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Primeiros Socorros_1_APPDA

carlos maia

Created on October 20, 2025

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Noções básicas de Primeiros Socorros

UFCD 9988 - Aula 1

UFCD-9988 - NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS - 25h - CARLOS MAIA

Apresentação

UFCD-9988- NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS - 25H - CARLOS MAIA

Introdução

Quando?

O quê?

Onde?

Como?

A quem?

Porquê?

UFCD-9988 - NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS - 25h - CARLOS MAIA

Introdução ao tema

O quê?

  • Primeiros Socorros são os cuidados iniciais prestados a uma pessoa, vítima de acidentes ou de doença súbita, com o objetivo de manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, até a chegada de ajuda diferenciada.

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Introdução ao tema

O quê?

  • Obstrução da Via Aérea (OVA)
  • Suporte Básico de Vida (SBV)
  • Queimaduras
  • Traumatismos
  • Intoxicações
  • Afogamentos
  • Quedas.....

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Introdução ao tema

Porquê?

O INEM estima que ocorrem cerca de 10 mil paragens cardíacas por ano fora do hospital.Após uma paragem cardiorrespiratória, a vítima perde 10% de hipóteses de sobrevivência a cada minuto que passa. Ou seja, ao fim de cinco minutos sem assistência, a vítima tem apenas 50% de probabilidade em sobreviver.

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Introdução ao tema

Porquê?

Em Portugal, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) é a principal causa de morte e incapacidade, ocorrendo cerca de 25.000 casos por ano.A recuperação irá depender da localização e extensão do AVC mas também do tempo decorrido, razão pela qual é crucial o recurso imediato ao hospital quando existe suspeita do seu desenvolvimento.

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Introdução ao tema

Porquê?

Em 2023, houve registo de 4873 atropelamentos em Portugal Continental que originaram 57 mortos.Relativamente a acidentes com criança e jovens em Portugal:

    • 66 mortes por ano, em média, na última década;
    • 3393 internamentos por ano, em média, na última década;
    • 22 727 chamadas para o 112 reencaminhadas para CODU por ano, em média, na última década;

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Introdução ao tema

Onde?

  • Na via pública?
  • No trabalho?
  • Em casa?

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Introdução ao tema

A quem? Como?

  • Criança ou Adulto?
  • Qual a idade da criança?
  • Doença súbita ou Trauma?

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Introdução ao tema

Quando?

Os acidentes acontecem quando menos esperamos e a aplicação de técnicas de primeiros socorros nos minutos a seguir podem fazer a diferença entre a vida e a morte, quem sabe na de um familiar, amigo ou colega.

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Introdução ao tema

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Objetivos

  • Identificar os principais sinais e sintomas em situações de doença súbita e/ou trauma.
  • Efetuar as manobras de suporte básico de vida.
  • Aplicar os primeiros socorros adequados ao quadro de emergência.
  • Aplicar a técnica de primeiros socorros psicológicos e de promoção de relações empáticas.

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Conteúdos

  • Sistema integrado de emergência médica (SIEM)
  • Exame da vítima
  • Suporte básico de vida (SBV)
  • Emergência médica
  • Emergência de trauma
  • Técnicas de comunicação de suporte: escuta ativa, responder, questionar, gerir silêncios
  • Prática de técnicas e procedimentos de segurança

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Cronograma

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Cronograma

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SIEM

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Conjunto de ações coordenadas de âmbito extra-hospitalar, intra-hospitalar e inter-hospitalar, que resultam da intervenção ativa e dinâmica dos vários componentes do sistema nacional de saúde, de modo a possibilitar uma atuação rápida, eficaz e com economia de meios em situações de emergência médica.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Compreende toda a atividade de urgência/emergência, nomeadamente o sistema de socorro pré-hospitalar, o transporte, a receção hospitalar e a adequada referenciação do doente urgente/emergente.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

  • O atendimento das chamadas 112 cabe à PSP, nas centrais de emergência.
  • Sempre que o motivo da chamada tenha a ver com a área da saúde, a mesma é encaminhada para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM.
  • Sempre que o CODU aciona um meio de emergência procura que o mesmo seja o que está mais perto do local, independentemente da entidade a que pertence (INEM, Bombeiros ou CVP).

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

A “Estrela da Vida” é composta por seis faixas tendo localizado no seu centro, ao alto, um bastão com uma serpente enrolada. As seis faixas para representam as fases que constituem um ciclo completo de acções em termos de Emergência Médica. Enunciando-as de cima para baixo e segundo o movimento dos ponteiros do relógio, teremos:

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Deteção: Deteção da ocorrência de emergência médica que corresponde ao momento em que alguém se apercebe da existência de uma ou mais vítimas. Alerta: Fase na qual se contacta através do número nacional de emergência médica (112), dando conta da ocorrência.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Pré-socorro: Conjunto de gestos simples executados e mantidos até à chegada de meios de socorro mais especializados. Socorro: Cuidados de emergência iniciais efetuados às vítimas de doença súbita ou de acidente, com o objectivo de as estabilizar, diminuindo assim a morbilidade e a mortalidade.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Transporte: Transporte assistido da vítima numa ambulância desde o local da ocorrência até à unidade de saúde adequada, garantindo a continuação dos cuidados de emergência necessários. Tratamento/Hospital: Após a entrada na unidade de saúde, a vítima é avaliada e são iniciadas as medidas de diagnóstico e terapêutica tendo em vista o seu restabelecimento.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Tratamento/Hospital: Se necessário, pode considerar-se posteriormente um novo transporte (transferência) para um hospital de maior diferenciação, onde será prestado o tratamento mais adequado à situação.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Intervenientes

  • Público em Geral;
  • Operadores das centrais de Emergência;
  • Agentes da autoridade;
  • Bombeiros;
  • Socorristas de ambulância;
  • Outros Profissionais de Saúde;

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Intervenientes

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Número Europeu de Emergência

Foi criado em 1991 e desde 2008 passou a ser o único número de emergência que pode ser utilizado de qualquer telefone fixo, móvel ou telefone público para aceder gratuitamente aos serviços de emergência (assaltos, incêndios, emergências médicas, etc) em qualquer país da união europeia e a qualquer hora do dia.

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INEM

UFCD-0000 - DESIGNAÇÃO DA UFCD - CARGA HORÁRIA - NOME DO FORMADOR

INEM

Organismo do Ministério da Saúde responsável por coordenar o funcionamento no território de Portugal Continental de um Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), para garantir aos sinistrados ou vítimas de doença súbita, a pronta e correta prestação de cuidados de saúde, o transporte assistido das vítimas para o hospital adequado através da articulação entre os vários intervenientes no SIEM.

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Ligar 112

Não esquecer:

  • Localização exata da ocorrência e pontos de referência do local;
  • Número de telefone de contacto;
  • O que aconteceu (acidente, queda, falta de ar, dor no peito);
  • Número de pessoas que precisam de ajuda;
  • Condição em que se encontra(m) a(s) vítima(s);
  • Se já foi feita alguma coisa (ex: controlo de hemorragia);
  • Qualquer outro dado que seja solicitado;

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Meios INEM

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Outras respostas

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Via Verde AVC

  • Mecanismo criado pelas autoridades de saúde, destinado a transportar rapidamente uma eventual vítima de AVC, do local onde se encontra, para um hospital qualificado para tratar o AVC.
  • O CODU deve assegurar o contacto e a transmissão da informação ao médico responsável da equipa Via Verde AVC intra-hospitalar, durante o transporte para o serviço de urgência.

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Via Verde Trauma

  • A Via Verde do Trauma (VVT) é parte integrante do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), utilizando a totalidade dos seus meios, nomeadamente pré-hospitalar e hospitalar.
  • ​Definem-se como níveis de intervenção organizados de forma a prever o acesso a capacidade cirúrgica em menos do que 45 minutos de tempo de trajecto a partir do local de ocorrência;

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Sistema Integrado Emergência Médica (SIEM)

Via Verde Sépsis

  • É um protocolo de ação rápida para identificar e iniciar o tratamento de doentes com suspeita de sépsis, garantindo uma abordagem atempada e eficaz.
  • O processo começa com a identificação de um "caso suspeito" por qualquer profissional de saúde, com base em critérios de infeção e inflamação sistémica, seguindo-se a confirmação do "caso confirmado" pela equipa de sépsis nos serviços de urgência.

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Centro de Informação Antivenenos (CIAV)

O que é?

Criado no INEM em 1982, é um centro médico de consulta telefónica na área da toxicologia, responsável pela prestação, em tempo útil, das informações necessárias e adequadas a profissionais de saúde ou ao público em geral, visando uma abordagem correta e eficaz a vítimas de intoxicação. Com uma cobertura nacional, funciona ao longo das 24 horas do dia, 7 dias por semana, sendo o serviço assegurado por pessoal médico especializado, disponível através de uma linha telefónica exclusiva – 800 250 250 (chamada gratuita).

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Centro de Informação Antivenenos (CIAV)

Âmbito

No âmbito da toxicologia o CIAV presta todo o tipo de informações referentes a intoxicações agudas ou crónicas, relativas ao diagnóstico, quadro clínico, terapêutica e prognóstico da exposição a tóxicos.

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Ideias chave

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A não esquecer...

  • A ideia principal dos primeiros socorros é agir de forma rápida, eficaz e com calma para tentar minimizar os danos e garantir a segurança da vítima até a chegada da ajuda especializada.
  • A formação em primeiros socorros e o conhecimento das técnicas adequadas podem fazer a diferença na vida de uma pessoa.

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A não esquecer...

  • O Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) compreende toda a atividade de urgência/emergência, nomeadamente o sistema de socorro pré-hospitalar, o transporte, a receção hospitalar e a adequada referenciação do doente urgente/emergente.
  • O INEM é responsável por coordenar o funcionamento no território de Portugal Continental de um Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), através da articulação entre os seus intervenientes.

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A não esquecer...

  • O Centro de Informação Anti Venenos (CIAV) é um serviço de emergência que deve ser utilizado para obter ajuda em caso de intoxicação ou exposição a substâncias perigosas através do número 800 250 250 ou do número de emergência europeu: 112 ;

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A não esquecer...

  • As fases que constituem um ciclo completo de acções em termos de Emergência Médica são:
    • Deteção
    • Alerta
    • Pré-Socorro
    • Socorro
    • Transporte
    • Tratamento/Hospital

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A não esquecer...

  • O público em geral tem um papel preponderante na Deteção, Alerta e Pré Socorro;
  • Implica perceber a existência de uma ou mais vítimas, pedir ajuda diferenciada e prestar os primeiros socorros até à chegada desta ajuda;

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    Ligar 112

    Não esquecer:

    • Localização exata da ocorrência e pontos de referência do local;
    • Número de telefone de contacto;
    • O que aconteceu (acidente, queda, falta de ar, dor no peito);
    • Número de pessoas que precisam de ajuda;
    • Condição em que se encontra(m) a(s) vítima(s);
    • Se já foi feita alguma coisa (ex: controlo de hemorragia);
    • Qualquer outro dado que seja solicitado;

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    O que lhe sugere a seguinte imagem?

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    Obrigado Pela vossa atenção

    Alguma questão?

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    11

    Noções básicas de Primeiros Socorros

    UFCD 9988 - Aula 2

    UFCD-9988 - NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS - 25h - CARLOS MAIA

    Exame do local e da vítima

    UFCD-9988- NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS - 25H - CARLOS MAIA

    Avaliação do local e segurança

    Antes de qualquer procedimento relacionado com o exame da vítima, torna-se fundamental e prioritário garantir as condições de segurança, ou seja, é essencial garantir que pela nossa intervenção não vai resultar perigo para a vítima e/ou para a equipa de socorro. É um processo dinâmico durante todo o processo de avaliação da vítima que procura dar resposta a 3 questões fundamentais:

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    Avaliação do local e segurança

    1. A apresentação/envolvência da vítima pode determinar a utilização de medidas de proteção universal específicas por parte do socorrista; 2. Identificar riscos de segurança potenciais para a vítima, terceiros ou para o socorrista; 3. Determinar o número de vítimas e categorizando-a (s) como: vítima médica (Doença Súbita) ou vítima de trauma.

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    Avaliação do local e segurança

    Na avaliação do local da ocorrência e na avaliação da vítima a decisão sobre o tipo de vítima (clínica ou trauma) deverá ser tomada precocemente. No entanto algumas ocorrências podem ser confusas e sem pistas objetivas sobre se trata de uma lesão traumática ou doença súbita. É fundamental estar permanentemente preparado para mudar a direção do pensamento crítico com base nos achados da avaliação à vítima (história e avaliação primária/secundária).

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    Avaliação da vítima

    A abordagem/avaliação da vítima é um processo dinâmico. Pela avaliação do local poderá ser uma potencial vítima de trauma, no entanto na continuação da abordagem a esta vítima não se encontram quaisquer sinais de trauma mas sim sinais e sintomas de hipoglicemia (glicemia capilar de 50 mg/dl). Após correção desta situação a vítima recupera consciência e conta a história.

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    Avaliação da vítima

    Se a vítima anda, fala, não apresenta alterações visíveis importantes e tem uma coloração normal (ausência de palidez e/ou cianose), provavelmente não apresentará uma condição muito grave nem correrá risco de vida. No entanto, dada a possibilidade de se verificar uma deterioração da situação, mesmo estas vítimas deverão ser abordadas com cautela, e submetidas a uma abordagem inicial sistematizada e metódica, que consiste na avaliação primária (xABCDE) e na avaliação secundária por segmentos corporais.

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    Avaliação da vítima

    Em situações de TRAUMA a decisão de categorizar a vítima como crítica deverá ter por base não só a avaliação XABCDE, mas também o mecanismo de lesão. Os seguintes mecanismos/evidências podem potenciar e/ou aconselhar a que a vítima seja abordada como crítica:

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    Avaliação da vítima

    • Impacto violento na cabeça, pescoço, tronco ou pélvis; • Incidente de aceleração e/ou desaceleração súbita (colisões, explosões e outros; • Queda superior a 3 vezes a altura da vítima; • Queda que envolva impacto com a cabeça; • Projeção ou queda de qualquer meio de transporte motorizado ou a propulsão; • Acidentes de mergulho em águas rasas;

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    Avaliação da vítima

    Doença súbita

    Trauma

    A avaliação da vítima em situações de emergência é crucial para garantir um atendimento eficaz. Consiste em identificar problemas que ameaçam a vida da vítima e que necessitam de atendimento imediato. Essa avaliação segue uma ordem de prioridades, como avaliar a consciência, respiração e circulação.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária: tenta-se identificar e corrigir as situações de perigo imediato de vida.

    Avaliação secundária: tenta-se identificar e corrigir as situações que, apesar de não colocarem a vítima em perigo imediato de vida, se não forem corrigidas atempadamente podem agravar o estado do doente.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    X - Hemorragias exsanguinantes A - Vias Aéreas B - Ventilação C - Circulação (ppp -> pulso periférico e perfusão) D - Disfunção Neurológica E - Exposição

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    X - Hemorragias exsanguinantes Para controlar hemorragias exsanguinantes, que são hemorragias que ameaçam a vida, a principal ferramenta é o garrote. Além do garrote, também pode ser útil a pressão direta sobre o ferimento com pano ou gaze limpa, e a elevação do membro ferido, se possível.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    A - Vias Aéreas

    Se a vítima está alerta e fala normalmente, assume-se que a via aérea está permeável e deve -se prosseguir para a avaliação do B.

    !!!

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    B- Ventilação A avaliação da ventilação é crucial para garantir a oxigenação adequada do paciente. O objetivo principal é identificar e corrigir qualquer obstrução ou problema que possa comprometer a respiração.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação Esta etapa é composta por 2 aspetos fundamentais: • pesquisa e controlo de hemorragias (externas e internas); • avaliação do estado da circulação, incluindo a pesquisa de sinais de má perfusão periférica e a avaliação do pulso e pressão arterial.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação O controlo da hemorragia é prioritário, sendo que o rápido controlo da perda de sangue é um dos objetivos mais importantes em qualquer vítima. Assim sendo, a avaliação primária não deve prosseguir para as componentes subsequentes (D- Disfunção Neurológica eexposição), se todas as medidas possíveis de controlo de hemorragia não estiverem aplicadas.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação No caso de se ter detetado e abordado alguma hemorragia exsanguinante antes do início da avaliação primária, é neste momento que se deve reavaliar a eficácia das técnicas usadas para o seu controlo (p.ex. garrote, preenchimento) e controlar as restantes hemorragias externas.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação Perante a identificação de hemorragia externa efetuar o seu controlo seguindo os métodos de controlo: • Compressão manual direta no local da hemorragia; • Aplicação de garrote; • Efetuar o preenchimento de feridas; • Aplicação de frio; • Elevação do membro.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação • Avaliação da pele; • Tempo de preenchimento capilar (TPC); • Tensão arterial;

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação Para avaliar o tempo de preenchimento capilar (TPC) pressiona-se durante 5 segundos o leito ungueal removendo o sangue dos leitos ungueais, o tempo de regresso do sangue aos capilares desse leito ungueal (TPC) é um modo de avaliação da perfusão sanguínea na periferia do corpo. Depois de libertar a pressão avaliar o tempo de preenchimento capilar (até a pele voltar a ter a cor do membro envolvente), que em condições normais é inferior a 2 segundos.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    C- Circulação O prolongamento do tempo de preenchimento capilar sugere alterações da perfusão e deve ser interpretado como um sinal de má perfusão periférica. No entanto, o TPC não deve ser considerado isoladamente, uma vez que pode ser influenciado por outros fatores como: • Idade avançada; • Doenças vasculares; • Ambiente frio; • Más condições de iluminação; • Uso de fármacos vasodilatadores;

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica Avalia o estado de consciência e a função neurológica, verificando se a vítima está consciente, se responde a estímulos e se há sinais de lesões cerebrais.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica Um ponto importante será avaliar o nível de consciência da vítima usando um parâmetro muito simples, chamado A.V.D.S.: A (ALERTA) V (RESPONDE À VOZ) D (RESPONDE À DOR) S (SEM RESPOSTA)

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica Abordar a vítima, independentemente do mecanismo ter sido traumático ou clínico: se ao tocar na vítima o socorrista percebe uma reação espontânea, concluímos que ela está na fase A (ALERTA). Isto é um indício de que existe atividade neurológica; o cérebro está a ser abastecido de oxigénio.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica Quanto à fase V (VOZ) é percebida quando a vítima não responde ao ser chamada pelo nome. É bom lembrar que a audição é um dos últimos sentidos a serem perdidos antes de o cérebro entrar em estado de inconsciência. Não havendo nenhuma resposta à solicitação verbal estimula-se a D (DOR): fecha-se a mão e com a área da dobra dos dedos fricciona-se o esterno da vítima, que fica localizado no meio do tórax, na junção das costelas.

    UFCD-9988- NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS - 25H - CARLOS MAIA

    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica Havendo uma resposta muscular da vítima tanto em tentar inibir o estímulo ou qualquer outra que seja, sabe-se que ainda existe uma atividade neurológica funcional, pois o cérebro ainda recebe oxigénio.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica Se não houver nenhum tipo de resposta; não está em ALERTA, responsivo à VOZ ou à DOR, a vítima está no estágio de I (INCONSCIÊNCIA), no qual o cérebro não recebe oxigénio e por falta deste não haverá estímulo muscular. Há possibilidade da necrose, que é a morte de parte dos tecidos dos cérebro por escassez de oxigénio. Isso pode levar à paralisia, ao coma, e, em casos mais graves, à morte.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica

    A escala pontua a melhor resposta do somatório das 3 componentes de 3 a 15. Devem ser observados a abertura ocular, o conteúdo do discurso e a resposta motora.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica
    A constrição ou dilatação pupilar, a falta de resposta à luz ou a assimetria podem indicar problemas neurológicos, como lesões cerebrais.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica
    Pode-se ainda recorrer a um estímulo verbal em que se pede à vítima que aperte simultaneamente as mãos ou que faça força com os pés. Nas vítimas inconscientes efetua-se através da estimulação física (pode ser provocada através da pressão dos leitos ungueais ou pressão nos trapézios). Caso se verifiquem alterações na lateralização da resposta motora, alterações no estado de consciência ou presença de cefaleias, avalia-se de seguida a escala de Cincinnati. Esta escala utiliza a avaliação de 3 achados físicos: • Queda facial; / • Debilidade dos braços; / • Fala anormal.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica
    A lateralização da resposta motora consiste na comparação da resposta dos membros de um hemicorpo com o outro hemicorpo em relação às seguintes características: • Mobilidade; • Força; • Sensibilidade

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica

    O aparecimento súbito de 1 destes 3 achados tem 72% de probabilidade de um AVC isquémico, se os 3 achados estiverem presentes a probabilidade é >85%.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    D- Disfunção neurológica

    A persistência de quadros com alterações do estado de consciência,podem estar relacionados com: • Fatores ambientais: Hipertemia e Hipotermia;• Hipoglicemia; • Hipoxia; • Hipotensão; • Drogas (ex. overdose por opiáceos); • Álcool; • Convulsões / Estado pós crise;

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    Avaliação da vítima

    Avaliação primária

    E- Exposição Expor a vítima para avaliar lesões, mantendo a temperatura corporal adequada para evitar hipotermia. A privacidade da vítima deve ser sempre respeitada, tendo o cuidado de se expor apenas o necessário ou, se possível, efetuando a exposição no interior da ambulância.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária

    O objetivo é identificar as situações que não colocam a vida da vítima em perigo imediato mas que se não forem corrigidas poderão agravar a sua situação geral. Tendo já eliminado as situações de risco de vida iminente, falta completar o exame, a fim de avaliar e caracterizar os sinais vitais: ventilação, pulso, pressão arterial, glicemia capilar, temperatura e a dor.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Sinais Vitais)

    • Tensão Arterial;
    • Pulso;
    • Temperatura;
    • Glicemia;
    • Dor;

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Dor)

    Caraterização da dor: • Local; • Tipo de dor (moinha, cólica, facada, picada, ardor, pressão, aperto); • Fator desencadeante; • Duração; • Irradiação; • História anterior; • Intensidade.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária

    A dor pode ter origem num problema de início súbito ou crónico. Tem características subjetivas, para além de ser uma reação emocional a um estímulo efetivo. A intensidade pode ser avaliada pela escala de faces ou numérica.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Recolha de informação)

    Nas vítimas conscientes, orientadas e colaborantes, deve-se tentar recolher, através da vítima, familiares, testemunhas ou outros, algumas informações importantes que podem ser lembradas pela referência CHAMU. C Circunstâncias H História anterior de doenças da vítima. A Alergias. M Medicação habitual. U Última refeição.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Recolha de informação)

    Estes dados poderão ser de importância vital para o tratamento intrahospitalar. Além da recolha de informação junto de pessoas, pode ser importante recolher outros indícios. Por exemplo, em caso de intoxicação, a recolha de embalagens de medicamentos ou de outros produtos pode ser extremamente importante para a identificação de tóxicos e/ou da quantidade de produto ingerido.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Recolha de informação)

    No entanto, em situações que possam envolver a necessidade de investigação policial, é extremamente importante respeitar o local da ocorrência, mexendo apenas naquilo que é estritamente necessário deslocar para se poderem prestar os cuidados adequados à (s) vítima (s). São exemplos as situações de agressão, com ou sem vítimas mortais e as situações em que a vítima provavelmente está cadáver e não há causa de morte evidente ou existem sinais de morte não natural.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Observação Geral)

    A observação geral/sistematizada consiste num exame objetivo, feito através da avaliação da vítima da cabeça aos pés, observando e inspecionando na tentativa de identificar lesões que possam ter escapado à observação no exame primário.

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Observação Geral)

    Como proceder à observação sistematizada: • Iniciar o exame a partir da cabeça; • A vítima não deve ser movimentada mais do que o necessário; Se durante o exame se suspeitar de alguma lesão grave, o exame deve ser interrompido para prestar os cuidados de emergência adequados.

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    Resumo Aula anterior

    Não esquecer:

    • Primeiros Socorros
    • SIEM
    • CIAV/ Vias Verdes
    • Telefonema Emergência;
    • Fases do Socorro: Deteção, Alerta, Pré-Socorro, Socorro, Transporte, Tratamento/Hospital;
    • Exame do local e da vítima
      • Avaliação Primária: Trauma-Emergência Médica ->XABCDE

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    Avaliação da vítima

    Avaliação Primária

    É um exame rápido e sistemático que visa identificar ameaças imediatas à vida, como problemas respiratórios, circulatórios e de consciência. O objetivo é estabilizar a vítima e garantir que ela receba assistência adequada. X - Hemorragias exsanguinantes A - Vias aéreas B - Ventilação C - Circulação D - Disfunção neurológica E - Exposição

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    Avaliação da vítima

    Avaliação secundária (Recolha de informação)

    Nas vítimas conscientes, orientadas e colaborantes, deve-se tentar recolher, através da vítima, familiares, testemunhas ou outros, algumas informações importantes que podem ser lembradas pela referência CHAMU. C Circunstâncias H História anterior de doenças da vítima. A Alergias. M Medicação habitual. U Última refeição.

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    11

    Noções básicas de Primeiros Socorros

    UFCD 9988 - Aula 3

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    Emergências Médicas

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    Emergências médicas

    Uma emergência médica é uma condição médica súbita e grave que ameaça a vida do paciente e que requer tratamento imediato para evitar complicações ou morte.

    São exemplos de emergências médicas: - AVC; - Enfarte do miocárdio; - Convulsões; - Intoxicações; - Dor torácica;

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    Dor Torácica de origem cardíaca

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    Emergências Médicas

    Dor Torácica

    Cerca de metade das mortes por enfarte agudo do miocárdio (EAM) ocorrem antes do doente conseguir chegar ao hospital. Além do EAM, outras situações como a dissecção da aorta e o tromboembolismo são patologias do foro vascular que se apresentam frequentemente com dor torácica e que se caracterizam por morbilidade e mortalidade elevadas.

    A Dor torácica é a segunda queixa isolada que condiciona maior número de ativações do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) em Portugal. Tem particular importância porque entre as causas de dor torácica, encontram-se doenças que implicam risco de vida.

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    Emergências Médicas

    Dor Torácica

    Outras causas de dor torácica são as doenças gástricas e esofágicas, as doenças pulmonares, as da parede torácica (nomeadamente, musculares e osteoarticulares) e outras menos frequentes em que se incluem por exemplo os tumores pulmonares.

    A intervenção das equipas de emergência pré hospitalar na vítima com dor torácica visa identificar rapidamente os casos de maior risco vital, garantir o seu encaminhamento correto, e promover o tratamento precoce da condição de base.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica

    Uma dor torácica de origem cardíaca representa uma situação em que o miocárdio não está a receber a quantidade de oxigénio suficiente para as suas necessidades do momento. Normalmente esta situação está associada, por um lado, ao aumento da necessidade de oxigénio (ex. um esforço, uma emoção), por outro, à diminuição do aporte de sangue ao miocárdio. Esta última, a diminuição do aporte de oxigénio, deve-se normalmente a uma doença denominada aterosclerose.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica

    A aterosclerose representa uma alteração das artérias, própria do envelhecimento e consiste numa progressiva deposição de placas de gordura e outras substâncias no interior da artéria (que se desenvolve ao longo de anos). Esta deposição de placas de gordura e outras substâncias, faz com que: • O diâmetro das artérias vá diminuindo gradualmente; • As paredes das artérias percam a sua elasticidade, tornando-se duras.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica

    Estes dois fatores em conjunto causam: • Uma diminuição do volume de sangue, ou seja com a diminuição do diâmetro interno da artéria o sangue sofre uma obstrução; • Um aumento da pressão no interior das artérias, ou seja a mesma quantidade de sangue é obrigada a passar por um diâmetro mais pequeno.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica

    Assim, quando este mecanismo ocorre nas coronárias (artérias que irrigam o coração), estamos perante uma situação de dor torácica de origem cardíaca que representa uma situação grave. A dor torácica de origem cardíaca pode apresentar-se como duas entidades clínicas: • Angina de peito; • Enfarte do agudo do miocárdio (EAM).

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    Emergências Médicas

    Dor torácica (Angina de peito)

    Esta situação ocorre quando o diâmetro da coronária diminui pela deposição de placas de gordura e outras substâncias, provocando uma redução do aporte de oxigénio às células do miocárdio a jusante dessa obstrução. Assim e sempre que aumentem as necessidades de oxigénio por parte das células cardíacas inicia-se um quadro de dor porque existe uma barreira física que dificulta a irrigação sanguínea.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e sintomas da Angina de peito

    • Dor no peito, de localização retroesternal (ou precordial), descrita como uma sensação de aperto, peso, opressão ou facada;
    • A dor mantém-se constante, ou seja não altera de intensidade com a inspiração/expiração, ou com a posição adoptada pelo indivíduo;
    • Esta dor pode ainda ser acompanhada de adormecimento na extremidade do membro superior afetado.
    • Normalmente tem origem após um esforço físico ou uma emoção mas pode também dever-se ao contacto com frio intenso, ou surgir na sequência de uma refeição pesada.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e sintomas da Angina de peito

    Como esta dor surge após um aumento súbito da necessidade de oxigénio por parte do coração, se o fator desencadeante for interrompido a dor alivia. (2 a 3 minutos)Os doentes com angina, estão habitualmente medicados com nitroglicerina. que provoca uma dilatação do diâmetro das coronárias facilitando a passagem do sangue nas mesmas. Este medicamento apresenta-se normalmente sob a forma de comprimidos que se colocam debaixo da língua quando a dor se inicia, provocando na maioria dos casos, um alívio quase imediato.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica (Enfarte Agudo do Miocárdio)

    Enquanto que na angina de peito apenas há sofrimento das células do coração por falta de oxigénio, no EAM existe já morte de células do miocárdio. Normalmente o aparecimento desta situação deve-se a uma obstrução total ou quase total da coronária e não apenas a uma diminuição do seu diâmetro.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e Sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Dor no peito, de localização retroesternal (ou precordial), descrita como uma sensação de aperto, peso, opressão ou facada.
    • A dor mantém-se constante, ou seja não altera de intensidade com a inspiração/expiração, ou com a posição adoptada pelo indivíduo.
    • A dor pode irradiar para o ombro, braço e mão (mais frequente à esquerda), pescoço e mandíbula, dorso e região abdominal.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e Sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Esta dor pode ainda ser acompanhada de adormecimento na extremidade do membro superior afetado. Tem início inesperado e inespecífico.
    • Enquanto que a dor da Angina tem fator desencadeante, a dor do Enfarte pode não ter fator desencadeante surgindo por vezes durante o sono. Raramente alivia com a suspensão do fator desencadeante.
    • A dor do EAM raramente alivia com a administração de nitroglicerina. Além da dor, o EAM pode no entanto vir acompanhado de outros sinais e sintomas:

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e Sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Dificuldade respiratória, pode ser isolada, preceder ou acompanhar o desconforto. Pode mesmo chegar ao Edema Agudo do Pulmão, uma vez que perante uma lesão do coração em que este fique incapacitado do seu efeito de bomba, vai haver uma acumulação de líquidos a montante deste, provocando um preenchimento dos alvéolos pulmonares por fluidos;
    • Medo, apreensão - A sensação de morte eminente origina uma grande ansiedade na vítima. Em geral, a sua expressão facial reflete este facto;

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e Sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Sudorese, náuseas e vómitos;
    • Palidez e sudorese não atribuíveis a hipotensão e/ou hipoglicemia;
    • Desconforto retroesternal: opressão, peso, ardor, pressão ou dor retroesternal, habitualmente com mais de 30 minutos de duração;
    • Desconforto em um ou ambos os braços, no pescoço, na mandíbula, no dorso (entre as omoplatas) ou epigastro.

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Sinais e Sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio

    Há que ter em atenção, o facto da vítima numa situação de enfarte do miocárdio, poder apresentar todo este conjunto de sinais e sintomas ou apenas alguns deles.

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    Emergências médicas

    Dor Torácica - Desafio

    Dor de origem não cardíaca / Dor de origem cardíaca

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    Dor Torácica - Desafio

    Dor de origem não cardíaca / Dor de origem cardíaca

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Atuação no Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Abordar a vítima segundo a metodologia ABCDE: A - Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical B - Ventilação e Oxigenação C - Assegurar a circulação com controlo da hemorragia D - Disfunção neurológica E - Exposição com controlo da temperatura

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    Dor torácica - Atuação no Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Manter um ambiente calmo para a vítima;
    • Evitar que a vítima faça qualquer esforço (ex. não andar);
    • Posicionar a vítima na posição mais confortável (a maioria destes doentes sentir-se-á mais confortável na posição de sentado);
    • Ligar 112;
    • Administrar oxigénio por máscara: Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88 - 92%); Se vítima com dor: 10 L/min; Sem dor e sem dispneia: 3L/min; (*)
    • Dar especial atenção à recolha do máximo de informação (CHAMU);

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    Emergências Médicas

    Dor torácica - Atuação no Enfarte Agudo do Miocárdio

    • Avaliar e caracterizar a dor: localização, Irradiação, hora de inicio, fator desencadeante, que medicação já tomou?
    • Manter a temperatura corporal;
    • Não dar nada a beber/comer;
    • Verificar e registar os sinais vitais (FR, PA e FC);

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    AVC

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    Emergências médicas

    Acidente Vascular Cerebral

    Constitui a primeira causa de morte em Portugal, sendo responsável por mais de 10.000 mortes por ano; um número bem superior fica com sequelas importantes. Por outro lado, vários estudos demonstram que o acesso precoce a novos tratamentos, disponíveis em centros de referência, pode ser altamente benéfico e eliminar ou reduzir as sequelas causadas por um AVC. Assim, é fundamental suspeitar precocemente da ocorrência de um AVC e transportar, sem demora, o doente a um centro especializado, através da sua inclusão na Via Verde do AVC.

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    Emergências médicas

    Acidente Vascular Cerebral

    É uma situação de início brusco ou progressivo e corresponde ao aparecimento de sintomas neurológicos causados pela interrupção de circulação sanguínea no cérebro, com o consequente défice de oxigenação das células cerebrais.No decurso de um AVC o indivíduo fica privado, temporariamente ou definitivamente de muitas das suas capacidades, já que:

      • As células nervosas não se regeneram;
      • Todas as células necessitam de oxigénio para sobreviver e executar a sua função;
      • O cérebro é o órgão que controla os movimentos, a memória, o equilíbrio interno do organismo, as funções vitais, a fala, entre muitas outras tarefas.

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    Tipos de Acidente Vascular Cerebral

    Existem dois tipos de Acidentes Vasculares: • Isquémico: aquele que é produzido pela oclusão de um vaso sanguíneo provocando um défice de oxigenação cerebral a jusante da obstrução. Esta obstrução pode ser provocada por um trombo (obstáculo que se forma no local) ou por um êmbolo (quando o obstáculo se desloca na corrente sanguínea até encravar num vaso de pequeno calibre); • Hemorrágico: aquele que é produzido pelo rompimento de um vaso sanguíneo cerebral, do qual resultam duas situações em simultâneo, por um lado o sangue não passa porque o vaso sanguíneo não está íntegro, por outro lado o sangue derramado provoca edema e uma irritação local inflamatória com consequente sofrimento das células nervosas.

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    Acidente Vascular Cerebral-causas

    O AVC tem como causa doenças cardiovasculares, sendo muitas vezes desencadeados por complicações de hipertensão e da aterosclerose. O AVC apresenta quase sempre, sintomas neurológicos refletindo-se principalmente a nível motor e sensitivo, com o aparecimento de paralisias e parestesias (formigueiros), numa só metade do corpo. Quando esta situação se instala, é acompanhada de alterações da consciência que podem ir desde uma desorientação transitória até à instalação do coma, mais ou menos profundo.

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    Acidente Vascular Cerebral- sintomas

    Outros sinais e sintomas podem surgir, entre os quais se destacam: • Cefaleias ou dores de cabeça intensas; • Alterações circulatórias e ventilatórias; • Elevação da temperatura e convulsões.

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    Emergências médicas

    Acidente Vascular Cerebral- sintomas

    Para facilitar a identificação da situação deve-se recorrer a uma avaliação sumária de 3 funções - Escala de Cincinnati: 1. Alteração da mímica facial (Redução ou ausência do movimento de um lado da face); 2. Dificuldade na elevação de um dos membros superiores; 3. Alterações da fala (fala arrastada ou incapacidade em pronunciar palavras). O aparecimento de alterações súbitas em qualquer destes 3 componentes, caracteriza o evento como um potencial AVC, implicando o eventual acionamento da Via Verde do AVC e deslocação imediata da vítima ao hospital recomendado.

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    Emergências médicas

    Acidente Vascular Cerebral- sintomas

    Outra forma de suspeitar de um AVC é pela sintomatologia associada, que pode ser descrita como a ocorrência de um ou mais dos seguintes sinais/sintomas: • Parestesia (sensação de adormecimento das extremidades) súbita ou cansaço na face ou membros, especialmente num dos lados; • Desvio da comissura labial (a boca da vítima apresenta-se desviada para um dos lados); • Confusão mental súbita ou dificuldade em falar ou compreender a fala; • Dificuldade súbita em ver, num ou em ambos os olhos; • Dificuldade súbita na marcha, tontura, vertigem, ou coordenação motora; • Cefaleia (dor de cabeça) súbita e intensa, sem causa conhecida.

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    Emergências médicas

    Acidente Vascular Cerebral- atuação

    • Abordar a vítima segundo a metodologia XABCDE: A - Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical B - Ventilação e Oxigenação C - Assegurar a circulação com controlo da hemorragia D - Disfunção neurológica E - Exposição com controlo da temperatura.

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    Acidente Vascular Cerebral- atuação

    • Avaliar deficits neurológicos (escala de Cincinatti) • Ligar 112; • Verificar e registar os sinais vitais; • Administrar oxigénio: Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88- 92 %); 3 L/min; (*) • Não dar nada de comer ou beber à vítima; • Transportar a vítima na posição de decúbito dorsal com a cabeça elevada a trinta graus, mantendo a via aérea permeável;

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    Emergências médicas

    Acidente Vascular Cerebral- atuação

    • Se houver risco de vómito, transportar a vítima na posição de decúbito lateral para o lado oposto ao da hemiparesia com elevação da cabeceira a trinta graus; • Colocar a vítima, se inconsciente, em PLS; • Reduzir estímulos sensoriais e o stress ao doentes (ex. barulhos, luzes).

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    Crise Convulsiva

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    Emergências médicas

    Crise Convulsiva

    A convulsão é um distúrbio no funcionamento cerebral, caracterizado por descargas elétricas anormais, podendo gerar contrações involuntárias da musculatura, com movimentos desordenados, tónicos e/ou clónicos, desvio do olhar e tremores. Pode ainda ser acompanhada de salivação intensa, perda da consciência e/ou relaxamento e incontinência dos esfíncteres. É classificada como generalizada quando há movimentos de braços e pernas, desvio do olhar e incontinência dos esfíncteres associada à perda da consciência. É denominada focal simples, quando as contrações acontecem em apenas um membro do corpo.

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    Emergências médicas

    Crise Convulsiva - causas

    • Epilepsia (causa mais frequente na emergência médica); • Traumatismo crânio-encefálico; • Acidente vascular cerebral; • Algumas lesões cerebrais, como o cancro; • Hipertermia; • Diminuição do nível do açúcar no sangue; • Intoxicações; • Hipóxia.

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    Emergências médicas

    Crise Convulsiva - durante a convulsão

    • Ligar 112;
    • Evitar traumatismos associados:
      • Desviar objetos;
      • Proteger extremidades e crânio da vítima.
    • Nunca tentar segurar a vítima de forma a contrariar/conter as contrações musculares;
    • Aliviar roupas justas (ex. colarinho, gravata, cinto);
    • Durante a crise não deve tentar executar ventilação artificial;
    • Manter via aérea permeável, se necessário;
    • Durante a convulsão a colocação do tubo orofaríngeo não deve ser forçada;
    • Registar a duração e o tempo de intervalo entre cada uma das convulsões;
    • Registar as partes do corpo envolvidas no estado convulsivo;
    • Após o cessar da crise convulsiva colocar a vítima em PLS enquanto esta se mantiver inconsciente.

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    Emergências médicas

    Crise Convulsiva - após a convulsão

    • Abordar a vítima segundo a metodologia ABCDE:

      • A - Permeabilizar a via aérea com controlo da coluna cervical ;
      • B - Ventilação e Oxigenação
      • C - Assegurar a circulação com controlo da hemorragia
      • D - Disfunção neurológica
      • E - Exposição com controlo da temperatura.
    • Ligar 112;
    • Colocar cabeça da vítima de lado e se necessário aspirar secreções;
    • Administrar Oxigénio: Garantir oximetria ≥ 95% (se grávida ≥ 97% ; se DPOC entre 88-92 %); 3 L/min; )*)
    • Determinar valor de glicemia capilar;
    • Despistar hipertermia (avaliar a temperatura);
    • Verificar e registar sinais vitais;
    • Permitir que a pessoa descanse após a crise;
    • Pesquisar sinais de AVC;

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    Emergências médicas

    Crise Convulsiva - após a convulsão

    • Prosseguir o exame da vítima, dando especial atenção à recolha de informação (CHAMU);
    • Atuar em conformidade com traumatismos associados à crise que eventualmente tenham ocorrido;
    • Reduzir estímulos (ex. diminuir a luz, evitar barulho);
    • Transportar a vítima mantendo a permeabilidade da via aérea, a administração de oxigénio e uma vigilância apertada dos sinais vitais, estado de consciência antecipando possibilidade de ocorrência de novas crises.

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    Alterações da glicemia

    ITipos de Diabetes

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    Queimaduras

    Definição

    No entanto, algumas queimaduras são potencialmente incapacitantes ou fatais, exigindo um tratamento correto e o mais precoce possível. Algumas queimaduras, em certos locais do corpo humano, podem não só afetar a funcionalidade normal do corpo, como serem fatais. O socorro a estas vítimas resume-se essencialmente ao arrefecimento da queimadura e à prevenção das infeções.

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    Paragem cardio respiratória (PCR) - O que fazer?

    As duas manobras fundamentais do suporte básico de vida são as compressões torácicas e as ventilações. O fluxo de sangue para o coração, o cérebro e outros órgãos vitais só pode ser reposto pela aplicação das compressões torácicas que, de uma forma grosseira, vão substituir os batimentos cardíacos.

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    Suporte Básico de Vida

    O algoritmo do Suporte Básico de Vida (SBV) do INEM, segue uma sequência de ações para lidar com uma situação de paragem cardiorrespiratória (PCR). O objetivo principal é manter a vítima viva até a chegada de ajuda profissional.

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    OVA

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    Obstrução da via aérea

    Tipos de obstrução

    A obstrução da via aérea consiste no que habitualmente se designa por “engasgamento”. Quando se trata de uma obstrução por um corpo estranho a vítima vai ter dificuldade em respirar porque o ar não chega aos pulmões.

    Se a vítima conseguir tossir, ainda passa algum ar para os pulmões e estamos perante uma Obstrução Ligeira. Se a vítima deixar de conseguir tossir, estamos perante uma Obstrução Grave da Via Aérea.

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    Obstrução da via aérea

    Como atuar

    • Enquanto a vítima conseguir tossir, encoraje a tosse na tentativa de expelir o corpo estranho;
    • Se resolver, avalie a situação e recorra a um serviço de saúde se necessário;
    • Se a vítima não conseguir tossir, aplique cinco pancadas nas costas:
      • Coloque-se ao lado e ligeiramente por detrás da vítima;
      • Passe o braço por baixo da axila da vítima e suporte-a a nível do tórax com uma mão, mantendo-a inclinada para a frente, numa posição tal que se algum objeto for deslocado com as pancadas possa sair livremente pela boca;
      • Aplique até 5 pancadas com a base da outra mão, na parte superior das costas, entre as omoplatas.

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    Obstrução da via aérea

    Como atuar

    • Se não resolver a obstrução efetue até cinco compressões abdominais:
      • Coloque-se por trás da vítima e circunde o abdómen da vítima com os seus braços;
      • Feche o punho de uma mão e posicione-o acima do umbigo, com o polegar voltado contra o abdómen da vítima;
      • Sobreponha a 2ª mão por cima da outra e aplique uma compressão rápida para dentro e para cima;
      • Repita até cinco vezes este processo
    Intercale as pancadas nas costas com as compressões abdominais até a situação se resolver ou a vítima ficar inconsciente; Se a vítima ficar inconsciente, ligue de imediato 112 e inicie Suporte Básico de Vida.

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    Obstrução via aérea

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    Bibliografia

    https://www.inem.pt/wp-content/uploads/2017/06/A-Estrela-da-Vida-Simbolo-do-INEM.pdf https://www.bombeiros.pt/wp-content/uploads/2017/09/ctic9_guia_sbv.pdf https://www.apsi.org.pt/images/PDF/2022/APSI_RELATORIO_30.pdf https://www.youtube.com/watch?v=LCxkSiuMah8 https://www.inem.pt/wp-content/uploads/2023/07/OT.028-01.DEM_.Restricao-de-movimentos-de-coluna-na-vitima-com-suspeita-de-traumatismo-vertebro-medular.pdf http://www.bvabrantes.pt/webresources/news_files/201912052257536960_manualSBVD.jpg http://www.bvabrantes.pt/webresources/news_files/201912052239294435_manualSBVP.jpg http://www.bvabrantes.pt/webresources/news_files/201912052236229417_manualSIEM.jpg http://www.bvabrantes.pt/webresources/news_files/201912052224466120_manualTEIVT.jpg http://www.bvabrantes.pt/webresources/news_files/201912052221389549_manualEM.jpg http://www.bvabrantes.pt/WebResources/SitePages/forma/manuaisInem/manualNEPO.pdf

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    Casos práticos

    Caso 1

    • Utente independente, caída no chão do quarto da instituição;
    O que fazer?

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