Trabalho PátricoSI
Gonçalo Sá, nº7, 10ºIgCurso Profissional de Informática e Gestão Ana Franco Escola secundária de Barcelinhos
01 Modelagem de Processos
A modelação de processos é uma etapa fundamental no desenvolvimento de sistemas de informação. O seu objetivo é representar de forma clara como a informação circula dentro de uma organização, mostrando quais processos tratam os dados, quais são as entradas e saídas de informação e como estas se interligam.Em sistemas de informação de gestão, a modelação de processos permite compreender como as tarefas e operações contribuem para o funcionamento global da organização, ajudando a identificar falhas, redundâncias e oportunidades de melhoria. O principal instrumento utilizado nesta fase é o Diagrama de Fluxos de Dados (DFD), que representa graficamente o modo como os dados são transformados em informação útil.
02 Princiais características de um DFD
- O DFD é uma ferramenta gráfica que descreve como a informação se movimenta dentro de um sistema, sem se preocupar com a sua implementação técnica.
- Ele mostra de onde vêm os dados, como são processados e para onde vão. Cada DFD apresenta um conjunto de processos interligados, fluxos de dados, arquivos e entidades externas, permitindo compreender a lógica funcional do sistema de forma simples e intuitiva.
03 Elementos que constituem o DFD
Um DFD é composto por quatro elementos principais:
- Processos – Representam as transformações que ocorrem com os dados, ou seja, o tratamento da informação dentro do sistema.
- Fluxos de Dados – Indicam o movimento dos dados entre processos, arquivos e entidades.
- Entidades Externas – São os elementos fora do sistema que enviam ou recebem informação (ex.: clientes, fornecedores, departamentos).
- Armazenamentos ou Arquivos de Dados – Representam locais onde os dados são guardados para posterior utilização.
04 Notações ou símbolos utilizados
Os DFD utilizam símbolos padronizados para facilitar a leitura e interpretação.Processos: representados por círculos ou retângulos arredondados. Fluxos de dados: representados por setas, indicando a direção do movimento da informação. Entidades externas: representadas por retângulos simples. Armazenamentos (arquivos): geralmente representados por duas linhas paralelas ou por um retângulo aberto num dos lados.
05 Cuidados a ter na elaboração de um DFD
Ao elaborar um DFD, é essencial garantir clareza, consistência e coerência.
- Deve evitar-se a sobrecarga visual, limitando o número de processos em cada diagrama (máximo de 10 por nível).
- Todos os fluxos de dados devem estar ligados a um processo.
- As entidades externas devem estar posicionadas nas margens do diagrama.
- Os nomes de processos e fluxos devem ser curtos, mas significativos.
- Deve-se respeitar a hierarquia dos diagramas, passando do Diagrama de Contexto para os DFD de níveis inferiores, conforme o detalhe necessário.
06 Exemplos de Diagramas de Contexto
O Diagrama de Contexto é o nível mais alto do DFD e mostra o sistema como um único processo central, interagindo com as entidades externas.Por exemplo, num Sistema de Gestão de Vendas, o diagrama de contexto pode mostrar o processo “Gerir Vendas” ligado às entidades “Cliente”, “Fornecedor” e “Gestor”, através de fluxos de dados como “Pedido”, “Fatura” e “Relatório de Vendas”. Este diagrama oferece uma visão geral do sistema sem entrar em pormenores técnicos.
07 Exemplo de DFD de Nível 1
No DFD de Nível 1, o processo principal do diagrama de contexto é decomposto em subprocessos que detalham as suas operações internas.
- Por exemplo, o processo “Gerir Vendas” pode dividir-se em “Registar Pedido”, “Emitir Fatura” e “Atualizar Stock”.
- Cada subprocesso é ligado por fluxos de dados e pode interagir com arquivos, como “Arquivo de Produtos” ou “Arquivo de Clientes”.
- Este nível de detalhe permite compreender como a informação é tratada passo a passo dentro do sistema.
08 Regras Práticas para Criar um DFD
Ao criar DFDs, devem ser seguidas algumas regras práticas:
- Numerar os processos de forma hierárquica (1, 1.1, 1.2, etc.).
- Garantir que cada fluxo tem origem e destino definidos.
- Evitar cruzamentos de setas sempre que possível.
- Usar nomes descritivos para todos os elementos.
- Verificar a consistência entre níveis (os fluxos que saem de um processo no DFD de Nível 1 devem coincidir com os fluxos do processo correspondente no Diagrama de Contexto).
09 Regras Específicas: Arquivos, Fluxos e Processos
Arquivos devem sempre ser ligados a pelo menos um processo.
- Fluxos nunca devem ligar duas entidades nem dois arquivos diretamente — deve existir sempre um processo entre eles.
- Processos são obrigatoriamente ligados a fluxos de entrada e de saída, representando transformação de informação.
Essas regras asseguram a validade lógica do diagrama e evitam inconsistências.
11 O que é um Dicionário de Dados
- O Dicionário de Dados é um repositório que descreve detalhadamente todos os elementos de dados usados no sistema. Ele contém informações sobre os nomes, tipos, tamanhos, formatos e significados dos dados, além de indicar onde e como são utilizados.
- A sua principal função é garantir a consistência entre os diagramas e a base de dados, facilitando a comunicação entre analistas, programadores e utilizadores.
12 Importância do DFD
O DFD é importante porque permite compreender o funcionamento lógico de um sistema antes da implementação. Ele facilita a análise de processos, a comunicação entre a equipa técnica e o cliente, e serve como base para o desenho da base de dados e para o desenvolvimento posterior do sistema.
13 O que é um DER (Diagrama Entidade-Relacionamento)
- O Diagrama Entidade-Relacionamento (DER) é uma ferramenta gráfica usada na modelação de dados.
- Ele representa as entidades sobre as quais se recolhem informações, os atributos que as caracterizam e os relacionamentos que as ligam entre si.
- O DER é essencial para o desenho lógico de bases de dados, pois mostra como os dados estão organizados e interligados.
14 Elementos de um DER
Um DER é composto por três elementos principais:
- Entidades, que representam objetos, pessoas ou conceitos (ex.: Cliente, Produto, Encomenda).
- Atributos, que descrevem características das entidades (ex.: nome, código, morada, preço).
- Relacionamentos, que indicam as ligações entre entidades (ex.: “Cliente faz Encomenda”).
15 Tipos de Relacionamentos
Existem diferentes tipos de relacionamentos:
- Unário (ou reflexivo): uma entidade relaciona-se consigo própria.
- Binário: envolve duas entidades (ex.: Cliente–Encomenda).
- Ternário: envolve três entidades (ex.: Médico–Paciente–Consulta).
Esses relacionamentos expressam a natureza das ligações entre dados no sistema.
16 Tipos de Participação das Entidades
A participação define se uma entidade é obrigatória ou opcional num relacionamento.
- Quando é obrigatória, significa que a entidade deve estar sempre associada a outra (ex.: cada funcionário pertence a um departamento).
- Quando é opcional, a entidade pode existir independentemente do relacionamento (ex.: um funcionário pode não estar atribuído a nenhum projeto).
17 Ligação entre DFD e DER
O DFD e o DER estão intimamente ligados:
- O DFD mostra como a informação flui entre processos e entidades.
- O DER mostra como essa informação é armazenada na base de dados.
Assim, o DFD representa a dinâmica do sistema, enquanto o DER representa a estrutura dos dados.
18 Passagem do DER para Base de Dados
A partir do DER, é possível criar a estrutura física da base de dados. Cada entidade transforma-se numa tabela, cada atributo num campo e cada relacionamento em ligações (chaves primárias e estrangeiras).Esse processo garante que a base de dados reflita fielmente o modelo lógico definido na análise, assegurando integridade e coerência dos dados.
Conclusão
A modelação de processos e a criação de diagramas como o DFD e o DER são fundamentais para compreender, planear e desenvolver sistemas de informação eficazes. Eles permitem visualizar como os dados circulam e se relacionam, facilitando a comunicação entre analistas, programadores e gestores, e garantindo que o sistema final responda às necessidades reais da organização.
Trabalho Pátrico SI
Gonçalo Sá
Created on October 23, 2025
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Trabalho PátricoSI
Gonçalo Sá, nº7, 10ºIgCurso Profissional de Informática e Gestão Ana Franco Escola secundária de Barcelinhos
01 Modelagem de Processos
A modelação de processos é uma etapa fundamental no desenvolvimento de sistemas de informação. O seu objetivo é representar de forma clara como a informação circula dentro de uma organização, mostrando quais processos tratam os dados, quais são as entradas e saídas de informação e como estas se interligam.Em sistemas de informação de gestão, a modelação de processos permite compreender como as tarefas e operações contribuem para o funcionamento global da organização, ajudando a identificar falhas, redundâncias e oportunidades de melhoria. O principal instrumento utilizado nesta fase é o Diagrama de Fluxos de Dados (DFD), que representa graficamente o modo como os dados são transformados em informação útil.
02 Princiais características de um DFD
03 Elementos que constituem o DFD
Um DFD é composto por quatro elementos principais:
04 Notações ou símbolos utilizados
Os DFD utilizam símbolos padronizados para facilitar a leitura e interpretação.Processos: representados por círculos ou retângulos arredondados. Fluxos de dados: representados por setas, indicando a direção do movimento da informação. Entidades externas: representadas por retângulos simples. Armazenamentos (arquivos): geralmente representados por duas linhas paralelas ou por um retângulo aberto num dos lados.
05 Cuidados a ter na elaboração de um DFD
Ao elaborar um DFD, é essencial garantir clareza, consistência e coerência.
06 Exemplos de Diagramas de Contexto
O Diagrama de Contexto é o nível mais alto do DFD e mostra o sistema como um único processo central, interagindo com as entidades externas.Por exemplo, num Sistema de Gestão de Vendas, o diagrama de contexto pode mostrar o processo “Gerir Vendas” ligado às entidades “Cliente”, “Fornecedor” e “Gestor”, através de fluxos de dados como “Pedido”, “Fatura” e “Relatório de Vendas”. Este diagrama oferece uma visão geral do sistema sem entrar em pormenores técnicos.
07 Exemplo de DFD de Nível 1
No DFD de Nível 1, o processo principal do diagrama de contexto é decomposto em subprocessos que detalham as suas operações internas.
08 Regras Práticas para Criar um DFD
Ao criar DFDs, devem ser seguidas algumas regras práticas:
09 Regras Específicas: Arquivos, Fluxos e Processos
Arquivos devem sempre ser ligados a pelo menos um processo.
- Processos são obrigatoriamente ligados a fluxos de entrada e de saída, representando transformação de informação.
Essas regras asseguram a validade lógica do diagrama e evitam inconsistências.11 O que é um Dicionário de Dados
12 Importância do DFD
O DFD é importante porque permite compreender o funcionamento lógico de um sistema antes da implementação. Ele facilita a análise de processos, a comunicação entre a equipa técnica e o cliente, e serve como base para o desenho da base de dados e para o desenvolvimento posterior do sistema.
13 O que é um DER (Diagrama Entidade-Relacionamento)
14 Elementos de um DER
Um DER é composto por três elementos principais:
15 Tipos de Relacionamentos
Existem diferentes tipos de relacionamentos:
- Unário (ou reflexivo): uma entidade relaciona-se consigo própria.
- Binário: envolve duas entidades (ex.: Cliente–Encomenda).
- Ternário: envolve três entidades (ex.: Médico–Paciente–Consulta).
Esses relacionamentos expressam a natureza das ligações entre dados no sistema.16 Tipos de Participação das Entidades
A participação define se uma entidade é obrigatória ou opcional num relacionamento.
17 Ligação entre DFD e DER
O DFD e o DER estão intimamente ligados:
- O DFD mostra como a informação flui entre processos e entidades.
- O DER mostra como essa informação é armazenada na base de dados.
Assim, o DFD representa a dinâmica do sistema, enquanto o DER representa a estrutura dos dados.18 Passagem do DER para Base de Dados
A partir do DER, é possível criar a estrutura física da base de dados. Cada entidade transforma-se numa tabela, cada atributo num campo e cada relacionamento em ligações (chaves primárias e estrangeiras).Esse processo garante que a base de dados reflita fielmente o modelo lógico definido na análise, assegurando integridade e coerência dos dados.
Conclusão
A modelação de processos e a criação de diagramas como o DFD e o DER são fundamentais para compreender, planear e desenvolver sistemas de informação eficazes. Eles permitem visualizar como os dados circulam e se relacionam, facilitando a comunicação entre analistas, programadores e gestores, e garantindo que o sistema final responda às necessidades reais da organização.