo um oócito secundário (oócito II) e um glóbulo polar, que é uma pequena célula haploide que degenera.
  • O oócito II inicia a segunda divisão meiótica, que é interrompida na metáfase II.
  • É este o oócito II que é libertado durante a ovulação.
Se ocorrer fecundação, o oócito II completa a segunda divisão meiótica, formando o óvulo maduro e um segundo glóbulo polar. O núcleo do óvulo funde-se com o do espermatozoide, formando o zigoto, a célula inicial do novo organismo.

Regulação hormonal feminina

Os ciclos ovárico e uterino são controlados por um sistema hormonal que envolve o hipotálamo, a hipófise anterior e os ovários. O hipotálamo é a estrutura cerebral que inicia o controlo hormonal. Produz a hormona GnRH, que estimula a hipófise a libertar as hormonas FSH e LH .
  • Puberdade
  • Até à puberdade, a secreção de FSH e LH é reduzida, e os ovários permanecem inativos. Com a chegada da puberdade, o hipotálamo aumenta a secreção de GnRH, o que estimula a hipófise a libertar FSH e LH. Estas hormonas ativam os ovários, iniciando os ciclos menstruais e a produção de estrogénios e progesterona.
  • Os estrogénios e a progesterona promovem o crescimento do útero e o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários
  • Antes da menstruação, sobe o nível de FSH e LH → inicia-se a maturação dos folículos ováricos
  • Os estrogénios por feedback negativo controlam a libertaçao de FSH e LH.
  • Quando os estrogénios atingem níveis elevados, passam a feedback positivo, originando o pico de LH (e ligeiro aumento de FSH) que provoca a ovulação (14.º dia).
Após a ovulação
  • O LH transforma o folículo em corpo lúteo, que secreta progesterona e estrogénios. -
  • Estas hormonas mantêm o endométrio espesso e vascularizado e, por feedback negativo, inibem FSH e LH, impedindo novo ciclo.
  • Se não houver fecundação, o corpo lúteo degenera, as hormonas diminuem e ocorre a menstruação.
  • A baixa hormonal estimula novamente o hipotálamo e a hipófise:
  • Aumentam as secreções de GnRH, FSH e LH, iniciando novo ciclo.
Menopausa (≈ 50 anos) .
  • Os ovários deixam de produzir oócitos e reduzem a secreção de estrogénios e progesterona.
  • Como compensação, aumentam as concentrações de GnRH, FSH e LH. .
  • Consequências:
  • Cessam os ciclos menstruais;
  • Surgem sintomas físicos e emocionais (ondas de calor, irritabilidade, secura vaginal, etc.);
  • Aumenta o risco de osteoporose e doenças cardiovasculares

Clitóris

Orgão homólogo ao pénis composto por tecido erétil, e que funciona como foco sensorial na resposta sexual, pois apresenta uma elevada densidade de terminações nervosas.

Vagina

Tubo muscular que acomoda o pénis durante a atividade sexual. No parto, permite a expulsão do feto.

Utero

Órgão com forma de pera com a capacidade de assegurar uma gravidez.

Trompas de Falópio

Par de tubos que conduzem os gâmetas femininos ou o zigoto para o útero. Local da fecundação.

Ovários

Par de gónadas que produzem os oócitos e funcionam como glândulas, uma vez que produzem as hormonas sexuais (estrogénios e progesterona).

Ciclo uterino

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O ciclo uterino corresponde ao desenvolvimento, espessamento e renovação do endométrio, preparando o útero para uma possível gravidez.Tem duração média de 28 dias e é controlado pelos estrogénios e pela progesterona, hormonas produzidas nos ovários.Divide-se em três fases principais: menstrual, proliferativa e secretora. Fase Menstrual ( 5 dias)
  • Inicia o ciclo uterino e ocorre quando não há fecundação.
  • O corpo lúteo regride e deixa de produzir estrogénios e progesterona.
  • Sem o estímulo hormonal, o endométrio deixa de ser mantido e começa a degenerar.
  • Ocorrem contrações e rompimento dos vasos sanguíneos da mucosa uterina, originando hemorragias.
  • A mucosa desagrega-se, reduzindo sua espessura para cerca de 1 mm.
  • O fluxo menstrual, constituído por sangue e restos do endométrio, é expulso do útero por cerca de 5 dias.
  • Esta fase marca o reinício de um novo ciclo.
Fase Proliferativa (entre o dia 5 e o 14) :
  • Coincide com a fase folicular do ciclo ovariano.
  • É estimulada pelos estrogénios produzidos pelos folículos ovarianos em desenvolvimento.
  • O endométrio regenera-se e volta a espessar-se, atingindo cerca de 6 mm.
  • As células endometriais proliferam, e o tecido torna-se altamente vas .cularizado.
  • Formam-se glândulas uterinas que irão secretar nutrientes essenciais para um possível embrião.
  • Esta fase termina com a ovulação, quando o ovócito II é libertado pelo ovário.
Fase Secretora (entre o dia 14 e 28)
  • Coincide com a fase luteínica do ciclo ovariano.
  • Após a ovulação, o folículo transformado em corpo lúteo começa a produzir progesterona e estrogénios.
  • Estes hormónios fazem com que o endométrio atinja o seu máximo desenvolvimento, com espessura de cerca de 8 mm.
  • O tecido torna-se rico em vasos sanguíneos e as glândulas uterinas tornam-se secretoras, preparando o útero para a implantação do embrião.
  • Caso não ocorra fecundação, o corpo lúteo regride, e os níveis hormonais de progesterona e estrogénios diminuem.
  • O endométrio degenera, os vasos rompem-se e ocorre hemorragia, iniciando novamente a fase menstrual e um novo ciclo.

Ciclo ovárico

A oogênese está intimamente ligada ao desenvolvimento dos folículos ovarianos, que ocorre em ciclos com duração média de 28 dias. Durante esse ciclo, acontecem as seguintes etapas principais:
  • Fase Folicular
  • Nesta fase, que dura cerca de 14 dias, de seis a doze folículos primordiais iniciam o crescimento e desenvolviment.
  • No entanto, geralmente apenas um folículo atinge a maturidade completa; os restantes sofrem atresia, ou seja, degeneração.
  • Durante o crescimento do folículo, as células foliculares e da teca produzem estrogénios, hormonas que desempenham um papel fundamental na regulação do ciclo menstrual.
  • Ovulação
  • Cerca do 14º dia, ocorre a ovulação: o folículo maduro, chamado folículo de Graaf, rompe-se e libera o oócito secundário (oócito II) para a trompa de Falópio. Esse processo é facilitado por enzimas que degradam a parede do ovário, permitindo a libertação do oócito.
  • Caso o oócito II não seja fecundado, ele degenera.
  • Fase Luteínica
  • Após a ovulação, as células foliculares remanescentes transformam-se no corpo lúteo (ou corpo amarelo), uma estrutura que produz progesterona e estrogénios durante aproximadamente 14 dias.
  • Estas hormonas preparam o útero para uma possível gravidez. Se não ocorrer fecundação, o corpo lúteo regride, o que leva à queda dos níveis hormonais e ao início de um novo ciclo.

Endométrio

Camada interior do útero cuja espessura varia ao longo do ciclo uterino.

Miométrio

Composta por camadas de músculos que são capazes de aumentar significativamente de volume, na gravidez, ou de contrair, durante o parto.

Grandes lábios

Duas pregas de tecido que protegem a vagina do exterior

Pequenos lábios

Duas pregas de tecido que protegem a abertura da vagina.