Repreensões aos peixes em particular
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Repreensões aos peixes em particular
Cap. V
# Voadores
Exposição e Confirmação
V / VI
Traços caracterizadores
Defeitos
Analogia com figuras humanas
VAIDOSO
Alegoria e crítica social
AMBIÇÃO DESMEDIDA
Anterior
# POLVO
Repreensões aos peixes em particular
Cap. V
Exposição e Confirmação
V / VI
Traços caracterizadores
Defeitos
Analogia com figuras humanas
Traidor
HIPÓCRITA
Alegoria e crítica social
Anterior
Santo antónio como Figura exemplar
Conclusão
Final das repreensões aos peixes em particular
No capítulo V, mencionei louvores e advirto-vos, irmãos peixes, contra a ganância e o uso indevido dos bens alheios. Uso o exemplo bíblico de São Pedro, que encontrou uma moeda na boca de um peixe para pagar o tributo, para vos mostrar que até os animais sofrem as consequências dos pecados humanos. Quero que entendais que quem se enriquece com o mal dos outros, como com os bens dos náufragos, será castigado. Assim, condeno a avareza e a injustiça, defendendo a pureza moral e o desapego aos bens materiais.
Questões
Referências
Referências
CAMEIRA, Célia; PINTO, Alexandre; CARDOSO, Carla; RIBEIRO, Joana. Manual PRO
em Português: Módulo 4, 5, 6. Local de publicação: Editora Leya, 2024, p.44-45.
https://resumosoltos.weebly.com/uploads/5/7/5/7/57577713/serm%C3%A3o_de_santo_ant
%C3%B3nio_aos_peixes.pdf
Simão Mago, recorrendo à magia negra, fingia ser um filho de Deus, e, tal como aos peixes Voadores, queria subir ao céu para demonstrar que era superior aos outros. No entanto, quando tentou realizar tal ato, caiu por intervenção de São Pedro, revelando-se um impostor. Para o castigar, Deus fez com que, ao cair, Simão partisse os pés já que ele preferia voar no céu do que andar na terra.
Ícaro, um herói mitológico, recebeu do pai asas de cera e, ao tentar aproximar-se do sol, viu-as derreter, caindo depois ao mar, onde morreu afogado.
Segundo Vieira, Santo António, tal como os peixes Voadores, também tem asas para voar. Contudo, a diferença está na forma como ele voa.
Neste texto, Vieira recorre à personagem da "mulher que recebeu asas de Águia" do livro do Apocalipse, para mostrar que existem asas para "voar para cima" e asas para "voar para baixo".
Santo António "voa para baixo", ou seja, ele é um homem humilde que tem ambição espiritual e sempre em consideração que não é superior aos outros.
Como conselho, Vieira diz aos Voadores para utilizarem as suas asas de maneira a serem cautelosos, evitando possíveis perigos quer na superfície, como "velas" ou "costados", quer no mar.
Os peixes Voadores, como o nome indica, têm barbatanas tão grandes que até parecem asas de pássaros. Estes peixes utilizam-nas não só para nadar, mas como também para voar acima da linha da água.
Traços Caracterizadores
Este molusco marinho é comparado a um monge e a uma estrela, pois a sua cabeça parece apresentar um capelo, enquanto que os seus braços estão dispostos em forma de estrela, ostentando brandura e mansidão.
Não possui espinha ou osso, quase como uma alusão à falta de carácter que apresenta.
Ainda no segundo parágrafo, Padre António Vieira apela ao Polvo para que se inspire em Santo António, o Pregador, considerando-o um exemplo de pureza, sinceridade e verdade, sem qualquer maldade ou falsidade.
E, no passado, estas virtudes enaltecidas eram inatas aos portugueses, sem a necessidade de uma santidade.
A sua traição consiste na camuflagem que apresenta, podendo passar despercebido
por todos.
Esta caraterística seria positiva se não fosse pelo facto de o Polvo atacar pela
calada. Isto é, o Polvo usa a sua camuflagem para atacar os outros peixes.
Analogia com figuras humanas
Na sua verdadeira essência, o Polvo é o maior traidor do mar, porque se esconde, mudando de cor para atacar, mas também é o maior traidor da terra, quando comparado com Judas.
Judas, que trai Jesus pelas costas, “abraçou” Cristo da mesma forma que o Polvo abraça as suas presas.
Aparenta bondade e inocência, mas usa essa aparência para enganar, reforçando a ideia de traidor por São Basílio e Santo Ambrósio.
São Luís do Maranhão, Brasil (clique)
Introdução
Nos capítulos IV e V assistimos aos vícios condenáveis dos peixes em geral e em particular, respetivamente. Nesta apresentação, são abordados dois dos vícios humanos mais recorrentes, criticados através dos peixes: os Voadores; o Polvo. As repreensões dirigidas aos peixes têm como finalidade criticar ou condenar os comportamentos humanos, em especial os dos colonos portugueses, procurando levá-los a refletir e a alterar as suas ações.
Não se contentam com o facto de serem peixes e quererem ser aves.
Querem ir além da sua condição natural e ser melhores do que os outros peixes.
Alegoria e crítica social
O Polvo assemelha-se a um monge e a uma estrela, sugerindo santidade e bondade, mas essas mesmas características permitem-lhe dissimular-se e apanhar as suas presas desprevenidas.
Desta forma, o Polvo representa a dissimulação, a falsidade, o engano, a hipocrisia e a traição dos homens brancos do Maranhão.
E uma representação dos comportamentos dos falsos pregadores que não são coerentes com as suas palavras, denunciados no Exórdio.
Vieira utiliza os peixes Voadores como forma de criticar a vaidade, o capricho, a ambição desmedida e a presunção dos colonos portugueses de São Luís do Maranhão, pois estes ambicionam mais do que aquilo que são.
Ainda criticando os falsos pregadores, que centram o ato de pregar em si e não na mensagem cristã.
Repreensão aos peixes - Eva Vilela (º5) e Marisa Ferreira (nº18)
Eva Clemente Vilela
Created on October 15, 2025
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# Voadores
Exposição e Confirmação
V / VI
Traços caracterizadores
Defeitos
Analogia com figuras humanas
VAIDOSO
Alegoria e crítica social
AMBIÇÃO DESMEDIDA
Anterior
# POLVO
Repreensões aos peixes em particular
Cap. V
Exposição e Confirmação
V / VI
Traços caracterizadores
Defeitos
Analogia com figuras humanas
Traidor
HIPÓCRITA
Alegoria e crítica social
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Santo antónio como Figura exemplar
Conclusão
Final das repreensões aos peixes em particular
No capítulo V, mencionei louvores e advirto-vos, irmãos peixes, contra a ganância e o uso indevido dos bens alheios. Uso o exemplo bíblico de São Pedro, que encontrou uma moeda na boca de um peixe para pagar o tributo, para vos mostrar que até os animais sofrem as consequências dos pecados humanos. Quero que entendais que quem se enriquece com o mal dos outros, como com os bens dos náufragos, será castigado. Assim, condeno a avareza e a injustiça, defendendo a pureza moral e o desapego aos bens materiais.
Questões
Referências
Referências
CAMEIRA, Célia; PINTO, Alexandre; CARDOSO, Carla; RIBEIRO, Joana. Manual PRO em Português: Módulo 4, 5, 6. Local de publicação: Editora Leya, 2024, p.44-45.
https://resumosoltos.weebly.com/uploads/5/7/5/7/57577713/serm%C3%A3o_de_santo_ant %C3%B3nio_aos_peixes.pdf
Simão Mago, recorrendo à magia negra, fingia ser um filho de Deus, e, tal como aos peixes Voadores, queria subir ao céu para demonstrar que era superior aos outros. No entanto, quando tentou realizar tal ato, caiu por intervenção de São Pedro, revelando-se um impostor. Para o castigar, Deus fez com que, ao cair, Simão partisse os pés já que ele preferia voar no céu do que andar na terra.
Ícaro, um herói mitológico, recebeu do pai asas de cera e, ao tentar aproximar-se do sol, viu-as derreter, caindo depois ao mar, onde morreu afogado.
Segundo Vieira, Santo António, tal como os peixes Voadores, também tem asas para voar. Contudo, a diferença está na forma como ele voa.
Neste texto, Vieira recorre à personagem da "mulher que recebeu asas de Águia" do livro do Apocalipse, para mostrar que existem asas para "voar para cima" e asas para "voar para baixo".
Santo António "voa para baixo", ou seja, ele é um homem humilde que tem ambição espiritual e sempre em consideração que não é superior aos outros.
Como conselho, Vieira diz aos Voadores para utilizarem as suas asas de maneira a serem cautelosos, evitando possíveis perigos quer na superfície, como "velas" ou "costados", quer no mar.
Os peixes Voadores, como o nome indica, têm barbatanas tão grandes que até parecem asas de pássaros. Estes peixes utilizam-nas não só para nadar, mas como também para voar acima da linha da água.
Traços Caracterizadores
Este molusco marinho é comparado a um monge e a uma estrela, pois a sua cabeça parece apresentar um capelo, enquanto que os seus braços estão dispostos em forma de estrela, ostentando brandura e mansidão.
Não possui espinha ou osso, quase como uma alusão à falta de carácter que apresenta.
Ainda no segundo parágrafo, Padre António Vieira apela ao Polvo para que se inspire em Santo António, o Pregador, considerando-o um exemplo de pureza, sinceridade e verdade, sem qualquer maldade ou falsidade.
E, no passado, estas virtudes enaltecidas eram inatas aos portugueses, sem a necessidade de uma santidade.
A sua traição consiste na camuflagem que apresenta, podendo passar despercebido por todos.
Esta caraterística seria positiva se não fosse pelo facto de o Polvo atacar pela calada. Isto é, o Polvo usa a sua camuflagem para atacar os outros peixes.
Analogia com figuras humanas
Na sua verdadeira essência, o Polvo é o maior traidor do mar, porque se esconde, mudando de cor para atacar, mas também é o maior traidor da terra, quando comparado com Judas.
Judas, que trai Jesus pelas costas, “abraçou” Cristo da mesma forma que o Polvo abraça as suas presas.
Aparenta bondade e inocência, mas usa essa aparência para enganar, reforçando a ideia de traidor por São Basílio e Santo Ambrósio.
São Luís do Maranhão, Brasil (clique)
Introdução
Nos capítulos IV e V assistimos aos vícios condenáveis dos peixes em geral e em particular, respetivamente. Nesta apresentação, são abordados dois dos vícios humanos mais recorrentes, criticados através dos peixes: os Voadores; o Polvo. As repreensões dirigidas aos peixes têm como finalidade criticar ou condenar os comportamentos humanos, em especial os dos colonos portugueses, procurando levá-los a refletir e a alterar as suas ações.
Não se contentam com o facto de serem peixes e quererem ser aves.
Querem ir além da sua condição natural e ser melhores do que os outros peixes.
Alegoria e crítica social
O Polvo assemelha-se a um monge e a uma estrela, sugerindo santidade e bondade, mas essas mesmas características permitem-lhe dissimular-se e apanhar as suas presas desprevenidas.
Desta forma, o Polvo representa a dissimulação, a falsidade, o engano, a hipocrisia e a traição dos homens brancos do Maranhão.
E uma representação dos comportamentos dos falsos pregadores que não são coerentes com as suas palavras, denunciados no Exórdio.
Vieira utiliza os peixes Voadores como forma de criticar a vaidade, o capricho, a ambição desmedida e a presunção dos colonos portugueses de São Luís do Maranhão, pois estes ambicionam mais do que aquilo que são.
Ainda criticando os falsos pregadores, que centram o ato de pregar em si e não na mensagem cristã.