Diário de bordo
Luísa Saúde
A Minha linha do tempo
desde 2008
2025
2023
2018
2014
2008
A entrada na escola
A entrada para o ensino Secundário
A minha primeira viagem de avião
o meu nascimento
Hoje em dia
O dia que nunca esquecerei
Aprendizagem
TEMA: PROCESSOS MENTAIS | Capítulo 1 | 1.3 Aprendizagem
Justificação da Escolha
Autor Científico de Referência
Jean Piaget
4ª Entrada
5ª Entrada
6ª Entrada
7ª Entrada
introdução:
(a partir dos 11-12 anos)
operatório formal.
Estágios do Desenvolvimento Cognitivo de Jean Piaget
operatório concreto
(0 – 2 anos)
(2 – 7 anos)
(7 – 11 anos)
sensório-motor
pré-operatório
Link
introdução:
Link
Um dos aspetos que mais me marcou na perspetiva teórica de Jean Piaget foi a ideia de assimilação. Entendo a assimilação como o processo em que nós usamos aquilo que já sabemos para compreender algo novo. Ou seja, quando aprendemos alguma coisa, não estamos a começar do zero. Sendo assim, tentamos encaixar essa novidade nas ideias que já temos na nossa cabeça. Eu consigo ver isto na minha vida, por exemplo, quando comecei a aprender uma nova disciplina na escola, neste caso, físico-química. No início, usei conhecimentos que já tinha de matérias parecidas para tentar perceber os conteúdos novos. Foi como se eu estivesse a "ligar” a informação nova ao que já fazia sentido para mim. Também já observei isto num primo, que é mais novo, que quando aprende uma palavra nova tenta logo relacioná-la com palavras que já conhece. Um aspeto positivo que identifico comigo é que normalmente consigo fazer essas ligações com facilidade, o que me ajuda a aprender mais rápido e a não ficar tão perdida quando surge algo novo. No entanto, um ponto a melhorar é que às vezes tento encaixar tudo nas ideias antigas e isso pode fazer com que eu não perceba bem algo que é realmente diferente. Nesses casos, preciso de estar mais aberta a mudar a minha forma de pensar, e não apenas adaptar o novo ao que já sei. Assim, a ideia de assimilação fez-me perceber melhor como eu própria aprendo e como o nosso pensamento vai evoluindo ao longo do tempo.
Entrada no ensino Secundário
Mais tarde, a passagem para o ensino secundário marcou outra fase de transformação. Foi um choque perceber que o ritmo acelerava, que os professores eram mais exigentes e que eu já não podia andar tão distraída. Senti-me um pouco perdida no início – tudo era mais sério. Mas também foi aí que comecei a descobrir mais sobre mim, sobre os meus interesses e a pensar, talvez pela primeira vez, no futuro de forma mais consciente. Aprendi que crescer não é só ganhar idade — é adaptar-me, fazer escolhas e lidar com mudanças.
A entrada na escola
primeiro grande passo nesse caminho foi a entrada na escola. Lembro-me bem desse dia: estava nervosa, sem saber o que esperar, mas também curiosa. Era a primeira vez que ficava tantas horas longe dos meus pais, num lugar onde tudo era novo – as pessoas, as rotinas, até os sons. Mas foi ali que fiz os meus primeiros amigos. Foi também aí que percebi que o medo que sentimos antes de algo novo pode dar lugar à descoberta, à alegria e ao crescimento.
A miss Susana, que acompanhava o grupo, notou a minha inquietação. Aproximou-se e explicou-me calmamente cada etapa do processo: o check-in, o embarque, o fecho dos cintos. As suas palavras foram um verdadeiro ponto de ancoragem no meio da confusão. A minha melhor amiga, Sara, também me ajudou a aliviar a tensão. Lembro-me de ela dizer, entre risos: — “Não penses no medo, pensa que estás a voar para cima das nuvens.” E foi exatamente isso que tentei fazer. No momento em que o avião começou a acelerar pela pista, senti o coração a bater mais depressa do que nunca. O som dos motores enchia-me os ouvidos, e o leve balanço do corpo durante a descolagem fez-me fechar os olhos por instinto. Houve segundos em que o medo quase me dominou. Mas, quando finalmente abrimos caminho pelas nuvens, tudo mudou. A luz que entrava pela janela era de um branco quase puro, e Lisboa lá em baixo parecia um desenho distante. Pela primeira vez, senti uma mistura de paz e admiração — como se o mundo tivesse parado por alguns instantes só para me deixar apreciar a sua imensidão. Durante o voo, o nervosismo foi dando lugar à curiosidade. Conversei, ri, e até tirei fotografias com os meus colegas até o comandante anunciou a aproximação a Londres
Hoje, ao recordar esse dia, percebo que a viagem foi muito mais do que um simples passeio escolar. Foi a primeira vez que me confrontei com o medo de algo totalmente desconhecido e descobri que a coragem não é ausência de medo, mas sim a capacidade de seguir em frente apesar dele.
A minha escolha recai sobre Aprendizagem porque reflete um dos maiores desafios pessoais que enfrentei recentemente: aprender a executar o topspin na direita (forehand).
No início, o movimento parecia impossível. O meu treinador dava-me as instruções, "começa com a raquete em baixo, bate a bola de baixo para cima, esfrega a bola para gerar rotação", mas os meus braços e o meu corpo simplesmente não conseguiam coordenar. As bolas batiam na rede ou voavam para fora. Eu sabia o que fazer (Memória Explícita), mas o meu corpo não sabia como fazê-lo. Isto gerou uma frustração intensa, que a psicologia explica como a fase de aquisição da habilidade onde a Memória de Trabalho está sobrecarregada. O que me fascinou foi a mudança que aconteceu. Após praticar, descansar e repetir o ciclo, houve um dia em que, de repente, o topspin saiu naturalmente. Não tive de pensar conscientemente "baixar a raquete", "rodar o punho", o movimento tornou-se automático. Acredito que esta experiência é a mais pessoal e vívida que tenho sobre como o nosso cérebro reescreve o hardware interno através da Aprendizagem e do descanso, transformando uma instrução complexa numa habilidade instintiva no campo.
o dia em que nasci
A minha história começou no ano em que nasci, um momento do qual não tenho memórias, mas que representa, para mim, o verdadeiro ponto de partida. frágil, completamente dependente dos outros. Penso muitas vezes como todos começamos assim: sem saber falar, andar ou decidir… e como, pouco a pouco, vamos construindo quem somos. Essa ideia dá-me uma sensação estranha de continuidade — como se tudo fizesse parte de um caminho que ainda estou a percorrer.
Aprender a pensar
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A minha viagem à Inglaterra
A minha primeira viagem de finalistas a Inglaterra foi uma experiência verdadeiramente inesquecível. Viajar para outro país com os meus colegas fez-me sentir livre e independente. Durante esses dias, conheci novos lugares, culturas e pessoas, e aprendi a lidar com situações fora da minha zona de conforto. Foi uma aventura cheia de descobertas, risos e momentos que guardarei para sempre. Esta experiência ensinou-me a aproveitar cada oportunidade, a valorizar as amizades e a manter a mente aberta ao mundo que me rodeia.
Personagens
Inês Aluna do 12.º ano, inteligente e empenhada, mas insegura quanto às suas capacidades. Acredita que aprender significa memorizar rapidamente e sente-se inferior quando isso não acontece. Ao longo da história, Inês representa o processo de desenvolvimento cognitivo descrito por Piaget, passando da assimilação à acomodação, até alcançar um novo equilíbrio mental. Narrador Figura externa que conduz a história e interpreta o percurso de Inês à luz da Psicologia. O narrador explica o significado das dificuldades, dos erros e das mudanças no pensamento da personagem, ajudando o espectador a compreender que o conflito cognitivo é essencial para a aprendizagem.
Jean Piaget (1896–1980) foi um psicólogo suíço, pioneiro no estudo do desenvolvimento cognitivo, com grande influência na Psicologia da Educação. O mesmo explica a aprendizagem como um processo ativo de construção do conhecimento. Para o autor, o indivíduo aprende ao interagir com o meio, organizando e reorganizando as suas estruturas mentais. Este processo ocorre através da assimilação, quando a nova informação é integrada nos esquemas existentes, e da acomodação, quando esses esquemas se modificam para se adaptarem à novidade. Piaget defende ainda que o desenvolvimento cognitivo acontece por estádios, sendo a aprendizagem dependente do nível de desenvolvimento intelectual do indivíduo. Assim, o ensino deve respeitar o ritmo e as capacidades cognitivas do aluno.
Hoje em dia
Recentemente, tenho passado por um processo mais silencioso, mas igualmente importante: estou a tentar perceber melhor quem sou e o que quero. Tenho pensado nas minhas emoções, nas minhas relações e até no meu papel no mundo. Às vezes sinto-me confusa, mas outras vezes surpreendida comigo mesma, com a minha capacidade de refletir e mudar. Comecei a dar mais valor à minha saúde mental, aos momentos de pausa, às conversas sinceras
Data: 12 de junho de 2018 Local: Lisboa — Londres O dia que nunca esquecerei remonta a junho de 2018, quando tinha apenas nove anos e realizei a minha primeira viagem de avião. Foi durante a viagem de finalistas do 4.º ano, e o destino era Inglaterra. Apesar da minha idade, recordo esse momento com nitidez — não apenas pelas paisagens ou pela emoção de conhecer outro país, mas porque foi a primeira vez que senti o verdadeiro significado de enfrentar o desconhecido. A manhã começou cedo, ainda o sol mal tinha nascido. A minha mãe acordou-me às cinco e meia, com um sorriso que tentava disfarçar o nervosismo. Eu, por outro lado, oscilava entre a euforia e o medo. Tinha imaginado o voo dezenas de vezes — ora como uma aventura incrível, ora como algo assustador. No caminho para o aeroporto, o entusiasmo misturava-se com um nó no estômago que parecia apertar a cada quilómetro. Quando chegámos ao Aeroporto de Lisboa, fiquei impressionada com a imensidão do espaço. As luzes, as vozes em várias línguas, os aviões a descolar… tudo me parecia um mundo novo e intimidante. Ao passar pelo controlo de segurança, percebi que aquele era um momento de transição — não apenas para outro país, mas para uma nova experiência.
Aprender a pensar
Sinopse do filme:
Aprender a Pensar conta a história de Inês, uma aluna do 12.º ano que acredita que não aprende tão rápido como os outros. Habituada a estudar através da memorização, sente se frustrada quando percebe que decorar já não é suficiente para compreender os conteúdos escolares. Ao enfrentar dificuldades e dúvidas, Inês entra num processo de conflito cognitivo que a obriga a questionar as suas próprias formas de aprender. Progressivamente, deixa de tentar apenas encaixar a nova informação nos esquemas mentais que já possuía e começa a transformá-los, reorganizando o seu pensamento. Inspirada pelas teorias de Jean Piaget, a história mostra que aprender não é acumular respostas, mas passar por um processo de desequilíbrio, reconstrução e reequilíbrio cognitivo. No final, Inês não só compreende melhor a matéria, como descobre algo essencial: aprender é mudar a forma de pensar.
Diário de bordo
Luísa
Created on October 16, 2025
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A entrada na escola
A entrada para o ensino Secundário
A minha primeira viagem de avião
o meu nascimento
Hoje em dia
O dia que nunca esquecerei
Aprendizagem
TEMA: PROCESSOS MENTAIS | Capítulo 1 | 1.3 Aprendizagem
Justificação da Escolha
Autor Científico de Referência
Jean Piaget
4ª Entrada
5ª Entrada
6ª Entrada
7ª Entrada
introdução:
(a partir dos 11-12 anos)
operatório formal.
Estágios do Desenvolvimento Cognitivo de Jean Piaget
operatório concreto
(0 – 2 anos)
(2 – 7 anos)
(7 – 11 anos)
sensório-motor
pré-operatório
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introdução:
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Um dos aspetos que mais me marcou na perspetiva teórica de Jean Piaget foi a ideia de assimilação. Entendo a assimilação como o processo em que nós usamos aquilo que já sabemos para compreender algo novo. Ou seja, quando aprendemos alguma coisa, não estamos a começar do zero. Sendo assim, tentamos encaixar essa novidade nas ideias que já temos na nossa cabeça. Eu consigo ver isto na minha vida, por exemplo, quando comecei a aprender uma nova disciplina na escola, neste caso, físico-química. No início, usei conhecimentos que já tinha de matérias parecidas para tentar perceber os conteúdos novos. Foi como se eu estivesse a "ligar” a informação nova ao que já fazia sentido para mim. Também já observei isto num primo, que é mais novo, que quando aprende uma palavra nova tenta logo relacioná-la com palavras que já conhece. Um aspeto positivo que identifico comigo é que normalmente consigo fazer essas ligações com facilidade, o que me ajuda a aprender mais rápido e a não ficar tão perdida quando surge algo novo. No entanto, um ponto a melhorar é que às vezes tento encaixar tudo nas ideias antigas e isso pode fazer com que eu não perceba bem algo que é realmente diferente. Nesses casos, preciso de estar mais aberta a mudar a minha forma de pensar, e não apenas adaptar o novo ao que já sei. Assim, a ideia de assimilação fez-me perceber melhor como eu própria aprendo e como o nosso pensamento vai evoluindo ao longo do tempo.
Entrada no ensino Secundário
Mais tarde, a passagem para o ensino secundário marcou outra fase de transformação. Foi um choque perceber que o ritmo acelerava, que os professores eram mais exigentes e que eu já não podia andar tão distraída. Senti-me um pouco perdida no início – tudo era mais sério. Mas também foi aí que comecei a descobrir mais sobre mim, sobre os meus interesses e a pensar, talvez pela primeira vez, no futuro de forma mais consciente. Aprendi que crescer não é só ganhar idade — é adaptar-me, fazer escolhas e lidar com mudanças.
A entrada na escola
primeiro grande passo nesse caminho foi a entrada na escola. Lembro-me bem desse dia: estava nervosa, sem saber o que esperar, mas também curiosa. Era a primeira vez que ficava tantas horas longe dos meus pais, num lugar onde tudo era novo – as pessoas, as rotinas, até os sons. Mas foi ali que fiz os meus primeiros amigos. Foi também aí que percebi que o medo que sentimos antes de algo novo pode dar lugar à descoberta, à alegria e ao crescimento.
A miss Susana, que acompanhava o grupo, notou a minha inquietação. Aproximou-se e explicou-me calmamente cada etapa do processo: o check-in, o embarque, o fecho dos cintos. As suas palavras foram um verdadeiro ponto de ancoragem no meio da confusão. A minha melhor amiga, Sara, também me ajudou a aliviar a tensão. Lembro-me de ela dizer, entre risos: — “Não penses no medo, pensa que estás a voar para cima das nuvens.” E foi exatamente isso que tentei fazer. No momento em que o avião começou a acelerar pela pista, senti o coração a bater mais depressa do que nunca. O som dos motores enchia-me os ouvidos, e o leve balanço do corpo durante a descolagem fez-me fechar os olhos por instinto. Houve segundos em que o medo quase me dominou. Mas, quando finalmente abrimos caminho pelas nuvens, tudo mudou. A luz que entrava pela janela era de um branco quase puro, e Lisboa lá em baixo parecia um desenho distante. Pela primeira vez, senti uma mistura de paz e admiração — como se o mundo tivesse parado por alguns instantes só para me deixar apreciar a sua imensidão. Durante o voo, o nervosismo foi dando lugar à curiosidade. Conversei, ri, e até tirei fotografias com os meus colegas até o comandante anunciou a aproximação a Londres
Hoje, ao recordar esse dia, percebo que a viagem foi muito mais do que um simples passeio escolar. Foi a primeira vez que me confrontei com o medo de algo totalmente desconhecido e descobri que a coragem não é ausência de medo, mas sim a capacidade de seguir em frente apesar dele.
A minha escolha recai sobre Aprendizagem porque reflete um dos maiores desafios pessoais que enfrentei recentemente: aprender a executar o topspin na direita (forehand).
No início, o movimento parecia impossível. O meu treinador dava-me as instruções, "começa com a raquete em baixo, bate a bola de baixo para cima, esfrega a bola para gerar rotação", mas os meus braços e o meu corpo simplesmente não conseguiam coordenar. As bolas batiam na rede ou voavam para fora. Eu sabia o que fazer (Memória Explícita), mas o meu corpo não sabia como fazê-lo. Isto gerou uma frustração intensa, que a psicologia explica como a fase de aquisição da habilidade onde a Memória de Trabalho está sobrecarregada. O que me fascinou foi a mudança que aconteceu. Após praticar, descansar e repetir o ciclo, houve um dia em que, de repente, o topspin saiu naturalmente. Não tive de pensar conscientemente "baixar a raquete", "rodar o punho", o movimento tornou-se automático. Acredito que esta experiência é a mais pessoal e vívida que tenho sobre como o nosso cérebro reescreve o hardware interno através da Aprendizagem e do descanso, transformando uma instrução complexa numa habilidade instintiva no campo.
o dia em que nasci
A minha história começou no ano em que nasci, um momento do qual não tenho memórias, mas que representa, para mim, o verdadeiro ponto de partida. frágil, completamente dependente dos outros. Penso muitas vezes como todos começamos assim: sem saber falar, andar ou decidir… e como, pouco a pouco, vamos construindo quem somos. Essa ideia dá-me uma sensação estranha de continuidade — como se tudo fizesse parte de um caminho que ainda estou a percorrer.
Aprender a pensar
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A minha viagem à Inglaterra
A minha primeira viagem de finalistas a Inglaterra foi uma experiência verdadeiramente inesquecível. Viajar para outro país com os meus colegas fez-me sentir livre e independente. Durante esses dias, conheci novos lugares, culturas e pessoas, e aprendi a lidar com situações fora da minha zona de conforto. Foi uma aventura cheia de descobertas, risos e momentos que guardarei para sempre. Esta experiência ensinou-me a aproveitar cada oportunidade, a valorizar as amizades e a manter a mente aberta ao mundo que me rodeia.
Personagens
Inês Aluna do 12.º ano, inteligente e empenhada, mas insegura quanto às suas capacidades. Acredita que aprender significa memorizar rapidamente e sente-se inferior quando isso não acontece. Ao longo da história, Inês representa o processo de desenvolvimento cognitivo descrito por Piaget, passando da assimilação à acomodação, até alcançar um novo equilíbrio mental. Narrador Figura externa que conduz a história e interpreta o percurso de Inês à luz da Psicologia. O narrador explica o significado das dificuldades, dos erros e das mudanças no pensamento da personagem, ajudando o espectador a compreender que o conflito cognitivo é essencial para a aprendizagem.
Jean Piaget (1896–1980) foi um psicólogo suíço, pioneiro no estudo do desenvolvimento cognitivo, com grande influência na Psicologia da Educação. O mesmo explica a aprendizagem como um processo ativo de construção do conhecimento. Para o autor, o indivíduo aprende ao interagir com o meio, organizando e reorganizando as suas estruturas mentais. Este processo ocorre através da assimilação, quando a nova informação é integrada nos esquemas existentes, e da acomodação, quando esses esquemas se modificam para se adaptarem à novidade. Piaget defende ainda que o desenvolvimento cognitivo acontece por estádios, sendo a aprendizagem dependente do nível de desenvolvimento intelectual do indivíduo. Assim, o ensino deve respeitar o ritmo e as capacidades cognitivas do aluno.
Hoje em dia
Recentemente, tenho passado por um processo mais silencioso, mas igualmente importante: estou a tentar perceber melhor quem sou e o que quero. Tenho pensado nas minhas emoções, nas minhas relações e até no meu papel no mundo. Às vezes sinto-me confusa, mas outras vezes surpreendida comigo mesma, com a minha capacidade de refletir e mudar. Comecei a dar mais valor à minha saúde mental, aos momentos de pausa, às conversas sinceras
Data: 12 de junho de 2018 Local: Lisboa — Londres O dia que nunca esquecerei remonta a junho de 2018, quando tinha apenas nove anos e realizei a minha primeira viagem de avião. Foi durante a viagem de finalistas do 4.º ano, e o destino era Inglaterra. Apesar da minha idade, recordo esse momento com nitidez — não apenas pelas paisagens ou pela emoção de conhecer outro país, mas porque foi a primeira vez que senti o verdadeiro significado de enfrentar o desconhecido. A manhã começou cedo, ainda o sol mal tinha nascido. A minha mãe acordou-me às cinco e meia, com um sorriso que tentava disfarçar o nervosismo. Eu, por outro lado, oscilava entre a euforia e o medo. Tinha imaginado o voo dezenas de vezes — ora como uma aventura incrível, ora como algo assustador. No caminho para o aeroporto, o entusiasmo misturava-se com um nó no estômago que parecia apertar a cada quilómetro. Quando chegámos ao Aeroporto de Lisboa, fiquei impressionada com a imensidão do espaço. As luzes, as vozes em várias línguas, os aviões a descolar… tudo me parecia um mundo novo e intimidante. Ao passar pelo controlo de segurança, percebi que aquele era um momento de transição — não apenas para outro país, mas para uma nova experiência.
Aprender a pensar
Sinopse do filme:
Aprender a Pensar conta a história de Inês, uma aluna do 12.º ano que acredita que não aprende tão rápido como os outros. Habituada a estudar através da memorização, sente se frustrada quando percebe que decorar já não é suficiente para compreender os conteúdos escolares. Ao enfrentar dificuldades e dúvidas, Inês entra num processo de conflito cognitivo que a obriga a questionar as suas próprias formas de aprender. Progressivamente, deixa de tentar apenas encaixar a nova informação nos esquemas mentais que já possuía e começa a transformá-los, reorganizando o seu pensamento. Inspirada pelas teorias de Jean Piaget, a história mostra que aprender não é acumular respostas, mas passar por um processo de desequilíbrio, reconstrução e reequilíbrio cognitivo. No final, Inês não só compreende melhor a matéria, como descobre algo essencial: aprender é mudar a forma de pensar.