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SICAD M2 Reinserção em CAD

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Created on October 7, 2025

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Transcript

A importância da Reinserção em CAD

A Reinserção enquanto processo

A intervenção em Reinserção

Modelo de Intervenção em Reinserção - MIR

Modelo de Mediação Social e Comunitária - MSC

Áreas de intervenção

O desenvolvimento das estratégias de intervenção em Reinserção levam à mobilização de diferentes áreas da realidade biopsicossocial do/a cidadão/ã com CAD.

Num entendimento sistémico da intervenção em Reinserção, o restabelecimento das ligações dos/as cidadãos/ãs com CAD com as suas redes de suporte implica a dinamização de estratégias sistemáticas de acompanhamento e mediação social.

Saber mais

Área Socioterapia

Estratégias sistemáticas de acompanhamento e mediação social

Estas estratégias implicam intervir para além da capacitação do/a utente, ou sejam nos sistemas sociais / institucionais, promovendo a sua mobilidade, no sentido de:

  • Garantirem o acesso a condições básicas de vida aos cidadãos com CAD através da mobilização dos recursos sociais e de saúde disponíveis;
  • Aumentar os conhecimentos sobre a problemática dos CAD;
  • Desmistificar mitos e crenças face aos CAD;
  • Promover competências nas entidades para lidar com pessoas com CAD;
  • Sensibilizar e preparar as entidades formativas e empregadoras para a integração
profissional de pessoas com CAD;
  • Acompanhar as integrações efetuadas e resolver os eventuais conflitos;
  • Aumentar a rede de parceiros no âmbito da formação e do emprego;
  • Construir uma rede de parceiros com uma cultura de trabalho integrado.

Clique para aumentar a imagem

Modelo de Intervenção em Reinserção - MIR

A concretização da Intervenção em Reinserção nos serviços públicos de tratamento dos CAD segue as linhas de orientação do Modelo de Intervenção em Reinserção – MIR, quanto ao Plano Individual de Inserção (PII):

Estratégia de comprometimento das partes

Instrumento de apoio ao desenvolvimento

Implicação do/a utente na avaliação das suas necessidades

Fases da Intervenção

Modelo de Mediação Social e Comunitária - MSC

Objetivos: O trabalho de reinserção junto de cidadãos com Comportamentos Aditivos e Dependências (CAD) visa, sobretudo, o desenvolvimento da autonomia e a promoção da cidadania plena. Abordagem: Preconiza uma abordagem baseada no estabelecimento de uma relação de confiança entre o/a utente e o/a técnico/a de reinserção, sendo simultaneamente centrada no/a cidadão/ã e no seu meio ambiente.

Níveis de Intervenção

Sujestão: Consulte o documento "Relatório final: A intervenção em reinserção de pessoas com CAD" disponível nos recursos pedagógicos do presente módulo ou clique aqui.

Saúde

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Cuidados continuados
  • Unidades de Desabituação (UD)
  • Consultas de Especialidade
  • Comunidades Terapêuticas (CT)
  • Outras
  • IPSS/ONG’s
  • Comunidade Terapêutica
  • Unidade Desabituação
  • Consultas de especialidade
  • Centro de Saúde
  • Outra Equipa de Tratamento
  • Outros Serviços

Socioterapia

Considera-se que o trabalho de intervenção social envolve o acionar da área de intervenção - socioterapia - quando o acompanhamento social contempla um trabalho específico como por exemplo:

  • motivação para a mudança
  • tomada de decisão
  • valorização do autoconceito
  • aquisição de competências pessoais e sociais
  • entre outros,
... independentemente da necessidade de se trabalhar outras áreas de intervenção.

Quais as estruturas de encaminhamento?

A importância da Reinserção em CAD

As manifestações típicas dos comportamentos aditivos e dependências têm consequências marcadas na relação com a envolvente relacional social – relação do indivíduo com as suas redes. Recordemos alguns dos critérios de diagnóstico de Perturbação Aditiva que mais enquadram este facto:

  • Os CAD são mantidos mesmo perante evidências de problemas sociais ou interpessoais persistentes /recorrentes, os quais têm como origem, ou são exacerbados, por esses mesmos comportamentos;
  • Tempo muito significativo despendido para a aquisição da substância / envolvimento com o Jogo;
  • Diminuição significativa de outras atividades importantes

Aos quais frequentemente acrescem...

Emprego

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Prevenção da desinserção laboral
  • Integração profissional
  • Outras
  • Entidades Empregadoras
  • Empresas de Trabalho Temporário
  • IEFP - Emprego
  • IEFP - Medidas de Apoio
  • Clube de Emprego / Gabinete de Inserção Profissional / Espaço Similar

Estratégia de comprometimento das partes

Contempla a contratualização do Plano Individual de Inserção, uma estratégia de comprometimento das partes, estabelecendo um percurso de inserção, com definição de objetivos, estratégias a adotar, responsabilidades e etapas, ações prioritárias, a médio e longo prazo, que corresponda às necessidades pessoais, sociais e potencialidades diagnosticadas em cada momento de avaliação do processo.

Proteção Social

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Necessidades básicas:
    • de alimentação
    • vestuário
    • higiene pessoal
  • Necessidade de apoio económico:
    • subsistência
    • medicação
    • UD/CT
    • ensino/educação
    • habitação/alojamento
    • transportes/passe social
    • ajudas técnicas
  • C. Abrigo/C. Acolhimento
  • Estruturas de Saúde
  • ISS.IP - RSI
  • ISS.IP - Outras Prestações Sociais
  • Administração local
  • Santa Casa Misericórdia
  • IPSS/ONG’s
  • Outros Serviços

A intervenção em Reinserção

As estratégias de intervenção em Reinserção devem ser adequadas à situação em que o indivíduo se encontra, ao seu ciclo e contexto de vida, sempre em complementaridade com a atuação das outras áreas de intervenção:

  • Baseia-se numa abordagem centrada nas necessidades do/a cidadão/ã, nas suas características e recursos pessoais, tendo em conta o contexto em que se insere e a natureza e grau de gravidade dos comportamentos aditivos.
  • Assenta num diagnóstico rigoroso com identificação precisa de necessidades, recursos e potencialidades.

Quais as áreas de intervenção?

Poderá clicar sobre o esquema para o aumentar.

Família e Relações

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Menor em Situação de Risco
  • Outros apoios à Infância
  • Outras necessidades
  • Necessidades Básicas (leite, fraldas, material escolar, vestuário, etc.)
  • Inserção em Equipamentos de Educação/Amas
  • Apoio na relação familiar
  • Apoio a elementos da família
  • Recursos internos
  • Creches/Jardins Inf./ATL
  • Estruturas de Saúde
  • ISS.IP
  • CPCJ/Tribunal de Menores e Família
  • Outros Serviços

A Reinserção enquanto processo

Não existe um processo único de Reinserção, mas sim diferentes processos, adaptados às necessidades e possibilidades de indivíduos diferentes. A Reinserção deve ser vista enquanto processo global:

  • não é divisível em etapas sucessivas e inicia-se no mesmo momento em que começa a intervenção psicossocial. Não pode, assim, ser vista como uma fase de um processo sequencial linear desabituação => mudança no estilo de vida => Reinserção;
  • É um processo com carácter individualizado, já que cada indivíduo tem uma história única e um modo próprio de se situar face ao seu passado, presente e futuro;
  • É um processo comunitário, já que parte do meio social em que o/a consumidor/a se situa e pressupõe a articulação com os recursos disponíveis;
  • É, sobretudo, um processo contraditório, com avanços e retrocessos, que depende das vivências pessoais, dos contextos sócio-culturais e oportunidades sociais.

Educação / Formação

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Outras
  • Melhoria da qualificação escolar
  • Melhoria da qualificação profissional
  • Clube de Emprego / Gabinete de Inserção Profissional / Espaço Similar
  • IPSS /ONG
  • Empresas de Formação Profissional
  • Educação de Adultos
  • Ensino Regular/Recorrente
  • IEFP – Formação Profissional
  • Outros Serviços

Lazer / Ocupação de tempo

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Desenvolver atividades desportivas
  • Desenvolver atividades lúdico-ocupacionais
  • Outras
  • Outros Serviços
  • Centros de Dia
  • Associações Recreativo-Culturais
  • Associações/Clube Desportivos

Fases da Intervenção do MIR

Alta Social

Acolhimento

Implementação

Mantém-se o Follow-Up

Diagnóstico Inicial

Avaliação

Origina o Planeamento (PII)

Níveis da Intervenção do MSC

O Modelo de Mediação Social e Comunitária (MSC) atua em três níveis:

A intervenção em reinserção integra um continuum não linear de cuidados, desenhados a partir de um diagnóstico social e de um planeamento efetuado em conjunto com diversos stakeholders (cidadão, família, entidades parceiras).Consulte:

Previsão de canais de comunicação e parcerias diferentes estruturas de apoio

MACRO

Intervenção com a família e outros elementos significativos

MESO

  • Linhas Orientadoras para a Mediação Social e Comunitária no âmbito da Reinserção de Pessoas com Comportamentos Aditivos e Dependências. Lisboa: SICAD

MICRO

Focado na pessoa com CAD

  • Linhas de Orientação Técnica para a Intervenção em RRMD: competências dos interventores. Lisboa: SICAD

Habitação

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Outras
  • Melhoria das condições habitacionais
  • Procura de alternativa habitacional
  • Administração local
  • ISS.IP
  • Outros serviços

Instrumento de apoio ao desenvolvimento

Negociado e contratualizado com o/a utente, o Plano Individual de Inserção é um instrumento de apoio ao desenvolvimento dos percursos, da consciencialização da participação por parte do/a utente no seu percurso de vida e processo de reinserção, com objetivos, estratégias e mecanismos de avaliação definidos.

Cidadania / Justiça

Estruturas de Encaminhamento

Necessidades

  • Regularização da documentação pessoal
  • Apoio Sociojurídico
  • Tutela Paternal
  • Garantia de Direitos Sociais:
    • Reforma/Pensão de Invalidez
    • Subsídio de Desemprego
    • Outras garantias
  • Conservatórias
  • Outros Serviços
  • Arquivos de Identificação
  • ISS.IP
  • Serviço Estrangeiros e Fronteiras (SEF)
  • D.G. Reinserção Social/Tribunais

Implicação do utente na avaliação das suas necessidades

A implicação do/a utente na avaliação das suas necessidades torna o processo mais sustentável, permitindo o desenvolvimento de um Plano Individual de Inserção realista, em que o/a utente se reveja e se responsabilize pela sua prossecução. Não existe um tempo definido para a contratualização do Plano, ele deve ser elaborado e refletido no tempo real do/a utente.