PARTE 2
A cor das Palavras
Racismo linguístico
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Elaboração
APOIO INSTITUCIONAL
Desembargador Presidente Ilson Alves Pequeno Junior Secretaria-Geral da Presidência Divisão de Sustentabilidade, Acessibilidade e Iniciativas Nacionais
Comitê Gestor Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade
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Juíza Fernanda Antunes Marques Junqueira Juiz Wadler Ferreira Iuri Tadeu Ribeiro de Carvalho
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Momento QUIZ - Jogo de perguntas e respostas
Você conhece as expressões racistas?
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Falando em lista, que tal adicionarmos mais algumas palavras e expressões à nossa "lista proibida" de expressões racistas? Para isso, vamos começar um novo jogo!
Sim!
Jogo - Complete a frase
Você conhece as expressões racistas?
Começar o jogo
Complete a frase
Clique e arraste cada expressão para o local correto na sentença.
Complete a frase racista
Desconstrua as expressões racistas
"Crioulo"
"Negro de alma branca"
"Negra de beleza exótica"
Literatura negra para inspirar
Neide Almeida
Nasci de cabeça feita. No começo, não sabia. Entre os hábeis dedos maternos via os meus crespos fios domados por um laço, que me prendia também por dentro. Cresci sob um mito, medo de me ver refletida no espelho do que sempre fui. Mas ainda menina, meu desejo já se enroscava, virava trança e me protegia.
Nós: 20 poemas e uma oferenda
Literatura negra para inspirar
Chimamanda Ngozi
“Meu editor leu o manuscrito e disse: ‘Entendo que a questão racial é importante aqui, mas precisamos ter certeza de que o livro vai transcender a raça, para não ser só sobre isso’. E eu pensando: mas por que tenho que transcender a raça? Sabe, como se a questão racial fosse uma bebida que é melhor se for servida diluída, temperada com outros líquidos, ou os brancos não vão conseguir engolir.”
Americanah
Canal de denúncia
A Ouvidoria do TRT-14 é considerado canal institucional de recebimento de denúncias, assim como diretamente no sítio eletrônico do TRT-14, no link aqui constante. As denúncias possuem tratamento sigiloso.
Racismo é crime e também deve ser denunciado aos órgãos competentes para fins de responsabilização nas esferas penal e civil
Enquanto o crime ainda está acontecendo, a Polícia Militar pode ser acionada, ligando para o número 190 ou 100;
Se o crime já ocorreu, a vítima deve se dirigir à Delegacia de Polícia Civil para registrar sua queixa, comparecendo, se possível, em companhia das testemunhas e com todas as provas que conseguir reunir.
www.trt14.jus.br
REFERÊNCIAS
Secretaria de Estado de Direitos Humanos - Governo do Espírito Santo: https://sedh.es.gov.br/Not%C3%ADcia/novembro-negro-conheca-algumas-expressoes-racistas-e-seus-significados
Secretaria da Cidadania e Justiça - Governo do Tocantins: https://www.to.gov.br/cidadaniaejustica/noticias/conheca-algumas-expressoes-racistas-e-por-que-moldar-o-vocabulario-e-uma-forma-de-combater-o-preconceito-racial/43yj0wrg7pzv
DESCONTRUA O RACISMO
Vamos juntos desaprender o racismo que se esconde na língua e recolorir nossa comunicação. Pense antes de falar. Qual a cor que você quer dar ao seu mundo?
É tempo de dar às nossas palavras uma nova paleta de cores: a do respeito, da igualdade e da celebração da diversidade.
Mercado negro
A expressão associa a cor negra a atividades ilícitas ou clandestinas, reforçando estereótipos negativos. O termo "mercado ilegal" ou "comércio informal" descreve com precisão a natureza dessas transações sem recorrer a termos racialmente carregados.
Humor negro
O termo "humor negro" pode ser problemático por associar temas polêmicos a uma cor que historicamente sofreu com preconceitos. A expressão "humor ácido" ou "humor sarcástico" descreve adequadamente esse tipo de humor, focando na sua característica irônica e chocante, sem evocar conotações raciais. Esse estilo de humor é muito usado para explorar tabus ou situações desconfortáveis para provocar o riso, como morte, doença e tragédia.
Mulato(a)
O termo "mulato(a)" tem origem controversa e pode ser considerado pejorativo, pois deriva da palavra "mula", um animal híbrido, oriundo do cruzamento de duas espécies diferentes, sugerindo uma condição inferior. As expressões "pardo(a)" ou "mestiço(a)" são mais neutras e socialmente aceitas para descrever pessoas miscigenadas.
Feito nas coxas
"Feito nas coxas" significa algo malfeito, sem capricho ou de qualquer jeito. A origem da expressão é debatida, mas a explicação mais comum é a que a associa à fabricação de telhas na época da escravidão, onde a argila era moldada sobre as coxas dos escravizados, resultando em telhas irregulares. Utilizar "serviço mal feito" ou "feito às pressas" descreve a ação de forma mais direta e sem ambiguidades.
Lista negra
O termo "lista negra" pode ter origem em práticas discriminatórias e associa a cor negra a algo negativo, como exclusão ou punição. Sugere-se substituir "lista negra" por termos como "lista de restrições", "lista suja" ou "lista proibida", evitando o uso pejorativo da palavra "negro".
Samba do crioulo doido
A expressão "samba do crioulo doido" é considerada racista por utilizar de forma pejorativa o termo "crioulo" e associar um ritmo cultural brasileiro a uma condição de desordem ou caos. Expressões como "confusão", "bagunça generalizada" ou "desordem total" comunicam a mesma ideia de forma neutra.
Feito nas coxas
"Feito nas coxas" significa algo malfeito, sem capricho ou de qualquer jeito. A origem da expressão é debatida, mas a explicação mais comum é a que a associa à fabricação de telhas na época da escravidão, onde a argila era moldada sobre as coxas dos escravizados, resultando em telhas irregulares. Utilizar "serviço mal feito" ou "feito às pressas" descreve a ação de forma mais direta e sem ambiguidades.
Lista negra
O termo "lista negra" pode ter origem em práticas discriminatórias e associa a cor negra a algo negativo, como exclusão ou punição. Sugere-se substituir "lista negra" por termos como "lista de restrições", "lista suja" ou "lista proibida", evitando o uso pejorativo da palavra "negro".
Nega maluca
O termo "nega maluca" pode ser ofensivo por usar um termo racial pejorativo ("nega") em conjunto com uma característica negativa ("maluca"). O nome correto do bolo, baseado em seu ingrediente principal, é simplesmente "bolo de chocolate".
Criado mudo
O uso da expressão "criado-mudo" é desaconselhado por muitos por sua suposta associação com a escravidão. A expressão seria uma referência a uma prática desumana, em que escravizados ficavam parados em silêncio ao lado da cama para servir os “donos”. Eles teriam as línguas cortadas para não atrapalhar o sono de seus senhores. Com o tempo, um móvel os substituíram, mas o nome teria sido mantido.
Outra teoria para o termo é que ele teria vindo, na verdade, do inglês britânico "dumbwaiter", algo como "garçom burro" em tradução livre, que foi um móvel inventado na Inglaterra.
Nhaca
Embora a palavra em si não possua uma conotação racial direta, desde a época colonial o termo é usado para falar de algo com cheiro forte e desagradável. O que pouca gente sabe é que Inhaca é uma ilha de Moçambique, na África, o que reforça estereótipos e preconceitos.
Mercado negro
A expressão associa a cor negra a atividades ilícitas ou clandestinas, reforçando estereótipos negativos. O termo "mercado ilegal" ou "comércio informal" descreve com precisão a natureza dessas transações sem recorrer a termos racialmente carregados.
Parabéns!
Agora que descobriu como interagir com o documento, conseguirá aproveitar ao máximo o conteúdo da cartilha!
Boa leitura!
Pão mais branco ou mais moreno
Utilizar termos como "pão mais branco" ou "pão mais moreno" pode reforçar uma hierarquia de cores onde o branco é associado à pureza ou superioridade, e o moreno a algo menos desejável. A descrição mais neutra seria "pão mais claro" ou "pão mais escuro", focando apenas na tonalidade visual sem conotações valorativas.
Nega maluca
O termo "nega maluca" pode ser ofensivo por usar um termo racial pejorativo ("nega") em conjunto com uma característica negativa ("maluca"). O nome correto do bolo, baseado em seu ingrediente principal, é simplesmente "bolo de chocolate".
Denegrir
Denegrir significa “tornar negro”, mas comumente é usado no sentido figurado de manchar a reputação, como sinônimo de difamar, associando o “tornar-se negro” a algo ofensivo, “manchando” a reputação
Denegrir
Denegrir significa “tornar negro”, mas comumente é usado no sentido figurado de manchar a reputação, como sinônimo de difamar, associando o “tornar-se negro” a algo ofensivo
Humor negro
O termo "humor negro" pode ser problemático por associar temas polêmicos a uma cor que historicamente sofreu com preconceitos. A expressão "humor ácido" ou "humor sarcástico" descreve adequadamente esse tipo de humor, focando na sua característica irônica e chocante, sem evocar conotações raciais. Esse estilo de humor é muito usado para explorar tabus ou situações desconfortáveis para provocar o riso, como morte, doença e tragédia.
"Crioulo"
Termo historicamente carregado de conotação pejorativa e de escravidão, usado para ofender e desumanizar.
Nhaca
Embora a palavra em si não possua uma conotação racial direta, desde a época colonial o termo é usado para falar de algo com cheiro forte e desagradável. O que pouca gente sabe é que Inhaca é uma ilha de Moçambique, na África, o que reforça estereótipos e preconceitos.
Criado mudo
O uso da expressão "criado-mudo" é desaconselhado por muitos por sua suposta associação com a escravidão. A expressão seria uma referência a uma prática desumana, em que escravizados ficavam parados em silêncio ao lado da cama para servir os “donos”. Eles teriam as línguas cortadas para não atrapalhar o sono de seus senhores. Com o tempo, um móvel os substituíram, mas o nome teria sido mantido.
Outra teoria para o termo é que ele teria vindo, na verdade, do inglês britânico "dumbwaiter", algo como "garçom burro" em tradução livre, que foi um móvel inventado na Inglaterra.
Doméstica
A palavra "doméstica" remonta ao período da escravidão, referindo-se às mulheres negras que trabalhavam dentro da casa-grande. O termo carregava a ideia de que pessoas negras eram vistas como animais que precisavam ser "domesticados" para servirem à família branca. Substitua por "empregada" ou "funcionária".
Samba do crioulo doido
A expressão "samba do crioulo doido" é considerada racista por utilizar de forma pejorativa o termo "crioulo" e associar um ritmo cultural brasileiro a uma condição de desordem ou caos. Expressões como "confusão", "bagunça generalizada" ou "desordem total" comunicam a mesma ideia de forma neutra.
"Negra de beleza exótica"
O termo "exótico" usado nesse contexto trata a beleza negra como algo fora do padrão, estranha ou primitiva.
Pão mais branco ou mais moreno
Utilizar termos como "pão mais branco" ou "pão mais moreno" pode reforçar uma hierarquia de cores onde o branco é associado à pureza ou superioridade, e o moreno a algo menos desejável. A descrição mais neutra seria "pão mais claro" ou "pão mais escuro", focando apenas na tonalidade visual sem conotações valorativas.
Doméstica
A palavra "doméstica" remonta ao período da escravidão, referindo-se às mulheres negras que trabalhavam dentro da casa-grande. O termo carregava a ideia de que pessoas negras eram vistas como animais que precisavam ser "domesticados" para servirem à família branca. Substitua por "empregada" ou "funcionária".
"Negro de alma branca"
A expressão deve ser abolida pois sugere o branqueamento da pessoa negra, perpetuando a ideia de superioridade branca.
Parte 2 - Cartilha interativa - Racismo Linguístico
Iuri
Created on October 16, 2025
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PARTE 2
A cor das Palavras
Racismo linguístico
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Elaboração
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Momento QUIZ - Jogo de perguntas e respostas
Você conhece as expressões racistas?
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Falando em lista, que tal adicionarmos mais algumas palavras e expressões à nossa "lista proibida" de expressões racistas? Para isso, vamos começar um novo jogo!
Sim!
Jogo - Complete a frase
Você conhece as expressões racistas?
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Complete a frase racista
Desconstrua as expressões racistas
"Crioulo"
"Negro de alma branca"
"Negra de beleza exótica"
Literatura negra para inspirar
Neide Almeida
Nasci de cabeça feita. No começo, não sabia. Entre os hábeis dedos maternos via os meus crespos fios domados por um laço, que me prendia também por dentro. Cresci sob um mito, medo de me ver refletida no espelho do que sempre fui. Mas ainda menina, meu desejo já se enroscava, virava trança e me protegia.
Nós: 20 poemas e uma oferenda
Literatura negra para inspirar
Chimamanda Ngozi
“Meu editor leu o manuscrito e disse: ‘Entendo que a questão racial é importante aqui, mas precisamos ter certeza de que o livro vai transcender a raça, para não ser só sobre isso’. E eu pensando: mas por que tenho que transcender a raça? Sabe, como se a questão racial fosse uma bebida que é melhor se for servida diluída, temperada com outros líquidos, ou os brancos não vão conseguir engolir.”
Americanah
Canal de denúncia
A Ouvidoria do TRT-14 é considerado canal institucional de recebimento de denúncias, assim como diretamente no sítio eletrônico do TRT-14, no link aqui constante. As denúncias possuem tratamento sigiloso.
Racismo é crime e também deve ser denunciado aos órgãos competentes para fins de responsabilização nas esferas penal e civil
Enquanto o crime ainda está acontecendo, a Polícia Militar pode ser acionada, ligando para o número 190 ou 100; Se o crime já ocorreu, a vítima deve se dirigir à Delegacia de Polícia Civil para registrar sua queixa, comparecendo, se possível, em companhia das testemunhas e com todas as provas que conseguir reunir.
www.trt14.jus.br
REFERÊNCIAS
Secretaria de Estado de Direitos Humanos - Governo do Espírito Santo: https://sedh.es.gov.br/Not%C3%ADcia/novembro-negro-conheca-algumas-expressoes-racistas-e-seus-significados
Secretaria da Cidadania e Justiça - Governo do Tocantins: https://www.to.gov.br/cidadaniaejustica/noticias/conheca-algumas-expressoes-racistas-e-por-que-moldar-o-vocabulario-e-uma-forma-de-combater-o-preconceito-racial/43yj0wrg7pzv
DESCONTRUA O RACISMO
Vamos juntos desaprender o racismo que se esconde na língua e recolorir nossa comunicação. Pense antes de falar. Qual a cor que você quer dar ao seu mundo?
É tempo de dar às nossas palavras uma nova paleta de cores: a do respeito, da igualdade e da celebração da diversidade.
Mercado negro
A expressão associa a cor negra a atividades ilícitas ou clandestinas, reforçando estereótipos negativos. O termo "mercado ilegal" ou "comércio informal" descreve com precisão a natureza dessas transações sem recorrer a termos racialmente carregados.
Humor negro
O termo "humor negro" pode ser problemático por associar temas polêmicos a uma cor que historicamente sofreu com preconceitos. A expressão "humor ácido" ou "humor sarcástico" descreve adequadamente esse tipo de humor, focando na sua característica irônica e chocante, sem evocar conotações raciais. Esse estilo de humor é muito usado para explorar tabus ou situações desconfortáveis para provocar o riso, como morte, doença e tragédia.
Mulato(a)
O termo "mulato(a)" tem origem controversa e pode ser considerado pejorativo, pois deriva da palavra "mula", um animal híbrido, oriundo do cruzamento de duas espécies diferentes, sugerindo uma condição inferior. As expressões "pardo(a)" ou "mestiço(a)" são mais neutras e socialmente aceitas para descrever pessoas miscigenadas.
Feito nas coxas
"Feito nas coxas" significa algo malfeito, sem capricho ou de qualquer jeito. A origem da expressão é debatida, mas a explicação mais comum é a que a associa à fabricação de telhas na época da escravidão, onde a argila era moldada sobre as coxas dos escravizados, resultando em telhas irregulares. Utilizar "serviço mal feito" ou "feito às pressas" descreve a ação de forma mais direta e sem ambiguidades.
Lista negra
O termo "lista negra" pode ter origem em práticas discriminatórias e associa a cor negra a algo negativo, como exclusão ou punição. Sugere-se substituir "lista negra" por termos como "lista de restrições", "lista suja" ou "lista proibida", evitando o uso pejorativo da palavra "negro".
Samba do crioulo doido
A expressão "samba do crioulo doido" é considerada racista por utilizar de forma pejorativa o termo "crioulo" e associar um ritmo cultural brasileiro a uma condição de desordem ou caos. Expressões como "confusão", "bagunça generalizada" ou "desordem total" comunicam a mesma ideia de forma neutra.
Feito nas coxas
"Feito nas coxas" significa algo malfeito, sem capricho ou de qualquer jeito. A origem da expressão é debatida, mas a explicação mais comum é a que a associa à fabricação de telhas na época da escravidão, onde a argila era moldada sobre as coxas dos escravizados, resultando em telhas irregulares. Utilizar "serviço mal feito" ou "feito às pressas" descreve a ação de forma mais direta e sem ambiguidades.
Lista negra
O termo "lista negra" pode ter origem em práticas discriminatórias e associa a cor negra a algo negativo, como exclusão ou punição. Sugere-se substituir "lista negra" por termos como "lista de restrições", "lista suja" ou "lista proibida", evitando o uso pejorativo da palavra "negro".
Nega maluca
O termo "nega maluca" pode ser ofensivo por usar um termo racial pejorativo ("nega") em conjunto com uma característica negativa ("maluca"). O nome correto do bolo, baseado em seu ingrediente principal, é simplesmente "bolo de chocolate".
Criado mudo
O uso da expressão "criado-mudo" é desaconselhado por muitos por sua suposta associação com a escravidão. A expressão seria uma referência a uma prática desumana, em que escravizados ficavam parados em silêncio ao lado da cama para servir os “donos”. Eles teriam as línguas cortadas para não atrapalhar o sono de seus senhores. Com o tempo, um móvel os substituíram, mas o nome teria sido mantido. Outra teoria para o termo é que ele teria vindo, na verdade, do inglês britânico "dumbwaiter", algo como "garçom burro" em tradução livre, que foi um móvel inventado na Inglaterra.
Nhaca
Embora a palavra em si não possua uma conotação racial direta, desde a época colonial o termo é usado para falar de algo com cheiro forte e desagradável. O que pouca gente sabe é que Inhaca é uma ilha de Moçambique, na África, o que reforça estereótipos e preconceitos.
Mercado negro
A expressão associa a cor negra a atividades ilícitas ou clandestinas, reforçando estereótipos negativos. O termo "mercado ilegal" ou "comércio informal" descreve com precisão a natureza dessas transações sem recorrer a termos racialmente carregados.
Parabéns!
Agora que descobriu como interagir com o documento, conseguirá aproveitar ao máximo o conteúdo da cartilha!
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Pão mais branco ou mais moreno
Utilizar termos como "pão mais branco" ou "pão mais moreno" pode reforçar uma hierarquia de cores onde o branco é associado à pureza ou superioridade, e o moreno a algo menos desejável. A descrição mais neutra seria "pão mais claro" ou "pão mais escuro", focando apenas na tonalidade visual sem conotações valorativas.
Nega maluca
O termo "nega maluca" pode ser ofensivo por usar um termo racial pejorativo ("nega") em conjunto com uma característica negativa ("maluca"). O nome correto do bolo, baseado em seu ingrediente principal, é simplesmente "bolo de chocolate".
Denegrir
Denegrir significa “tornar negro”, mas comumente é usado no sentido figurado de manchar a reputação, como sinônimo de difamar, associando o “tornar-se negro” a algo ofensivo, “manchando” a reputação
Denegrir
Denegrir significa “tornar negro”, mas comumente é usado no sentido figurado de manchar a reputação, como sinônimo de difamar, associando o “tornar-se negro” a algo ofensivo
Humor negro
O termo "humor negro" pode ser problemático por associar temas polêmicos a uma cor que historicamente sofreu com preconceitos. A expressão "humor ácido" ou "humor sarcástico" descreve adequadamente esse tipo de humor, focando na sua característica irônica e chocante, sem evocar conotações raciais. Esse estilo de humor é muito usado para explorar tabus ou situações desconfortáveis para provocar o riso, como morte, doença e tragédia.
"Crioulo"
Termo historicamente carregado de conotação pejorativa e de escravidão, usado para ofender e desumanizar.
Nhaca
Embora a palavra em si não possua uma conotação racial direta, desde a época colonial o termo é usado para falar de algo com cheiro forte e desagradável. O que pouca gente sabe é que Inhaca é uma ilha de Moçambique, na África, o que reforça estereótipos e preconceitos.
Criado mudo
O uso da expressão "criado-mudo" é desaconselhado por muitos por sua suposta associação com a escravidão. A expressão seria uma referência a uma prática desumana, em que escravizados ficavam parados em silêncio ao lado da cama para servir os “donos”. Eles teriam as línguas cortadas para não atrapalhar o sono de seus senhores. Com o tempo, um móvel os substituíram, mas o nome teria sido mantido. Outra teoria para o termo é que ele teria vindo, na verdade, do inglês britânico "dumbwaiter", algo como "garçom burro" em tradução livre, que foi um móvel inventado na Inglaterra.
Doméstica
A palavra "doméstica" remonta ao período da escravidão, referindo-se às mulheres negras que trabalhavam dentro da casa-grande. O termo carregava a ideia de que pessoas negras eram vistas como animais que precisavam ser "domesticados" para servirem à família branca. Substitua por "empregada" ou "funcionária".
Samba do crioulo doido
A expressão "samba do crioulo doido" é considerada racista por utilizar de forma pejorativa o termo "crioulo" e associar um ritmo cultural brasileiro a uma condição de desordem ou caos. Expressões como "confusão", "bagunça generalizada" ou "desordem total" comunicam a mesma ideia de forma neutra.
"Negra de beleza exótica"
O termo "exótico" usado nesse contexto trata a beleza negra como algo fora do padrão, estranha ou primitiva.
Pão mais branco ou mais moreno
Utilizar termos como "pão mais branco" ou "pão mais moreno" pode reforçar uma hierarquia de cores onde o branco é associado à pureza ou superioridade, e o moreno a algo menos desejável. A descrição mais neutra seria "pão mais claro" ou "pão mais escuro", focando apenas na tonalidade visual sem conotações valorativas.
Doméstica
A palavra "doméstica" remonta ao período da escravidão, referindo-se às mulheres negras que trabalhavam dentro da casa-grande. O termo carregava a ideia de que pessoas negras eram vistas como animais que precisavam ser "domesticados" para servirem à família branca. Substitua por "empregada" ou "funcionária".
"Negro de alma branca"
A expressão deve ser abolida pois sugere o branqueamento da pessoa negra, perpetuando a ideia de superioridade branca.