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Francisco Nogueira

Created on October 6, 2025

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Transcript

Introdução à Gestão de Projetos O Caso Denver: A Importância da Gestão de Projetos na Prevenção de Falhas

Isabel Sampaio - 8190729 Inês Ribeiro - 8220188 Eduardo Machado - 8250062 Hugo Teixeira - 8250065 José Nogueira - 8250067

Wellington Alves Jaime David Fernandes Teixeira

15 de outubro de 2025

Mestrado em Gestão de Projetos

2025 - 2026

Índice

1.

Apresentação do Caso de Estudo

2.

Relevância da Gestão de Projetos

3.

Stakeholders

4.

Principais restrições do projeto e a sua influência

5.

Ciclo de vida e contexto organizacional

6.

Áreas de conhecimento da Gestão de Projetos

7.

Documentos que deveriam ter existido

8.

Conclusão e Lições Aprendidas

Apresentação do Caso de Estudo

O projeto do sistema automatizado de bagagens do Aeroporto Internacional de Denver, iniciado em 1989, tinha como objetivo revolucionar o processo de transporte de bagagens, tornando-o totalmente automatizado para reduzir tempos de transferência, minimizar erros humanos e aumentar a eficiência operacional do novo aeroporto.

Custo Inicial

Data de Inauguração

193 Milhões de Dólares

Outubro de 1993

O sistema tornou-se um dos maiores fracassos da gestão de projetos, com malas danificadas, desorganização e colisões que evidenciaram falhas graves de planeamento e integração, fazendo do DIA Baggage System Failure um exemplo clássico de má gestão.

Relevância da Gestão de Projetos

O fracasso do sistema de bagagens do Aeroporto de Denver resultou de várias falhas de gestão que poderiam ter sido evitadas:

Planeamento
Comunicação entre equipas
Prazos irrealistas

Mudanças constantes do scope

Visões desalinhadas

Atraso de 16 meses

Custos excessivos
Controlo de riscos

1.1M de dólares por dia após o prazo original

Dada a complexidade do sistema, faltaram testes e estudos adequados para avaliar e reduzir os riscos.

Conceitos principais - Stakeholders

Conceitos principais - Principais restrições do projeto e a sua influência

Tempo
Custo
Qualidade

A data fixa de inauguração imposta por motivos políticos gerou pressão e levou a decisões apressadas e falta de testes.

O orçamento inicial de 193 milhões de dólares sofreu grandes derrapagens, e os cortes em fases críticas afetaram o desempenho do sistema.

A exigência de um sistema rápido e fiável não foi atingida, resultando em falhas constantes devido à falta de tempo e recursos.

Âmbito
Recursos
Risco

As alterações e ampliações do projeto aumentaram a complexidade e a descoordenação entre equipas e companhias aéreas.

A escassez de pessoal especializado e tempo de preparação dificultou a integração e a operação eficaz do sistema.

Os riscos tecnológicos elevados não foram devidamente avaliados nem mitigados, tornando o sistema demasiado ambicioso para o contexto.

Ciclo de vida e contexto organizacional

1995–2005
1989
1990–1991
1992–1994

Planeamento

Execução

Fecho

Iniciação

Lançamento do projeto para construir um novo sistema de bagagens automatizado e revolucionário para a época, com o objetivo de criar um aeroporto moderno e automatizado. Envolveu a Cidade de Denver e a BAE Systems.

O sistema funcionou parcialmente durante cerca de 10 anos, com custos elevados de manutenção, até ser desativado em 2005, representando um prejuízo superior a 560 milhões de dólares.

O planeamento revelou-se instável, com objetivos e requisitos constantemente alterados, prazos curtos e subestimação da complexidade tecnológica, agravada por falhas de comunicação.

Durante a implementação surgiram falhas no software e nos sensores, desorganização no manuseamento das bagagens e atrasos significativos, levando à construção de um sistema manual de apoio.

Estrutura Organizacional

Áreas de conhecimento da Gestão de Projetos

Integração e Âmbito

Faltou articulação entre todas as partes interessadas (Aeroporto, BAE Systems, companhias aéreas, segurança e logística). O projeto deveria ter sido melhor coordenado e com objetivos claros desde o início. O âmbito foi mal definido e alterado várias vezes — o projeto seria destinado inicialmente a apenas um terminal, mas foi expandido sem ajustes ao planeamento, aumentando a complexidade e o risco.

Tempo e Custos

O cronograma foi irrealista e sem margem para imprevistos. Previstos 2 anos de execução, mas o atraso foi de 16 meses acrescidos aos 2 anos iniciais. O orçamento estimado era de 193 milhões de dólares, mas atingiu 560 milhões, comprometendo o sucesso global do projeto.

Qualidade e Recursos

Faltou controlo de qualidade — não foram realizados testes faseados nem recolhido feedback dos utilizadores. As bagagens eram danificadas e o sistema falhava constantemente. A equipa técnica era insuficiente e inexperiente para um projeto desta dimensão, com substituição de líderes a meio da execução.

Áreas de conhecimento da Gestão de Projetos

Comunicação e Riscos

A comunicação entre equipas foi deficiente, com alterações constantes e falta de alinhamento entre técnicos e gestores. Não existiram planos de contingência nem testes piloto. Os riscos foram ignorados e identificados demasiado tarde, originando custos adicionais e atrasos.

Aquisições e Stakeholders

A BAE Systems não tinha experiência suficiente para um sistema aeroportuário desta escala. Os contratos deveriam incluir cláusulas de desempenho e penalizações por falhas. A gestão dos stakeholders foi fraca — as suas necessidades não foram corretamente identificadas, nem houve envolvimento eficaz no processo.

Conclusão

O fracasso do sistema de bagagens de Denver resultou da falta de integração entre as equipas, da ausência de um objetivo claro e de uma definição precisa dos seus utilizadores diretos, bem como de falhas na comunicação, no planeamento realista e na gestão de riscos. Uma boa gestão de projetos teria permitido reduzir falhas, controlar custos e prazos e garantir um sistema funcional e sustentável.

Milestones

1994
1989
1995
1991
1991–1993
1994-1995

Iniciação

Projeto Mal Definido

Adiamentos da Inauguração

• O sistema de bagagens causou múltiplos atrasos na inauguração do aeroporto (originalmente prevista para outubro de 1993). • O custo do projeto aumentou em centenas de milhões de dólares.

• O sistema foi adicionado ao projeto tardiamente e sem tempo adequado para testes e integração. • Várias companhias aéreas tinham requisitos diferentes para o manuseio de bagagens. • As especificações eram frequentemente alteradas durante a construção, dificultando a implementação de um sistema coeso. • A falta de comunicação entre engenheiros, gerentes e stakeholders foi crítica.

• A cidade de Denver iniciou o planeamento de um novo aeroporto. • A promessa era de um aeroporto moderno, eficiente e altamente automatizado — incluindo um sistema de bagagens revolucionário.

Contratação e Proposta

Teste do Sistema

Implementação Parcial

• A empresa BAE Automated Systems foi contratada para projetar e implementar um sistema completamente automatizado de transporte de bagagens. • A ideia era eliminar quase toda a necessidade de intervenção humana, usando uma complexa rede de tapetes, sensores e carros automatizados (denominados "telecabs").

• Numa demonstração pública para a imprensa, o sistema falhou de forma espetacular: - As malas eram lançadas, danificadas ou simplesmente desapareciam. -As passadeiras encravavam, os sensores falhavam e as malas acumulavam-se ou caíam fora do trajeto. • O teste revelou que o sistema era pouco fiável e praticamente inutilizável no estado em que se encontrava.

• O aeroporto finalmente foi inaugurado em 28 de fevereiro de 1995, com apenas uma parte do sistema automatizado em operação — e apenas para a United Airlines, no terminal B. • As demais companhias usaram sistemas manuais ou semi-automatizados. • O sistema da United também teve problemas e exigia constantes manutenções

Documentos que deveriam ter existido

  • Fase inicial:
  • Estudo de viabilidade: Não foi avaliada a viabilidade real do projeto; a decisão foi política.
  • Documento de requisitos: As companhias tinham exigências diferentes e faltou alinhamento desde o início.
  • Fase de Planeamento:
  • Plano de Gestão de Projetos: Ausência de um plano coeso dificultou a coordenação e o controlo.
  • Declaração de Âmbito: O âmbito foi alterado várias vezes sem controlo formal (scope creep).
  • Gestão de Riscos: Riscos mal avaliados e sem planos de mitigação eficazes.
  • Matriz de Responsabilidades: Funções e responsabilidades mal definidas.
  • Integração de Sistemas: A integração entre o sistema de bagagens e os restantes sistemas não foi devidamente planeada.
  • Fase de Execução:
  • Relatórios de Acompanhamento e Indicadores de Desempenho (KPI’s): A ausência de dados fiáveis comprometeu a tomada de decisão
  • Plano de Testes e Validação: O sistema foi testado tarde e de forma apressada, resultando numa demonstração pública desastrosa.
  • Plano de Contingência: O sistema falhou e não existia um plano de contingência eficaz — recorreu-se a processos manuais em desespero.

Lições Aprendidas

O projeto falhou por falta de definição clara do scope e dos requisitos, ausência de uma abordagem faseada e de testes adequados. A complexidade elevada, aliada a uma equipa de gestão inexperiente, agravou os problemas. Não houve envolvimento dos utilizadores finais nem comunicação eficaz entre stakeholders. Além disso, não existia um plano de contingência, o que impediu uma resposta eficaz às falhas e levou a custos e riscos acrescidos.

Conclusão do Projeto

O sistema automatizado acabou por ser usado apenas no Terminal B da United Airlines, como projetado no ínicio, enquanto os Terminais A e C regressaram ao método convencional de transporte de bagagens, numa tentativa de salvar parte do investimento. Foram contratadas equipas adicionais para corrigir falhas, e a United criou um sistema semi-automatizado de apoio. O aeroporto inaugurou com quase dois anos de atraso e, após uma década de problemas, a companhia abandonou o sistema, que custou 560 milhões de dólares em vez dos 190 milhões previstos.

Bibliografia

MBR Project Solutions. (s.d.). Project Management Case Study: Denver Baggage Fiasco. Disponível em: https://www.mbrprojectsolutions.com/blog/project-management-case-study-denver-baggage-fiasco Calleam. (s.d.). DIA Baggage System Failure Report. Disponível em: https://calleam.com/WTPF/wp-content/uploads/articles/DIABaggage.pdf Wrike. (s.d.). Lessons Learned from Project Failure at Denver International Airport. Disponível em: https://www.wrike.com/blog/lessons-learned-from-project-failure-at-denver-international-airport-why-checking-bags-is-still-a-pain EAJournals. (2025). Scope Creep [PDF]. Disponível em: https://eajournals.org/ijbmr/wp-content/uploads/sites/42/2025/04/Scope-Creep-1.pdf Monografias.com. (s.d.). Aeroporto Internacional de Denver. Disponível em: https://www.monografias.com/pt/docs/AEROPORTO-INTERNACIONAL-DE-DENVER-FK8SND8H8LJP YouTube. (s.d.). Project Management Case Studies _ Denver International Airport [Vídeo]. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=dBo8ltCwfUk

Obrigado

Alguma questão?

O projeto de automatização do sistema de transporte de bagagens era um empreendimento de grande escala, altamente complexo, com objetivos específicos e um prazo bem definido. Estas características são típicas de uma estrutura organizacional orientada a projetos, onde os recursos humanos e materiais são alocados exclusivamente ao desenvolvimento do projeto.

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