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O primeiro modernismo

Bárbara Dinis

Created on October 6, 2025

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Transcript

CURSO DE LÍNGUAS HUMANIDADES ANO LETIVO 2025/26 HISTÓRIA A –12º ANO DE EsCOLARIDADE

O primeiro modernismo

(1911-1919)

entrar

Torres Vedras, Outubro 2025

Bárbara Dinis, nº3

índice

28 -» Revista "Orpheu"

2 -» Introdução

3 -» Contexto histórico e cultural

29 -» O fim do primeiro movimento modernista português

4 -» Influência das vanguardas

31 -» O legado do Primeiro Modernismo

5 -» Caracterização do Primeiro Modernismo

33 -» Conclusão

7 -» Principais artistas(Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor e Fernando Pessoa

34 -» Bibliografia e Webgrafia

Introdução

O Modernismo foi um movimento artístico, literário e cultural do início do século XX que rompeu com os padrões estéticos tradicionais, buscando uma expressão mais livre e adaptada à nova realidade social e tecnológica da época. Caracteriza-se pela inovação, subjetividade, liberdade de expressão e experimentação, refletindo as profundas transformações do período, como a primeira guerra mundial e os avanços científicos.

Influência das vanguardas

Contexto

Caracterização

Contexto

Início do século XX (1910) — o panorama artístico português ainda estava preso às tradições naturalistas e académicas do século XIX. Artistas como Silva Porto, Columbano Bordalo Pinheiro e Malhoa ainda dominavam, com pintura de costumes e temas rurais. A crítica e o público valorizavam o realismo e o naturalismo, resistindo à inovação.

Com as influências das vanguardas europeias

As primeiras reações contra o naturalismo surgiram por volta de 1911–1912, com a Exposição dos Humoristas Portugueses (1912), organizada por jovens artistas ligados à Escola de Belas-Artes. Foi o ponto de partida do Modernismo em Portugal, simbolizando uma ruptura com o passado artístico.

Fig. 1 - "dinamismo de um cavalo em corrida + casas"

Influência

das Vanguardas Europeias

As vanguardas europeias revolucionaram a arte e a literatura do início do século XX e marcaram uma grande rutura com a arte tradicional. Movimentos como o futurismo, o cubismo, o expressionismo e o surrealismo defendiam a liberdade creativa, a inovação e a experimentação, refletindo o espírito moderno de época feito de velocidade, tecnologia e mudança.

Fig. 2 - " Painting"

Caracterização

Rutura com o passado

Correntes dominantes (consideradas ultrapassadas)

• Naturalismo  • Academismo

Para que se desse a rutura com o passado

Defenderam

libertar a arte e a literatura das regras clássicas

Valorizaram

Fig. 3 - " Parto da viola Bom Ménage"

a inovação, a imaginação e a expressão individual

Caracterização

Com a chegada do Modernismo...

Objetivos

  • Revolucionar a cultura portuguesa
  • Trazer à arte e à literatura portuguesas o espírito de modernidade e experimentação do início do século XX
  • Colocar Portugal ao nível da inovação de Paris, Londres e Berlim

Fig. 4 - " Les Cavaliers"

Principais artistas

O Primeiro Modernismo português (1911–1919) reuniu artistas como Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor e Fernando Pessoa. Inspirados pelas vanguardas europeias, defenderam a rutura, liberdade e modernidade, renovando a arte, a literatura e a identidade nacional.

fernando pessoa

Amadeo de souza-cardoso

santa-rita pintor

almada negreiros

Amadeo de souza- cardoso

(páginas 104 e 105)

Nasceu a 14 de novembro de 1887 – Espinho

"Os Galgos"

foi para Paris em 1906

"Canção Popular – A Russa e o Figaro"

esteve em contacto com as vanguardas europeias e trouxe para Portugal essas ideias

"A Entrada"

Após regressar, expôs no Porto e Lisboa obras de orientação variada, experimentais

Fig. 5 - Amadeo de Souza-Cardoso

CONTRIBUTO

Almada negreiros

(página 106, Doc. 13 e página 108, Doc. 15)

nasceu a 7 de abril de 1893 - Trindade, São Tomé e Príncipe

Almada Negreiros foi:

“Manifesto Anti-Dantas e por Extenso”
“Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX”
“K4 O Quadrado Azul”

Autodidata, (começou no desenho humorístico e destacou-se pela sua escrita interventiva)

artista multidisciplinar, (dedicando-se ao desenho, pintura, poesia, teatro e ensaio)

Fig. 9 - "Almada Negreiros"

CONTRIBUTO

13

Santa-rita pintor

(páginas 107, Doc. 14 - A, 2)

31 de outubro de 1889 - São Jorge de Arroios, Lisboa

"Cabeça"
"Perspectiva Dinâmica de um Quarto ao Acordar"

Tal como Amadeo de Souza-Cardoso esteve em contacto com as vanguardas europeias e trouxe para Portugal essas ideias

"Orfeu nos Infernos"

Defendia uma arte moderna e provocadora

Fig. 13 - Santa-Rita Pintor

CONTRIBUTO

18

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

(páginas 104 e 105)

(páginas 104 e 105)

Nasceu a 13 de junho de 1888 – Lisboa

Poemas na revista Orpheu

Fernando Pessoa foi:

  • Ensaísta
  • Crítico literário
  • Poeta
"O Marinheiro"
Poemas de Alberto Caeiro Heterónimo

Criou vários heterónimos como por exemplo: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro (explorou diferentes estilos e visões através dessas vozes literárias)

CONTRIBUTO

23

Fig. 17 - Fernando Pessoa

Revista Orpheu

A Revista Orpheu foi uma publicação literária e artística que marcou o início do Primeiro Modernismo em Portugal. Surgiu em 1915, em Lisboa, e teve apenas dois números publicados, mas o seu impacto foi enorme. Criada por um grupo de jovens intelectuais entre eles Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Luís de Montalvor, Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, a revista pretendia romper com a arte tradicional e introduzir em Portugal as vanguardas europeias, como o futurismo, o cubismo e o sensacionismo. A Orpheu defendia uma liberdade total de criação, a valorização do inconsciente, da imaginação e da individualidade artística. As suas ideias e textos causaram escândalo na época, porque o público e a crítica não estavam preparados para tanta novidade. Apesar de curta, a Revista Orpheu tornou-se um símbolo da modernidade portuguesa, representando o desejo de fazer arte nova e de colocar Portugal ao nível cultural da Europa do século XX.

Fig. 21 - Revista Orpheu

28

O fim do primeiro movimento modernista português

(1919)

  • O Primeiro Modernismo Português é considerado o período mais brilhante do movimento
  • Chegou ao fim em 1919, marcado por acontecimentos trágicos e mudanças inevitáveis

Principais motivos da dissolução

  • Morte de Mário de Sá-Carneiro (1916)
  • Morte de Santa-Rita Pintor (1918)
  • Morte de Amadeo de Souza-Cardoso (1918)
  • Regresso dos Delaunay a França (1917)
  • Partida de Almada Negreiros para Paris (1919)

Estes acontecimentos enfraqueceram o grupo inicial, levando ao encerramento de uma fase profundamente inovadora na arte e na literatura portuguesas

29

O fim do primeiro movimento modernista português

(1919)

Surgiu uma nova geração de artistas e escritores, que continuou o espírito de renovação:

Durante a década de 1920, o movimento modernista manteve-se vivo, embora mais fragmentado

  • José Régio
  • João Gaspar Simões
  • Mário Eloy
  • Sarah Affonso

As revistas literárias voltaram a ter um papel central, destacando-se:

Presença (1927–1940) – símbolo da nova fase modernista

  • Os artistas enfrentaram resistência das instituições oficiais, sendo muitas vezes excluídos de exposições
  • Criaram e frequentaram espaços alternativos, como cafés e clubes, que se tornaram centros de divulgação da arte moderna

30

O Legado do Primeiro Modernismo

  • O legado do primeiro modernismo português ultrapassou o seu breve período de existência
  • Apesar do fim trágico de muitos protagonistas e da dispersão do grupo original, o movimento deixou marcas profundas na:
  • Através da ousadia e da inovação, os modernistas abriram caminho para:
  • Arte
  • Literatura
  • Cultura portuguesa
  • Novas formas de expressão
  • Uma atitude artística livre e criativa
  • A rutura com o passado

31

O Legado do Primeiro Modernismo

  • O espírito modernista continuou a inspirar as gerações seguintes
  • O modernismo não desapareceu com o fim do Orpheu:

Destacou-se na década de 1920, com:

  • Transformou-se,
  • Renovou-se,
  • E consolidou-se como o fundamento da modernidade artística em Portugal
  • A revista Presença (1927–1940)
  • O surgimento de novos autores que procuraram uma identidade moderna e autónoma para a cultura portuguesa.
  • Influenciou toda a produção cultural das décadas que se seguiram

32

Conclusão

O Primeiro Modernismo Português surgiu no início do século XX, num contexto de grandes transformações, trazendo liberdade criativa, inovação e ruptura com o tradicionalismo.Inspirado pelas vanguardas europeias (futurismo, cubismo e expressionismo), contou com figuras como Amadeo de Souza-Cardoso, Santa-Rita Pintor, Almada Negreiros e Fernando Pessoa, que divulgaram as suas ideias através da revista Orpheu. Apesar de breve, o movimento redefiniu a arte e a literatura portuguesas, deixando um legado duradouro e mostrando que Portugal podia dialogar com a modernidade europeia sem perder a sua identidade.

33

Bibliografia e webgrafia

  • Fortes, Alexandra e outros, Linhas da História (2013), História A 12º ano - Ensino Secundário, parte 1, 1ª ed, Areal Editores, Porto págs. 107 - 112;
  • Rosas, Maria Antónia Monterroso e outros, Entre Tempos (2023), História A 12º ano - Ensino Secundário, parte 1, 1ª ed, Porto Editora págs. 102 - 109;
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal;
  • https://gemini.google.com/?hl=pt-PT;
  • https://pt.pinterest.com/pin/6051780744842938/.

34

Poemas de Alberto Caeiro Heterónimo

“mestre” dos outros heterónimos

Poemas de Alberto Caeiro Heterónimo “mestre” dos outros heterónimos

  • Poemas simples, ligados à natureza, rejeitando abstrações e metafísica
  • Contribuição central para a estética modernista: perceção direta e experiência sensorial

Fig. 20 - primeiros poemas de Alberto Caeiro - 1914–1915

27

Sensacionismo

Definição:

Movimento literário e artístico português do início do séc.XX, criado por Fernando Pessoa (através do seu heterónimo Álvaro de Campos) e Mário de Sá-Carneiro.

Defende que a realidade é feita de sensações, ou seja, o que realmente existe para nós são as sensações que temos das coisas, e não as coisas em si.

"os Galgos"

"Os Galgos"

  • Uma das suas primeiras obras modernistas
  • Demonstra influência do futurismo e do cubismo, com linhas fortes e sensação de movimento
  • Representa dois galgos em corrida, símbolo de velocidade, energia e modernidade
  • Mostra o interesse de Amadeo em capturar o dinamismo da vida moderna

10

Fig. 6 - “Os Galgos (ou Coursing)” – 1911

“Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX"

“Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX"

  • Um dos manifestos mais conhecidos do futurismo em Portugal
  • Almada desafia os artistas e intelectuais portugueses a acordarem para a modernidade
  • O texto defende uma arte nova, moderna e universal, capaz de colocar Portugal ao nível das grandes vanguardas europeias
  • Representa o espírito combativo e interventivo do Primeiro Modernismo

Fig. 11 - “Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX” - 1917

16

"O Marinheiro"

"O Marinheiro"

  • Poema longo que antecipa o modernismo
  • Explora viagem, solidão e questionamento existencial
  • Mistura simbolismo com sensibilidade moderna e imaginativa

Fig. 19 - "O Marinheiro" - 1912 - 1915

26

"Manifesto Anti-Dantas"

"Manifesto Anti-Dantas"

  • Texto provocador escrito após o lançamento da Revista Orpheu
  • Almada ataca o conservadorismo artístico representado por Júlio Dantas, símbolo da arte tradicional portuguesa
  • É um grito de revolta modernista, defendendo a liberdade de criação e o rompimento com o passado
  • Tornou-se um símbolo da irreverência do futurismo português

15

Fig. 10 - “Manifesto Anti-Dantas e por Extenso” - 1915

Contributo

Foi uma figura central no movimento futurista português:

traduz manifestos, publica artigos, organiza exposições/conferências futuristas

Na segunda edição da revista "Orpheu":

Participou no “Comité Futurista de Lisboa” (1916), no Portugal Futurista de 1917

as suas reproduções são incluídas

influenciou a estética futurista/plástica que se comentava entre os modernistas (especialmente no corpo visual da revista)

19

"Canção Popular – A Russa e o Figaro"

"Canção Popular – A Russa e o Figaro"

  • Mistura motivos populares portugueses com influências internacionais
  • Expressa a ideia de que a arte pode ser nacional e universal ao mesmo tempo
  • Uso expressivo da cor e do ritmo, evocando a musicalidade e a energia popular
  • Representa o equilíbrio entre emoção, experimentação e identidade nacional

Fig. 7 - “Canção Popular (A Russa)” – 1916

11

Contributo

Introduziu em Portugal as vanguardas literárias europeias e deu ao Modernismo uma dimensão mais filosófica e intelectual

Influenciou fortemente outros modernistas, como Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro

ao criar os heterónimos

ampliou a diversidade literária e estética do movimento

Através do heterónimo Álvaro de Campos, escreveu “Ode Triunfal” (1914), primeiro texto futurista português

24

Poemas na revista Orpheu

Poemas na revista Orpheu

  • Publicou poemas sob o seu próprio nome e heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis)
  • Introduziu temas modernistas: rutura com a tradição e linguagem inovadora
  • Influenciou a estética e a geração modernista portuguesa

Fig. 18 - poemas publicados na revista Orpheu, tanto sob o seu próprio nome como sob heterónimos

25

"Orfeu nos Infernos"

"Orfeu nos Infernos"

  • Pintura a óleo sobre tela, também publicada na revista Portugal Futurista
  • Fusão de elementos do mito clássico com uma abordagem modernista
  • Caracterizada por formas geométricas e cores contrastantes
  • Representa a transição entre o real e o imaginário, típica do espírito vanguardista
  • Uma das poucas obras que sobreviveram à destruição de grande parte da sua produção

Fig. 16 - "Orfeu nos Infernos" - 1917

22

Contributo

Foi um dos fundadores do grupo futurista em Portugal

Escreveu manifestos importantes:

colaborou em revistas como Portugal Futurista onde organizou conferências futuristas

“Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX” (1917)

“Saltimbancos (Contrastes Simultâneos)”

  • Participou também na revista Orpheu

Estes textos proclamavam uma nova arte portuguesa, uma arte do século XX alinhada com progresso, liberdade estética e provocação do velho gosto

14

"cabeça"

"Cabeça"

  • Uma das obras centrais do modernismo português
  • Influenciada pelas máscaras africanas que Picasso usou em Les Demoiselles d’Avignon.
  • Apresenta formas circulares e dinâmicas, antecipando o cubismo e o futurismo
  • Publicada na revista Orpheu em 1915. Uma das poucas obras sobreviventes da sua produção

20

Fig. 14 - "Cabeça" - 1910-1912

"Perspectiva Dinâmica de um Quarto ao Acordar"

"Perspectiva Dinâmica de um Quarto ao Acordar"

  • Pintura a óleo sobre tela publicada na revista Portugal Futurista em 1917
  • Representa uma cena interior de forma fragmentada e dinâmica
  • Expressa o movimento e a percepção espacial de forma inovadora
  • Demonstra a influência do futurismo e a ruptura com convenções artísticas da época

Fig. 15 - "Perspectiva Dinâmica de um Quarto ao Acordar" - 1912

21

Contributo

apelidado por Almada Negreiros como “a primeira descoberta de Portugal na Europa do século XX”

o que mostra como

ele era visto como ponte entre Portugal e as vanguardas europeias

Experimentou com cor, forma, desdobramento espacial nas obras, ao adotar influências do:

As suas exposições :

  • causaram choque
  • provocaram reações fortes
  • estabeleceram um novo patamar de ousadia plástica no panorama artístico português

cubismo

abstracionismo

futurismo

“K4 O Quadrado Azul”

“K4 O Quadrado Azul”

  • Obra literária experimental e vanguardista, que mistura prosa, poesia e ilustração
  • Inspirada nas ideias futuristas, simbolistas e cubistas
  • Rompe com as regras tradicionais da narrativa e procura expressar o pensamento e a emoção de forma livre
  • É um exemplo claro da busca de Almada por uma “arte total”, onde o texto e a imagem se completam

Fig. 12 - “K4 O Quadrado Azul” - 1917

17

"A Entrada"

"A Entrada"

  • Criada no período em que Amadeo regressa a Portugal
  • Combina formas abstratas e cores intensas, aproximando-se do abstracionismo
  • Sugere uma passagem simbólica, uma entrada para o novo, ou seja, para a arte moderna
  • Demonstra a sua maturidade artística e a capacidade de integrar tradição e vanguarda

12

Fig, 8 - “A Entrada” – 1917